24/03/2015

Diário Artístico: Métodos procrastinatórios

Olááááá!! Oi internet! Eu sei que faz 12 dias desde o último post e eu não posso chegar aqui como se nada tivesse acontecido, mas eu juro que mil tretas aconteceram e que não foi apenas minha procrastinação e cara de pau que fizeram com que eu demorasse tanto para postar. Era para ter existido um post na última sexta (20), sobre meu livro preferido (Carmilla) já que foi o dia em que fez dois anos que eu o li pela primeira vez. Só que justo nesse dia a internet aqui em casa passou por problemas sérios e eu passei o dia sem WiFi. Depois disso, eu desanimei totalmente em relação a continuar o post sobre Carmilla, já que a data comemorativa havia passado. Eu queria ter postado ontem, mas eu estava lindamente bloqueada e frustrada. Hoje eu jurei que terminaria o post, mas fiquei procrastinando e quando olhei o post, desanimei outra vez. Só que como eu tinha este post sobre procrastinação on hold, justamente para postar depois do post sobre Carmilla, eu pensei porque não postar agora? Eu planejo postar o de Carmilla depois, talvez esse fim de semana, mas por enquanto vamos escrever sobre o que eu tenho ideias.
Agora esse é um marcador que não é usado há algum tempo. Desde julho do ano passado para ser mais exata, quando eu contei sobre o Camp NaNoWriMo (aliás, tem edição do Camp agora em abril, escritores profissionais e amadores com tempo livre no mês que vem podem acessar o site oficial e descobrir sobre). O Diário Artístico é basicamente eu falando o que tenho feito ultimamente em relação a minha arte (o que, acho que todo mundo já percebeu, é a forma como eu me refiro as baboseiras que eu escrevo). Pois é, existem vários marcadores neste blog sobre escrever. Eu escrevo mais sobre escrever do que realmente escrevo.
DE QUALQUER FORMA, hoje eu vou falar sobre algo que eu fiz hoje, fiz ontem e com certeza farei amanhã: procrastinar. Procrastinar é a parte mais importante do meu processo de escrita. Aliás, não só de escrita. Eu procrastino para tudo. Tipo, literalmente tudo - até para comer e dormir. Até para procrastinar eu procrastino. Eu estou convencida de que eu preciso de pelo menos 2 horas de procrastinação para conseguir fazer qualquer coisa. E eu sei que isso é um hábito ruim e que eu não deveria ter vergonha de fazer isso, mas eu não consigo evitar. É apenas o meu jeito, é natural, é o que eu faço. E eu não consigo acreditar que existam seres vivos nesse universo que não procrastinem. Então se você, pessoa do outro lado da tela, não procrastina, por favor, apareça nos comentários para que nós possamos decidir que tipo de criatura sobrenatural você é.

Você não está mentindo para mim, está mentindo para si mesmo.
Como uma pessoa que passa 75% da vida procrastinando, eu não só percebi um método na minha procrastinação, como também criei um método para a minha procrastinação (abrindo parênteses para falar do meu blog de Metodologia Científica, trabalhinho que meu professor passou e que não é atualizado há um tempo PORQUE MEU PROFESSOR DESAPARECEU DA FACE DA TERRA, mas eu ainda vou ter que atualizar em algum momento porque ainda é um trabalho de faculdade e tals, então vocês podem ir ler o Há método em meu caos e deixar comentários também porque isso me dará créditos para com o professor se um dia ele aparecer para dar aula outra vez). Quer dizer, as melhores coisas que eu já fiz e ou descobri na minha vida foram feitas enquanto eu estava procrastinando. O que eu estava fazendo quando descobri MisterWives? Procrastinando. O que eu estava fazendo quando escrevi o capítulo um de As Crônicas de Kat? Procrastinando. Porque eu resolvi escrever esse post? Porque ele é uma forma de procrastinação para que eu não tenha que escrever o outro.
Eu também deixo determinadas coisas para fazer quando eu tiver que procrastinar. Exemplo: eu comprei um notebook novo há quase 3 semanas e ainda não arrumei minhas fotos aqui porque estou esperando ter alguma coisa importante para fazer tipo estudar para uma prova ou terminar de revisar o manuscrito do meu livro para sentir vontade de organizar minhas fotos. Meu guarda-roupa está esperando até sábado para ser arrumado porque eu tenho prova de filosofia na segunda e sábado é o dia em que eu "começarei a estudar". Semana passada eu precisava ler dois textos de 20 páginas para a aula de redação e tudo que eu tenho a dizer sobre é que minha mesinha de trabalho está em perfeita ordem. Vocês entendem como minha mente funciona agora?
O padrão está bem claro, agora vamos aos métodos. Existem, além dessa mania de arrumação, determinadas coisas que eu sempre faço quando estou procrastinando. Essas coisas eu chamo de meus métodos procrastinatórios porque são algo que eu sempre poderei fazer porque a forma como eu procrastino com elas são infindáveis e sempre estarão lá para mim, metodicamente quando eu precisar procrastinar só por procrastinar. Ficará claro enquanto eu for falando.

Eu postei isso há alguns dias no Facebook e é a mais pura verdade porque eu nunca tenho tempo para fazer nada já que estou sempre com tarefas acumuladas por estar procrastinando. Porém, por ter muitas tarefas, eu procrastino muito e é nesses momentos em que eu leio aquele texto que você, lindo amigo, pediu que eu lesse.
O método Obsessões
Meu primeiro post sobre obsessões se chama "Obsessões" ou "As diferentes formas que eu encontro para procrastinar, surtar e sofrer". E eu já disse que quando encontrei Misterwives, o tema do meu segundo post sobre obsessões, eu estava procrastinando então é bem óbvio como eu uso obsessões para procrastinar. Se eu ficar obcecada por alguma coisa eu vou usar pesquisar, surtar e sofrer sobre essa coisa como forma de procrastinação. É simples assim.

