28/01/2016

Diário de Bordo 5 - Velha demais para isso - Parte 7: Quando simplesmente não para de chover

A menos que você seja completamente avoado, esteja morando em uma caverna ou seja sem noção, deve ter percebido uma coisinha: De dezembro para cá, o clima no mundo inteiro tem andado completamente insano. Onde eu moro, novembro foi um mês seco, apesar dos geógrafos da cidade terem previsto chuva, como normalmente acontece. Dezembro foi um mês absurdamente quente - não só aqui, mas em várias partes do mundo: Nova York passou o dia 25 de dezembro com temperaturas de em média 22º. Quando janeiro chegou as temperaturas caíram absurdamente - também em várias partes do mundo. Aqui choveu por quase duas semanas e as temperaturas estão mais baixas do que o limite aceitável (Eu amo frio, mas aqui fez calor em julho e frio em janeiro. Existem regras!!). Parou de chover regularmente no começo dessa semana, mas de vez em quando continuam acontecendo pancadas de chuva ocasionais e irritantes.
Não me entendam mal: Eu amo dias chuvosos e cinzentos, porque eles são muito inspiradores e tranquilos. Mas, como eu contei no post sobre a feira culinária, para ir até a cozinha de casa, eu preciso atravessar o quintal, ou seja, toda vez que eu quero comida, eu preciso me molhar completamente e deixar a entrada da casa dos fundos ensopada. É muito chaaaaatooooo. Passei quase 2 semanas sem sair de casa, o que seria maravilhoso, se eu morasse em outro lugar. Adianta você ficar em casa em um dia de chuva se não pode comer sem se molhar no processo? NÃO ADIANTA. De qualquer forma, como eu disse, eu passei quase duas semanas em casa (eu saí uma vez só e deu merda: leiam o último item da lista), o que significa que eu tive tempo de fazer um monte de coisa que eu não teria se tivesse saído de casa pra ser um humano normal. E aqui vai a lista de coisas que aconteceram enquanto eu estava doente, do começo ao fim:

Sempre soube que eu tinha um lado meio Jane.

Fiquei doente
Porque depois de dia quente, dia frio, dia quente, dia frio, UM MONTE DE CHUVA, dia frio, dia quente é óbvio que as doenças respiratórias ficaram tipo: CHAMOU?? O engraçado é que eu queria ficar doente no começo do mês, porque queria uma desculpa para não ficar pensando que deveria estar escrevendo e simplesmente ver os filmes e séries que eu queria muito ver. Mas a dor de garganta, dor de cabeça, frio não condizente com a situação da cidade e a fome absurda me atingiram no dia em que eu tinha que postar a Parte 6 do Diário de Bordo, que já estava um pouco atrasada.
Mesmo sem poder ver minhas séries, já que era pra ficar doente eu poderia pelo menos assumir a carapuça da doença e só fazer o que eu quisesse: Passei o dia inteiro no sofá (eu realmente fiquei tanto tempo sentada que um lado do meu corpo começou a incomodar e eu precisei deitar), com a manta que uso pra dormir e o notebook no colo. Fui produtiva, mas isso não me deixou feliz porque eu queria ficar doente justamente para não ter que ser produtiva. Ainda por cima, não consegui ver sequer um episódio de série o dia inteiro e perdi de novo a chance de chegar a 100% de assiduidade no Banco de Séries. E apesar de ter passado o dia inteiro cheia de fome, a única coisa que eu realmente me lembro de ter comido foi o brigadeiro/palha italiana de panela que eu obriguei minha irmã a fazer. Eu deveria ter almoçado, mas não deu muito certo. Também tomei bastante café, o que não deveria ter feito porque atacou o estômago e piorou a dor de garganta, porque era quente.
Quando eu consegui escrever tudo que eu precisava escrever, eu fui dormir prometendo que passaria o dia seguinte inteiro colocando minhas séries em dia, para curtir a doença. No dia seguinte, eu acordei bem melhor e com inspiração para escrever muito. Sinceramente, meu corpo e minha mente estão completamente contra mim, eu vou demitir os dois.

Conheci It Never Rains
(Só percebi a ironia no título do site depois desse parágrafo quase todo escrito). Eu estava no Facebook quando a página do NaNoToons (um site de quadrinhos sobre personagens que participam do NaNoWriMo escrito desde 2006) (sim, eu já li tudo e conheço os personagens pelo nome) apareceu e eu me dei conta de que não me lembrava como o plot de 2015 acabou. Depois de reler a última tirinha de 2015, eu percebi que o autor estava recomendando o site de uma amiga dele, que inclusive já ganhou prêmios e funciona com um plot complexo maravilhoso. Resolvi procurar e fiquei completamente encantada. Eu não sei o que eu poderia dizer sem ser spoiler, porque a própria Rose (a personagem principal da história) não gosta muito de falar sobre si mesma e sempre desvia o assunto, então contar qualquer coisa sobre ela seria estragar a história e a felicidade das descobertas. Eu passei mais de 4 horas na madrugada em que encontrei It Never Rains lendo todas as tirinhas publicadas entre 1º de março de 2014 e 21 de janeiro de 2016. Quando terminei, ainda assinei a mailing list, segui todas as redes sociais do site e sempre saio saltitando pela casa quando tem tirinha nova.
Aquela noite me fez perceber que eu sou tão apaixonadas por sites de história em quadrinhos que é surpreendente que eu não seja uma colecionadora louca de HQs. Quando eu era mais nova e só podia usar a internet 2 horas por dia, eu costumava pegar todos os livros de português da minha avó (ela era professora de português) e ler o livro inteiro, procurando as melhores tirinhas. Hoje em dia, meus blogs preferidos são os de tirinhas e sempre que eu acho um que tenha um plot, eu leio a história todinha. Sem contar que alguns dos ilustradores estão lançando livros com os plots (ou já são escritores) e eu quero todos os livros também. Eu consumi as 3 graphic novels que eu comprei na Bienal no mesmo dia. Todos esses fatos juntos me trouxeram outra coisa que vai me fazer gastar dinheiro em 2016, porque agora eu preciso de umas HQs legais.

Terminei a primeira temporada de Doctor Who
Ok, então eu tenho essa amiga que já foi citada aqui várias vezes e disse que vai precisar de um marcador só pra ela, que é bem louca por Doctor Who. Ela passou um monte de meses me convencendo (tentando convencer todo mundo, na verdade) a ver a série, mas como eu via muitas séries, fui enrolando. Um belo dia em novembro (eu sei que era novembro porque eu estava sem celular), estava caindo uma tempestade e eu precisava esperar ela passar para ligar o notebook. Como a TV estava ligada, fui passando pelos canais e vi que estava começando Doctor Who na Cultura. Resolvi assistir o episódio - que por sinal, tinha a Agatha Christie. PORQUE EU FAÇO ESSE TIPO DE COISA??? Resumindo: Eu vi alguns episódios da 4ª temporada e quando ela terminou, vi dois da 5ª. Eu já tinha decidido que começaria a série em algum momento, mas percebi que tava recebendo tanto spoiler que precisava começar a série do começo de uma vez. Baixei a primeira temporada toda e comecei a ver dia 30 de dezembro. A série é maravilhosa e muito divertida, mas apesar de ter sido avisada, eu não achava que fosse ficar tão mal já na primeira temporada. Eu chorei em vários episódios e eu não chorava com série desde que o Alaric morreu em TVD (só pra voltar 2 temporadas depois, eu NUNCA vou aceitar isso). Eu terminei a primeira temporada sexta-feira passada e no momento me encontro em uma abstinência intensa enquanto baixo a segunda temporada. Pelo menos, com as aulas voltando na semana que vem, a mesma amiga que me levou para o lado negro vai poder me passar os episódios da série, que ela tem baixados e organizados.

