25/02/2016

Diário de Bordo 5 - Velha demais para isso - Parte 10: Oficialmente velha demais

EU TO EXAUSTA. Essa semana está sendo completamente louca e cheia e não fiz nem a metade do que preciso fazer porque ninguém nesse universo colabora, especialmente eu. Eu tenho um monte de compromisso fora de casa, 33893344374 ligações para fazer, textos da faculdade pra ler, trabalhos para fazer, livros pra terminar de ler, consultas médicas, séries pra colocar em dia e eu ainda planejei 3 posts até o dia 29, que obviamente já caíram para 2 porque sem condições. Também terei que ativar mais 5 despertadores entre o espaço de 5 minutos dos meus 5 despertadores, porque só 5 despertadores não estão mais me acordando. Uma semi-consciente Giulia tem desligado cada um deles e voltado a dormir fazendo com que a totalmente consciente Giulia se atrase pra tudo uma hora depois. Resumindo: Eu comecei a vida adulta com o pé esquerdo.
Mas esse é o fim do meu ataque de revolta: Sejam bem-vindos ao último post do Diário de Bordo 5. E olha que já era pra ter acabado, porque esse post estava agendado para a sexta, dia 19, mas como eu sou irresponsável e horrível, eu tirei o final de semana para fazer outras coisas e depois fiquei toda enrolada de coisas para fazer, é claro (mas sendo bem justa, eu adiantei bastante do capítulo de As Crônicas de Kat e eu realmente precisava tirar o domingo para ler). É estranho porque eu sinto que essas foram as férias em que eu escrevi mais, mas ainda assim - como pode ser visto na barra de marcadores aqui do lado - o DdB 5 foi a menor edição do Diário de Bordo. E se eu puder prever alguma coisa, o DdB será assim em todos os anos de faculdade: bem curtinho. E depois de dois parágrafos de introdução, vamos finalmente ao post em si.

Esse gif só tá aqui porque eu quero todo mundo bocejando
Caso você viva em uma realidade paralela onde eu não existo, eu provavelmente deveria avisar que o último dia 18 de fevereiro, quinta-feira passada, foi meu aniversário. Isso significa que faz exatamente 7 dias que eu tenho 18 anos e até o presente momento isso tem sido bem chato. Não sei exatamente o que eu esperava, mas eu sei que eu tinha certeza de que acordaria no dia 19 - meu primeiro dia de maioridade oficial - resolvendo tudo que eu tinha para fazer como uma mestre. O que eu fiz, na verdade, foi desligar meu despertador, virar para o outro lado e dormir mais. Eu não fui pra aula de Crítica Cinematográfica e como castigo perdi justamente O Iluminado, único filme de terror que o professor pretendia passar. Depois que eu acordei e descobri que eu perdi justo esse filme, eu fiquei tão brava comigo mesma que fui tentar resolver as outras coisas que precisava e até que deu tudo certo... Mas esse post não é para vocês saberem o que eu tenho feito com minha maioridade (vocês vão saber mais sobre isso depois), é para falar sobre o que fiz no dia em que a recebi de presentinho (teoricamente).
Ok, então no dia 17, eu estava um caos. Eu sempre tenho crise de ansiedade na véspera do meu aniversário porque eu me desespero tentando terminar um monte de coisa antes de mudar de idade (Não, eu não sei porque eu tenho esses tocs, mas deve ter algo a ver com o ascendente em virgem). Isso fez com que, é claro, meu estômago fosse atingindo por dores desesperadas, me deixando na dúvida se devia correr para a psicóloga ou para a gastroenterologista. Eu enviei o trabalho do dia para minhas colegas e não fui para a faculdade por medo de passar mal do outro lado da cidade. Passei o dia em casa, tentando resolver algumas coisas. No fim da tarde, meu pai chegou, como tinha prometido e levou eu, minha irmã e meus tios para o cinema. Foi legal, apesar do filme não ter sido exatamente da minha escolha. Não é como se o cinema daqui tivesse muitas opções e eu já tinha marcado cinema para o filme que eu queria ver no dia seguinte. O filme acabou umas 22h30 e eu cheguei em casa faltando 5 minutos para as 23h - ou 5 minutos para o meu aniversário, no então horário de verão.
Na Bahia o horário de verão não é mais usado, mas eu sou a única das meninas do SA que mora em um estado sem ele, então as meninas brincavam que eu teria uma hora a mais de festa. Além disso, quando deu 23h aqui, meu aniversário começou oficialmente no tablet (já que a Samsung só tem o horário de Brasília como fuso horário brasileiro), fazendo com que os balõeszinhos do Twitter já aparecessem no meu perfil. Fui curtindo isso e as mensagens que eu já ia recebendo de algumas amigas e enquanto esperava a meia noite. Aproveitei também para encher os dois balões metalizados de 40" com os números 1 e 8 que eu comprei apenas para o Instagram. Não, sério, eu comprei 2 balões com os números 1 e 8 (que inclusive ainda estão rolando no meu quarto e ficarão lá até murcharem) somente por uma foto legal no Instagram. Eu sou uma pessoa estranha, um pouco egocêntrica (eu ainda não entendo como é possível que eu não tenha um planetinha que seja em Leão) e obcecada pelo aniversário, então é óbvio que eu ia inventar uma dessas. Achei a ideia legal porque eu não só fiz 18 anos (que é uma idade importante pra mim), como eu também nasci em um dia 18 então o número 18 é realmente importante. Além disso, a foto no Instagram teve quase 100 curtidas e eu estava glamourosa pacas nela. Os balões valeram cada centavo.