O método YouTube
Toda vez que eu entro no YouTube eu entro em um buraco negro. Porque não dá pra entrar naquele site para assistir só um vídeo. Não quando existem "Vídeos relacionados", "Vídeos sugeridos" e "Assista outra vez", TRÊS FERRAMENTAS DO MALIGNO para te fazer nunca mais sair desse site do capeta. Porque hey, o YouTube sugeriu que você assistisse novamente aquele vídeo que você a-do-ra daquele show do seu ídolo, e nos vídeos relacionados desse você encontrou um vídeo de outro show que você ainda não tinha visto, o que levou a sugestão de um clipe de uma banda que você ainda não conhecia e quando você percebe está no YouTube HÁ 4 MALDITAS HORAS. E a mesma coisa acontece com canais de vlogers. Porque o YouTube vive me sugerindo canais aleatórios que eu começo a ver e não paro mais. Eu tenho uma mania horrível de achar um vloger, assistir tantos vídeos dele que ele começa a perder a graça e mudar para outro vloger que o YouTube achou que eu ia gostar porque eu gosto dos vídeos do vloger anterior. E eu levo as sugestões do YouTube MUITO a sério.
Justamente por isso que eu tenho o YouTube como um método de procrastinação. Ele sempre está lá pra mim quando eu quero passar as 6 próximas horas fazendo qualquer coisa menos o que eu deveria estar fazendo. Eu passei a tarde de hoje inteira entre vídeos do show de Misterwives em Dallas e o vlog da IISuperwomanII porque é assim que se procrastina com talento.

O método Instagram
O método Instagram só existe por causa de uma outra mania minha que todo mundo conhece e 90% das pessoas acha estranho: stalkear. Eu poderia dar aulas sobre a arte de stalkear. E ao contrário do que muitos acreditam, o Instagram é uma das melhores redes sociais para descobrir fatos aleatórios sobre as pessoas. Além disso, stalkear no Instagram é viciante pra caramba por causa daquela leve sensação de perigo tipo "AI-MEU-DEUS-CUIDADO-PRA-NÃO-CURTIR-UMA-FOTO-DELE-DE-322-SEMANAS-ATRÁS". É emocionante.
No momento, eu sigo 479 pessoas no Instagram. Só 96 dessas pessoas são famosos. E eu sei coisas sobre o perfil de cada uma das pessoas que eu sigo. Se eu te sigo no Instagram eu tenho opiniões formadas sobre a vida que você anda vivendo. (Neste momento, várias pessoas me bloquearam no Instagram). E eu não tenho medo de admitir isso porque eu não me importo que uma pessoa resolva bancar o stalker comigo e fuce todas as minhas fotos. Na verdade, eu convido vocês a fazer isso: meu user é giuliasntana. E boa sorte, eu tenho 1575 fotos.
ANYWHO, meu vício (para não usar a palavra obsessão mais uma vez, já que ninguém aguenta mais me ouvir falar em obsessões) em stalkear garante que eu sempre tenha formas de procrastinar via Instagram. Se eu não quero fazer meu trabalho, talvez eu use o seu Instagram para isso. (E agora todo mundo fechou a aba de leitura e correu para checar as portas porque perceberam que a autora desse blog é pelo menos 50% psicopata).

O método Outras Redes Sociais
Eu estou usando apenas um tópico para me referir a todas as outras redes socias porque nelas eu faço exatamente a mesma coisa. Sabe quando você está no Facebook, Twitter ou Tumblr e fica simplesmente descendo seu Feed, Timeline ou Dashboard sem motivo nenhum? Quando aquilo é automático, mas vai tão longe que quando você vê simplesmente está vendo coisas de dezembro de 2013? Eu costumava a sempre ver a dash do Tumblr inteira, consumia os posts do meu feed do Facebook (isso antes das eleições de 2014, naturalmente) e olhava minha timeline até o computador travar. Agora eu não procrastino tão intensamente nisso, mas ainda faço, abrindo os apps do celular mesmo sem ter notificações, ou um bom motivo. Eu apenas pego meu celular, abro o Tumblr e lá se vai meia hora de suposta produtividade. O mesmo para o Twitter. Nem tanto para o Facebook porque ninguém em sã consciência fuça o Feed do Facebook hoje em dia, já que é completamente insuportável.

O método "conversar cozamigo"
Fato interessante sobre mim: eu não gosto de falar com mais de uma pessoa na internet ao mesmo tempo. Eu tenho problemas de concentração e falta de vontade de socializar. Eu posso passar 2 dias em uma mesma conversa com uma mesma pessoa via WhatsApp, mas se outra pessoa puxar papo eu vou ignorar as duas até uma das duas ficar offline ou então vou dar uma resposta que não faça muito sentido para as duas, porque eu não consigo prestar atenção em duas conversas ao mesmo tempo. Claro que isso não é válido se eu estiver procrastinando. Se eu estiver procrastinando é capaz de eu simplesmente chamar todos os meus contatos (eu só tenho 42 e já acho muito) e ainda falar em todos os grupos. Porque eu tenho coisas para fazer e não quero fazê-las então eu passarei tempo com vocês, meus amigos.
A coisa é tão feia que euzinha, que quando se trata de sair de casa sou basicamente um vampiro, nunca negarei uma saída se eu estiver procrastinando. Se eu tiver uma prova para estudar, ou um post para escrever e uma pessoa que eu não gosto me mandar uma mensagem tipo "Ei, vamos sair para comprar peixe" minha resposta provavelmente será não, porque eu não estou tão desesperada assim e eu tenho todos esses outros métodos procrastinatórios justamente para que eu não precise sair de casa para comprar peixe com alguém que eu não goste. Mas se uma amiga minha me chamar para comprar material escolar com ela e eu estiver procrastinando, pode ter certeza de que eu vou. Quer dizer, eu literalmente fiz isso mês passado.

