31/12/2016

Retrospectiva 2016

Literalmente qualquer retrospectiva que você ler este ano terá em seu conteúdo o mesmo conceito sobre o ano que se finda hoje: 2016 foi um lixo. Uma lixeira pegando fogo. Eu não estou imune a esse fato e falei sobre 2016 ser um lixo na maior parte das retrospectivas que escrevi esta semana, e foram quatro (e sim, isso é uma reclamação. Escrever quatro vezes sobre 2016, gente!), mas a questão é que vocês já sabem disso. A menos que você seja como algumas pessoas que eu conheço, que não lembram de metade das coisas que aconteceram no mundo, mas estão felizes por terem pego muita gente em 2016 e não querem que o ano acabe, o ano foi um lixo para você também. Então, eu não preciso dizer isso ou mostrar isso. Este post é mais do que para falar sobre coisas ruins é para lembrar que NÓS SOBREVIVEMOS! NÓS CONSEGUIMOS! NÓS CHEGAMOS DO OUTRO LADO!! E independente do que aconteça no ano que vem ou nos próximos nós estaremos mais fortes e prontos para fazer coisas incríveis. Isso ou tinha álcool no suposto suco de uva que eu tomei enquanto escrevia isso.
Eu comecei a escrever a retrospectiva do ano passado em março, porque as coisas estavam acontecendo tão rápido que eu queria me lembrar de tudo que estava mudando. Eu comecei a escrever a retrospectiva deste ano na madrugada de 9 de novembro de 2016 (Diário Artístico: A semana do fim do mundo e da autodepreciação) quando todas as coisas malucas e assustadoras que aconteceram durante o ano tomavam conta da minha mente. Em algum momento do ano eu disse que 2016 teria sido o melhor ano dessa década, se minha saúde mental não estivesse completamente abalada. Depois daquela noite eu me dei conta de que é completamente impossível não ter a saúde mental abalada depois de 2016. Este ano foi o ano em que eu me tornei legalmente adulta e que eu tive vários momentos em que eu acreditei que não conseguiria. Foi o ano em que eu decidi que teria coragem. E foi o ano em que minha coragem foi testada ao máximo.
2016 foi o ano em que as coisas começaram a dar certo e que eu comecei a acreditar que eu posso ser alguém de verdade e fazer uma diferença no mundo, mas ao mesmo tempo foi o ano em que eu comecei a me perguntar se muito em breve haveria um mundo em que fazer algo. Foi o ano em que eu perdi completamente a inocência sobre a bondade no coração das pessoas. Foi o ano em que minha fé foi minando muito rápido e justamente o ano em que eu tive mais certeza do que eu sou e do que eu quero. Foi o ano em que sonhos como viajar pelo mundo e me deixar ser construída pelas pessoas que eu conhecia pareceram mais reais e possíveis, mas também foi o ano em que eu perdi toda a vontade de sair de casa e tive medo de todo desconhecido que encontrava. Foi o ano em que eu aprendi a amar as pessoas violentamente e também ter medo de todo o ódio com o que elas apresentam o que amam. A Quinta Brunson disse em um tweet que muito deste ano foi saber como ficar feliz e triste ao mesmo tempo. Não vi nenhuma descrição melhor depois disso.
Mas as coisas consideradas impossíveis e que eu nunca achei que fossem acontecer, também vieram para o bem. Eu nunca pensei que fosse conseguir sobreviver a outro semestre da faculdade e dois semestres depois, eu estou aqui. Foi o ano dos plot twists, o ano em que sua vida hoje não era a mesma de amanhã, o ano em que a frase "Isso nunca vai acontecer" se tornou quase uma maldição e uma previsão. O ano em que eu anunciei uma ruptura no Inferno, mas também foi o ano em que.... espera, isso é um spoiler - eu preciso deixar vocês esperando por algo em 2017. A questão é que foi o ano das coisas impossíveis e é por isso que a primeira lista da retrospectiva é a lista de:

Coisas que eu não achava que fossem acontecer em 2016 e aconteceram




1. Eu sobrevivi
Foi um ano bem obscuro. Eu tinha certeza que algo sério aconteceria durante as Olimpíadas, que por algum motivo eu entraria nas estatísticas crescentes de violência contra a mulher em Conquista e seria sequestrada e morta (ter sido assaltada em abril não ajudou com essa paranoia), que eu teria um derrame e morreria antes do Natal. Eu tive uma reação adversa ao antidepressivo no meio do ano e de repente eu tinha certeza de que morreria repentinamente a qualquer momento. Pode parecer bem dramático, mas eram medos reais na minha cabeça. Ter sobrevivido a 2016 é mais do que uma piadinha.

2. Eu terminei de editar Mais Uma Vez e deixei que pessoas lessem ele
Eu prometi escrever sobre isso, então vamos lá: no dia 30 de outubro deste ano eu finalmente terminei a edição - que já durava três anos e meio - de Mais Uma Vez. Eu entrei numa maratona de reescrita assim que voltei da Bienal no primeiro fim de semana de setembro para poder terminar antes do Halloween e ao contrário das muitas deadlines anteriores, essa deu certo! O recesso da faculdade - do fim de setembro para o começo de outubro - no meio do caminho ajudou muito porque eu cheguei a passar 13 horas trabalhando no livro direto e alcançando o sentimento de cansaço bom que eu falei na parte 1 do Diário de Bordo 6. A edição do livro foi mais uma gigantesca reescrita que uma edição em si, já que a cada capítulo eu queria ou precisava fazer diversas mudanças. (Isso é uma pequena explicação de porque levou tanto tempo para que eu completasse o livro). Quando eu peguei aqueles últimos capítulos em setembro foi justamente para escrever dezenas de milhares de palavras em poucas semanas. Mas isso fez bem, uma maratona já com um objetivo em vista foi meio como o NaNoWriMo e me ajudou a terminar a edição em um pouco mais de um mês.
Era certo há algum tempo que eu deixaria algumas amigas lerem o livro para servirem de leitoras críticas quando eu terminasse essa edição. O que eu não contava era que eu fosse ficar tão paranoica!! No momento em que eu apertei o botão de enviar o e-mail com a versão beta do livro para todo mundo que pediu para participar, eu comecei a pensar em todos os defeitos que o livro poderia ter, todas as falhas na trama e tudo que eu poderia receber como feedback. A maioria das coisas que vieram na minha cabeça, eram apenas parte da minha imaginação obscura e foi pensar isso (+ um conselho da Bárbara Morais. Na lista das coisas loucas de 2016: eu agora recebo conselhos de escritoras maravilhosas) que me deixou menos paranoica: Ninguém nunca será tão crítico comigo quando eu sou comigo mesma. E pra falar a verdade, eu realmente poderia receber um monte de palavrão e um pedido desesperado para que eu colocasse fogo no livro como feedback e eu ainda pensaria: "Hm, foi melhor do que eu pensava.".
Eu sei, eu sei, eu soo como a última pessoa pronta a deixar que o mundo leia meus livros, mas isso não é exatamente verdade. Eu não tenho medo de que as pessoas leiam o que eu escrevi - eu tenho publicado meus pensamentos mais obscuros em um blog na internet há quase 6 anos -, o que me deixa ansiosa é a ideia de que eles vão me dizer exatamente o que eu tenho medo que digam. Mas é cientificamente impossível que digam exatamente o que eu tenho medo porque eu sou exagerada pra caramba e muito paranoica. As coisas que eu temo nessa minha cabeça nem afetam o resto do mundo. Então, dois meses depois de ter enviado esse livro às pessoas e de algumas já terem lido, o único sentimento que fica é o de que eu quero março logo para eu poder receber os feedbacks e terminar o manuscrito por definitivo. Aí vêm outras paranoicas, outros feedbacks e outros detalhes da vida de escritor. Talvez eu esteja com um pouco de medo.

3. Eu me mudei para um apartamento apenas meu (e da minha irmã, mas vocês entenderam)
Isso ainda soa levemente surreal, mas pelo menos deu certo. E eu tinha quase certeza de que em algum momento não daria. A sensação ainda é a de que algum problema vai surgir e a minha assinatura naquele contrato vai causar alguma treta jurídica gigantesca. Eu vinha planejando morar sozinha praticamente desde que eu me mudei para cá em 2014, mas é uma coisa fazer os planos, outra coisa é quando eles começam a se realizar. Morar sozinha ainda é a melhor decisão que eu tomei este ano e eu definitivamente não mudaria nada sobre isso, mas pensar em retrospectiva ainda é muito doido. Eu sinto como se nunca tivesse morado em outro lugar e como se fosse completamente absurdo mudar sozinha ao mesmo tempo. Pensar em tudo que mudou depois que eu me mudei e como eu me sentia morando na casa anterior. Parece outra vida. Coisas do ano das coisas impossíveis, internet. Coisas de 2016.

4. A faculdade começou a fazer sentido
O que, na verdade, é algo estranho de escrever e algo que meu eu de março queria muito saber se isso ia acontecer. No começo do ano, quando eu ainda estava no segundo semestre, eu estive bem perto de abandonar a faculdade. É tão horrível quando tudo na sua vida começa a fazer sentido, mas aquela que toma a maior parte dos seus dia não. A sensação era de que eu não era feita para fazer faculdade e o único motivo pelo qual eu continuei na faculdade porque meu medo era sair e descobrir que eu não era feita para mais nada. Quando eu saísse da faculdade, ao menos eu teria um diploma e se desse sorte (eu normalmente dou) eu entraria em um trabalho automático e ao menos teria dinheiro para comer. Então eu continuei na faculdade, esperando que todos os outros semestres fossem ficando cada vez mais complicados e cansativos. Mas aí o terceiro semestre veio e foi lindo e me fez lembrar porque eu quis cursar jornalismo em primeiro lugar. E mesmo que o quarto semestre pareça ser bem mais infernal que o segundo, o que eu já vi dele mostra que será satisfatório, então eu sobrevivo. Sim, sobrevivo sim.

5. As Crônicas de Kat voltou!
Não interessa que eu diga que os planos eram exatamente esses: Eu não acredito que eu finalmente consegui deslanchar essa segunda fase. Foram dois anos de hiatus, gente! Essa história é o quê? Sherlock? Além de ter lançado a segunda edição mais fofa do mundo para o e-book da primeira fase, ter conseguido trazer ACDK de volta no aniversário de 3 anos da história foi uma pequena vitória que eu não subestimo. Até porque eu escrevi 58 mil palavras para a história em 2016. Considerando que eu terminei de editar MUV e escrevi outro livro no NaNoWriMo, eu simplesmente não acredito que todas essas palavras saíram de mim. Como eu disse anteriormente: 2016 foi o ano em que eu mais escrevi desde 2013 e em 2013 eu mantinha quatro fanfics no Nyah!, As Crônicas de Kat aqui, terminei de escrever e comecei a rescrita de Mais Uma Vez, venci um NaNoWriMo com o segundo livro de Sociedade Inglesa de Oposição e escrevi seis contos e 110 posts. E em 2013 isso me fez ir parar em seis recuperações na escola, mas minha vida acadêmica está muito bem, obrigada. Profissionalmente falando, foi um bom ano.

6. Eu finalmente fui a São Paulo
Por menos de 72 horas e passei mal no dia mais importante, mas ainda assim eu fui, voltei, andei de metrô sozinha, conheci a Bienal de São Paulo, comprei sete livros, descobri que quatro amigas virtuais são pessoas de verdade, conheci e revi várias autoras que eu amo e sobrevivi!! Isso é definitivamente muito doido e algo que eu nunca pensei que fosse dar certo quando o ano começou e a gente começou a planejar as coisas. Na verdade, eu ainda não acredito que deu certo. A ficha ainda não caiu completamente.

