29/06/2014

Não é que eu não goste de pessoas, mas.. Ah não, é, é isso mesmo

Não, eu não morri. Eu to de férias, viajando e tudo, mas esse também não é o motivo para eu ter sumido. A questão é que eu passei a metade da semana na pior TPM de todos os tempos. Três dias atrás eu tava tão nervosa que eu não consegui fazer nada. Sem falar que eu tenho sentido tanto calor no Rio de Janeiro (e não um calor normal, como no verão, mas um calor interno como uma espécie de febre zumbi) que não tem dado vontade de fazer nada além de deitar no chão e encarar o teto. É, não tem sido a melhor viagem das melhores férias de todos os tempos (mas não é a pior também).
Mas não é sobre isso que eu quero falar, e sim sobre minhas mais recentes experiências sociológicas. (Eu estou escrevendo isso na sexta [anteontem] [dia 27], enquanto termino a primeira temporada de Happy Endings, já que eu passei a tarde inteira vendo a primeira metade da segunda temporada de The Borgias, então se isso tudo não fizer o mínimo sentido [mesmo que eu tenha revisado tudo no sábado] [ontem] [dia 28] não se surpreenda).
Desde que eu voltei do acampamento para o qual (Eu tinha escrito só "que" no lugar desse "para o qual", mas eu to substituindo tudo para o máximo de palavras possível só para me preparar para o CampNaNoWriMo de julho [mais sobre isso depois]) eu fui na semana passada, eu tenho falado mais do que eu normalmente falo no meu Facebook pessoal (É tudo culpa de quem fica curtindo o que eu posto, porque eu já disse um milhão de vezes que não se pode me dar corda ou eu não calo a boca nunca. Vocês despertaram a maldição agora vão ter que aguentar) e ainda por cima sobre assuntos polêmicos, o que eu não faço com muita frequência. Mas eu tinha um motivo (além da TPM): eu estava confirmando que a minha opinião geral sobre as pessoas estava certa.
Tudo começou no acampamento. Como eu estava parcialmente privada de internet, eu só sabia escrever e ler. Sim, eu só fazia isso, porque é o que eu amo fazer e é o que eu sinto vontade de fazer e que eu preciso fazer porque eu tenho prazos a cumprir. (Ontem [dia 28] mesmo eu fui na casa do meu tio [que na verdade é cunhado da minha tia avó e meu primo em 6º grau, mas eu já expliquei isso antes] e tive que abandonar esse post e a segunda temporada de The Borgias para ficar fazendo NADA enquanto os adultos conversavam. Eu comecei a fuçar o jornal que estava na mesinha de centro até achar as palavras cruzadas. Em 40 minutos eu tinha acabado com todas as palavras cruzadas da casa. Tudo isso porque eu estava cheia de criatividade e sem lugar nenhum para extravasá-la!) Então basicamente eu enjoava rápido de quem tentava tirar o livro ou o notebook de mim e entrava em conversas superlegais com quem realmente tirava um tempo para perguntar sobre meu livro ou sobre o quê eu estava lendo. Não me julguem, quer dizer eu sei que amizade é uma via de mão dupla, logo eu deveria largar meu livro e ir conversar sobre um assunto que a outra pessoa gosta, e eu até queria tentar socializar (não queria não), mas o caso é que quando você é forçada a passar quatro dias com pessoas as vezes você é forçada a conhecer os defeitos delas antes mesmo de gostar das qualidades, e por isso mesmo eu já NÃO me identifiquei com muita gente ali (menos os que eram meus amigos antes que continuam sendo meus amigos porque eu já conhecia os defeitos da maioria deles).
Tudo começou no primeiro dia, antes do culto da noite (Eu já expliquei como esses acampamentos da igreja funcionam: devocional de manhã, e culto a noite, as vezes palestras, mas geralmente a tarde é sempre livre) (E não, esse não é um post sobre o acampamento. Ele foi MUITO bom por sinal, e eu só estou o citando agora para chegar ao meu ponto) quando eu estava deitada na minha cama  (A última do treliche, tipo lá embaixo quase no chão. Eu machuquei minhas costas saindo dali) tentando terminar de ler Insurgente quando duas meninas do outro quarto entraram e começaram a conversar com as meninas do meu quarto (Não que eu viva ouvindo as conversas dos outros, mas parece que as vezes as pessoas esquecem que quem está lendo ainda consegue ouvir. Minha mãe me disse que a mesma coisa acontecia com ela o tempo todo), aparentemente uma das meninas queria ficar com um dos garotos do acampamento. Esse não é o ponto do post porque ei, adolescentes são assim mesmo, nós podemos perfeitamente ficar falando sobre horas sobre alguém que achamos vagamente interessantes. A questão é que pelos três dias seguintes a garota só tinha esse assunto, e até mesmo começou a falar mal das outras garotas que ousavam chegar perto do garoto que ela queria. A mesma situação (garota A odeia garota B que fala com garoto que garota A gosta) se repetiu 3 VEZES, só pelo que eu ouvi, mas provavelmente aconteceu mais. Detalhe importante: nós estávamos em um acampamento de jovens e adolescentes da igreja, cujo tema (PELA 90ª VEZ DESDE 2011) estava diretamente relacionado a comunhão.
E esse é o ponto do post e a teoria que eu provei com as coisas que eu postei no Facebook recentemente: Nos últimos milhares de anos, as pessoas foram programadas para se odiarem. É sério, pensem em quão fácil as pessoas odeiam outras que: a) gostem/tenham coisas que elas desejam, b) discordem do que elas acreditam, c) tenham opiniões divergentes das dela sobre o mesmo assunto, d) elas considerem "melhores" sob algum aspecto e etc. Pensem em quantas chances de boas amizades e até amores verdadeiros são perdidos porque duas pessoas não conseguem se suportar por motivos idiotas e completamente mesquinhos? Não to dizendo que eu sou uma santa que ama todos. Até porque eu acho muito mais fácil não gostar de alguém do que amar alguém de verdade. Amor é um sentimento complexo que depende de muitas coisas algumas além do nosso controle. Já o ódio...
É fácil até demais odiar alguém. Todo muito tem defeitos, todo mundo comete erros. O ódio pode ser desencadeado por qualquer deslize que a pessoa sequer tenha percebido que cometeu. Pergunte porque alguém ama alguém e provavelmente vão dizer que quem sabe a resposta para essa pergunta não ama de verdade. Pegunte porque alguém odeia alguém e senta que lá vem história.
Vou provar minha teoria de que na verdade é esperado que nós nos odiemos uns aos outros, a partir do que eu tenho postado recentemente.

