25/05/2016

Este post é um monte de baboseira astrológica

Ok, este é outro post atrasado, mas dessa vez é porque meu digníssimo notebook quebrou pela terceira vez em 2 meses! Ele esperou fazer um ano e acabar a garantia para simplesmente resolver que desiste e me fazer gastar uma grana preta com ele. Isso depois de tudo que eu passei com o Office ano passado, até mesmo depois que eu comprei o programa original atualizado. Sinceramente, eu não posso dizer a palavra deadline perto dele que ele já surta. Parece até eu. BUT ANYWAYS, eu estava pensando no que deveria escrever e precisei de todo um momento dedicado a pensar em que partes da minha vida eu precisava escrever sobre. Depois de quebrar minha vida em pequenos pedacinhos, eu me dei conta de que existe um assunto que nunca fica velho porque sempre é atualizado: Minhas obsessões.
Considerando que eu não sei gostar de nada sem ficar completamente viciada, grudada e absolutamente insuportável sobre a coisa em questão (Coisa que realmente aconteceu no começo da semana: Eu abri a galeria do tablet e fui recebida por 239223983298323 fotos da minha obsessão musical atual. Soltei: "Eu NÃO estou obcecada". Colega a algumas cadeiras de distância: "Eu nem sei o que é, mas você está obcecada sim".), eu sou conhecida como "a louca" de diversas coisas. Meu título preferido definitivamente é "A Louca de MisterWives", mas eu coleciono outros títulos muito valiosos que eu gosto de exibir por aí. Um deles é "A Louca dos Signos" título que muitas pessoas no mundo carregam e que eu consegui superacidentalmente depois de tentar me incluir na febre que começou ano passado. No momento, eu duvido que consiga passar mais de 3 horas sem falar de signo ou sem ao menos pensar que a pessoa fez tal coisa por causa do signo, ascendente ou lua dela, mas não foi assim sempre não.

Esse gif vicia, nossa.
É fato que na sexta série eu fiz uma tabela de famosos de cada elemento e saí combinando signos como se fosse a astróloga, mas deixando de lado o conhecimento astrológico que me foi fornecido pela Capricho, tudo que eu fazia sobre meu signo era de retweetar uns tweets sobre o signo de Aquário quando eu ficava acordada até muito tarde da noite. Ano passado, a internet enlouqueceu e praticamente tudo poderia ser baseado em signos, então as pessoas começara a fazer mapas astrais e de repente todo mundo começou a falar de ascendente, lua, vênus, mercúrio e eu como boa procrastinadora precisava descobrir tudo isso sobre mim para passar horas lendo sobre. Meu primeiro mapa deu Aquário com ascendente em Câncer e pelo que eu li fez bastante sentido. Mas eu não pude ler tudo de uma vez e perdi o site que fez esse mapa, então precisei fazer em outro. Me recomendaram fazer no Personare e eu levei um susto do caramba quando o mapa que eu fiz disse que eu sou de Peixes com ascendente em Virgem! Já que meus mapas astrais davam coisas completamente discordantes eu resolvi por um tempo que simplesmente iria aceitar o mapa que eu achava que mais combinava comigo, que de acordo com eu mesma era Aquário com ascendente em Câncer. Conversa sobre signos vai, conversa sobre signos vem, eu comento sobre os mapas diferentes na frente da minha amiga na faculdade e ela solta a seguinte frase: "Ah, é porque você nasceu na cúspide. É como se você fosse dos dois.". Mal sabia eu que a simples palavra cúspide ia ferrar com a minha vida para sempre.
Eu não queria ter dois signos, isso era tão bom quanto ter nenhum. Então eu comecei a pesquisar sobre cúspide como doida. A cúspide é o exato momento em que o sol muda de um signo para o outro. Representa mais um minuto específico, mas pode-se dar o nome de cúspide ao primeiro ou o último dia do signo também. Para a new astrology, pessoas nascidas nesses dias podem ser consideradas dos dois signos, mas para os astrólogos mais tradicionais você só pode ser de um signo ou de outro. Ainda assim, há quem diga que mesmo sendo de um signo solar só, existe uma influencia óbvia do signo anterior ou próximo para a pessoa que nasceu na cúspide. E é nessa onda que eu vou. Como ficou definido para mim que só é possível ter um signo, eu precisava descobrir qual era, então comecei a fazer meio milhão de mapas astrais para descobrir qual deles aparecia com mais frequência. Isso me fez descobrir várias coisas, como por exemplo, que eu nasci durante um dos poucos anos em que o horário de verão foi vigente na Bahia, então precisava tomar cuidado dobrado ao fazer meu mapa astral. Depois de um tempo eu percebi que com todos os dados checados um milhão de vezes meu mapa ficava da seguinte forma, em diversos sites diferentes:


Isso significava que eu passei 17 anos da minha vida completamente enganada sobre o signo ao qual eu pertencia. Todos os horóscopos da Capricho... Todos os tweets sobre Aquário que eu retweetei quando não conseguia dormir de madrugada... Toda a minha vida... Sem falar naquele dia que eu fiquei meia hora reclamando porque tinha colares com pingente de Peixes na Riachuelo, mas não tinha de Aquário... Tudo isso uma ilusão sem fim. Claro que eu não aceitei isso fácil, fiquei em negação por um tempão. Lendo sobre os dois signos e agoniada porque os dois faziam bastante sentido para mim e eu simplesmente não queria abrir mão de ser de Aquário. Me convenci de que os 35 sites nos quais eu fiz meu mapa astral poderiam estar errados e passei mais algumas semanas prolongando o mistério de Qual-é-o-signo-de-Giulia-Santana. Um belo dia eu resolvi testar sem fazer meu mapa astral: Fui atrás de um site que mostrasse a posição dos astros em determinado momento. Joguei então a data do meu nascimento e o horário que eu nasci. O sol estava em Peixes. Voltei duas horas: SOL EM FUCKING AQUÁRIO. Depois eu descobri o momento exato em que o sol entrou em Peixes em 1998: Dia 18 de fevereiro às 18h55, horário brasileiro de verão. UMA HORA E CINCO MINUTOS ANTES DE EU NASCER.
Então eu sou pisciana, mas eu sou assustadoramente influenciada por Aquário. E apesar de saber que meu sol é em Peixes e de finalmente ter aceitado isso sem problemas, grande parte do tempo ou eu me sinto dos dois signos ou eu não me encaixo em nenhum. Caso vocês não tenham percebido o tamanho do desgraçamento mental da lista de planetas ali em cima, vou chamar atenção para alguns fatos: Eu tenho o exato mesmo número de planetas em Aquário e Peixes (3 de cada lado). Meu sol é em Peixes, mas é interpretado na Casa 6, que olhando logo abaixo podemos notar que é Aquário. Além disso, meu elemento dominante é o ar - quando Peixes é signo de água. Resumindo todo meu idealismo e meu relativo distanciamento sobre certas coisinhas são bastante culpa de ter nascido nessa cúspide maravilhosa que é a cúspide da sensibilidade (sim, o nome da desgraçada é cúspide da sensibilidade). (Você pode ler mais sobre cúspides aqui. A new astrology acredita que a influencia dura uns dias - quanto mais perto do dia mais forte, claro - então se você nasceu entre os dias 16 e 26 de um mês, recomendo procurar por informações.). Caso você tenha lido todo esse parágrafo e ainda não tenha entendido quão tenso e na beira da loucura é ser cúspide, aqui vai a versão gráfica do meu mapa astral:


E aqui vai um close-up em onde está o sol


Outros aspectos do meu mapa astral explicam porque eu não sei desapegar das coisas e sou estranhamente ciumenta sobre as coisas mais aleatórias possíveis (Lua em Escorpião), porque eu não gosto de casais felizes perto de mim (Vênus em Capricórnio) porque eu sou impaciente e morro de medo de que o tempo esteja acabando e que eu não consiga fazer nada, mesmo eu sendo jovem (Saturno em Áries). Eu poderia ficar falando disso por horas porque ter um mapa astral desgraçado do jeito que o meu é me fez ler muito sobre cada aspecto de tudo. Isso faz com que as pessoas aparentemente confiem em mim e acreditem que eu tenho algum tipo de credibilidade para falar sobre astrologia (Aparentemente a aparência de credibilidade quando eu não tenho nenhuma é culpa do meu Quíron em Escorpião. Que também é culpado por meus problemas de comunicação já que fica na casa 3.). 
Eu fui numa festa no começo do mês em que basicamente me receberam com "Oi, faz meu mapa astral?". Apesar de às vezes ficar perdida quando é para falar de algumas coisas e preferir ir na internet dar uma checada, eu não ligo de todo mundo me pedindo pra fazer mapa astral não. Gosto de saber os mapas astrais de todo mundo e usar contra as pessoas assim que possível. Minha conta no Viastral é cheia de mapas astrais das amigas e se eu já era obcecada em saber os aniversários dos outros antes, imagina agora? Nos rolês eu sou aquela que pergunta o signo antes de perguntar o nome (Não, mas sério, semana passada foi semana de integração da faculdade e nós entrevistamos os calouros e perguntamos os signos. Até hoje tem gente que eu sei o signo, mas não lembro o nome.) (Em minha defesa, eu sempre fui horrível em decorar o nome, mesmo depois de saber fatos pessoais sobre a pessoa) e que trás o signo a tona sempre que possível. Eu fiz mapa astral de várias personagens minhas e fui responsável por interpretar os mapas astrais dos personagens das amigas. Em resumo, assim como em todas as outras situações que envolvem obsessões minhas: Eu sou insuportável a respeito.
Aí vem aquela pergunta: Mas você acredita mesmo que a posição dos astros na hora em que você nasceu define sua vida? Não, na verdade. Prefiro que nada defina minha vida e que eu faço com ela o que eu quiser. Sobre minha personalidade e os aspectos que combinam com o signo, eles não são tão precisos, mas tem umas coincidências que a gente não ignora não (E, na verdade, eu não acredito em coincidências). Minha lógica definitiva é: Se eu tenho 8 planetas, 2 astros e uns cometas para culpar pelas coisas que eu faço porque eu não faria isso? É tudo uma questão de perspectiva. E essa é a perspectiva de uma pisciana, cúspide com aquário e de ascendente em Virgem.
G.

