27/01/2012

Sobre Fevereiro...

Graças a Deus, o blog já tem leitores fieis. Mas a verdade é que eu e o blog não temos correspondido a esse amor que eu não sei de onde surgiu. Em partes isso se deve ao calor e em partes a minha falta de concentração. Eu sei bem que além de Songs, agora que o Diário de Bordo acabou, o blog não está oferecendo muitos atrativos. Nem a promoção tá chamando atenção o suficiente (e a culpa é minha também afinal eu tô com preguiça de divulgar).
Mas a partir do mês que vem tudo será bem diferente e isso é uma promessa. Para isso eu quero pedir os próximos dias de janeiro pra vocês.
A partir do dia primeiro de fevereiro, eu vou lançar um calendário completo, um modelo e tema novo, um twitter novo e uma nova page. E uma coisa, a menos que apareçam mais três pessoas para participar da promoção, o novo nome do blog sairá dia 1º de fevereiro mesmo, e será completamente sob a minha escolha.
Nos próximos dias eu estarei offline daqui, do twitter do blog e da page não só para consertar o blog como também para me focar em algumas coisas importantes. Mas não irei abandonar você de todos, entrarei todo dia pelo @MyIntuition_ .
Obrigada pela compreensão.
Amo vocês, Juh

24/01/2012

Diário de Bordo - Parte 16 - O fim: Coisas que não contei pra vocês

O Diário de Bordo foi sem via de dúvida o especial que mais trouxe visualizações e seguidores para o blog. E eu sou realmente grata a todos vocês que acompanharam desde o início e riram muito com tudo o que aconteceu. Eu mesma acho divertido fazer as coisas pensando em como eu vou contar pra vocês depois (coisa de escritora, deve ser). Mas para ser bem sincera, eu tô meio feliz que acabou. Quer dizer vocês viram o tamanho do último post? Ele me custou 10 horas! Claro que a culpa é minha porque eu falo demais e sou inquieta demais pra escrever aquilo tudo. Enfim, como sempre, meus sentimentos sobre o fim do Diário de Bordo são bem bipolares. Vamos nos contentar com a frase "Tudo que é bom dura pouco", porque as férias desse ano só confirmaram essa frase.
Mas enfim, pra fechar com chave de ouro e até deixar um gostinho de quero mais, eu vou fazer uma lista de coisas que eu não contei pra vocês, revisando post por post e acrescentando outras coisas que eu achar importante e vou terminar com #30thingsaboutme que eu também vou postar no twitter.

Coisas que não contei pra vocês:

1. Uma coisa que ficou mal explicada, então eu vou fazer a linha do tempo dos lugares onde eu morei: Eu nasci em Vitória da Conquista, mas minha mãe já morava em Jequié então eu fui pra lá com ela. Quando eu era muito pequena minha mãe precisou me deixar na casa da minha avó em Vitória da Conquista. Depois de um tempo, quando a minha irmã nasceu eu voltei pra Jequié. Em 2001 minha mãe conseguiu um emprego em Texeira de Freitas e voltamos para Vitória da Conquista em 2002, mas em 2003 voltamos para Jequié. Moramos lá, direto até 2009, quando eu minha mãe e a minha irmã só (meus pais se separaram) fomos de volta pra Conquista (época traumática pra mim. Não vou falar sobre isso porque é difícil de explicar) e moramos lá entre Setembro de Janeiro de 2010. Em 2010 fomos para Araruama e moramos lá até Janeiro de 2011 quando finalmente viemos pro Rio. (Acho que deu pra entender né?)

2. Apesar do quarto em que eu dormi ter sido o mesmo em que eu dormia quando morava lá (ou talvez por isso mesmo) eu não estava me sentindo nada bem em dormir lá de novo. Na verdade eu acho que minha crise de choro no primeiro dia lá deve-se (falei sobre isso na parte 11 se não me engano) em parte por causa da minha volta até lá.

3. Apesar do que eu disse na Parte 2. Eu não consegui achar Luminoso (segundo livro da série Riley Bloom) em lugar nenhum de Vitória da Conquista. Agora eu vou ter que comprar aqui no Rio, fazer o quê?

4. Ok. Essa eu não disse mas vocês perceberam. Eu sou bem complexa. Sou maluca também. Meu humor é confuso e incompreensível. Entre outras coisas.. Se você não leu os posts do Diário de Bordo e vai começar agora, prepare-se para isso.

5. Quando eu era criança e ia passar as férias com meus avós, na época em que a pesca era permitida na Lagoa das Bateias (uma lagoa que fica em baixo da rua da casa deles) eu costumava pescar com meu avô. Eu já consegui pegar o surpreendente número de um peixe, usando isca de pão, mas ele acabou caindo enquanto eu puxava ele. Só pra constar eu jogava o peixe de volta na lagoa. Os peixes da Lagoa das Bateias não são comestíveis. Olha isso:

Você comeria esse peixe? Mas tinha gente que comia. Por isso a pesca foi proibida na Lagoa das Bateias.

6. Cada um dos posts do Diário de Bordo levou horas para ser escrito. O de ontem levou 10 horas, direto. Na maioria deles eu esqueci de escrever alguma coisa que aconteceu e depois fiquei meio "ah, não acredito!" e agora que eu ia escrever tudo que tinha esquecido de escrever eu esqueci as coisas que eu tinha esquecido de escrever nos outros e estou tentando lembrar aos pouquinhos.

7. As duas escolas que eu estudei em VDC: A primeira, onde eu fiz Jardim I com 4 anos: "Educandário Betesda" das duas uma, ou não existe mais ou mudou de localização. E a segunda, onde eu fiz o fim da 6ª série/ 7º ano: "Colégio da Policia Militar - Unidade Vitória da Conquista" está passando por reformas sem meu consentimento. (Eu devia ter postado isso na parte 4).

8. Eu levei mais de uma semana (a primeira do ano) para ler "Oscar e Lucinda" o que é péssimo considerando que eu li três livros nos primeiros quatro dias de 2011 (Wake e Fade de Lisa McMan e Terra de Sombras de Alyson Noël). E eu ia fazer uma crítica sobre o livro, cujo final eu não entendi nada (É o tipo de livro que parece que faltou tempo antes do prazo de entrega e ele resolveu embolar tudo no final), mas deu preguiça.

9. Em Araruama, no circulo de pessoas que a gente frequentava, costumava me considerar uma má influencia. Isso mesmo que você leu, eu, uma má influência. hahahahaha. Eu nem lembrava disso, mas minha mãe comento quando a gente estava lá. Então, eu sou bv, nunca usei drogas, sou ótima na escola, praticamente não saio de casa sem alguém da família, já sei que profissão seguir e me esforço pra isso e nunca desrespeito os meus familiares. (apesar de estar quase no direito). E ainda assim sou uma má influência? O pior é o motivo: Miley. Simples tem gente que ainda está preso nessa história de que se você é cristão não pode ser fã de ninguém, e talvez eles estejam certos se estivéssemos nos referindo a alguém de - como diria minha mãe - cabeça fraca. E acredite se eu tivesse cabeça fraca, não estaria aqui pra contar história. Na verdade eu tenho sempre que agradecer a Deus por ter mandado meus anjinhos nos piores momentos da minha vida.

10. Eu provavelmente peguei catapora do cara que sentou do meu lado no ônibus. Ele não estava se sentindo muito bem.

11. Eu fiquei super queimada depois do sol que eu tomei em Araruama sábado. Fiquei com as costas ardendo dois dias.

E pra fechar o post com o máximo de mim possível #30ThingsAboutMe o mesmo que eu postei no twitter.


1. Tenho olhos e cabelos quase da mesma cor.
2. Eu sou cristã. Não tenho nem um medo ou vergonha de falar isso.
3. Eu sou Smiler, Lovatic, Selenator, Dobrevic e de uns tempos pra cá acrescentei Accolover a minha lista. *-*
4. La musique est mon air (e eu também amo francês).
5. Se alguém me mandasse escolher entre música que literatura, eu diria "porque você não arranca meu coração de uma vez?"
6. Amo escrever. Já escrevi um livro (história de 120 páginas no Word. Não é livro se eu não publiquei).
7. Amo ler. Aprendi sozinha e acho um absurdo que a média de livros por ano seja 8. Eu leio 8 livros em 1 semana e meia.
8. Transformei a música Intuition (Selena Gomez & The Scene) em um estilo de vida. Tudo meu é Intuition.
9. Sou bisneta de Franceses que vieram pro Brasil fugindo da Guerra. (Covardes!)
10. Odeio o fato de ainda estar na 10ª coisa.
11. Eu amo comédias românticas. Especialmente as com a Katherine Heigl (Surpresos?)
12. Meu filme preferido ainda é "Sonhos no Gelo" que eu vi 4 vezes em 2007 e não vejo mais desde então.
13. Me apaixonei pela história da Taylor Swift desde a primeira vez que ouvi falar nela, apesar de não ser swiftie.
14. Não suporto hipocrisia.
15. Tô feliz pra caramba de estar na metade desse troço.
16. Já perdi todos os meus amigos. (Me mudei e fiquei quase sem contato com todo mundo...) =(
17. Amo sorvete. Meu preferido é napolitano.
18. Eu vou fazer 14 anos dia 18/02/2012 (sábado de Carnaval).
 19. Não quero fazer 14 anos. Preferia continuar com 13. =P
20. Nasci em uma quarta-feira de cinzas às 20h40.
21. Acho a escola é uma tortura criada pra atrapalhar nossa vida sociais. Por isso eu estudo, pra sair logo de lá.
 22. Pulei uma série, mas só fui a mais nova da sala na 7ª série/8º ano.
 23. Sou Smiler desde novembro de 2008. Lovatic desde Junho e Selenator desde agosto de 2009. Dobrevic desde abril de 2011.
24. Odeio brigas entre teams de TVD. Assim como odeio brigas entre Smilers e Selenators. É meio sem infantil.
25. Sou tímida, apesar de isso ter melhorado bastante de uns tempos pra cá.
26. Sou super inquieta nunca consigo fazer uma coisa só. Se eu estiver parada em silêncio minha cabeça está uma loucura.
27. Amo Francês. Acho uma língua linda. Gosto de Búlgaro também, mas menos que Francês.
 28. Sou muito intensa em relação ao que sinto. O que em alguns casos é bom...
29. Não confio muito em mim. E tenho medo de cometer erros porque qualquer coisinha faz eu me sentir muito mal...
30. Agora que acabou eu fiquei triste.

