Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo por Leandro Narloch

by - 22:24

Olá pessoal. Me livrei da maldição dos posts só de madrugada, yey! Eu nem ia postar essa resenha hoje, mas como eu vi que o gráfico de views do dia estava perigosamente baixo e postando hoje eu posso demorar um pouquinho mais para postar As Crônicas de Kat (quer dizer, com o post saindo logo, eu posso terminar o capítulo duplo de ACDK sem desespero, mas vai sair essa semana mesmo, relaxem) além do fato de que se eu for postando o máximo que puder, eu consigo postar tudo que planejo para o Mês Literário sem ter que embolar um monte de post no fim do mês.
MAS CHEGA DE MIM, vamos à resenha:
"Este livro é contra a doutrinação que muitos brasileiros sofreram na escola. Não tem a pretensão de contar toda a história do mundo: seu alvo são os principais mitos sobre os últimos 2 mil anos que, apesar de terem sido derrubados há muito tempo por historiadores prevalecem nos livros didáticos, nas provas do Enem, nas conversas de bar."
- Resumo no fundo do livro
Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo é um daqueles livros que eu comprei pensando "Eu vou me arrepender amargamente de gastar esse dinheiro, mas eu não ligo porque é um livro". Só para começar, eu comprei ele por 46 reais no aeroporto de Confins quando todo dinheiro que eu tinha para qualquer emergência que acontecesse no caminho era 50 reais (e depois eu acabei indo parar em Porto Seguro, ou seja, eu me arrependi de ter gastado esse dinheiro, mas não muito), depois, ele ainda não estava na minha lista de livros mais desejados, mas como eu não achei outro livro que eu quisesse eu resolvi comprar ele no impulso (depois de ler a sinopse duas vezes), Eu poderia ter comprado muito mais livros com aquele dinheiro. Ainda bem que eu não fiz isso.
Ao contrário do que parece, esse livro não diz que tudo que a gente aprende na escola é mentira. Só mostra como muitas das coisas que a gente aprende quase que por osmose estão erradas. Por exemplo: é fácil demais decorar que na idade média a igreja pregava a castidade de forma a deixar todo mundo com medo, quando existem zilhões de provas de que isso é mentira. Ou que a culpa da miséria na África é da divisão artificial de fronteiras quando a mesma coisa aconteceu na América do Sul (que também foi explorada por muito mais tempo), e nem por isso as coisas ficaram tão complicadas. (Quer dizer, pensem, se depois da Proclamação da República - não falo da Independência porque o país continuou sendo monárquico, mas minha opinião sobre isso rende outro post - o Brasil fosse dominado por um ditador qualquer que simplesmente gostasse de ver sangue, o que não teria acontecido com o Brasil? Basta olhar para a Africa para saber. Claro que dividir e explorar o continente o prejudicou, mas se governos melhores tivessem o assumido - ou talvez se antes de os europeus chegarem a África existisse um governo melhor do que o deles - talvez a África passasse muita Europa por aí. Mas eu vou parar de falar antes que eu me anime e esse post fique infinito).
Quando eu comecei a ler o livro, durante o acampamento da igreja, um estudante de filosofia da PUC gritou e fechou o livro na minha mão, dizendo que não era para eu ler aquilo e que toda a turma dele odiava o autor desse livro (O que não significa nada pra mim. Na minha opinião - to vendo que vou ser xingada - estudantes e estudiosos de filosofia e literatura são tudo, menos confiáveis. Exceto meu professor atual de literatura, ele salvou minha opinião sobre o Barroco, que foi totalmente destruída por meu professor de literatura do primeiro ano, então merece créditos). Não precisei de muitas páginas para entender o motivo: a maior parte das coisas que tais estudantes tomam como dogmas e aceitam do fundo de suas almas é destruído empiricamente nesse livro e quase ninguém aceita que tudo que acredita está errado.
A única coisa que eu não gostei sobre o Guia foi o capítulo Comunismo: Ele ficou tendencioso demais. Eu sempre estou aberta a aceitar que tudo tem seu lado certo e seu lado errado e tento ao máximo entender os motivos que levam alguém a escolher uma posição em relação a algum assunto. O capítulo sobre o Comunismo - que começa com o título 32 RAZÕES PARA NÃO LEVAR O COMUNISMO A SÉRIO - deixa claro que o autor defende o capitalismo, já que ele lista casos mais do que constrangedores dos quais participaram líderes comunistas e seus aliados. Apesar de eu admitir que tudo que foi escrito nesse capítulo, é lógico, fundamentado, persuasivo e inteligente (o que é mais do que eu já ouvi de qualquer socialista de plantão) eu tenho certeza de que nem tudo em relação ao socialismo é estúpido ou motivo de piada. Mas não vou entrar nesse assunto porque eu me recuso a falar sobre política depois do que aconteceu da última vez. Eu só não gostei desse desprezo completo por algo em que outra pessoa acredita.
Se ainda restam motivos para não ler o Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo (Também tem da História do Brasil e da - sem o "história" - América Latina. E eu quero os dois. Comprem pra mim.) eu vou usar o que eu sei sobre história: Quando a gente entra no ensino médio, uma das primeiras coisas que os professores de história dizem é "Sabe tudo que você já aprendeu sobre história? Esquece, é tudo mentira", minha mãe, que fez um semestre de história na faculdade me disse que quando entramos na faculdade de história (que eu também pretendo fazer - mais sobre isso depois) a mesma frase é repetida. Então eu pergunto: se todos os professores que desconfiávamos em quem deveríamos confiar? A resposta é óbvia: Ninguém. A menos que você conheça alguém que veio do passado, ninguém que te ensine história esteve lá, logo não pode afirmar com certeza o que aconteceu. O que os historiadores coletam são evidências baseadas em fatos documentados, logo, a única forma de você conhecer o máximo possível sobre história é lendo sobre esses fatos o máximo possível e decidir o que você acredita ser o mais correto.
Logo, leiam o Guia. Leiam mesmo.
Agora.
G.

PS.: Se minha professora de redação no primeiro ano lesse o que eu chamo de resenha ela ia me queimar na fogueira, certeza. 

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2 comentários

  1. Bem, sou péssima em História (razão pela qual esse comentário vai ser sem conteúdo, só por comentar) por ter problemas em decorar -aprender- datas, nomes, locais e acontecimentos. Sério, me pergunte qual foi a data da Independência do Brasil e quem causou isso, que EU NÃO SEI! Eu me odeio por isso. Também é meio difícil entrar na minha cabeça essa história de capitalismo e socialismo. Eu sei diferencia-las, mas... Sei lá, vou comprar esse livro para ver se entra algum juízo nessa minha caixola.

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    1. Se você não gosta de história eu não recomendo não, hein? Ou você pode achar entediante e ser dinheiro jogado fora. Mas se você quer muito começar a gostar, aí eu recomendo, mas cuidado porque muita coisa lá pode ser considerado errado em provas de escola.

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