Terminei de assistir Carol (que tinha começado em dezembro) e revi episódios de The Vampire Diaries para lembrar o que tinha acontecido antes do hiatus
Quem passa um mês inteiro vendo um filme????? Eu comecei a ver Carol através de um link sem legenda que travava muito, porque o filme tinha acabado de vazar e nenhum site tinha o filme melhor, mas no dia eu fiquei com muito sono para ver o filme todo. Eu levei tanto tempo para assistir o final que quando consegui já tinha link bom e legenda melhor ainda. O filme, apesar do que pode parecer pela minha enrolação, é MUITO bom. É delicado, simples, com nada forçado. Eu achei que sabia o que esperar depois de ler uma review no BuzzFeed, mas eu fui surpreendida positivamente. Recomendo bastante. Eu verei outra vez no cinema (se chegar aqui).
E caso você seja uma das pessoas sortudas que não me conhece pessoalmente e não me segue em nenhuma rede social, provavelmente nunca me viu surtando e não sabe que depois de 3 temporadas de ???????, meu amor por The Vampire Diaries voltou com tudo. Eu amo Nina Dobrev, mas a verdade é que enquanto a Elena tava lá, a série estava se arrastando muito, com as mesmas histórias repetitivas e as mesmas brigas sem noção. Agora que ela saiu, os escritores da série se sentiram na obrigação de trabalhar mais na série e se dedicar um pouco mais do que se dedicavam. Resultado: A SÉTIMA TEMPORADA TÁ TÃO BOA QUANTO A TERCEIRA!!! SOCORRO!!!! A única coisa que eu to sentindo falta é de um vilão tão bom quanto o Klaus era (o Julian ainda não tá ruim o suficiente), mas vamos por partes. A série volta do hiatus de inverno amanhã e eu acabei revendo um monte de episódios da temporada nesse período. Eu realmente tava sentindo falta de amar tanto essa série de TV. É o primeiro ano desde 2012 que eu estou desesperada pela notícia da renovação, ao invés do cancelamento. Falemos sobre milagres.

YAY, ARRANJEI DESCULPA PRA COLOCAR GIF DE NORALISE NO POST.
Assistam a The Vampire Diaries, sério.
Fiz mapa astrais dos quatro personagens principais de Mais uma vez
Fazer mapa astral de personagem realmente vicia. Eu originalmente só fiz das minhas 3 personagens que tinham dia e hora de nascimento: Leigh (leonina com ascendente em sagitário e lua em aquário), Marlena (leonina com ascendente em escorpião e lua em aquário) e Kat (virginiana com ascendente em leão e lua em sagitário). Mas no sábado, as meninas do Sofredoras Anônimas começaram a fazer os mapas astrais das personagens delas e eu fui interpretando cada mapa astral, para que elas tivessem certeza que estavam no caminho certo. A gente ficou tanto tempo fazendo isso que eu acabei morrendo de vontade de fazer mais mapas astrais e fui arranjar horários de nascimento para os 4 personagens principais de MUV: Heather, Mike, Layla e Karina.
A Heather e o Mike tinham datas de aniversário definidas, então eu só precisava de horários que deixassem eles com os melhores ascendentes. Heather Richards acabou nascendo dia 18 de novembro de 1994 às 13:03 e sendo escorpiana, com ascendente em Aquário e lua em Touro. O mapa astral do Mike simplesmente não batia de jeito nenhum, não importa o quanto eu tentasse. E ele tinha que ser seis meses mais velho que a Heather, que tinha que ter nascido dia 18/11/94. Eu fui ficando bem frustrada, mas no fim achei uma combinação quase perfeita: Michael Leonards nasceu dia 18 de maio de 1994 às 3:13 e sendo taurinho, com ascendente em Peixes e lua em Leão. Algumas coisas ainda não combinam com a personalidade dele, mas com o meu mapa isso também acontece, então é isso.
Em seguida veio o mapa da Layla, uma das minhas personagens preferidas. Ela não tinha data, nem hora de nascimento ainda, mas a Heather fala sobre ser alguns meses mais nova que a Layla e eu queria que ela nascesse entre agosto e setembro e fosse virginiana. Aí aconteceu um negócio bem doido: Eu coloquei a data de nascimento dela 23 de agosto de 1994 às 8h, porque achei que o sol já tivesse entrado em virgem nesse dia. Ele não tinha: Layla acabou sendo leonina, com ascendente em Virgem e lua em Peixes. Acabou um mapa bem diferente do que eu queria, mas eu comecei a gritar pela casa, porque no exato oposto do que aconteceu com o Mike, o mapa da Layla era perfeito! Nunca houve personagem mais leonina com ascendente em virgem quanto a Layla. E ela ainda tem vênus em Libra!!!! Com um mapa desse até faz sentido que a Layla acredite em astrologia, porque né? Finalmente, era hora de Karina Sky. Eu já tinha escolhido uma data de nascimento para ela, mas acabei mudando por uma que achei que combinava mais. O mapa até ficou de acordo com o que eu queria, mas eu não posso contar. O fato de que ninguém sabe nada sobre ela é justamente um dos mistérios que atraem as pessoas para a Karina e contar qualquer coisa sobre ela além de nome e sobrenome seria spoiler. (Eu sei, cruel. Eu também estou doida pra poder falar dela e do mapa astral dela, mas realmente não posso. AJUDA LUCIANO).

Li os posts dos blogs das migas
Eu sou horrível mantendo leitura e comentários em blogs literários em dia. Meu cérebro é horrível se concentrando e às vezes eu passo HORAS com o blog aberto antes de conseguir ler um post. Ainda assim, tendo eu amigas maravilhosas que escrevem bem pra caramba e que acompanham o QaMdE assiduamente (a quem eu nunca poderei agradecer o bastante), eu precisava colocar a leitura do Delírios de uma Bookaholic, do Luftmensch, do Depois do etc e do Miss Bennet em dia. Enquanto eu escrevo esse post, ainda falta comentar 3 posts do Luft porque eu sou um ser humano horrível que estava com quase 10 posts não comentados. Mas YAY por ficar em casa e poder ler esses textos maravilhosos. Eu recomendo muito esses blogs, gente, vocês não estão entendendo como eles são bons, sério. Por isso eles estão na listinha aqui do lado >

Não sei, eu precisava de um gif aqui e na dúvida, escolha gifs de gatinhos.
Trabalhei em algo para o aniversário do blog
*Emoji do capetinha roxo* Eu tenho várias ideias para o aniversário do blog, afinal, 5 anos não são 5 dias. Não posso revelar a maioria delas ainda, mas vocês sabem que vai ter post e que a gente ainda está na campanha de 50 mil visualizações até dia 7 de fevereiro. A meta ainda está um pouco distante, mas o blog está recebendo uma atenção muito legal, então desistir é que eu não vou. A página do QaMdE no Facebook também está com quase 300 curtidas e eu estou querendo muito chamar mais atenção pra lá, só ainda não sei como.
Pra quem não sabe, todos os dias sem post novo, às 21h no horário de Brasília, eu estou postando listas temáticas com 5 posts do blog. Até agora já teve os 5 contos mais lidos do blog, os 5 posts mais lidos do Diário de Bordo, as 5 Resenhas Sem Crítica mais lidas do blog, os 5 posts mais importantes para entender o Quebrei a máquina de escrever e os 5 posts mais underrated do blog.
A última novidade sobre o blog desses dias de chuva é o fato de que Não sei, sou de Humanas alcançou o primeiro lugar dos posts mais lidos do blog, com uma folga grande do segundo e uma maior ainda do terceiro. Não faço ideia de como esse post acabou com mais de 500 visualizações, mas eu espero que ele tenha ajudado quem está pra entrar na faculdade porque um dos motivos para eu ter escrito tanto sobre a faculdade ano passado foi que essa galera pediu bastante.

Fiquei doente outra vez
Aqui vai uma coisa que eu sempre faço quando chove por tanto tempo que eu sou forçada a deixar minha caverna: Saio na chuva sem guarda-chuva. Desde que eu perdi meu guarda-chuva maravilhoso comprado em Petrópolis no ônibus, eu nunca mais voltei a amar um guarda-chuva, então não tenho guarda-chuva desde 2013. No sábado, eu precisei sair quando estava chovendo e tomei muita chuva. Já sabia que ia ficar doente outra vez. Eu prevejo esse tipo de coisa. Desde ontem minha garganta anda queimando e meu nariz sendo um desgraçado que só me incomoda. Eu também ando superinspirada e com personagens que não calam a boca. Mais uma vez, corpo e mente contra mim. Eu desisto.