Enfim esse foi do nosso especial preferido. Em breve teremos muitas coisas assim.

Obrigada por tudo gente.
Amo vocês,
Juh.

P.S.: Deixem comentários, sugestões, e dicas. Espero que gostem. E não percam amanhã o lançamento do banner da primeira promoção (é amanhã mesmo, prometo) e da primeira parte do Capítulo um de Songs. (↑ Link lá emcima).

23/01/2012

Diário de Bordo - Parte 15 - Extra: Araruama

Originalmente, o "Diário de Bordo" só iria contar tudo sobre o tempo que passei de férias na minha cidade natal. Só que oficialmente eu ainda estou de férias e eu ainda não escrevi o post final (que eu vou postar amanhã) ou seja, eu ainda posso acrescentar um post extra.
Como isso é sobre três dias eu não vou começar contando o início do meu dia. A galera do twitter sabe que eu passei a maior parte da manhã lá. E estava twittando enquanto arrumava a mala.
No início a viagem soava meio estranha pra mim, por vários motivos: Motivo Nº1 : Eu ia quebrar a tradição de ver The Vampire Diaries, na sexta-feira. Motivo Nº2: Eu estava indo para uma cidade praiana, sem poder tomar sol (questões estéticas as feridas da catapora ainda estão desaparecendo). Motivo Nº3: Eu tinha sido convocada para ver um filme na casa de uma amiga, em Araruama e não tava muito animada. Motivo Nº 4: O ano em que eu morei em Araruama parece meio como um borrão pra mim. Eu tenho sérias dúvidas sobre, ser feliz ou não naquele lugar. Motivo Nº5: Eu ia viajar com a minha avó outra vez de ônibus. E motivo Nº6: Apesar de tudo isso, eu estava animada para viajar.
Mas de qualquer jeito eu fiz as malas, tomei um banho rápido que me fez demorar pra responder minhas amigas no TT (minha definição de rápido é deturpada) e sai pronta para mais um longo dia de viagem.
O ponto de ônibus, onde para o ônibus que pegamos para a Rodoviária Novo Rio, fica na mesma rua  - que na verdade é uma avenida - em que fica a escola em que eu estudava ano passado que fica a mais ou menos 15 minutos da minha casa - eu faço seis minutos em dias frios - e se a gente chegou no ponto as 16h, saímos de casa mais ou menos 15h45. Então, ok.
Saímos de casa mais ou menos 15h45 e fomos andando até o ponto de ônibus. Assim que chegamos lá, tinha um expresso pra rodoviária com ar condicionado. Foi uma baita sorte. Um ônibus assim, vazio, é uma coisa rara no Rio de Janeiro. Nos acomodamos lá dentro. No início eu fiquei fazendo nada enquanto meus pensamentos disparavam para todos os lados. Depois da minha mãe fazer uma distribuição básica de chocolate pra família, como eu acordei cedo a semana toda, peguei no sono rápido.
Acordei com rosto, braço e pernas esquerdos dormentes. Odeio dormir naquela posição - a posição de ônibus - por que a dormência causada por ela me deixa com dor. Mas graças a Deus não demorou muito. Chegamos a rodoviária um pouco depois da dor passar.
Minha mãe foi direto pra fila do guichê da 1001 - empresa de ônibus que vai pra Araruama - e minha irmã pediu dinheiro pra ela para comprar um lanche. E lá fomos nós, deixando minha avó olhar as malas. Eu queria um café, mas não queria nada quente. E o meio termo perfeito pra mim é: uma lata de Coca-Cola, obviamente. Eu fiquei na dúvida sobre um salgado ou não, mas no fim acabei só com a coca mesmo (não sei o que soou pior nessa frase, o "no fim acabei" ou "acabei só com a coca").
Quando voltamos, minha irmã com uma porção de pão de queijo (R$ 2,70) uma lata de Del Valle (R$ 5,00 - um roubo) e eu com a minha latinha de Coca-Cola (R$ 3,50 - Graças ao fato de que minhas últimas compras tinham sido em Shopping eu só vim me dar conta de que estava caro quando lembrei que é o mesmo preço da garrafa de dois litros - de Grapette - do mercadinho na frente do condomínio), minha mãe já tinha saído da fila e estava com uma notícia interessante: todas as passagens para Araruama tinham se esgotado na terça-feira. Até aquele momento eu não tinha me dado conta de que era véspera de feriadão e que aquilo seria um inferno. Pelo menos a moça do guichê disse onde pegaríamos um ônibus pra Niterói e aí um ônibus de lá - afinal saí ônibus Araruma-Niterói a cada dez minutos, literalmente - para Araruma. Ou pelo menos foi isso que a gente achou.
Meu estado de espírito estava perfeitamente tranquilo enquanto a gente ia naquele calorão até o ponto de ônibus que a moça tinha dito. No caminho eu até passei na frente de uma banca de revistas onde tinha uma Atrevida. E uma das capas da Atrevida desse mês é o lindo, gostoso, sexy, tira-o-olho-que-ele-namora-a-minha-diva IAN SOMERHALDER. Na hora eu tive um momento "cadê o ar, Senhor?". E vários pensamentos sem sentido me ocorreram. Eu não sou do tipo que cobiça o namorado da Diva, mas a Nina desdenha da sorte que tem. Mas quando chegamos ao ponto um motorista disse que ônibus para Niterói só no outro ponto. Ou seja, a gente ia ter que atravessar aquilo tudo de novo. Eu comecei a ficar tensa, e o peso da mochila (que não estava tão pesada assim. Na verdade um fato inexplicável é que apesar de eu, sempre exagerar no número de roupas na mala [Eu nunca cumpro essas regras] sempre sobra espaço na minha mala o que sempre me faz pensar que eu tô esquecendo algo, mas não estou) nas costas não ajudou. E comigo, tensão e dor nas costas andam juntas. Junte isso com o fato de que minha avó estava enchendo o saco e perceba o quanto eu sou calma.
E foi então que aconteceu uma coisa, na verdade eu vi algo, que garantiu a paz para o resto da viagem. Eu devia ter tirado uma foto, mas não tive tempo. De qualquer jeito, lá estava. Eu procurei no dia em que voltei, mas não estava lá ainda. Quando eu vi dei um grito abafado, o que faz você pensar no que eu não vou fazer quando eu vê-la ao vivo. Nos tapumes em volta da construção do lado da rodoviária, em letras roxas em um cartaz branco, estava escrita a seguinte frase: "Selena Gomez & The Scene. 4 de fevereiro. Na Barra da Tijuca." Ok. Você pode me achar ridícula agora, mas se você não é Dreamer nunca vai saber os efeitos que a palavra "Selena" pode causar em um. Tá, o nome estava escrito estava em um cartaz sujo, ao lado de uma rodoviária e perto de uma propaganda de uma mãe de santo, mas eu fiquei tão orgulhosa. Não por isso claro, mas por tudo. E então só de ver o nome dela, eu sorri e meu humor passou de "calmo" para "nenhum motivo para se preocupar".
Eu andei calmamente enquanto minha mãe procurava onde se pegava o ônibus ou a van. Acabamos pegando uma van para o "Tribobó" em Niterói onde nos garantiram que haveria ônibus para Araruama. A viagem pra mim foi tranquila. Eu estava super distraída, pensando em várias coisas (inclusive nesse post), e ouvindo tranquilamente a rádio que estava tocando (a Mix, claro né?) enquanto íamos em direção a ponte Rio-Niterói.
Mas ao contrário de minha pessoa que não só está acostumada, como ama o movimento de cidade grande, minha avó estava reclamando de dores nas pernas e da demora. É o seguinte, existem regrinhas básicas de sobrevivência em todo tipo de viagem no Rio de Janeiro e a primeira delas é: A menos que você esteja indo a casa da vizinha, não espere que você chegue rápido. A cidade é grande e tem muitos carros e muitas pessoas. É tudo uma questão de relatividade do tempo, quanto mais você reclamar mais tempo a viagem vai levar. Então "enjoy the ride". Além disso se você tem sessenta anos, não é atlética, morre de dor nos ossos e quer vir pro Rio de Janeiro sem um carro disponível, eu tenho uma dica: NÃO VENHA PRO RIO DE JANEIRO. Andar de transporte público aqui é uma tarefa de coragem.
Mas ignorando a minha avó a viagem foi bem tranquila. Eu meio que desenvolvi um prazer por viajar. Não o destino final, mas a viagem em si. Talvez o fato de eu escrever e gostar de tirar fotos, seja um incentivo. E eu estava me sentindo leve, tranquila, como uma onda do mar. Mar que por falar nisso estava lindo na quinta-feira. Ok que aquela altura me deixava tensa, mas o medo não me impediu de admirar aquele tom de azul do mar. As praias do Rio de Janeiro podem ter água gelada, mas são lindas (mais sobre isso depois).
A programação da rádio seguiu para "A Hora do Mução" o que - graças aos palavrões bipados - fez com que minha avó gemesse e chiasse mais. Mas eu não tava nem aí. Durante uma música eu me lembrei de uma coisa e peguei meu MP4 para ouvir rádio melhor. O que eu lembrei foi uma coisa que você não sabe. A ponte Rio-Niterói tem uma das melhores recepções de rádio da cidade. Por isso que quando eu estou na ponte eu sempre gosto de ouvir rádio. Só pra aproveitar esse fato. Só ouvi duas músicas mas ainda assim foi bom. Ainda estávamos na ponte quando "Voz do Brasil" começou (te odeio Getúlio Vargas), o que significa que levamos mais ou menos uma hora, na travessia da ponte, sendo que o tempo médio é 24 minutos.
Chegamos a Tribobó mais ou menos 19h05. Ainda estava claro. Bem claro. Eu estava "suave na nave" e "de boa na lagoa" mas era a única. Dois ônibus passaram indo pra Araruama. Lotados. Quando perguntamos - ou melhor, eu perguntei - ao farmacêutico da farmácia que ficava atrás do ponto se havia outro ônibus para Araruama e ele disse que aqueles eram os únicos resolvemos pegar um ônibus de volta para a rodoviária de Niterói e de lá um para Araruama. Atravessamos a passarela e fomos para o ponto de ônibus.
Uma coisa importante se você está indo para Niterói. Tem duas rodoviárias lá. O "Terminal Rodoviário Nome-de-alguém-eu-nem-lembro-nem-ligo-quem" ou "Terminal Rodoviário de Niterói" e o "Terminal das Barcas". Só descobrimos isso quando fomos para o NDAENLNLQ e percebemos que não era aquela rodoviária a que tínhamos ido todas as outras vezes que fomos para Niterói. Quando chegamos lá, minha mãe e minha avó foram pra fila, minha irmã ficou olhando as malas e eu fui comprar um café para minha mãe e minha avó (perceba que eu ainda não tinha tomado café).
