Diário artístico: A inquietude da primeira semana

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BEEEEEM-VINDOS AO PRIMEIRO DOS DIÁRIOS SURTADOS SEMANAIS DO NANOWRIMO 2016. Ok, vou parar de gritar. É que eu não estou muito normal no momento. Primeiramente, fora Temer (eu já to ficando chata com isso, mas eu não consigo parar. Eu digito primeiramente e meu dedo vai certinho nas letras de "Fora Temer". Alguém tira esse cara do poder logo). Em segundo lugar, eu sei que eu tinha dito que os diários do NaNoWriMo sairiam na segunda - e a minha ideia era terminar eles antes que fosse meia noite no horário de Recife - e agora é terça, mas é que eu terminei o sétimo dia de NaNo no meio de uma cena e precisei terminar ela antes de organizar o post. Depois eu fiquei com sono e com medo de acordar uma hora da tarde outra vez, então fui dormir e prometi começar cedo. Então vou me corrigir e dizer que os diários vão sair na terça. Seja na terça de manhã, seja como eu originalmente planejava, na madrugada da segunda para a terça. Recomenda-se a leitura na terça de manhã, de qualquer forma. E já que eu fui forçada a assistir três episódios de Girlmore Girls, este post será apresentado por gifs de Lorelai Gilmore falando sobre café. (Este post é inspirado em e patrocinado por: Victória e Karina).
Essa primeira semana de NaNoWriMo foi muito louca. Eu tinha uma deadline de terminar a versão final de Mais Uma Vez e enviar para as minhas leitoras betas no dia 31 de outubro (inventei isso quando percebi que os dias da semana de outubro de 2016 foram iguais aos dias da semana de outubro de 2011 e já que o dia 31 de outubro tem significado na história, eu achei que seria uma boa ideia, mesmo que eu me enlouquecesse no processo), então eu sabia que ia ser caótico. Eu terminei a versão final da edição de MUV, na verdade, às 22h59 do dia 30 de outubro e enviei para as cinco leitoras betas na mesma noite. (corta para nove dias de ansiedade, paranoia e muito arrependimento. Aquela sensação de que eu podia ter feito muito melhor, que eu deveria ter deletado esse livro e focado em outra coisa. Mil sentimentos diferentes. E olha que ninguém leu inteiro ainda, só duas pessoas vieram falar comigo sobre ele depois de começar. Eu não tô pronta para o fim dessa betagem). A questão é que eu queria tirar o Halloween para descansar, mas eu estava tão animada por ter terminado a edição do meu primeiro livro, tão ansiosa para começar o NaNoWriMo no dia seguinte e tão preocupada que tudo fosse dar errado e eu não fosse conseguir completar e sobreviver ao mês de novembro que parar quieta foi completamente impossível, o dia inteiro. Eu só encontrei algo que me fizesse me acalmar e sentir que eu estava comemorando o Halloween de verdade à noite e foi maratonar Carmilla - a websérie cuja 3ª temporada eu ainda não tinha começado. Eu assisti os primeiros episódios - os 17 do primeiro ato - até às 22h40 e aí fui terminar os últimos detalhes de Tóxico antes que o NaNoWriMo começasse às 23h (meia noite no horário de Brasília). E se eu posso dizer qualquer coisa, é que até 22h50 eu ainda nem tinha um nome para o pai da Isabel.

Lembra quando eu disse que ia diminuir o café no NaNoWriMo? AHAUAHAAUAHADBDAHSBDSBADSBSANDANDSJNDNFDNJNJDNFN
Eu comecei a escrever assim que deu 23 horas. O começo foi meio estranho porque eu realmente não sabia bem o que queria ou como começaria. Eu tive a ideia das primeiras frases enquanto pegava a comida, minutos antes do começo do NaNoWriMo. Mas graças a dois sprints que eu fiz com a tatii, eu peguei o ritmo rapidinho e às duas e meia da manhã eu fechei a noite com 3,024 palavras e dois capítulos escritos. Eu percebi logo que a história seria um pouco diferente do que estava na minha cabeça - elas sempre são quando ganham vida. As personagens foram se mostrando levemente diferentes do que eu esperava e eu as deixei ser assim. Isabel levou um capítulo e meio para mostrar a fragilidade que eu achei que fosse ficar clara nela desde o começo. Ela também se mostrou mais tranquila e consciente sobre os próprios sentimentos do que eu esperava. Joana também se mostrou diferente, se abrindo aos poucos e saindo do lado profissional para se tornar mais humanizada aos pouquinhos. E eu estava só no começo.