Uma foto publicada por Giulia Santana (@giuliasntana) em

Quando a meia noite chegou... Eu li as mensagens das migas (melhores textões), chequei todos as redes que já estavam me desejando feliz aniversário, babei nos presentes que já tinha ganhado e fui dormir antes de 1h. De todos os meus últimos aniversários, esse foi o que eu dormi mais! Já é quase tradição pra mim, dormir às 2h e acordar às 6h. No meu aniversário de 17 anos eu dormi apenas 3 horas! No de 18, porém, a idade começou a atingir e meu plano original de não dormir por todas as 24 horas foi por água abaixo. Eu costumo odiar perder qualquer segundo do meu dia, mas quinta-feira eu estava meio "É meu aniversário e se eu quero dormir, eu VOU dormir". Além disso, eu tinha prova de manhã cedo e já que ia acordar 5h30, ia aproveitar o dia ao máximo de qualquer forma.
E eu realmente acordei cedo assim, fiz toda a minha rotina matinal corretamente, mas não me arrisquei a tomar café da manhã, por medo de pôr tudo pra fora (SPOILER ALERT: Isso deu merda). Meu pai ainda estava na cidade então ele veio me buscar e me deixou na faculdade meia hora antes do começo das aulas o que me deixou sozinha na sala por um tempo. Pode parecer chato, mas na verdade é ótimo pelo simples fato de WiFi bom. Fui lendo as mensagens que recebia e aceitando os abraços de todo mundo que ia chegando. Fiz a prova (vou admitir: de qualquer jeito. Eu não tava com cabeça pra fazer aquela prova direito e eu já tinha aceitado que ia me ferrar nela desde que soube que ela cairia justo no meu aniversário) e saí da sala um pouco. De repente, lá estava ela, motivada pelo estômago vazio: a famigerada dor no estômago.
Saber que tenho gastrite nervosa é uma bosta. Eu fico com medo de ter dor, aí eu tenho dor por estar ansiosa de medo de ter dor, aí eu tenho mais dor ainda porque eu fico nervosa por estar sentindo dor. E eu não sei me acalmar. Não interessa o que eu faça, calma e tranquilidade não são pra mim. Minha mente nunca para, o fluxo de informações e sentimentos é constante. Então quando eu sinto dor por estar ansiosa eu sinto mais dor ainda porque eu fico ansiosa por estar sentindo dor. Deu pra entender? No meu aniversário, eu comecei a sentir dor logo cedo e eu sabia que era porque era meu aniversário, mas eu fiquei chateada porque a dor ia estragar meu aniversário. Conforme as migas iam acabando a prova eu ia andando com elas e tentando me animar, mas eu tava bem murcha graças à dor maldita. Elas foram um amor e fizeram questão de dizer que meu dia tão esperado devia ser ótimo, e tentaram me ajudar a fazer a dor passar. Mas assim que eu voltei para a sala para assistir o resto da aula, eu desisti. Se eu não fizesse nada a respeito eu ia passar mal e não estaria bem para sair à tarde e à noite como tinha planejado. Deixei a aula e liguei para meu pai que foi me buscar quase meia hora depois.
Um resumo do tempo que eu passei com meu pai depois disso: Ele me trouxe em casa, mas eu estava sem a chave e não tinha ninguém aqui. Aí ele foi na farmácia comprar um dos remédios que me ajuda a melhorar da dor. O remédio realmente me ajudou, mas eu acho que o que ajudou mesmo foi o fato de que na hora e meia entre meu pai ir me buscar e minha irmã sair da aula para a gente ir almoçar, eu ter dormido a maior parte do tempo. Meu pai foi resolver mil coisas pela cidade e eu dormi no banco da frente do carro com a boca aberta e tudo. Foi maravilhoso. Que fique claro que se eu passar mais um dos meus aniversários onde eu moro, eu passarei ele dormindo. Depois do cochilo, nós fomos almoçar, meu pai comprou um tênis de malhar pra mim (que é lindo e me deixou superfeliz porque eu estava caminhando desde agosto com o tênis 2 números maior da minha irmã) e nós fomos para casa para nos arrumarmos para o resto das comemorações.