O método brainstorming
Quando vocês acham que minhas melhores ideias vêm? Quando eu estou procrastinando (e quando eu estou tomando banho, mas isso não é relevante). E elas não vem em de uma em uma, elas vêm em milhares, por isso eu usei o termo brainstorming. E mesmo que ideias não sejam propositais, essa coisa do brainstorming acaba virando proposital porque eu estou tentando ter ideias para o trabalho que preciso fazer e acabo tendo ideias para todas as outras coisas, então eu incentivo essas ideias, anoto todas e é justamente por isso que eu já sei sobre o que serão os livros que eu escreverei no NaNoWriMo de 2015, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020, mas eu não faço a mínima ideia do que farei com o maldito artigo que preciso escrever para a aula de história cuja entrega é 12 de maio. Pois é!

Esses são meus métodos básicos de procrastinação e eu sei que muitos de vocês também tem seu próprio método e eu quero saber quais são porque nunca haverão formas demais para eu procrastinar. Amém? Amém, sistaaaaaahs.
G.

P.S.: Se você ainda tem algum respeito por mim após esse post, você provavelmente é como eu. Então *ABRAÇO COLETIVO*.

12/03/2015

Como nasce uma obsessão: MisterWives

Aviso: Este é um post enooorme escrito por uma fangirl adolescente sobre sua mais nova banda preferida. Se você não gosta de fangirls, música boa ou adolescentes é recomendado que você não o leia.
Aviso nº 2: A banda abaixo causa níveis incontroláveis de vício. Eu estou de boas em ser a culpada por levar esse vicio a mais pessoas.

¡¡Hola!! Eu não sei se alguém aqui se lembra dessa "coluna" (eu realmente deveria parar de chamar meus marcadores de colunas, mas não existe palavra para definir como esses posts são organizados, então é isso aí mesmo) do blog, a "Como nasce" (que já teve 2 posts, o último em 2013), onde eu explico o processo criativo das coisas que faço. Uma pessoa normal diria "obsessão não é arte para ter processo criativo", mas convenhamos, eu passo tanto tempo me dedicando a uma obsessão que para mim é uma arte. Além disso, é bom que as pessoas saibam como eu fico obcecada por algo para o caso delas tentarem impedir isso de acontecer de uma próxima vez.
Alguns meses atrás eu fiz um post sobre minhas obsessões explicando como é perfeitamente normal que eu e todos os adolescentes do universo tenhamos fases obsessivas onde ficamos falando ou fazendo apenas uma coisa. Mas mesmo isso sendo bem normal, minha mais nova obsessão musical é completamente diferente de todas as outras obsessões que eu tive. Ao ler isso provavelmente todos os meus amigos pensaram "é mesmo, você está 900% mais chata com essa obsessão do que geralmente é com as outras", o que é verdade, mas não é isso que eu quero dizer. Eu nunca, em todas as obsessões que já tive na vida, me senti do jeito que eu me sinto por MisterWives. E eu realmente espero que essa postagem consiga fazer todo mundo entender o porquê.

Tem pelo menos umas 10 tentativas de desenho desse logo no meu caderno. Nenhuma delas bem sucedida, como vocês podem imaginar. Eu também comprei um colar que tem como pingente 3 anéis levemente parecidos com esse, e estou usando todos os dias desde sábado. Ele representa a formação original da banda. Depois de saber disso: você quer mesmo continuar a ler este post?
Exatamente um mês atrás (sim, foi de propósito) eu estava procrastinando para caramba (e nem tenho vergonha de admitir isso, que absurdo) em relação a escrever este post aqui (que por sinal já estava atrasado), quando resolvi entrar no Vine (aquele aplicativo de vídeos de 6 segundos que eu acho que todo mundo sabe o que é e eu não sei porque estou explicando). Enquanto fuçando o perfil de uma das minhas viners preferidas eu reencontrei o vídeo abaixo:

Você precisa clicar no ícone de auto-falante para ouvir o vídeo.

Eu já havia assistido a esse vine algumas (várias) vezes e tinha uma vaga sensação de que já tinha ouvido a música em algum lugar. Eu sempre gostei do vídeo e já tinha pensado em procurar a música, mas sempre passava direto e provavelmente faria isso outra vez, se fosse qualquer outro momento exceto aquele. Naquela hora, com todo meu espírito procrastinatório e toda a minha preguiça de escrever incutidos em mim, eu resolvi procurar a música. Óbvio que deu merda.
Já que minha irmã fará 15 anos em maio deste ano, ela vive procurando músicas mais dançantes para colocar em uma festa hipotética (ela até agora não sabe se vai ter festa) e eu me lembro que a primeira impressão que eu tive de Reflections, ouvindo só o refrão, foi que a música provavelmente entraria para essa lista, uma música dançante, possivelmente eletrônica. Eu imaginava que seria algo no estilo Clarity (Zedd feat. Foxes). E foi por isso que eu fui surpreendida e me mantive presa ao clipe inteiro desde os primeiros acordes. A música era bem diferente do que eu esperava. E também totalmente incrível.


Ei, leitor desavisado que viu o clipe uma vez e já se sentiu meio apaixonado por qualquer um dos membros da banda: EU SEI COMO VOCÊ SE SENTE.