10/05/2016

Adeus ano velho, feliz ano novo

Ok, eu já tinha vários pedaços deste post escritos, mas acabei deletando tudo porque queria poder falar da forma como sinto que devo agora e não fazer um daqueles posts mecânicos que me deixam irritada. Faz 31 dias desde o último post e mesmo que eu pudesse dar várias justificativas lógicas e até plausíveis - o que é mais do que eu posso dizer sobre outras ocasiões - para ter sumido, a verdade mais profunda é que hoje é o primeiro dia em um tempão em que eu sinto vontade de escrever aqui. Não me entendam errado, eu não queria ter abandonado vocês. A verdade é que ultimamente eu tenho me sentindo muito mais segura no meu mundinho de fantasia. É para ele - para Mais Uma Vez e para As Crônicas de Kat - que eu corro quando os dias estão nublados no sentindo figurado e no literal. Eu sou o tipo de pessoa que quer falar sobre a própria vida o tempo todo (e ter um blog pessoal há 5 anos é a maior prova disso), mas recentemente trazer a vida para a literatura e fazer dela real para mim duas vezes não tem parecido uma opção legal quando eu posso fazer real um mundo muito mais maravilhoso. E eu não quero me culpar tanto por abandonar o blog quando, ao contrário dessa época no ano passado, eu tenho escrito e escrito muito.
Apesar disso, vou dar um resumo a vocês com as informações que eu não dei aqui, antes de pular para o tema oficial deste post: Eu me mudei para a minha casa nova (amanhã já faz um mês disso) e agora tenho aquelas coisas de adulto como minha geladeira, meu fogão, minha máquina de lavar. Já tive que correr atrás de um monte de coisa chata relacionado a isso e lidar com um probleminha "comum" (O povo já diz "Ah, é normal", mas não deveria ser, já que uma parte da cidade nunca tem que enfrentar isso) do bairro novo em que estou morando: a falta d'água. Tem faltando água quase toda semana desde o feriado do dia 21 e ficar sem água é horrível. Aqui não está tão ruim quanto em alguns bairros próximos que estão sem água há semanas direto. A empresa fornecedora de água no estado disse que o problema é que as represas estão baixas e falta pressão para a água subir para os reservatórios. Nem vou comentar todos os motivos pelos quais isso está bastante mal contado.
Outra coisa que aconteceu, antes mesmo que eu me mudasse, foi que eu fui assaltada a 2 casas e uns 10 passos da casa que eu morava, em pleno meio dia. Não fui machucada e nem o cara estava armado e graças a Deus ele pediu só o celular (se pedisse a mochila teria levado basicamente tudo). Eu inclusive já estou com outro superamorzinho, então basicamente a situação só me afetou emocionalmente. Nos dias seguintes a as crises emocionais foram bem reais o que, inclusive, resultou no último post. Na semana passada, eu fiz um percurso de 1,3km em uma das avenidas mais movimentadas na cidade e fiquei tão paranoica que parecia que todo mundo ia me atacar. Qualquer pessoa de moto agora me deixa ansiosa e agoniada. Não ajuda eu ver violência urbana com uma frequência absurda aqui na cidade: hoje de manhã, antes das 8h, quando fui tomar café da manhã em uma lanchonete, tinham acabado de matar um cara na frente dela e o corpo ainda estava lá. (Eu saí quando me dei conta do que era e não vi o corpo, só os gritos e o choro. Só porque eu escrevo sobre assassinatos a sangue frio não quer dizer que eu saiba lidar com eles na vida real. Escrever me faz ter controle sobre a situação). De novo, poderia ser pior, muito pior. Mas eu não gosto de pensar assim, porque isso banaliza as coisas e faz a violência cada vez mais normal. Eu não quero ter que me conformar porque poderia ser pior. Eu quero me sentir segura.
Mas antes que esse clima se instale definitivamente e lembrando que eu estou bem, só falta uma coisinha boa antes de eu pular para o real tema do post. Uma coisa ótima que aconteceu nesses dias é que eu divulguei a data do começo da segunda fase de As Crônicas de Kat: dia 28 de agosto (aniversário de 3 anos da webnovella), um domingo (é o primeiro domingo da Bienal de São Paulo, fica fácil de lembrar), o primeiro capítulo da segunda fase, Réquiem, estará disponível, a partir das 21h. Isso quer dizer que quem quiser acompanhar a história a tempo tem um pouco mais de 3 meses para ler os 8 capítulos da primeira fase e se quiserem, os 3 contos (Só you shoudn't be here tonight é indispensável para a leitura da segunda fase. Haunted pode servir de apoio também.). Com isso, eu planejo liberar a segunda edição do PDF da primeira fase em junho, mas como eu já disse, ela só vai ter correções gráficas, nada de mudança no conteúdo. Agora que eu já falei disso tudo, mesmo com a sensação de que estou esquecendo de algo, podemos finalmente falar sobre o tema desse post?