Eu nem lembrava que tinha salvo esse gif
O resto das comemorações se resumiu em: tomar milkshake com minhas primas de São Paulo e ir para o shopping e cinema com as migas (ir para o shopping é definitivamente minha tradição de aniversário, não interessa onde eu esteja, eu vou no shopping dia 18 de fevereiro). Minhas primas de São Paulo são primas minhas... de São Paulo... Ai meu Deus, eu to com muito sono. Enfim, a família que mora lá veio fazer uma visitinha ao nordeste e eu descobri na terça (16) que elas estariam aqui até a sexta (19) e como minha tarde na quinta estava livre, eu naturalmente queria sair com elas. Fomos nós quatro (eu, minha irmã e minhas duas primas) junto com os namorados das primas. Eu me entupi de milkshake porque há dias o que eu mais tinha vontade de comer era sorvete e porque aquele negócio é maravilhoso. Teve um momento que cantaram "Parabéns" pra mim e tentaram puxar com "Com quem será?", o que não deu certo porque ninguém sabe os nomes dos crushs que eu tenho. O que eu posso fazer?
Depois disso, fomos ao shopping e matamos tempo um pouco até a hora do cinema. 5 pras 19h (a sessão do cinema começava às 19h15, mas eu marquei com todo mundo às 19h porque era o horário exato em que eu completava 18 anos.) (Graças aos trabalhos com mapas astrais ano passado, eu descobri que nasci quando o horário de verão estava em vigência na Bahia, o que significa que tendo nascido às 20h, quando eu estou fora do horário de verão, eu completo anos às 19h) eu finalmente fui pra praça de alimentação, onde também fica o cinema. Comprei um cupcake só para ter um cupcake quando desse 19h porque tudo que eu fiz quando isso aconteceu foi dizer YAAAY, junto com minha amiga (oi, Vic) que estava lá também. Depois disso, a gente foi ver o filme e o resto das meninas chegaram (sim, nessa ordem) (mas não todas as meninas porque duas amigas minhas estavam doentes e teve gente que não pode/não quis ir). O filme escolhido foi Deadpool, porque era um que todo mundo concordava que queria ver. Uma coisa estranha que aconteceu é que tinha um aviso falando que gente abaixo da faixa etária indicativa do filme só poderia entrar acompanhado de parentes maiores de 18 anos. Minha irmã completa 16 anos (a faixa etária indicativa do filme) em maio e o bilheteiro fez questão de destacar que ela só pode entrar no filme porque eu estava completando 18 anos naquele dia e sou irmã dela. Até aí tudo bem, só que quando eu me sentei na sala eu descobri que tinham duas crianças entre 5 e 7 anos sentadas bem na nossa frente. Como foi que eu levei bronca por minha irmã ter 15 anos e 9 meses, mas os pais dessas crianças puderam entrar assim de boas? E eles nem ficaram no celular, ou dormiram, eles assistiram o filme todo... Ok....
Depois disso, a gente foi direto pra casa porque tinha aula na manhã seguinte. No geral, foi um dia bom. Foi o melhor que eu podia esperar com tudo e eu fiquei feliz por ter conseguido fazer tudo que eu queria fazer. Mas o esquisito é que pela primeira vez eu realmente senti uma mudança de perspectiva no meu aniversário. Não magicamente às 19h do dia 18 de fevereiro, como eu tinha falado, mas ao longo do mês, como eu sabia que ia acontecer. Eu já me sinto diferente, o que chega a ser chato porque eu pensei que as mudanças súbitas tivessem acabado em 2015. De qualquer forma, como eu não posso explicar exatamente quais mudanças aconteceram (eu tenho consulta na psicóloga amanhã pra isso), eu vou fechar o post falando sobre qual realmente foi a melhor parte do meu aniversário. E eu posso ser sincera com vocês né? Foram os presentes. Se tem uma coisa que foi incrível nesse meu 18ª dia de nascimento, definitivamente foram os presentes. Foi meu melhor ano de presentes de aniversário da vida! Todo mundo parece ter acertado direitinho! E eu adoro ganhar presente. Não posso nem fingir que não é a melhor coisa do universo porque é sim! Eu ganhei coisas que eu pedia e coisas que as pessoas sentiram que combinavam comigo (e acertaram!). Ganhei coisas feitas pelas mãos também e até os textões, que eu também considero presentes. Não vou falar de um por um ou vai virar bagunça, mas eu quero falar de um muito importante que eu quis apresentar aqui antes de em qualquer outro lugar, porque é meio que sobre o blog:

TA-DAH
Minha amiga Bárbara (a que eu vivo culpando por meu vício em Jessica Jones e Doctor Who), personalizou uma caneca pra mim com a logo do blog! Eu to muito apaixonada, virou minha caneca oficial pra usar enquanto estou escrevendo. E eu to tomando o triplo do cuidado normal, porque da última vez que eu ganhei uma caneca legal eu quebrei a asa dela com menos de um mês. (sim, foi aquela que eu ganhei no natal). Acho que é isso. Não lembro de mais nada pra dizer, o que pode ser porque eu estou cheia de sono.
Eu voltarei, bem em breve.
E o Diário de Bordo volta no fim do ano, em sua sexta edição.
G.

15/02/2016

Diário de Bordo 5 - Velha demais para isso - Parte 9: Por que eu to fazendo isso mesmo?

Eu estou cheia de sono enquanto eu começo a escrever isso, então estou oficialmente abrindo mão de qualquer responsabilidade pelo que for dito aqui. OLÁ, INTERNET, COMO ESTÃO? Este é o penúltimo post do Diário de Bordo 5, já que foi votado que o DdB terminaria depois do meu aniversário (que é daqui a 3 dias) (toda vez que eu lembro disso eu levo um belíssimo susto e começo a surtar). Também é o primeiro post de 2016 sobre a faculdade e eu estou louca pra ver se vocês já cansaram de me ler falando disso. Não que eu vá parar; isso aqui é minha válvula de escape das frustrações da vida universitária e, se der merda, eu devo lembrar que foram VOCÊS quem pediram.
ANYWAYS, minhas aulas começaram na primeira quarta do mês, dia 3. Sim, eu sei que tinha dito que as aulas começariam de verdade hoje, dia 15, mas deixa eu repetir o que as meninas do SA disseram hoje para nossa amiga que está entrando agora na faculdade: A única certeza que você tem é de que você não tem certeza de nada. Apesar da maioria dos professores entrarem no ritmo de "o ano só começa depois do carnaval", uma das minhas professoras (uma entre as que são organizadas), marcou aula para o dia 3, sem ser firme na presença, apenas para cumprir o calendário e nos readaptarmos às aulas. Na semana seguinte, foi carnaval, mas os dois professores responsáveis por dar aulas na quinta e na sexta confirmaram aulas. E hoje, as aulas voltaram normalmente. Ou seja, eu já tive 4 dias de aula em fevereiro. Ou também seja, eu já estou completamente exausta e querendo férias.