Eu sei que, mesmo em 2014, o racismo ainda é uma coisa séria e frequente, mas quando eu vejo as pessoas maravilhadas por ver alguém tratando um negro com educação (como se houvesse qualquer outra forma aceitável de se tratar um ser humano) ou com admiração eu me pergunto se isso não estamos forçando o racismo para um lugar onde ele não existia.

Esse post teve algumas várias curtidas e alguns comentários aprovadores, então eu estou considerando que ele está certo. É esperado que nós odiemos pessoas com uma cor diferente da nossa, então mesmo em um século em que a igualdade é louvada, as pessoas continuam se surpreendendo quando o racismo não acontece.

"O problema do Brasil é você que não discute sobre política" OPA, me mostra uma discussão sobre política que tenha produzido um resultado útil para o futuro do Brasil que aí a gente pode conversar. Tudo que eu vejo é gente chamando um ao outro de alienado (já disse que odeio essa palavra hoje?) em discussões que duram dias e não levam a lugar nenhum.

O problema do Brasil é você que acha que o país tem que ser do jeito que VOCÊ quer, sem levar em consideração os outros 199.999.999 habitantes.
Por mais que eu não quisesse trazer esse post a tona outra vez, aqui estou eu, fazendo-o. A reação a esse post não foi nada surpreendente: as pessoas começaram a falar sobre como discutir política é importante para o futuro e como eles são mais inteligentes do que eu por serem anti-alienação e etc. Deixa eu me explicar (porque eu sempre tenho que fazer isso?): não é que eu odeie política, eu odeio a forma como as pessoas lidam com política. Eu apoio conversas sobre o assunto: debates onde duas pessoas expõem sua opinião sobre o assunto e muito de útil é tirado da conversa. Mas discussões não. Discussões só fazem sentido quando envolvem pelo menos uma pessoa razoável o suficiente para admitir que a outra pessoa tem pelo menos uma parte da razão. E política (assim como amor e religião) é um dos assuntos nos quais ninguém quer abrir mão de coisa nenhuma.
Eu detesto em especial a forma como amigos, colegas e até gente da mesma família (inclusive da minha própria) passa O TEMPO TODO ridicularizando-se uns aos outros, chamando quem eles deveriam considerar grandemente burros, idiotas, ignorantes porque aparentemente depreciar o outro é a melhor forma prova que sua opinião está certa. Ainda por cima eu ouvi que tudo que essas criaturas querem é levar os outros a um consenso que traga o melhor ao Brasil. Se você acha que todo mundo é burro, desinformado, idiota você não acha que o único consenso ao qual essas pessoas conseguiriam chegar seria burro, desinformado, idiota? Se não existe o mínimo de consideração pela outra pessoa, ninguém vai chegar a lugar melhor nenhum.

Essa é a parte em que você pergunta: "A que conclusão você chega com isso?" ou "Qual a lição de moral desse post?" e a resposta é: nenhuma (Porque vocês acham que eu tirem 420 na redação do ENEM? Zerei a competência que pedia uma solução para o problema). Eu só queria demonstrar para vocês que as pessoas foram programadas para se odiarem e esse é um dos muitos motivos pelos quais eu prefiro livros.

G.