Depois de ter a noite de sono mais ridícula do mundo - eu só peguei no sono às 3h30, acordei 4h30 com meu gato e um gato que mora em um terreno baldio aqui perto cantando um para o outro nos respectivos muros, depois acordei 8h30 com uma cólica do demônio e sangue no meu quarto inteiro e depois acordei 12h30 com uma ligação, a pior forma de ser acordada possível - eu levantei e embarquei nos sprints que as meninas da Tertúlia estavam fazendo (ATENÇÃO AQUI INTERNET: NÓS FAREMOS SPRINTS NA CONTA DA TERTÚLIA EM ALGUNS MOMENTOS DO MÊS E ALGUNS DELES, COM O SITE DO NANOWRIMO, ONDE AGORA TEM RELÓGIO COM CONTADOR DE SPRINT E A GENTE PODE CRIAR GRUPINHOS. SIGAM A GENTE NO TWITTER.). Voltei ao ritmo rapidinho, mas eu tinha muita coisa para fazer naquele dia já que minhas amigas viriam dormir na minha casa, então combinei comigo mesma de que pararia quando chegasse a 5 mil palavras e ia arrumar as coisas e comprar comida. Parei com 5094 palavras, fiz tudo e quando finalmente pude parar já eram 19h30 e as meninas estavam a caminho. Eu ainda queria tentar 2 mil palavras, mas não fazia ideia se ia conseguir ou não. Não consegui. Depois de surtar muito e de tentar enfiar a escrita em alguns momentos aleatórios, acabei não conseguindo nem funcionar entre pedaços de pizza e episódios de Gilmore Girls graças à minhas amigas completamente viciadas, eu só conseguir escrever mais 300 palavras e terminei o primeiro dia de NaNoWriMo com 5,434 palavras.
O segundo dia foi bem frustrante. Yep, frustrante é a palavra que define tudo. Eu calculei que conseguiria escrever entre o horário do almoço e a hora em que eu iria ao shopping com as meninas que dormiram em casa e depois que eu voltasse também. Como eu não tinha terminado o dia anterior com as 7 mil palavras que eu queria ter terminado, eu deixei de lado minha meta de chegar a 10k no segundo dia para que eu pudesse dedicar a quinta-feira inteira ao curso de escrita. A nova meta era 8 mil. O único problema era que as coisas entre as quais eu iria colocar a escrita acabaram se tornando uma coisa só e eu só conseguir escrever meia cena de dia e uma tentativa de maratona de escrita entre as 21 e as 23 horas rendeu apenas 1,591 palavras e bastante frustração. A parte chata é que eu fiquei agoniada o dia inteiro pensando que eu deveria estar escrevendo e querendo estar escrevendo e eu acho que acabei até tratando as pessoas mal por isso. Eu sou um ser humano horrível que não sabe nem ser um ser humano direito. E eu terminei o segundo dia com 7,025 palavras.
O terceiro dia foi bom, mesmo não sendo perfeito. Eu escrevi 200 palavras de madrugada, adicionando algumas coisas no capítulo onde eu estava. Quando eu acordei, trabalhei o dia inteiro, com algumas distrações aleatórias, mas muitos sprints. Postei um trecho da história no Facebook também, já que fez um ano que eu tinha feito a mesma coisa com A Linha de Rumo. Eu escrevi bastante, mas o dia pareceu lento demais. A escrita pareceu estranha e eu não conseguia parar de pensar nas outras coisas que eu tinha para fazer e pensar e como eu não estava conseguindo fazer elas. Também tinha uma espinha enorme que ficou doendo o dia inteiro e uma sensação de cansaço que não ia embora. E mesmo que eu tenha escrito 4,084 palavras e fechado o terceiro dia com 11,073 palavras no total, passando as metas que eu queria para o dia pela primeira vez, eu ainda me senti improdutiva. Eu só esperava que no dia seguinte ou no fim de semana eu finalmente conseguisse me sentir como se o livro estivesse sendo realmente escrito.

