Diário de Bordo 3 - Make It Magical - Parte 7: A última vez que você vai ouvir falar de Natal esse ano.

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Hohoho, bitches! Como tá todo mundo? Eu estou bem e tive um bom natal, apesar de, no exato momento em que estou escrevendo isso, estar frustrada comigo por ter esquecido que tinha um conto incompleto (que eu vou postar como post 250, ou seja, o próximo) na minha pasta "Contos" e ter passado a pasta para o outro computador e também estar frustrada com o blogger porque ele está um cocô no momento.
Então, basicamente, eu pra variar, atrasei esse post e agora vou postar dois posts em dois dias consecutivos (coisa que eu odeio mais que tudo, já que não dá tempo de deixar as pessoas lerem e comentarem, mas é necessário já que o post de terça-feira vai ser bem grandão).
Meu Natal esse ano quase não aconteceu. Primeiro, minha mãe doou as decorações de Natal daqui de casa ano passado e a gente ficou sem nada. Eu resolvi esse problema quase em cima da hora, montando minha linda árvore, dia 20.


Aqui está a minha linda árvore que eu ainda não acredito que fiz completamente sozinha. Minha mãe quis fazer alterações, mas a única que eu deixei foram essas bolinhas vermelhas, penduradas na corrente de anjinhos. Como eu disse na page, deu muito trabalho fazer essa árvore e eu acabei me cortando e machucando as costas, mas valeu a pena demaissssss! Todo mundo ficou comentando e querendo uma igual. Eu não tenho talento para desenho, artesanato ou escultura e raramente uma coisa que eu faço assim dá certo, e fala sério, árvore de livros é uma daquelas coisas que a gente vê no Pinterest e nunca que pessoas sem talento conseguem fazer coisas que encontram no Pinterest, MAS EU CONSEGUI E MINHA ÁRVORE FICOU PERFEITA. Basicamente zerei a vida depois dessa.
Além da crise da decoração, eu quase fiquei sem ceia. É que meu tio-avô-primo (*pausa* Por acaso alguém lembra da detalhada árvore genealógica da minha família carioca que eu expliquei no post de Natal do ano passado? Não né? Vou explicar de novo. Começando pela minha tia-avó que tem duas filhas, primas da minha mãe e minhas primas em segundo grau. Essa tia-avó é casada com o filho da prima da mãe dela - minha bisavó - que tem um filho que tem um filho de quase 3 anos e uma filha pra nascer, que não são nada meus. O irmão desse meu tio-avô/primo em sei lá qual grau tem um irmão que também é primo em sei-lá-qual-grau e tem dois filhos e duas meia-irmãs que também não tem parentesco nenhum com a gente, mas são da família porque são legais.) ia começar a trabalhar em São Paulo e não estaria aqui no Natal, nisso ninguém quis falar nada ou fazer nada. QUASE QUE EU DOU UM ATAQUE E MATO TODO MUNDO DESSA FAMÍLIA.
Quer dizer, é bem óbvio que eu sou a anti-social daqui. Grande parte do tempo, eu deteeeeeeeEEEEsto sair do meu computadorzinho lindo e das minhas histórias, mas Natal é Natal né gente (e eu sempre levo meu notebook ou meu celular pra ficar usando durante a ceia) e eu preciso pelo menos de comida típica de Natal ou eu sinto que meu ano está incompleto. Sem falar que todo mundo participou de pelo menos um Amigo Secreto e/ou confraternização esse ano. Minha irmã teve um na igreja e minha mãe um no trabalho. E eu que não participo de nenhuma organização? Ia ficar sem natal? DESNATALZADA???? (eu sempre exagero, desculpem).
De qualquer jeito, 5 dias antes do Natal minha tia que tem a casa grande, onde a gente faz a ceia (e que não é nada minha, na verdade) ligou pedindo para a gente ir na casa dela combinar o que faria no Natal. Respirando aliviada, vi todo mundo remarcando essa reunião para 2 dias antes da ceia de Natal (dia 22), ou seja, os acréscimos do segundo tempo e tirando total e completamente o Amigo Secreto da jogada e substituindo-o por brincadeiras. Considerando que pelo menos a festinha estava sendo organizada, eu aceitei isso tranquilamente, mesmo que isso significasse que eu só teria um presente de Natal de verdade (meu Destrua Este Diário, que eu já comecei a usar há um tempão).
Então, dia 24, com tudo pronto, levando duas panelas de arroz (branco e à grega) e uma de salada de lentilha lá fomos nós para a casa do meu tio (que é meu primo em 99º grau). Eu, vestida assim:



Sim, de vermelho e de gorro na cabeça. Eu sabia que ia ser zoada, MUITO ZOADA (porque minha família é super legal e tals), mas isso é divertido. É como eu disse na page do facebook, é a história da toca de vaquinha toda de novo. Eu gosto de me destacar em áreas onde eu não dou a mínima para o que as pessoas pensam (como minha aparência). A ideia do gorro era bem antiga e eu rodei o Rio de Janeiro todo pra achar um que fosse decente (tá exagerei, mas é mais difícil do que parece), e quando eu fui olhar o que devia usar no meu guarda-roupa meu vestido vermelho quase literalmente caiu na minha cara, então o apelido de "Mamãe Noel" da festa foi merecido. (Sempre que perguntavam cadê os presentes eu dizia "Não sei, também quero saber" e lançava um olhar bravo. Eu ainda quero presentes.).
Depois de um início completamente lixoso e entendiante (quem me viu xingando no twitter sabe), a festa foi seguindo da comida (eu só comi uma rabanada aquela noite e depois fiquei tipo uma maluca "EU ESQUECI A RABANADAAAA") para as brincadeiras (a gente fez um amigo malandro diferente: cada um recebeu um número, quando o seu chegasse você escolhia um brinde na mesa e se não gostasse podia trocar com uma das pessoas que já abriu e no final quem tava com o número um e pegou antes de todo mundo abrir - minha irmã - podia escolher entre todos os brindes já abertos. Depois jogamos Mega Senha - aquele jogo em que uma pessoa da dupla tem que acertar a palavra que o outro recebeu, através das dicas de uma palavra só que a outra pessoa dá dando - onde eu e minha mãe ficamos em segundo lugar. E no fim da festa, quem sobrou pegou um dos brindes da mesa. Depois de trocas e brincadeiras, eu acabei com um fone de ouvido - QUE JÁ DEU MAU CONTATO -, um kit com tesoura e estilete - que eu vou usar no meu Destrua Este Diário - uma caneta e uma flor de vidro que serve decoração pra mesa) e finalmente acabou mais de duas da manhã.
Ao contrário do ano passado, que eu enviei mensagens originais e únicas para todo mundo que eu tinha na lista de contatos e fui mais ignorada do que Testemunha de Jeová em dia de jogo do Brasil, esse ano eu só mandei Feliz Natal pra uma pessoa (que eu não conhecia ano passado e não podia pagar pelos erros dos outros) e só respondi quem me mandou. (E no total foram 7 mensagens de Feliz Natal! Bj, fãs). E também deixei uma mensagem para meus amigos do Facebook:

FELIZ NATAL PESSOAL! (Parei com essa de mandar uma mensagem pra cada pessoa e ser ignorada com sucesso) E LEMBREM-SE QUE OSTENTAR O PRESENTE QUE VOCÊ GANHOU NÃO TEM NADA A VER COM O ESPÍRITO DO NATAL!

