A verdade sobre a sociedade virtual atual e não aquelas porcarias que a TV fala, por Giulia Santana

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Eu nem ia postar isso hoje, mas não consegui escrever a segunda parte da maratona de TOPs 7. Então tá aqui.
Então, sabe aquelas matérias dos jornais sobre os perigos da internet que todos nós que temos uma vida virtual complexa odiamos? Isso aqui é um post exatamente sobre os perigos, mas de outro jeito. Vou começar contando uma história ao estilo Catfish: 
Eu comecei a fazer amigas virtuais em 2008, quando entrei pro Baby V fórum (um fórum do VanessaHudgens.com.br para fãs da V). Na época, passavam avisos sobre os perigos da internet O TEMPO TODO e o povo tinha tanto medo, que nunca dava o nome real nesses fóruns. Na época, existia a elite, os normais e os excluídos e foi quando o termo "bff" começou a ser usado com mais frequência. Tinham festas em tópicos, todo mundo conhecia todo mundo e ninguém sabia o nome de ninguém e nem de onde era então a gente podia fazer e ser quem a gente quisesse e mesmo que fosse mentira ninguém ia julgar, porque todo mundo fazia isso. Sem riscos.
Um belo dia, a nova modinha era ter uma "gêmea", uma melhor amiga que tivesse muito à ver com você e a minha escolhida foi uma garota chamada Lara. Eu saí do fórum em dezembro de 2008, e ele foi deletado em 2009, mas até hoje, eu tenho contato com ela (no Skype, Facebook e Instagram), mas a gente quase nunca se fala (a última vez em que a gente conversou de verdade, foi o dia em que eu criei o blog). A gente conversava sobre tudo e dividiu muita coisa, mas eu nunca dei meu número de celular ou endereço pra ela, porque ainda existia esse meio.
Depois quando as redes sociais surgiram e eu criei meu primeiro twitter, eu fiz alguns colegas virtuais por assim dizer, mas nada durou. Só quando eu criei o twitter do blog e voltei de vez, é que eu finalmente consegui conhecer amizades que duram até hoje. E eu confio nas  minhas melhores amigas virtuais (incluindo minha melhor amiga mesmo) o suficiente pra acreditar que não são pedófilas, ou que estão me enganando como no Catfish (programa de TV baseado num documentário sobre como um cara se apaixonou por um perfil fake, mas após descobrir o que aconteceu, acabou se tornando amiga da dona do fake), mas eu conheço todas há mais de um ano, já falei por webcam um zilhão de vezes, e conheço elas mais do que elas mesmas (seriously). Agora eu nunca dividiria com pessoas que eu conheci ontem o que eu divido com elas.
Mas é o que as pessoas estão fazendo hoje em dia. Como a maioria das amizades virtuais tem se dispersado muito rápido (hoje você é bff, amanhã a pessoa esqueceu seu user), as pessoas acham que tem que adiantar o máximo possível da amizade. Em um dia só as pessoas já querem trocar telefone, endereço, chave do carro, morar junto, dividir mãe, namorado, absorvente, enfim, basicamente já querem trocar de alma com a pessoa que acabaram de conhecer. O caso é, só porque a internet não é TÃO perigosa quanto querem nos fazer acreditar, não quer dizer que você já tenha que ir se encontrar sozinha no matagal da esquina com alguém pra quem você disse "oi" ontem! E a pior parte é que as pessoas dizem "eu te amo" no segundo dia de conhecido e depois vem reclamar que nenhum "eu te amo" é real. FILHA DA MÃE, NÃO DÁ PRA AMAR ALGUÉM ASSIM!
Talvez (mas só talvez) eu estar aqui dizendo isso seja só ciúmes das minhas melhores amigas que fazem amizades novas muito rápido (sim, TODAS vocês), mas a questão é que, eu levei DEZ MESES pra pedir o número de telefone da minha melhor amiga. DEZ MESES. E até hoje que eu já saio pedindo sms pra todo mundo, eu tomo cuidado com as pessoas. O que eu quero dizer é: não confie totalmente na galera das redes sociais até você ter certa intimidade (DAQUELA QUE VOCÊ SÓ CONSEGUE DEPOIS DE ALGUNS MESES) com as pessoas em questão.
G.

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