90% desse post foram parênteses com assuntos aleatórios.
5% realmente falando sobre pessoas.
e 5% coisas sem sentido.
Se você leu até o final, merece um:

18/06/2014

Diário artístico: Querida futura Giulia

Bem-vindos ao post que é um presente pelas 100 curtidas na página nova. 119 na verdade.
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Não faz muito tempo eu recebi um e-mail do NaNoWriMo falando sobre a campanha Stories Of Tomorrow para angariar fundos para relançar o site oficial do Young Writers Program um programa da organização do NaNo que apoia e agencia crianças e adolescentes que são ou pretendem ser escritores (Porque não tem nada do tipo no Brasil mesmo? Ou não tem ainda? Vocês lembram do Make Some Noise, um projeto que eu criei no ano passado para incentivar talentos artísticos? O projeto acabou morrendo, mas eu disse no início do ano que tentaria trazer ele de volta com um novo nome, e ainda não desisti dessa ideia. Só não tenho tido muito tempo. Quem sabe quando MUV estiver publicado ou quando eu pegar meu certificado de conclusão do Ensino Médio?).
A campanha dura até o alvo (50 mil dólares) ser alcançado. Ontem (dia 17) com o "Epic Giving Day" um dia inteiro para arrecadar doações, cerca de 73% do valor foi alcançado. O autor Scot Westerfeld (da série Feios) que inclusive vai lançar um livro com o NaNoWriMo como tema, doou 10 mil dólares assim que as doações de ontem atingiram 10 mil dólares, dobrando tudo que foi doado.
Ainda faltam cerca de 13 mil dólares para o valor alvo. Eu  (ainda) não tenho cartão de crédito internacional então não posso ajudar, mas se alguém aí quiser e puder pode doar qualquer valor a partir de 10 dólares nesse site! É muito importante gente. Eu posso dizer que sinto na pele o que é ter sua escrita levada como brincadeira por adultos, é muito importante ter qualquer tipo de apoio e um apoio como o Young Writers Program, pode até mesmo salvar algumas vidas.
De qualquer forma, durante a campanha, a organização divulgou um desafio que foi oferecido aos participantes do programa (no caso as crianças e adolescentes escritores): escrever uma carta para o seu eu do futuro, aconselhando, descrevendo seus medos e esperanças sobre a futura carreira.
Eu achei isso muito maneiro. E estou (sou?) tão desesperada por qualquer coisa que me incentive a escrever e que me tire da rotina, que eu pensei "ei, porque não fazer isso também?". Além do mais, eu adoro essas coisas de escrever ou guardar lembranças para serem checadas pelo meu futuro eu. Eu acho absurda a capacidade das pessoas de mudar, e de esquecer como é estar na pele de alguém mais jovem. Eu definitivamente não quero esquecer quem eu sou hoje. Eu quero no futuro, poder olhar lembranças, textos e saber como eu me sentia, usando meu passado para tomar decisões. Por isso eu achei superimportante participar disso, afinal, mesmo não fazendo parte do Young Writers Program, eu sou uma jovem escritor, com uma longa carreira pela frente (se Deus quiser). Escrevi uma carta para eu mesma com 32 anos (que é o dobro da idade que eu tenho agora).

Querida futura Giulia,
Você provavelmente é uma pessoa bem diferente da Giulia que eu conheço. Provavelmente é mais madura, mais sábia. Você enfrentou coisas que eu ainda nem faço ideia de como vão ser e é bem certo que tenha errado várias vezes antes de aceitar a verdade óbvia que só você não queria ver. Se tem uma coisa que eu sei é que você é teimosa, sempre foi sempre vai ser.
Se Deus quiser você também é tudo que eu desejo ser. Confiante, altruísta, bem-sucedida, rica (pelo menos o suficiente para ter aquele apartamento em NY e ter conhecido pelo menos a metade da Europa vai) e tem que ter publicado pelo menos umas 5 séries de livros, sem contar os livros únicos. Isso é quase uma ordem que eu, a enrolada Giulia de 16 anos que sequer terminou de revisar o primeiro livro, dou a você a maravilhosa Giulia de 32 que eu praticamente idolatro sem conhecer.
É claro que eu também escrevo isso tudo para acreditar que consigo, mas eu também sei que várias circunstâncias podem fazer com que essa vida dos meus sonhos não seja a vida que você tem. Você pode estar lendo essa carta com lágrimas nos olhos ao invés de um sorriso orgulhoso. Eu espero que não esteja desdenhando da minha cara. Mas caso você não escreva mais, ou tenha desistido de nossos maiores sonhos eu só quero que você se lembre de como é escrever agora.
Você se lembra daquela dorzinha no pulso depois de escrever durante uma tarde inteira? Das noites mal dormidas porque sua mente funcionava mais rápido que seu corpo? Lembra da sensação das teclas sobre os dedos a história aparecendo diante dos seus olhos? As longas conversas com personagens que literalmente poderiam durar dias? As 10 Posições Mais Estranhas e Desconfortáveis para Escrever? Todas essas coisas faziam escrever valer a pena porque fazia um bem danado.
Lembra aquela sensação na barriga quando você lia um elogio? Um comentário sequer em um conto seu? Você se lembra a alegria quando sua mãe leu um de seus contos e divulgou ele? Lembra como se sentia? Eu não sei as coisas que te levaram a se sentir como você se sente agora, mas a versão de 16 anos de você acha que escrever vale a pena demais para ser deixada de lado por qualquer motivo.
Talvez você tenha ouvido críticas? Lembre que arte tem que fazer as pessoas sentirem alguma coisa, qualquer coisa. A única pessoa que tem que amar sua escrita é você e eu tenho certeza de que você não é a única que ama. Um fã, um milhão, quem se importa? Se o que você escreve muda a vida de uma pessoa - mesmo que seja você mesma - é razão suficiente para ficar escrevendo. Não é sobre as pessoas que você deixa fascinada, é sobre as vidas que você salva. Não é sobre o amor que você recebe, é sobre o amor que você dá. É sobre a sua arte. E para isso essa arte precisa existe.
Para falar a verdade eu não sei o que está me levando a dizer isso tudo. Quer dizer, eu não posso ter certeza de como você se sente. Acho que eu provavelmente tenho medo de que alguma coisa aconteça que me faça desistir de escrever. Quer dizer, escrever faz parte de quem eu sou e eu tenho tanto medo de me perder. Eu só espero que agora você diga que nada disso se perdeu.

