30/03/2013

Half The Sky Movement

O my melodie nunca foi um blog humanitário. Porque aqui eu escrevo só o que vem na minha cabeça e eu acho essa coisa toda humanitária meio maçante. Quer dizer, ao invés de ficar dizendo pra todo mundo participar porque você não levanta a bunda dessa cadeira e vai fazer alguma coisa, idiota? Mas tipo, eu tenho mais consciência social que a maioria dos adolescentes que eu conheço e tipo, esse mês eu fui em uma viagem missionária pra uma comunidade pequena e isolada (ou talvez nem tanto), o que me deixou superanimada com essa coisa humanitária então talvez eu possa dizer pra vocês pra participarem ou só darem uma olhada em um movimento que me interessou ultimamente.
O nome do movimento é Half The Sky e é inspirado no livro "Half the Sky: Turning Oppression into Opportunity for Women Worldwide" escrito pelos jornalistas Nicholas Kristof e Sheryl WuDunn. O projeto reúne vídeos, sites, jogos, blogs e outras ferramentas educacionais, não só para aumentar a conscientização sobre as questões das mulheres (opressão, abusos, escravidão, doenças, infanticídios  discriminação, etc) mas também para fornecer medidas concretas para combater estes problemas e capacitar as mulheres.
O projeto inclui uma uma série de TV de 4 horas de duração em 10 países (Camboja, Quênia, Índia, Serra Leoa, Somália, Vietnã, Afeganistão, Paquistão, Libéria e os EUA - sim! ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) com as atrizes America Ferrera, Diane Lane, Eva Mendes, Meg Ryan, Gabrielle Union e Olivia Wilde que foi transmitido no Brasil pelo Discovery Home & Health no especial da mulher, nesse março. (não sei se a última parte já passou, ou se vai ter reprise, porque eu tô sem TV).
O que eu quero dizer com tudo isso é, eu sei que a maioria das pessoas que lê esse blog é só adolescente e a maioria de nós não se importa com isso ou não sabe como agir diretamente pra ajudar nessas coisas por ser menor de idade, mas isso tudo é importante de verdade, porque eu conheço garotas, mesmo que já sofreram diversos tipos de abuso e opressão aqui mesmo no Brasil. E o pior é que a maioria delas se sente culpada ou com vergonha por ter passado por isso, ou então não conta para as pessoas o que aconteceu pra que elas não sofram junto. Então é importante de verdade a conscientização de TODOS NÓS sobre a os problemas das mulheres na sociedade atual porque acontece na nossa cara.
Ok. Me exaltei. É que eu me sinto frustrada ouvindo as pessoas dizerem que as mulheres estão tentando roubar o lugar do homem (se vocês soubessem onde eu ouvi essa frase vocês ficariam mais do que revoltados, ficariam atônitos) sabendo que pessoas que eu amo passaram por isso e não falam sobre o assunto porque tem medo de ser julgadas! E agora eu tô frustrada comigo mesma porque eu levei muito tempo pra falar sobre isso e divulgar o projeto, mas não adianta chorar pelo leite derramado e antes tarde do que nunca. (Manual de como terminar um post sério de uma forma fail: Diga 2 ditados).
Não deixem de dar uma conferida no site e ler mais sobre o projeto (a série eu só recomendo pra quem tem o coração forte. Eu achava que tinha, mas nem consegui dormir na noite que eu vi).
É importante, mesmo.
Sua (ainda-lendo-Drácula) G.

29/03/2013

ISSO NÃO É MELODIE WEEKLY, NEM UM UPDATE E MUITO MENOS DIÁRIO ARTÍSTICO, ISSO É UM POST GRANDÃO PRA COMPENSAR O TEMPO PERDIDO.