Pausa pra eu lembrar se ficou alguma coisa sem ser dita.... Hmmm, talvez que os posts das próximas semanas serão em dias bem aleatórios (porque fevereiro está aí e em fevereiro eu sempre tenho muita coisa a dizer) e que apesar de eu ter planejado um post de volta às aulas para a semana que vem, eu só terei aula na quarta-feira, então minhas aulas só voltam mesmo dia 15. Ou seja, Diário de Bordo continua em clima de férias até depois do carnaval. YAY.
G.

23/01/2016

"Um escritor aprende desde pequeno que não deve mimar seus leitores. Não escreve para fazer suas vontades."¹, uma resenha de Fake, por Felipe Barenco

A primeira coisa que eu tenho a dizer sobre Fake é que eu já sabia que iria resenhar esse livro 2 anos antes de tê-lo lido - mesmo com a minha regra de só resenhar livros que eu tenha gostado. O ano era 2013 e eu estava tranquilamente passeando pelo Facebook quando apareceu a propaganda da página do livro no meu feed e eu cliquei para dar uma olhada. O que me chamou atenção não foi a capa do livro ou a sinopse (mesmo as duas sendo incríveis), o que geralmente chama, foi o fato de ele ser uma publicação independente que estava chamado atenção de leitores de todas as idades e sendo muito bem avaliado. Na época, eu tinha terminado de escrever Mais Uma Vez, acabara de descobrir sobre publicação independente e estava planejando publicar o livro assim (parece que eu estou falando disso no passado, mas eu estou cada vez mais convencida de que a publicação independente de MUV é o caminho). Uma publicação nacional independente era tudo que eu queria ler naquele momento e cada uma das resenhas e comentários positivos a respeito só me davam mais certeza disso. Eu não sei dizer porque eu levei 2 anos inteiros para conseguir comprar o livro, só sei que quando a Black Friday do ano passado chegou, Fake era o único livro que eu realmente queria, porque eu lembrava que na Black Friday de 2014 o livro estava R$9,90 (Eu não pude comprar em 2014 porque estava viajando para fazer vestibular e sem dinheiro nenhum). Deu certo e o livro ainda veio com um autógrafo que deixou meu Natal mais feliz.
Fake conta a história de Téo, um garoto de 19 anos, que acabou de passar no vestibular de Direito da UERJ e está lutando para conseguir contar para os pais que é gay. No meio do caos que ele já estava enfrentando sozinho, Téo conhece Davi, um aspirante a ator que pode ou não significar que ele acabou de descobrir o amor.
Foi de longe um dos livros mais engraçados que eu já li em toda a minha vida - o que é surpreendente porque ele trata de assuntos bem sérios e até considerados pesados. Fake é o melhor tipo de livro para ler quando você pega uma gripe no meio das férias de verão e seu sono está completamente desregulado então o momento do dia em que você está mais acordada é às 2 da manhã (Sim, estou sendo tão específica porque foi totalmente o meu caso). Com um monte de personagens engraçados, complexos, confusos e apaixonantes, capítulos curtos de leitura rápida, Fake é uma leitura envolvente que te deixa louco para saber o que vai acontecer em seguida, criando teorias malucas para os segredos dos personagens. A linguagem é leve e livre, com elementos que talvez fossem cortados se o livro fosse lançado por uma editora (Ainda bem que não é, porque a linguagem faz toda diferença).
A história inteira do Téo é carregada de drama, mas um drama legal, um drama é-exatamente-o-tipo-de-coisa-que-aconteceria-comigo-mas-não-foi-comigo-dessa-vez-então-eu-posso-rir. Desde o começo ele já avisa que fez várias merdas e tomou decisões erradas, o que já nos prepara para o que está pior vir. Alguém disse que é um livro para todo mundo que já fez papel de trouxa e eu ainda não vi definição melhor que essa. Ele ainda é lotado de referências pop, escrito como um livro autobiográfico do personagem principal. Uma das minhas partes favoritas foi uma coisa que pode passar batida para a maioria: o livro começa em 2010 e termina em 2012 e conforme o tempo vai passando, a gente consegue ver as mudanças tecnológicas que aconteceram nesse período como o abandono ao Orkut e a popularização do iPhone. Eu achei isso muito legal para mostrar a passagem do tempo, bem feito.
Podemos até dizer que o ano de 2016 já começou bem melhor que o ano de 2015 foi no quesito leitura, porque eu já comecei escrevendo resenha de um livro completamente maravilhoso. Recomendo muito, a todo mundo.
G.

¹Adaptado da página a-otária-aqui-não-anotou-e-fechou-o-livro-sem-marcador.

20/01/2016

Diário de Bordo 5 - Velha demais para isso - Parte 6: Eu saí de casa e resolvi dar uma de crítica gastronômica

Existia um tempo, uma época longínqua, onde o Diário de Bordo - um especial sobre o que eu faço nas férias (apesar de o objetivo das férias ser justamente não fazer nada) - era cheio de eventos aos quais eu fui e posts sobre dias divertidos que passei (E dizendo isso eu estou implicando que um dia minha vida foi interessante, o que é uma mentira deslavada). Hoje em dia eu tenho 30 séries para manter em dia, um monte de livro pra ler e vontade nenhuma de sair de casa, então não é assim tão fácil escrever sobre dias divertidos e eventos legais. O que eu quero dizer é que quando acontece a raridade de acontecer um evento legal nesse fim de mundo que eu vivo (é fim de mundo, sim), eu preciso escrever a respeito. No começo do mês, eu finalmente vi um evento que me chamou atenção e que, por não ser à noite, eu poderia ir: a Dia de Feira.
Nos dias 16 e 17 de janeiro de 2016 aconteceu a primeira feira culinária de Vitória da Conquista, cujo objetivo, segundo a Prefeitura Municipal, era reunir "diferentes pratos da gastronomia conquistense, produtos do artesanato regional, novidades da moda e atrações musicais, que farão a trilha sonora durante todo o evento. A proposta dos idealizadores é disponibilizar a boa gastronomia a preços mais populares - os valores dos pratos variam de R$ 5 a R$ 20.". Se deu certo? Isso é debatível. A questão é que eu tenho vontade de comer algo diferente e criativo e de sair opinando sobre esse algo desde a última temporada do Masterchef Júnior Brasil, então quando eu vi o evento do evento (?) no Facebook, resolvi que precisava ir. Fui no domingo, 17, saindo de casa assim que acordei, praticamente de barriga vazia, para poder experimentar tudo que eu encontrasse e gostasse. Mantenham em mente que no total, eu e minha irmã gastamos 70 reais (eu 40 e ela 30) e comemos até bastante, mas não a ponto de ter uma noção de tudo, já que a feira tinha muitas opções mesmo. Foi mais ou menos assim que aconteceu:

O almoço
Eu nem tinha tomado café, mas assim que entrei fui procurar algo que me lembrasse um almoço completo (refeição + bebida + sobremesa). Foi um pouco complicado de escolher, porque as opções eram diversas. Além disso, eu percebi logo algo que algumas pessoas tinham reclamado no Facebook no dia anterior: o espaço era pequeno e a música ao vivo um pouco alta demais (não a ponto de eu precisar gritar para falar com minha irmã, mas a ponto de precisar andar bem perto dela para que pudéssemos nos ouvir). Eu estava esperando um espaço mais aberto, com mesas no centro. Ao invés disso, eram dois "círculos" separados: um com as barracas e um com mesas e cadeiras. Em defesa dos organizadores, o tempo anda bastante instável e aquela provavelmente foi a melhor forma de não deixar tudo ser estragado pela chuva. Ainda assim, a sensação era meio claustrofóbica. Depois de dar uma circulada pelo espaço, descobrir que eu tinha que comprar fichas de 10 ou 5 reais para poder comprar os produtos, eu decidi comer isso aqui:

Sanduíche artesanal de pernil com acabaxi, limonada rosa e bolo de copo sabor Oreo.
Sanduíche Artesanal de Pernil com Abacaxi (Rangaria - Lanche Artesanal) - R$10: Minha avaliação foi de que o prato ganha mais pela ideia do que pelo sabor. Estava gostoso, mas o resultado final não era o que eu esperava quando eu vi a ideia do sanduíche no cartaz. Estava esperando algo explosivo, que me deixasse tão surpresa quanto a ideia de um sanduíche de pernil com abacaxi me deixou. Não foi o caso. Minha irmã - que também comeu o sanduíche - achou que o sabor não teria erros se não tivesse tanta gordura no pernil: "Se fosse apenas o pernil liso e o abacaxi, o sanduíche seria perfeito".