Eu meio que senti que estava ferrada. Não, eu não meio que senti, eu simplesmente sabia. Lembro (e posso provar já que minha irmã estava presente) que na terceira vez seguida em que eu assisti o clipe, eu apenas tirei os olhos do celular por um instante, fiz um som parecido com algo entre um bufo e um suspiro e disse "MERDA, eu consigo me sentir ficando obcecada por isso aqui". Então eu fui procurar a letra da música, porque se é para me viciar em alguma música, eu preciso saber a letra dela corretamente. No resto daquele dia, eu ouvi/assisti Reflections umas 50 vezes e inclusive postei no meu Facebook pessoal a seguinte frase que resume meus sentimentos pela música até hoje: "Sabe quando você ouve uma música e sente que só vai ouvir ela pelo resto da vida? Estou exatamente assim no momento."
No dia seguinte, uma sexta-feira 13, eu percebi que se eu queria me casar com a vocalista de uma banda (que foi, seus julgadores? vocês ouviram aquela voz???) eu pelo menos deveria saber mais de uma música deles. Aí eu fiz uma coisa que eu nunca faço. Tipo, nunca... mesmo. Mesmo, mesmo. Se vocês quiserem ter uma noção de como eu nunca faço isso, saibam que eu ainda não ouvi o Bangerz inteiro. Eu vivo dizendo para as pessoas que Panic! at the Disco é a banda que eu mais gosto de ouvir quando estou escrevendo, mas a verdade mesmo é que eu só sei duas músicas deles (e sim, são as mais populares). E ainda assim, apesar destes precedentes, e apesar de eu ser a pessoa mais poser que já pisou na face da terra (eu meio que já aceitei que eu sou poser de tudo que me considero fã... é tão mais fácil), lá estava eu, Giulia Santana, às 9h30 da manhã da sexta-feira de carnaval, ouvindo todas as músicas da banda MisterWives via Spotify. Eu quase sempre aprendo uma música de cada vez. Eu ouço uma, continuo ouvindo até meus ouvidos sangrarem e aí quando canso, mudo para uma nova. Quando eu ouço um CD inteiro eu me foco nas que mais gosto e só ouço elas por dias. Eu não ouço todas as músicas de uma banda de uma vez só, não é a forma como eu ajo musicalmente falando... E ainda assim era exatamente o que eu estava fazendo.
Eu estava muito animada em relação a isso tudo. Eu aprendi a cantar Coffins e Kings and Queens naquela tarde, Riptide (que é um cover) (mas eu não sabia na hora) (não me julguem) e No Need For Dreaming (que é do álbum que saiu 11 dias depois, mas já estava disponível em versão acústica naquele dia) da sessão que o Spotify fez com eles tiveram suas letras decoradas naquela noite (teoricamente, porque é basicamente impossível aprender a letra correta de uma música deles só de ouvido, você precisa ver a letra). Eu realmente não queria ouvir mais nada que não fosse o som deles (exceto pelo clipe novo da Taylor Swift, que saiu naquela manhã). Ainda assim, eu não disse uma palavra direta sobre eles na internet. Eu surtei muito no Twitter, mas não disse o nome da banda que estava causando aquilo até o fim da noite. A razão é que a sensação que eu tinha era que todo mundo conhecia a banda menos eu e para não soar muito burra, antes de sair dizendo para todo mundo que eu estava viciada nela, eu precisava pelo menos saber algumas coisas básicas. Então eu li a página deles na Wikipédia, achei o Twitter oficial e stalkeei até não poder mais. Isso meio que ferrou comigo um pouquinho mais profundamente. Primeiro, porque a história deles é daquelas extremamente legais de melhores amigos fazendo música em NY. Aquele tipo de história que não da para não se apaixonar, sabe? Segundo, porque enquanto stalkeava eu notei que eles tinham cerca de 20 mil seguidores. Um fandom de 20 mil seguidores é mais do que considerável, mas uma coisa é ficar obcecada por uma banda que tem 40 milhões de seguidores - a sensação é que todo mundo está obcecado por aquela banda e que você é só mais um - e outra é ficar obcecada por uma com o fandom de 20 mil - a proximidade entre os artistas e o fandom é bem maior (eu já fui notada por eles 4 vezes em um mês - a última delas hoje) o que leva a mais sentimentos e mais sofrimento (sentimentos e sofrimentos aos quais eu já fui muito submetida). Só que, quando eu descobri isso, já era tarde demais para não me apaixonar pelo som deles: eu já sentia que não conhecia música antes de ouvir MisterWives.


(Essa foto me fez perceber que a banda inteira tem olhos azuis, exceto por ela. E agora eu to sofrendo PORQUE FIQUEI OLHANDO PARA OS OLHOS DELES, QUE MORTE HORRÍVEL.)
Eu não vou narrar tudo que eu fiz nesse mês de obsessão, até porque esse post ficaria muito chato. A única forma que eu tenho de dizer como a música deles me faz sentir é copiando um trecho de uma uma carta que eu escrevi em meu diário, destinada para a Mandy (vocalista da banda) em uma madrugada em que eu não conseguia dormir (não sou responsável por nada que eu faço depois das 22h): "Eu nunca me senti tão conectada com nada na minha vida. A música de vocês me faz querer dançar como se eu fosse louca, enquanto me faz não querer fazer absolutamente nada além de ouvir. Me quebra em pedacinhos e ao mesmo tempo me faz me conectar com partes de mim que eu não sabia que existia." E depois a carta fica supermelosa o que é um dos motivos pelos quais a Mandy nunca lerá isso, mesmo que tenha sido escrito pra ela.
Eu sempre gostei de música. Quer dizer, quem não ama música? Quando criança, eu ouvia o que minha mãe ouvia e como aprendi a falar cedo, ficava nessa de cantar e ouvir uma mesma música várias vezes desde bebê. Também sempre tem música nos eventos da minha família, são pouquíssimos os Santana que não cantam. Eu sempre observava como a música podia nos distrair por uma tarde inteira, nos fazer rir e chorar e ficar envolvido naquilo ali até a exaustão. Entretanto, só aos nove anos (quando finalmente tive internet em casa) eu descobri meu próprio gosto musical. Sempre tive orgulho do fato de que as músicas que eu mais gosto agora não foram influencia de ninguém (também sempre soube que tinha um péssimo gosto musical que, na verdade, só começou a melhorar agora). São músicas que eu fui descobrindo na internet, no rádio, na vida. E mesmo sempre tento amado música dessa forma, depois que eu ouvi MisterWives a sensação foi tão diferente, tão mais intensa que tudo que eu consigo pensar é: "AAAh, então é assim que música deve fazer você se sentir.".
É exatamente por isso que eles me fizeram quebrar algumas das regras pelas quais eu vivia. Por exemplo: eu nunca digo que amo nada antes de 3 meses. Não por nenhum motivo específico, apenas porque eu acho que 3 meses é o mínimo de tempo para você conhecer alguém suficiente para amar. E ainda assim, eu disse em voz alta que amava eles 3 dias atrás. Quer dizer, qual é, é amor. Outra regra é nunca me envolver demais com algo novo que tenha fandom nacional. (Eu tenho uma relação complexa com fãs brasileiros por causa de toda a briga, toda a cobrança e a necessidade de ter uma opinião formada sobre pessoas com quem você nem convive - sim, os fãs brasileiros são muito amorosos e animados, mas meu Deus, vocês realmente precisam ficar dizendo que a Giovanna Fletcher ficou feia depois que teve um filho >nas fotos dela? E quanto a ficar mandando ameaças para a Kiera Cass como se ela fosse sua BFF e fosse entender que é brincadeira quando ela já disse um milhão de vezes que tem problemas de ansiedade e que essas brincadeiras não tem a mínima graça? Cyberbullying NÃO é amor, galera) (e isso foram só 2 exemplos, mas praticamente 90% dos fãs brasileiros de qualquer coisa fazem isso, os outros 10% são os com os quais eu socializo). Tarde demais, apesar de eu ainda não ter conversado com ninguém do fandom nacional da banda (porém, eu estou quase sempre procurando por "MisterWives" no search do Twitter e do Instagram, então eu sei que vocês existem OI FANDOM BRASILEIRO DE MISTERWIVES, tomara que vocês não seja como os outros fandoms). Mas enfim, acho que eu já falei o suficiente sobre como eles me fazem sentir. Falemos agora sobre eles.