Se eu pudesse tomar café na veia, meu estômago não seria um problema.

Quarto dia e começou bem lento. Eu tinha estabelecido uma meta de 16 mil palavras, mas alguns fatores fizeram essa meta parecer bastante complicada. Eu queria escrever mais durante a madrugada, mas uma sensação estranha bateu e eu resolvi ir para cama à 1h com menos de 100 palavras escritas. Pequeno problema: Eu não consegui dormir. A insônia veio com tudo e eu passei a noite inteira meio que flutuando entre pensamentos aleatórios e ansiedades estranhas. Só consegui pegar no sono depois das 5 da manhã. Eu coloquei o celular para despertar às 11h para que eu regulasse meu sono, mas isso me deixou com sono o dia inteiro e meio zumbi nas primeiras horas. Eu não conseguia me concentrar no que tinha para escrever. Às 18h eu mal tinha escrito mil palavras e ainda precisava de quatro mil para a meta do dia. E o pior é que eu tinha acabado de terminar um capítulo e simplesmente não sabia o que dizer no capítulo seguinte. Fiquei bastante brava comigo mesma porque ir com a minha intuição não estava dando nada certo. Eu precisava de uma luz. E ela veio de uma forma bem esquisita. (Não tenho como explicar, mas vocês verão quando lerem o capítulo 8). Ainda assim, estava difícil de me concentrar e eu sabia que se falhasse nessa meta eu ficaria frustrada pelo resto da vida. Então eu surtei um pouquinho no SA e a Gih começou a sprintar comigo. Foram vários sprints de meia hora e eu finalmente peguei um ritmo legal até finalmente escrever sozinha e direto. Fechei o quarto dia no último minuto, não com 16 mil palavras, mas com 15,351 palavras no total e 4,278 palavras escritas no dia. Mas o melhor não foi esse número. O melhor foi que a escrita finalmente pareceu real. Existe algo sobre lutar contra o cansaço e o zumbinismo e escrever por horas seguidas com toda a dedicação que faz com que um livro pareça um livro de verdade e não um monte de palavras sem significado e sem força nenhuma. Isso foi o legal e mesmo que eu tenha esquecido de fazer outras coisas, valeu muito a pena.
O quinto dia era Double Up Day! O dia do desafio do NaNo para que você dobre sua contagem de palavras e dobre as doações para o site. Claro que dobrar minha contagem de palavras não era uma opção, mas também é sugerido que você crie outra meta. Apenas dobre alguma coisa. E lá fui eu fuçar meu lindo gráfico, atrás de algo a dobrar. Como nas primeiras horas do dia 5 eu escrevi as palavras que faltaram para que o livro chegasse a 16 mil palavras, eu resolvi que a meta mais lógica era 20 mil. Então fiz um trato comigo mesma: Se eu conseguisse chegar a 20 mil palavras antes das 15h eu ia tentar dobrar isso, bater meu record de palavras em um dia e chegar a 8 mil palavras em um dia e 24 mil no total. Se eu não conseguisse também, eu não me estressaria por isso e seguiria em frente no desafio com toda tranquilidade do mundo. A ideia era terminar a parte 1 até domingo e aí tirar um tempinho para o curso de escrita no mesmo dia. Como era fim de semana de Enem e minha irmã iria fazer, eu supostamente teria tempo sozinha para me dedicar a isso.