Limonada rosa (A Limonada Rosa) - R$5: É uma limonada, com uma calda de morango feita apenas com morango (ou seja, sem açúcar). É limonada. Rosa. Nada além disso. O que eu queria? Também não sei.

Bolo de copo sabor Oreo (Magda Fernandes Patisserie) - R$10: Ok, na verdade isso foi minha irmã quem comprou, porque eu nunca compraria algo com tanto chocolate (não consigo lidar com muito chocolate), mas eu comi um pedaço para poder avaliar e pedi a opinião da minha irmã também. Eu achei que deve ser bom pra quem gosta de Oreo e de muito chocolate com leite condensado. Realmente tinha gosto de Oreo e você podia ver que era bem feito e gostoso, só não se adequava ao meu paladar. Minha irmã disse: "Achei gostoso. É bom, porque estava na quantidade certa, nem pouco para te deixar com fome, nem demais para te enjoar."

As coisas que eu comprei porque o olho foi maior que a barriga:
Ninguém vai lá para feiras culinárias comer um prato só. Se tem várias opções, você vai comer várias coisas. Ainda assim, eu não percebi até depois que o preço tabelado te faz gastar mais do que gastaria em outros lugares. Por exemplo, NUNCA que eu daria 5 reais em uma limonada rosa em nenhum outro lugar do mundo, mas como 5 reais era o preço mais barato que um produto da feira poderia ter, naquele ambiente se tornou barato. É isso que querem dizer quando falam de goumertização né? Demorou pra me afetar.
Depois desse almoço, eu estava vergonhosamente cheia (eu nem comi nada direito, gente), mas tinha uma coisinha que eu queria experimentar. No dia anterior, eu tinha visto comentários no Facebook sobre a barraca de comida vegana e como boa fã de MisterWives que morria de vontade de saber como é hambúrguer de lentilha, eu tive que ir experimentar. Isso acabou rendendo outra história estilo a do milkshake de leite de coco, banana e amêndoas da Bienal, mas vocês vão saber da história mais a frente (a do hambúrguer, não a do milkshake - a do milkshake é dolorosa demais).

Fora da imagem: Picolés que eu não lembrei de anotar a marca, nem de fotografar. Profissionalismo é tudo.
Picolé de Mangaba (stalkeei o Instagram do Dia de Feira inteiro e não achei a marca, vocês estão pior que eu) - 2 por R$5: Também foi minha irmã quem comprou, mas ela não gostou do de mangaba e me deu. Eu gostei! Minha irmã disse que parecia feito só de adoçante e por isso me deu, mas pra mim tinha gosto de todo picolé de mangaba que eu já comi na vida. Nada demais.

Brownie tradicional (Chef Brownie) - R$10 (tinha de 10 e de 5, ambos caros demais para o tamanho): Eu comi horas depois, quando já estava morrendo de fome outra vez, MASS realmente estava bom. Não bom o suficiente para valer tudo que foi cobrado, eu ainda estou chocada por ter dado isso tudo em um brownie, mas eu que fui a louca em comprar, então preciso ser justa e admitir que estava delicioso.

Pasteis de queijo e presunto (Excelente pergunta, eu não consigo lembrar de jeito nenhum) - R$5: Eu não pude comer porque estou proibida de comer fritura (só de olhar pra foto já tá me dando azia, então não faz diferença) e minha irmã resumiu a avaliação dela a: Estavam maravilhosos, melhores pasteizinhos. E eu nem anotei a loja pra poder indicar direitinho. Essa foi oficialmente a avaliação mais decepcionante desse post. A única dúvida que me resta é: Como uma cesta de pasteizinhos é mais barata do que um brownie??

Hambúrguer de lentilha (Ju Rolemberg - Comida Vegana) - R$10: Como foi dito anteriormente, esse hambúrguer foi o produto da feira que eu realmente queria experimentar e eu fiquei superanimada quando o vi todo bonitinho, mas naquele ponto eu já tinha comido tanto que preferi pegar para levar e deixei a feira logo em seguida. Erro fatal. Eu só tive tempo para parar e comer o hambúrger à noite e no caminho até o microondas (eu moro em uma espécie de apartamento no fundo da casa principal, então atravesso o quintal para chegar até a cozinha), um sapo enorme me esperava na porta da cozinha e eu não consegui entrar. Resultado: não esquentei o sanduíche e só pude comê-lo frio - o que definitivamente coloca minha avaliação em um lugar nada imparcial.
Minha impressão principal do hambúrguer de lentilha foi: tem gosto de feijão. Duh. É de lentilha, teria gosto mais de que? Era gostoso, eu definitivamente teria gostado dele quentinho, mas eu tenho certeza de que teria preferido o outro prato vegano da barraca da Ju: quibe com vinagrete. Não ter comprado o quibe com vinagrete/não ter comido o hambúrguer assim que cheguei à feira e enquanto ainda estava quente é oficialmente minha maior frustração em 2016. Já podem cancelar o ano.
Nota: Não sei se isso influencia em qualidade de alguma forma, mas eu preciso acrescentar: Quando eu tirei o hambúrguer da sacola eu descobri que o guardanapo verde no qual ele foi guardado, soltou tinta no pão. O pão acabou completamente verde, então eu nem cheguei a comê-lo (o que é triste, porque o pão tava cheio de molho que eu nem sai qual era, mas não interessa porque amo molho).

Conclusões Finais: Eu queria ter comido mais. As comidas estavam caras, mas no geral gostosas. Eu definitivamente preciso planejar o quê e onde eu vou comer direito antes de eventos assim. E eu não sirvo para crítica gastronômica, nem de perto. Ah, e eu preciso de um chef particular, mas isso eu já sabia antes de ir para a feira.

Muuuito obrigada a quem tem ajudado com a meta de visualizações e apesar de ainda parecer meio impossível, eu tenho ficado muito feliz com todos os visitantes que o blog tem recebido. Vocês são incríveis! Vamos continuar até dia 7 de fevereiro.
G.

P.S.: Esse post foi ultra difícil de escrever porque depois que eu saí da feira meu domingo foi tão horrível (o dia culminou com um sapo na porta da cozinha!!) que eu não queria ficar revivendo, mas eu prometi a mim mesma que escreveria e escrevi. No fim da semana tem outro post, dessa vez a primeira resenha do ano. Be prepared!

14/01/2016

Diário de Bordo 5 - Velha demais para isso - Parte 5: Diário de Sonhos - O Retorno

Algumas semanas atrás, eu estava fuçando os Diários de Bordo antigos para procurar inspiração quando eu me deparo com a parte 8 do Diário de Bordo 3: o Diário de Sonhos. Basicamente, eu passei um período de tempo anotando todo sonho que eu tinha (e me lembrava), analisei o efeito desses sonhos sobre mim e postei aqui no blog - tudo baseado em um pequeno fato aleatório sobre mim: eu odeio sonhar. Sonho bom ou pesadelo, eu simplesmente preferia não os ter. Sonhar significa que eu não estou dormindo tão profundamente quanto eu queria ou que eu estou emocionalmente cansada ou simplesmente que meu subconsciente me odeia. E os filmes projetados por meu cérebro adormecido ainda podem afetar meu humor: no mês passado, eu tive um sonho maravilhoso, mas fiquei irritada o dia inteiro porque foi só um sonho e porque não terminou do jeito que eu queria. Eu ainda estou meio irritada, pra falar a verdade.
Não faço ideia de porque a Giulia de 15 anos achou uma boa ideia carregar as pessoas para dentro do subconsciente completamente insano dela, mas a Giulia de quase 18 (importante lembrar que é janeiro, o mês em que eu respondo minha idade com "quase [a próxima idade que eu farei]", logo, eu tenho quase 18) (eu sei que ninguém me aguenta mais falando do meu aniversário, mas agora eu só paro em março) acha uma ótima ideia fazer vocês passarem por isso outra vez. Eu tenho enchido um pouco o saco no Twitter sobre esse post e exagerado bastante no drama sobre o conteúdo dele, mas deixa eu dizer uma coisa para vocês: registrar seus sonhos por duas semanas pode te fazer duvidar da sua sanidade mental profundamente. Eu anotei cada sonho que tive desde o começo de 2016 (eu também dormi depois da meia noite durante essas duas semanas para as coisas ficarem mais organizadas). Isso provavelmente será divertido, mas preciso manter vocês avisados de que não sou responsável por nenhum trauma causado pelas imagens que meu cérebro produz enquanto eu durmo.

