26/05/2014

E se eu não for tããão anormal assim?

Tá, sejamos justos: eu sou muito estranha. Juntando todos os aspectos principais de mim, só dá bizarrices. DO meu gosto musical a meu gosto culinário, das posições em que eu deito para escrever aos rabiscos que eu faço no caderno (ou o fato de eu ter uma matéria só pra isso) é tudo muito esquisito.
Mas eu estava aqui matutando com meus botões (sim, eu estou assistindo Meu Pedacinho de Chão), e achei algumas coisas bem clichês sobre mim. Não que eu goste de ser clichê, mas gente sem clichê não é gente, ainda mais artista. E já que já dizem que eu posto tudo que acontece na minha vida no blog (o que não é verdade porque eu tenho preguiça de escrever tudo que acontece na minha vida), porque não postar a lista de clichês aqui?
(É, eu vou usar vários gifs nesse post. Quem comentou - Má e Lí, minhas - disse que gostava dos gifs, mas só um por post, já que meus textos não precisam de tanto incentivo visual - eu juro que passei todos esses dias feliz da vida por você ter dito isso, Livya, sério -, mas ainda assim eu quero mais tempo e mais opiniões pra decidir o futuro desse blog. Sem falar que as visualizações, comentários e compartilhamentos daquele post me deixaram chocada e repetir dose pode ser a prova final. O próximo post é do Diário Artístico, então não vai ter gifs. Daqui há um tempo eu dou meu veredicto sobre o assunto).

5 clichês que fazem parte da vida de Giulia Santana, pela própria

1. Preguiça


Quer dizer, se a preguiça é a mãe de todos os vícios, eu provavelmente sou filha dela. E tenho como irmãos (além dos vícios) cerca de 620 milhões de adolescentes espalhados pelo mundo. Quase todo adolescente passa pelo menos 111 horas das 167 horas da semana com preguiça (as outras 56 a gente passa dormindo). Se você é adolescente e afirma que não é preguiçoso, precisa escrever um livro ensinando essa arte para o mundo (e se quiser fazer meu dever de casa também, porque não ajudar uma adolescente preguiçosa?). Já pensaram em como o mundo seria diferente se adolescentes fossem realmente produtivos ao invés de procrastinarem tudo e passarem dias e dias na mais absoluta preguiça? A cura da AIDS já teria sido descoberta uns 50 anos atrás!

2. Ódio à escola


Todo mundo sabe que eu considero a escola "um centro de tortura que reúne crianças e adolescentes para NO MÍNIMO 35h30min semanais de convívio social forçado, além de enfiar informações que nós NÃO QUEREMOS E MUITO MENOS PRECISAMOS saber nas nossas pobres cabecinhas inocentes". Isso é clichê, a.f., mas o que eu posso fazer? Eu não consigo gostar daquele lugar de jeito nenhum.

3. Drama


É clichê de adolescente fazer drama, fazer drama sobre tudo. Tudo mesmo.
Quer dizer, falemos sobre os canudos de Toddynho PORQUE A PEPSICO AINDA NÃO AUMENTOU O TAMANHO DESSA BAGAÇA?????? ALOOOOOOU? ELES AINDA NÃO SABEM O SENTIMENTO DE DESILUSÃO QUE DÁ QUANDO O CANUDO AFUNDA? É tipo, você pode ferrar tudo na sua vida e ainda assim continuar bem, agora se a) um cachorro não gostar de você e/ou b) o canudo do seu toddyinho afundar PRONTO é como se nada mais fosse dar certo na vida. MELHOR RESOLVEREM ISSO LOGO ANTES QUE UMA MARCHA VÁ PARA A PATRULHA DO CONSUMIDOR.
E graças à nossa maravilhosa habilidade de fazer drama, os adultos acreditam que adolescentes não sabem o que são problemas de verdade. Porém, isso não é verdade. Como adultos em formação, adolescentes conhecem problemas de verdade, sim. A diferença é que a gente prefere se preocupar com cada aspecto mínimo da vida, ao invés de viver superficialmente e só se importar com coisas sérias. 