Quando eu vou conferir se os despertadores estão ligados e vejo "5h10"
Se qualquer outro professor tivesse resolvido dar uma única aula na primeira semana de fevereiro, eu provavelmente não iria, mas a professora em questão tava fazendo falta. Ela ficou um tempo afastada no ano passado, por problemas na família e a gente já tava ansioso para voltar ao ritmo das aulas dela. Assim que a aula começou, a gente foi lembrando de todos os trabalhos que precisavam ser entregues - e são muitos MESMO. Ela é o tipo de professora que te enche de trabalho, mas com prazos reais que só te sufocam se você desorganizada... Tipo eu. Depois da aula dela, uma aula solitária na semana, eu ainda não tinha aceitado que as férias tinham acabado e resolvi continuar em ritmo de férias. Como resultado eu me embolei toda, acumulei um monte de coisa que eu tinha planejado fazer naquele espaço de tempo e fiquei frustrada comigo mesma a semana inteira.
8 dias depois, no dia 11, foi a volta oficial das aulas. A aula da quinta - de Realidade Brasileira Contemporânea - foi mais ou menos como a aula do dia 3 foi, nós focamos em recuperar o ritmo, saber o que íamos fazer e estabelecer o calendário para os próximos 2 meses. Mais uma penca de trabalhos que eu nem lembrava que existia surgiu. Outros, que eu lembrava que existiam, mas tinha resolvido quase nada, tiveram outros detalhes resolvidos. Assim que eu cheguei em casa, eu resolvi focar no que precisava e organizar meu calendário de trabalhos já marcados, o que significa que eu enchi meu quadro de post-its outra vez. Tirando as atividades que acontecerão, mas ainda não foram marcadas, eu tenho um trabalho para o dia 17, uma prova no dia 18, um trabalho para o dia 24, um seminário para o dia 2 de março e outro seminário para o dia 24 de março (talvez antes) e um minitrabalho para o dia 13 de abril. Além disso, tem outro seminário que provavelmente terá a data de apresentação marcada amanhã.
E SIM, vocês leram certo, eu vou ter prova no dia do meu aniversário. Até chorei um pouco para a professora, mas ela disse que não tinha condições de passar a prova para a semana seguinte - e eu sei que ela está certa porque essa prova deveria ter sido em dezembro, mas não aconteceu porque a galera pediu para cancelar as aulas. (Atenção "galera", eu to bem brava). Quer dizer, QUAL O SENTIDO de nascer em fevereiro se é para ter prova no dia do aniversário?? Nem nos meus dias mais obscuros de ensino médio isso aconteceu. Depois do meu aniversário de 13 anos, eu prometi que nunca mais assistiria aula no meu aniversário, porque eu senti que ter ido para a escola naquele dia estragou o dia maravilhoso que eu poderia ter tido. Só que eu tenho que ser justa, porque pensando em retrospectiva, eu fui bem dramática sobre aquele dia, porque hoje em dia eu penso nele com muito carinho. Sim, foi terrível ter que fazer aula de educação física justo no meu aniversário, mas naquele dia eu também visitei meu futuro shopping preferido pela primeira vez, comi hambúrguer no McDonalds pela primeira vez (sim, aos 13 anos. A cidade onde eu cresci não tem McDonalds até hoje, mas eu já tinha tomado sorvete em um em Salvador.), fiz umas compras bem loucas e ganhei o último livro da minha trilogia preferida. Não foi um dia ruim, de forma alguma. E eu penso nele com muita saudade... Calma? Sobre o quê é esse post mesmo?? Não é sobre o meu aniversário né? EU TO FORA DE CONTROLE, GENTE. Meu ponto antes de eu começar a narrar meu aniversário de 13 anos é que talvez não seja tão ruim ter que ser forçada a ir para a faculdade no meu aniversário, até porque a última vez que eu faltei aula pra ficar em casa, eu fiz vários nada o dia inteiro e foi de longe meu aniversário mais entediante de todos os 17 que eu já tive (apesar de eu ter comemorado ele no dia 15)(Foi quando a primeira AppleStore da América Latina inaugurou e eu fui na inauguração. Eu ainda to chocada pelo fato de hoje fazer 2 anos disso... SHIT, TO FALANDO DO MEU ANIVERSÁRIO OUTRA VEZ).

Todo mundo nesse ponto
Onde foi que eu tinha parado? Ah, sim, na sexta a aula era de Crítica Cinematográfica. Isso normalmente significa ir para casa com trabalho para entregar dentro das próximas 24 horas (O professor sempre passa um filme e pede a crítica até às 11h do sábado. Estilo deadline de jornal mesmo). Cheguei atrasada porque dormi uma hora a mais e fiquei toda confusa a manhã inteira. Como resultado, não me concentrei tanto no filme quanto estava me concentrando no fim de 2015. Consegui captar a ideia geral e alguns quotes legais (os quotes legais são importantes), mas fiquei com medo de não saber discorrer sobre o filme direito. O professor disse que daria um prazo mais extenso para a entrega dessa crítica especificamente, porque foi a aula depois do carnaval, mas eu coloquei na cabeça que queria fazer a crítica naquele dia mesmo, para não ficar com nada acumulado. Se eu fiz? Bem, eu saí da faculdade meio frustrada porque eu precisava fazer o trabalho, mas eu estava cheia de ideias para As Crônicas de Kat e queria muito escrever. Eu realmente reclamei disso por horas. Mas aí Ra Ra Riot fez um show via live stream na hora do almoço e saiu vídeo novo do Just Between Us. De repente, era de noite, eu tinha passado 3 horas vendo vídeo no BuzzFeed e eu desisti do trabalho, porque não conseguiria me concentrar nele outra vez. Também não peguei o mesmo trabalho no resto do fim de semana. MAS EU CHEGUEI A 6 MIL PALAVRAS NO CAPÍTULO 3 DE AS CRÔNICAS DE KAT, ENTÃO EU ~~FIZ ALGUMA COISA~~.
E é justamente assim que você sabe que eu estou tendo aulas: Eu continuo não fazendo nada, mas agora eu me sinto culpada por não estar fazendo nada. Meus métodos de procrastinação se tornam mais sérios e efetivos e eu começo a passar muito mais tempo no YouTube do que o que eu passava durante as férias. Hoje, por exemplo, depois ter sido encarregada de mais algumas tarefas pelos professores que me deram aula de manhã e de ter dito para quem quisesse ouvir que passaria o dia estudando para a prova e adiantando trabalhos, eu passei o dia escrevendo este post e fangirlando. Eu mais fangirlei que escrevi esse post, é verdade, mas eu também caminhei à tarde e tive várias ideias para ACDK. E depois que eu postar isso aqui ainda dá tempo de estudar. Ou de arrumar os arquivos que terei que ler. Ou de baixar eles. ENFIM, já ficou claro que eu preciso parar de falar e começar a fazer né? E com isso eu digo hasta la vista e até o último post do Diário de Bordo 5, sobre aquele dia que eu já falei várias vezes lá em cima.
G.

