25/09/2014

35 garotas, uma coroa e como eu sempre leio as sagas quando todo mundo já leu e me contou o final, uma resenha de A Seleção por Kiera Cass.

Caaraaa, essa é a terceira resenha seguida. Porque eu não fiz isso antes de enviar esse blog para as editoras durante a seleção de blogs parceiros? Ok, uma das resenhas não era de livros, mas de qualquer jeito isso aumentaria minhas chances.
Mas não dá mais pra chorar sobre o livro destruído (e falando nisso, eu preciso terminar meu Destrua Este Diário e fazer um post sobre isso), setembro está acabando - sério, só mais CINCO DIAS como isso aconteceu? ainda ontem era dia 1º - e, junto com ele, acaba meu prazo para a completar as tarefas da Lista de Inverno por isso eu tenho feito tantas resenhas. Estou escrevendo sobre o que eu tenho feito ultimamente.
A saga da vez é A Seleção (The Selection), trilogia que já tem quase 6 livros escrita pela linda, maravilhosa, diva da Kiera Cass (estou tentando compensá-la pelo tanto que eu a xinguei enquanto lia o último livro). A Seleção (The Selection), A Elite (The Elite) e A Escolha (The One) são os três livros principais que terão uma continuação (The Heir - A Herdeira) em 2015 e O Príncipe, O Guarda, A Rainha e A Favorita (eu não tenho certeza das traduções, mas os originais são The Prince, The Guard  The Queen e The Favorite, sendo que eles foram publicados como coletâneas de dois em dois) são novelas - Sim, novelas, não contos. Eu acho que histórias desse tamanho estão sendo publicadas no Brasil com o nome de "conto" porque o termo "novela" está relacionado a outra coisa, mas a tradução literal de novella é novela, a história que é grande demais para ser um conto e pequena demais para ser um romance - que foram escritas como bônus sobre outros personagens que os leitores adoram. A saga tem tantos livros assim, porque a linda da Kiera ainda não perdeu a conexão com os personagens d'A Seleção (eu não tenho certeza de onde eu li isso - mas tenho quase certeza de que foi no blog da Tatii - e eu sei que ela estava falando de The Heir, mas eu achei essa história de não ter perdido a conexão com os personagens tão linda que precisei usar aqui). Caramba, eu ainda nem comecei a falar sobre o que acontece na história...
Bem, A Seleção é sobre America, uma garota de uma das castas mais baixas - que vão de Um (a família real) e Oito (pessoas que não podiam trabalhar em nada que fosse legal e que basicamente não tinham como viver) - de Illéa, o país onde vive. Vivendo em uma casa cheia de pessoas e de necessidades, America finalmente tem uma chance de ajudar sua família, participando da Seleção, uma tradição de Illéa que leva 35 garotas ao castelo para que o príncipe possa decidir com quem quer se casar. El unico problema é que: America não quer. Ela nunca quis ser princesa, nunca quis ser Um, simplesmente não era pra ela, muito pelo contrário, America estava pronta para sair da casta Cinco e ir para a Seis com todo prazer desde que se casasse com o suposto amor da sua vida Aspen. Mas é claro que o amor altruísta típico de romances melosos de adolescentes não ia deixar que a vida dela piorasse, Aspen sugere que America se inscreva na Seleção, só para tentar, já que nada garante que ela seja sorteada e fique entre as 35 Selecionadas, mas SURPRISE BITCH ela é sorteada e depois de um monte de tretas (inclusive uma briga feia com Aspen) chega ao castelo e conhece o príncipe que aos poucos a deixa confusa sobre seus sentimentos.
SÃO LIVROS SOBRE UM REINO; MAS NÃO QUALQUER REINO DE CONTOS DE FADA COLORIDOS ONDE UNICÓRNIOS ANDAM A LUZ DO DIA E VOCÊ ENCONTRA O AMOR VERDADEIRO ANDANDO PELAS RUAS DE DIAMANTES, NÃO UM REINO REAL CHEIO DE PROBLEMAS ONDE AS PESSOAS SÃO FORÇADAS A SE CASAR E O AMOR VERDADEIRO SURGE DEPOIS EU NÃO ENTENDO PORQUE EXISTEM PESSOAS QUE AINDA NÃO LERAM ESSES LIVROS EU NÃO CONSIGO COLOCAR EM PALAVRAS O QUANTO ESSES LIVROS SÃO PERFEITOS AAAAH. Ok, passou. Eu realmente precisava colocar esses feels sobre A Seleção para fora. Eu não deveria falar sobre isso agora, mas depois que eu acabar Sociedade Inglesa de Oposição eu planejo escrever sobre um reino também... Mas isso é outra história, literalmente.
Eu só esqueci de pontuar no surto psicótico do parágrafo anterior que A Seleção é uma distopia. Ou seja, feels em dobro. Como eu já disse, distopias me dão ressacas literárias horríveis, acabam com tudo que eu tenho de sentimentos e me fazem repensar o que eu mesma acreditava sobre a minha vida. Imagina só se todas as pessoas do mundo crescessem lendo distopias (e realmente entendessem a mensagem por trás daquilo tudo)? Que mundo estranho esse aqui seria.
Anyways, A Seleção é mais do que uma série de livros de princesas ou um conto de fadas "moderno", a saga é sobre amizade, amor, valores, não esquecer quem você é e principalmente, PRINCIPALMENTE, o que NÃO fazer quando você está tentando conquistar um príncipe.