Coisas que fizeram do apocalipse algo um pouco mais suportável

1. Bahari
Eu percebi que não tinha escrito direito sobre Bahari durante o ano então prometi que faria isso em todos os lugares possíveis. Eu esbarrei com Bahari na Descobertas da Semana no Spotify em setembro de 2015. Como várias outras músicas da minha playlist preferida do Spotify, eu fiquei completamente viciada em Wild Ones pelos meses seguintes. A música era sombria e calma ao mesmo tempo, possuindo algumas das minhas características preferidas para músicas em geral: Vocais femininos e violão. Eu pesquisei um pouco sobre a banda na época, porque eu sabia que já tinha ouvido o nome em algum lugar, mas não fazia a mínima ideia de onde. Eu só vim descobrir vários meses depois que tinha sido no perfil da Selena, porque naquele momento o único resultado das minhas pesquisas foi ficar pensando: Essas meninas são tão lindas. Credo.
Em novembro, eu comecei a escrever A Linha de Rumo e no meio do mês precisava de playlists bem distintas para escrever sobre cada personagem. Na playlist da Leigh, levemente mais sombria, Wild Ones precisou entrar e meu vício na música foi intensificado com vontade. Eu ouvi Wild Ones a ponto de enjoar em novembro e quando novembro chegou, já tinha outros vícios. Aí a segunda temporada de The Royals colocou Wild Ones como a trilha sonora do primeiro beijo gay da série. ADVINHA QUAL VÍCIO VOLTOU COM TUDO? Eu ouvi a música obsessivamente e agora cheia de feels por mais de um mês, antes de enjoar outra vez e dessa vez finalmente ir atrás de outras músicas da banda porque eu precisava de mais!! Pequeno acidente de percurso: Elas não tinham outra música. Tecnicamente, elas tinham Addicted to a Memory, uma participação especial no último álbum do Zedd, mas as músicas paravam por aí. Por outro lado, quando eu entrei na página do Facebook da banda, o primeiro vídeo disponível na época era esse pequeno cover de See You Again. Quando uma banda formada por três meninas faz um cover de old school Miley Cyrus, mesmo que seja um cover de 10 segundos, você fica obcecada pela banda. Tá na Bíblia.

Olha só para esses bebês quando elas ainda eram mais sombrias do que as rainhas do deboísmo. Nessa direção (>): Ruby, Sidney e Natalia.
Nos meses seguintes a obsessão continuou comigo considerando elas a minha banda crush, mas estava tudo calmo e tranquilo até abril, quando elas anunciaram o novo single: Dancing On The Sun, completamente diferente do single de estreia (mas não se enganem, a Sidney disse que esta música é literalmente sobre morte). DOTS seria seguido de um EP no verão americano e eu comecei a tentar obrigar todo mundo a ouvir a banda enquanto elas só tinham uma música. Não funcionou, mas assim que o EP, também chamado Dancing On The Sun, saiu eu fiquei tão louca com a banda que todo mundo eventualmente começou a ouvir. Meses depois, aqui estamos, e eu fiquei tão apaixonada pelo som dessas três que ele definitivamente foi uma das coisas que salvaram meu ano e fizeram com que o apocalipse não fosse tão assustador. No ano que vem, elas planejam soltar um álbum com dois lados um "dia" e um "noite", que é uma das coisas que eu mais espero de 2017.

2. As pequenas coisas que MisterWives colocou no mundo
Enquanto eu passei o ano inteiro reclamando porque minha bandinha não lançou música nova ou esteve em uma turnê de verdade este ano, eu preciso ser justa e considerar todo conteúdo novo e interessante que eles jogaram para o mundo este ano. O principal deles é decididamente o cover de Same Drugs do Chance The Rapper, que entrou até mesmo em uma playlist do artista, e recebeu todo tipo de reconhecimento dos fãs a grandes portais de música e que é muito muito bom. Em seguida vem o clipe MARAVILHOSO de Not Your Way (lá embaixo) que contou com a participação dos fãs e que foi dirigido pela irmã da Mandy e minha ídola alternativa Marlena Pavich-Bellande. Em seguida nós temos o vídeo de Oceans acústico e o lyric video e a performance de Hurricane no Seth Meyers que foram os pontos altos de fevereiro (e estamos falando do mês do meu aniversário). No meio do ano também o Jam In The Van criou uma conta no Spotify e a sessão deles, que inclui minha performance preferida de Vagabond, foi disponibilizada lá o que me deixou muito feliz.
E é claro, tem as pequenas coisas sobre o segundo álbum. MisterWives tinha uma turnê marcada com Walk The Moon no meio do ano, mas ela foi cancelada por problemas familiares, o que significa que a banda passou o ano inteiro fazendo apenas shows esporádicos e podendo dedicar grandes períodos de tempo ao segundo álbum deles que foi basicamente escrito de uma vez só depois da última turnê principal deles, a Scrapbook Tour. O álbum foi completado há duas semanas e agora vem a espera pela data de lançamento (apesar de eu já ter dito mil vezes qual a melhor data), mas durante o ano inteiro eles postaram teasers e performaram algumas músicas em festivais. As músicas das quais a gente já teve um gostinho são: Chasing This, Machine, Drummer Boy, Let The Light In e Coloring Outside The Lines (o título da última não é oficial, mas é assim que eu a chamo há meses e se esse não for o título de verdade, eu vou gritar com alguém). Não foi exatamente o ano mais movimentado e eu senti muita falta de músicas novas, mas eu também não fui deixada orfã pela banda. Além disso, se 2016 tivesse sido tão cheia para MW quanto 2015 foi eu provavelmente me odiaria por perder alguma coisa no meio do ano. Mas agora eu tive um ano para me preparar e todo mundo já sabe que quando o segundo álbum sair eu sou completamente da minha bandinha e todo mundo que quiser manter contato comigo é obrigado a ouvir ele. Assim como eu fiz com o clipe abaixo:




3. As pessoas incríveis e absolutamente talentosas que eu tenho na vida
A gente pode falar sobre as participações especiais no Mês Literário que foram uma das coisas mais maravilhosas no blog este ano? Em 2016 eu descobri que tudo que eu mais quero na vida é estar cercada de pessoas talentosas e inspiradoras e que amam o que fazem - pessoas que respiram arte e que falam sobre ela com brilho no olhar e muita esperança. E chame isso de sorte ou de destino, mas eu já tenho muitas pessoas assim na minha vida. E com seis delas eu criei a Tertúlia, outra coisa que salvou minha vida durante o apocalipse.

2016 em números
Livros completos nas respectivas fases em que eles estavam: 2
Número de vezes em que precisei levar o notebook no conserto: 6
Número de semestres completos: 2
Notas nove: 2
Contos escritos: 2 e 3/4
Momentos constrangedores que eu consigo me lembrar sem precisar pensar muito: 12

2016 em um gif




Listas de tops 5

Livros:
Melhor livro lido no ano: Além-mundos por Scott Westerfeld
Pior ressaca literária do ano: A Sangue Frio por Truman Capote
Livro mais perturbadoramente bom do ano: A menina que não sabia ler por John Harding
Livro mais fangirlável do ano: Scrappy Little Nobody por Anna Kendrick
Livro mais EU NÃO ACREDITO QUE ESSA AUTORA TA FAZENDO ISSO COMIGO MEUS SENTIMENTOS: Carry On por Rainbow Rowell

Música:

Melhor música do ano: Gravel to Tempo - Hayley Kiyoko
Música que resumiu o ano: Absolutely - Ra Ra Riot
Música que resumiu meu ano: Hey Child - Korbee
Música que resumiu como eu me senti este ano: Seventeen - Alessia Cara

Música mais gritada em 2016: Running With The Wild Things - Against The Current
Música mais dançada em 2016: Altar of the Sun - Bahari
Música mais ouvida chorando em 2016: Seventeen - Alessia Cara
Música mais ouvida apaixonada em 2016: Trouble - Halsey
Música mais ouvida escrevendo em 2016: Crystals - Of Monsters and Men

Álbum do ano: In Our Bones - Against The Current
EP do ano: Citrine - Hayley Kiyoko
Cover do ano: Same Drugs - MisterWives (Chance The Rapper cover)
Clipe do ano: Not Your Way - MisterWives & Gravel to Tempo - Hayley Kiyoko (NÃO DÁ PRA SER UM SÓ OK?)
Single do ano: Reasons - Bahari

Menções honrosas
Álbums: Need Your Light (Ra Ra Riot), Parsley (Julia Pietrucha)
EPs: Dancing on the Sun (Bahari), On the Run (Corey Harper)
Singles: Isn't That Life e My Little Town - Bell the Band
            No Wrong Way - Dyllan Murray feat. Kira Kosarin
            Back to Me - Marian Hill feat. Lauren Jauregui
            Scars to Your Beautiful - Alessia Cara
Clipes: Dancing on the Sun (Bahari)

Playlist de throwback com as músicas que resumiram meus meses:




Melhores séries vistas:
1. Last Life
2. Her Story
3. Carmilla
4. Unfortunatly Ashly
5. The Thundermans

Melhores filmes vistos:
1. Inside Out (Divertida Mente)
2. Carol
3. Up In The Air (Amor Sem Escalas)
4. The Fundamentals of Caring
5. Authors Anonymous (Autores Anônimos)

Blog:

Posts em 2016: 51
Total de posts até o fim de 2016: 394
Postagem mais popular do ano: 853km (por Helena Guimarães)
Visualizações de página em 2016: 17.846 (recorde anual)
Total de visualizações de página até o fim de 2016: 59.348
Comentários em 2016: 238 (recorde anual)
Total de comentários: 728

Melhores Palavras da Semana
(sem ordem particular)

Vergangenheitsbewältigung
alemão
O processo de lidar ou fazer as pazes com o próprio passado.

Torschlusspanik
alemão
Pânico do portão fechando; medo de estar deixando o tempo escapar entre seus dedos.

Diletante
português
1. Que ou quem é grande aficionado por música.
2. Amante das artes e da literatura.

Gigil
filipino
A necessidade ou impulso de abraçar, beliscar ou apertar algo ou alguém, por amor ou admiração profunda.

Bibliosmia
O prazer que se sente ao cheirar um livro.

Melhores posts de escrever em 2016
1. Uma canção para tudo que eu fui um dia e para tudo que perdi
2. Este post é um monte de baboseira astrológica
3. Como realmente é trabalhar no mesmo livro por 6 anos
4. As Crônicas de Kat - 2ª Fase - Capítulo I
5. Do outro lado da idade da coragem

Posts mais populares de 2016
1. 853km (Conto por Helena Guimarães)
2. NaNoWriMo 2016
3. Diário de Bordo 5 - Velha demais para isso - Parte 7: Quando simplesmente não para de chover
4. E ela está de volta (Conto por Annie Scigo)
5. Este post é um monte de baboseira astrológica

E assim terminamos o ano mais louco de 2016. A promessa que fica para 2017 é justamente a de ser menos covarde porque tem tanta coisa mais que aconteceu que eu queria contar aqui e ainda não consigo. Quem sabe ano que vem? Nos vemos do outro lado <3
G.

30/12/2016

A lista de 101 coisas em 1001 dias em 2017: Mais chances de quebrar a cara

Bem-vindos à decisiva e última do ano Atualização da Lista de 101 coisas em 1001 dias. O desafio que eu comecei no dia 1º de junho de 2016 e preciso terminar até 27 de fevereiro de 2019 é feito em constante construção aqui no blog e antes de começar um novo ano que tem tudo para ser muito especial e melhor do que esse, precisamos atualizar todo mundo sobre quais foram os objetivos cumpridos com sucesso em 2016 e lançar novos objetivos para 2017. Eu sei que eu tinha dito que escreveria um post para cada uma das coisas que eu já fiz, mas o ano só tem 365 dias (este teve 366, mas o dia extra foi em fevereiro, então não conta aqui) e 52 semanas, ok? Eu não conseguiria escrever sobre tudo nem se eu tentasse. Alguns dos itens citados aqui e já completos terão desdobramentos no ano que vem e eu posso voltar a falar sobre eles. E eu também farei vários posts da lista no ano que vem, mas por enquanto fiquem com esses resumos e atualizações:



#1 - Voltar a treinar francês 
Bem, o primeiro e complexo item da lista foi completo e teve um post específico para ele, chamado "Como NÃO aprender francês". A única atualização que eu tenho a fazer sobre isso é o fato de que, na semana que vem, quando eu não estiver pelo pescoço de coisas para fazer, eu pretendo procurar pelos preços de cursos de francês pela cidade. Eu quero escolher entre o francês, a habilitação e o pilates, o que vai me fazer decidir quais áreas da minha vida eu levo mais a sério. Ah, quem eu quero enganar, eu vou escolher o mais barato dos três.