G.

12/06/2014

Copa vai ter, mas vai ter o quê mais?

Esse post tá superatrasado porque, tipo, a Copa vai começar em algumas horas, mas vocês realmente deviam agradecer aos céus e à Marcelha, que me lembrou postando um vídeo sobre o assunto ontem, porque senão esse post ia acabar nem saindo.
Como eu sempre faço antes de falar sobre qualquer assunto, eu tenho que me explicar: Primeiramente, eu não gosto de futebol. Por isso mesmo que não torço pra time nenhum. Mas como eu nasci nesse país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, eu sei sobre futebol o suficiente para sair do meu casulo natural de antisocialidade e torcer com a galera na Copa, com direito a ficar sem voz depois de um jogo com muitos gols. A verdade é que eu adoro a cultura do meu país. Ela faz parte da minha identidade, é um daqueles legados que eu disse que a gente recebe antes de nascer. É claro que prefiro vários outros aspectos da cultura nacional ao futebol, mas mesmo assim e mesmo amando muito meu país eu sou totalmente contra o tal do movimento "Não vai ter Copa".
Aaaaah, não me entendam mal, se 5 anos atrás quando foi anunciado que a Copa seria no Brasil, o povo tivesse pensado: "OPA, A GENTE NÃO QUER COPA A GENTE QUER SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA" aí eu teria concordado com esse movimento e provavelmente me jogaria nos protestos com a cara pintada e tudo. Mas naaaaaaah, tiveram mesmo que esperar todo dinheiro ser gasto/roubado para aí sim resolver que não queriam Copa? SÉRIO MESMO? Por mais que eu defenda a afirmação "O Brasil precisa de coisas muito mais importantes que a Copa", agora é tarde demais para ficar fazendo furdunço né?
E é por isso mesmo que eu defendo os protestos, greves e o caos, porém durante a Copa. No último mês o país inteiro tem vivido uma onda de greves que paralisou várias cidades importantes e fez com que jornais superimportantes no mundo inteiro, tipo o espanhol El País (o qual eu tenho acessado com uma frequência absurda já que daqui há 6 dias os novos rei e rainha de Espanha serão coroados e minha personalidade real favorita vai se tornar Princesa das Astúrias - mais sobre isso depois) tenham noticiado caos no país da Copa e até mesmo insinuado que o governo nacional vai tomar em relação aos vândalos, as mesmas atitudes que a polícia americana toma com terroristas. Vocês sabem o que faz um país ser um país? Reconhecimento internacional! Então eu pergunto: se os governantes já roubaram nossos impostos dizendo que usariam esse dinheiro na Copa, porque não usar a própria para a mostrar a verdade ao mundo?
Eu não estou me referindo a nenhum partido e nem ao governo para falar a verdade, porque foi o povo que colocou os governantes lá (aceitem que dói menos). Eu só estou realmente brava com o destino que essa coisa toda tem tomado. Vocês sabem que eu fiquei superfeliz quando os protestos começaram ano passado, até coloquei uma bandeira do Brasil no template do blog e ia participar da marcha do 1 milhão, mas como minha mãe ficou doente não deu. A ideia de destruir a estrutura do país e começar do zero, realmente me anima muito. Mas é claro que ninguém tem força de vontade para ir tão longe. Ninguém aceita que 514 anos de corrupção só se corrige com mais 514 de reforma. Porque, de verdade, me digam um ano desde a Descoberta que o Brasil não tenha sido roubado?? Não começou com o PT, não começou com o PMDB, não começou com a Ditadura. A corrupção do Brasil começou quando Pedro Álvares Cabral aportou em Porto Seguro, olhou para os índios e pensou "Nossa, que idiotas". Os brasileiros tem sido tratados como idiotas há mais de 500 anos. Não vai levar menos que isso para que se prove o contrário.
Eu queria pontuar também que não vai ser SÓ a base protestos (e muito menos de vandalismo) que a gente vai conseguir mudar alguma coisa aqui. Na verdade, protestos até são uma boa propaganda para o governo. Quer dizer, vocês acham que os deputados estão ligando MESMO para essa movimentação? Por favor, eles estão pouco se lixando para as condições do país, eles só não param de trabalhar porque a cada mandato cumprido a aposentadoria gigante deles cresce. Protestos mostram a liberdade e a prosperidade de um país. Você já ouviu falar de uma manifestação na China? De africanos indo pra rua reclamar de desigualdade? Talvez sim, mas esses movimentos não tiveram o mesmo impacto que os da Copa das Confederações no ano passado, porque eles são imediatamente barrados pelas autoridades. A liberdade de protestar é característica dos países desenvolvidos. Claro que houve represália, mas essa é outra característica. Se as pessoas conhecem seus direitos, isso mostra que existe educação e liberdade. O PIB do Brasil só tá que cresce, com atos como o Marco Civil só deixam o Brasil mais parecido com os Estados Unidos e que país - eu lhes pergunto, que país! - não quer ser visto lá fora como os Estados Unidos? RECONHECIMENTO INTERNACIONAL MEUS CAROS! Essa é a chave! O governo tá enviando para o mundo a impressão de que o Brasil é um país desenvolvido, somos nós que devemos mostrar que não é bem assim.
Sabe qual é o problema real do Brasil?? Tem sido repetido para nós que somos um bando de imbecis há tanto tempo, que até a gente mesmo acredita! Imagina só se ao invés de brigar sempre sobre quem é o "alienado" (EU ODEIO ESSA PALAVRA) da história todo mundo aceitasse que a gente tem apenas um objetivo - melhorar o país para todos e deixar de ser roubado como fomos desde 1500, beleza isso foram dois objetivos - e é por ele que devemos lutar? Mas nããããããooooo, o que todo mundo quer é se fazer de coitadinho e criar grupo no Facebook para reclamar do governo. Isso aí, o jeitinho brasileiro é se fazer de vítima e esperar que alguém acabe com os problemas! Querem que o país se resolva sozinho! 
E se ninguém fizer algo, e usar o próprio evento do governo para mostrar o que quer, ele não vai se resolver mesmo.
Sua, estressada, escritora,
G.