4. Amar comida


Já que ninguém me entende, eu vou tentar explicar. Quer dizer, okay, eu estou abaixo do peso, mas isso é porque eu tenho um transtorno de ansiedade que me faz ter crises que envolvem náuseas e vômito. Eu não sinto fome quando estou em crise (dã) e meu humor do dia afeta diretamente meu apetite. Isso NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO significa que eu não goste de comer, muito pelo contrário, eu amo comer. Sabe quando você está gripado e seu apetite diminui? Imagine estar gripado pelos últimos 7 anos, é basicamente isso. Não sinto fome, mas isso não é meu estado normal.
Quando eu estou bem eu como e como muito inclusive. O principal motivo pra eu ter demorado escrevendo post (lembrem que no início eu estava vendo Meu Pedacinho de Chão) foi porque eu parei pra comer 4 vezes (banana cozida com queijo, pão de queijo, hambúrguer e beijú de tapioca com queijo) e já to pensando esse em comer de novo. Todo mundo deduz que eu não como porque não gosto de comer e eu geralmente tenho preguiça demais pra descordar, mas entendam uma coisa meus queridos: NÃO DÁ PRA NÃO GOSTAR DE COMER. LITERALMENTE. Dá pra não ter apetite, pra ter algum tipo de aversão a comida geralmente causado por algum distúrbio psicológico, mas NÃO DÁ PRA NÃO GOSTAR DE COMER.

5. Querer viajar pelo mundo inteiro


Eu tenho orgulho de ter nascido em uma geração globalizada e com alma de cigano. 99,99% dos jovens atuais quer conhecer boa parte do mundo e pretende morar fora da sua cidade natal. Nós fomos criados de forma a desejar horizontes mais amplos do que nossos pais e avós. Quer dizer, tem tanta coisa nesse mundo pra se ver!
Eu particularmente não tenho uma cidade preferida. Eu quero morar em um apartamento em New York, mas também pretendo ter uma casa de praia em Los Angeles e um castelo em Viena. Pretendo morar um ano em cada capital européia, fazer missões em países do terceiro mundo, conhecer todas as cidades históricas do Brasil, passar férias em todas as ilhas da América Central, aprender a me comunicar em alguma linguagem nativa africana direto da fonte e escrever um livro em cada um desses lugares.

Existem mais clichês que isso, mas eu não consigo me lembrar deles, então vocês ficam com os cinco principais. Eu sei que um monte de gente que se identificou com algumas coisas e VAI me xingar por ter dito que uma característica delas é clichê, mas parem de achar que clichê é uma coisa ruim. Clichês tem seus lados bons.
G.

Não esqueçam de dizer se preferem posts com gif ou não.

23/05/2014

O dia em que eu resolvi falar sobre amor, paixão e outras coisas que machucam

E aí pessoas? Eu tinha prometido que postaria assim que o blog chegasse a 200 comentários e 22300 visualizações, e essa meta foi atingida hoje, então esse post e um presentinho. Com ele, eu testo um novo formato de publicação no blog. *Tã-tã-tã-dã* Isso porque eu finalmente saí da minha zona de conforto e me aventurei nas florestas escuras da blogsfera (Leia-se, comecei a gostar de blogs que adolescentes normais gostam ao invés de só ler blog de tirinhas) e como já tem um tempinho que eu queria começar a colocar imagens e gifs nos posts e percebi que esse formato faz sucesso em outros blogs eu pensei: "porque não?" e por isso, estou fazendo isso aqui como teste. Digam o que acham desse post nos comentários e eu vejo se realmente vou começar a colocar os gifs. Como sempre, se ninguém comentar eu tomo a resposta como um "não gostei". Mesmo que todo mundo goste, nem todos os futuros posts vão ter gifs.