#2 - Fazer aquela maratona de filmes que eu prometo sempre 
Ok, então alguns meses atrás, eu disse que tinha feito uma maratona de filmes com algumas amigas, na qual a gente viu três filmes (elas viram três filmes; eu estava dormindo quando o primeiro foi assistido, então vi dois), mas eu ainda não queria colocar o item como completado porque eu queria fazer uma maratona maior e também precisava assistir vários filmes em francês. Eu vi um total de 0 filmes em francês, mas eu fiz uma maratona de filmes sozinha que foi completamente espontânea, simplesmente porque eu queria assistir alguma coisa. Ela aconteceu no começo deste mês, em um fim de semana e eu vi um total de: três filmes (Amor Sem Escalas, A Duquesa e The Fundamentals of Caring). As lições que ficam é que eu não consigo me concentrar o suficiente (eu consigo levar oito horas para assistir um filme de uma hora e meia porque eu tenho que voltar ele o tempo todo. Até quando eu estou encarando a tela, eu começo a voar depois de alguns minutos. Por outro lado, quando eu estou vendo TV e não tenho a opção de voltar o filme, eu consigo assistir três filmes em uma sentada só) ou tenho internet boa o suficiente para ver mais de três filmes em uma maratona. Além disso, fica também o que eu disse que é a minha meta para 2017 na Tertúlia: "Parar de surtar e começar a simplesmente fazer".

#3 - Voltar a fazer exercícios 
E EU VOLTEI A FAZER CAMINHADA - como eu já tinha dito em novembro. Certo, ainda não é regularmente principalmente porque esses dois meses foram um caos, mas eu acho que se for para fazer algo regular, eu quero começar o pilates. Eu apenas não me sinto confortável andando na rua no fim da tarde e não tem sido relaxante, tem mais sido cansativo e eu preciso me exercitar por causa da ansiedade. Além disso, minha cidade continua em racionamento de água o que quer dizer que em pelo menos um dos dias em que eu for caminhar, eu vou ter que tomar banho de balde depois de suar feito um cuscuz. O pilates, por outro lado, provavelmente vai ser o suficiente para terminar de corrigir o meu desvio na coluna (Que depois de 11 anos me acompanhando, eu descobri que não é mais considerado um problema de saúde!!!!! Eu fico contando isso para todo mundo para poder me animar, mas o médico que me deu essa notícia era tão filho da mãe - negando um problema para o qual eu fiz mais de quatro tratamentos diferentes para corrigir e o diagnóstico de cinco médicos antes dele e me tratando como uma criancinha - que até o presente momento, quando eu lembro disso, eu sinto mais raiva dele que felicidade) vai melhorar outras áreas com as quais eu me preocupo e eu ou ser obrigada a fazer regularmente, já que estarei pagando. 

#4 - Terminar o Destrua Este Diário
Nada ainda. Eu tinha colocado uma meta de terminar antes de completar três anos com o DED, mas eu estava lembrando dos três anos como 21 de dezembro. No começo do mês eu descobri que a data em que eu comprei o livro, na verdade, foi 13 de dezembro de 2013. Eu fiquei tão revoltada por ter perdido a data que eu simplesmente deixei o progresso de lado e vou entrar em outro ano sem terminar.

#5 - Começar meu álbum de scrapbook 
Eu disse que precisava tirar um dia para sentar, pegar o álbum e simplesmente usar todas as fotos que eu já tinha revelado. Vocês lembram como no começo do mês eu estava sem notebook e com toda aquela energia de produtividade pós-NaNoWriMo que fazia minha cabeça berrar? Eu tirei esse dia para pegar o álbum e usar todas as fotos. Deu certo, MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSSS, eu tive uma ideia melhor para o tema do scrapbook algumas semanas depois. Eu ainda não sei se essa ideia vai dar certo, então eu não tirei todas as fotos outra vez, o que quer dizer que começado o álbum ainda está. Eu só vou tirar fotos dele depois que eu descobrir se minha ideia vai dar certo também. E sim, eu planejo colocar as fotos instantâneas que eu tirar lá.

#6 - Voltar a ouvir a Descobertas da Semana
Eu expliquei antes: Eu ouvi por umas três semanas e parei outra vez. Ainda não voltei depois disso, mas como eu tive que escrever várias retrospectivas essa semana, eu percebi que eu nem de longe ouvi tanta música e artistas novas quanto em 2015. E meu eu de 2015 não evoluiu tanto muscialmente falando para o meu eu de 2016 simplesmente estragar tudo. ENTÃO, em 2017 eu quero mesmo voltar a ouvir a Descobertas da Semana e definitivamente fazer um post sobre os principais artistas que eu descobri graças a essa playlist. (Porque outra coisa que eu descobri foi que eu não escrevi o suficiente sobre Bahari este ano. Eu preciso escrever mais sobre Bahari.).

#7 - Matar aqueles personagens 
Ok, a primeira personagem que eu precisava matar foi a personagem que morreu ao fim de Wild Ones - Parte 2. Foi horrível e eu ainda estou tentando me recuperar disso. Eu escrevi aquela cena ao som de Crystals da Of Monsters and Men e toda vez que eu ouço essa música, a cena passa diante dos meus olhos com toda clareza. Ela dói, especialmente porque a personagem teve todo uma evolução na segunda fase e tinha grandes planos para depois que pegasse a alma de volta. Se ela sobrevivesse eu sei que ela seria a primeira a entrar no Inferno, gritando: E ENTÃO, O QUE EU PRECISO FAZER PRIMEIRO?? Além disso, a morte dela quebra uma ligação muito profunda no Exército. Todas as treze são ligadas entre si, é claro, mas algumas das meninas tem umas com as outras ligações muito profundas, muitas vezes mais do que a ligação de sangue entre elas. E com essa morte, uma dessas ligações foi destroçada. E o que mais vai doer daqui para a frente é o fato de que as que ficaram não podem sentir essa morte com a intensidade que ela merecia.
A segunda morte, na verdade, era uma reescrita em Mais Uma Vez. Era uma morte menos dolorosa e menos pesada - apesar de que a menos que seja um personagem que surgiu para morrer, matar personagens é sempre um pouco doloroso -, mas a cena era bem intensa e como ela era pequeninha no manuscrito original, eu precisava aumentar ela. Foi tranquilo e essa morte quase não passa pela minha cabeça, mas nos últimos dias eu tenho sentido uma coceira para abrir o PDF e reler essa cena para ver se ela ficou mesmo quando eu me lembro. Eu ainda não fiz isso porque eu tenho medo de ela estar uma merda e eu acabar querendo imprimir ela só para colocar fogo. (Obs.: Existem duas cenas de morte em MUV, mas um dos personagens nasceu para morrer, então mesmo que escrever a morte tenha me deixado com um bolo na garganta, ela também não é tão dolorosa.).

#8 - Colocar um piercing na orelha 
Eu já escrevi sobre isso, mas eu ia escrever de novo na Retrospectiva 2016, então para que o post de amanhã fique um pouco menor, aqui vai o que eu diria: De volta há uns quatro anos atrás eu disse com todas as palavras que "Eu nunca usaria nada que precisasse de manutenção com antiseptico". Meu comentário foi movido pelo tweet de alguém que eu seguia que disse que precisava de antiséptico para limpar o piercing. Eu não faço a mínima ideia de onde era o piercing dela e anos depois eu continuo com vários lugares onde eu nunca colocaria o piercing, mas quando minha mãe e minha irmã fizeram o segundo furo em 2013, eu cheguei a dizer que elas eram doidas. 2016, o ano mais louco do mundo, se passou e aqui estamos, com a orelha furada na cartilagem. Mas eu continuo sem costume de usar brincos. Eu uso colares muito mais frequentemente, mas mesmo sem usar brincos, eu queria furar a orelha em outros lugares para fazer algo bem legal. Mas isso não vai ser agora ou tão cedo.

#9 - Investir no blog 
Eu falei na última atualização também que tinha comprado o domínio próprio para o blog e que esse era apenas o primeiro dos planos de investimento neste site ao qual eu dedico meu sangue suor e lágrimas. Eu testei outro dos planos, um anúncio no Facebook, e apesar de ter dado relativamente certo e não ter sido muito caro, poderia ter dado muito mais certo se eu não fosse UMA ANTA. Eu calculei o público de forma errada, aceitando a sugestão do Facebook ao invés de pensar no público do blog. Só no penúltimo dia de anúncio eu percebi porque eu não estava gostando dos resultados. Além disso, eu deveria ter conectado com o Instagram para o anúncio aparecer lá também. Eu vou tentar refazer isso no futuro e também tenho outros planos. Tive uma ideia bem legal para o aniversário do blog no dia 7 de fevereiro, mas eu realmente não sei se isso vai funcionar então prefiro não comentar.

#10 - Terminar um diário pela primeira vez 
OUTRA COISA QUE EU CONSEGUI E NEM ACREDITO. Eu realmente preciso fazer um post sobre isso porque eu quero compartilhar algumas das coisas que eu escrevi e quero mostrar mais ou menos como eu mantenho um diário (porque aparentemente eu me acho muito inovadora), então eu não vou falar muito, além do fato de que eu comecei o tal diário no dia 16 de fevereiro de 2015 e terminei o diário em 18 de outubro de 2016, escrevendo cerca de 200 páginas em um ano, oito meses e dois dias.

#11 - Começar um bullet journal ✓ e #12 - Visitar São Paulo 
Esses dois eu já tinha completado na última atualização e estão mais explicados em posts: Uma muito necessária atualização da lista de 101 coisas em 1001 diasAmigas, livros e experiências quase-morte.

#13 - Aprender a fazer cheesecake 
Outra coisa que eu 100% fiz. No começo do mês passado, quando minhas amigas vieram aqui, eu tinha todos os itens que eu achava que fossem o necessário para fazer chesecake. Na verdade, eu acabei descobrindo que na maioria das receitas não pediam ovos e ficariam muito melhor com chantili ou creme de leite. Eu tinha creme de leite, mas eu tinha feito minha irmã comprar ovos no dia anterior, então eu precisava de uma receita com ovos. No fim o cheesecake ficou muito bom, mas teve alguns problemas de percurso: Não tinha tanto cream cheese quanto deveria, então o chesecake ficou bem baixo para a quantidade de biscoito da massa. Além disso, eu comi a ponto de enjoar do que tinha porque o pessoal que estava aqui foi embora antes do doce esfriar e só eu e minha irmã comemos. E eu não quero enjoar de chessecake. Então, eu sei fazer chesecake, mas quando eu fizer outra vez eu mudarei várias coisas, para que ele fique ainda melhor. E quando ele estiver perfeito, eu compartilho a receita.

#14 - Trazer todos os meus livros que ficaram para trás 
Outro item com o post: De volta pro meu aconchego.