10/06/2014

Alma de cigana..

Então eu estou postando tão cedo porque eu escrevo de um quarto de hotel em Porto Seguro, começando 04h05 da madrugada, enquanto via A Vida Moderna de Rocko na NickNite (programação especial noturna da Nickelodeon que só passa programas que já acabaram), revisava MUV e lia dois dos meus blogs preferidos. Mas isso está totalmente OK porque eu resolvi há algumas horas que não vou dormir essa noite para a) não perder a hora de manhã e b) dormir no ônibus ao invés de ter uma crise de pânico por pura paranoia e vomitar no motorista, o que poderia acontecer totalmente. Como eu to morta de sono, isso também significa que eu já mandei três latas de refrigerante pra dentro e to cheia de azia até porque não só comi muito pouco hoje como faz muito tempo que comi alguma coisa que não fosse chocolate. É, qualquer um dos meus médicos vai me passar sermão se ler esse post.... Que aliás, é sobre o quê mesmo?
Comecemos do início: como eu fui parar em Porto Seguro pela primeira vez na vida. Vocês já sabiam que eu fui no Rio fazer a prova do vestibular da UERJ no domingo (E ao que tudo indica eu volto em Setembro. Consegui conceito C - 56% da prova - quando me disseram que para jornalismo só se passa com A - 70% da prova. Mas talvez não seja verdade, minha ex-professora de português era realmente o tipo de pessoa que gosta de destruir o sonho dos outros só porque os dela não se realizaram) e estaria voltando ontem, dia 9, para Vitória da Conquista onde resido no momento. Para essa viagem eu sempre pego a conexão da Azul que junta todo mundo em Belo Horizonte antes de nos dirigir para o destino final. 
O primeiro voo foi normal, tirando a parte em que a comissária de bordo ficou revoltada por eu ter pedido 3 Mixes de Castanha, Amendoim e Amêndoas e 3 Pacotes de Bala de Goma (eu paguei pela comida minha filha, e foi praticamente a única coisa que eu comi o dia todo já que eu acordei quase na hora de sair de casa pro aeroporto) e também foi totalmente grossa com o cara ao meu lado que era nada mais nada menos que um juiz de futebol da Costa Rica (raxitég Imagina Na Copa). Então eu pousei em Confins, fui recebida por um monte de repórteres (dizem que eles estavam ali pelas seleções do Uruguai e Argentina, but I know the truth) comprei um livro novo (O Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo) e esperei o segundo voo.
Esse aí até que foi beleza, tirando a parte em que eu não comi o suficiente, porque não pedi tudo que eu queria (acho que a aeromoça me traumatizou de alguma forma) e que quando a gente ia pousar o avião voltou a subir TOTALMENTE DO NADA. Eu tenho pânico de altura o que significa que mesmo que eu adore andar de avião se qualquer coisa der errado, eu surto. Quando o avião voltou a subir eu fiquei tão nervosa que entrei em negação. O treco tinha inclinado 75º e eu disse pra mim mesma que ele ainda tava descendo que a sensação do avião subindo era coisa da minha cabeça. Até o comandante dizer que ia dar a volta na cidade e entrar no aeroporto pelo outro lado porque tinha visibilidade melhor.
Quando o avião parou de subir eu olhei lá pra fora e tava tudo escuro, o que não faria diferença SE EU NÃO ESTIVESSE A SEI LÁ QUANTOS MIL PÉS DE ALTURA EM UM AVIÃO QUE SIMPLESMENTE NÃO QUERIA POUSAR! O piloto avisou que iria tentar pousar novamente e o avião se reclinou pra baixo. Quando as luzes laranja da cidade apareceram eu colei o rosto na janela e comecei a ofegar simplesmente porque eu tenho essa mania de ficar fascinada com coisas que eu já vi um milhão de vezes, como se fosse a primeira vez. O avião continuou a descida aumentando a velocidade. Eu vi o hotel enorme que fica na Juraci Magalhães e uma boate com luzes piscando, então vinha a Lagoa das Bateias, o aeroporto se aproximava cada vez mais... até o avião voltar a subir em um voo rasante e assustador.