"Somos crescidos agora. Temos problemas de crescidos."
Eu pensei no título desse post há um tempão especialmente porque eu e meus colegas estávamos comemorando tudo como se fosse ano novo mesmo. O ano letivo de 2015 FINALMENTE acabou, no dia 29 de abril. Mas mesmo querendo muito escrever sobre 2015.2 no último dia de aulas, eu realmente não me senti livre do semestre até hoje. A semana passada foi bastante cheia e estressante, mesmo sendo uma semana "de férias". Eu simplesmente não me sentia de férias e me sentia carregando 2015.2 nas costas ainda, o que tava me deixando bastante assustada. Os professores atrasaram para colocar a nota e nossa matrícula online deu errado, fazendo com que todo o 3º semestre (AI MEU DEUS, EU SOU DO 3º SEMESTRE) tivesse que ir para a faculdade hoje fazer a matrícula presencial. Só depois que eu resolvi isso, peguei meu comprovante de 2016.1 e depois que os professores postaram as notas hoje à tarde é que eu me senti realmente livre desse castigo que foi 2015.2.
Isso significa que agora eu tenho só uma semana para dormir tudo que eu posso e não me preocupar com nada, já que as aulas já voltam na próxima segunda, 16. Isso definitivamente não é tempo o suficiente para me recuperar do inferno que passei nos últimos 6 meses (Sim, o semestre REALMENTE durou 6 meses). Se 2015.1 foi o purgatório, confuso e embolado parecendo que não terminava nunca, 2015.2 definitivamente foi o inferno na Terra. Existe uma coisa que ninguém te diz antes de entrar na faculdade, mas depois de avaliar diversas pessoas na mesma situação, parece ser quase generalizado: No segundo semestre da faculdade, as coisas se tornam muito reais. Eu disse no começo do semestre que esse seria o semestre que eu tomaria vergonha na cara ou enlouqueceria. Bem, eu enlouqueci. Crises de choro e de personalidade se tornaram rotina. A vontade de desistir era frequente e a sensação de que eu não estava preparada para a faculdade e que a faculdade foi a decisão mais estúpida que já tomei na minha vida são meus novos melhores amigos.
Tudo isso são coisas que eu já disse antes: No primeiro semestre, desistir não era uma opção por diversos fatores que me forçavam a estudar. No segundo semestre, QUALQUER OPÇÃO parecia melhor do que continuar no ambiente da faculdade. Parecia que eu estava no controle de tudo, que eu sabia quem eu era, o que fazer, exceto em coisas relacionadas à faculdade. Estudar era um castigo e sempre que eu escrevia um trabalho ou dizia algo em sala eu me sentia estúpida automaticamente. Tinha muito mais a ver comigo do que com o ambiente onde eu estava, mas ainda assim o que eu menos queria era estar ali. E eu vou ser completamente sincera com vocês sobre o motivo pelo qual eu não fui em frente e tranquei o semestre: Eu não acredito em mim mesma o suficiente para achar que eu conseguiria fazer alguma coisa sem um diploma universitário. Não acho que faculdade é para mim, mas acredito que eu precise ter aquele "ensino superior completo" no currículo para pelo menos tentar ser bem sucedida nas coisas que eu planejei. Uma coisa que eu desesperadoramente queria este ano eram freelas. Que qualquer pessoa me contratasse para escrever qualquer coisa, nem que fosse obituário. Projetos surgiram, mas nenhum deles pagos e nenhum que eu pude pegar graças à, é claro, faculdade e a algumas outras coisas. Mas agora minha vida está começando a parecer estável e eu preciso começar a procurar o máximo possível de coisas que me façam ser levada a sério como escritora. Alguma sugestão?