#15 - Entrar em um curso ou workshop de escrita 
Em setembro a Isa (uma das integrantes da Tertúlia e autora da Achados e Perdidos) mandou no grupo o link para um curso sobre as mulheres na literatura, tanto como escritoras, quanto como personagens. O curso era incrível e por algumas semanas eu fiquei em dúvida se deveria entrar nele ou não. A questão é que eu sempre quis participar de um curso ou workshop de escrita, mas eu nunca tive a chance. Esse desejo meu é bem esquisito, já que pelo menos até o ano passado eu não era muito fã de escrever em grupo e com feedback constante (agora eu até sou, mas minhas paranoias tomam o melhor de mim), mas eu acho que workshop de escrita é uma das coisas sobre Ser Um Escritor® que eu romantizo (eu também romantizo participar de palestras e de entrevistas - mesmo tendo ansiedade social nível master - e receber minha primeira carta de rejeição. Sim, você leu certo, carta de rejeição. Eu acho que só vou me sentir uma escritora de verdade quando isso acontecer, então eu quero emoldurar minha primeira carta de rejeição. EU SEI QUE PROVAVELMENTE SERÁ UM E-MAIL OK? ME DEIXEM FANTASIAR).
O caso é que eu entrei no curso, assisti aulas e observei a comunidade incrível (eu li um conto tão lindo que ainda não saiu da minha cabeça), mas eu nunca completei ele - por isso eu coloquei o item como apenas "Entrar em um curso ou workshop de escrita" não terminar ele. Eu queria, muito. Eu enrolei nas primeiras semanas, mas foi porque eu estava bem cheia de coisas (ele começou na minha segunda semana de aulas). Quando eu finalmente pude me dedicar a ele, eu procurei saber se ele contava como carga horária para a faculdade (contava!) e eu fiz toda uma agenda, mas foi tarde demais. Não porque não daria tempo, minha agenda cobria todo tempo necessário, mas porque eu não tinha como escrever seis cenas diferentes de uma vez só e no meio do NaNoWriMo. Pensei muito sobre o que escrever, mas não vinha nada e eu fui ficando cada vez mais frustrada. Eu entrei no curso na pior época possível!! Deixar ele sem contribuir foi uma das coisas mais dolorosas do ano, mas eu precisei fazer isso. Se eu tivesse postado pelo menos uma das atividades, eu provavelmente teria me forçado a continuar, mas eu não consegui nada. Mas eu só abandonei o curso depois de fazer uma promessa com sangue de que eu preciso entrar em dois cursos desses ano que vem. Cursos simples, de seis semanas como esse foi, mas eu preciso fazer isso. Então veremos o resultado.

#16 - Terminar meu primeiro livro e ter a coragem de deixar pessoas lê-lo 
Sobre isso eu definitivamente vou escrever na Retrospectiva 2016, então voltem amanhã, para os detalhes mais dolorosos do meu cérebro depois de ter finalmente terminado Mais Uma Vez e deixado seres humanos lerem ele.

#17 - Começar o Low Poo 
Eu ouvi sobre Low Poo e No Poo (técnicas que vetam o uso de diversos produtos normalmente utilizados em shampoos e condicionador, que causam danos a longo prazo) pela primeira vez quando uma tia minha leu o post "Cabelo, cabelo meu" no ano passado e sugeriu que eu entrasse em um grupo no Facebook para ler mais sobre. A técnica pareceu legal e fazia muito sentido, mas o grupo era completamente insuportável. Eu costumo dizer que mais de três pessoas é multidão, o que é um óbvio exagero, mas não para grupos no Facebook. Um grupo com mais de dez pessoas eventualmente vai resultar em um monte de spam, gente fazendo comentários desnecessários e muita muita muuita briga. Eu acho que eu não consegui aguentar um mês inteiro naquele grupo porque eu ficava irritada toda vez que abria nele. Eu sei que isso não faz sentido, mas perdoem minha lua em Escorpião: Eu peguei raiva do grupo e peguei raiva da técnica. Só de ouvir falar sobre já me vinha uma coceira e eu mantive os produtos que já usava, que pelo menos eu usava dos mesmos.
Então em outubro desse ano, meu cabelo sofreu uma violenta diminuição de tamanho. Foi um acidente, nem eu, nem a amiga que cortou planejávamos cortar tão curto, mas ele ficou um amorzinho e eu me acostumei logo com o tamanho. Eu vi isso como uma oportunidade de tentar técnicas para deixar meu cabelinho mais saudável enquanto ele crescia de volta (e ele já tá bem mais longo do que estava quando eu cortei). Assim, eu comecei o Low Poo no final de outubro e tenho seguido com ele até agora. Eu não acho que sou a pessoa mais apropriada para dizer que meu cabelo está mais saudável. Eu sinto que ele está - ele fica menos marcado depois de alguns dias e continua superfofinho, além de ter menos nós e decididamente estar caindo em menor quantidade (mais isso eu vinha notando desde maio) -, mas pode ser apenas placebo. O efeito principal de ter começado o Low Poo, porém, é que EU ESTOU GASTANDO UMA GRANA PRETA COM PRODUTOS DE CABELO. Não porque eu preciso de muitos produtos, mas porque eu não consigo parar de comprar. Eu comecei com a linha Amo Cachos da Griffus porque é a mais barata, mas isso não adianta muita coisa porque eu não consigo parar de comprar tudo que eles têm. Quando o mês começou eu tinha seis produtos deles no banheiro: Dois potes do creme multifuncional, um de co-wash (condicionador higienizante), um do shampoo sulfate free, um da máscara de tratamento intensivo e a gelatina memorizadora. E eu temo o dia em que um deles acabar porque eu terei que ir à loja de cosméticos e se tiver chegado algo novo eu sei que vou comprar. Eu preciso ser controlada.

#18 - Não me arrepender
Esse é um item frouxamente inspirado em um da lista da tatii que eu adicionei depois de ter escrito sobre arrependimento na Tertúlia. É um item simples, mas complicado de explicar, que vale para todo o ano de 2017. No final do ano passado eu disse que uma imagem que resumia 2015 era o gif da galinha dançando com a legenda "No regrets". Um dos motivos pelos quais eu penso em 2015 com carinho é porque diversas vezes eu optei por fazer coisas que contariam no meu crescimento, mesmo que elas fossem loucas e irresponsáveis. Mas 2016 definitivamente não foi assim. Eu me arrependi muito e de muitas coisas. Eu fiz muitas merdas, mas também tem coisas que eu não tinha porque me arrepender - e que muitas vezes, eu deveria ter orgulho - e só me arrependo porque sou covarde. Então o objetivo para 2017 é isso: Ter menos medo. Não me arrepender.

#19 - Tirar meu passaporte 
Sabe qual foi a primeira coisa que eu fiz quando a eleição do Trump foi confirmada? Eu comecei a procurar como eu faria para ir para o Quênia. Eu passei o ano inteiro falando que se ele fosse eleito eu teria que cancelar meu Plano de Cinco Anos (que envolvia me mudar para Nova Iorque), então eu teria que criar um plano novo, mas o plano B sempre foi Viena, na Áustria. Porém, assim que a timeline começou a ficar caótica e triste eu comecei a procurar sobre ir ao Quênia. Eu me apaixonei pelo país durante o ano graças a Ruby Carr falando sobe ele o tempo inteiro e ao fato de eu ter me apaixonado pela língua local (suaíle), mas eu ainda fiquei surpresa por estar pesquisando sobre ir para o Quênia. Mas fazer aquilo fez com que eu sentisse que estava fazendo algo. Eu chequei documentação, as vacinas e decorei tudo que eu precisaria para conseguir o visto de seis meses para o país. Eu olhei preços para a viagem e me encantei por um voo com escala de seis horas em Joanesburgo. A única coisa que faltava era tirar o passaporte.
Eu não tirei o passaporte para ir para o Quênia, mas já que eu estava tão dedicada a organizar tudo, eu bem poderia fazer isso. Em 2015 eu escrevi que eu queria parar de sonhar e reclamar que minha vida não era assim e assado, mas começar a fazer coisas que fizessem com que minha vida fosse do jeito que eu quero. Se eu quero viajar pelo mundo todo, aprender francês e tirar meu passaporte ajuda. Eu peguei meu passaporte no dia 23 de dezembro e naquele mesmo dia fui quase desafiada a conhecer mais de 32 países em 10 anos. Outra coisa que eu fiz foi planos de viagem mais lógicos, ao invés de simplesmente dizer que eu quero ir para todo canto. Eu decorei todo percurso e tudo necessário para conhecer o Quênia. Eu transformei conhecer Porto Williams no Chile (a cidade mais ao sul do mundo) e ver a aurora austral em um dos meus planos para as primeiras viagens internacionais. Eu comecei a planejar viagem feito doida para o ano que vem. O que inclui o item abaixo.

#20 - Planejar minha viagem de aniversário
Eu tenho quase certeza de que todo mundo já sabe para onde eu quero ir no meu aniversário, mas eu não vou falar aqui ainda até estar tudo mais organizado. O planejamento já começou há alguns meses, mas ainda não tem nada fechado, então não vamos estragar. O que eu posso dizer é que eu definitivamente preciso ir para um estado do sul ou sudeste. "Por quê?" você, desavisado, pode se perguntar. Bem, meu aniversário no ano que vem cai no terceiro sábado de fevereiro. Terceiro sábado de fevereiro = último dia de horário de verão. Último dia de horário de verão = à meia noite do domingo o relógio volta uma hora e o sábado ganha uma hora a mais. Resultado: MEU ANIVERSÁRIO TERÁ 25 HORAS DE DURAÇÃO NOS ESTADOS COM HORÁRIO DE VERÃO!!! Então é, eu preciso estar em um estado com horário de verão. Eu teria tido um aniversário assim em 2012 quando ainda morava no Rio de Janeiro, mas o dia foi sábado de carnaval e a presidente (sdds) adiou o fim do horário de verão para o fim de semana seguinte. Em 2017, o carnaval é dia 28 de fevereiro o que quer dizer que eu finalmente terei um aniversário com 25 horas de duração. E, é claro, eu preciso comemorar isso.

#21 - Ter uma câmera semi-profissional
Eu disse no post sobre o Natal (link no próximo item) que eu queria ter uma câmera semi-profissional antes de ter uma câmera instantânea, mas acontece que deu erro no processo e eu comprei a segunda antes da primeira. Continuo realmente querendo uma câmera semi-profissional, especialmente se eu viajar tanto quanto eu pretendo e eu estou pedindo ela de presente de aniversário. Mas mesmo não ganhando, o plano é juntar dinheiro para comprar uma. Veremos.

#22 - Ter uma câmera instantânea 

#23 - Cozinhar mais para mim mesma
O bizarro desse item é que ele já está acontecendo, mas não está marcado como feito porque eu quero cozinhar para mim mesma mais ainda. Deixa eu contextualizar: Em Tóxico, a Isabel é filha de um cozinheiro e cresceu ajudando o pai na cozinha. Sempre que ela precisa pensar ou fazer uma atividade automática, ela inventa receitas, vai para a cozinha fazer coisas aleatórias e acaba enchendo as pessoas de comida pelo resto da semana. Eu provavelmente escrevi ela assim porque conheço e admiro muita gente desse jeito, especialmente Mandy Lee, que é reconhecida por produzir donuts em grande quantidade quando está trabalhando em música. A questão é que escrever tanto sobre como cozinhar relaxava a Isabel e ter que aguentar ela falando da culinária na minha cabeça como eu falo da escrita, teve um grande efeito sobre mim e no começo do mês eu comprei um monte de coisa para cozinhar, ao invés de comidas prontas e coisas de café da manhã.
O problema aqui é que eu não sou uma boa cozinheira, na verdade, - e inclusive, sou a única pessoa que eu conheço que não lembra de uma cozinheira incrível na família. Eu posso até ter, mas eu não lembro de ninguém. A maior parte de nós cozinha para sobreviver. - e por muito tempo eu fui levada a pensar que eu sou um lixo na cozinha. Mas sabe o que você aprende morando sozinha? A fazer milagre com um pacote de macarrão, um ovo e alguns temperos. Eu nunca vou participar de uma competição culinária, mas eu preparei umas coisas bem compatíveis com a minha fome durante o primeiro ano sozinha. E é por isso que o objetivo é cozinhar mais para mim mesma. Comprar carne e coisas para salada para quando eu estiver stalkeando a Kira Kosarin pela nonagésima vez e ver uma foto de uma salada, eu simplesmente ir e comer a salada. (Eu passo muito tempo desejando as saladas que eu vejo no Instagram e um monte de gente me acha maluca por isso. Mas eu não sou maluca, eu simplesmente não discrimino comida. Eu consigo comer uma salada verde e um hambúrguer com a mesma vontade dependendo do dia). Eu também deveria colocar como objetivo comprar mais frutas e coisas diferentes porque parece que eu só me alimento de pão e de massas há mil anos. Não, sério, é tanto carboidrato que salgado de lanchonete tem me causado ânsia. Eu sei que não compro frutas porque elas ficam ruins muito rápido e eu tenho que comprar constantemente para sempre ter em casa, mas ou eu compro frutas ou em breve eu não vou conseguir comer mais nada. Eu sei que isso soa meio que uma tentativa de ser mais saudável em 2017, mas só é isso se você levar em consideração meu estômago. E se eu fosse pensar nele, na verdade, eu teria que diminuir o café também. Ah não, isso é demais. Deixa eu calar a boca agora.