Exceto pelo fato de que eu fui dormir às 2 da manhã e dormi até 13h30. Então, já acordei sabendo que não ia rolar as 8 mil palavras. Ainda assim eu tinha minha meta inicial para cumprir e quatro mil palavras não são fáceis de conseguir. O dia foi tranquilo, eu não tinha praticamente mais nada (só lavar roupa, mas não conta) para fazer e podia escrever. Mas é claro que eu enrolei um pouco, fazendo uma pausa de meia hora a cada cinquenta palavras escritas. A noite, chegou, porém e mais uma vez a Gih e as meninas do SA salvaram minha vida com sprints que me deixaram no ritmo rapidinho. No último deles, que acabou às 22h05 eu escrevi 800 palavras em meia hora, o que foi um recorde pessoal e cheguei a 19,1k. Eu ainda tinha 55 minutos para escrever 900 palavras, mas como já estava no ritmo, eu fui na fé de que conseguiria. Cheguei a 20 mil faltando 5 minutos, mas estava perto demais do final do capitulo oito para não terminar e continuei escrevendo até o último minuto do dia, terminando o capítulo e correndo feito louca para atualizar a contagem de palavras, fechando o quinto dia de NaNoWriMo com 4,817 palavras escritas no dia e um total de 20,168 palavras. Eu também doei para o NaNo pela primeira vez e meu perfil ganhou uma aréola bonitinha. Mas a melhor coisa foi a mesma que aconteceu no dia anterior: A escrita pareceu real. Eu me sentia sendo produtiva e indo bem naquilo ali. E já tinha parado de comparar meu desempenho com o desempenho em A Linha de Rumo. São livros diferentes e Tóxico parecia estar trilhando seu caminho muito bem.

"Eu paro de tomar o café, eu paro com a coisa de levantar, andar e de fazer aquilo de colocar as palavras em uma frase." ISSO É O NANOWRIMO EM UM GIF.
No sexto dia eu só tinha duas metas: Terminar a Parte 1 da história e ter tempo de assistir a primeira aula do curso de escrita que eu comecei. A primeira das metas foi tranquila. Já que a escrita estava parecendo real, escrever era bom e as pausas foram quase desnecessárias. Além disso eu estava chegando na parte boa e a parte boa era tudo que eu tinha desejado a semana inteirinha. Então eu escrevi o dia inteiro, entre sprints com as meninas e momentos em que eu simplesmente sentava e escrevia. O fim da noite foi como os anteriores: cheio de sprints e de surtos com as migas. Eu terminei a parte 1 -  com 25,519 palavras, 11 capítulos e 58 páginas - e completei a base da parte 2, fechando o sexto dia de NaNoWriMo com 5,466 palavras escritas (a maior contagem da semana) e 25,634 palavras no total. Atingi a metade do desafio no sexto dia, apenas um dia depois do dia em que atingi a marca no ano passado e finalmente me senti no NaNoWriMo. Mais ou menos. Quanto à aula? Eu resolvi que seria a primeira coisa que eu faria quando acordasse no dia seguinte, mesmo que isso significasse ter que assistir duas aulas e mover meu planejamento semanal todinho.
E no sétimo dia, Deus descansou. Mas eu não. Acordei às 13h30 - de um pesadelo que me deixou duvidado completamente da minha sanidade mental, pra variar - o que acabou de vez com a minha dúvida de "saio de casa na segunda e na terça ou deixo absolutamente tudo para resolver na terça?". Eu enrolei um pouco e aí comecei a assistir à primeira aula - sobre vozes e representações de personagens. A aula tinha 50 minutos, mas como eu tinha resolvido fazer anotações, eu levei horas. Valeu a pena, mas eu fiquei me perguntando porque não tinha começado antes. Eu sei que o mês passado foi uma bagunça e eu deveria estar feliz por ter terminado MUV, mas se eu tivesse começado isso antes do NaNoWriMo eu estaria tão mais adiantada. Eu passei a aula inteira 50% surtando e fangirlando por causa do brilhantismo das autoras e professoras que mostraram os métodos, truques e regras que elas usam na construção de uma personagem, 50% querendo deletar o mesmo manuscrito que levou 6 anos para ficar pronto. No fim, eu fiquei feliz por ter mandado MUV para a betagem, porque mais do que minhas opiniões a respeito, saber que outras cinco pessoas estão lendo criticamente para apresentar os problemas vai ajudar bastante. E eu também pedi que elas dissessem se o livro estiver completamente impublicável, o que, se elas fizerem, manda A Linha Rumo direto para o primeiro lugar em livros que eu pretendo publicar e Tóxico para o segundo.