11/02/2016

"Por favor, não me deixem crescer", um texto sobre como já é tarde demais

É CHEGADA AQUELA ÉPOCA DO ANO OUTRA VEZ! Meu aniversário é daqui a uma semana o que significa que há 2 meses e 3 semanas, eu tenho enchido o saco de todo mundo que eu conheço e tendo duas crises de identidade por dia. E como é tradição, claro que eu precisava encher o saco e ter uma crise de identidade na internet onde todo mundo pode ver né? Para quem é novo aqui e desconhece a tradição em questão: A "É só uma fase" é a coluna do blog sobre crescer, por assim dizer. Todos os anos, quando meu aniversário está chegando (graças ao fato de eu ter dado um piti sobre não querer fazer 14 anos em 2012) eu escrevo um post sobre o que eu espero da idade que estou prestes a completar. Meses depois, eu escrevo um post sobre como está sendo essa nova idade. (Aqui vão os posts dos anos anteriores: 14 anos [antes/depois], 15 anos [antes/ não teve post depois e eu até hoje não sei porque], 16 anos [antes/depois] e 17 anos [antes/depois]).
De qualquer forma, este não é um ano qualquer no É só uma fase: Eu completo 18 anos em uma semana, o que significa que em 8 dias, eu serei legalmente responsável por tudo que eu fizer. Eu estou pronta para isso? Não. O governo deveria permitir que esse desastre aconteça? Também não. Mas ninguém pode fazer nada a respeito, então eu vou simplesmente abraçar a loucura. É verdade que eu comecei a contagem para o meu aniversário de 18 anos em março do ano passado, mas querer ser maior de idade de uma vez não exclui o medo gigantesco de me tornar adulta. A razão principal para eu querer completar 18 anos é poder cumprir com as responsabilidades que eu já tenho há 2 anos, sem precisar levar um adulto a tiracolo. Eu acho que essa idade, esse número, significa mais para os outros do que para mim. E como eu ouvi muito que só poderia fazer certas coisas "depois dos 18" tenha certeza de que eu vou jogar esse número na cara de quem me disser "você não pode".

Basicamente.
É bem verdade que no último post do É só uma fase eu falei sobre já me sentir adulta e não ser considerada adulta, mas eu também disse que 2015 foi um ano louco e eu mudei bastante a forma como penso em um curto período de tempo. Eu me sinto velha desde que comecei a me lembrar de coisas que aconteceram "10 anos atrás", me sentir madura é uma coisa completamente diferente. E eu também consigo entender como me sentia na época em que escrevi o post: Não é que eu me sentisse adulta, eu não me sentia respeitada. Eu sou bem consciente de que não estou pronta para enfrentar várias coisas e tomar decisões sérias, mas eu fui forçada a assumir responsabilidades sérias depois que perdi minha mãe e ainda assim praticamente ouvi que eu não podia pensar por mim mesma porque ainda não tinha 18 anos. Era - e ainda é - enfurecedor ter pessoas que me conhecem desde bebê esquecendo de quem eu sou e me colocando em uma posição menor, só porque a Terra ainda não deu 18 voltas em torno do sol desde o dia em que eu nasci.
Do outro lado, a principal razão pela qual eu percebi que não me sinto pronta para a vida adulta são as outras pessoas da minha idade - que parecem muito mais seguras de si do que eu estou. Eu sinto que eu sempre pulo fases e entro em crises de idade mais cedo do que devia. Começou por eu ser adiantada na escola e continuou por alguma razão: Aos 10 anos (DEZ ANOS) eu já tinha amigas me pressionando a perder o BV (e hoje em dia eu sou tão feliz por não deixado a pressão me quebrar). Aos 13, eu já via colegas de turma com medo de estarem grávidas. Aos 17, eu descobri como é ser universitária e ter que fazer "coisas de adulto". Eu nem completei 18 anos ainda e um monte de amigas minhas está noiva! EU DISSE NOIVA! STOP THE MADNESS! Dizem que entrar em crise por causa disso é normal para quem está no meio dos 20 anos, mas a verdade é que eu não estou em crise porque tenho inveja das minhas amigas noivas e das ex-colegas de sala tendo bebês de propósito. Eu to em crise porque eu não consigo entender como pessoas que estão no mesmo período da vida que eu se sentem psicologicamente prontas para assumir um compromisso sério com outra pessoa ou para criar um ser humano, quando eu estou aqui tomando decisões bem estúpidas tipo ficar acordada até às 4 da manhã stalkeando instagrams de elencos de séries, sendo que eu tinha compromisso às 8 horas. Fala sério!!
Pois é!!!
Pra falar a verdade, eu ainda espero que a chave dos segredos do universo realmente me seja entregue no dia 18 de fevereiro às 19 horas (eu nasci às 20h, mas em 1998 o horário de verão era vigente na Bahia) (aprendi isso da forma mais difícil, ao descobri que não era do signo que cresci acreditando que era). É a única explicação lógica para como as pessoas agem. Um resumo básico de como eu me sinto sobre estar prestes a completar 18 anos é: Eu passei os primeiros 5 anos da minha adolescência querendo ser mais velha do que a idade que tinha, porque todo mundo à minha volta era mais velho que eu. Agora eu sou quase legalmente adulta e preciso urgentemente que um adulto mais adulto que eu me adote.
Para finalizar, nos dois últimos anos eu defini as idades que eu tive desde que o blog começou: Eu disse que 13 é uma idade fofinha, 14 é uma idade problemática, 15 é clichê, 16 é jovem adulto e os 17 a idade das últimas chances. Eu acredito que 18 é a idade da coragem. É a idade em que eu pretendo me jogar de cabeça em algumas coisas que me dão vontade de sair correndo e pedir colo. E se tudo vai dar certo ou não, depende apenas de mim. Essa é parte que dá medo.
G.

