Diário de Bordo 3 - Make it magical - Parte 9: Tá, janeiro não foi TÃO mal assim / Movies & Staff: Parte 3

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*voz do pernalonga* Oi pessoal! Pois é, eu resolvi postar alguma coisa em janeiro, só por desencargo de consciência. Isso aqui era para ter saído ontem (dia 30), porém, o destino - e o whatsapp - atrasou a coisa toda e saiu agora de madrugada. Apesar de todo meu esforço para postar isso logo (eu podia ter ido dormir né?) na verdade eu estou pra baixo porque eu sinto tanta falta de comentários. Eu sei que já que eu tinha sumido eu não podia reclamar tanto assim, mas agora que eu estou voltando, eu quero comentário. NÃO ME DEIXEM FALANDO SOZINHA, POR FAVOOOR.
Para não deixar janeiro quase sem post, eu resolvi chegar com uma espécie de "nova edição" do "Movies & Books & TV Shows & Fanfiction & Music", só que só sobre os filmes, as séries e os livros. Eu podia dizer que é porque como eu vi muita coisa boa no último mês e quero divulgar o bom trabalho dos outros, mas a verdade é que eu simplesmente PRECISO falar com alguém sobre o que eu vi/li, e meus amigos estão ocupados demais tendo uma vida social. (Fala sério que tipo de pessoa troca me ouvir falando horas sobre The White Queen por uma vida social? Preciso de amigos novos.).