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Em seguida, vem o lindo, maravilhoso, perfeito, dia 25, o verdadeiro DIA DE NATAL ou o DIA INTERNACIONAL DO ÓCIO. Eu dei esse apelido, porque é o dia em que ninguém faz nada além de comer e morfar no sofá. Sempre parece domingo e sempre é entediante igual a um domingo. Tá todo mundo cansado da festança na noite anterior, e todo mundo aproveita o resto da festança da noite anterior também. Eu quase morri de tédio esse dia, comecei a escrever esse post, mas cansei e não levantei a bunda do sofá também.
A noite, eu finalmente (FINALMENTE) terminei de ler Lasher (que final foi aquele?) vi o fim da maratona de The Big Bang Theory (melhor tradição de natal) e comecei a ler Eco, livro que eu já estou quase na metade e amando cada frase. Mas alguém tá lendo a Série The Soul Seekers? Porque eu preciso surtar com alguém.
Natal descrito, o post terminaria, exceto por um detalhe: meus presentes! Sim, eu vou ganhar presentes e tudo porque eu fui muito dramática. Deixa eu explicar: No dia 3 de dezembro, eu vi uma matéria dizendo que era a hora de parar de comprar livros. Eu olhei para a matéria, olhei para os meus livros, olhei para minha lista de "Desejados" no Skoob e disse "WHAAAAT????" e postei isso aqui no Facebook:

  • Eu sempre vejo as pessoas dizendo que compram mais livros do que conseguem ler, e agora saiu um artigo dizendo que é hora de parar de comprar livros. Então eu meio que tenho uma dúvida agora: eu sou a única pessoa que tem que ler livros mais de uma vez porque não tem dinheiro pra comprar os que quer? Porque eu literalmente li o mesmo livro 8 vezes por não ter nenhum novo. É, eu tenho uma lista de leitura enorme, mas é de livros que eu quero comprar, não de livros que eu tenho e não posso ler. E é por isso que eu sempre to pedindo livros de presente. E essa história de mais livros do que pode ler é relativa, porque uma hora você vai ler os livros. Se você tem 20 pra ler e pode comprar mais 20 ÓTIMO CARA, ÓTIMO, COMPRE, eu realmente queria ser você. O problema é você deixar de comprar comida ou outra coisa que é de necessidade básica pra comprar livros, ou qualquer outra coisa.

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Então começou a chover gente querendo me dar livros. Beleza, nem tanto, só 5 pessoas: minha tia, minha avó, meus meio-irmãos mais velhos e o filho do meu tio que não é nada meu. 5 livros pra quem tá pobre, é ótimo amigos, ótimo! 11, mais ainda. (Esse filho do meu tio, me deu 6 livros que ele tinha. São livros de auto ajuda e eu escolhi só os mais interessantes. É só pra ter alguma coisa pra ler, principalmente quando as aulas voltarem - começar minha reputação de "menina dos livros" na escola nova - e depois meus planos são trocar eles no sebo, por algum que eu queria muito). E eu vou ganhar esses livros de Natal, mesmo atrasado. Os da minha tia e da minha avó (True: A Verdade, da Hilary Duff *-* - último da trilogia yeas! - e um de Vampire Academy, que eu não lembro o nome) chegam semana que vem e os outros ainda não tem data, mas SE DEUS QUISER chegam até meu aniversário. Além disso, uma amiga prometeu me dar uns livros que eu queria ler e já estão com ela, mas como eles vem de Recife, eu não faço ideia de quando vem.
E é isso, como diz o título do post, essa é "A última vez que você vai ouvir falar de Natal esse ano", se Deus quiser, porque eu honestamente acho que esse papo de Natal, já cansou um pouco. Até porque o Natal chegou de uma forma completamente abrupta esse ano (essa palavra é engraçada, eu sempre lia ela tipo A-PI-BRU-TA, mas ABRU-PI-TA. Depois que eu descobri como se lê e se fala eu uso ela o tempo todo) e foi embora mais rápido ainda. Nem parece que só faz dois dias. (Mas mesmo dizendo isso, eu só vou desmontar minha linda árvore dia 6 de janeiro, que é o dia certo).

G.

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