Diferente de 1/4 da população solteira mundial, eu não passo metade do meu tempo livre reclamando de carência ou postando indireta pra ex na internet. (Até porque não tenho ex, mas isso é outra história). Nem choro ouvindo músicas românticas ou quero um namorado saído de um livro do Nicholas Sparks. Exceto nos 10 dias do mês em que eu to de TPM, eu estou plenamente satisfeita com meu estado civil: Solteira.
Mas isso não significa que eu não queira estar com alguém, ser olhada cheia de amor por alguém, ou que não seja extremamente frustrante nunca ter beijado ninguém aos 16 anos. Existem dias que eu olho para os relacionamentos das pessoas e penso "Ok, talvez seja melhor ser celibatária" e dias em que eu  faço a mesma coisa e penso "O que eu não faria pra ter alguém pra ficar assim?".
Meu ponto é que frustração é diferente de tristeza. Eu não estou triste por estar sozinha, ou eu já estaria com alguém (não é como se ninguém tivesse querido ficar comigo até hoje, eu não sou alienígena a esse ponto), estou frustrada por não ter encontrado ninguém que valha a pena ainda.


Essa é a parte que o leitor inocente pergunta: "E o que faz uma pessoa valer a pena?" Uma coisa só: que ela goste de mim tanto quando eu gosto dela. É esse o segredo elementar dos relacionamentos, meus caros Watsons, se uma pessoa não gosta de você da mesma forma que você gosta dela, nunca vai dar certo. E eu redigo: nunca. 
Tanto se você gostar mais do que ela, quanto se ela gostar de você. Sabe aquela frase clichê de que amor é dar e receber? Então, se um dos dois dá mais do que recebe algo fica sobrando e assim como lixo nas ruas entope bueiros, e assim que a tempestade vem, faz transbordar rios, invade casas e derruba encostas (ou seja, só desastre). (MINHA NOSSA SENHORA DA ANALOGIA O QUE FOI ISSO?).
Ou seja, só vale apena abrir mão da segurança da solteirice e colocar meu coração em perigo por alguém que sinta exatamente a mesma coisa que eu. E eu quero dizer em todos os sentidos. Por exemplo, se eu estiver totalmente apaixonada por alguém, só vale a pena se a pessoa estiver totalmente apaixonada por mim. Se eu me sentir apenas fisicamente atraída pela pessoa, eu só ficaria com ela se fosse do mesmo jeito.

Ok, que dizem que para ficar não existem sentimentos. Mas infelizmente, não é verdade. O ser humano é um ser emotivo que é controlado pelas reações do corpo. Leia-se: até mesmo pra beijar alguém em uma festa você tem que sentir alguma coisa. E é a partir daí - de um beijo, de um primeiro encontro - que vem as outras reações como "valeu a pena?", "vai ser repetido?", "pode levar a algo mais?" e é respondendo essas perguntas, que você pode se declarar apaixonado ou não. É óbvio que dá pra se apaixonar antes de ficar com alguém. Tudo que você precisa é de algum tipo de contato. Como uma conversa, um tweet, uma longa troca de olhares, um cheiro. Coisas assim, tanto quanto um beijo, podem fazer com que sentimentos surjam.




Eu amo o termo inglês para "apaixonado", fallen in love, porque a tradução literal seria algo como "caído no amor". Quer dizer, você sempre pode se levantar de uma queda, sacudir a poeira e seguir em frente. Mas assim que você começa a amar de verdade e tira as preposições da frase "I'm in love with you" você não pode mais fugir, provavelmente quebrou todos os ossos na queda. Existe uma diferença imensa entre estar caído no amor e amando de verdade. Amor envolve coisas que a paixão nunca seria capaz de suprir. Você pode se apaixonar por um cheiro, mas nunca amar alguém simplesmente por isso. Paixão exige contato. Amor exige quase uma troca de corpos.