Vários suspiros de frustração foram ouvidos à minha volta, mas eu ainda estava com a cara na janela e vi o que aconteceu: não dava pra ver o muro do aeroporto e não tinha luzes na pista. Isso mesmo que vocês leram, um aeroporto de uma cidade que leva aviões com 60 passageiros, inclusive a  noite: não-tem-luzes-na-pista. O avião subiu de novo, e em meio ao chororô de uma criança de colo que levou alguns passageiros aos nervos (Alô, uma criança de 6 meses não tem consciência do que está acontecendo! Se o ouvido dela começa a entupir e desentupir com a pressão, ela chora) o piloto anuncia que a visibilidade no Aeroporto Pedro Otacílio de Figueredo (quem foi esse cara anyway?) está terriblê e que ele vai esperar melhorar antes de pousar. Eu estava lendo Divergente, por isso fiquei totalmente de boas com a situação ao contrário de meus colegas de voo.
Quinze minutos e outra tentativa de pouso depois, a notícia é que se nós continuarmos esperando a visibilidade melhorar o combustível vai acabar o avião vai despencar lá de cima e vai todo mundo morrer, então o jeito é ir pro aeroporto mais próximo, o de Porto Seguro. Eu ouvi chiados, mas comecei a sorrir. A simples ideia de vir pra Porto pela primeira vez por um simples erro de percurso me deixou muito muuuuuuito feliz. O que provavelmente reafirma minha posição de pessoa mais estranha desse planeta.
Já que minha história chegou no momento atual (tirando a parte em que eu não expliquei que a equipe da Azul Linhas Aéreas em Porto Seguro nos deu duas opções: vir para o hotel e resolver o que fazer de manhã ou passar a noite toda na estrada e eu - dã - escolhi a primeira) eu vou - finalmente - explicar porque eu sou a única criatura desse mundo que fica feliz quando um desastre do tipo o seu aeroporto de destino ser fechado acontece.
Mamãe costumava dizer (e eu quero deixar claro que apesar de hoje fazer dois meses que ela se foi eu ainda não me sinto confortável em falar sobre ela no passado) que ela tinha alma de cigana. O que o fato de eu ter morado em 17 casas e 5 cidades nos últimos 16 anos comprova totalmente. E eu herdei essa característica dela, mas de uma forma diferente: eu detesto me mudar, gosto da ideia de ter uma residencia fixa, um lugar onde guardar minhas coisas e para onde fugir quando quiser um lugar seguro, mas, porém, todavia, no entanto, ENTRETANTO, eu adoro viajar.
Eu já falei disso antes, e todo mundo fica meio chocado com meus planos malucos de viagem, mas a verdade é que eu levo eles muito a sério. Eu realmente pretendo "morar um ano em cada capital européia, fazer missões em países do terceiro mundo, conhecer todas as cidades históricas do Brasil, passar férias em todas as ilhas da América Central, aprender a me comunicar em alguma linguagem nativa africana direto da fonte e escrever um livro em cada um desses lugares". E mais do que o destino final, eu amo a viagem em si também.
Ao contrário da maioria das pessoas, desde que eu saiba com antecedência o tempo que vou passar viajando, nada me irrita ou me cansa em relação a viagens, inclusive - ou principalmente - viagens longas. Eu gosto de curtir a paisagem a minha volta, de ter um tempo livre para organizar meus pensamentos, de colar o rosto na janela e imaginar o que está acontecendo nas casas que eu consigo ver. Quando eu viajo em terra, ler me deixa enjoada, mas no avião eu consigo relaxar com um bom livro também.
Outra coisa que eu amo em viajar são as salas de embarque de aeroportos. Tem lugar mais perfeito pra uma mente criativa observar pessoas do que uma sala de embarque de aeroporto? Tem todo tipo de pessoa lá dentro. De trabalhadores estressados a pessoas felizes de férias, de pessoas realizando sonhos até pessoas se despedindo de pessoas que ama e até o Michel Teló (que eu vi no aeroporto de Confins no último sábado). Numa sala de embarque você tem um livro inteiro bem diante dos seus olhos, só precisa passá-lo para o papel.
Acho que era só isso mesmo que eu queria dizer, dividir com o mundo meus problemas e amores. No momento eu estou com a janela do quarto (que dá para uma varanda totalmente linda) aberta vendo o sol terminar de nascer e ouvindo os passarinhos estão cantando. Essa foi a primeira noite na minha vida que eu consegui virar and I regret nothing. Então o meu aeroporto de destino fechou, mas eu acabei vindo parar no lugar onde o Brasil foi descoberto e estou aproveitando cada segundo disso porque eu realmente adoro viajar. Aprendam, a vida é uma viagem e se você não aproveitar todo o caminho, vai acabar percebendo tarde demais que o destino final é lugar nenhum.
Sua escritora preferida que definitivamente precisa de muito café esta manhã, 
G.