Então, essa no meio é a Mandy, do lado de cá (>) é o Etienne e do lado de lá (<) é o Will. (É exatamente assim que eu explico os pingentes do meu colar também). Eles são os 3 primeiros que entraram na banda, então são o que só eu chamo de "formação original". Eles três moram juntos. Eu vou explicar os outros membros em outra foto.
A banda é formada por 6 membros (o consenso geral é de que são só cinco, porque aparentemente o saxofonista é avulso, mas eu quero carregar o Murph para essa história porque não podem dizer que ele só "toca para a banda", se ele me causa feels do mesmo jeito): Mandy Lee (a vocalista e compositora de algumas das melhores músicas que você ouvirá na sua vida), Etienne Bowler (baterista, produtor e também namorado da Mandy, mas não vamos entrar nessa história porque se eu começar eu vou esquecer totalmente os outros membros da banda, o papel de parede do meu celular deixa isso bem claro), Will Hehir (baexista) (vocês entenderam porque "BAExista" né? pelo amor de Deus, digam que sim) (e eu copiei essa do Tumblr), Jesse Blum (trompetista, metalofonista, tecladista, acordeãoista, flautista... bem, ele basicamente toca a bagaça toda) (e sim, eu sei que dois dos adjetivos usados no parentese anterior estão errados, mas eu não faço ideia de como são os certos e nem quero procurar),  Marc Campbell (guitarrista e eu ia colocar uma piada sobre ele ser escocês aqui, mas não vou mais) e finalmente Michael Murphy (o saxofonista que já foi zoado nesse parágrafo).
Agora vamos a história da banda, que eu resumi de todas as entrevistas e de todo o stalk que eu fiz no último mês (eu tenho links das entrevistas caso alguém esteja interessado): a banda começou aos pouquinhos (eu não vou falar sobre a vida deles antes da banda porque só a vida da Mandy antes da banda já daria um post inteiro). Primeiro a Mandy conheceu o Will através de um amigo em comum e depois de um tempo (eu acho que eu ouvi 2 semanas em algum lugar, não posso dar certeza disso, mas soa como algo que eles fariam) foram morar juntos, construindo uma parede no apartamento de um quarto da Mandy (que morava sozinha havia algum tempo) para poder fazer música juntos. Tempos depois Mandy conheceu sua alma gê... Ahn, o Etienne ao ir comer no restaurante vegano que ele trabalhava e que ficava a uma quadra do restaurante vegano que ela trabalhava (eu vou falar mais sobre o veganismo deles no futuro, porque é uma parte importante da equação). Em uma entrevista, ela disse que ele correu pra ela superanimado falando sobre um projeto musical que ele tinha começado e foi assim que eles começaram uma amizade que envolvia falar de música, comer comida ótima e beber muito. No aniversário dela, eles se uniram para fazer o cover dos anos 80 que foi citado na Wikipédia. Após isso, e já sob o nome de MisterWives, Mandy e Will se mudaram para o apartamento de Etienne e se transformaram numa família feliz. Etienne foi quem apresentou Marc (que foi batender deles por um tempo) (sim, todo mundo nessa banda é meio bêbado) e Jesse aos amiguinhos, apesar de eu não fazer ideia de em que momento da história isso aconteceu. Já o Murph eu não sei como entrou nessa banda já que ELE NÃO ESTÁ NUNCA EM NENHUMA ENTREVISTA! Mas eu sei com certeza, que ele está na banda desde o início de 2013 (que foi basicamente o início da banda). Eles disseram que no primeiro ensaio com todo mundo junto, eles simplesmente sentiram que aquilo tudo estava certo. E logo após o primeiro show com todo mundo junto (em 1º de fevereiro de 2013), eles ganharam a proposta de um contrato com a Photo Finish Records, assinando no dia seguinte. Minha reação ao quanto esses dois últimos fatos são perfeitos é resumida em uma única palavra: IDHDFIHIFHIHIUHFDSHIFW0URIDJDIOFHGFSBFDFDSUGIOGHSOIFDHIOAFUOIFHIRO98Y8REWHADAEW98YWR4Y8EDHIOAEH98DIOSDSNDSJBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
ANYWAYS, eu estou entrando no 14º parágrafo desse post (nesse momento várias pessoas ficaram em choque pelo tamanho do post) e ainda não expliquei o que diabos significa o nome da banda. Existe um termo em inglês chamado "SisterWife" (literalmente irmã-esposa) que define a relação entre duas mulheres casadas com o mesmo homem, geralmente tendo consciência disso e convivendo juntas (como acontece em determinadas comunidades atualmente), não em casos em que o cara tem "duas vidas". O nome da banda, MisterWives, significa que a Mandy casou com todos os garotos e que eles se tornaram amigos por isso, então é em resumo uma brincadeira de gêneros invertidos com esse termo. (Meio que faz meu comentário sobre me casar com ela meio bobo né?) (E só pra ficar claro: eu só persisti nessa história de me casar com a Mandy por uns 2 dias. Depois eu descobri que ela namora o Etienne e agora eu quero que os dois me adotem porque fala sério).
Outro fato importante sobre a banda é que os membros (ok, metade dos membros) são veganos ou vegetarianos. Meio que começou com a Mandy que se tornou vegana 7 anos atrás (a maioria das pessoas toma decisões idiotas e faz altas burrices aos 15 anos, mas Mandy Lee se tornou vegana e começou a trabalhar para perseguir seu sonho de cantar aos 15 anos porque ela é MANDY FUCKING LEE) porque vê isso como uma forma de salvar os animais, que ela sempre amou. E já que ela é uma cozinheira maravilhosa até que foi fácil levar os outros membros da banda a repensarem seus hábitos alimentares. Na verdade, eu acredito que o Etienne já era vegano (o vegetariano, eu nunca tenho certeza de nada) na época em que conheceu ela, já que ele trabalhava em um restaurante vegano, mas eu não tenho 100% de certeza disso. A questão é que eu estou seguindo tanta gente vegana no Instagram atualmente que eu já cheguei ao ponto de ver uma pizza integral de pimentão, couve-flor, cebola e tomate no feed e isso me deixou com muita fome. Eu só estou dizendo tudo isso para mostrar a vocês como MisterWives é o tipo de banda para se orgulhar de ser fã.
Eles são tão apaixonados por animais que eles têm espíritos animais que inclusive decoram as capas do EP e do álbum deles. O da Mandy é um elefante, do Etienne um polvo, Will um dinossauro, Jesse um esquilo, Marc um beija-flor e Murph um urso polar. Então semana passada eu decidi que meu espírito animal é um gato. Por três motivos: primeiro porque minha personalidade bate com a de um gato (e eu percebi isso há vários meses), segundo porque eu quero ter um gato, mas o resto da casa odeia gatos então eu nunca terei um gato e terceiro porque eu tenho um número excessivo de camisetas de gatos, todas compradas no último trimestre porque eu estava fazendo um protesto contra o ódio por gatos que existe nessa casa. GATOS, é tudo que tenho a dizer.