Livros
Eu já li 7 livros esse ano! Estou no meio do 8º há um bom tempo, enrolando pra ler porque, PASMEM, eu achei o livro "muito sombrio". Não que agora eu não goste mais de livros assim (literatura gótica ainda é meu gênero preferido, hoje e sempre), mas eu simplesmente não estou no clima de ler um livro com uma personagem melancólica e onde todo ambiente é descrito como cheio de neblina e escuro. O livro em questão é Sussurro da Becca Fitzpatrick, e esses autores que tem todo esse talento pra livro gótico me irritam, porque até as cenas na biblioteca (O LUGAR MAIS FELIZ DO MUNDO) conseguem ser macabras. Eu tenho muita dificuldade em criar um ambiente que deixe os leitores arrepiados, e geralmente é sempre um lugar que já era macabro desde o início, tipo uma floresta, um cemitério, uma sala de aula....
Mesmo que eu não tenha terminado de ler esse livro ainda, eu comecei Diário de Um Banana: Casa dos Horrores do Jeff Kinney na terça e terminei na quinta. Eu meio que surrupiei o livro na casa da minha tia, durante a festa de despedida da minha prima (que foi para a Irlanda ontem) porque é isso que acontece quando eu deixo o celular em casa e vou para uma festa, eu roubo livros. Socializar não é uma opção.
Eu li Casa dos Horrores antes de sequer ter lido o primeiro Diário de Um Banana. Eu faço parte daquela pequena parcela da sociedade infanto-juvenil brasileira que não leu esses livros, porque, sério, TODA CRIANÇA QUE EU CONHEÇO já leu Diário de um Banana. Mas eu vi o primeiro filme, e sabia como as histórias eram, então não tem problema começar do meio. O enredo fofinho e engraçado cheio de histórias que começam, terminam e se entrelaçam (literalmente, uma coleção de crônicas, dã).
Antes de Sussurro, eu li dois livros - que eu orgulhosamente comprei junto com Sussurro, na Saraiva no dia 20. Eu fiz minha mãe e meu avô gastarem 96 reais (!!!!!!!!!!) comigo!! Eu não gasto tanto dinheiro de uma vez só em livros desde a Bienal de 2011, e na verdade eu acho que foi menos que isso. Mas eu acho muito injusto que 96 reais só dê pra comprar três livros, que eu são lidos em menos de duas semanas. 96 reais é a conta de luz  daqui de casa. - de uma vez só entre um dia e outro. Os livros foram As Feiticeiras de East End da Melissa DeLaCruz (o livro, ou a série de livros, no qual ou na qual, a série de TV norte-americana do canal Lifetime, Witches Of East End foi inspirada) e Asas da Aprilynne Pike. Eu li esses livros tão rápido que se eu não tivesse uma memória que diferenciasse uma história da outra - como minha mãe não tem - eu podia achar que foi um livro só.
As Feiticeiras de East End conta a história de deusas exiladas de seu universo que na terra se tornaram Feiticeiras imortais apesar de estarem sob uma proibição de fazer magia.
O livro é bem parecido com a série, mas algumas coisas são extremamente diferentes, como a inclusão bem mais direta dos deuses nórdicos e o aparecimento de vampiros. Não vou dar spoiler, mas eu adorei o livro de verdade. Só que: eu acho o preço de tabela dele (36 reais) absurdo pra um livro desse tamanho e que nem vende tanto assim. Sem falar que o livro é quase impossível de encontrar e quando encontrado fica na sessão infanto-juvenil (para menores de 18 anos), e bem, no livro a Freya é a deusa do amor, o que inclui sexo. Nem um pouquinho infanto-juvenil. A continuação está prevista para ser lançada em março *-*
Asas - primeiro livro da série Fadas, minha doce obsessão por mais de uma semana até eu perceber que fadas não podem comer batata frita - conta a história de uma garota de 15 anos que depois de ter que se mudar e, pela primeira vez na vida, estudar fora de casa e interagir com pessoas, descobre um caroço nas costas, que passa semanas crescendo até finalmente brotar, em forma de uma linda flor azul. 
O livro é a coisa mais doce, mais cute-cute, mais legal que eu já li na minha vida. De novo é aquela coisa de autores que simplesmente são feitos pra escrever sobre alguma coisa. A Laurel é a perfeita imagem de uma fada, mesmo antes das "asas" aparecerem. Como diria a Chelsea - outra personagem que eu queria ter como amiga - se tem uma pessoa que deveria ser uma fada essa é a Laurel. O livro ainda começa um triângulo amoroso, eu preciso de mais livros da série para ter certeza, mas particularmente eu prefiro o Tamani ao David. Eu acho que tem algo muito estranho naquele garoto.
Antes desses, eu li Poderosa 3 e Poderosa 4 da série Poderosa (NÃO ME DIGA): A menina que tinha o mundo na mão.
Os livros contam a história de Joana Dalva, uma menina de 13 anos, que passa por todas aquelas noias de novas adolescentes. Ela quer ser escritora, e depois de se autobocoitar em um trabalho de história, inventando um final feliz para uma das heroínas mais trágicas da história e sua quase-xará, Joana D'arc, acaba mudando a história do mundo e descobrindo que tudo - EU DISSE TUDO - que ela escreve se torna realidade.