OI MEUS LEITORES (é, talvez eu não odeie mais chamar vocês de leitores) LINDOS! FELIZ PÁSCOAAAAAAAAA. OK, caps off. Comeram muito chocolate já? Eu comi dois ovos (um da Pucca e um Laka) e ainda vou ganhar uma caixa de chocolate *-*
Enfim, eu sei que eu fui uma vadia total (e não no bom sentido) nos últimos dias com vocês por que abandonei o blog por mais de uma semana e só deixei um post maluco com uma crítica sem explicar nada do que tava acontecendo na minha vida e deixando vocês no escuro totalmente. E ainda mudei o tema do blog do nada e mal avisei sobre a novidade. E foi por isso que por 4 dias seguidos, o blog que tava com mais de 400 views por semana, só teve 8 views. Mas quer dizer, eu mereci, certo? E eu tentei postar a semana toda, mas eu me distraí com várias coisas e não consegui escrever nem uma linha. Esse post mesmo, eu queria escrever anteontem, mas eu me distraí com o youtube e depois com a minha melhor amiga aí deu nisso. E ontem eu nem sei o que fiz, mas perdi o dia inteirinho sem fazer nada de útil. E o pior é que nem é só o blog que tem ficado abandonado, minha vida inteira tá um caos completo, com exceção das fanfics e da escola (eu acho que eu posso me gabar por isso) e nesse feriado eu preciso lutar pra recuperar o tempo perdido. Mas vamos ao post em si..
Então como vocês sabem, eu tô viciada em literatura gótica. Mais especificamente em literatura gótica clássica, apesar de algumas histórias atuais também serem muito perfeitas. E tipo, ninguém que não é gótico entende porque literatura gótica é tão bom, mas é cara, consegue mexer com a gente de uma forma, que vocês não entendem. E vocês sabem como eu fico quando eu tô viciada em alguma coisa. Eu só sei falar disso. Sério. Se vocês estavam me observando 1 semana atrás (o que provavelmente fizeram já que eu lotei a page e o twitter disso) vocês passaram pela fase Carmilla completamente. Agora isso tudo vai continuar porque eu tô lendo Drácula e depois vou começar Beijos Infernais. Eu também queria ler alguns da Anne Rice, mas aquilo tá mais caro que Kinder Ovo que vem com um iPhone dentro. Então só se eu roubar pegar emprestado de alguém. E a melhor parte da literatura gótica é que quando ela vira uma obsessão pode ser levada pro cinema também. Os maiores clássicos góticos foram transformados em clássicos do cinema e gravados e regravados centenas (sem exagero nenhum) de vezes. Ou seja, se acabarem os livros e contos, veja um filme.
Mas saindo dessa parte da literatura gótica, eu tenho outras novidades das quais eu não paro de falar também. Tipo, eu ter voltado ao RPG. E dessa vez, eu tô mais dedicada porque meu novo fisioterapeuta também está mais dedicado e mais atento a mim e resolveu que antes de fazer os movimentos de força e postura que eu fazia das outras vezes, eu deveria fazer alongamentos pra ganhar mais flexibilidade. Mais flexibilidade para uma estudante do ensino médio é muito importante, como todos vocês sabem (sem duplo sentido). Não, mentira, mas eu gostei dos exercícios. No fim das contas é legal saber que eu vou ser forçada a fazer algo que me faz bem e assim minha saúde não vai estar tão debilitada (drama puro, agora eu não tenho problema de saúde nenhum além da depressão e dos problemas crônicos - meu problema nos rins e a escoliose - que eu vou ter que lidar a vida toda de qualquer jeito).
Dia 16, eu fui pra uma viagem missionária da igreja (o que é raro. Não eu ir, mas ter viagem missionária na igreja daqui. Ou talvez nem tanto, sei lá) Em Santana do Deserto, MG. Dá pra acreditar que lá tem um sinal de celular melhor do que aqui em casa? (E no dia eu tava sem celular porque o cabo do meu tinha quebrado - ele quebrou junto com o do notebook ainda por cima - e o cabo novo só chegou na terça-feira, mas ele não carrega direito porque não é original e agora a bateria do meu celular tá viciada e ferrada. Quero um iPhone 5). Eu não pensei que fosse gostar tanto da cidade, mas gostei e muito. E a gente só foi em um distrito. É uma cidade, simples e pequena, mas de gente muito legal. Sem falar que passa trem lá O TEMPO TODO, chega a deixar a gente doido. Foi uma das melhores viagens assim que eu já fiz, apesar de ter sido  desorganizado. Eu amo missões. Sempre amei. Mais quando é feito direito, mas ainda assim amo. (Tô soando como uma velha reclamona).
Além disso, como eu já falei, eu estou terminando a versão original do manuscrito de One More Time. Depois vem a fase de revisão, e finalmente eu vou poder começar a fase de publicação que pode durar muito ou pouco tempo (mas provavelmente muito). Meus planos são terminar a fase de revisões, e ter a versão final do manuscrito feita, no fim de Abril, mas só Deus sabe se vai dar tudo certo mesmo. Atualmente eu não tô confiando em mim mesma pra esse tipo de coisa. Eu já comecei a ver a parte financeira da coisa toda, já que várias pessoas me disseram sobre o preço que a editora que eu quero - que eu vou - publicar, cobra mas eu quero deixar pra me preocupar quando terminar de revisar o manuscrito, caso contrário eu surto. Além disso, ainda tem a fase de aprovação do livro e tudo e eu ainda não tenho certeza absoluta, sem via de dúvidas de que OMT é um livro bom o suficiente pra ser publicado. Talvez seja melhor só como fanfic. Mas insegurança de lado, ainda tem uma parte que eu preciso ver: O nome do livro. Porque One More Time é legal e tudo, mas eu acho publicar livro no Brasil com nome em inglês meio que coisa de favelado. A questão é, se eu realmente for fazer isso, que nome eu coloco? E eu não posso deixar de pensar que a história vai ser uma trilogia, então eu tenho que deixar tudo bem organizadinho. Além disso, e se OMT não vender o suficiente pra ter os outros livros publicados? OMG. Viu? Acham que é fácil publicar um livro? Pois não é. E acho que o maior motivo de eu estar insegura sobre isso é que eu só tenho 15 anos e quantas escritoras realmente fizeram sucesso nessa idade? E se eu não for a próxima Carolina Muñhoz? (ah, eu não gostei tanto de A Fada, mas descobri que ela publicou quando era novinha, e o conto que tem no fim do livro, "Outra vez na escuridão", faz com que tudo valha a pena. Aquele conto muda tudo, e foi isso que me deu um empurrãozinho na direção da literatura gótica) E se isso tudo for só um sonho bobo e eu seja mesmo nova demais pra isso? Sério, eu não vou aguentar as pessoas me dizendo que não deu certo porque eu sou muito novinha. OOk. Estou sendo insegura de novo. Vamos falar de outra coisa.
Eu não acredito que eu estou fazendo isso, porque eu prometi a mim mesma que não ia falar das fanfics hoje porque eu tô em greve oficial de Nyah, mas eu pensei, eu tô mesmo me esforçando nessas fanfics, pra depois não conseguir nem o que eu espero? E além disso, eu prometi aos leitores que ajudaria eles nas divulgações. E é por isso que eu vou fazer uma propagandazinha, mas só de uma das fics, Twenty-Five, que está a 9 capítulos do fim da primeira temporada e eu prometi me dedicar mais à segunda temporada se a primeira terminasse com 50 reviews. Então vamos lá, deixando review, que eu tô mandando.
Então é isso galera. Amanhã, se tudo der certo, vai ter outro post, um superespecial, mas não tô garantindo nada até porque eu tô sozinha com a minha mãe em casa e a mulher é imprevisível (como quem tá lendo NY Dream sabe).
Até mais.
Desculpem qualquer coisa.
Amo vocês.
Sua G.
P.S.: Esse "sua" veio dos clássicos que eu ando lendo, soa legal né?