Aviso: Esse post tem gifs de gatinhos sonhando e um do Sheldon Cooper. Para aliviar as coias.
Madrugada do dia 1º de janeiro (a noite da virada): Sem sonhos. O que foi completamente frustrante. Fiquei um tempão planejando o Diário de Sonhos para não sonhar no começo dos registros. Ótimo.

Madrugada do dia 2 de janeiro: Sonhei com The Vampire Diaries e com MisterWives, mas levei tempo demais para anotar e já tinha esquecido o teor dos sonhos. Estou bem brava comigo mesma. Só sei que os dois sonhos foram bons porque passei o dia inteiro de bom humor e inspirada.

Madrugada do dia 3 de janeiro: Sonhei que passava a virada com um cara bonito (?) que eu não faço ideia de quem seja (?) e agarrada com um pedaço de queijo porque alguém me disse que isso dava sorte. Okay.

Madrugada do dia 4 de janeiro: Sonhei que estava em um estúdio conversando com a Mandy Lee sobre composição. No sonho eu reclamei que eles estragaram as performances de Coffins que aconteceram antes da Scrapbook Tour, porque ao colocar um trecho de Landslide do Fletwood Mac no fim da música, eles deixaram Coffins ainda mais perfeita e deixaram a sensação de que falta alguma coisa nas performances sem Landslide. Acordei com Landslide na cabeça.

Madrugada do dia 5 de janeiro: Não consigo me lembrar do sonho. De jeito nenhum.

Nesse ponto, eu resolvi que meus sonhos estavam tão entediantes que eu precisava continuar registrando eles por mais quantas semanas fossem necessárias, até as coisas ficarem interessantes. Isso poderia ser sinônimo de para sempre, porque meus sonhos NÃO são interessantes. Eu também estava tendo uma dificuldade terrível de lembrar dos meus sonhos, porque aparentemente meu sono só é profundo quando ele quer. Até comecei a escrever outro post para esta semana, porque achei que esse post ficaria chato demais para ser postado. Aí eu comecei a ter sonhos mais complexos:



Madrugada do dia 6 de janeiro: Sonhei que meu gato ficava preso no vão de um elevador e eu ficava feito louca tentando encontrar ele, subindo e descendo pelo mesmo elevador. Só descobri que ele estava lá dentro quando ele mesmo quis ir embora. Também sonhei que desmontava minha árvore de livros, arrumava meu quarto inteiro e ainda mudava a disposição das coisas no quarto de forma a minha cama ficar perto da tomada (o que é impossível, porque meu quarto é minúsculo, minha cama é enorme e não dá para colocar ela na parede da tomada, porque as 3 gavetas da cama ficariam viradas para a parede). Acordei com a triste realidade de que na verdade ainda não tinha feito nada disso, mas precisava fazer.

Madrugada do dia 7 de janeiro: Sonhei A NOITE INTEIRA com uma foto no Instagram e uma pessoa que eu não stalkeio há meses sendo marcada nessa foto. Quem sonha com o Instagram e com desconhecidos que você stalkeava??? Eu.

Madrugada do dia 8 de janeiro: Outro sonho que foi esquecido. Quase comecei a me socar na cabeça. Porque eu não esqueço os sonhos que eu quero esquecer??

Madrugada do dia 9 de janeiro: Um sonho recorrente que eu tenho há quase 2 anos e que sabia que teria durante o tempo que passei registrando: É sobre minha mãe, irmã e eu, nos mudando de volta para a cidade onde eu cresci que fica a 150km de onde eu moro. Eu não falo sobre esse sonho com ninguém, mas eu tenho umas teorias sobre os significados dele.

Madrugada do dia 10 de janeiro - noite do sonho mais amorzinho: Sonhei que ia para uma festa na casa da Candice Accola (Ou King, mas só de pensar que ela já casou e ta usando o nome do marido dá tanta vontade de chorar, gente) e passava a tarde com ela, conversando sobre o bebê. Sem querer descobria que o bebê era um menino e que ela estava com 36 semanas. Se o bebê realmente for um menino e nascer no começo de fevereiro eu irei lançar minha carreira de médium.
Também sonhei que eu andava feito louca pelo supermercado atrás do meu condicionador e só depois de achar, eu lembrei que eu já tinha comprado um. Eu realmente tinha comprado um condicionador qualquer no dia anterior, porque o que eu uso normalmente só tinha na versão de 200ml. O motivo de meu cérebro achar que esse fato deveria ser reprisado em sonho ainda é um mistério.



Madrugada do dia 11 de janeiro - noite do sonho que provou que eu sou desgraçada da cabeça: Eu sou legalmente obrigada a avisar que o sonho abaixo é contraindicado em caso de suspeita de dengue não é recomendado para leitores abaixo de 10 anos, facilmente impressionáveis ou que me considerem normal e interessante. A opinião vai mudar rapidinho.
Começou assim: eu estava na cidade em que eu cresci, tinha voltado a morar na casa que era da minha família, como em uma continuação do meu sonho recorrente do dia 9. Até aí, tudo normal, mas era noite de Danse Macabre (o que em As Crônicas de Kat significa que é possível falar com a Morte, mas no meu sonho significava que era possível falar com os mortos) e eu precisava muito falar com alguém que morreu - que até o atual momento eu não sei quem foi. Eu precisei ficar esperando que a filha mais nova da minha vizinha chegasse em casa porque a filha mais velha dela iria comigo e com minha irmã ao cemitério, atrás de quem eu precisava falar. Depois que o ex-marido da minha vizinha (no sonho eles eram separados, mas na vida real ainda são casados) deixou a filha dela em casa, eu, minha irmã e a filha mais velha dela fomos ao cemitério - que ficava em um lugar onde na verdade é um terreno baldio.
O sonho continuou mais louco: Para entrar no cemitério, eu precisava passar por uma casa, onde eu completaria um teste supercomplexo 3 vezes. Os donos dessa casa eram um casal da minha igreja do Rio (que eu nem conheço direito) e a moça ainda estava grávida. Quando eu completei os exercícios 3 vezes, minha irmã e minha vizinha foram para a casa dormir e algo explodiu em uma luz brilhante e vermelha ficou flutuando no ar como se fosse confeti. Eu consegui falar com quem quer que eu queria falar e ainda descobri que a moça que estava grávida havia perdido um bebê antes e porque ela ficou conversando com o bebê que morreu - que tinha crescido enquanto era apenas um espírito e já era adolescente (tipo as filhas da Catherine na segunda temporada de Reign) (comentei que a moça desse casal específico não deve ter mais de 26 anos?).
Quando isso tudo terminou, eu voltei para a casa da minha vizinha, mas descobri que não queria ficar lá, então fui para a minha casa ajudar minha mãe com algo. Esse algo envolvia a internet e nós ficamos um tempão procurando o roteador que estava escondido. Ao lado do roteador tinha uma carta da minha faculdade, que no sonho, meu pai recebeu quando ainda morava lá (ou seja, 2008) e nunca me entregou. A carta dizia que eu era a única pessoa com menos de 20 anos a ganhar uma chance de publicar um livro pela Edições Uesb, editora da minha faculdade. O problema é que o período dessa minha chance já tinha terminado (e no sonho eu fiquei um bom tempo xingando a Uesb porque eles sabiam que eu não morava ali antes, porque não mandaram a carta para o endereço certo?) e também que queriam que eu pagasse pela tiragem de 740 livros (o que sairia bem caro).
O sonho ainda terminou comigo me dando conta de que isso tudo aconteceu no meu aniversário e ficando bem brava comigo mesma porque eu não tinha feito nada do que eu queria fazer no meu aniversário de 18 anos. (Eu SEMPRE sonho que esqueci do meu aniversário no dia dele e que não consegui fazer nada que eu queria. Não sei se isso é causa ou consequência de eu ser tão obcecada pelo meu aniversário.). Aí eu pergunto para vocês: Que tipo de subconsciente doentio projeta um sonho desses? Eu realmente sinto muito por ter que deixar vocês imaginarem isso.