Sem falar que é totalmente possível amar alguém e estar apaixonado por ela de formas diferentes ao mesmo tempo. Tipo, quando você se apaixona por um amigo, mas não é correspondido. Você o ama como amigo, mas não como namorado, porque vocês não namoram, apenas está apaixonado. É isso que faz com que a gente acabe não nos declarando, para não perder alguém que a gente ama.
E se apaixonar por amigo aliás, é a maior treta. Porque como se já não fosse suficiente difícil lidar com um sentimento, você é forçada a lidar com dois! E aí é hora de colocar tudo na balança e decidir o que é melhor a fazer. Ignorar seus sentimentos e continuar a amizade? Se declarar e ter metade de chance de ser feliz e metade de chance de tudo dar errado? E se a pessoa não se sente do mesmo jeito que você? As coisas podem nunca ser as mesmas. E agora? Eu já me apaixonei por um amigo. Escolhi a primeira opção. Deu certo, em parte. Como eu disse, sempre dá pra se levantar de uma queda.
Então é, é isso. Eu já me apaixonei. Já me obcequei, já tive dezenas de crushs. E minha opinião sobre paixão não podia ser mais igual ao relato que me foi dado pela Annie (que provavelmente vai ficar toda feliz por aparecer no blog de novo):
"Uma vez eu li no tumblr um trecho de um texto da Clarissa Correa, que falava que amar é se jogar de um precipício, sem saber se lá embaixo vai ter alguém para segurar a gente. Foi a melhor definição de amor que já li.Acho que essa definição é a mais apropriada para o termo “se apaixonar”, também. Você só espera que a pessoa esteja lá, pronta para segurar-lhe. Se agarrando a esse desejo. Você odeia e ama, seus maiores medos, desejos... É se abrir por completo, esperando nada em troca. Ou talvez, esperando tudo.Pois bem, se apaixonar é a coisa mais maravilhosa do mundo. Pelo menos é o que dizem. Mas, infelizmente, eles apenas se esquecem de mencionar que, se apaixonar, só é realmente a melhor coisa, se é correspondido.
Se apaixonar é o primeiro passo para amar. Perguntei a minha mãe uma vez como eu sabia se estava apaixonada, e o que ela me disse foi “Se você pensa nele antes de dormir, considere-se uma garota apaixonada.”. Foi ai que eu me liguei de uma coisa; eu não pensava nele apenas antes de dormir, e sim, quando acordava, no decorrer do dia, quando sentava pra assistir televisão e me via perdida em meio a lembranças com o próprio e quando ia dormir.Eu me desesperei, para falar a verdade. Eu estava apaixonada. E foi bom, enquanto era correspondido. Mas quando se descobre que a pessoa não te ama de volta, é uma droga.
Bem, doeu. Doeu pra caralho. Por isso que minha opinião sobre é: se apaixonar é coisa de louco!
Mas bem, convenhamos, todos nós precisamos ser um pouco loucos, certo?!"
E é justamente isso. A paixão em si, é uma bosta. Te deixa insana, te faz perder o foco, o controle de si mesma. Se apaixonar é como deixar um pedaço da sua alma nas mãos de alguém. Dá pra pegar de volta, afinal ela continua sendo sua, mas se a pessoa der em troca um pedaço da alma dela, se todo aquele sentimento louco for respondido, se uma porta para que essa paixão se transforme em amor depois for aberta (mesmo que mais tarde ela seja fechada), aí sim, se apaixonar é uma das melhores coisas do mundo.
Não se eu saiba como é esse sentimento.
Ainda.
G.

P.S.: EU NUNCA USEI TANTA ANALOGIA NA MINHA VIDA. Isso é que dar falar de paixão.
P.S. 2: REPETINDO: Digam o que acham desse post nos comentários e eu vejo se realmente vou começar a colocar os gifs. Como sempre, se ninguém comentar eu tomo a resposta como um "não gostei". POR FAVOR, POR FAVOR, COMENTEM!!!