07/02/2016

O que eu aprendi com 5 anos de blog (350º post)

1826 dias atrás eu nem tinha um computador próprio ainda. Eu tinha me mudado para o Rio de Janeiro havia menos de um mês e ainda morava na casa de uma tia. Foi o computador dela que eu usei após o primeiro dia de aula do 9º ano/8ª série, para postar uma lista aleatória de frases que eu tinha juntado pelo fim de semana inteiro em um blog ao qual eu tinha dado o nome de PuccaSecrets. Foi o mesmo computador que eu usei para atualizar o mesmo blog pelos 7 meses seguintes (eu só vim ter internet em casa em setembro). Depois desse começo incomum é surpreendente que o blog tenha durado 5 anos, sem nenhum momento de desânimo. Mas talvez esse começo tenha justamente ajudado o blog a existir até hoje: Pela primeira vez, depois de algumas tentativas muito mal sucedidas de escrever um blog (começando em 2008) eu estava realmente disposta a me dedicar 100% a minha nova criação.
Conforme eu começo a escrever isso, eu nem sei onde eu vou levar esse post, mas a previsão do tempo informa de que existe 90% de probabilidade de que uma nuvem de sentimentalismo barato esteja vindo em nossa direção. Foi graças a esse blog (e ao incentivo dos leitores) que eu decidi que queria viver do que escrevo. Foi aqui que eu postei meu primeiro conto, aqui que eu dividi meus planos mais loucos, aqui que eu criei leitores cativos com histórias longas. Eu digo isso todo ano, mas poderia dizer mais mil vezes: Sem esse blog eu não seria nada do que sou hoje em dia. Por isso que o Quebrei a máquina de escrever é de longe minha maior realização e a criação pela qual eu estou mais orgulhosa. Comemorar 5 anos, desde aquele dia em 2011 em que eu me sentei para postar aqui pela primeira vez, aaaaaaaaaaaah...

Eu posso ou não ter passado o dia inteiro querendo bolo.
Nas últimas semanas, estávamos em campanha para conseguir 50 mil visualizações, então eu fiquei postando listas temáticas com 5 posts todos os dias. Como resultado, eu pude reler posts antigos e morrer de vergonha com vários. Uma das minhas coisas preferidas é a viagem no tempo que esses posts me proporcionam. Eu percebi que alguns eventos e fatos, que eu me lembrava de uma forma, aconteceram de outra. Lembrei de besteiras e de coisas muito inteligentes que eu nem lembrava que tinha feito. Na leitura de alguns posts, eu consigo me lembrar claramente do que estava fazendo quando escrevi, onde eu escrevi o primeiro rascunho, como a ideia surgiu. Outros eu nem lembrava da existência, mas ao encontrá-los perdidos no meio da lista, fui tomada por um sentimento de saudades cortante.
Eu cheguei a um ponto onde eu não quero mais deletar todas as coisas bobas que eu escrevi quando era mais nova (mesmo lembrando que tudo que está na internet ficará aqui PARA SEMPRE). Aqueles posts eram reflexo de quem eu era na época e eu não quero rechaçar isso. Se eu não tivesse passado por essas épocas eu não estaria onde estou agora. Além disso, eu me dei conta de que daqui a alguns anos estarei com vergonha do que estou escrevendo hoje, então qual o sentido?? Todos os 350 posts daqui são um reflexo claro de quem eu sou e de quem eu era em cada época e é bom me lembrar dessas pessoas, porque 5 anos não são 5 dias e eu mudei muito (graças a Deus, porque se eu ainda fosse como era com 13 anos vocês provavelmente estariam querendo me matar).
Mas além de coisas sobre mim, o blog também me fez perceber muito sobre meu relacionamento com pessoas. Eu aprendi que eu não devo escrever para ser reconhecida, mas que eu preciso valorizar muito as pessoas que me reconhecem pelo que eu escrevo. Tem gente que lê o blog desde o comecinho e continua lendo até hoje: como a Marcelha, a Amália e a Raquel e a Isabella. Tem gente que surgiu entre a 3ª ou a 4ª era e ficou: como a Livya, a Juliana e a Lídia. Também tem o pessoal que conheceu o blog nos últimos 2 anos ou mais e se manteve fiel, como a Annie, a Dany e a tatii! A galera que eu conheci por causa da escrita, mas não necessariamente por causa do blog como as meninas do SA: Gih, Laís, Isa, Helena, Dani e tatii outra vez. Ju Skwara também. E meus amigos de outros lugares que foram atraídos para o blog, como o pessoal da faculdade (Vic, Babi, Caren, Gio, etc etc etc) e a Gabs e a Jess! E mais todos os outros leitores: A galera que acompanha o blog quietinho. A galera que entra aqui de vez em quando, só quando vê os links, mas já fala comigo. A galera que, assim como eu sou com os blogs que eu leio, passa semanas sem entrar, mas aí chega e lê tudo de uma vez só. E até mesmo quem tá chegando agora, quem só leu um ou dois posts, mas planeja ficar. E quem nem planeja, na verdade. Cada pessoa que já entrou aqui, mesmo um clique acidental. Obrigada. Obrigada por serem uma parte indispensável desses 5 anos.
Nós não alcançamos as 50 mil visualizações, como eu já esperava que ia acontecer, BUT, estamos bem perto de 45 mil e acredito que chegaremos lá antes do fim do dia. Ainda significa muita coisa, cada uma das visualizações que conseguimos durante a campanha dos 50 mil, cada clique. Cada interação também: nós estamos passando pelo dia de hoje com 575 comentários e 300 curtidas na página do Facebook!!! Isso é muito. Mesmo. Eu não bombei na web e comecei a ganhar dinheiro com o blog, mas eu conheci pessoas maravilhosas e conheci mais de mim mesma do que poderia esperar em mil anos. E é isso que faz com que 5 anos valham tanto a pena.
G.