Madrugada do dia 12 de janeiro: Sem sonhos. Acho que meu cérebro perdeu a criatividade.

Madrugada do dia 13 de janeiro: A única coisa que eu consigo me lembrar do sonho que tive é que envolvia uma garota loura que eu tenho 75% de certeza de ser a Teressa Liane. Ou talvez eu queira muito que tenha sido a Teressa Liane.

Madrugada do dia 14 de janeiro: Fui dormir com grandes expectativas para o último dia de registros e surpreendentemente dessa vez meu subconsciente não me decepcionou: Sonhei que eu estava no centro da cidade depois de um tempestade e que estava andando feito louca procurando um lugar que vendesse i9 de uva verde (porque apesar de só ter bebido uma vez e não encontrado mais, eu estou viciada nisso) (parece que é feito da uva mesmo, gente). Era de dia, mas os lugares que estavam sem luz por causa da chuva estavam escuros como se fosse noite - a cidade parecia um filme pós-apocalíptico. Enquanto eu procurava uma loja que vendesse o i9 eu acidentalmente esbarrei em uma garrafa de água que uma senhora estava vendendo em uma barraca montada na rua e rompi o lacre da garrafa. Continuei procurando, mas quando percebi que não ia achar o i9 em lugar nenhum, voltei para o lugar onde a mulher estava vendendo e comprei a água que tinha aberto sem querer. A água estava 7 reais, mas eu me senti tão mal por ter aberto a garrafa e não feito nada na hora que eu nem protestei pelo preço. Quando deixei a primeira barraca, eu passei por outra barraca e por algum motivo resolvi comprar outra garrafa de água: também estava 7 reais porque com a falta de luz, aqueles eram os únicos lugares vendendo água (eu passei por um monte de lojas que não tinham o i9, mas tinham outras bebidas, e depois de desistir essas barracas viraram os únicos lugares vendendo água. LÓGICA ONÍRICA: 0), então podiam colocar o preço que quisessem. Eu comprei a outra garrafa de água, mesmo ainda estando com a primeira na mão e a moça que me vendeu apontou para um lugar alto atrás de mim. Quando eu olhei para onde ela apontava, tinha um outdoor enorme, feito por um suposto "Clube da Escrita Conquistense", do qual eu não fazia parte, que expunha uma lista das 3 pessoas da cidade que venceram o NaNoWriMo 2015 e ainda tinha uma foto enorme minha por eu ter tido a maior contagem de palavras. Fiquei revoltada porque estavam usando a minha imagem, sem a minha autorização, para se divulgarem, tomando posse de uma conquista minha! E só para piorar era uma selfie toda torta que eu postei no Instagram em 2013. E foi assim que o sonho acabou.

Conclusões finais: Eu não sei. Não entendo o que se passa na minha mente nem quando eu estou acordada, imagina dormindo? Excluindo os sonhos totalmente óbvios que eu tive porque eram sobre algo que eu tinha pensado o dia inteiro (eu sonhei com The Vampire Diaries depois de ver uma maratona de The Vampire Diaries, por exemplo), eu não poderia explicar os significados dos sonhos nem em mil anos. E em duas semanas eu não tive um sonho aproveitável em histórias, umzinho que fosse. Alguém aqui tem alguma interpretação de qualquer um desses sonhos? Me ajudem a me entender!
Acho que vou postar com um espaço de tempo menor que uma semana esse mês, por causa do projeto para conseguir 50 mil visualizações e porque o Diário de Bordo 5 está acabando. Ou não! Tá rolando uma enquete no Twitter para decidir quando o DdB 5 vai acabar: ao fim das minhas férias, dia 1º de fevereiro, ou depois do meu aniversário, dia 18 de fevereiro. Vocês decidem quanto tempo o especial de férias desse ano vai durar, porque nos últimos 3 anos eu tenho falado sobre como comemorei meu aniversário no DdB e a 5ª edição já é menor que as outras graças ao calendário insano da minha faculdade. Vocês podem votar por aqui pelas próximas duas horas e alguns minutos:

Isso é tudo pessoal,
G.

09/01/2016

Diário de Bordo 5 - Velha demais para isso - Parte 4: A semana mais Tumblr de todas

Hello. It's me. I've been wondering if after all this years... O QUE EU TO FAZENDO?? Mas HELLO FROM THE OTHER SIIIIIDEEEEE, já que esse é o primeiro post de 2016. A primeira semana de 2016 acabou e como prometido, aqui estou eu para falar sobre ela. Entre comer um monte de besteira, surtar no grupo de escritoras incríveis que se juntou no NaNoWriMo (o SA Sofredoras Anônimas), dormir muito e tentar trabalhar nos meus projetos grandes para 2016, quase nada aconteceu. MAS EI: quando é que alguma coisa acontece? Vamos começar pela virada. Eu cumpri meus planos de ficar em casa, comendo besteiras, vendo filmes e acompanhando a descida da bola de cristal no ano novo nova-iorquino via stream. 
O único problema é que os filmes não foram uma maratona, foram um filme só. Eu calculei mal o fato de que Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 1 tem 146 minutos de duração (2 horas e 26 minutos) o que, considerando que eu comecei minha festinha da virada quando todo mundo saiu de casa às 20 horas, tirando a hora que eu passei divulgando links do blog para conseguir o maior número de visualizações possível em 2015, a meia hora que eu passei tentando conseguir a selfie perfeita para ser a última de 2015, os 20 minutos que eu sofrendo pelo fim da minha assinatura premium do Spotify e os primeiros 20 minutos de 2016, nos quais eu obviamente tinha pausado o filme, fez com que eu terminasse o filme às 1h30 da manhã. Então faltavam meia hora para a bola descer na Times Square e eu fui acompanhar o stream. Como eu chorei quando a contagem terminou e a voz do Frank Sinatra ecoou New York, New York pelos 7 cantos da rua (Eu SEMPRE choro, mas fiquei ainda pior porque não via o ano novo na Times Square haviam 2 anos. É tão lindo, me deixa tão esperançosa pelo que está por vir.) fiquei com sono demais para continuar vendo filme, então eu fui dormir mais ou menos às 3. Ainda assim, eu estava efetivamente vendo filme e comendo besteira (revesando entre batata frita e chocolate) quando 2016 veio bater à minha porta e eu pausei o filme para começar a contagem regressiva para a meia-noite. Foi exatamente como eu queria. 2015 acabou de uma forma linda e 2016 começou como um ano que tem tudo para ser meu. De qualquer forma, aqui vai o balanço do blog em 2015:

Posts em 2015: 44
Total de posts até o fim de 2015: 343
Postagem mais popular do ano: Não sei, sou de Humanas (Ainda não entendo isso)
Visualizações de página em 2015: 13.946
Recorde de visualizações em um dia (ainda de 2013): 685
Total de visualizações de página até o fim de 2015: 41.502
Comentários em 2015: 199 (recorde anual)
Total de comentários: 490

Na primeira manhã de 2016... Eu acordei confusa. Tinha dormido na sala, e fazer isso sempre me faz acordar como se eu ainda estivesse no meio de um sonho - o que foi estranho porque eu não sonhei naquele dia. Também dormi bem tarde, então estava esperando acordar umas 14h como qualquer pessoa normal no dia 1º de janeiro: acordei 10h. Tinham dezenas de notificações no celular, mas eu foquei na mais importante que dizia que uma nova música do álbum novo de Ra Ra Riot estava disponível para quem comprou a pré-venda. Eu fui ouvir que nem louca e fiquei toda feliz em começar o ano assim (nota: A primeira música que eu ouvi em 2016 não foi essa, nem New York, New York. Uma das minhas poucas tradições de Ano Novo é ativar um despertador para a meia noite com a primeira música que eu realmente quero ouvir no novo ano. Como Box Around The Sun, é minha música da sorte, quando a contagem terminou, o celular começou a tocar essa música e eu saí pulando pela sala. Comecei 2016 dançando ao som de MisterWives, quem está surpreso?). A música nova de RRR chama-se Absolutely e diz exatamente que é o "ano de ser absolutamente nada por absoluto" (Tradução livre). É uma daquelas letras que não faz o mínimo sentido, mas faz todo sentido para quem já se sentiu como na música. Fez sentido para mim.