20/03/2013

Carmilla, a primeira vampira fictícia moderna, por Sheridan le Fanu

Carmilla é uma novela retirada da coleção de histórias góticas de Joseph Sheridan Le Fanu, In a Glass Darkly, mas que foi publicado no Brasil como livro único. É apontada como percursor e influencia para Drácula de Bram Stoker.
Carmilla conta a história de Laura, uma garota de 18 anos que vive com o pai e suas governantas no interior da Áustria. Quando criança, Laura é assombrada pela imagem de uma bela mulher. 12 anos depois quando a imagem já estava quase apagada da cabeça, a jovem que a assombrou sofre um acidente de carruagem na frente de sua casa e é hospedada em sua casa, até que a mãe da moça possa voltar para buscá-la. Laura é convencida de que tudo não passou de um sonho e de que ela e Carmilla - a jovem do sonho - então possuem uma conexão. Ambas acabam envolvidas em uma amizade e atração intensa que se transforma até em uma atração doentia... Que só chegam a um fim quando um velho conhecido da família o Coronel Spielsdorf chega, contando a história da morte de sua sobrinha e protegida que se entrelaça com a história de uma jovem convidada a ficar em sua casa que em muito se parece com  Carmilla. A narrativa é envolvente é de tirar o fôlego e bem a frente do seu tempo. É do tipo pra ler de uma vez só e soltar expressões surpresas durante a leitura. 
Ok. Ok. Agora deixando de lado o tom formal que eu usei nos primeiros parágrafos, só porque eu achei necessário pra fazer uma resenha de um dos maiores clássicos da literatura gótica/vampirica/romântica mundial, eu tenho que dizer que realmente nunca pensei que leria uma novela tão lésbica feito no século XIX. Sério.
Mas enfim, Carmilla toma você de um jeito único. É quase estranho como literatura gótica tem me conquistado, mas as histórias tem um quê apaixonante que não dá pra evitar. Lendo a história dá pra sentir a vampira ali, do seu lado, com seus passos leves, como disse Laura. É mágico. De uma forma macabra, é claro.
G.