21/05/2014

"Obsessões" ou "As diferentes formas que eu encontro para procrastinar, surtar e sofrer"

Então eu tive essa ideia brilhante de uma nova rede social. Nessa rede as pessoas postariam atualizações sobre suas mais recentes obsessões. Cada vez que você se obcecasse por alguma coisa, poderia abrir uma "nova obsessão" e aí ir adicionando informações sobre a tal obsessão com o passar do tempo, como a primeira vez que você ouviu falar dela, todas as coisas que você descobriu sobre ela, o número de vezes que você pensou nela durante o dia e até o tempo em que você passou longe dela. Pode ser obsessão relacionada a comida, música (ou um CD inteiro), uma cidade (ou um país), livros e até pessoas (famosos ou ilustres desconhecidos).
E porque eu acho que uma rede social dessas daria certo?  Bem, eu li em uma revista (ou será que foi no tumblr?) um tempo atrás que todo adolescente tem fases obsessivas que duram cerca de três meses. É normal que nós nos viciemos em alguma coisa e só queiramos falar sobre isso por semanas. Faz parte do processo de crescimento de um adolescente e nos ajuda a definir nossos gostos.
Essa informação pode não ser verdade (quer dizer, quem confia em revistas para adolescentes? ou no tumblr?), mas como adolescente eu posso afirmar que pelo menos eu tenho fases obsessivas. Na maior parte das vezes com várias coisas ao mesmo tempo. Algumas ultrapassam os três meses e se transformam em paixão pelo resto da vida (por exemplo: literatura gótica, Fifth Harmony, Julia Pietrucha, etc), só que com a maioria das coisas é uma obsessão intensa e rápida, mas que ainda assim faz diferença na minha vida (por exemplo: Panic! At The Disco, Crocantíssimo, High School Musical - apesar de a última ter durado bem mais de três meses.).
Na verdade, todas as obsessões permanecem na minha vida para sempre. Assim como um crush, eu nunca supero uma obsessão (e pensando bem, um crush é um tipo de obsessão). Quer dizer, depois de um tempo eu não penso nela tanto quanto eu costumava pensar, mas se ela voltar a surgir na minha vida eu estou pronta para agarrá-la outra vez com unhas e dentes e adorá-la por mais algumas semanas. Minha mais recente obsessão pode ser definida em duas palavrinhas em inglês que tem vários significados, a maioria deles não muito inocente: Faking It.
Faking It é a mais nova comédia da MTV, que conta a história de duas melhores amigas - Karma e Amy - que são confundidas com lésbicas e ficam populares de uma hora para a outra (confirmando totalmente a teoria de que todo mundo ama lésbicas. Até homofóbicos amam lésbicas). Apesar de um susto inicial, elas combinam de dar continuidade a farsa e manter o status. Pois é, eu estou obcecada por uma série ainda mais gay do que Glee. O fato é que Faking It é muito mais que uma série gay: nós somos jogados no universo paralelo de uma escola onde os excluídos são populares e a loira malvada é uma bela zé ninguém, o cara gato é um artista sensível (mais ou menos), cujo melhor amigo é gay e a amiga uma feminista.  Você não consegue assistir dois episódios sem começar a sofrer por causa das coisas que Karmy - Karma e Amy - acaba aprontando. E em algum ponto você deseja estar lá, ou se relaciona com a história (quer dizer, realmente já acharam que eu era namorada da minha melhor amiga - longa história) É como se o livro young adult mais engraçado do mundo fosse transformado em série de TV.
Eu comecei a ver a série por causa da Annie, que me disse que Faking It era a melhor estreia de todas e agora nós duas assistimos, pirando e fazendo propaganda, porque Faking It está correndo risco de ser cancelada E ISSO NÃO PODE ACONTECER!!! Por isso todo mundo aqui tem que começar a ver Faking It agora mesmo e falar sobre a série nas redes sociais. Infelizmente, brasileiro não conta na audiência já que a gente só vê pela internet, então o jeito é comentar e divulgar nas redes sociais, já que a MTV tá de olho em tudo para decidir se renova a série ou não. E se você tiver conhecidos nos Estados Unidos force eles a assistir também.
Nas últimas semanas, eu assisti os episódios bem rápido e todos os vídeos das atrizes principais. Preciso dizer que decorei nomes e datas importantes. O vício é completo, e apesar de eu ter visto o último episódio hoje, já estou em abstinência. E sim, o objetivo do post era diminuir essa abstinência e divulgar Faking It. Desculpa mundo.
G.