O primeiro livro dessa série foi o primeiro livro que eu tive que não foi um paradidático que minha avó tinha sobrando e me deu. No natal de 2007, eu ganhei ele e A Princesa Apaixonada (sim, o livro três d'O Diário da Princesa, que eu li antes de ler o um e o dois - que hoje em dia eu tenho e já li) que foram comprados em um sebo em Salvador, baratinhos (eles começaram meu amor por sebos também, porque livro mais barato, deixa pobre feliz). Em 2011 eu dei o livro para a minha irmã, já que foi um dos únicos livros que ela conseguiu ler inteiro (minha irmã é um exemplo claro "brasileiros comuns" que leem dois livros por ano, e desistem de ler outros dois) e depois ela ganhou outros da série e eu continuei lendo com ela. A maior ironia do mundo, é que quando eu comecei a ler esses livros eu tinha 9 anos, então a personagem de 13 que queria menstruar logo e tinha um namorado, era um super exemplo pra mim. Agora que eu tenho quase 16, eu leio esses livros revoltada, porque a personagem mais nova que eu, tem uma vida muito mais agitada que a minha. (Tudo bem que ela tem super poderes, mas AINDA ASSIM NÉ).
Antes desses, eu li True, o último livro da trilogia Elixir da Hilary Duff.
No último livro, o Sage alma gêmea eterna de diversas vidas da personagem principal, Clea, entrou no corpo do Nico, namorado de Rayna - melhor amiga da Clea (e uma das minhas personagens preferidas de todos os tempos), mas o novo corpo está o rejeitando e todos os outros personagens vão ter que se virar nos 30 para que ele não enlouqueça e mate alguém... Que pode ser ele mesmo.
Eu tinha dito que ia ganhar esse livro de Natal e ganhei, junto com Último Sacrifício (último livro da série Academia de Vampiros, que eu nunca li e nem queria começar a ler tão cedo, mas agora vou ter que me virar). O livro tem dois pontos de vista: o da Rayna e o da Clea, e o início dele, é um grande "HÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ?" porque nem parece que os personagens são os mesmos. De verdade, eu detesto as edições e traduções da Editora iD, mas nem foi isso, e eu nem saberia dizer o que foi, só sei que algo me incomodava. Até o meio do livro, quando as coisas começaram a esquentar e o claro estilo de escrita "Duffnesco" aparece nas páginas prendendo a atenção até o final. O fim é mais ou menos surpreendente e mais ou menos decepcionante. Surpreende porque você não espera que um personagem consiga ser tão burro, tão cabeça dura e tão traidor, e decepciona porque no final o personagem é questão é perdoado, mesmo com o perigo de fazer a mesma burrice outra vez, já que a alma dele está destinada a fazer merda... Opa, isso é quase spoiler já.
E para fechar com chave de ouro, O PRIMEIRO LIVRO QUE EU LI ESSE ANO que na verdade eu já tinha começado a ler no ano passado. Eco! O livro dois da série The Soul Seekers (perceberam que eu estou lendo um monte de séries de livros? Aí depois levo minha mãe à falência ninguém sabe porque) da Alyson Noël é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito melhor que o primeiro e sem via de dúvida é o melhor livro que eu li esse ano. Ok, ainda é janeiro, mas eu tô afirmando isso com toda certeza absoluta: se não for o melhor livro que eu li em 2014, vai estar no top 5. 
A perfeitíssima Daire Santos, que recentemente descobriu ser uma Buscadora de Almas, agora tem que lidar com uma luta para tirar um monte de mortos-vivos e o irmão gêmeo malvado do seu namorado (ele é literalmente malvado, porque ele a alma dele só tem a parte ruim)  do mundo inferior, uma dimensão que se tirada de sua perfeita harmonia pode causar desastres de proporções gigantescas.
Esse livro também tem dois pontos de vista, da Daire e do Dace, a alma gêmea dela. Simplesmente não dá pra se apaixonar por esses dois e implorar aos céus que eles fiquem juntos logo. Eu não sei o que eu gostei mais no livro, mas eu arriscaria dizer que gostei de cada página, cada letra, cada cena... Só que eu sou suspeita pra falar já que eu sou muito fã da Alyson (e ainda tô pirando pelo fato de que outro livro único dela, Cruel Summer, vai chegar no Brasil em Fevereiro, com o título de Verão Cruel). O fim de Eco, foi surpreendente e deixou um monte de perguntas, mas o terceiro livro Mystic só chega no Brasil no fim do ano (com pré-estreia na Bienal do Livro de SP, SE DEUS QUISER), apesar de nos Estados Unidos, a série de livros já ter terminado com o lançamento do quarto livro, Horizon. Na verdade, a Alyson anunciou há pouco tempo o início de uma nova série de livros. Eu mal vejo a hora e tô torcendo para que uma editora rápida, legal e com bons preços compre os direitos dessa série no Brasil, porque com exceção da Intrínseca (que eu duvido muito que volte a publicar ela), todas as editoras que publicaram os livros dela me decepcionaram em algum ponto (tanto a Leya quanto a Novo Século demoraram demais na publicação de livros novos. Já a editora Record, nem fez nada mas eu não gosto muito deles).
Esse parágrafo é só pra ressaltar como eu, que quero ser escritora e nunca fui aceita por nenhuma editora (mas também nunca mandei um livro para nenhuma delas), acabo de criticar praticamente todas as editoras importantes desse país. Acho que só sobrou a Novo Conceito, a Arqueiro e a Rocco, sendo que a última é a editora que cobra mais caro nesse mundo. (65 reais em um livro de quase 40 anos? NÃO VAI ROLAR.). Mas eu só estou sendo sincera... Demais.