É isso. Só o que falta é avisar que eu tenho usado a hashtag #QaMdE101coisasem1001dias para falar sobre itens completos no Twitter, no Instagram e no Facebook. Se vocês quiserem conferir, é só pesquisar.
Este post já foi em partes uma retrospectiva e um certo prospecto para 2017, então eu não estou surtando tanto sobre ele ter sido publicado menos de 24 horas antes da retrospectiva real. Mentira, eu tô surtando, sim.
G.

29/12/2016

Diário de Bordo 6 - Pós-apocalíptico - Parte 3: Memórias descartáveis e lágrimas de alegria

Olar! Meu cérebro fez aquele negócio de simplesmente não conseguir se concentrar e simplesmente escrever outra vez e agora eu vou ter que enfiar três posts entre hoje e o dia 31 - MANDEM AJUDA. A boa notícia é que estar evitando escrever ficção durante este mês me faz pensar bastante sobre meus projetinhos, o que provavelmente vai fazer com que minha primeira deadline para 2017 seja cumprida com tranquilidade. Ou não. Tudo que eu sei é que eu estou cansada. Antes de ir ao post, eu tenho uma dúvida: é só comigo ou vocês também nunca lembram o que fazem na semana entre o Natal e o Ano Novo? É como se esses 7 dias nem existissem, mas fossem apenas um vácuo temporal. Quer dizer, é óbvio que existem e que a gente vive durante eles, afinal estamos neles, mas sempre que eu olho para trás pensando nesses dias, é como se eles nem tivessem acontecido, e a menos que algo grande aconteça (por exemplo, ano passado eu fui tirar o título de eleitor dia 30 de dezembro) parece que o Natal e o Ano Novo foram um evento sequencial. Talvez seja realmente isso. Talvez não exista nada entre Natal e o Ano Novo. Talvez seja apenas uma simulação. Talvez por isso que escrever tem sido tão difícil. Agora tudo fez sentido!
ANYWAY, tudo certo por aí? Como foram de Natal? O meu foi bem... normal. Mas isso é uma coisa boa. Eu não tinha um Natal normal há 3 anos (ontem eu fiquei pensando sobre como minha definição de "Natal normal" vem de apenas dois Natais passados no Rio. De dezenove Natais que eu já passei neste mundo a minha base para o que eu quero da data são apenas dois Natais.) e ter um agora foi uma coisa realmente boa. Novas tradições foram cumpridas, expectativas não foram frustradas e eu tive tempo de fazer coisas que eu nem acreditava que fosse conseguir. Não o melhor Natal da face da Terra, mas ainda assim, um Natal perfeito. E é sobre o que aconteceu nele que eu preciso falar aqui:

Seguindo a lógica gif fofo em um post e gif estranho no outro do Natal do ano passado, eu lhes trago o Grinch!

O plano era bem simples: Ter tudo terminado na sexta-feira para que no fim de semana eu só precisasse me preocupar com coisas natalinas. Claro que isso não deu nada certo porque depois de passar a madrugada de sexta quase inteira passando mal, meu notebook resolveu que não carregaria mais na sexta de manhã e eu tive que assar o dia escrevendo no notebook da minha irmã, o que ferrou com a minha produtividade. Isso acabou acumulando tudo que eu tinha planejado fazer e eu ainda não consegui fazer todas essas coisas. Eu terminei o último post nos primeiros minutos do dia 24 e na manhã seguinte, fui organizar a divulgação do post e alguns especiais de Natal que eu queria colocar na página. Isso feito, era hora de me dedicar a uma das melhores atividades natalinas: Fazer rabanada. Certo, fazer a rabanada não é tão bom quanto comer a rabanada, mas existe algo de muito mágico em fazer todo aquele processo de preparar a rabanada e na primeira mordida descobrir que aquele negócio ficou muito bom. Dessa vez eu fiz bem menos do que no ano passado, porque não era para a festa da família, era só para a minha casa e talvez para o almoço no dia seguinte. Eu apenas não podia ficar sem rabanada. Levei um pouco mais de duas horas entre arrumar tudo, fazer tudo e limpar a cozinha inteira.
Então era a minha real parte preferida da véspera de Natal: Tomar banho, lavar o cabelo e passar horas apenas de roupão, sem precisar fazer nada até a hora de se arrumar. Eu queria realmente não precisar fazer nada, mas eu estava surtando pensando que deveria estar fazendo coisas. Por que eu continuo me convencendo a fazer coisas e dizendo sim para ideias quando eu sei que preciso de uma pausa? POR QUE MEU CÉREBRO NÃO PARA POR UM INSTANTE??? De qualquer forma, eu não consegui nem terminar nada, nem descansar e acabei passando algumas horas navegando a esmo pela internet e me odiando um pouquinho. Eu também não conseguia parar de pensar em peru assado e farofa (e de repente isso é tudo que eu consigo pensar agora também) e como eu não fazia ideia de quando ia comer, fui me entupindo de comida pelas horas passadas esperando. Mas rapidamente a hora de me arrumar chegou. A roupa já estava separada haviam alguns dias porque eu estou arrumando meu guarda-roupa fazem exatos doze dias e meu cabelo ainda estava molhado, então eu tive que apelar e usar o secador. Depois eu fiz mais coisas que eu nunca faço e coloquei batom roxo. Eu nunca uso batom, mas nas últimas semanas eu fiquei com uma vontade meio doida de ver como eu ficaria com batons escuros e como minha irmã tinha um batom roxo, eu resolvi tentar. Pareceu meio estranho para mim, mas foi uma evolução do gótico emo do ano passado para um gótico chic com um pézinho no arco-íris:

2015/2016. Sim, eu fui para o Natal de 2015 parecendo um vampiro de filmes dos anos 90. Não me arrependo de nada.
Nós fomos para a ceia mais ou menos 20h45 com nossas garrafas de ponche (o que tinha ficado combinado que nós levaríamos) e os presentes para a brincadeira. Chegamos quando tinha pouca gente ainda, o que eu não gosto tanto, mas na ceia vem boas lembranças de chegar quando ainda tem pouca gente. Além disso, minha avó veio logo entregar para a gente umas fotos nossas que ela achou que a gente poderia querer e ficamos um tempão fuçando essas fotos bem antigas. Quando você começa a olhar fotos em uma festa de família começa a surgir gente de todo canto pra olhar também e fazer piadinhas. No Natal, comigo já emotiva pelas luzes e por toda festividade, olhar essas fotos me deixou mais emotiva ainda. Tinha até uma foto muito fofa de eu em 1999 (com 1 ano de idade) carregando um caderninho e uma caneta que todo mundo disse que era bem profética. (E já que eu toquei no assunto: A minha versão do "E os namoradinhos" na família é a frase "E o livro?". Eu normalmente escapo dessa pergunta quando perguntam sobre o quê é meu livro e eu respondo com "É um livro de fantasia", mas este ano eu queria ser mais perguntada porque eu teria algo a dizer, mas só fui perguntada pelo esposo da minha prima que eu vejo de vez em nunca. Quando a gente quer, não acontece). A questão é que a gente só ficou lá observando antigas memórias descartáveis por alguns instantes enquanto eu pensava em tudo que tinha ido embora e sido destruído nos últimos anos.
Mas não vamos deixar a nostalgia e a saudade das coisas inalcançáveis (ou em romeno "dor") tomarem conta da situação porque não demorou muito, a gente tava se entupindo de comida. Desde o ano passado, pelo menos, ninguém espera até a meia noite para comer porque disseram que os mais velhos precisam comer mais cedo e eu não faço objeção porque eu odeio aguentar em agonia até as 00h. Naquela noite, eu precisei comer dois pratos porque tudo que eu conseguia pensar era em comidas de Natal já fazia horas. Assim como no ano passado, nada de passas em nada ou de nenhuma salada agridoce. O doido era que colocaram mangas em um dos perus e todo mundo foi em cima da manga antes de comer qualquer outra coisa - porque Natal = comida agridoce isso é científico - então não faz sentido que continuem não fazendo nada agridoce para a família. Tirando isso, minha única reclamação sobre a ceia foi a falta de variedades na farofa. Eu comi os dois tipos de farofa que levaram, mas uma delas só estava em volta de um dos perus e eu queria mais. Faltou a boa e velha farofa feita na assadeira do peru com o gosto da gordura e bem salgada, em grande quantidade. Minha irmã acha que faltou mais do que isso porque ela disse que não tinha quase nada que lembrasse Natal, além dos perus e do pernil, mas eu tinha bem menos expectativas que ela, então eu só queria a farofa mesmo. E algumas passas, mas isso eu sabia que não teria, tanto que comprei um potinho com passas no supermercado no começo do mês para poder colocar em toda comida (eu passei dezembro inteiro comendo farofa com uva passa e ainda assim, no exato momento em que eu escrevo isso, eu quero farofa com uva passa).
Depois da comida era hora da tradicional brincadeira da família que este ano foi um bingo um pouco diferente. Ao invés das cartelas com números sortidos, todos os participantes pegavam uma cartela, escreviam vinte nomes entre as pessoas presentes e depois os nomes eram sorteados em uma caixa e cantados, cada um ia marcando os nomes que tinha listado. Tinha uma lista com todos os presentes para ajudar quem não sabia o nome de todo mundo (tinha quase 60 pessoas lá) e foi ela que estava com meu nome escrito errado como eu falei no post da semana passada. Ele foi corrigido a tempo e na verdade meu nome foi um dos sorteados na hora do bingo e foi cantado com partes separadas como Giiii-u-lia. Eu sou uma vaca irritante, mas eu fico feliz fácil e isso me deixou bem feliz. No bingo eu ganhei uma loção hidratante para bebês, mas eu troquei por duas taças de plástico. Eu até gostei da loção, mas as taças seriam muito mais úteis aqui em casa porque minha irmã queria muito ter copos separados para beber água e eu precisava focar nos presentes úteis.

Aqui vocês veem meu nome escrito certo com destaque e a minha cartela do bingo.
E falando em presentes e úteis, assim que eu cheguei em casa naquela noite eu fui abrir alguns dos meus. Já tinha passado de meia noite e eu precisava descobrir quais eram os presentes que eu não tinha comprado para mim mesma. Vocês podem estar se perguntando qual foram os presentes que minha irmã me deu, já que eu tinha escrito que "Ela disse que um dos presentes que ela comprou é algo que é meio presente de "amigo sacana", um é algo que eu vou ficar meio "é..." porque está relacionado com alguma merda que eu fiz e os outros dois são coisas que eu provavelmente irei gostar.". A coisa de amigo sacana foi um kit com 3 calcinhas. Se ela realmente achava que eu não ia gostar disso, ela tava bem doida. Alô, são calcinhas! A gente sempre tá precisando de calcinhas novas e, como eu disse, focar em presentes úteis. A coisa que estava relacionada com uma merda que eu fiz foi um colar de ametista. A merda que eu fiz foi ter comprado um na semana anterior ao Natal. Mas eu tinha dito para ela que eu não me importava em ter mais de um porque ametista é minha birthstone e eu quero todas as coisas possíveis com a pedra.
Já nos outros presentes para mim mesma embaixo da árvore tínhamos: o presente que eu comprei para mim mesma e disse que "eu sei que um monte de gente vai ficar meio "Ah, ela não fez isso" quando vir o que é" foi uma Fujifilm Instax Mini 8 Azul Menta - por isso o nome dela é Minty - uma câmera para fotos instantâneas que eu tinha jurado de pé junto que só teria depois que tivesse uma câmera semiprofissional. Foi uma promoção grande, ok? E o frete tava R$9,99 apenas. ISSO NUNCA ACONTECE. Eu precisava agarrar aquela chance. Como eu comprei ela em novembro e não exatamente sobrou dinheiro para os filtros eu pedi uma caixinha com 10 filtros e ganhei uma com 20 da minha irmã também. O plano era usar os primeiros 10 nos pouco menos de dois meses até o meu aniversário e deixar os outros 10 para o grande dia, mas eu usei 4 deles no dia 25 mesmo e tem outra data comemorativa esse fim de semana além de eu viajar na semana que vem, então eu provavelmente vou usar vários outros e talvez eu precise de mais um pacote de filtros até 18 de fevereiro. Ou talvez vários. Finalizando os presentes, eu também ganhei uma agenda muito fofa (de Vic) e uma caixa de chocolates de As Meninas Superpoderosas e comprei para mim mesma o livro A Curious Tale of The In-Between da Lauren DeStefano em capa dura e o perfume Make B Africaníssima d'O Boticário (perfume mais caro que eu já comprei na vida) (e olha que foi na Black Friday!!).