P.S.: Só li esse livro hoje porque recomecei a ler "O Guia de Vampiros Para Mulheres" e Carmilla me interessou tanto que eu li em e-book. E eu nunca leio E-book.

18/03/2013

Embaixo do sol

Este conto é dedicado à Isabella, que sempre pede que 
eu escreva mais quando comenta meus contos.
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Ando pela praia por cerca de 100 metros antes de fincar meus pés da areia e me sentar.
Na cidade, eu odeio calor. Odeio ficar tão suada, sem apetite, não conseguir dormir, não ter ânimo pra fazer nada... É quase a mesma sensação de uma decepção amorosa. É uma decepção climática.
Por outro lado, eu amo vir à praia. Amo ficar em silêncio observando o mar em toda sua majestade. Amo enfiar os pés na areia e sentir o cheirinho de sal. Não ligo de suar na praia. Amo ficar embaixo do sol por horas e sair de lá com a sensação de que acabei de receber um abraço caloroso e longo.
Eu sei que sou estranha.
Mas é por isso que meus pais resolveram me mandar pra Ilhéus como presente de aniversário. Tá, eles só fizeram isso pra poder ir pra Foz do Iguaçu aproveitar uma segunda lua de mel, e eu acabei presa com o pirralho do meu irmão e o chato do meu primo. Além disso, eu tinha pedido um celular novo de presente, não uma viagem. Ainda assim foi fofo da parte deles me darem de presente algo que eu gosto.
Ah, meu nome é Mariana, mas todo mundo geralmente me chama de...
- MARIAAAAAAAAA! - Grita Guilherme de algum lugar da praia, tão alto que chama a atenção de todo mundo.
Eu ajeito os óculos e me deito na areia ignorando-o totalmente. Só que como eu acabo sendo a única pessoa que não encara ele, fica fácil demais dele me achar.
- Maria, seus pais não disseram pra não sair sem me avisar antes? - Ele diz chegando ao meu lado e tapando o sol.
Suspiro.
- Meus pais dizem muitas coisas.
- E você nunca escuta.
- Você me conhece bem. - Abro um sorriso irônico. - Eu não vou embora.
- Ótimo. Então eu vou ficar aqui com você.
Ele se senta ao meu lado e meu queixo cai. Era a última coisa que eu esperava.
- Mas e o João? - Sim, o nome do meu irmão é João. João Pedro, mas de uma forma acabamos virando "João e Maria".
- Ele ficou com a Rita, brincando com o Júnior.
Um grunhido escapa antes que eu possa controlar. Rita é nossa outra tia, irmã da minha mãe e da de Guilherme, que mora aqui em Ilhéus. Isso é frustrante. Agora Guilherme pode ficar aqui, me vigiando. Isso acaba totalmente com meus planos.
Deixe-me contar desde o início: Eu nunca beijei ninguém. Tipo, nunca mesmo o que é muito pra se dizer de uma garota de 15 anos. E como, pela primeira vez, eu ia viajar sem meus pais eu tinha planos de conhecer um garoto legal na praia e finalmente ficar com ele. Até aparecer esse maldito empecilho chamado Guilherme.
Ele tem 18 anos e cresceu comigo. Nós nunca fomos um com a cara do outro e só ficou pior quando entramos na adolescência. Ele é um jovem responsável, de acordo com meus pais, então a única condição para que eu ganhasse essa viagem pra Ilhéus era trazer ele. E agora eu teria que ficar aguentando esse idiota na minha cola. Melhor virar freira de uma vez, e economizar todo tempo que gasto em esforços amorosos.
Fecho os olhos e finjo que não estou mais aqui. Estou sozinha numa praia paradisíaca e o Chace Crawford está vindo do mar na minha direção sem camisa e molhado, então se senta ao meu lado e se inclina na minha direção quase roçando os lábios nos meus e sussurra:
- Acorda, você tá babando.
A voz de Guilherme me dá um susto e o movimento que faço em reação a isso faz com que ele caia na gargalhada
- Eu não estava dormindo, seu estúpido. - Digo, me levantando.
- Então você baba acordada?
Eu soco ele com toda a força no braço. Ele grita agudamente como uma criança.
- Quando o bebê ficou tão forte?
- Se você me chamar de bebê de novo vai descobrir que não sentiu nem metade da minha força.
- Ui que medo do bebê.
Eu começo a soca-lo repetidas vezes e bater na cara dele até que a marca dos meus dedos fica bem clara em sua bochecha. Acabamos nos engalfinhando na areia. Até que ele joga o peso no corpo contra o meu e consegue me imobilizar colocando minhas mãos em cima da minha cabeça.
Sabe aquele momento ridículo de comédias românticas quando o casal se odeia e de repente acontece uma coisa boba e que faz os dois verem um ao outro de forma diferente? Então.
Eu nunca tinha percebido que os olhos do Guilherme são tão profundos. Como se escondessem um mar dentro deles e... Espera aí Mariana, do que você tá falando? É o idiota do seu primo e vocês estão brigando. Mas a forma que ele olha pra mim é tão intensa. E ele fica bonito quando tá bravo... Arg, não, que nojo. Definitivamente eu tomei muito sol na cabeça hoje.