 P.S.: E desculpa a demora para postar, tô tendo aula a tarde todas as terças e quintas e me dedicando a outras obrigações no tempo livre. Tenho sido negligente com o blog, talvez, mas eu disse que ia priorizar o livro, certo? Mas amo meus leitores demais<3

08/05/2014

Legado

Eu não sou o tipo de pessoa que diz "minha mãe não me entende" e sim "eu não entendo minha mãe". Porque eu realmente não entendo. Não entendo os reais motivos dela de dizer o que diz pra mim, ou pra fazer as coisas como faz. Pra me dar bronca, ou pra gritar tanto. Ou pra ir contra o que ela mesma acredita só por mim. Eu não entendo porque alguém faz tantos sacrifícios, ou porque exige tanto de si mesmo e dos outros. Eu nunca estive lá. Eu não sei como é desse outro lado da vida, onde tudo que você faz é pelo bem de outra pessoa.
Eu só queria poder entender. Faria de mim uma filha melhor, uma pessoa melhor. Alguém que se dedicaria mais e faria melhor. Eu acho que quando a gente nasce, deveria nascer com o mesmo sentimento que a nossa mãe. Só pra não existir nenhuma mágoa, ou dor ou nada que afaste a gente dela. Só pra gente estar no mesmo ponto que ela, pra que a gente pense do mesmo jeito. Por que assim, broncas se tornariam menos frequentes e "colinhos" mais frequentes. E a gente nunca faria algo que magoasse porque saberia com certeza o quanto iria doer. A gente não teria medo de não ser compreendido. E a gente seria mais feliz.
Mas não é tão fácil, a gente vai ter que enfrentar a vida do nosso próprio jeito, aprendendo tudo com um empurrãozinho de quem já save. Porque mãe é como tudo na vida: um dia a gente vai olhar e perceber que finalmente faz todo sentido.
E é isso, mamãe, eu não estou no mesmo lugar que você agora, mas eu já sou muito agradecida por todas as coisas que você fez e continua fazendo por mim. E eu prometo que quando eu chegar no lugar em que você está agora, eu vou me esforçar ao máximo pra fazer o que você faz tão bem quanto você.
Post de dia das mães do ano passado. 