Só tinham passagens disponíveis para as 22h e ainda eram 20h. Eu soltei a frase "Desde que tenha uma banca de revistas eu tô tranqui". Tinha uma banca de revistas, mas estava fechada, e eu continuei "tranqui" de qualquer jeito. Minha avó e minha irmã foram ao banheiro e eu fiquei conversando com a minha mãe. Quando elas voltaram, fomos compra cachorro quente. Aquilo estava realmente bom. Depois de ter esperado um tempão por ele, nós quatro fomos para a escada comer cachorro quente, com Guaravita.
Eu ainda estava comendo quando a Sala Vip da 1001 ficou mais vazia e nós fomos pra lá. Terminei de comer vendo o Jornal Nacional. Depois peguei Fortaleza Digital de Dan Brown, para ler.
A leitura só foi interrompida por uma rápida visita ao banheiro e então seguiu direto. O livro - primeiro do autor - não é nem de longe o melhor trabalho dele, mas ainda assim é Dan Brown. Ele consegue prender a gente na história. Minha mente só fugia do livro em direção a Atlanta enquanto eu considerava o fato de ficar pela primeira vez desde o início da terceira temporada, mais de 24 horas sem ver TVD depois de uma estréia. O ônibus atrasou mais de uma hora e meia e outra vez eu era a única que não estava morrendo com aquilo tudo. Eu queria chegar em Araruama claro e eu era a única com uma distração legal, mas não precisa surtar com um atraso. Ninguém vê jornal não? Acontece..
Eram 23h30 quando entramos no ônibus. Ele ia para Arraial do Cabo e estávamos contando com que ele fosse parar na porta da casa do meu tio, mas ele ia pelo outro lado então iriamos parar no centro da cidade e pegar um transporte até a Praia do Dentinho (parte do distrito de Praia Seca, Araruama). Estava frio demais no ônibus quando entramos, graças ao ar condicionado, e eu e minha mãe colocamos as toalhas que tínhamos levado nas costas para nos esquentarmos. O motorista se desculpou pelo atraso, colocou o ar condicionado em uma temperatura confortável (mesmo assim eu continuei com a toalha nas costas) e começou a viagem, deixando um passageiro maluco na rodoviária (ele tinha resolvido sair do ônibus com mala e tudo pra beber, já que estava revoltado por causa do atraso).
A viagem foi tranquila. Eu fiquei ouvindo música: um CD que eu amo chamado Kiss & Tell de uma banda que eu amo chamado Selena Gomez & The Scene. Na hora em que estava desembolando os fones, um deles acabou com mau contato. Tem como concertar, mas eu acho que prefiro comprar outro. Fiquei lá, ao ritmo de "As a Blonde" especialmente, e antes que eu percebesse eu peguei no sono. Foi a luz de um bendito poste mal colocado na estrada que me fez perceber que eu estava dormindo, quando me acordou. Peguei no sono de novo, com a música e acordei em Manilha. Eu seguida, quando o ônibus saiu, dormi de novo, enquanto minha família conversava sobre a viagem que a minha tia fez para Israel e para o Egito no ano passado.
Geralmente, mais do que na maioria das vezes, eu sou uma pessoa muito tranquila. Meus acessos de raiva, estão mais relacionados com a minha impaciência do quê com raiva em si. Mas interrompa meu sono e você se esquece de quão calmo meu humor pode ser. Especialmente se sua ideia seja cutucar minha barriga. E foi essa a ideia da minha avó. Ela cutucou minha barriga dizendo "estamos chegando" e recebeu de volta um gemido seguido de um "eu quero dormir" bravo. Eu ajeitei meu fone e voltei a cochilar. 10 minutos depois - eu acho, eu estava dormindo, não sei - eu acordei sorrindo, porque sono e música me fazem bem, e ainda estávamos na entrada de Araruama. Ou seja, aquele cutucão na barriga FOI NECESSÁRIO?
Eu não estava mais com sono quando descemos em Araruama. Eu tinha desligado o MP4 e dado um jeito de prender a toalha no meu ombro com a mochila. Ao contrário da capital, a primeira impressão que Araruama dá - especialmente uma hora da manhã - é de ser uma cidade incrível. Especialmente se você gostar de: vento, maresia e calma. E apesar de amar chuva e frio eu sou uma apreciadora de cidades litorâneas que não torrem nossos miolos de tanto calor. E pra falar a verdade eu até gosto de praia. Ficamos esperando um amigo do meu tio ir buscar a gente, no clima maravilhoso, conversando.
Demorou um pouco e quando entramos no carro e o homem ligou o taxímetro eu fiquei tipo: O.o . Eu achei que fosse uma carona. Cara de pau cobrar de um amigo. O caminho até o Dentinho levou mais tempo do que eu achava que levaria. Eu estava desacostumada com esse caminho e acabei nem me dando conta. Quando chegamos (valor total da viagem R$ 41,65 - considerando a distância e a bandeira 2 até saiu barato), eram exatamente 2h da manhã. As camas já estavam prontas então nos preparamos para dormir e dormimos. (ah, não me diga).
Eu não tenho ideia de que horas a sexta-feira começou pra mim. Eu sei que já eram mais de dez da manhã. Mas considerando que eu acordei cedo a semana toda, eu estava bem cansada. Acordei com a voz do meu primo falando com a minha irmã. Eu queria um abraço dele - que estava dormindo quando eu cheguei - mas não queria levantar. Acabei tendo que levantar de qualquer jeito e depois dos "ois" pra todo mundo eu fui tomar a maior caneca de café que já tomei, ever. Era tão grande que acabei enjoada quando terminei de tomar ele. Depois escovei os dentes, troquei de roupa. Passei protetor solar - eu não deveria tomar sol nem com protetor, massss - e saí com a minha mãe e a minha avó, fomos na igreja que frequentávamos ver o pastor e a esposa dele, depois passamos pela lagoa (a lagoa de Araruama) e na famosa goiabeira que estava sem goiabas maduras. Quando voltamos pra casa eu fui fazer algo de que eu gosto bastante. Ler. Mas ler sentada na escada do apartamento do meu tio é ainda melhor. Eu sempre gostei de fazer isso, especialmente na época em que morava lá. Tem a melhor corrente de ar e a melhor temperatura ambiente. (temperatura de  chão). Foi naquela escada que eu vi O Anel dos Nibelungos enquanto escrevia um rascunho de Songs. Ah, bons tempos. Como eu sou muito inquieta, eu não parava quieta durante a leitura e quando o almoço ficou pronto eu estava deitada no chão com a cara na parede do lado do livro.
Fomos almoçar. O almoço era panqueca de frango. Não me entendam mal. A comida não estava ruim, só estava, unissípida (essa palavra não existe), toda ela tinha um gosto só. O feijão, o arroz, a panqueca, tudo com o mesmo sabor. E foi por isso que quando a minha tia avó - a que mora a dois andares daqui de casa - chegou eu fui a primeira a levantar da mesa e dizer oi pra ela e pra família dela. Acho que eu acabei demonstrando que tinha feito isso pra fugir da panqueca, mas agora já era.
Depois que todo mundo almoçou, eu resolvi que queria sorvete. Na verdade, sacolé (geladinho, apolo ou qualquer outro nome que esse diacho tiver espalhado por esse Brasil). Eu conhecia uma casa que vendia sacolé, claro, mas estava sem dinheiro, então convenci os adultos a contribuírem. Vaquinha feita, eu e minha mãe fomos comprar os sacolés. Estava quente pra caramba, mas eu estava de protetor ainda. Quando chegamos na casa que vendia os sacolés - que fica no caminho para a praia - não tinha. Ok. Eu não ligo, eu sobrevivo sem sacolé.
Tá mentira. Uma coisa sobre mim é que quando eu quero uma coisa, eu consigo essa coisa. É o fator "I Always Get What I Want" (tipo assim ó) E o sorvete estava na minha lista. Eu comecei a encher o saco pra ver se alguém me levava em Araruama ou no centro de Praia Seca, mas nada. Só que eu não desisti. Eu queria sorvete caramba!
Então meus tios-avós e minhas primas foram pra pousada onde iam dormir. Meu tio ia precisar ir em Araruama sacar dinheiro e minha mãe queria comprar as passagens logo, pra não passar o mesmo que passou na ida até lá. Minha irmã, tia-avó e primos (o que mora lá e as filhas dos meus tios avós) foram para a lagoa e minha avó ficou em casa o que me deu a solução do meu problema: eu fui junto com minha mãe e meu tio. Eu ainda tinha o dinheiro da "vaquinha" comigo e mesmo que não tivesse eu conseguiria convencer minha mãe a comprar sorvete pra mim.
Em Araruama (que não mudou praticamente nada), compramos as passagens, meu tio sacou o dinheiro e fomos para o supermercado comprar um lanche. Lanche = SORVETE. Eu deixei pra pegar o sorvete só quando fossemos pagar o que demorou, mas negociei com a minha mãe, marca e preço. Depois da compra voltamos para o Dentinho.
Passamos na frente da casa que meu tio estava construindo e todos que tinham sobrado em casa estavam lá. Apesar de não der pago o esforço máximo por aquele sorvete era meu. E eu queria ele. Eu já tinha armado de pegar a maior parte quando chegasse em casa e quando o povo voltasse eles comiam o resto. Pode me chamar de egoísta, mas eu sou muito radical quando o assunto é sorvete. Acontece que meu tio quis ver a construção também o que quebrou a minha banca. Quando voltamos pra casa, todo mundo já estava lá e enquanto eu comia - fui a primeira a comer pelo menos - eu vi o sorvete sumir diante dos meus olhos.
E essa é a parte do post em que você manda me internar (não só essa, mas essa também é uma parte), quando todo mundo terminou de comer eu resolvi ir lavar a louça. Eu odeio lavar a louça, eu tinha sido roubada em relação ao sorvete, eu estava cansada e mesmo assim eu quis lavar a louça. Me chama de maluca agora, chama, chama!
Depois que terminei fui tomar um banho e tomar um lanche e lá se vai outro canecão de café. Mais tarde, todo mundo foi pra casa e nós ficamos jogando "Bíblia em Ação". No jogo você tem que responder perguntas sobre a Bíblia seja sobre personagens, referências, doutrinas e até perguntas especiais do tipo "em que ano a primeira Bíblia em português foi lançada?". Mas jogar com minha família nunca vai poder ser uma coisa normal. Aqui vai a lista de melhores momentos:

1º - Minha vez. Pergunta: Para que monte Jesus se dirigiu com seus discípulos após a Páscoa? Minha irmã que não estava jogando, só lendo as perguntas, resolveu fazer uma piadinha e dizer "Monte Pascoal" nem é tão engraçado assim, mas a crise de riso foi geral e quando todo mundo da minha família ri, se torna impossível para alguém próximo não rir também.
2º - Minha irmã não estava jogando, mas mudou de ideia no meio do jogo. Só que ela não podia entrar no meio do jogo, então ela disse: "Na próxima rodada, todo mundo joga! Menos a Luiza que está no Canadá!" Eu tive que rir, porque foi muito do nada. Ela simplesmente interrompeu o jogo e disse.
3º - Minha vez de novo. Pergunta: Onde foram celebradas as bodas onde Jesus transformou a água em vinho? Minha irmã fazendo piadinha de novo "Canadá". Na hora o povo riu e em seguida começou a berrar. "Não acredito que você vai errar essa! Ela quase falou!" E eu acabei soltando um "Cananéia!" [De acordo com o Google] Essa cidade existe. E FICA EM SÃO PAULO. (Só pra constar a resposta certa é Cana da Galiléia)
4º - Terceira rodada. Eu, meu primo e minha avó jogando. Minha avó estava bem na frente e caiu "Personagens do Novo Testamento" para ela. Pergunta: Nome do esposo de Maria mãe de Jesus. Na hora eu berrei "O QUÊ? EU ME RETIRO DESSA MESA!" Acontece que o vestido que eu estava usando tinha uma cordinha do lado para dar um laço e uma ponta de metal. Na hora em que me levantei, a ponta ficou presa na cadeira. Ou seja, não teve "retirar da mesa" certo. A risada foi geral, e pelo visto a cadeira queria que eu ficasse lá.

Depois dos jogos as únicas coisas que restaram foram o sono e uma lição: Nunca jogue Biblía em Ação com a minha avó. A menos que você goste de perder, sei lá. Ela não é uma especialista, mas tem uma sorte no dado que... vamo combinar.
Depois do jogo, fomos dormir. O dia seguinte começou do mesmo jeito que o anterior. Até que me chamaram pra ir pra praia. Eu estava sem biquíni e vocês sabem que eu não podia tomar sol, mas mesmo assim fui. Na praia:

O mar estava mais ou menos assim:
O céu estava mais ou menos assim:

E eu estava mais ou menos assim:
Eu sei o que vocês estão pensando. Mas ler na praia é legal.

O mar estava marrom demais pro meu gosto. Como a água do mar nas praias do Rio de Janeiro, são geladas e um pouco violentas (culpa do fenômeno da Ressurgência) elas compensavam pela cor. Olhem essa foto:

Isso e..
Isso. Não pode ser no mesmo lugar. Mas é.