Uh, olá, gente linda. Então além do que vocês já conheceram na última foto: o cara com a gravata borboleta é o Jesse, o de preto aqui na frente é o Marc e o de azul atras da Mandy é o Murph. Devidamente apresentados aos membros da banda?
Depois de toda essa lenga lenga (de 16 parágrafos) sobre a história de vida dessas criaturas maravilhosas, vamos finalmente ao que interessa nessa coisa toda: a música deles. Como é diversa demais para se encaixar em um gênero só, a melhor resposta para "que tipo de som eles tocam?" é apenas indie. Indie pop, com muita coisa dançante porque eles são pessoas felizes (não, sério, eles são).
Eles lançaram um EP, de nome Reflections, em janeiro de 2014 com 6 faixas (e eu estou linkando tudo aqui porque eles são pequenos o suficiente para terem todas as músicas nas contas oficiais deles no YouTube ENTÃO DE NADA): Twisted Tongue, Reflections, Coffins, Kings and Queens, Imagination Infatuation e Vagabond. Elas são em sua maioria músicas dançantes, com um tom de calmaria no meio para você recuperar o fôlego, finalizando com uma música que vai deixar você com vontade de subir em uma montanha para gritar a letra até ficar sem voz (ou pelo menos é assim que Vagabond faz eu me sentir). As músicas foram escritas pela Mandy (a maior parte sobre um ex dela e algumas quando ela era mais nova que eu) e praticamente gravadas no quarto dela. Foi tudo produzido por eles e isso é o tipo de fato incrível sobre essa banda que me deixa com vontade de bater neles por gostar deles tanto assim. O EP está disponível no Spotify de graça e para a compra no iTunes.
O álbum deles, Our Own House, foi lançado há 2 semanas, no dia 24 de fevereiro. Ele tem 12 músicas (4 delas são as mais populares do EP): Our Own House, Not Your Way, Reflections, Oceans, Best I Can Do, Hurricane, Coffins, No Need For Dreaming, Box Around The Sun, Imagination Infatuation, Vagabond e Queens. O álbum foi bem esperado e eles foram divulgando as músicas aos poucos para atentar a vida dos fãs. Quando o álbum saiu eu só não tinha ouvido Oceans e Best I Can Do (e isso porque não fucei o suficiente, já que Oceans é uma música regravada - e muito melhorada - de uma época Mandy pré-Misterwives) (e eu também descobri agorinha que ela escreveu Oceans quando tinha só 14 anos). É estranho porque foi um ano de diferença entre o EP e o álbum e eles só estão juntos há dois anos, mas ainda assim é totalmente possível ver a música deles ficando melhor. Quer dizer, justo quando você achava que não podia melhorar BOO YAH, PODE SIM! O álbum está disponível nas mesmas condições do EP.
Eles têm o tipo de música que te faz sentir exatamente o que a vocalista quer dizer, quer você tenha passado por aquilo ou não. E nem tudo na banda é sobre as letras da Mandy ou a voz dela, as vezes, eu simplesmente me desligo dos vocais por um instante e foco no som e aquela incrível sensação de AASASIJEWIDASIADSOIDASADSDASHDFUDFSIDAIDHEWDHUJ volta com tudo. Quer dizer, como eles fazem aquilo? Como eles fazem ficar tão bom? Eu deveria pular agora ou simplesmente ficar quieta e ouvir? TIPO