07/06/2014

Diário Artístico: A quantas anda Mais Uma Vez

Ok, então dois meses atrás eu disse que a ideia era que MUV estivesse pronto para ser enviado pro CreateSpace no dia 30 de maio. Não rolou. Eu não preciso explicitar os motivos pelos quais o atraso aconteceu (tipo, minha eminente mudança de volta para a Bahia, o falecimento da minha mãe, o vestibular.. ok, isso foi explicitar), masssss como o Felipe pediu há umas semanas que eu fizesse um post contando como anda a revisão do livro, eu me dei conta de que eu tinha dito que ia postar Diários Artísticos conforme a revisão fosse andando e não tinha postado nenhuzinho.
No momento, a revisão tá congelada. Na verdade eu não reviso direito desde o dia 16/05 ou seja, faz uns bons 22 dias que eu não paro pra revisar o livro. O motivo é que a escola tava me deixando completamente louca. Juro por Deus, teve um trabalho que eu terminei essa semana que me tirou do sério. Era para fazer uma revista sobre a Ditadura e eu, que ia só escrever um texto, acabei me envolvendo com a diagramação, resultado: perdi três dias seguidos. Eu passava a tarde na escola, aí levava trabalho pra casa e ficava fazendo até desabar de sono, perdia aula pra poder terminar o trabalho da noite e voltava pra escola a tarde. Eu tinha começado a semana com listas de exercícios enormes para fazer, valendo um ponto cada um e acabei desistindo deles porque esse trabalho valia 4,0 em todas as matérias menos física e biologia. Eu deveria estar na escola agora, mas amanhã é o vestibular da UERJ, então eu estou indo pro Rio agora mesmo (esse post começou a ser escrito ontem na escola e está sendo terminado diretamente do Aeroporto de Confins, Minas Gerais) e essa semana ainda é a semana de simulados, então possivelmente eu só vou pegar o livro pra revisar nas férias - que começam na próxima quinta.
Meu processo de revisão é bem complexo. Eu dividi os acontecimentos do livro pelos capítulos e estou passando eles aos poucos de um arquivo para o outro. Conforme eu faço isso, eu vou mudando alguma coisas que eu acho que não se encaixam o livro. Quando a história estiver no arquivo novo, posicionada de forma cronológica e lógica eu vou reler o livro inteiro várias vezes. Enquanto releio, eu naturalmente vou mudando umas outras coisas e por isso vou continuar relendo até não querer mudar mais nada. Quando eu não quiser mudar mais nada, eu declaro o livro como pronto. Em relação a correção ortográfica, meu tio enviou um e-mail para um professor amigo dele que já revisou livros antes e por não me conhecer vai ser totalmente imparcial na hora de revisar e corrigir as gafes. Eu não queria passar o livro para outra pessoa antes da publicação, mas sei que ele é de confiança e eu preciso que alguém corrija nem que seja só a pontuação. Levando tudo isso em conta, eu diria que mais ou menos 7,5% do livro está pronto. É um número bem baixo, eu sei e posso sentir vocês me xingando, e também pode parecer que todo esse processo é muito demorado, mas na verdade não é tanto. Depende muito do tempo que eu disponho, do meu nível de inspiração, da coragem que eu tenho. Eu sou o tipo de pessoa que funciona bem melhor sobre pressão. Tipo, se o livro precisar ser entregue daqui a uma semana, eu provavelmente vou enrolar a semana inteira e fazer tudo na última noite. Sério, no último dia de NaNoWriMo eu escrevi mais de 6 mil palavras. O QUE EU QUERO DIZER é que eu garanto o prazo de publicar ele antes da Bienal. (E mais, garanto os capítulos de As Crônicas de Kat. Eu vou trabalhar feito uma louca, mas eu to precisando escrever muito, de verdade).
Acho que era só isso que eu tinha de novidade. Como faltam 22 minutos pra começar meu embarque pro Rio eu vou fazer minha boa ação do dia e terminar a página de SIDO (lá em cima) para vocês e colocar as novidades lá.
G.

P.S.: Eu não disse no último post, mas vocês vão poder acompanhar o andamento da minha Lista de Inverno na página Extras.