Mas de qualquer jeito eu curti aqueles momentos na praia.
Eu sou uma pessoa muito inquieta e facilmente distraível demais para poder ser responsável em relação a algumas coisas, como por exemplo remédios. Eu nunca tomo todos os remédios que sou obrigada a tomar nos horários certos. Eu sempre esqueço os horários. E se resolvo colocar alguma coisa pra me avisar sobre os remédios eu esqueço de colocar.
Outra coisa a respeito da qual eu não sou responsável é protetor solar. Apesar do fato de não poder tomar sol. Eu não usei o protetor. Por preguiça. Eu não podia tomar sol, mas a preguiça falou mais alto. Sou irresponsável, fazer o quê?
No momento em que eu sentei na areia o sol apareceu. Nas minhas costas. Eu nem liguei muito porque meu rosto estava protegido e nas costas não tinha feridas que podiam se transformar em cicatrizes feias. Eu já tinha tomado muito sol, quando minha mãe me perguntou se eu tinha passado protetor e eu respondi que não. Ela reclamou claro, mas a Inês já era morta (eu e meus ditados, LOL).
Eu estava me sentindo bem na praia. Mas isso não muda o fato de que quando o pessoal quis voltar pra casa eu fiquei feliz. (Sentimentos Bipolares, sempre).
O resto da tarde, foi bem normal. Almoço. O pessoal foi pra lagoa e eu fiquei em casa, lendo, esperando a hora em que alguém - de acordo com a minha tia - iria me buscar para ir pra casa da minha amiga, ver filmes.
Ok. Aqui vai uma coisa sobre mim. Quando eu digo que vou fazer algo e acontece alguma coisa que me impede de fazê-la eu fico fula da vida. Não importa se é o maior programa de índio do universo. Se alguém me convenceu a fazer e eu disse que ia fazer, eu vou fazer e ponto.
Eu disse que não estava muito animada para essa tarde de filmes. Mas eu ia, ok? Não só porque eu disse pra minha amiga que ia (e minha palavra é sagrada) mas também porque meio que foi o motivo de eu ter ido pra Araruama apesar de tudo. E eu estava com saudades daquela vaca.
Terminei de ler Fortaleza Digital naquela tarde e depois fui tomar um banho longo e merecido. A questão é que mais ou menos 17h45 eu estava pronta. Tinham dito - na verdade,MINHA TIA TINHA DITO, vamos deixar isso bem claro - que a carona chegaria as 18h. Tranquilo. Eu fui fazer um café pra mim e pro pessoal que tava na lagoa e passei o resto do tempo vendo o final de As Férias de Mr. Bean.
Minha irmã passou em casa rapidinho e deixou minha avó lá. Ela disse que minha irmã e minha mãe iam tomar banho de piscina na pousada em que meus tios estavam. Isso me afetou. Piscina é uma coisa que eu levo muitíssimo a sério. (mais sobre isso assim que eu voltar pra natação ;* ) E eu ia perder a piscina por causa do meu compromisso, mas tudo bem, tudo bem, minha palavra é sagrada e se eu disse que ia, eu ia.
Aí deu 18h. Eu me sentei no baú/banco que fica encostado na janela que dá pra Estrada Praia Seca (RJ Who Cares?) esperando minha carona. Eu esperei, esperei, esperei, esperei...
AÍ EU COMECEI A FICAR COM RAIVA. Do tipo mais irracional dela. Eu queria socar a primeira coisa que aparecesse na minha frente. Eu duvidava muito que a minha tia fosse mandar alguém ir me pegar. Os comentários da minha avó não ajudaram nem um pouco. Eu disse que eu sou uma pessoa calma e sou, mas também sou muito impaciente e a droga desse compromisso tinha tirado meu direito a piscina entre outras coisas. Eu estava realmente com raiva. Mas no meu caso, com raiva é diferente de agressiva. Eu podia estar sentada no banco, com lágrimas de raiva nos olhos e o maxilar trincado, mas eu preferia mil vezes ficar em silêncio no meu canto do que abrir a boca e mandar a minha avó (que ficava dizendo coisas como "ih, acho que eles não vão vim te pegar não" e depois pro meu tio "eu acho que ninguém vem, ela disse 18h e já está ficando tarde". Ela podia estar certa mas cada frase só me deixava 0,01% mais irracional.) calar a boca. Quando minha mãe chegou (sim, eu fiquei tanto tempo esperando que deu tempo de minha mãe ir na piscina e voltar) ela me perguntou algo e sem querer (eu tava pra explodir me deem um tempo) eu soltei um "Quê?" entredentes.
Se eu disse que meu humor é sempre calmo, a minha raiva é uma coisa realmente alarmante e quem sabe disso melhor que a minha mãe? Quando ela percebeu que eu queria matar alguém (e que eu tava pra chorar quando falei com ela - desculpem se eu sou emotiva), ela deu uma sugestão que na verdade eu já tinha pensado mas não ia sugerir. Ela me deu dinheiro pro ônibus e disse que eu ia e voltava com alguém. Eu simplesmente agradeci, me despedi dela e saí sem nem dizer mais nada. Eu não estava mais calma quando fui pro ponto de ônibus, mas já estava relaxando. Meus pensamentos estavam indo em outras direções e ignorando esses fatos. Mesmo assim eu ainda podia sentir a adrenalina e ainda podia ter partido o ônibus no meio pelo simples fato de ele ter demorado mais de quinze minutos pra chegar.
Eu só estava melhor quando cheguei na casa da minha amiga. Quase perdi o ponto porque esperava que demorasse mais, mas de qualquer jeito cheguei. Fui atacada por ela logo na entrada. A garota quase me derrubou. Quando cheguei fui apresentada (ou reapresentada. Eu já tinha visto eles, mas só de vista mesmo) a algumas pessoas incluindo o namorado dela que conforme informações fornecidas agora mesmo pelo facebook tem o sobrenome "Salvatori". Isso mesmo VampireManiacs ele tem o sobrenome dos vampiros mais lindos do mundo. Só que com "I". O mundo tá perdido mesmo.
O início de noite foi divertido. Apesar de fingir que não percebi quando cheguei e minha tia ergueu a sobrancelha e em seguida disse que tinha demorado, mas ela tinha mandado alguém me pegar sim (se ela mandou alguém porque ela ficou surpresa quando eu cheguei? Espera eu tô fazendo exatamente o que eu disse que odeio falando mal das pessoas pelas costas. Na verdade eu tô apenas me expressando, ah deixa pra lá eu parei. É que as vezes eu nem me dou conta de que estou escrevendo no blog e não no meu diário). Eu gostei do filme - apesar de não ter podido ver direito. Além disso, tinha pipoca com queijo e sorvete. E eu gosto de sorvete. Eu comi muito sorvete aquela noite. No final ela me deu (na verdade ela ia só emprestar mas disse que nunca mais ia ler e acabou me dando mesmo) o livro A Maldição do Titã livro três de Percy Jackson e Os Olimpianos que eu terminei de ler ontem, e eu fui pra casa de carona junto com a minha tia e meu primo. O resto da noite foi só ler e dormir.
A manhã do dia 22 de janeiro, também conhecida como ontem, trazia a expectativa da volta pra casa. Eu estava dividida, queria ficar, mas também queria estar aqui hoje então acabei vindo. Quando eu soube que minha tia-avó tinha dado a sugestão de minha avó viajar com eles, mas desistiu quando soube que minha mãe já tinha comprado todas, eu tive uma ideia brilhante. A gente podia vender a passagem da minha avó, afinal ia ter muita gente querendo pra voltar pro Rio. O gênio aqui mal sabia o quanto sua ideia seria útil.
A manhã foi bem sem sal. Eu podia dizer que eu passei a manhã lendo, mas eu tenho um medo sério de ser agredida. Então eu vou deixar pra lá. Depois eu fui almoçar e me preparar pra viagem.
O ônibus estava programado para as 14h10 e esperando a rodoviária cheia, meu tio foi levar a gente 13h. A rodoviária não estava cheia, mas conseguimos pelo menos devolver a passagem e pegar o dinheiro de volta. Enquanto esperávamos eu estava com vontade de beber advinha o quê? Não não é café. UMA LATA DE COCA-COLA! Olha que surpreendente! Minha mãe disse que comprava mas queria um sorvete antes. Sorvete + Coca-Cola = Você percebendo que eu tenho a melhor mãe do universo.
Mas compras feitas, nós fomos para o ônibus que chegou mais cedo. Ontem, eu estava pensando que eu ia dizer uma coisa linda sobre o amor entre a moça que sentou do meu lado e seu marido - que ligou pra ela 154845151815251845 vezes e correu perto do ônibus só para dizer tchau pra ela. Mas eu tô sentada nessa cadeira há quase 9 horas. Minha bunda tá pinicando. E eu preciso de um banho. Por mais positivista que eu seja, eu estou cansada. Então eu vou contar pra vocês o lado negativo da minha viagem.
Eu estava sentada na frente do ônibus de frente pra janela de vista panorâmica do motorista. Eu nem me dei conta de que o ar tava muito fraco. Até os passageiros começarem a reclamar do calor no ônibus para o motorista. Imediatamente eu fiquei com pena do motorista e com raiva desses filhinhos de papai que resolvem andar de ônibus e descontam tudo no motorista. Eu sou assim. Empática até o último fio de cabelo. E resumidamente, eu passei a viagem toda na empatia. Ou não teve um momento tenso. Quando chegamos na ponte Rio-Niterói o motorista foi pra pista da direita (afinal as placas mandavam ele fazer isso) e abriu a porta pra refrescar o pessoal de trás do ônibus. Porta aberta + velocidade + cantinho da ponte = Eu quase arrancando o braço da poltrona. Foi um dos momentos mais tensos da minha vida. Eu tenho muito medo de altura. Muito mesmo. Vocês precisavam me ver no Cristo Redentor pra ter uma noção.
Quando chegamos no Rio eu procurei o nome da Selena, mas nem isso. Achei depois quando estávamos indo pegar o ônibus até em casa, o que aconteceu logo depois que descemos do ônibus. O nome da Sel provocou as mesmas reações em mim.
Como eu preciso sair daqui o mais rápido possível, eu vou fazer um resumo rápido da minha viagem até Realengo. O 393 é uma das linhas que fazem um percurso mais longo e mais lotam do Rio de Janeiro. E isso é super aumentado, em domingo de fim de feriadão. Eu fui em pé e até estava tranquilo até o ônibus parar no Piscinão de Ramos. Pense o número máximo de pessoas, molhadas, bêbadas que um ônibus aguenta. Crianças barulhentas. Tinha uma mulher do meu lado, que me empurrou fazendo com que eu enfiasse o cotovelo na barriga o que doeu muito. Meu braço estava pressionando meu pulmão de uma forma chata e eu estava ficando com falta de ar. Eu precisei me virar de costas para essa mulher. Na minha frente e do lado da minha mãe, tinha um garotinho que quando foi colocado no colo da irmã e estava berrando "papai, papai, papai, papai, papai" a viagem toda, sendo que o pai dele estava na frente dele. Não me culpem por achar bem feito quando o garotinho bateu a cabeça. Tinha uma mulher toda molhada que resolveu sentar na escada e bem em cima do meu pé (eu estava de frente pra porta do meio). E atras de mim dois bêbados estavam enchendo meu saco o caminho todo. Eu comecei a pensar "Selena-Intuition-Coca-Cola" várias vezes pra tentar relaxar. E acabei agradecendo a Deus por minha avó não estar ali.
Depois de quase duas horas naquele pedacinho de inferno. Descemos em Realengo mais de 17h da tarde.

Amo vocês,
Juh.

P.S.: Deixem comentários, sugestões, e dicas. Espero que gostem. E não percam amanhã o último post do Diário de Bordo.

19/01/2012

Diário de Bordo - Parte 14 - Home Sweet Home

Sabe aquela sensação clichê de Lar de que tanto se fala nos livros? É uma sensação maravilhosa.
Como vocês sabem, eu sou uma garota de cidade pequena. Eu não nasci numa cidade pequena, na verdade, Vitória da Conquista (a terceira maior cidade do estado) tem crescido mais do que os governantes e comerciantes podem aguentar, seja extencionalmente (mesmo que o computador esteja insistindo comigo que essa palavra não existe) , populacionalmente, ou comercialmente. No entanto eu cresci em uma cidade de pouco mais de 150 mil habitantes, sem shoppings, cinema, praia ou qualquer outro tipo de diversão que não seja a praça ou circos e parques ocasionalmente (se essa cidade pelo menos fosse Mystic Falls).
Mas eu nunca fui o tipo de garota de cidade pequena. Apesar de ser caseira - na verdade eu sou por causa de várias circunstâncias e acho que a maioria delas tem a ver com o fato de que quando pequena, quando saía de casa, eu era forçada a participar de programas não muito divertidos. - eu gosto do movimento de cidades grandes. Gosto de shoppings, eventos e vamos combinar né, eu vou ser jornalista, gosto de morar no centro da informação. Eu nasci para essa cidade.
Por outro lado não se esqueçam que eu disse que amo a Bahia. Não é mentira. Eu tenho orgulho de ser baiana. Eu amo meu sotaque e gostei de ter voltado com ele ainda mais puxado. Eu amo a Bahia, especialmente quando os assuntos são clima, comida e paisagens. Mas eu amo morar no Rio de Janeiro e os atos de algumas pessoas e as experiências que eu vivi lá mesmo que fizeram com que a Bahia continue sendo minha terra natal que eu amo. Mas não meu Lar.
Além disso a sensação de Lar é marcada por algo muito meu. Eu não sou egoísta, mas sou muito possessiva. Muito mesmo. Aquilo que é meu, é meu. Acabou a festa. (mas calma, essa regra não se aplica a pessoas. Se eu fosse ciumenta. Com meus amigos ou minha família eu estaria em uma prisão de segurança máximo). E eu estava com tanta saudade das minhas coisas que em nenhum lugar eu me sentiria no meu Lar.