Todos os presentes estão aqui, exceto o trio de calcinhas. Gostei do presente, mas não fica tão legal em fotos.

O dia 25 foi exatamente como eu queria, passado na preguiça. Eu acordei, peguei rabanada e café e comi embaixo da árvore enquanto abria os presentes que não tinha aberto na madrugada. Depois, tirei minha primeira polaroid (eu não vou ficar dizendo foto instantânea o tempo todo ok?) e fui para um churrasco que meu tio estava dando na casa dele ficar deitada de barriga pra cima e me entupindo de carne assada com aipim. Tentei ler um pouco também, mas a preguiça era maior que a concentração. À noite nós fomos para a praça que decoram na cidade apenas para ver as luzes, o que eu queria bastante, mas tava tão cheio de gente lá que realmente só deu para ver as luzes e bem mal. Eu tirei algumas fotos, mas foram principalmente fotos da minha irmã e fotos soltas das luzes de Natal que a essa altura do campeonato só são legais de serem postadas no Instagram como #tbt. Mas eu não me importei muito porque eu vi as luzes e cheguei em casa à tempo da reprise do Ho Ho Holiday Special com as minhas estrelas preferidas da Nickelodeon e que termina com a minha canção de Natal preferida de todos os tempos: Rockin' Around The Christmas Tree. Isso completou o Natal perfeito. Ceia, presentes, almoço no dia seguinte, rabanada e especiais de Natal na TV. Como eu disse foi normal e simples, mas não houveram decepções ou momentos tristes. Meu coração estava completo e as únicas lágrimas vertidas foram lágrimas de alegria!
Vejo vocês amanhã (dia 30) já que aparentemente é essa a minha vida agora,
G.

24/12/2016

De volta pro meu aconchego - 101 coisas em 1001 dias

Beeeem-vindos ao post que deveria ter saído no meio da semana e acabou saindo no meio da noite de sexta! Eu tenho que voltar à minha regra de só prometer coisas depois que elas estiverem prontas porque eu fui dizer "Vários posts esta semana como presente de Natal" e acabei deixando vocês com dois posts! O primeiro deles foi bem longo, mas ainda assim apenas dois posts. Para resumi tudo, eu perdi completamente a noção do que estou fazendo com a minha vida. Emocional e psicologicamente falando esta foi uma semana de merda e eu deveria ter refeito minha agenda ao invés de ficar tentando me forçar escrever, mas eu só fiz isso depois de ter passado mal madrugada passada porque isso é muito minha cara. Dezembro deveria ter sido meu mês para descansar, mas não foi e agora eu estou colhendo os frutos disso. E meu notebook parou de carregar outra vez! E eu não sei se a oficina vai estar aberta semana que vem! Tudo ótimo por aqui! Voltando à lista de 101 coisas em 1001 dias, eu vim atualizar vocês sobre o décimo quarto item, mas antes dele, precisamos de certo contexto - e peço licença para poetizar bastante a coisa toda.
O maior paradoxo que rege a minha existência é a necessidade de ter um ponto constante na vida para chamar de lar, ao mesmo tempo que, nas minhas próprias palavras, eu nunca quero ficar em um lugar por tempo o suficiente para que as pessoas se cansem de mim. Assistir ao filme Amor sem Escalas me fez perceber que eu não posso viver a vida que eu sonho viver, porque eu sou apegada demais à minha vida ao mesmo tempo que sou desapegada demais à mesma. Eu nunca conseguiria viver só de uma mala e nem desfazer minhas conexões com as pessoas, ao mesmo tempo que eu odeio me sentir presa a pessoas e a coisas. Eu sou acumuladora e sempre acho que vou precisar de alguma coisa por mais boba que seja, mas quando entro no clima de me livrar das coisas, faço de tudo para me desfazer do máximo de coisas possível porque só me sinto bem assim. É por isso que eu sonho com um pequeno apartamento confortável, apenas para ter onde me refugiar quando minha vontade de me esconder do mundo for maior do que a vontade de explorar cada canto dele. Isso tudo sendo dito, quando eu finalmente tiver esse apartamento, quando eu encontrar o lugar para chamar de lar e de ponto de decolagem para todos os destinos do mundo, eu quero que ele seja tomado por centenas de livros.

*Cantando dramaticamente*

Caso você não tenha acompanhado todo meu processo esquisito de mudança desde 2014 para cá, vamos a um resumo: Eu morei no Rio de Janeiro de 2010 a 2014 e em abril de 2014, logo depois de perder minha mãe, eu tive que voltar para a minha cidade natal na Bahia, onde minha família tem suas raízes. Como a mudança foi muito abrupta, muitas coisas minhas ficaram no meio do caminho, na casa do meu tio no interior do RJ. Foram várias coisas como fotos e porta-retratos, itens de cozinha, roupas de cama e etc, mas a única coisa que importava para mim de verdade e que eu sentia falta mais do que qualquer outra coisa eram meus livros. 101 livros meus ficaram para trás e foi praticamente como deixar meus filhos em casas de parentes. Infelizmente, eles também eram os mais complicados de serem enviados porque livros pesam e decididamente 101 livros pesam muito. Assim, eu passei anos sem eles e sentindo falta de poder pegá-los, fuçá-los, relê-los quando deveria estar terminando outro livro e de enfiar cinco marcadores neles para poder colocar citações em posts.
Em abril de 2016, eu me mudei da casa dos meus avós para um apartamento só meu e da minha irmã e depois disso estava decidida a trazer meus bebês do interior do Rio de Janeiro para a segurança dos meus braços. Eu me comparei a uma mãe que se muda para outro estado e que passa anos juntando dinheiro para trazer os filhos para onde ela vai, o que foi bastante dramático e exagerado, mas é a única comparação que eu consigo fazer. Antes de simplesmente pedir que meu tio enviasse nossas coisas, eu precisava ter um lugar onde enfiar 101 livros, então pedi a meu outro tio que fizesse uma estante para mim. Eu sempre quis ter uma estante de madeira simples para encher com todos os meus livros, que circulavam entre meus guarda-roupas e nichos que eu já tive. O fato de eu ter passado de 150 livros físicos, sem uma estante só era possível porque mais da metade deles estava bem longe de mim. Então pedi uma estante de presente e ganhei uma com seis prateleiras, branca e cinza, completamente amorzinho. Eu disse a todo mundo que era minha primeira estante na vida, mas isso não é exatamente verdade porque eu já tive uma estante de aço, como pode ser visto na imagem abaixo.

Uma foto publicada por Giulia Santana (@giuliasntana) em
Esses eram tempos mais fáceis


Minha estante ficou pronta e foi montada no dia 8 de julho. Meus livros que estavam comigo na época ocupavam mal mal duas prateleiras dela. O processo de trazer meus livros e o resto das coisas para cá continuou se desenrolando e só três meses depois, no dia 14 de outubro, eles chegaram. Meu tio enviou tudo por uma transportadora que no dia anterior à chegada tinha avisado que as coisas estavam voltando! Eu levei um baita susto, especialmente porque de acordo com o rastreamento ele não tinha nem chegado na minha cidade, simplesmente tinha voltado. Mas no dia seguinte, a van da transportadora apareceu aqui magicamente com todas as caixas, me deixando bem feliz. Eram três caixas bem pesadas. As horas seguintes foram passadas fuçando tudo para descobrir um monte de coisa que eu nem lembrava que tinha e várias outras que eu jurava terem se perdido em algum momento dos últimos anos. Quando eu tirei tudo das caixas e deixei espaço para o meu gato brincar, eu finalmente fui organizar meus livros.
Eles ficaram a um quilometro da praia e a alguns metros de uma lagoa de água salgada então todos eles estavam cheirando a maresia e alguns deles um pouco amarelados, mas eu não sou o tipo de pessoa que se importa tanto com o perfeito estado dos livros. Eu gosto de livros antigos, com marcas e bem usados. Normalmente isso significa que o livro foi muito amado. Imaginem assim: Eu vendo um desses livros para um sebo e alguém que também ama livros usados compra eles. Eles tomaram bastante ar depois que chegaram, mas talvez eles ainda tenham um pouco de cheiro de maresia bem lá no fundo. A pessoa que comprou sente esse cheiro e começa a se perguntar por onde esse livro passou e sobre a vida da antiga dona. Não é exatamente uma história épica, mas o novo dono do livro não tem como saber disso, então cria centenas de histórias sobre porque esse livro tem cheio de mar e está amarelado nas pontas, uma mais louca do que a outra. É isso que eu amo em livros usados, ele tem outras histórias - histórias reais e não contadas - em cada marca, dedicatória e anotação.
Então não, o que me deixou chateada não foi o cheio ou o leve estrago nos livros que eu juntei desde 2007, foi o fato de que alguns tinham sumidos. Eu tinha dez livros a menos do que eu achava que tinha. Considerando que as minhas coisas passaram pelas mãos de diversas pessoas diferentes (eu nunca tive a chance de empacotar minha mudança do Rio - isso é quão maluca minha mudança foi - e depois disso meus responsáveis e adultos interessados fuçaram essas coisas), eu já esperava que alguns livros tivessem se perdido no vácuo, mas DEZ LIVROS INTEIROS incluindo um dos meus Jane Austen foi um baque bem grande. Grande o bastante para que eu não conseguisse me desfazer deles. Eu tinha prometido que ia vender ou doar alguns, como os de séries incompletas (que eu tenho um ou dois livros, mas li os outros emprestados) (estou olhando para você Diários de Um Vampiro. Olhando para você.) e alguns que eu não gosto tanto assim e que podem ser mais amado por outras pessoas. Da última vez que eu me desfiz de algum livro foi para diminuir minha lista de leitura, me desfazendo de livros que eu não leria nos próximos cinco anos ou de livros que eu realmente não gostava e queria vender há anos. Eu vendi 17 livros dessa vez, incluindo um que não era exatamente meu (longa história) e usei o dinheiro que consegui para a Bienal do Livro de São Paulo. Quando meus livros chegaram do RJ a meta era a mesma, vender vários e começar o cofre para a Bienal do Livro Rio de 2017. Mas eu simplesmente não consegui. Eu precisava de tempo com eles. Prolonguei isso jurando fazer até o final do ano e coloquei na lista de coisas que eu precisava fazer antes de 2017, junto com ir a vários médicos e separar roupas para doar, mas quando finalmente decidi ir para a minha estante e escolher livros para vender, eu não consegui outra vez. Eu passei dois anos sem meus bebês e eu não consigo dizer adeus para alguns ainda. Talvez até meu aniversário? Nós veremos.