G.

Agradecimentos especiais: o snapchat da Harper Teen (editora americana) fez para The Selection (selectionseries, btw) que me ajudou a ficar cheia de feels de The Selection outra vez quando estes já estavam sendo ofuscados pelos feels de Faking It.

P.S. [SPOILER]: O fato de eu ter levado um bom tempo para entender o que era tão ruim sobre o Gregory ter forçado a filha dele a se casar me faz pensar que talvez não seja uma boa ideia eu lendo O Príncipe de Maquiavel. Eu sou maquiavélica o suficiente (especialmente em relação à monarquia) sem isso.

12/09/2014

The Flip Side, por Flip Flippen

Eu odeio preconceito literário. Me esforço ao máximo para não julgar o que uma pessoa gosta de ler, o que, na verdade, não é tão difícil já que eu tenho um gosto literário super exótico e não quero que ninguém me julgue por isso. Eu já tinha até dito que queria escrever um post sobre o assunto, mas na mesma semana blogs populares fizeram uma semana de posts sobre o assunto e eu fiquei com medo de acharem que eu tinha copiado. Eu cheguei até a ler um post de um dos blogs e fiquei super decepcionada pelo fato da autora, como forma de defesa para a crítica que havia recebido por não gostar de "livros adultos", criticar seu crítico de 16 anos por ler O Príncipe, livro que ela disse que não acrescenta nada em um garoto dessa idade (Bem, eu tenho 16 anos e quero ler O Príncipe, por causa de The Borgias. Algum problema com isso?). O fato é: todo mundo, mesmo quem odeia preconceito, tem um pouquinho de preconceito (Que de acordo com o dicionário, quer dizer, juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória, perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento. É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento sério.)
Porque eu to falando isso? Digamos que a minha reação diante do livro que minha psicóloga pediu para que eu lesse, que dizia em letras chamativas "Pare de se sabotar e dê a volta por cima", não foi 100% positiva. Existe uma cultura não dita que faz com que nós - e por "nós" eu quero dizer nós, adolescentes viciados em livros - nem cheguemos perto da prateleira de livros de autoajuda nas livrarias, ou nem olhemos duas vezes para as capas dos livros desse gênero expostos nas prateleiras das Lojas Americanas. O motivo não é exatamente o mais justo: a gente não quer ser o tipo de pessoa que gosta desse tipo de livro. Quer dizer, pense e diga: que "tipo de pessoa" você imagina lendo auto ajuda? O primeiro grupo que eu consigo pensar é o de ex-Big Brothers. E eu definitivamente não quero ter a minha imagem relacionada a esse programa de TV. E lá estava eu, entre o livro e o preconceito, sem nada novo pra ler além de um livro recomendado por uma das pessoas que eu mais admiro nesse mundo. Com mais prós do que contras (na verdade, sem nenhum contra lógico), eu comecei a ler o livro no dia seguinte indecisa sobre o que esperar.
É claro que meus PRÉ-conceitos eram PRÉ-cipitados. The Flip Side - o título original de Pare de se sabotar e dê a volta por cima - é sobre comportamentos destrutivos que nos impedem de conseguir alcançar seu potencial máximo na vida. É claro que falando assim o livro parece entediante e clichê, mas ele é tudo menos isso. Não estamos falando de "acredite em si mesmo", "seja positivo" esse tipo de blá, blá, blá. Estamos falando de "destruindo tudo que você acredita e recomeçando do zero".
De cara, ou melhor, de capa, o livro já me motivou a querer abrir uma editora no Brasil quando eu for uma escritora influente. Quer dizer, a tradução do título me provou que existe algo muito errado com o que quer que as editoras atuais estejam fazendo. (Sejamos lógicos, você iria preferir ler um livro que se chamasse Pare de Se Sabotar e Dê a Volta Por Cima ou algo que fosse como "O lado da virada" ou "O lado de dentro"?) Logo em seguida, o livro apresentou uma sequência de casos daqueles que te fazem se relacionar mesmo que sem querer. Páginas e mais páginas depois minhas crenças iniciais a respeito do livro e de mim mesma estavam des-trui-das. Definindo crenças iniciais: quando eu me dei conta de que o livro falava sobre coisas que você faz que te impedem de ser bem sucedido, eu pensei logo que ele não poderia me ajudar em nada porque eu achava que a única coisa que me impedia de ser bem sucedida era a preguiça. Eu não sabia de nada. 
