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Voltei...? Eu não sei o que dizer para vocês. E eu não vou pedir desculpas de novo. Eu sumi pela maior parte do ano e se você me conhece, já conhece os motivos: falta de tempo, falta de assunto ou eu simplesmente não queria falar sobre o que estava acontecendo na minha vida. E eu ainda não quero falar. Tem momentos de 2025 que eu não quero reviver e imagens que eu ainda não estou pronta para olhar. Eu não quero refletir e retrospectar 2025 de uma forma linear. Não é justo, o calendário foi definido de forma arbitrária. Estamos numa quarta-feira aleatória e de repente pensar sobre os últimos 365 dias se torna meu dever de casa? Eu não assinei esse contrato não.

Mas eu tô exagerando, 2025 não foi um ano ruim. Sei o que são anos ruins e este ano foi apenas... um ano. Eu sou uma mulher adulta, empregada, responsável por mim mesma, com sonhos e objetivos a realizar e com muitas pessoas para amar e coisas com o que me importar. É uma vida rica e com muita coisa a defender e a perder. Automaticamente, nenhum ano vai ser feito só de alegrias. Não é assim que a vida funciona. Eu gosto de olhar para as coisas de forma integral, com seus lados bons e ruins. E se eu não estou pronta para olhar para as coisas ruins, eu não quero fingir que só as boas existiram. Seria injusto até mesmo com as coisa boas, porque elas se tornam melhores em contraposição às ruins.

Eu penso em 2025 como um ano em que eu aprendi muito, mas isso também é algo que as pessoas dizem quando têm anos ruins. Mas não foram só as coisas ruins que me ensinaram algo e algumas das coisas ruins não trouxeram lições com elas. Na verdade, eu aprendi mais conversando com meus amigos ou simplesmente ouvindo o que eles têm a dizer do que qualquer outra coisa. Eu me cerquei de pessoas fortes, lindas e inteligentes que constantemente desafiam minha visão do mundo. E é com elas que eu aprendo.

Estou terminando 2025 com muitas perguntas, mas também cercada de certezas. As perguntas que eu tinha quando o ano começou foram sendo respondidas e minha intuição me guiou em momentos que eu nem sabia o que me espreitava. Eu deixei de procurar por liderança e proteção nos outros e comecei a construir ela em mim mesma. O que é solitário, em alguns pontos, mas vale a pena. Lembrei também que a maioria das coisas que vale a pena é difícil. Porque é sempre mais fácil não fazer algo do que é fazer e a vida é um ciclo constante de coisas a fazer.

Tenho olhado para a vida pelo viés do tempo. Não o tempo arbitrário do calendário que o Papa Gregório XIII criou em 1582, mas o meu tempo e o que eu faço com ele. Sei que o tempo é meu maior recurso e que preciso saber gastar, depositar, investir, compartilhar. E que ficar me martirizando pelo tempo que eu já gastei, não me ajuda a conseguir mais tempo. E também que "esquemas para ganhar tempo" e "fazer as coisas mais rápido" também são bons demais para ser verdade. Preciso utilizar o tempo que eu tenho agora com sabedoria. Esta é a minha única vida e eu quero enchê-la de tanta beleza, tanto conhecimento, tanto amor.

Tempo e espaço: estes são os temas para 2026. Espaço para pensar, para criar, para descobrir o mundo. Isso significa não encher minha cabeça de lixo, não ocupar a mente com temas que me destroem e sempre ampliar o horizonte do meu conhecimento. Quanto ao tempo, a tradição ocidental diz que esta noite estou "ganhando" outros 365 dias. Eu não faço a mínima ideia do que eu vou fazer com esse tempo todo. Não faria sentido fazer planos, porque eu nem sei se esse tempo é realmente meu para gastar. 

O tempo que eu tenho é o agora e eu escolhi passá-lo escrevendo isso aqui. Um investimento que paga dividendos a cada pessoa que lê. Obrigada por gastar um pouco do seu tempo aqui comigo. Em 2026 prometo investir um pouco mais do meu tempo aqui, se você prometer também investir o seu naquilo que te move.

Até o ano que vem,
Giulia.