01/02/2016

Diário de Bordo 5 - Velha demais para isso - Parte 8: We all wanna believe in something, bigger than just us

Antes que eu comece, duas coisas: Se você conhece a música do título desse post, vamos se casar. E eu juro por tudo que há de mais sagrado que se alguém comentar "Ah, mas isso é porque você nunca namorou", eu nunca mais olho na cara da pessoa. Minhas crenças sobre amor, relacionamento e principalmente pessoas estão bem definidas. Agora que isso ficou estabelecido, vamos ao primeiro post de fevereiro (e tem muito post pra sair esse mês): No último sábado, dia 30, eu fui a um casamento que vinha sendo planejado há mais de um ano e como sempre acontece, eu tive uma pequena crise interna sobre amor, casamento, futuro e promessas. Eu não ia a um casamento desde o casamento do Príncipe Carl Philip da Suécia, ano passado. No caso, eu assisti o casamento via stream, diretamente do meu colchão, grande parte dele em Sueco, ou seja, entendi vários nadas, mas vocês sabem o que eu quero dizer. (Não sério, eu passei horas tentando lembrar qual o último casamento que eu tinha ido de verdade e ele aconteceu no dia 22 de outubro de 2011!!!  Quase 5 anos!!). Eu vou dividir esse post em duas partes: A descrição sobre o casamento (que foi uma cerimônia maravilhosa) e onde eu me encontro nas opiniões sobre casamento. Começando do começo:

OU SEJA, eu só me caso se eu encontrar alguém que eu ame mais do que as músicas de MisterWives.
O casamento aconteceu à tarde, em um local que eu não conhecia. Foi uma cerimônia a céu aberto em tons de amarelo, rosa e branco. Foi um casamento bem hipster, com todas aquelas coisas que a gente vê no Pinterest, ou seja, eu adorei! A noiva entrou no espaço, ao som de Here comes the bride em um fusca vermelho renovado que parou perto da entrada onde os padrinhos e o noivo tinham acabado de passar. Aí ela desceu do carro e andou por essa passagem ao som de The Only Exception do Paramore, que é tipo a música do casal. Eu disse pra minha irmã que não choro em casamentos, mas tinha esquecido do "fator noivos com bom gosto musical". No casamento do Príncipe Carl Philip, eu chorei tudo que podia quando a banda cantou Fix You em uma homenagem à noiva. Aliás, ainda choro só de lembrar (Eu ainda não superei nada sobre aquele casamento e eles estão esperando um bebê para abril! E o casamento ainda faz um ano em junho!!). No casamento da minha prima, as lágrimas começaram a se acumular, mas eu não cheguei a chorar choraaaar, meu lábio apenas tremeu um pouco. Eu sou uma pessoa legal então se tudo der errado e eu me casar, tenham 150% de certeza de que eu vou entrar ao som de Crazy Bird de Wild Child (quem clicar no link, favor ignorar o clipe e focar na música). E que vai tocar Riptide (a versão de MW, óbvio) em algum momento. A cerimônia foi rápida, mas bonita, mal posso esperar para ver as fotos, porque a equipe de fotógrafos que fotografou o casamento é a melhor da cidade.
Mas chega de blá, blá, blá sobre decoração e cerimônia, porque foi um casamento e foi lindo (coloquei uma foto aqui embaixo) e isso vocês já entenderam. Nada do que eu disse é a parte importante de um casamento de verdade; a parte importante não tem nada a ver com a cerimônia ou com o amor: É a comida. E meu Deus, a comida desse casamento foi boa. Tinha tanta comida gourmet que eu quase baixei meu alterego crítico culinário. Serviram em porções pequenas, o que eu adorei porque me permite comer coisas diferentes, sem ficar cheia logo. Eu me casaria com aquele kibe. Tinha uma salada de copo (vocês leram certo) que estava abençoada por Deus e gostosa por natureza. E os biscoitos (tradição de casamentos em Vitória da Conquista), não faço ideia de onde eles vem, porque nunca tinha experimentado igual, mas estavam maravilhosos. Depois ainda teve o jantar: macarrão ao molho branco com parmesão ralado. Foi aí que eu comecei a me encher, mas depois ainda comi coxinha, pastel, doce fino e justo quando já me sentia cheia liberaram as sobremesas e apesar de eu ter quase certeza de que não aguentaria mais nada, vi que tinha doce de banana. Eu passo mal, mas eu não digo não para doce de banana. (Até o presente dia eu sou zoada por ter preferido doce de banana a palha italiana em um acampamento da igreja, mas gente, doce de banana é minha vida). O único problema é que eu tive que ir atrás da comida que nunca vinha até nossa mesa, mas isso não tem nada a ver com aquela festa específica, é simplesmente a 35ª Lei de Murphy: Não interessa onde você esteja em uma festa, a comida VAI fugir de você. Depois que eu realmente já não aguentava comer mais e estava para ir embora, liberaram o bem casado e eu lembrei porque gosto de ir a casamentos. Se existe um bom motivo pelo qual a liberdade e igualdade nas leis de casamento é importante, esse motivo se chama bem-casado. Não tem nada a ver com felicidade ou com poder dividir os impostos: O importante é o bem-casado.