- Terra para Mariana?
Balanço a cabeça saindo do transe em que estar nessa posição com Guilherme me colocou.
- ME SOLTA SEU ESTÚPIDO.
- Só se prometer que não vai mais me bater desse jeito.
- Se você deixasse de ser estúpido eu não te bateria.
- Você só sabe essa ofensa? Estúpido?
- Ao contrário de algumas pessoas, eu fui bem educada.
- Fui eu quem armei um barraco na praia por acaso?
- ME LARGA GUILHERME.
- PEDE POR FAVOR.
- NÃO.
- ENTÃO VAI FICAR AÍ PARA SEMPRE.
Eu fico encarando ele com um olhar bravo. Então a troca de olhares fica um pouco estranha. Seus olhos me lembram do mar ressacado, com toda sua violência, como a de um animal ferido. Parece bravo, mas ao mesmo tempo magoado com alguma coisa. Por meio instante, eu sinto que temos muita coisa em comum. Então ele começa a rir e eu volto ao mundo real.
- O que foi Maria? - ele diz no meio da risada - Não consegue se concentrar comigo tão perto?
- Claro que não. Estou com dor de cabeça por causa do sol e da briga com você. - Invento essa mentira tão rápido que eu nem se de onde ela vem. Estou na defensiva.
Ele para de rir abruptamente.
- Quer que eu pegue um remédio?
É a minha vez de rir.
- Você ri da minha cara e depois faz a de primo responsável e preocupado? Me poupe Guilherme.
Ele franze a testa enquanto me olha. Depois dá de ombros tira a camisa (uau, de onde vieram esses músculos?) e diz:
- Eu vou pro mar. Faça o favor de não sumir.
Então simplesmente se levanta e sai. Sumir é exatamente o que eu faço menção de fazer. Só que eu simplesmente não consigo tirar os olhos dele enquanto ele conversa com alguns surfistas e depois pega uma prancha emprestada e entra na água. Droga. Ter ele tão próximo realmente mexeu comigo, queira eu ou não. E ele parece tão concentrado nas ondas tão intenso. De repente ele parece o cara dos meus sonhos. Mas ele é só meu primo idiota. É o que repito pra mim mesma. Mas isso não impede meu estômago de revirar quando ele sai da água todo molhado e se senta ao meu lado.
- Tudo bem Mari? - Ele pergunta sorrindo.
- Não me chama de Mari. É Maria. - Minha voz sai roca e ele ergue a sobrancelha. Então pigarreio. - Eu odeio Mari.
- Não é pra chamar de Mari e nem de bebê, anotado. - Ele revira os olhos.
- Estúpido.
Ele ri. Então se deita na areia. Eu o observo - os olhos fechados, a expressão calma. Resolvo deixar de lado tudo que me faz ser irritante com ele. Quer dizer, ele pode ser meu primo chato, mas ele é o cara que me conhece melhor e apesar de tudo, ele se importa comigo e coisas do tipo. E depois que eu passei a ver ele de outro jeito...
- Ei, Gui...  - Digo, meio engasgada.
- O que foi? - Ele pergunta abrindo os olhos e me olhando de um jeito diferente.
Sem brincadeira, se eu não conhecesse ele, diria que está apaixonado por mim.
- Hm... É... Como é beijar?
Logo depois que pergunto eu me sinto a garotinha mais idiota do mundo. Quer dizer, porque eu estou perguntando isso?
- Ótima pergunta - É o que ele responde, simplesmente.
Ergo a sobrancelha.
- O que você quer dizer com isso?
- Que eu nunca beijei, ué.
Dessa vez eu realmente engasgo.
- Mas você tem, tipo, 17 anos.
- E você tem 15.
- Tá, mas, porque?
- Sinceramente?
- Aham.
- Eu sou apaixonado pela mesma garota desde os 15 anos. Mas ela me acha um idiota.
- Hmm... E quem é ela?
Quer dizer, ele não pode estar falando de mim, pode? Não, não pode... Né?
- Hmmm... Isso é verdadeiramente ridículo, mas... Você.
Sabe quando a gente é criança e um menino é muito implicante e nossa mãe diz que ele só faz isso porque gosta da gente e não sabe como demonstrar? Agora faz todo o sentido. Mas quer saber, aquilo não provocou o que eu achava que ia provocar - nojo completo -, na verdade, deu uma sensação boa ter um garoto como ele gostando de mim.
- Sabe... - Digo depois de um tempo - Eu comecei a te ver de um jeito diferente também hoje.
Ele se senta.
- Defina "jeito diferente".
- Por meio segundo... Bem, talvez mais... Tipo, bem mais que isso, eu quis beijar você.
Ele se vira devagarzinho e se inclina na minha direção. Não pede permissão ou diz mais nada, apenas me beija. O beijo é involuntário da minha parte, mas me vejo correspondendo automaticamente. É simplesmente certo. Perfeito. Não decepciona.
- Como foi isso? - Ele pergunta depois com o nariz encostado no meu.
Me esforço, mas a única coisa que consigo responder é:
- Hmmmmm...
E foi assim que os meus primeiro, segundo, terceiro, quarto e... bem, parei de contar depois disso... beijos, foram com meu primo idiota embaixo do sol escaldante do verão de Ilhéus.
E não existe comédia romântica hollywoodiana no mundo que seja melhor que isso.