"Estamos nos fazendo claras?
Somos iguais embaixo da pele
Essa é a minha disposição,
Desculpas por quebrar sua tradição"
 
Essa é uma tradução livre e interpretativa de um trecho de Not Your Way, a música deles que é sobre feminismo. Oh yeah, the feelings.
Outra coisa sobre eles é uma verdade absoluta: eles soam ainda melhor ao vivo. As apresentações deles são de matar qualquer um. Às vezes, eu preciso de vários segundos para perceber que a versão que eu estou ouvindo de uma música deles é acústica. Vagabond geralmente soa igual para mim na versão de estúdio e nas acústicas. Todo mundo que vai aos shows deles sai de lá dizendo que foi o melhor show da história. Eles estavam doentes na última semana (inclusive grande momento dramático, até chorei porque a Mandy curtiu meu tweet desejando melhoras e dizendo que não sabia se queria viver em um mundo no qual ela não podia cantar), mas deram o melhor para não cancelar todos os 4 shows que eles tiveram nesse período, então cantaram em Denver. A Mandy estava sem voz havia alguns dias e nem tinha melhorado direito, ainda estava a base de um monte de bebidas naturais malucas, e inclusive, subiu no palco com febre. Os meninos também não estavam nas melhores condições de saúde, mas AINDA ASSIM todo mundo saiu dizendo que o show foi impecável e eu vi vários "melhor show da minha vida" (e eu vi vídeos desse show, eles soam melhores doentes que muita gente bem por aí). Vocês conseguem imaginar 50% de quão bons eles são? Não? Tudo bem porque eu tenho uma versão de Vagabond que vai provar que eu estou certa.

Em qualquer parte do vídeo faça o que eu falei de se desligar dos vocais e focar no som. Toda vez que eu ouço isso em stereo eu fico arrepiada.

Os caras são tão bons, mas tão bons que eu sou apaixonada até pelos covers que eles fizeram. Riptide (originalmente do Vance Joy, que inicialmente eu achei que era deles porque sou surda e não ouvi que a Mandy diz que a música é de Vance Joy no início da bagaça do cover) (eu acabei de dizer que sou surda em um post falando sobre música? Nossa, eu sou tão confiável) (eu também disse que queria essa música no meu enterro quando achava que a música era deles, eu ainda quero, mas já que a música não é deles, eu preciso deixar claro que preciso que seja eles cantando), Out of Touch (originalmente de Hall and Oates), e Money On My Mind (originalmente do Sam Smith) são meus preferidos, mas eles também tem covers de Cindy Lauper, Drake, entre outros e um cover de Uptown Funk (Bruno Mars e Mark Ronson) faz parte da setlist da Our Own House Tour o que é bem legal, já que Uptown Funk foi a resposta que eles deram à pergunta "Se vocês só pudessem ouvir uma música pelo resto da vida, qual seria?" neste vídeo, pergunta que, inclusive, fui eu que fiz. (Sim, essa foi minha forma de mostrar uma outra vez que eles me notaram).
Geralmente, quando eu gosto muito de alguma coisa, apresento pra meus amigos já sabendo que as chances deles não gostarem são grandes (já disse que sei que meu gosto é meio bizarro). Eu apenas me preparo para ninguém gostando do assunto e quando não gostam de algo sobre o que eu estou muito animada, eu fico triste, mas aceito. Com MisterWives a coisa muda muito de figura. Porque eu não estou somente animada com a música deles, eu sei que eles são bons e o mundo inteiro precisa aceitar isso também. É um daqueles não tão raros momentos em que eu ajo como alguém extremamente mimada: uma amiga me disse que achou a voz da Mandy irritante em Reflections e eu gritei com ela (isso no meio do shopping, eu até assustei uma garotinha) e a fiz ouvir todas as músicas em casa até ela mudar de ideia (ela mudou, e inclusive ama Kings and Queens). Então, se depois desses 30 parágrafos de post você não ficou convencido de que essa banda é perfeita, SE MA... BRINCADEIRA, apenas não diga nada para mim e você sobreviverá. E eu vou finalizar esse post com o lyric video que eles postaram hoje, que meio que anuncia o novo single deles, e que não interessa o que vocês digam eu ainda vou considerar comemoração de um mês que eu conheço eles. Vocês todos deveriam assistir.

É um DIY feito pela própria Mandy, na casa da árvore onde ela escreveu algumas músicas do álbum. A casa fica na casa dos pais do Etienne e foi construída pelo próprio Etienne ELES NÃO PARAM DE FICAR PERFEITOS.

Esse post ficou enorme, então se você chegou até aqui, saiba que eu te amo<3
G.

P.S.: Reflections não é o primeiro single deles, mas Lullaby é uma música que precisa de um post inteiro para ser explicada.

08/03/2015

As 5 frases que escritores não-publicados mais ouvem.