Todo mundo recebe uma herança ao nascer. Essa frase é um dos princípios centrais dos livros da Série Sociedade Inglesa de Oposição. Todo mundo recebe um mundo prontinho quando nasce. Condições físicas, históricas, culturais. Somos jogados em uma família que não escolhemos, herdando dela nossa aparência, forçados a viver em um mundo criado pelos que vieram antes de nós, do qual só temos controle em algumas condições.
A melhor e mais preciosa das heranças que eu recebi e após aproveitar por um tempo maior do que merecia, perdi, foi a minha mãe. Ela faleceu no dia 10 do mês passado, de um ataque cardíaco fulminante. Ela foi a pessoa mais maravilhosa que esse mundo já viu. Era carinhosa, doce, um anjo, alguém impossível de odiar.
Sendo sincera eu ainda não me recuperei totalmente do baque. Ainda sinto o peito pesado e um vazio que não consigo explicar. Ela era meu suporte e meu apoio. Ensinou tudo que eu sei. Sei que todo mundo diria isso, mas minha mãe era realmente a melhor de todas. Ela fez mais por mim do que qualquer mãe que eu conheço já fez por seus filhos. E ela era mais que minha mãe, era minha amiga. A criação que ela me deu foi definitivamente excepcional. Eu lembro do sorriso dela, quando eu dizia isso para ela. Espero ter dito vezes o suficiente.
Se você que está lendo isso é meu amigo, é alguém que me ama ou foi amigo da minha mãe eu peço que ao deixar um comentário, não deixe de forma a me consolar ou me elogiar, e sim, de forma a honrar ela de alguma forma. Deixe alguma lembrança boa dela, ou alguma coisa que faça você lembrar dela. Não existem palavras para diminuir a dor de um luto assim. Não existem textos sobre a morte, frases sobre ela estar em um lugar melhor, histórias sobre perda que façam a dor passar. A única coisa que me faz me sentir bem é pensar na vida dela. Em como foi plena.
Quando me disseram que mais de mil pessoas mandaram textos falando sobre as marcas que ela deixou na vida deles, eu finalmente pude sorrir. Das pessoas que falaram comigo, a melhor frase dita foi "sua mãe era uma pessoa maravilhosa". Minha amiga disse que pela forma que eu falo dela, ela sabe que mamãe era uma pessoas incrível. Quando elogiam a criação que ela deu para mim, dando a ela os créditos de quem eu sou, eu fico mais feliz que com qualquer elogio feito a mim. Mamãe viveu a vida toda marcando cada uma das pessoas a volta dela, e cada uma dessas pessoas, cada uma que possui lembranças maravilhosas sobre ela, é uma celebração da vida que ela teve.
E eu acredito que mamãe deixou um legado para mim. É a minha vez de ser como ela era, de marcar pessoas e usar o que ela me passou e ser a melhor pessoa que eu posso ser. É hora de viver como ela, não para substituir alguém insubstituível, mas para continuar o que ela começou, seguir os passos dados no caminho certo.
Sobre as mudanças que isso tudo trouxe, bem, a principal é que minha guarda agora ficará com meus avós, e eu e minha irmã estamos de volta a Bahia. Na verdade, isso tudo é a maior confusão e eu não vou explicitar tudo aqui. O fato é que a mudança tem sido muito mais traumática do que eu desejava que fosse. O pessoal que lê o blog desde 2011/2012, sabe que apesar de eu ter orgulho das minhas origens, eu não considero esse lugar minha casa há bastante tempo, mas isso seria facilmente superado não fosse pelo clima instalado aqui em casa.
Todo mundo tenta tomar as rédias da situação e acaba perdendo as próprias. Todo mundo está se esforçando para ser forte, ao invés de simplesmente sentir a dor que vem naturalmente com o luto. E com todo mundo abalado as coisas estão fugindo do controle. Não dá pra explicar sem passar dos limites, mas a verdade é que eu sinto falta de ter uma voz, de ter a opinião contada, de ser perguntada o que eu acho melhor ser feito e ter minha resposta considerada. E realmente não queria ter que brigar por coisas que seriam meu direito natural.
Amanhã eu volto a estudar. A escola nova é pesada e com mais aulas do que eu gostaria, mas eu realmente quero voltar logo a estudar. Mês que vem eu volto no Rio, para fazer o vestibular da UERJ. Vou fazer o ENEM também e tentar para a UFRJ e talvez até a UFF. Se não der certo, a Rural. Também vou fazer dois vestibulares daqui (um deles já é dia 18!!!), mas é mais como uma garantia. De verdade, se eu perder nas de lá e passar nas daqui, eu entro aqui, mas tento pra lá ano que vem pra de novo e no ano seguinte e no seguinte até terminar a faculdade aqui ou passar para lá.
Eu amo a Bahia. Tenho muito orgulho de ser baiana, amo esse povo lindo demais, nunca quis nem perder o sotaque. Mas acredito que algumas coisas são feitas para permanecerem apenas na memória, sendo lembradas com saudade ou com a certeza de que foi tudo uma boa lição. Vitória da Conquista é uma dessas coisas. Por isso tento me adaptar, mas faço isso com a certeza de que isso tudo é temporário.
G.

Desculpem a demora por postar isso, foi bem complicado explicar o que aconteceu/está acontecendo, mas finalmente senti vontade de escrever. Obrigada por me deixar desabafar.