Mas eu vou falar sobre o curso em um post específico para isso (continuo achando que a ideia de um post por dia no mês que vem vai acabar tendo que ser posta em prática para eu falar tudo que ainda quero falar neste ano) a questão aqui é que eu acabei terminando a primeira aula às 20h11 - menos de três horas antes que o dia virasse no NaNo. Precisei deixar a aula 2 para o dia seguinte, eu tinha escrito exatamente 1 palavra no dia em Tóxico e ainda tinha algumas coisas para fazer antes de começar a escrever. Resultado: Eu só consegui pegar no livro 20h30 e tinha 2h30min para escrever. Minha meta inicial para o dia era 27,6 mil ou duas mil palavras no dia. Eu comecei acrescentando mais algumas coisas à parte 1 e ela acabou, na verdade com, 25,748 palavras, 11 capítulos e 57 páginas (também não sei como deu menos páginas). Eu trabalhei até o último minuto outra vez e dessa vez fechei o sétimo dia no meio de uma cena, com satisfatórias 1,921 palavras escritas no dia. E a contagem total do fim da primeira semana de NaNoWriMo é: 27,555 palavras. E eu queria bastante fazer isso ano passado, mas não exatamente deu certo, só que este ano vai dar, VAMOS AO TRECHO DA SEMANA, DO CAPITULO 8:
        "Mas eu também me lembro de coisas muito boas, como a última conversa que eu tive com minha avó materna quando eu tinha seis anos. Ela era a única avó minha que era viva quando eu nasci e a gente costumava visita-la todo feriado possível. No carnaval de 2005 isso aconteceu também. Ela descobriu um câncer de mama algumas semanas depois e eu fui proibida de visita-la no hospital porque era muito pequena. E como ela morava em Cabo Frio, depois daquele carnaval uma eternidade atrás, eu só a vi em seu enterro, parecendo muito frágil.
        Focando em minha memória, naquela terça-feira gorda eu estava balançando na rede e olhando para a praia com a barriga cheia de feijoada e quase pegando no sono quando vovó apareceu e puxou uma cadeira até o meu lado.
          - Como anda a escola, querida? - Ela perguntou brincando com meu cabelo que caia pelo espaço da rede.
        - Não começou direito ainda. - Eu respondi, sonolenta como nunca - Foram só brincadeiras. Mamãe disse que vai ficar mais sério depois do carnaval e disse que eu preciso me preparar para ter responsabilidades reais agora. Não vai ser mais musiquinhas e hora do cochilo. Vão ser números assustadores e letras que se somam para formar textos assustadores.
            - E o que o seu pai disse?
        - Que se eu quiser, a escola sempre vai ser como uma brincadeira e que eu sou muito jovem para ser responsável.
         - Eu acho que seu pai sempre vai achar você muito jovem para ser responsável. - Ela respondeu, com um suspiro - Ele ainda se acha muito jovem para ser responsável. - Completou, o que eu só vim entender muitos anos depois, pensando nisso antes de dormir, tentando me lembrar bem da minha avó.
          De repente, eu estava bem acordada e preocupada em agradá-la.
         - E o que você acha, vovó? Será que eu consigo? Não vai ser muito assustador, não é?
        Como eu me sentei, ela me pegou no colo e me trouxe para a cadeira onde estava e começou a fazer uma trança embutida. Na época meu cabelo ia até o bumbum. Acho que se dependesse da minha mãe, ainda seria grande assim.
        - Eu acho que você vai se sair muito bem em todas as coisas que você tentar, Bebel. Você é uma estrelinha. Nasceu para ser brilhante e admirável. Nunca deixe ninguém te fazer duvidar disso.
        Minha avó era a única pessoa que me chamava de Bebel. A única pessoa que minha mãe permitia me chamar de Bebel - meu nome iria ser Maria Isabel, mas minha mãe acabou mudando de ideia sobre o 'Maria' duas semanas antes do parto. Quando eu tinha dois anos, A Grande Família estreou, e ela diz até hoje que essa foi a melhor decisão que ela tomou na vida."

É isso,
A primeira parte do novo capítulo de As Crônicas de Kat - Wild Ones - sai na sexta (às 22h no horário de Brasília e às 21h no horário de Recife). E na próxima terça tem novo diário do NaNoWriMo. Vejo vocês lá,
G.

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