10/03/2013

E aí, como vocês estão?

E terminou a primeira semana de One More Time, sem que eu sequer abrisse o arquivo pra postar qualquer coisa. Essa foi a semana mais cheia e cansativa da minha vida, e eu ainda nem tive, nem vou ter tão cedo, tempo pra descansar.
Como vocês sabem, essa semana que se passou eu fiz mudança, e a internet ficou uma droga (até hoje que finalmente instalaram a internet aqui) e além disso, tive escola e outras coisinhas mais pra resolver, além da minha mãe começar a gritar comigo sempre que eu tento entrar aqui no finzinho da noite, e por isso acabei abandonando o blog e as fics, o que eu odeio totalmente. Eu nem deveria estar no notebook agora, já que a minha mãe não deixa usar computador no domingo, mas eu tenho outras coisas pra resolver então resolvi aproveitar e falar com vocês.
Aliás, mesmo eu não tendo entrado muito, essa semana eu tive mais de 200 views em 2 dias porque eu ganhei uma coisa que eu estava querendo há um tempão: haters. Ninguém entendia, mas agora eu provo, haters trazem popularidade, então se você que está lendo isso é uma das novas pessoas que me odeiam eu gostaria de dizer, obrigada, vocês realmente sabem como "odiar" e "desprezar" alguém. E, ao resto do pessoal, obrigada por não me abandonarem, mesmo quando eu não tenho tempo. Já comentei que amo vocês? Pois é.
Mas como estamos de papo sobre a minha vida, minha lista de livros pra ler sofreu uma reviravolta tensa, desde que eu descobri que pelo visto "The Selection" série baseada na série de livros da Kiera Cass vai mesmo ser lançada no CW, mas não vai contar com meu futuro marido, aka William Moseley. Sem falar que o preço de Terra de Histórias do Chris Colfer tá desmotivador, mas tipo, desde que eu vi Struck By Lightining e descobri que ele escreveu, eu tô morrendo pra ler esse livro. Ontem, eu finalmente comprei A Fada, da Carolina Munhóz (sim, eu querendo muito e lendo livro de escritora nacional, culpa da Stephane que me provocou com esse livro porque ele é cheio de borboletas *-*. Além disso, se eu vou lançar um livro nesse país, eu preciso ficar por dentro na coisa toda né?), e além disso comprei o vira-vira de A Garota Americana e A Garota Americana Quase Pronta, que eu quero ler faz tipo uns 4 anos, e só piorou depois que "A Garota Americana" foi citado na minha fic preferida. (FYI, sendo uma boa amiga, os vira-viras tão em promoção na Saraiva e saem por 11,90. Ou pelo menos estavam ontem)
Enfim, isso foi só porque o blog é aquele lugar onde eu falo sobre assuntos que ninguém quer saber, mas continuo falando porque sim.
Mas agora respondam, "E aí, como vocês estão?" contem sobre a vida de vocês nos comentários e eu respondo. :P
G.
P.S.: Eu disse que ia tentar postar o conto novo antes do dia 16 então provavelmente sai essa semana pra compensar vocês. NÃO DEIXEM DE LER E COMENTAR, isso é uma ordem.