"- Você está parecendo que passou pelo inferno.
- Eu pareço que passei pela faculdade."
(Tradução EXTREMAMENTE livre)
Mas eu preciso ser justa, nem todas as partes do segundo semestre foram o inferno. Eu tive duas aulas muito boas e que até me animavam em ir para a faculdade. Uma delas foi Realidade Brasileira Contemporânea que trouxe os seminários com os melhores temas do mundo (como resistência negra, liberdade religiosa e diversidade sexual) que levavam a conversas maravilhosas depois (edição de 10/05/2016 - 23h14: Depois de 8 horas com o YouTube aberto, eu consegui postar o vídeo que meu grupo - que ficou com liberdade religiosa - fez para esse seminário. Vocês podem vê-lo clicando aqui.). A outra foi Gêneros Jornalísticos. Na segunda fase das aulas nossa turma assistia aulas no laboratório de jornalismo impresso, o que transformou a gente em uma espécie de redação. Ou melhor, uma Quase-Redação, em referência ao livro da disciplina, Quase memória. Os resultados dessa quase-redação estão sendo postados em um blog da turma, o EXTRA!Ordinário, que é um amorzinho e tem muito conteúdo bom, não só porque a melhor turma de jornalismo do universo fez, mas porque a melhor turma de jornalismo do universo pensou em uns temas muito bons para trabalhar. Como todo tempo é tempo de autopropaganda, vou deixar aqui os links dos conteúdos que eu produzi: A entrevista sobre alunos de ensino médio que moram em outra cidade e vem pra cá estudar todos os dias, que eu fiz junto com minha dupla oficial dos trabalhos; O artigo de opinião sobre a lógica do futebol estar sendo aplicada na política; E mais importantemente, a crônica que eu adorei escrever e que foi de longe uma das melhores coisas que eu escrevi este ano (graças a nossa dinâmica de turma, essa crônica foi editada 3 vezes, meio que reforçando o tema dela. A última das edições quase mudou o princípio dela, mas eu tive que bater o pé, por motivos óbvios).
E assim como tudo na vida, 2015.2 acaba, não deixando o mínimo de saudades. O fato de eu ter passado em todas as disciplinas e nunca mais precisar enfrentar nada desse semestre outra vez me deixa muito mais feliz do que eu conseguiria descrever em palavras. E eu também estou animada para 2016.1. Primeiramente, porque ao contrário dos 2 últimos semestres ele será direto, sem interrupções e justamente quando nenhuma greve ou paralisação vai poder acontecer. Isso vai deixá-lo bem menos cansativo e menos estressante, porque só de pensar que ele vai durar 4 meses e não 6 ou mais eu já não sinto a vontade de chorar costumeira. Em seguida, porque eu ganhei um caderno maravilhoso ano passado e finalmente vou poder usá-lo (eu também já comprei mais materiais. O plano era chegar na papelaria hoje e fazer um estrago, mas assim que eu olhei 2 coisas que achei bonitinhas e estavam muito caras, eu me dei conta de que não tenho dinheiro para fazer um estrago. Aí comprei só as canetas e a mochila que eu precisava). Finalmente, a animação é porque eu vou ter 3 disciplinas práticas (Oficina de Jornalismo Impresso I, Oficina de Fotojornalismo e a optativa Oficina de Videodocumentário), 1 que é continuação de Gêneros Jornalísticos (Narrativas Jornalísticas) e só 1 teórica (Teorias da Comunicação). Quero pular de emoção porque eu acho que consigo lidar perfeitamente com isso. Mas não quero me animar muito: eu não subestimo a habilidade da universidade em acabar com meus sonhos em duas aulas.
G.

Obs: Esse post foi postado à meia noite para combinar com o ano novo, mas todos os "hoje" nele, se referem ao dia 9.

PS.: 
Porque aqui a gente é louca dos signos, mas é louca dos signos profissional.