Aviso para quem tem convulsão. Apenas por segurança.

Depois de ter um momento com a música, eu passei quase uma hora deitada na cama checando as outras notificações. Minha tia tinha resolvido fazer um almocinho em casa já que a gente não participou do almoço de Natal e quando minha carona para a casa dela chegou eu saí correndo. Sinceramente, eu estava sentindo muita falta de churrasco e comi como se não houvesse amanhã - queria ter podido comer mais, mas as besteiras que eu comi na noite anterior fizeram com que minha recém-diagnosticada gastrite resolvesse dizer um oizinho. Também tivemos sorvete com abacaxi assado e depois que saí de lá ainda comi pudim com mais sorvete. Barriga feliz, Giulia feliz. E eu também comecei a ler meu primeiro livro do ano: A Filha do Fazedor de Reis da Philippa Gregory que é completamente maravilhoso.
Quando eu voltei para casa tinha uma maratona de The Vampire Diaries na MTV e eu resolvi que valia a pena rever os episódios que eu já tinha visto, mesmo com a dublagem sem opção de mudança da MTV, porque eu voltei a estar viciada na série. Também foi um momento ótimo para acabar de comer todo chocolate que eu tinha comprado no dia anterior porque todas as cenas tristes do casal mais maravilhoso daquela série me fizeram precisar de apoio emocional. Coincidentemente, assim que a maratona de TVD acabou, a Anne Rice perguntou na página dela porque nós, leitores dela e amantes de vampiros, amamos vampiros. Foi a primeira vez que eu comentei na página dela (apesar de acompanhar a página avidamente desde 2013) e precisou ser um textão. Aqui vai uma tradução aproximada do que eu disse: "Sinto-me profundamente atraída pela ideia de ser possuída por uma fome mais forte do que qualquer outra coisa. E ter tudo que você sente amplificado. A ideia de eternidade com uma condição. A intensidade de ser um vampiro, o extremo. Eu não sei, tudo sobre vampiros me deixa obcecada desde que eu tinha 13 anos.". Depois eu recebi uma resposta (não dela, infelizmente) falando sobre como a eternidade não é uma coisa boa, porque você vê cada pessoa que você ama morrendo, o que te leva a uma miséria eterna que me fez responder: "Não é perfeito e é muito doloroso. Mas ainda assim, é a eternidade. Nós diariamente lutamos contra a morte, alguns de nós têm medo de envelhecer e vampiros não precisam. Concordo com você, e o que me faz uma leitora ávida, às vezes, é saber como eles vão lidar com a sua dor para sempre.". Basicamente, o primeiro dia do ano começou comigo ouvindo musicas maravilhosas, passou por um monte de comida que eu aprovei 100% e finalmente um monte de coisas de vampiros. Não tinha como começar o ano melhor.

Na verdade, não, mas esse é um gif de The Vampire Diaries SO
No dia seguinte já era dia 2, mas até quando a virada do ano não cai em um fim de semana, a comemoração do ano novo vai até pelo menos dia 6. Eu continuei no clima vampiresco e escrevi um pedaço de As Crônicas de Kat. Porém, eu ainda não sabia o que fazer com algumas cenas e resolvi procurar fotos para criar edits de cada uma das personagens. É uma forma internacionalmente reconhecida e utilizada de procrastinação/busca por inspiração, assim como criar playlists baseadas nas histórias (eu estou no meio do caminho de fazer as 13 playlists para cada uma das personagens de As Crônicas de Kat) (são 13 playlists com 7 músicas cada, então pode demorar) e criar mapas astrais para os personagens (fiz o da Kat enquanto estava procrastinando para escrever esse post. A vampirinha além do sol em Virgem, tem ascendente em Leão e lua em Sagitário. Combina completamente). Eu me juntei às meninas do SA, juntei tudo que eu sabia sobre Kat, Ellie, Sophie, Anika, Valentina, Miranda, Naomi, Kaylee, Charlottie, Tatiana, Juliana, Louise, Olívia e até mesmo o Pierre e fiquei até às 3 da manhã trabalhando em edits de aesthetics das minhas bebês. O trabalho, na verdade, tomou o dia seguinte também e eu acabei terminando às 14 edits só no dia 3, no fim da noite. No domingo eu também atualizei meu Tumblr completamente. A URL, que antes era "ibrokethetyperwriter" (ou seja, o nome do blog, em inglês) agora é "nothingmorethanblood" (um trecho da música Twisted Tongue de, advinha quem?, que eu adoro). Coloquei theme novo e arrumei os textos todos. Agora também um link na página principal para todos os posts meus no Tumblr que são sobre meus projetos literários ou sobre escrever (o no ícone "iv"). Finalmente, quando os edits ficaram prontos, postei os 14 no Twitter e lá no Tumblr, na tag "acdkaesthetics". Acabei tento muitas ideias para a história no meio desse processo e ideias para as playlists também. Fiquei encantada com todos os edits, alguns mais do que outros, naturalmente, mas o melhor de todos mesmo, que eu considerei insuperável, foi justamente o primeiro, da Kat:

Katerina Petry nascida em 1834 e transformada aos 10 anos.
Líder de um exército de vampiras, como se fosse a coisa mais fácil.
Bem, na manhã do dia 4, eu já tinha terminado os edits e realmente precisava colocar minhas ideias em prática e escrever. O grupo das meninas prometeu se ajudar a escrever esse mês e manter as metas em dia, já que cada uma tem uma meta mais louca que a outra. A gente tem se ajudado a continuar sã e a Gih nosso alarme oficial, ajuda muito lembrando das metas sempre e falando quando eu deveria estar escrevendo. Aquele dia nós realmente trabalhamos e ficamos surtando pelas histórias das outras. Eu terminei o primeiro capítulo da segunda fase de As Crônicas de Kat, depois de mais de um ano trabalhando nele (eu disse que 2015 foi tenso no quesito produtividade) e logo em seguida, a conversa no grupo fez com que eu voltasse a trabalhar em Mais Uma Vez. Pela primeira vez na vida, eu estou feliz de ter colocado Sociedade Inglesa de Oposição e As Crônicas de Kat no mesmo universo, porque eu estou conseguindo trabalhar nos dois projetos conforme eu vou me sentindo mais no clima de um ou de outro, sem enlouquecer e querer matar personagem nenhuma apenas por ficar com vontade. (Falando em matar personagens: As edits me deram uma noção de quem vai precisar morrer na segunda fase de As Crônicas de Kat. Claro que, como eu já disse, eu não mato personagem nenhuma sem um bom motivo, mas os bons motivos vieram em bondes). Outra vez, eu fiquei acordada até bem tarde, mas dessa vez trabalhando no livro. Não consegui terminar o capítulo que estava editando porque é um bem complicado, onde eu defino as regras sobre os seres superpoderosos de Mais Uma Vez, os opositores, então ele precisa de dedicação redobrada.
Dia 5 foi um dia completamente perdido. Eu tinha combinado comigo mesma que lavaria roupa naquela terça, mas quando eu acordei estava frio! Depois de dias e mais dias de tempo seco e 34º (a maior temperatura registrada aqui foi 34,6º, então isso é bem quente para a cidade), uma tempestade de raios no domingo, o tempo resolveu virar e as temperaturas caíram pela metade. A terça-feira que eu combinei de lavar roupa começou com 17º. Obviamente, a lavagem de roupas foi cancelada. Além disso, eu acordei 14h, completamente confusa com a vida, o que me fez perder a chance de ganhar um presente vindo diretamente de um dos meus países preferidos. Uma amiga minha passou pela Áustria durante uma viagem-tour pela Europa e me enviou uma mensagem às 6h dizendo para eu escolher um presente de aniversário de lá. Como eu respondi 8 horas depois, ela já estava na Itália quando conseguiu me retornar, mas ainda assim eu fiquei muito feliz por ela ter lembrado de mim quando estava na Áustria. Significa que eu tenho feito algo de muito certo na forma como eu apareço para as pessoas.
Planejei ser produtiva naquele dia, mas mesmo tendo aberto o arquivo de MUV cedo, não consegui produzir nada e a culpa foi completamente do SA (ok, foi 55% da minha falta de foco, mas o SA teve sua parcela de culpa). Na madrugada anterior, nós tínhamos conversado sobre representatividade na literatura e foi um debate bem incrível. Nós normalmente falamos sobre toda e qualquer coisa relacionada a literatura, mesmo que levemente (às vezes sobre coisas que não tem nada a ver com literatura, mas é tão raro que parece até que a gente passa 22 horas por dia trabalhando), e a conversa sobre representatividade rendeu muitos frutos bons dentro do grupo. Na terça, isso levou a uma conversa sobre apropriação cultural que rendeu tanto que deu até ideia para trabalhos da faculdade! Elas me fizeram pegar o caderno e pensar em trabalhos da faculdade 26 dias antes das aulas voltarem! Sofredoras Anônimas faz milagre. E algumas horas depois disso, a conversa ainda se virou para os dreamcasts das nossas próprias histórias (qual ator/modelo se parece mais com nossos personagens) e a gente começou a sofrer por crushs que já desenvolvemos por personagens umas das outras. Foi tanto surto que a gente nem sabia o que fazer e a gente ainda nem tinha se recuperado das edits compartilhadas no domingo.
Além disso, essa semana eu tive uma epifania: eu estava caminhando, fazendo meu percurso tranquilo e ouvindo música quando começou Red da Taylor Swift e isso me lembrou de outra música da Taylor Swift que eu amo, Sparks Fly, e depois disso eu me lembrei de um projeto engavetado para o qual eu tive e ideia em 2014 e então me dei conta de que ele pode ser o projeto perfeito para o NaNoWriMo 2016 (Isso não fez o mínimo sentido né?). Depois disso, uma série de sinais de que esse realmente precisa ser o meu projeto começou a surgir, como por exemplo: a personagem principal desse projeto, Isabel, recebeu o nome graças a personagem da Eleanor Tomlinson na série The White Queen, a Isabel Neville. Coincidentemente, o livro que eu estou lendo tem a Isabel Neville exatamente porque é um dos livros que inspirou a série. A conversa no SA meio que foi outro sinal de que o projeto em questão, que eu carinhosamente chamo de TX, precisa ser o projeto do NaNo 2016. A personagem então resolveu dar uma de chata para cima de mim e eu fui dar uma fuçada no projeto para ver o que precisava fazer. Percebi que tinha que mudar o nome de outra personagem desse projeto e fiquei 2 horas tentando achar o nome perfeito, com ajuda das meninas do SA. O nome acabou sendo Lila. Com um dia desses, quem consegue trabalhar? Definitivamente não eu.

Um gif para definir o Sofredoras Anônimas.
E no dia 6, também não teve trabalho certo. Eu tinha problemas para resolver na rua e era Dia de Reis. Como louca das datas, é claro que eu tive que cumprir com a tradição de tirar toda a decoração de Natal da casa no Dia de Reis, o que significava que eu tinha que arrumar minha estante de livros, o que significava que eu tinha que limpar meu quarto, o que me levou a limpar a cozinha, o banheiro e a, é claro, lavar minha roupa. Eu terminei o dia me sentindo como se um caminhão tivesse passado por cima de mim e depois dado a ré de volta. De verdade, eu fiquei tão cansada que eu comecei a desconfiar que a dor no corpo deveria ter a ver com outra coisa. A noite minha irmã finalmente voltou de viagem e eu fui buscá-la no aeroporto (e inclusive, ela reclamou da casa que eu me matei para arrumar, mas detalhes), depois teve People's Choice Awards, que eu assisto todo ano desde 2011. Eu só sabia quem estava concorrendo em uma categoria, mas eu nunca perco o PCA's porque é minha premiação preferida de escolha do público. O cara que tem um dos meus programas preferidos na internet, (Matt Bellasai, que trabalha no BuzzFeed e faz o Whine About It), levou o prêmio de maior estrela das redes sociais, mas filmaram o cara errado ao apresentar o ganhador. Essa gafe foi a parte mais interessante da premiação, mas infelizmente o Matt não é tão popular para ter muita gente falando sobre isso. Ainda assim, a resposta dele a isso tudo foi brilhante e muito engraçada para quem acompanha o trabalho dele.
Dia 7, eu tive que acordar de manhã para ajudar minha irmã na matricula dela na escola, depois tive consulta com a gastroenterologista (não lembro se comentei no Diário de Bordo, mas no meio do mês passado eu fiz uma endoscopia, porque estava tendo dor no estômago o tempo todo. Eu já sabia que tinha gastrite nervosa, mas a gente precisava saber como andava meu estômago e ele não andava nada bem. Começo o tratamento com remédios amanhã, o que me leva a estar tomando 4 remédios regularmente. Ando ótima.) que tomou boa parte da tarde. Finalmente, eu fui ajudar minha irmã a comprar os materiais dela e comecei a inventar desculpas para voltar na papelaria depois e comprar coisas para mim, mesmo que eu já tenha cadernos para até o meio de 2017 e a maior coleção de canetas da turma. Voltei para casa quase 20h, logo, outro dia perdido para a escrita.
E foi isso (não conto dia 8 como parte da primeira semana do ano, apenas os primeiros 7 dias, mas se quiserem saber tudo que eu fiz dia 8 foi escrever esse post e fangirlar), tem várias coisas que eu queria ter feito essa semana e acabou não dando certo, mas para a primeira semana do ano foi até bem. Eu poderia resumir esse post inteiro dizendo que a primeira semana de 2016 se resumiu em dor e sofrimento em vários sentidos aplicáveis. A única certeza que eu tenho para 2016 é a de que eu serei otária em todos os 366 dias. 
Uma coisa à qual eu realmente deveria ter me dedicado nesta semana e não fiz é algo sobre o que eu realmente preciso falar agora: a meta de visualizações do blog. Para quem é leitor mais recente, em agosto do ano passado, eu tive essa ideia brilhante de tentar fazer com que o blog chegasse a 50 mil visualizações antes do aniversário de 5 anos do blog, no próximo dia 7 de fevereiro. Era uma tentativa de conseguir quase 13 mil visualizações (que como visto lá em cima é algo que o blog consegue em um ano inteiro) em 6 meses. 5 meses depois, aqui estamos, dia 9 de janeiro e faltam um pouco mais de 7 mil visualizações (e eu não subestimo essas mais de 5 mil visualizações de jeito nenhum). Eu realmente acredito que nada é impossível, mas aceitei que essa meta é bem perto do tal impossível. De qualquer forma, queria pedir a ajuda de vocês, até como presente. Uma indicação para um amigo, postar o link do blog em algum lugar, qualquer coisa. Eu mesma vou definitivamente me dedicar mais a isso, não tenho tentado chamar atenção para o QAMdE tanto quanto deveria. E mesmo que não cheguemos a 50 mil visualizações, eu ficarei feliz com cada uma das visualizações que realmente tivermos. Saibam que eu adoro vocês<3

G.