Séries
Não vou falar de todas as séries que eu vejo outra vez, porque nada mudou (mas eu sei que alguma coisa aconteceu), só quero falar de uma minissérie que eu vi nesse mês para me distrair um pouco e porque cada dia que se passa eu fico mais viciada em famílias reais europeias.
The White Queen, é uma minissérie histórica que a BBC lançou ano passado, baseada nos livros, The Women Of The Cousins War, The Red Queen, The White Queen e The Kingmaker's Daughter da autora Philippa Gregory (que também é produtora executiva da série), sobre a Guerra das Duas Rosas, ou a Guerra dos Primos, Que foi uma guerra entre herdeiros aparentes da coroa, duas dinastias (A Casa de Lancaster e a Casa de York) que começou quando a rainha tentou reinar no lugar do marido, que era visto como alguém mentalmente debilitado, mas não da pra ter certeza se era mesmo, porque as coisas naquela época eram confusas.
Apesar de eu achar essa guerra meio besta (tudo bem que teve até um motivo melhor para começar do que outras guerras, mas ela só se prolongou por 30 anos porque quando você tira um rei do trono, você abre espaço para que um monte de zé ninguém ficar maluco querendo poder) e ter algo sério contra os Tudors (O que foi? Desculpa se ao contrário do resto do mundo, eu não babo ovo pro Henrique (Henry) VII. Eu não vejo nada de sensual em um cara que teve 6 MULHERES. As duas únicas contribuições importantes para o mundo que vieram da família Tudor foram as rainhas: Mary e Elizabeth. Mesmo que existam boatos demais sobre a primeira, já que algumas pessoas não percebem que estava simplesmente tentando restabelecer tudo que o pai tirou dela quando ela era pequena) que ascenderam ao trono em nome da Casa de Lancaster, depois que o Henry VII venceu a guerra (Isso conta como spoiler? Porque é história e mesmo que não faça tanta diferença para o povo do Brasil, eu acho que todo mundo devia saber :3), eu realmente REALMENTE gostei dessa série.
Ao contrário das outras que ou se resumem em sexo (eu só consegui ver 20 minutos de The Tudors antes de desistir) ou são completamente irreais (Como Reign, que a cada episódio vira mais a história da Cinderella. Eu continuo amando, mas chegou a um ponto em que nada mais ali aconteceu de verdade e que os nomes dos personagens históricos estão sendo difamados. Além disso, eu descobri que tecnicamente, a Mary da série tem mesmo 16 anos - idade que a Mary da Escócia tinha no ano em que se passa Reign - tipo, eu tenho quase 16 anos e se vocês querem mesmo me convencer de que a Adelaide Kane é o tipo de pessoa que parece ter 16 anos, existem grandes chances de eu nunca mais me recuperar da depressão), The White Queen simplesmente tem tudo em dose certa, contando a história real, apenas com alguns detalhes modificados para aumentar o drama da trama (como, por exemplo, o fato de que o primeiro bebê da Isabel Neville, que morreu no navio, era uma menina e na série, era um menino, que ameaçaria a segurança do rei, que ainda não herdeiros masculinos, no trono, se não tivesse morrido), outros acrescentados com o mesmo propósito (como a Elizabeth Woodville sendo uma bruxa daquelas bem sérias) e outros omitidos por que não eram assim tão importantes (como a morte da Mary, segunda filha da Elizabeth e do Edward que lugar nenhum diz como morreu, só que morreu aos 14 anos).
A última coisa que The White Queen fez foi me decepcionar, exceto pelo fato de só ter 10 episódios. Como eu vou viver agora?