Montagem-resumo da cerimônia.
É natural que casamentos - principalmente cerimônias bonitas que rendem muitas fotos para o Instagram e que tem playlists legais (eu estou sendo sincera) - me façam pensar sobre amor, casamento e onde eu fico no meio disso tudo. Eu sou a pessoa sentimental mais cética que existe. Eu amo me apaixonar, odeio seres humanos. E pra falar a verdade, eu culpo meus amigos: Em algum momento da vida, me decretaram conselheira amorosa oficial, mesmo que meus conhecimentos sobre amor venham apenas de livros e filmes. Considerando que nunca estive em um relacionamento, a imagem que eu tenho deles é formada pelas pessoas próximas de mim e essa imagem é péssima. Sério, o que os seres humanos consideram amor hoje em dia é bizarro. Se eu perdi a fé no amor é porque tem amiga minha chorando por causa do namorado 3 vezes por semana e dizendo que não termina porque "o ama" e o amor de verdade é persistente. Eu não quero isso na minha vida, mas de jeito nenhum. Não me entendam mal, eu quero muito acreditar que um amor verdadeiro, descomplicado e maravilhoso existe, mas tirando Mandy Lee e Etienne Bowler, os exemplos desse amor para mim vão de escaços a inexistentes.
Mas falando sério, eu não perdi completamente a fé no amor romântico (IMPORTANTE: Minha falta de fé é no amor romântico. O amor fraternal pra mim é uma das forças mais intensas do mundo. Assim como vários outros tipos de amor. Só o romântico que está em baixa.), só não vejo ele do mesmo jeito que via quando eu era mais nova. Estar com alguém não entra nos objetivos de vida mais, mas continua sendo uma possibilidade existente. Não é indispensável para minha felicidade, mas pode ser uma parte dela. Meu ponto é que apesar de estar 102% não afim de lidar com outra pessoa na minha vida agora ou em um futuro próximo, não vou dizer "nunca" porque nunca é muito tempo. Eu só não quero que minha felicidade e plenitude na vida dependa da disponibilidade de outra pessoa. Pra mim, casamento é sobre dividir felicidade, não construir. E tenham certeza de que eu definitivamente sou o tipo de pessoa para quem dizer "não" após um pedido de casamento é uma opção PRINCIPALMENTE se for um pedido público. É um compromisso sério com outra pessoa, que eu quero ter certeza de que vou cumprir. 
Eu sinto que estou cercada de tipos fixos de pessoas: As que consideram o casamento um sonho a ser realizado, as que não querem se casar de jeito nenhum, as que acreditam que nunca vão se casar porque nunca encontrarão a pessoa certa e as que consideram o casamento uma instituição ultrapassada. Eu meio que estou disponível a qualquer possibilidade. Se acontecer (mesmo eu sendo complicada e tendo opiniões não populares sobre o amor), eu vou fazer de tudo para curtir ao máximo. Se não acontecer, não aconteceu, oras. É bem verdade que eu assisto O Vestido Ideal no Discovery Home & Health xingando as noivas e as extravagâncias malucas que elas fazem. Porque eu (e essa é uma opinião minha) acho uma loucura completa gastar valores que ultrapassam os 4 dígitos em um diazinho de festa. Mas essa também é a minha opinião sobre festas grandes de aniversário: 20 mil reais em uma festa de 15 anos? Vocês sabem o que eu poderia fazer com esse dinheiro todo??? (E não, não "vale a pena porque é o seu dia". Eu amo aniversários, aliás, eu sou totalmente insuportável no que diz respeito ao meu, mas eu odeio festas de aniversários porque elas são sobre todo mundo, menos o aniversariante. De vez em quando eu sinto vontade de fazer uma festa, para poder aproveitar a música, meus amigos e os presentes, mas eu lembro de todas as concessões e de todo estresse sofrido no meu aniversário de 15 anos - eu não fiz uma festa grande, foi como um aniversário normal, mas eu estava completando 15 anos - e desisto rapidinho. Eu aplico isso a casamentos: Porque eu vou gastar 50 mil pra agradar convidados e me estressar caso o que eu planejei der errado, se eu posso usar esse dinheiro pra passar 3 meses em Viena com a pessoa com quem eu me casei em um fórum? Questão de lógica).
Acho que é isso. Cada vez que eu falo sobre esse assunto eu fico mais confusa.
Alguém me para!
G.