Era assim que meus livros ficaram na estante no dia em que eles chegaram eeeeeee

É assim que eles estão agora. São mudanças quase imperceptíveis: eu só emprestei um deles e acrescentei alguns outros que foram os livros que eu li nesse meio tempo. Não são todos os livros que eu tenho porque eu só coloco na estante os livros que eu já li, a lista de leitura fica no meu guarda-roupa, pelo menos até minha mesinha ser montada. Além disso, cês veem o rádio ali em cima? É o mesmo rádio que eu ganhei da minha mãe de aniversário de 14 anos e que com quase cinco anos de idade, depois de passar dois anos inteiros em uma caixa, exposto a maresia e de ser trazido em uma caixa com dezenas de outras coisas por mais de mil quilômetros, continua funcionando perfeitamente bem. Agora meu notebook, que praticamente não sai do braço do sofá? SEMPRE QUE EU PRECISO ME VEM COM UM PROBLEMA.

Então, no momento em que este post é escrito, eu tenho exatos 193 livros na estante do Skoob e alguns a menos que isso na estante real que está parada ao lado da minha cama, todos organizados por ordem alfabética de autor. Talvez eu repita meu objetivo de ter 200 livros até o meu aniversário no ano que vem, talvez o novo objetivo seja ter apenas 150. Talvez o mundo acabe oficialmente amanhã e eu precise passar o resto dos meus dias em um abrigo formado por meus livros. Quem sabe o que o dia de amanhã nos trará ou se haverá um dia de amanhã? Pera. Coluna errada né?
G.

20/12/2016

Diário de Bordo 6 - Pós-apocalíptico - Parte 2: Tradições de Natal na Nova Terra

Olá, internet! Notam alguma coisa de diferente por aqui? Eu disse que ia fazer algumas mudanças no blog e eu sei que isso não foi exatamente básico, mas eu achei que esse layout funcionaria aqui e gostei do resultado, então. Ainda preciso de feedback, pessoal. O blog está funcionando para vocês direitinho? O layout novo está exagerado? E as fontes, funcionam? Podem falar! O mês de dezembro é para melhorar o blog e o presente de Natal que eu posso dar a vocês no momento é isso. Isso e um monte de posts esta semana porque eu estou quase enlouquecendo com tudo que ainda preciso dizer aqui considerando que estamos na penúltima semana do ano. É isso aí, estamos na semana do Natal, também conhecida como a penúltima semana do ano e por mais que eu queira que 2016 termine logo, eu também estou surtando por ele estar chegando ao final tão rápido.
Caso você seja novo aqui (Olá), precisa saber que eu sou conhecida como louca das datas. Por vários motivos, mas um deles é que eu levo celebrações de datas muito a sério. Se uma data comemorativa existe ela deve ser comemorada de uma forma ou de outra, SÃO REGRAS. Regras que as pessoas adoram desrespeitar, mas ainda assim REGRAS. E é claro que a maior data comemorativa do ano não passa batida por mim. Eu tenho umas próprias tradições natalinas baseadas em traumas de infância. Não, não tradições de infância, traumas de infância mesmo. Eu vejo muita gente dizendo que o Natal na infância era maravilhoso, mas que hoje em dia não tem a mesma graça, quando para mim é meio que o contrário. A única tradição de Natal que eu tinha quando era criança a era de colocar o sapatinho na janela do quarto para que o Papai Noel deixasse o presente lá. E mesmo assim isso era quando eu era muuuito nova. Claro que a gente ia para a igreja no dia 25 e minha mãe sempre arranjava um lugar para ceiar dia 24 quando a gente não passava as festas com a minha avó, mas não tinha aquilo de "no Natal minha família faz isso, isso e isso" quando eu era criança. Na verdade, o Natal só começou a ficar interessante em 2007, quando eu ganhei livros pela primeira vez.
Agora que eu penso nisso, eu percebo a diferença que ter meus próprios livros com personagens pré-adolescentes fez na minha vida. Antes disso eu só lia os paradidáticos que minha avó conseguia na biblioteca da escola que ela trabalhava e livros da Série Vaga-Lume. Eram livros legais e cheios de aventuras, mas não tinham os pequenos dramas de livros com personagens pré-adolescentes reclamando de espinhas, da primeira menstruação e dos namorados. No Natal de 2007, eu ganhei Poderosa do Sérgio Klen e A Princesa Apaixonada da Meg Cabot (sim, o terceiro livro da série. E eu só iria ler os dois primeiros cinco anos depois.), o que significa que em 2008 eu me tornei uma Pré-adolescente com P maiúsculo, pelo menos na minha cabeça de 10 anos. Eu sei, eu sei, o post não é sobre isso, é sobre o Natal. Mas eu quero dizer que ganhar livros de Natal me mudou e depois disso nenhum dos outros Natais foi o mesmo. Enquanto os anos depois disso foram bem turbulentos e eu passei os quatro anos seguintes cada Natal em um estado diferente (2008 - Visitando o Rio de Janeiro pela primeira vez, 2009 - Bahia, 2010 - Morando no interior do Rio de Janeiro, 2011 - Visitando a Bahia), eu tive ceia em todos os anos e me tornei a chata que fica de birra se alguém não quiser comemorar o Natal.
Por dois anos, 2012 e 2013, eu finalmente tinha uma tradição. Era certeiro: A gente montava a árvore de Natal na Black Friday (eu vou explicar porque depois), minha mãe dava um valor fechado para que eu e minha irmã fizéssemos as compras de Natal (presentes e roupas novas) e no dia 24 tinha a ceia de Natal na casa do meu tio que, na verdade, era filho da prima da minha bisavó, com o almoço de enterro dos ossos no dia 25, é óbvio. A coisa se repetia no ano novo e eu levava o notebook para poder assistir ao stream do ano novo na Times Square. Minhas tradições estavam feitas e eu adorava elas. Então veio 2014. Perdi minha mãe e logo em seguida perdi toda a minha vida no Rio de Janeiro. Tradições de Natal? Não me pertenciam mais. Eu passei o Natal de 2014 longe de casa, mas quis ficar na casa do meu tio porque é o feriado que você passa em família. Aquele ano foi terrível para a família toda, porque a gente também perdeu minha bisavó, a matriarca da família. Ao invés de ficar todo mundo junto e perto, para fazer uma festa só e se apoiar, todo mundo disse que não estava no clima para comemorar o Natal e foi cada um para um lado do país e para suas próprias festas, resultando no Natal Mais Triste de Todos os Tempos. (Caso não tenha ficado claro pelo meu tom, eu ainda penso que não comemorar aquele Natal como uma família única, foi a pior ideia que a minha família já teve e eu tenho quase certeza de que eu disse isso quando isso ficou decidido.). De qualquer forma, 2015 veio com as coisas mais estáveis, mas comigo presa em casa e sem a minha irmã, então eu decidi que ia fazer de tudo para ter o melhor Natal de todos. Foi um Natal muito bom, sim, mas definitivamente não o melhor de todos. (Nem acho que eu consiga definir qual foi o melhor Natal de todos para falar a verdade. Talvez o de 2008?). Mas os erros cometidos no Natal de 2015 fizeram de mim uma pessoa mais sábia e preparada para o meu primeiro Natal como uma adulta responsável que tem a própria casa. (NÃO É PRA RIR, GENTE, É SÉRIO). E essas foram as novas tradições e as regras estabelecidas para o Primeiro Natal Pós-Apocalíptico, área por área:

*"Vem, que está chegando o Natal"  toca no fundo*
Decoração
Já que eu morava na casa de trás da casa dos meus avós e tinha meu próprio quarto, no ano passado eu tive espaço o suficiente para decorar. Eu montei minha árvore de livros, assim como eu tinha feito em 2013, pus guirlandas nas portas e a sala também ficou cheia de luzes. Este ano, eu não era nem louca de montar árvore de livros outra vez. Eu ainda tenho pesadelos sobre desmontar aquele negócio e encontrar meus livros cheios de poeira. Além disso, agora eu tenho uma estante organizada por ordem de autor, muito amorzinho que eu não queria esvaziar para as festas. Assim sendo, nós (eu e a minha irmã) precisávamos de uma Árvore de Natal, das decorações da árvore, de mais luzes e de uma plaquinha que dissesse quantos dias faltam para o Natal, apenas porque eu PRECISAVA daquilo. Como eu disse no post sobre a última semana de NaNoWriMo, nós compramos tudo nos dias 24 e 25 de dezembro, porque a tradição de família é montar a árvore de Natal na Black Friday.
"Por quê?" vocês podem estar se perguntando. Bem, tudo começou vários anos atrás, antes da minha vida ficar caótica ou de existir qualquer tradição natalina familiar. Era 1º de novembro, eu estava entediada, sozinha em casa, se eu não me engano alguém da família estava no hospital com inflamação na garganta e na TV os jingles de Natal de lojas que nem existiam na minha cidade já começavam a tocar. Então eu fiz a única coisa que uma garota de (provavelmente, eu não tenho certeza) 8 anos faria, peguei a Árvore de Natal e as decorações no guarda-roupa dos meus pais e montei a decoração toda, com direito a presépio que, na verdade, era o berço de brinquedo da minha irmã com uma boneca que eu usava para tudo na vida. Quando minha mãe chegou em casa naquele dia, ela fez o que qualquer adulto faria: Me mandou desmontar tudo que era muito cedo para esse tipo de coisa. Pulemos para vários anos depois, quando nós já morávamos no Rio de Janeiro, e, ao ver que as decorações de Natal do shopping começavam a ser montadas, minha mãe sugeriu que a gente comprasse e montasse a nossa também. EM OUTUBRO. E eu não estou dizendo que eu guardo ressentimento de coisas que aconteceram quando eu era criança, mas nunca que eu ia permitir isso. Resolvi marcar uma data: A gente tinha que montar a Árvore de Natal depois da última data comemorativa anterior ao Natal. Isso no Brasil é o Dia das Crianças, mas como eu tinha sido obrigada a desmontar minhas decorações em novembro, essa data não servia. Então eu usei meu pequeno cérebro completamente americanizado que hoje em dia sofre porque vai ter que se desapegar de Nova Iorque porque é exatamente o tipo de pessoa que o presidente eleito quer ver morta e decretei uma data para a montagem das decorações de Natal: A última sexta-feira de novembro, também conhecida como a Black Friday. (Se você está se perguntando se esse decreto foi aceitado facilmente, precisa lembrar que eu disse que fico de birra quando comemorações não são seguidas. Eu sou um monstro, galera. Um monstro.).
Meu ponto é: Este ano a tradição continuou seguindo e nós montamos a decoração na Black Friday. Gastamos bem mais que o dinheiro separado, mas acabamos com decoração suficiente para a sala e para o meu quarto. Os resultados estão nas imagens abaixo:

Essa é a parede do meu quarto. Eu sei que as imagens de baixo, estão bem ruins, mas vocês terão uma visão melhor do meu quarto no decorrer da semana, então me perdoem.

A famosa árvore. Um dia eu quero ter uma Árvore de Natal que dê duas de mim. Antes disso as Árvores de Natal terão que não custar centenas de reais, então enquanto isso  eu tenho que apenas ficar feliz porque a minha árvore atual é supostamente 15 centímetros mais alta que eu.