O livro foi escrito após um estudo que envolveu pessoas bem sucedidas do mundo todo. Ele nos apresenta um novo conceito de auto sabotagem: as Limitações Pessoais. O livro não é sobre reconhecer que você é bom, é sobre reconhecer que você é imperfeito, que você tem defeitos. Explicar muito sobre elas seria dar spoiler do livro, mas para que meu ponto de vista seja colocado em exposição, eu vou adaptar a sinopse original do livro que peguei na Amazon.
E se, em vez de se concentrar nas coisas que você já faz bem, você sabia como identificar honestamente suas fraquezas? Esses comportamentos habituais que continuamente ficam no seu caminho e impedem você realmente de ter sucesso na forma como você sabe que você podia? São esses pontos fracos, suas "limitações pessoais," que são realmente que impedem o seu sucesso. Se você pudesse corrigir esses comportamentos, você veria um aumento dramático na produtividade e uma melhoria real em todos os aspectos de sua vida. Essa é a chave para o programa de Flip Flippen: ele ensina centenas de milhares de pessoas a cada ano como identificar os obstáculos pessoais e tomar as medidas necessárias para superá-los.
Falando da minha vida profissional, o que eu mantive na cabeça durante a leitura é o fato de fazer um ano e meio desde que meu livro terminou de ser escrito, e eu ainda não ter terminado o processo de revisão. O livro também levou 2,5 anos para ser escrito. Na minha cabeça, o motivo dessa demora era a preguiça. Depois de ler o livro eu descobri que o problema é que eu não consigo me concentrar. Você pode até pensar "dã", mas não é das tardes que eu passo sem conseguir escrever ou sem fazer o dever de casa porque minha cabeça está voando que eu estou falando. Eu digo me concentrar de uma forma completa, manter o foco em uma coisa de cada vez.
Eu tenho ideias malucas e as coloco em prática, mesmo sem terminar as ideias que já tinha começado, crendo que eu vou conseguir levar a diante, quando na verdade isso seria impossível. Eu fiz uma lista de projetos que eu comecei desde março de 2013 (quando o livro terminou de ser escrito) e setembro de 2014 e fiquei em choque com a minha capacidade de me enrolar e acabar destruindo tudo que eu queria. Só no momento, eu estou envolvida com o PDF de As Crônicas de Kat, escrever "Infelizmente, Rio, eu te amo", terminar de revisar MUV (cuja publicação parece cada dia mais distante) e a Lista de Inverno, sem contar escola e vestibular. Quem termina qualquer coisa desse jeito?
Eu sei que esse desastre pessoal parece totalmente óbvio para quem está observando de fora. Uma pessoa sã sabe que o que eu me forcei a fazer no Mês Literário, era inumano. Mas acreditem ou não, eu achava isso totalmente normal. Eu tenho essa mania de querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo e provar que eu estou em controle de tudo e que sou capaz de sobreviver a situações extremas e de lidar com a pressão. Mal percebia eu que era justamente essa mania que me fazia perder o controle de tudo e deixar de fazer as coisas que eu mais queria no universo. Não vou dizer que eu achava totalmente normal fazer tantas coisas, eu sabia que tinha algo errado, mas ao invés de pensar sobre auto controle, eu me odiava por não conseguir fazer tudo que eu inventava. Eu não percebia que era simplesmente impossível.
E é justamente nisso que o livro se foca, em mostrar como atitudes que todo mundo percebe que são danosas, passam despercebidas por nós mesmos. É perfeitamente normal terminar The Flip Side pensando "como eu fui tão cega em relação a isso?". Nesse post, eu me abri em relação a minha experiência com o livro porque eu sei que explicar é melhor do que simplesmente dizer que o livro é bom. Aliás, foi uma jogada de mestre da minha psicóloga me dar um livro desses para ler. Primeiro porque eu amo ler e livros tem mais efeitos sobre mim do que pouquíssimas coisas. Por outro lado, odeio conselhos e a menos que eu peça por eles, as chances de eu seguir um é praticamente nula. Mas claro, a coisa muda bastante de figura quando eu leio esse conselho em um livro. Livros são livros né. Por isso que agora eu virei uma pessoa pró-autoajuda. Não irei mais julgar ninguém por procurar ajuda em palavras... Afinal, não é o que todos nós leitores e escritores fazemos todos os dias?
G.