Filmes
É muito tarde, e me deu um branco completo sobre os filmes que eu vi esse mês, mas eu sei que nenhum deles está na lista. Eu dei uma enrolada e vi outros filmes, e comecei sem terminar Hotel Transilvânia e O Lado Bom da Vida. Mas já já eu dou um jeito nisso e vários títulos serão riscados da lista e resenhados. Enquanto isso, fiquem com um texto sobre o único filme que eu realmente queria falar:

Sábado, 25 de janeiro: Confissões de Adolescente
SIM, UM FILME NACIONAL!! Mas, em minha defesa, EU FUI FORÇADA!! Desde o ano passado, o pastor que é líder dos adolescentes lá da igreja tinha combinado que nós iriamos em grupo ver esse filme e depois discuti-lo em uma reunião, e como eu nunca socializo, minha mãe pediu pra eu ir. E não se diz não pra mãe a menos que seja algo MUITO ruim. Além do mais, eu amo cinema e filme é filme, mesmo que seja ruim é melhor do que ficar em casa me sentindo mal.
Mas, TALVEZ, eu tenha pagado um pouco a língua ao passar mais de um mês xingando o filme e dizendo o quanto eu ia odiar ele com toda força da minha massa encefálica pensante, não foi tão ruim assim e eu ri bastante, porque foi um filme zoavel.
Meu ódio inicial, se deve ao fato de só terem inventado de ver esse filme, porque todo mundo que vai falar a adolescentes (não falar com adolescentes, como em um diálogo, e sim, a adolescentes, como em uma palestra, culto, aula ou monólogo) acha que adolescentes resumem-se a hormônios de duas pernas que só pensam em sexo e drogas. É sempre a mesma coisa, "Não faça sexo" ou "Não faça sexo sem segurança", "Não use drogas", "Use camisinha", "Estude", "Respeite os pais", "Use pílula", "Não beba" e por mais que eu saiba que tem muita anta por aí que ainda não recebeu o recado com clareza, as pessoas tem que lembrar que a) adultos também passam por esses problemas e indecisões e b) ADOLESCENTE TAMBÉM É GENTE!!! EM CAPS!
Eu não consigo me lembrar da última vez que um adulto, que não seja a minha mãe, teve uma conversa normal e longa comigo. Algo que não envolvesse "namoradinhos", ou como eu tenho que me esforçar na escola, ou sexo, ou drogas, ou festas como se eu fosse esse tipo de pessoa. E não são só desconhecidos, ou líderes, são pessoas até mesmo da família, que não entendem que eu preciso de conselhos além dessas coisas. Todo mundo padroniza adolescentes como ETs sem noção que só sabem pensar nessas coisas e não é bem assim que funciona. A gente também quer ouvir perguntas como "Qual seu maior sonho? O que você tem feito por isso?", "Como anda a família? Tudo bem em casa?", "E a sua saúde? Tudo certinho?". E conversas podem começar como coisas mais simples do que um discurso como "Qual sua música preferida?", "Qual o último filme que você viu?", "Me conta a história daquele livro que você tá lendo". Adolescentes também pensam e também se importam com essas coisas, e minha dica nessa madrugada, para os adultos de plantão que não sabem como se aproximar dos adolescentes, é: É muito mais fácil, ganhar a confiança de alguém conversando sobre a música preferida dela, ou sobre o filme que passou na Sessão da Tarde do que já chegar dando conselhos sobre "como garotos podem te enganar nessa idade".
Mas voltando ao filme, ele foi baseado no diário de uma adolescente, então não tinha tanto essas coisas das quais eu ando reclamando, mas tinha outros problemas. Uma coisa muito importante sobre esse filme é que a classificação indicativa dele NÃÃÃÃÃO é 12 anos, como os cartazes berram por aí. De acordo com a lei, a classificação do filme é 16 anos, porque ele apresenta nu parcial, linguagem inapropriada e insinuação de sexo, que na verdade é uma cena de sexo inteira, mas como não mostra a genitália de ninguém, não pode ser considerado pornô +18.
A única adolescente da minha idade na história, era não só sexualmente ativa como ficou grávida no final. A mais nova que eu tinha um namorado e a mais velha tinha perdido o BV aos 12.  E quando as três fizeram um drama sobre mudar de BAIRRO quase que eu voo na tela do cinema e mato. O que eu vi foram 4 garotas de classe alta do Rio de Janeiro, reclamando das coisas mais sem noção do mundo.  Resumindo: eu não me identifiquei NADINHA com nenhuma das personagens. Eu tô cansada de ver adolescentes retratados como pessoas egoístas e que só tem problemas relacionados a seu próprio umbigo. 
Quer que eu cite as taxas de suicídio? De adolescentes que trabalham, garotas que foram agredidas e violentadas quando eram crianças? Todas tão adolescentes quanto as quatro garotas da Barra que não queriam ir para o Recreio (que pra quem não sabe é DO LADO e é um bairro tão rico quanto). Adolescentes que enfrentam problemas de adulto podem até ser a minoria, mas os números estão crescendo muito rápido e logo logo elas vão se tornar a maioria, principalmente se ninguém fizer nada.
E quando uma adolescente vai ver um filme que deveria ser sobre todo tipo de adolescentes, olha para os personagens e não se identifica, a insegurança toma conta de uma forma destruidora. Eu quero um filme de verdade, sobre adolescentes de verdade. Quero que alguém vá em uma escola pública, da Zona Oeste do Rio de Janeiro, da periferia de São Paulo, das favelas de Porto Alegre, do coração de Manaus e convidem a menina que tem as notas mais altas, a menina que tem o sonho mais impossível, a menina que se considera a mais infeliz do mundo, tenham uma longa conversa, peçam o diário dela emprestado e escrevam um livro. Olhem nos olhos delas, e digam a elas o quanto são maravilhosas, realizem um sonho, vejam suas reações e terão um enredo para um filme vencedor de um Oscar. Arranquem confissões reais, das adolescentes do Brasil e aí sim a gente vê um filme sobre adolescentes.
P.S.: Eu sei que o filme é de comédia e por isso eu disse que foi melhor do que eu pensava, mas ele deveria ser um pouco mais cuidadoso nesses aspectos. O livro é sobre o diário de UMA adolescente, e por isso devia se chamar Confissões de Uma Adolescente, e não ser tão generalizado.