Continuando a história de onde parei. Nós descemos do ônibus, pegamos as malas e levamos as milhares de malas e sacolas para dentro da Rodoviária Novo Rio. Minha avó ligou para minha mãe para avisar que tínhamos chegado e acabou fazendo uma confusão com o nome da plataforma de embarque/desembarque (de novo, não estou falando mal dela apenas contando a história) e eu tive que resolver. Como eu sou prática consegui, claro.
Eu aproveitei o tempo de espera e para me localizar fui ao segundo andar para comprar o livro que minha mãe disse que queria de aniversário, Uma Vida Sem Limites de Nick Vujicic (na verdade nós trouxemos vários presentes pra ela e coisas que ela queria bastante. Eu gostei disso porque a deixou feliz e porque ano passado - o aniversário dela é 15/12 - ela fez 40 anos e não é o tipo de coisa que se pode deixar passar em branco).
Entrar na livraria foi inebriante. Eu amo o cheiro de livros e como as capas deles são hipnotizantes. Quando eu entro procurando algum livro eu gosto de olhar estante por estante, mas eu estava com pressa e tive que perguntar a vendedora que achou o livro assim que se virou. Eu paguei e voltei lá pra baixo. Eu tinha quase me esquecido como era entrar numa livraria e achar o livro que a gente procura. Eu já estava me sentindo em casa.
Quando voltei ao lugar onde as coisas estavam minha mãe ligou e eu dei as exatas coordenadas de onde estávamos o que deixou bem fácil de achar. Depois que ela chegou com o tio dela - marido da minha tia avó que mora dois andares em baixo de mim - e houve o momento saudações e exclamações por causa da catapora, nós atravessamos a rodoviária com as malas e fomos para casa.
O caminho foi apenas cheio de conversas sobre o que fizemos nos tempos que passamos fora.
Então chegamos em casa e eu pude matar saudade das minhas coisas. Ontem eu as fotografei pra vocês terem uma ideia do que eu tô falando:

A parte de cima do meu guarda-roupa, conhecida como meu cantinho. Meus livros, tem 22 ali porque tá faltando um (A Batalha de Uma Adolescente que eu ganhei de Natal da minha mãe no dia em que cheguei), mais meu diário que fica entre meus livros de o Diário da Princesa e os de Diários do Vampiro. No canto, meus DVDs. Ali no cantinho na horizontal, meu Unbroken. Aqui na frente minha caixa de jóias (que na verdade tem dinheiro dentro, e que eu ganhei no aniversário de 20 anos de Candice Accola, mesmo que isso não significasse nada pra mim na época). E bem aqui na frente com só a pontinha aparecendo, minha agenda.


A parte de baixo do meu guarda roupa. A esquerda a porta customizada dele. E à direita ele por dentro, minhas revistas (estou com trinta e poucas agora sendo que vou comprar mais duas essa semana). Lá em cima a patinha de "miminha" uma ovelhinha de pelúcia que eu ganhei quando tinha um ano. Na frente outro presente de Natal da minha mãe, a latinha com meu perfume da Betty Boop. As caixas onde vieram minha pulseira - que eu ganhei e um sorteio - e meu espelho de Jerusálem - que meu tio que é pastor trouxe quando chegou de viagem. Em baixo, minha caderneta de autógrafos que conta com o incrível número de 1 autógrafo (de um ex protagonista da malhação. NÃO ME JULGUE). e ali do lado, Lilly minha porquinha de pelúcia que meu primo achou na Praia do Dentinho em Araruama em 2010.

Esses são meus bebês. Meu MP4 chinês que foi comigo, cujo apelido é "melhor negócio que eu fiz em 2011" e meu rádio novo meu primeiro presente de aniversário de 14 anos (que é dia 18/02 não esqueçam).

Além disso, aqui em casa a água do chuveiro é mais forte, tem as melhores comidas que eu posso comer quando eu quiser, tem a minha cama que é única e as novidades são as novas decorações do banheiro e ar condicionado no quarto da minha mãe.
Ok. Antes de terminar, uma coisa. O show da Selena, está em jogo. Eu não tenho ideia de como eu estou me sentindo em relação a tudo isso. Estou participando de promoções e tudo, inclusive pro Meet & Greet, mas minha idade não está ajudado muito. Eu coloquei tudo na mão de Deus. Eu não me sinto triste nem, quero ajuda e nem espero que o que eu acabei de dizer seja entendido, eu só queria dizer.
No mais, voltar pra casa é maravilhoso. Eu me sinto feliz. Satisfeita.

Amo vocês,
Juh.

P.S.: Deixem comentários, sugestões, e dicas. Espero que gostem.

18/01/2012

#StopSopa

Se você participa de qualquer rede social ou entrou na Wikipédia hoje, ouviu falar do novo projeto de lei que está sendo estudado no Congresso Norte-Americano.
Clique para ampliar.


Ou seja, acabou o mundo. Não estou falando como uma adolescente viciada em internet (coisa que eu sou), estou falando como blogueira que sabe como o mundo funciona.
A Wikipédia, o maior site sem fins lucrativos do mundo e a maior enciclopédia global, está sendo seriamente ameaçada com esse projeto de lei. You Tube, Twitter, Tumblr, Facebook e outros sites também, incluindo alguns associados ao Google como o blogger. Além disso fan sites e outros sites de notícias que servem para o serviço público e que possuem hosts americanos.
Não podemos esquecer que uma lei que pode tirar do ar redes sociais pode destruir empresas que funcionam na internet e contribuem para a economia mundial.
Além disso até o conteúdo desse blog pode ser afetado por que é do Blogger. Ainda há dúvidas sobre o que diz a lei, mas ela está atingindo a liberdade de expressão. Por isso em protesto não haverá o outro post do Diário de Bordo hoje, mas em respeito a vocês o Prólogo de Songs será postado hoje no www.TheSongsHistory.blogspot.com as 16h. (daqui a pouquíssimo).

E continuem se manifestando nas redes sociais, #StopSOPA

Giulia.