08/09/2014

A família criminosa original, uma resenha da provavelmente melhor série histórica já gravada, The Borgias.

VOLTEEI! Duas semanas sem posts, eu sei. Eu odeio como eu sempre começo posts com justificativas para ter atrasado posts, mas eu não vejo nenhuma perspectiva de mudança em relação a isso pelo menos até eu terminar a faculdade então não há nada que eu possa fazer.
Pois é, como sempre eu tenho uma justificativa totalmente plausível, a escola. Fim de bimestre, muito trabalho para fazer e minhas últimas provas começam na quarta. Domingo tem vestibular e logo em seguida as provas continuam. E depois vai aliviar certo? Errado! 4º bimestre vai ser cheio de simulados do Enem e aulões. Eu fico cansada só de pensar.
Além disso, no lado literário da minha vida tem revisão de Mais Uma Vez e o termino do PDF de As Crônicas de Kat pra terminar... Quanto a isso, eu to quase terminando ele, mas nesses últimos 4 dias eu mal parei em casa, então vocês precisam me perdoar por ainda não ter liberado. Além disso, eu pisei no meu notebook e metade da tela dele quebrou, então escrever/revisar ele ficou muito difícil. Semana que vem - depois do vestibular  - vai estar tudo mais leve aí as coisas vão voltar ao normal aqui no blog (o que eu sei que não é tão animador, mas já é alguma coisa). Além disso, tem "Infelizmente, Rio, eu te amo" que eu disse que eu iria postar - inicialmente - no dia 29 de agosto e até hoje, nem terminou de ser escrito. Beeeem, a justificativa é a mesma e eu prometo que vou fazer de tudo para escrever logo.
Eu também estou tentando completar a minha Lista de Inverno logo e, acreditem, é uma tarefa enlouquecedora! Parece que setembro começou ontem e hoje já é dia 8, é uma contagem regressiva pro fim do meu prazo e eu nem to conseguindo manter as coisas sob controle. Esse post só está saindo hoje porque eu acabei de fazer um trabalho de escola e agora quero curtir uma ressaca de The Borgias e não deixar vocês sem post por tanto tempo. Além de, parte da minha Lista de Inverno ser falar sobre as séries que eu vejo e sobre os livros que eu leio.