07/03/2013

De mudança (de novo)

Já comentei que eu ODEIO mudanças? Então, no mês passado eu falei que talvez fosse me mudar, e depois que não iria, e depois que ia de novo. Eu já estou nela. Na verdade já tô acabando agora. Esse post era pra sair antes, mas a maldita mudança atrasou ele.
Explicando do início, quando a gente veio pra cá, a gente ia ficar no apartamento que era do meu tio (que na verdade é irmão, do marido da minha tia avó e filho da prima da minha bisavó) já que ele estava se mudando pra uma casa nova que ele comprou 3 anos atrás. Mas aí começou uma reforma nessa casa, e só pode sair de vez do apartamento em setembro passado, e só tirou tudo do apartamento e terminou pequenos concertos pra gente no sábado. O que fez com que a gente tivesse que ficar aqui, no apartamento que eu moro agora (que é exatamente em frente ao apartamento do meu tio, só que no outro prédio) e pelas próximas 1 semana e meia provavelmente. Foram 2 anos que passaram nessa enrolação toda, e agora que eu finalmente vou pra lá, eu simplesmente não queria. Eu só vou porque vai ser melhor pra minha mãe e tudo, mas se eu pudesse escolher, eu ficaria nesse apartamento até finalmente me mudar pra New York, o que não vai ser uma mudança dolorosa.
A questão é que, eu ODEIO mudanças. Eu tenho dito muito isso, mas é porque é a verdade. Ok, que tipo, eu cheguei a morar em 4 cidades em 2 anos, mas isso foi muito traumático tá? E ok que desde que eu nasci eu já morei em tipo 16 casa, mas por mais especialista que eu seja no assunto, nada disso me faz odiar menos mudanças. E todo mundo tá dizendo que eu não deveria reclamar tanto porque o apartamento é de frente um pro outro. Mas tipo, eu tenho que descer 8 lances de escada, subir de novo, descer outra vez e subir de novo pra ir de um apartamento pro outro.
Caso eu não tenha deixado bem claro meu ponto de vista, as regras em mudanças são basicamente as seguintes:
- Quanto mais pesado o objeto, maior a distância entre uma casa e outra.
- Não importa o quanto você já empacotou e mandou pra casa nova, sempre tem 3 vezes mais coisas pra fazer isso.
- Com comida é basicamente assim: você come tudo na casa velha pra diminuir o peso, e nos primeiros dias na casa nova, morre de fome.
- Prepare-se para os dias sem internet, tv e onde seus livros e distrações estarão enterrados no meio de pilhas de coisas que você vai ter que organizar se quiser voltar a ter uma vida.
- Mudanças não são como tarefas domésticas simples. Se você não fizer nada, nem em casa você entra.
- Dor e exaustão são seus novos melhores amigos. Pode tentar pedir ajuda a eles pra levar tudo e arrumar.
- Se você curte acampamento, vai amar aqueles primeiros dias em que a gente tem que dormir no chão.
- Fazer dever de casa no chão nos primeiros dias, é o que há.
- Se você não tiver homens fortes em casa pra levar as coisas como geladeira, sofá, fogão, máquina de lavar e guarda-roupas, boa sorte.
- Jamais cometa o erro de ficar aliviado (a) quando tudo for de uma casa pra outra. Ainda tem muito pela frente.
That's it. Ainda bem que minha mudança já tá acabando. Agora eu tenho que ir, porque tô no apartamento antigo pegando internet já que no novo ainda não pega direito.
Boa noite.
Amo vocês.
G.