02/06/2014

Lista de Inverno

Luzes abaixam, gelo seco sobe, a expectativa na plateia é tão intensa pode ser quebrada com uma faca, entra o Imagine Dragons cantando Radioactive... Tá legal, isso já tá ficando repetitivo. BEM VINDOS A UMA NOVA ERA! Do blog no caso. Ok, ok, primeiro as primeiras coisas: nem tudo citado aqui já tá pronto no momento em que esse post for postado, mas eu juro por tudo que há de mais sagrado que eu vou ficar terminando enquanto vocês leem isso e depois. Eu preciso terminar tudo que eu tenho pra fazer essa semana para ficar livre para meu "Mais Uma Vez" e... ah, eu vou falar sobre isso depois.
Como vocês podem ver à sua direita>>>>>>>> eu separei as fases do blog em "eras" termo cujo significado literal é "período de tempo significativo". Eu gosto desse termo porque todas as fases do blog foram significativas e cada mudança de nome veio trazendo uma nova fase de mim. Não dá pra chamar o blog de um nome só, pra mim é sempre "o blog", ou "meu blog". "Quebrei a máquina de escrever" é uma nova era do blog, provavelmente não a última, mas a que mais me define nesse momento.
Dramas de lado, é hora de apresentar as novidades. Como vocês podem ver tem duas páginas novas aqui em cima ^^ "A máquina quebrada" com o histórico do blog e "Arte" com links diretos para os contos e poemas do blog. Além disso, as páginas "As Crônicas de Kat" e "Sociedade Inglesa de Oposição" foram atualizadas com informações - incluindo datas - sobre as duas sagas: tanto a online quanto a que vai ser publicada fisicamente em muito breve (além disso, essa semana eu vou postar o Diário Artístico que eu devia ter postado semana passada, mas acabou bugando, falando sobre a quantas anda Mais Uma Vez), enquanto a "Seja Parceiro" agora tem reviews dos parceiros (SIIIIM, PROPAGANDA DUPLA e isso é só uma das vantagens de ser parceiro, confira mais clicando no link ali em cima) além do gadget aqui do lado. E falando em gadget, agora os posts estão mais organizados, em Eras, Colunas, Especiais, Antigos e Informativos tudo para seu melhor aproveitamento desta página da web.
E também tem a novidade mais óbvia que é a nova página do Facebook. É claro que muitos devem estar se perguntando (até parece): "Mas Giulia, deletar a página com quase 300 curtidas e começar uma nova do zero?" A razão é que eu meio que quero desassociar o blog à página, não, não é bem isso é que eu não quero uma página SÓ pro blog. Quero um lugar mais amplo, onde eu não viva a base de propaganda do blog. Por isso também eu transformei Twitter e Instagram em redes pessoais, mesmo que na prática não faça diferença nenhuma porque eu vou continuar fazendo propaganda lá. A like box da page aqui do lado é só temporária, até eu conseguir mais ou menos o mesmo número de curtidores da antiga. Para quem já recebeu o convite oficial para curtir a página e ainda não curtiu eu gostaria de avisar que eu já pedi a minha amiga SAMARA pra te fazer uma visitinha em exatos 7 DIAS se você não voltar lá e curtir aquela MALDIÇÃO agora mesmo (ou curtir clicando aqui do lado).
Tudo isso tendo sido dito, vamos ao post que eu escolhi para ser o primeiro da nova era. Como estamos começando um novo mês (ok, isso faria mais sentido se eu tivesse conseguido postar ontem, mas não deu porque eu estava cheia de preguiça e realmente cansei de levar bronca dos meus avós. ou talvez não), um mês que vai ser cheio das treta (mais sobre isso em outro post), mês de férias, mês de inverno...Opa, sim, inverno é igual a Especial de Inverno! Verdade que a maioria dos meus leitores é recente, mas os mais antigos provavelmente reviraram os olhos agora. Isso porque nos últimos anos "Especial de Inverno" foi sinônimo de "Giulia sumindo por três meses inteiros e postando o que disse que ia postar entre outubro de dezembro". E é por isso aí mesmo que eu não vou prometer postar nada, a menos que eu me sinta realmente inspirada.
O que eu fiz/vou fazer é uma lista de séries que eu planejo assistir e livros que eu planejo ler durante este inverno. E com "inverno" eu quero dizer os meses de junho, julho, agosto e setembro. Eu sempre contei inverno de 23 de junho a 23 de setembro, mas como esses planos não são nem de longe a minha prioridade, até porque eu vou estar terminando o meu livro no meio desse período, eu vou começar mais cedo e terminar mais tarde.
Como vocês sabem, entre maio e setembro (que marca as férias de verão nos EUA) a maioria das séries de TV entram em hiatus. Bem, eu tenho uma conta no BancoDeSéries que me permite organizar as que eu vejo e as que eu quero ver.  Das 14 que eu vejo 9 estão em hiatus até setembro, 2 vão entrar em hiatus em breve (Faking It e Game Of Thrones), 2 vão acabar em breve (Believe e Drop Dead Diva *chora um rio*) e 1 volta logo logo (Witches Of East End). Com isso em mente, nesses quatro meses, eu planejo ver 7 séries novas entre ativas e finalizada (além de estar revendo Gossip Girl aos domingos). Vou começar pelas finalizadas, e lá pro final ver todos os capítulos das ativas para acompanhar a nova temporada de cada uma a partir da Fall Season. As séries escolhidas são:

The Borgias
The Tudors
Happy Endings
Sex and The City
Melissa & Joey
Nashville
Devious Maids

Em relação aos livros, eu terminei maio com 30 livros na minha lista de livros lidos no ano (é, esse ano eu to listando todos. Em 2013 eu disse que ia fazer a mesma coisa, não rolou) e eu acho esse número muito pequeno, e quando eu entrar de férias vou ler ainda menos, porque sem aula eu não tenho tanto tempo livre assim (notou o paradoxo?)). De qualquer jeito quando eu terminar meu livro, pretendo embarcar algumas maratonas literárias e para todo esse tempo eu separei uma listinha de livros que pretendo ler até setembro:

Divergente
Insurgente
Convergente
O silêncio das montanhas
Taltos
O beijo da serpente
Extras
Crescendo
Encantos
A Outra Rainha
O bobo da rainha
O amante da virgem
Entrevista com o Vampiro
Rainha dos Condenados
A seleção
Diário de um Banana: Rodrik é o cara
Diário de um Banana: Dias de cão
Diário de um Banana: A gota d'água
Diário de um Banana: A verdade nua e crua
Ratobúrguer
O Diário de Carson Phillips
Frankenstein
A menina que roubava livros

Bem, era só isso mesmo. Espero que vocês tenham curtido o novo blog. Adoro vocês!
G.