Os 3 TOP 25

As 25 músicas mais tocadas do meu celular
01. Don't Wanna Dance Alone - Fifth Harmony
02. Leave My Heart Out Of This - Fifth Harmony
03. Better Together - Fifth Harmony
04. Undercover - Selena Gomez
05. Stars Dance - Selena Gomez
06. Disco Love - The Saturdays
07. Like a Champion - Selena Gomez
08. Save The Day - Selena Gomez
09. Slow Down - Selena Gomez
10. I Love It - Glee
11. Write Your Name - Selena Gomez
12. Come & Get It - Selena Gomez
13. Miss Movin' On - Fifth Harmony
14. Impossible - Fifth Harmony
15. Birthday - Selena Gomez
16. Who Are You - Fifth Harmony
17. Forget Forever - Selena Gomez
18. Red - Taylor Swift Pocket Rocket - Kimberly Cole
19. The Ballad Of Monalisa - Panic! At The Disco
20. Brave - Sara Bareilles
21. Me & My Girls - Fifth Harmony
22. Bad Word - Kimberly Cole
23. Blow Away - Carrie Underwood
24. Wake Me Up - Avicii
25. Mirrors - Boyce Avenue feat. Fifth Harmony

25 filmes que eu vi/verei nas férias
1. The Curse Of Styria
2. A Hospedeira
3. Em Chamas
4. Mar de Monstros
5. Drácula de Bram Stoker
6. Entrevista com o Vampiro
7. Deixe-me entrar
8. Thor - O mundo sombrio
9. A mentira
10. A noviça rebelde
11. Harry Potter e a Pedra Filosofal
12. Harry Potter e a Câmara Secreta
13. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
14. Harry Potter e o Cálice de Fogo
15. Harry Potter e a Ordem da Fênix
16. Harry Potter e o Enigma do Príncipe
17. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1
18. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
19. Mamma Mia!
20. Meu namorado é um zumbi
21. Não sei como ela consegue
22. O que esperar quando você está esperando
23. O lado bom da vida
24. Os Muppets
25. Hotal Transilvânia

25 livros que eu li/lerei/estou lendo nessas férias
1. Carmilla
2. Lasher
3. Taltos
4. As feiticeiras de East End
5. Eco
6. O silêncio das montanhas
7. Góticos
8. Góticos II
9. Feérica
10. A Seleção
11. A Elite
12. A Casa de Hades
13. Mais uma vez
14. Terra de Histórias: O feitiço do desejo
15. True
16. Emma
17. Anna Karenina
18. Entrevista com o Vampiro
{a partir daqui livros que estavam nas listas do ano passado e eu não cheguei a ler esse ano}
19. Uma Vida Sem Limites
20. Asas
21. Sussurro
22.Poderosa 3
23. Poderosa 4
24. Poderosa 5
25. Razão e Sensibilidade

O post ficou enorme e um pouquinho cansativo, desculpem por isso, mas eu não consigo ficar quieta quando estou falando de coisas que eu gosto muito, ou desprezo demais. 
Enfim, se você chegou até aqui: Obrigada, eu amo você de verdade, espero que eu tenha te feito rir e se sentir bem, mesmo que seja rir da cara de alguém que consegue falar tanta merda em um post só.

Agora eu preciso ir dormir.
Bom fim de noite.
Sua G.

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2 comentários

  1. Concordo.
    1º: Acho que por gostar tanto de ti, tu é uma das únicas amigas que eu tenho que pensam nos seus propósitos e percebem o mundo acontecendo ao seu redor. Eu nunca gostei de balada, pegação e só saber falar de meninos. Talvez eu uma garota de 15 anos estranha por me divertir bem mais indo numa peça de teatro ou saindo pra comer e conversar sobre livros ou música.

    2º: Ás vezes parece que as próprias garotas querem se espelhar ao que acontece no filme (ou nãos ei, não assisti ele sidjsaijd) e sei lá isso é meio chato.
    Espero não ter sido tão radical.

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    1. É, exatamente isso, as pessoas não querem mais ser diferentes umas das outras. Tipo, e dai se você não quer falar sobre meninos? Isso não te faz menos adolescente. Se fosse um adulto ninguém ligava, mas NÃÃÃÃO, adolescente só pode pensar sobre "aquilo". Todo mundo merece espaço pra fazer o que deixa a gente feliz e faz a gente ser quem a gente é. E é assim que os adolescentes de verdade são, diferentes, como qualquer pessoa normal.

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