Aqui temos a guirlanda na porta da frente, as luzes que minha irmã colocou hoje em cima da TV e a placa que fica ao lado da porta do banheiro e conta os dias para o Natal. Aquela que eu PRECISAVA ter.
Presentes
Já que eu tive todo trabalho de montar uma árvore de livros ano passado (na verdade, não é tão difícil montar. Quando você aprende, monta em até dez minutos a depender da quantidade de livros. O problema é desmontar mesmo), eu queria que ela estivesse cheia de presentes. Isso significava que eu tinha que comprar um monte de presentes para mim mesma já que eu não podia sair simplesmente cobrando das pessoas. Este ano eu transformei isso em regra, tudo que eu comprasse para mim mesma depois da Black Friday e antes do Natal, iria diretamente para a Árvore. A ideia original era colocar absolutamente tudo, mas depois eu percebi que era melhor colocar apenas as coisas que eu comprei na internet ou coisas que eu escolhi e foram embrulhadas imediatamente e que eu nunca toquei. Para que eu tivesse o prazer de abrir e descobrir a coisa apenas no dia 25 de dezembro. Eu sei quão alto centrada eu soo, ok? É só que eu iria comprar presentes para mim mesma de uma forma ou de outra e eu quero me dar o prazer de abrir vários presentes de uma vez só também, ué. Eu até fiz o que não devia este ano: tem uma coisa que eu queria muuuito, mas que era um gasto muito supérfluo então eu disse a mim mesma que compraria isso ou pediria de presente depois que eu tivesse uma outra coisa, mais útil. Eu ainda não tenho essa coisa, mas na Black Friday a coisa que eu queria estava 100 reais mais barata do que eu esperava e eu dei a louca e resolvi comprar. É o meu maior - e mais caro - presente de Natal e eu sei que um monte de gente vai ficar meio "Ah, ela não fez isso" quando vir o que é. Mas eu não me arrependo de nada. Ainda. Eu nem abri o negócio, vai os arrependimentos vêm depois?
Além disso, no ano passado minha irmã passou o Natal longe de mim, então a gente combinou de trocar presentes que só poderiam ser abertos no dia 25. Para 2016, mesmo passando o Natal juntas (ou talvez por isso mesmo), nós duas repetimos a coisa toda. Cada uma comprou presentes para a outra até um determinado valor e colocou tudo embaixo da árvore. Minha irmã fez uma lista de coisas que ela queria e me pressionou por semanas para fazer a mesma coisa, para depois virar pra mim e dizer que só comprou uma coisa da minha lista! Ela disse que um dos presentes que ela comprou é algo que é meio presente de "amigo sacana", um é algo que eu vou ficar meio "é..." porque está relacionado com alguma merda que eu fiz e os outros dois são coisas que eu provavelmente irei gostar. Eu nem estou preocupada com as coisas que eu aparentemente posso não gostar, porque é presente e eu sou o tipo de pessoa que fica feliz com uma banana se ela vier embalada e se a pessoa disser que comprou pensando em mim, eu estou é querendo matar ela que acha que pode fazer isso com a minha ansiedade!!! Já não basta o Spotify que não manda o Year In Music para o meu e-mail de uma vez e me deixa tonta abrindo e fechando o e-mail o vazio. Eu não preciso perder o sono pensando em que diabos vou ganhar de presente também.
Também tem uma agenda que eu ganhei de presente de uma amiga e está na árvore, que eu mal vejo a hora de ver como é. Já na parte dos presentes que eu preciso comprar, já está quase tudo certo. Eu comprei os três presentes da minha irmã, o presente da minha amiga secreta (mais sobre isso abaixo) e alguns presentes para algumas amigas. Eu fiz uns kits seguindo a lógica que a minha mãe me ensinou de "Dê o que você gostaria de receber" que ficaram muito amorzinho. Meu medo é que algum desses presentes acabe sendo uma coisa repetida porque eu fiz muito isso de dar algo que a pessoa já tinha ou algo que não era exatamente o que eu achava que era de presente este ano e eu NÃO AGUENTO MAIS FAZER ISSO. Mas eu acredito de ter acertado dessa vez, espero muito estar certa. Os únicos presentes que faltam comprar são a minha contribuição para o bingo que vai ter na festa da família e o presente do meu gato. (Eu preciso comprar alguma coisa para ele, eu prometo desde o aniversário dele em abril e não consegui comprar nada ainda.) (Mas meu gato tem três caixas que vivem circulando pela casa, então, ele não vive uma vida sem privilégios). O plano é comprar tudo que falta amanhã.

Confraternizações
Ano passado eu provavelmente falei sobre A Maldição das Confraternizações, apesar de não ter dado a ela este título. A questão é que eu amo tanto as festas de fim de ano que no fim eu sou a única pessoa do meu círculo de conhecidos que não faz parte de nenhuma confraternização. Eu vejo as pessoas reclamarem dos amigos secretos do trabalho, de ter que sair de casa para socializar com pessoas de quem elas não gostam tanto assim, até mesmo da comida típica de Natal!! E quando eu ouço essas reclamações, eu sou basicamente aquele gif da menininha de Histórias Cruzadas batendo na janela. Eu não tenho confraternização da escola há quase uma década, eu não faço mais parte de grupos em igrejas, meus amigos muito raramente se animam a fazer alguma coisa e meus planos são só fazer parte de empresas quando eu estiver estagiando, o que ainda não aconteceu. E mesmo sendo a pessoa que mais odeia sair de casa que vocês irão conhecer, quando chega essa época do ano, eu quero ir a festas, comer, trocar presentes com pessoas que eu nem gosto apenas porque eu quero presentes. Maldito seja o momento em que eu reclamei de só ganhar livros religiosos em amigos secretos! Hoje em dia eu vejo amigos dizendo que não querem ir para o amigo secreto do trabalho porque todo ano eles ganham meias e eu quero responder "POSSO IR NO SEU LUGAR ENTÃO?".
Meu sonho é fazer três tipos de festas de confraternização com amigos. Uma com só os amigos íntimos, sem presentes, mas com muita comida. Só para a gente se sentar juntos e falar sobre todas as coisas que aconteceram no ano e fazer promessas que não vamos cumprir para o ano seguinte. Uma confraternização com um grupo um pouco maior de amigos, com amigo secreto e mais comida ainda. E uma festa livre, com todas as coisas zoadas e um amigo sacana (amigo secreto com presentes zoados). Seria o tipo de festa que você poderia ir de chinelo e com aquela blusa cuja mancha você não sabe de onde veio. Teria música também, principalmente os guilty pleasures musicais dos amigos e músicas para balançar a bunda. Aquela festa que você sai cheio de vídeos comprometedores dos amigos para servir de chantagem por todo ano seguinte. Eu tenho tudo planejado na cabeça para fazer isso um dia. Claro que meu plano de vida de "nunca morar em um lugar por tempo suficiente para que as pessoas enjoem de mim" deixa esse plano um pouco impossível, mas uma garota pode sonhar.
Em 2016, porém, a Maldição não veio com tanta força. Quando dezembro começou eu estava estressada com tantas outras coisas que eu nem parei para surtar sobre não participar de confraternizações. E no final, as coisas acabaram acontecendo. Eu ainda não tenho todas as confraternizações que eu queria para ir, mas eu fui a uma do trabalho do meu pai e tinha churrasco. Eu estou fazendo parte de um amigo secreto com as meninas do SA que vai ter a troca de presentes em janeiro e a festa da família foi organizada sozinha e vai ter brincadeiras legais. O mês de dezembro passou tão rápido que eu nem tive tempo para ficar chateada com nada, na verdade.
Além disso, no começo do ano, minha amiga (oi, Vic) que tinha ouvido muito sobre a Maldição quis fazer uma confraternização com o grupo de amigos e depois de muitos desencontros, ela aconteceu na faculdade em março, com direito a pãozinho delícia e amigo secreto. A gente queria fazer algo do tipo agora no fim do ano também, mas o apocalipse complicou isso um pouco. Talvez a gente faça de novo, talvez não. Por enquanto, eu sigo resignada por não ter tantas festas de fim de ano quanto eu queria ainda. (E aceitando ser convidada para qualquer festa que quiserem dar).

Ceia
De acordo com as minhas tradições confusas, a Ceia de Natal é um direito inalienável. Eu preciso fazer parte de uma Ceia de Natal no dia 24 ou as chances são gigantescas de que eu caia no choro em uma mistura de tristeza e raiva e só pare no dia 26. No ano passado, eu não tinha como viajar e fiquei preocupada que a família inventasse de não fazer nada outra vez e apesar de não ter sido a pessoa que organizou o almoço em que a gente resolveu os detalhes, eu era a pessoa mais animada a fazer tudo. Fui a primeira a me oferecer para cozinhar alguma coisa (rabanada) e eu nem sei cozinhar direito. Em dezembro, eu andei para cima e para baixo a cidade inteira atrás de qualquer coisa que as pessoas precisassem para a festa. Eu saí me oferecendo para ajudar todo mundo. Porque ajudar no Natal faz com que as coisas sejam comemoradas mais plenamente e eu adoro isso. Além disso, era meu primeiro Natal longe da minha irmã na vida inteira e eu não tinha minha mãe também, então eu não tinha a família com quem eu cresci e eu estava com muito medo de que fosse um Natal tão triste ou mais triste que o do ano anterior. Bem, foi um fiasco. Eu tive minha ceia no dia 24 e saí de lá com o coração cheio pelos elogios às minhas rabanadas e também superfeliz pelo kit com 5 sabonetes que eu ganhei na brincadeira da festa. Então, no dia seguinte, fizeram um almoço com os restos da ceia e ninguém se importou em perguntar se eu queria ir, mesmo eu tendo perguntado mil vezes e para dez pessoas diferentes se haveria um almoço no dia 25 e todo mundo ter me dito que não. Eu chorei a tarde inteira no dia de Natal, como eu não chorava há anos. Me sentir tão solitária no Natal foi um nível completamente novo de tristeza, especialmente porque eu achava que todo mundo sabia como era importante para mim (eu falo muito e me repito demais. Normalmente, as pessoas notam quando algo é impostante para mim). Faz quase um ano e toda vez que esse assunto aparece ficam jogando a culpa um para o outro e ninguém simplesmente diz "Houve uma falta de comunicação." e a palavra mágica "Desculpe." então eu ainda estou chateada. Não existe uma pessoa que me conheça que não tenha ouvido essa história, na verdade, e eu preciso pedir desculpa para os meus amigos por isso. Era ironia antes, eu guardo ressentimentos, sim.
Para 2016 então, eu não ia JAMAIS contar com a minha família estendida. Eu e minha irmã estávamos resolvidas a fazer a ceia sozinhas se fosse necessário. A gente comprava o peru, o arroz, as passas e tã-dã, problema resolvido. A família inclusive disse algumas vezes que não ia dar certo fazer ceia e etc, e eu estava tipo "que seja, não vou ser eu que vou me matar para organizar algo ou animar todo mundo outra vez". Eventualmente a família acabou se organizando sozinha e vai ter festa no sábado, onde eu e minha irmã vamos levar bebidas. Também vai ter um bingo com coisas que cada um vai levar, o que me traz algumas boas memórias de infância. Mas o plano é sair pegando resto de todo tipo de comida que levarem e almoçar sozinha com a minha irmã no domingo, porque a gente merece. Se tiver almoço e alguém quiser convidar a gente, eu posso pensar a respeito. Eu me recuso a deixar qualquer coisa estragar meu Natal tão violentamente outra vez. Me recuso a esperar pelos outros. No dia 25, eu vou acordar, pegar minha caneca com tema de Natal que eu ganhei em 2013 e que finalmente tenho de volta e tomar café enquanto abro meus presentes. O resto do dia vai ser passado na preguiça e do jeito que eu quiser, porque eu mereço depois do ano que eu tive e porque ser uma das (mais ou menos) sobreviventes neste mundo pós-apocalíptico merece celebrações.

G.

PS.: Hoje minha avó me mandou uma lista que fizeram com o nome das pessoas que vão para a ceia de Natal (fizeram isso por causa do número de cartelas do bingo) e eu acabei descobrindo que cinco anos depois minha família ainda não sabe qual é o meu nome. Assim como no painel que fizeram com o nome de todas as pessoas na família em 2011, lá estava, ao lado do nome da minha irmã, um lindíssimo: Julia. Eu realmente acho "Julia" um nome muito bonito, MAS ESSE NÃO É O MEU NOME. Eu cheguei à conclusão de que as pessoas da família devem achar que eu escrevo "Giulia" como uma forma de embelezar o nome ou como pseudônimo, então eu vou para a ceia de Natal com a minha certidão de nascimento pendurada no pescoço. E isso porque duas outras crianças na família tiveram nomes inspirados no meu! E isso porque o nome da outra menina que se chama Giulia na família estava escrito certo! EU NASCI PRIMEIRO, GENTE. E eu estou aqui há 18 anos. Como vocês não sabem meu nome?