Eu escrevo desde os 9 anos. Comecei com poesia, então disse para todo mundo que queria ser poetiza naquela época. Depois disso eu passei pela fase de querer ser missionária, a fase arquiteta e a fase publicitária. Aos 11 eu comecei a escrever ficção (eu sei que disse 12 antes, mas eu tinha esquecido totalmente de O Diário de Esperança): O Diário de Esperança e Songs são histórias que só quem me conhece há muito tempo (ou, no caso de Songs, quem me acompanhou no Nyah!) conhece. Eu comecei a trabalhar no meu livro em setembro de 2010 (aos 12 anos), mas só no ano seguinte eu decidi que ele seria um livro e que eu seguiria carreira como escritora. Depois disso as coisas mudaram drasticamente.
Todo artista é meio louco. Decidir viver de arte é uma loucura por si só. Não existe estabilidade, não existe nenhuma garantia de sucesso, precisa de muito trabalho duro, e, ao contrário de muitas profissões, não pode ser realizada no automático. Mas honestamente? Eu não conseguiria viver em um mundo sem arte e por isso eu agradeço a Deus por existir gente suficientemente doida para querer viver de arte. Eu não sobreviveria nem duas horas em um mundo sem música, literatura, artes plásticas e representativas. E eu sei que todo mundo diz isso, mas é a mais pura verdade, então imaginem um mundo em que todo mundo quisesse ser médico, advogado e engenheiro? APENAS IMAGINEM COM TODA IMAGINAÇÃO QUE VOCÊS TEM NA CABEÇA!!
Várias profissões sofrem diversos tipos de preconceito (uma vez eu ouvi que professor era profissão de quem não queria ser alguém na vida - eu acho que a pessoa em questão não se deu conta de a quem devia seu diploma universitário), mas já que eu sou um rascunho de escritora (entenderam? rascunho, escritora) eu quero falar sobre o preconceito que essa profissão específica sofre. E como eu também ainda não sou publicada (ainda - calma gente, este ano esse livro sai) falarei do preconceito (no sentido de conceito formado antes de conhecer a situação) sofrido por nós a partir dessa maravilhosa lista de:

As 5 frases mais ouvidas por escritores não-publicados!!
(sim, eu estou viciada em listas)

Esse gif só está aqui porque todo post sobre escrever tem esse gif.
"Você precisa de um emprego de verdade para sustentar seu hobby"
Eu odeio essa frase mais do que eu odeio qualquer outra coisa no universo. Eu também sou levada a acreditar que essa frase é dita sempre por alguém extremamente frustado com o trabalho e que provavelmente fez a faculdade que fez só por dinheiro. É tão difícil assim de acreditar que alguém pode trabalhar com o que ama e amar o trabalho que tem?
Não é um hobby, porque para viver disso é necessário trabalho duro. Sangue, suor, lágrimas e muitos pulsos abertos por noites viradas tentando não perder prazos. Exige talento, mas também exige muita dedicação. Se um médico ama salvar vidas e trabalha 70 horas por semana você chamaria o trabalho dele de hobby?

"Quer ser a próxima J. K. Rowling ou não?"
Não. Eu quero ser a primeira e única Giulia Santana. Eu quero ser a garota que escreve sobre as coisas que estão na minha cabeça, porque essas coisas são únicas e fazem parte da minha essência. E eu não pretendo me tornar uma lenda por colocar isso em palavras. Se acontecer, incrível. Se não, eu só espero quero viver de o que eu vivo por.

"Você vai dar um livro de graça para todo mundo que te conhece né?"
O mais engraçado sobre essa frase é que só quem mal me conhece diz. Meus amigos mais íntimos sempre dizem que serão os primeiros a comprar meu livro (tem até uma lista de espera já). Um ser que me conhece há 15 dias diz que eu preciso dar meu livro para todo mundo que eu conheço e se eu digo que não quero passar fome a criatura me vem com  seguinte frase: "Mas você nunca vai vender se não tiver alguém que leu e gostou para provar que vale a pena ler seu livro". SÉRIO, UNIVERSO? SÉRIO MESMO?

"Olha lá, fulaninha tem 10 anos e publicou 3 livros e você nada ainda"
Eu ouvi essa sábado retrasado. Deixa eu ver como eu explico o quanto essa comparação é babaca. Existe uma piada velhíssima que diz o seguinte: um homem pega o boletim do filho e ao ver só notas ruins diz a ele "Na sua idade, George Washington era o melhor da classe" a que o filho responde "E na sua idade George Washington era presidente dos Estados Unidos". Entenderam a lógica? Cada pessoa é uma pessoa e cada pessoa faz as coisas em um tempo diferente, de uma forma diferente.
Eu já fiquei muito paranoica com essa coisa de "prodígio literário". Por exemplo, não foi uma vez só que eu pensei que Mais Uma Vez seria mais relevante se eu o tivesse publicado aos 15 anos (quando terminei de escrevê-lo), do que será se eu publicá-lo agora. Como se para ser bom, você precisasse ser um prodígio. Tipo, NÃO. Uma coisa de cada vez e cada uma no seu tempo. Eu não gosto de estar com o livro escrito há 2 anos e ainda não ter levado a revisão dele à perfeição, mas talvez eu precisasse da maturidade e das experiências de vida que eu tenho hoje para poder levá-lo até essa perfeição.

"Escritor não tem espaço no Brasil"
Eu não posso simplesmente descartar essa frase sem explicar porque as pessoas pensam isso e como esse pensamento está errado. Existem duas crenças sobre o povo brasileiro que nunca vão deixar de existir enquanto ninguém fazer nada para mudá-las: a primeira é que "só porcaria faz sucesso no Brasil" (o que é muito relativo, porque o que é porcaria para algumas pessoas não é porcaria para outras e já ficou provado que o consenso geral quase nunca está certo) e a segunda é que "brasileiro não lê". Apesar de existirem pesquisas relacionadas a esse último item, é muito leviano desconsiderar as mudanças no cenário literário brasileiro. Pensem nas duas últimas Bienais do Livro (a de SP e a do Rio) e lembrei do caos que aquilo foi. A maioria dos leitores é jovem e outros jovens leitores começam a surgir. Tem muuuita gente que começou a gostar de literatura há pouco tempo e precisa de novidades.
Então sim, existe espaço para escritores no Brasil. Principalmente porque o mercado literário nacional está desesperado por autores novos, principalmente jovens que acabem com todos os preconceitos existentes sobre a literatura nacional. Eu recomendo que todo mundo procure livros nacionais publicados recentemente para provar do que eu estou falando.

É isso. Eu não sei se essa lista ajudou alguma coisa, mas é uma daquelas coisas que eu simplesmente precisava dizer.
G.