17/01/2012

Diário de Bordo - Parte 13 - O Rio de Janeiro nunca foi tão lindo ♫

E aqui estamos. De volta à Cidade Maravilhosa. Não tão maravilhosa assim quando o assunto é clima: abafado pra caramba apesar das enormes nuvens que não necessariamente significam chuva (pois é, não sirvo pra meteorologista). É tão bom estar em casa. (Mesmo considerando o fato de que eu preciso pedir paciência a Deus a cada minuto para não voar no pescoço da minha avó - que, sim, chamou o blog de bestajada - que resolveu testar minha autoridade nessa casa. Sou eu que cozinho, arrumo e principalmente - levo isso muito a sério - lavo a roupa e não quero que ninguém mexa no jeito como faço isso. Não que eu goste de fazer, mas sou eu que faço. Sou eu a responsável por isso quando minha mãe não está em casa e ninguém pode mudar a forma como eu comando as coisas aqui. Eu só não gritei com ela por respeito e agora estou descontando a raiva no blog.).
Minha viagem foi longa. 20 horas em um ônibus. Só que foi um ônibus zicoidis da baladoidis (perdoem a minha mania de colocar ódis no fim das palavras. Meu cérebro ainda está se acostumando ao ar do Rio de Janeiro). Foi tudo muito do nada. Na sexta minha avó acordou a gente dizendo que tinha comprado as passagens pro sábado e já tinha acertado tudo com a minha mãe e com a empresa de ônibus (por que eu ia a minha irmã ainda estamos com catapora). O ônibus semi-leito para a melhor comodidade das doentes, saía da Rodoviária de Vitória da Conquista às 18h30 da tarde.
Mas na verdade ele chegou lá pras 19h30. Eu tinha passado a maior parte do dia no computador e só saí pra ver os três primeiros capítulos da segunda temporada de The Vampire Diaries com a minha tia (que eu transformei em fã da série) eu meio que troquei meus seguidores no twitter por VD em uma tela plana de 26 polegadas, sorry, mas vocês sabem que é meu vício nada secreto. Meus avós tinham saído de manhã para comprar biscoitos (Patrimônio municipal de Vitória da Conquista. Os melhores biscoitos do nordeste posso garantir) e farinha (desculpa, cariocas, mas a farinha da Bahia é a farinha da Bahia né?), tapioca e goma fresca pra fazer beiju.
Depois de ver TVD eu tomei um banho dei um jeitinho no meu cabelo - que não vê um condicionador há uma semana (culpa da catapora, eu fiquei cheia de bolhas no couro cabeludo e não posso passar Shampoo nem esfregar direito. Tá uma coisa maravilhosa. Quando as feridas terminarem de cicatrizar eu vou dar uma hidratação nele.). - escovei e me preparei pra viajar. Lemos a Bíblia, oramos, arrumamos a mala no carro, nos despedimos dos meus tios e fomos para a rodoviária. Lá, meu avô comprou suco pra a gente e minha avó comprou Halls para a minha irmã. Um ônibus chegou indo pro Rio também, mas era convencional e como "nóis num é probre pra í de convenssional aí nóis foi de çemi-leito".
O ônibus semi-leito era mesmo muito bom. No inicio pra entrar já deu confusão por que a ideia da minha avó de comodidade e praticidade é meio deturpada. Ela colocou os biscoitos mais delicados do nos bolsos dos lados da mala que estava com os presentes e com os materiais escolares da minha irmã, então ela queria que a mala - note que eu disse mala e não bolsa, então é grande - fosse em cima, junto com as outras sacolas, pacotes, bolsa térmica, berimbau... (longa história. Uma colega da minha mãe pediu que já que a gente tava na Bahia comprasse um berimbau pra ela. Eu, como portadora da mensagem, tive que carregar o berimbau pra tudo quanto é lado, tocar ele com os dedos tipo violão de uma corda só, e nós viramos amigos. Eu tava pensando não sei que milagre não coloquei um nome nele.).. acontece que óbvio o motorista não deixou a mala grande ir em cima. O que causou uma confusãozinha quando junta ao fato de que a minha avó (pra vocês verem o que eu passo. Mas eu não estou falando mal dela. Ela é a minha avó e se tem uma mania que eu odeio em algumas pessoas da família é a mania de falar mal dos outros.) queria ficar com nossas carteiras de identidade até o último minuto acreditando que não ia precisar. Acontece que a Itapemirim (empresa do ônibus que a gente pegou) é uma empresa muito responsável e queria conferir nossas identidades antes de nos deixar embarcar. E lá fomos nós pegar as carteiras dentro da bolsa da minha avó que segurava duas sacolas, e que, se não fosse uma surpresa pra grande parte das pessoas a necessidade do RG, atrasaria a fila toda. Junte isso com a confusão das malas e descubra que no fim das contas eu quase esqueci o canhoto da passagem (que acabou de cair no chão e está bem na minha frente agora) lá em baixo. Na verdade eu achei que minha irmã tivesse pego e ela não pegou e o motorista foi forçado a levar a passagem até a poltrona 42.
E então começou a saga das vinte horas no ônibus. Se você conhece um pouquinho sobre ônibus quando leu Poltrona 42 sabe que isso significa fundão. A ideia foi da minha avó pra evitar retaliações (tenho probleminhas com essa palavra) por causa da catapora. Acreditem quando a minha avó falou "últimos bancos" eu pensei mais em "privacidade" e menos em "privada". Mas as poltronas 41 e 42 e o banheiro gostam de manter um diálogo constante e até se tocarem de vez em quando. Sem rodeios eu quero dizer: Banheiro + ar condicionado (ou seja, sem janelas) + uma porta que podia bater na cara da pessoa na poltrona 42 (uma linda garota de 13 anos, que eu chamo de EU) se ela se virasse um pouco = Uma maravilhosa viagem de vinte horas, com o máximo de sarcasmo que essa frase possa aguentar. (É isso foi cheio de rodeios. Desculpem-me por isso. É inevitável).
Acreditem, meu jeito conformista e positivista de ser acaba me fazendo concordar com a frase "Pelo menos agora você tem histórias pra contar." mas na hora eu estava.. sabe? nem consigo explicar. Eu realmente achei que a minha experiência, "semi-leito" seria melhor que minha experiência "Webjet". Eu ainda estava meio encantada com a viagem de volta de Itapetinga que foi incrível *-* (parte 10). Mas relaxem, como diria minha mãe, é muito fácil me agradar e a viagem ainda terá seus bons momentos.
O ônibus - que vinha de Salvador - saiu quase 19h30. Eu liguei pra minha mãe para mantê-la informada sobre a viagem. 10 minutos depois o ônibus fez sua primeira parada em ponto de apoio em Vitória da Conquista mesmo no hotel flecha. Lavaram o banheiro, colocaram mais copos de água no freezer, trocaram a sacola do lixo, abasteceram ônibus. E mais ou menos quarenta minutos depois o motorista anunciou que tinham mais 8h40 antes da próxima parada em Governador Valadares, Minas Gerais. O ônibus voltou a BR 116 com toda graça.
Eu estava disposta a não ouvir música a viagem toda apesar de querer muito fazer isso por que a bateria do meu MP4 chinês que eu amo não dura 20 horas direto. Mas minha mente estava vagando e indo direção a áreas perigosas (medo). Então esse é meu agradecimento formal sobre a ideia da empresa. Eles colocaram um filme pra passar nas três TVs espalhadas pelo corredor. O filme escolhido foi Dr. Dolittle 4 que obviamente eu já tinha visto duas vezes. Mas tudo para passar o tempo, então eu desembalei o cobertor que a empresa nos deu - semi-leito bêbê - e fui ver o filme, enquanto frequentemente pessoas entravam e saiam do banheiro. No início deu rolo, ficou em inglês, quando concertaram, um buraco na pista fez com que o DVD saísse do lugar e o filme parasse. Logo que voltou o filme começou a travar. No fim deu pra ver o filme e esses contra-tempos fizeram com que mais tempo passasse.
Quando o filme acabou eu esperei um pouco por mais mas já eram mais de dez horas. O sono chegou aos pouquinhos me deixando bem mole. Eu não tinha dormido nada na noite anterior, com a ansiedade de finalmente voltar pra casa e com dois mosquitos que me perseguiram enquanto eu dava voltas na cama tentando achar algum lugar onde eles não viessem atras de mim. Eu me ajeitei no banco e tirei um longo cochilo.
Acordei mais ou menos meia-noite com a movimentação na área do banheiro e da água (conhecida como bem do meu lado). Minha irmã estava dormindo, mas minha avó estava acordada e me ofereceu barrinhas de cereal. Eu aceitei afinal meu organismo tava meio estranho em relação ao sono e eu não tinha dormido quase nada mas estava sem sono. Ou pelo menos parecia. Assim que eu comi eu caí no sono por mais duas horas dessa vez. O sono teve interrupções porque o fundão balança mais e qualquer coisinha me acordava e me deixava assustada.
Acordei novamente as 4h18 quando paramos em Governador Valadares. Na hora em que minha irmã se levantou para pegar pão de queijo eu achei que a minha avó (que estava sentada bem na minha frente) estava sentada com a coberta na cabeça dormindo. Mas depois descobri quando levantei que ela tinha decido do ônibus no ponto para esticar as pernas. Eu fiquei comendo pão de queijo e pensei em alguma coisa como "comendo pão de queijo em Minas" ou algo assim... nem sei porque tô falando isso.
O ônibus ficou mais de uma hora parado nesse ponto enquanto fazia a manutenção. Depois disso voltamos a estrada. Eu cochilei mais não consegui achar uma posição confortável para dormir. Aí pedi pra minha irmã pra trocar de lugar comigo só um pouco e se a minha poltrona ficasse ruim pra ela, a gente destrocaria.
No momento em que eu me sentei na poltrona ao lado da janela eu não consegui mais dormir. Eram cinco e meia da manhã. Passamos por fazendas com as luzes já acessas. Eu vi pessoas com lanternas passeando. Atravessamos uma cidade sem ver uma viva alma no trajeto. Você podia achar que a paisagem cheia de sombras dava medo, mas não eu gostei. Na verdade eu gostei muito. Eu posso ser meio boba em relação a paisagens, mas a verdade é: Eu sou escritora e tenho talento pra fotografia. Além do mais eu gosto quando me foco em algo e deixo a minha mente vagar ao mesmo tempo. É algo inexplicável. É relaxante. Quase melhor que dormir.
Antes que eu conseguisse pegar no sono, minha irmã pediu pra voltar pra poltrona dela. Eu fiquei pouco tempo e podia ter reclamado, mas minha irmã estava doente e não era muito justo. Voltei pro meu lugar e por volta de 6h da manhã, peguei no sono de novo.
O sono foi interrompido dezenas de vezes mas eu só acordei de vez mais ou menos dez horas, quase chorando e pedindo pra minha irmã pra voltar pra a poltrona dela por que minhas costas estavam me matando (pra quem não sabe eu tenho escoliose. Minhas coluna é na forma de um S de Selena - eu sempre explico assim). Ela deixou e assim que eu fui pra poltrona caí no sono outra vez. Só acordei em Além Paraíba na terceira e última parada de pontos de apoio do ônibus. Dessa vez foi para os passageiros almoçarem. Mas eu não estava com vontade de almoçar e fiquei no ônibus. Durante um tempo fiquei sozinha no ônibus e não conseguia dormir. Então fui no banheiro me olhar no espelho e quase morri do coração. As feridas da catapora já estavam bem melhores, mas tinha uma espinha bem em cima do meu lábio. A vontade de espremer a vadia chegou na mesma hora, mas eu me controlei. Afinal ninguém iria ligar se uma garota com catapora tivesse uma espinha. Eles pensam mais "ah tadinha" e menos "credo". Ou pelo menos eu acho isso.
Depois de um tempo desci do ônibus porque minha mãe tinha pedido para que eu não passasse as 20 horas da viagem sentada e dormindo. Eu ainda não estava com fome porque tinha comido uma maçã, mas queria uma lata de Coca-Cola. Amo juntar Coca-Cola com maçã. Qualquer dia desses eu faço um buraco em uma maçã e coloco a Coca-cola lá dentro. E depois como ela. Ah, é.
Mas voltando a viagem. Eu fui para o restaurante, mas fiquei esperando minha avó e minha irmã terminarem o almoço, no balcão que separa o restaurante do resto do ponto de apoio. Enquanto eu esperava a moça que estava distribuindo as comandas me chamou. Ela perguntou se eu estava com catapora. Me chame da dramática, mas na hora eu achei que ela ia falar algo como pedindo pra eu sair do restaurante, mas quando eu disse que sim, ela só perguntou se eu já tinha usado Permanganato de Potássio. Tá de brincadeira né? Sou filha de enfermeira e já tinha ido ao médico. Sem falar que as minhas feridas já estavam quase secas. É claro que eu usei permanganato de potássio não é querida? Mas eu apenas sorri e disse tomei sim. (Se eu não der certo como jornalista e escritora eu provavelmente vou dar certo como vencedora. Eu sou uma santa. E se eu não levasse desaforo pra casa minha avó não tinha vindo comigo).
Minha avó deduziu que eu queria a Coca e já saiu do almoço com ela na mão. Enquanto ela pagava a conta, minha irmã brava veio me contar que minha avó tinha feito uma confusão por causa da comida que estava estragada. Tudo bem que se estava estragada ela tinha que reclamar, mas vocês não conhecem a avó que eu tenho.
Então voltamos pro ônibus que saiu um pouquito depois. A viagem de volta subindo e descendo a serra fluminense foi mais ou menos assim:

I Promisse You (Selena Gomez & The Scene) ao fundo. Eu sei porque tô viciada essa música e tinha colocado ela no repeat.

Foto da minha irmã. Olha a situação da estrada.

Dedo de Deus. Ponto turístico de Teresópolis.

Depois que descemos a serra foi rapidinho chegar à Cidade Maravilhosa. Se você tem noção geográfica sabe que não passamos pela ponte Rio-Niterói porque estávamos indo pelo outro lado. No caminho eu estava ouvindo música (Candice Accola pra ser mais exata LOL) e pensando em sei lá o quê, quando passei por um prédio enorme e dei um grito quando me dei conta: Era a redação do o jornal O Globo. Minha reação seria bem mais surtada se estivéssemos passado pela redação sei lá, da Seventeen - ah, sonho. Trabalhar na Seventeen -, mas me deem crédito tudo bem? Eu sou uma futura jornalista com sonhos. E se eu conseguisse, sei lá, um estágio no O Globo. Eu estaria bem feliz.
Depois disso, eu com um sorriso grande no rosto, comecei a adentrar a cidade do Rio de Janeiro. O nome desse post foi decidido há um tempão, mas a verdade é que se você está vindo de Minas pela BR 116, a sua primeira impressão do Rio de Janeiro não é cheia de encantos mil. Definitivamente.
Mas no fundo, a cidade parecia linda para mim. Aquela sensação clichê de lar apareceu. E era tão confortável. Eu estava começando a me sentir feliz. E você vai saber mais sobre essa alegria na próxima parte do Diário de Bordo. Aguarde..

Amo vocês,
Pucca.

P.S.: Deixem comentários, sugestões, e dicas. Espero que gostem.



12/01/2012

What People Choose

Vocês sabem que quando eu implico com alguma coisa, eu realmente implico com essa coisa. A Edição de 2012 do People's Choice Awards (não vou dizer a tradução porque não tem noob lendo isso aqui) foi uma dessas coisas. Na pré nomeação eu tentei (com bastante desanimo, admito) colocar nomear todas as minhas Divas. Mas não rolou. Só Demi e Nina entraram (Demi em menos categorias do que merece), mas de qualquer jeito a alegria da Nina ao ver que tinha sido nomeada meio que superou qualquer coisa. Depois disso eu fiquei obcecada em dar os prêmios para essas duas.
Eu estava online quando a votação começou e comecei a votar feito uma maluca, com várias abas abertas. Nos dias seguintes eu criei um esquema de votação complexo que eu vou voltar a usar esse ano em outras premiações também. Sabe quantas vezes eu bloqueei dois dos meus twitters (sem ser o do blog, eu bloqueei ele também mas menos vezes)? Nem eu. Eu perdi as contas. Claro que eu estava me focando nas duas categorias principais, TV Drama Actress e Pop Artist (meus dedos digitam "Demi Lovato #popartist #peopleschoice / Nina Dobrev #tvdramactress #peopleschoice" automaticamente) mas eu não fui negligente (Ok. talvez tenha sido um pouco) com as outras três categorias importantes: TV Drama Actor (Ian Somerhalder), Sci-Fy/Fantasy show (The Vampire Diaries) TV Drama (The Vampire Diaries),em que os concorrentes que eu estava votando (o que estão entre parenteses) perderam. Não joguem a culpa em mim. Eu votei muito. No dia.. espera eu vou lembrar.. eu vou lembrar mesmo.. eu tenho certeza que vou lembrar... vocês não conhecem a memória que eu tenho... eu VOU lembrar... ah sim, na madrugada do dia 1º pro dia 2 de dezembro do ano passado eu fiquei votando durante quase três horas seguidas nos dois twitters e no site usando meu esquema complexo e como todo mundo sabe, machuquei o braço direito. Ele ainda é traumatizado com isso. E com o fato de eu não ter podido ver o PCAs ao vivo. (meu braço direito tem opinião própria).
Mas acabando de contar minha história no PCAs. Aqui vão fotos e comentários sobre a minha diva na noite de hoje..

  • Comecemos por Miley Cyrus... a Diva acompanhou o namorado Liam Hemsworth que apresentou uma categoria (TV Drama Actress LOL!), e apareceu somente no tapete vermelho e no twitter da premiação que ela "hackeou" (na verdade ela disse que achou um aparelho com o twitter aberto.). Dizem também que quando sua amiga e minha diva Demi Lovato levou o Pop Artist (vencendo de Lady Gaga e  Katy Perry) ela se levantou e aplaudiu, chorando. Aqui estão fotos e um vídeo: (Créditos - não acredito que vou fazer isso - : MCyrus.com)
Amei o vestido. Não é o mais lindo que a Miley já usou, mas eu achei que ficou bonito nela. Adulto, sabe? Do jeito certo. E o cabelo.. beem.. já esteve pior.
Amei essa foto. O Liam tava sexy, admito. E eles são um casal bonito.


  • Continuemos com Demi Lovato... a vencedora da categoria Favorite Pop Artist (nunca vou me cansar de dizer isso) apareceu no tapete vermelho com um lindo vestido rosa salmão: (Crédito Vídeos e Fotos: DemiBrasil.com - LOL nem amo o fan site né?)




  • Mais tarde, Demi trocou vestido e penteado para a performance do seu novo single Give Your Heart a Break e para receber o prêmio de Favorite Pop Artist. (De acordo com informações do twitter @weheartamiles, - sim porque eu não vi né?- primeiro anunciaram que ela ganhou depois ela cantou e aí recebeu o prêmio) Aqui vão os vídeo:
Olhando com olhar crítico: O cabelo dela tava estranho vai? E não foi uma das melhores apresentações dela. Olhando com olhar de Lovatic: AH, MEU DEUS DEMI LOVATO. DEMI, DEEEMII! Brincadeira, brincadeira, mas sério, amei o clima causado pelo palco e a letra da música no meio. E o vestido dela deu um ar meio rainha de copas. Ah, não consigo explicar.

Não me culpem - nem culpem meu braço direito - por levar esse agradecimento super para o lado pessoal. Afinal eu amo essa pessoa né gente, fazer o quê?

  • E fechemos esse post com Nina Dobrev... acho que a premiação desse ano (pelo menos para a TVD Family) girou bastante em torno da nossa Ninnz. Acho que eu me envolvi mas com a premiação por causa dela (e também pelos Selenators terem perdido Biggest Fans no EMAs - nunca vou superar isso). Ela usava um lindo vestido verde simples e aquele cabelo liso de dar inveja em quem nasceu com o cabelo cacheado e gosta de usar um lisão de vez em quando (tipo eu e ela). Aqui vão as fotos: (Créditos: VampireDiariesBrasil.com.br)
Olha que linda segurando o presente de aniversário que eu mandei pra ela. Então Nina, como é ser insuportavelmente Diva?

Eu me apaixonei por essa foto. É ela no aeroporto voltando pra Atlanta.

  • Nina foi a única nas categorias relacionadas a The Vampire Diaries a levar um prêmio pra casa. Isso é triste mas o mais importante pra mim era ver ela com o prêmio. E foi tão lindo ver a felicidade (esperada mas ainda assim importante) dela ao receber o prêmio que qualquer machucado no meu braço direito valeu a pena. Era isso que eu queria sabe? Ver alguém que eu amo feliz. É sempre recompensante. Acompanhem o vídeo sem legendas:

 Melhor momento da noite: Liam Hemsworth, marido (ainda não mais quase) da minha linda diva Miley, dizendo Hot Vampire e depois Nina Dobrev (o sotaque dele fez parecer que ele tinha dito Dobreva, a versão original do sobrenome na verdade é Добрева mas você entendeu a lógica).


E então essa foi a noite de gala de uma das premiações mais importantes de Hollywood (eu digo isso porque além do PCA a mais importante pra mim é o Teens Choice Awards e depois Grammy e Oscar  minhas prioridades são confusas.).

Comentem, Pucca/Juh.