The Borgias foi uma série do canal ShowTime cancelada em maio do ano passado. A série é um drama histórico - que por definição é uma dramatização de algo que aconteceu de verdade - sobre a família Borgia (Bórgia em português, meu corretor fica me lembrando disso), uma família nobre de origem espanhola que se tornou proeminente depois que o chefe da família, Roderico Borgia (ou Rodrigo, mas acho Roderico mais bonitinho) se tornou o Papa Alexandre VI. Com suas amantes e seus quatro filhos, Cesare, Juan, Lucrezia e Gioffre o Papa criou um legado de mistérios e intrigas que permanece até os dias de hoje e atrai estudiosos e adolescentes viciados nesse tipo de coisa.
A série foca justamente nesses mistérios e intrigas explicando de uma forma romântica fatos históricos importantes que realmente aconteceram na Itália renascentista (que na época era um embolado de reinos que hoje são cidades que eu morro de vontade de conhecer). The Borgias tem tudo que um fã normal de dramas históricos adora: sexo, guerras, incesto (Sério, eu até hoje quero saber quem inventou que toda série histórica precisa de tanto sexo. Antes dos dez minutos de série já tem bundas aparecendo)... Opa, então porque eu, uma jovem adolescente inocente e fofinha que gosta de rosa e roxo e de coroas gostou de uma série depravada dessas? Beeeeeem... Os motivos são os mais diversos.
Eu fiquei com vontade de ver The Borgias primeiro quando meu professor de história do primeiro ano citou essa série em uma aula, dois anos atrás. Depois de um tempo eu deixei pra lá porque eu achei que a série seria mais pesada do que o que eu consigo assistir. Aí, no ano passado, eu me obcequei com dinastias europeias e vi The White Queen (minissérie da BBC) que eu amei e que me trouxe de volta a dramas históricos que eu tinha vontade de ver, mas desistir. Agora o motivo para eu ter escolhido The Borgias para ver primeiro (além do fato de estar disponível no Netflix) é bem besta: a série é provavelmente a única que tem uma personagem com meu nome: a Giulia Farnese, conhecida amante do Alexandre VI, interpretada pela linda da Lotte Verbeek (que fez a Lidwij em A Culpa é das Estrelas).
Só que claro, esse não é o motivo principal para eu ter gostado da série. Logo de cara, eu vi a primeira temporada de 9 episódios (com 55 minutos cada) em 3 dias. Eu adorei cada momento, mas era contra os meus princípios ver a série e gostar sem saber se ela era historicamente precisa, então fui ler sobre a família Borgia e de cara descobri que O Príncipe de Nicolau Maquiavel foi escrito baseado, entre outras pessoas, no Cesare Borgia. Animada, eu li cada vez mais e aos poucos fui descobrindo com toda a satisfação que a série era, sim, historicamente precisa, apesar de acrescentar detalhes exagerados e não documentados, apenas para prender a atenção do telespectador.
Com o passar da segunda e da terceira temporada, a série foi perdendo sua fidelidade com a história, mas eu já estava apaixonada demais para parar de ver. O fato é: de todas as séries históricas que eu já vi (e eu já vi 5), The Borgias divide o posto de mais emocionante e apaixonante com The White Queen. A minha média no Banco de Séries ficou em 9.83 o que deixa claro que pouquíssimos episódios tiraram menos de 10 e nenhum tirou menos de 9. Eu recomendo para qualquer um que goste de séries assim (e já fiz até minha tia começar a ver).
O único problema é que a série foi cancelada, então o fim dela deixa algumas pessoas frustradas, mas eu garanto que ela não acaba com nada que PRECISE de uma explicação. O cancelamento de The Borgias deixou muitos fãs órfãos e viúvos, mas a série os manteve apaixonados durante cada minuto dos 29 episódios.

G.