03/03/2013

Meu diário artístico - Edição nº 4.

Boa noite família brasileira :)
Então, é justo que o primeiro post de março (depois do longo especial de fevereiro) seja do Diário Artístico porque eu tenho muitas novidades pra contar sobre meus livros, histórias e poemas que vocês tem dito que amam cada vez mais e que faz toda diferença pra mim.
Bem, começando do começo, NY Dream, meu conto de aniversário virou uma fanfic. Culpa da Camila, que amou tanto e disse coisas tão fofas da história que acabou me fazendo fazer isso. Como eu vou sobreviver com 4 fanfics e 1 livro e todas aquelas coisas que eu vivo dizendo que faço também? Eu não faço a mínima ideia, mas eu dou meu jeito. O link da fanfic é esse aqui, e vocês podem ler tudo lá. 
Quanto a Twenty-Five, a primeira temporada já tá chegando ao fim, já que obviamente cada temporada vai ter 25 capítulos. Mas bem, faltam 11 capítulos ainda então talvez não esteja tão no fim assim. E óbvio, vai ter uma segunda temporada e bem provavelmente uma terceira. Não tenho ideias pra como vai ser o fim da história ainda, e como os capítulos são pequenos, a história vai levar um bom tempo.
Rewakening, tá meio abandonada, mas essa semana tem capítulo novo e longo. Prometo do fundo do meu coraçãozinho de escritora maligna.
Songs, weeeel, Songs é Songs. As datas tão ali em cima caso vocês queiram conferir tudo. Dúvidas, é só falar comigo.
Quanto a meu livro, One More Time, as próximas duas semanas serão semanas de One More Time (mas não se preocupem, que eu não vou abandonar nada, só me dedicar mais a OMT como sempre), já que fevereiro não teve nenhuma graças a festa e a confusão da volta as aulas, além de outras coisinhas. Eu espero que em duas semanas eu finalmente consiga dar um final pro livro e começar a fase de revisões e mudanças já que eu quero dar um tom diferente a história (discussões filosóficas que eu não vou explicar pra vocês). E se tudo der certo, e eu não pirar, em abril o manuscrito vai estar pronto, mas eu não faço ideia de quanto tempo vai levar a resposta da editora. Mas como eu disse sempre, não se preocupem, se eu não conseguir a publicação, eu vou postar a história em algum lugar ou imprimir e mandar por correio pra todo mundo. E se o livro for publicado pela editora que eu quero, eu vou comprar 500 cópias pra divulgação. Sabem o que isso significa? Sorteios. Pois é.
Agora resta saber se eu vou escrever mais poemas. Algumas pessoas fizeram comentários lindos sobre Plenitude (inclusive o que está no post, que eu achei a coisa mais simples e linda que podiam dizer), o que me deixou animada pra escrever mais. Mas no que se trata de poemas agora eu só vou escrever quando estiver realmente inspirada então sabe-se lá quando isso vai acontecer.
Além disso tudo, eu estou escrevendo um conto há um tempinho, chamado Embaixo do Sol. Ele é inspirado em algumas fanfics que eu leio e dedicado a Isa, minha amiga viciada, que sempre pede pra que eu escreva mais quando comenta meus contos. Eu não sei quando eu vou postar ele (porque como eu disse no twitter, sempre que eu tô escrevendo um conto, eu empaco em um ponto e só depois de um tempo, acho um final bom), mas eu espero conseguir postar antes do dia 16.
Eu sei o que vocês estão pensando "Nossa Giulia, como você consegue escrever tanto?" Então, eu também não sei. Escrever pra mim é tipo respirar, simplesmente sai. E a inspiração é tipo comer, simplesmente entra. Tá, parei com as analogias.
A última coisa, é sobre as minhas aulas de piano, que ainda não começaram e provavelmente só em abril. É que a minha mãe não vai receber salario esse mês por já ter recebido o terço de férias. Enfim, eu não ligo, porque como eu sempre digo, abril é o mês em que o ano começa de verdade, e a gente já tá num ritmo, então ótimo começar o piano nesse mês.
É isso. Até que eu tenho feito muita coisa.
Vou deixar sempre vocês atualizados.
Amo vocês.
G.

P.S.: Obrigada pelo feedback d'O dia em que o my melodie virou vlog. Vocês são demais.