Diário de Bordo 6 - Pós-apocalíptico - Parte 3: Memórias descartáveis e lágrimas de alegria

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Olar! Meu cérebro fez aquele negócio de simplesmente não conseguir se concentrar e simplesmente escrever outra vez e agora eu vou ter que enfiar três posts entre hoje e o dia 31 - MANDEM AJUDA. A boa notícia é que estar evitando escrever ficção durante este mês me faz pensar bastante sobre meus projetinhos, o que provavelmente vai fazer com que minha primeira deadline para 2017 seja cumprida com tranquilidade. Ou não. Tudo que eu sei é que eu estou cansada. Antes de ir ao post, eu tenho uma dúvida: é só comigo ou vocês também nunca lembram o que fazem na semana entre o Natal e o Ano Novo? É como se esses 7 dias nem existissem, mas fossem apenas um vácuo temporal. Quer dizer, é óbvio que existem e que a gente vive durante eles, afinal estamos neles, mas sempre que eu olho para trás pensando nesses dias, é como se eles nem tivessem acontecido, e a menos que algo grande aconteça (por exemplo, ano passado eu fui tirar o título de eleitor dia 30 de dezembro) parece que o Natal e o Ano Novo foram um evento sequencial. Talvez seja realmente isso. Talvez não exista nada entre Natal e o Ano Novo. Talvez seja apenas uma simulação. Talvez por isso que escrever tem sido tão difícil. Agora tudo fez sentido!
ANYWAY, tudo certo por aí? Como foram de Natal? O meu foi bem... normal. Mas isso é uma coisa boa. Eu não tinha um Natal normal há 3 anos (ontem eu fiquei pensando sobre como minha definição de "Natal normal" vem de apenas dois Natais passados no Rio. De dezenove Natais que eu já passei neste mundo a minha base para o que eu quero da data são apenas dois Natais.) e ter um agora foi uma coisa realmente boa. Novas tradições foram cumpridas, expectativas não foram frustradas e eu tive tempo de fazer coisas que eu nem acreditava que fosse conseguir. Não o melhor Natal da face da Terra, mas ainda assim, um Natal perfeito. E é sobre o que aconteceu nele que eu preciso falar aqui:

Seguindo a lógica gif fofo em um post e gif estranho no outro do Natal do ano passado, eu lhes trago o Grinch!

O plano era bem simples: Ter tudo terminado na sexta-feira para que no fim de semana eu só precisasse me preocupar com coisas natalinas. Claro que isso não deu nada certo porque depois de passar a madrugada de sexta quase inteira passando mal, meu notebook resolveu que não carregaria mais na sexta de manhã e eu tive que assar o dia escrevendo no notebook da minha irmã, o que ferrou com a minha produtividade. Isso acabou acumulando tudo que eu tinha planejado fazer e eu ainda não consegui fazer todas essas coisas. Eu terminei o último post nos primeiros minutos do dia 24 e na manhã seguinte, fui organizar a divulgação do post e alguns especiais de Natal que eu queria colocar na página. Isso feito, era hora de me dedicar a uma das melhores atividades natalinas: Fazer rabanada. Certo, fazer a rabanada não é tão bom quanto comer a rabanada, mas existe algo de muito mágico em fazer todo aquele processo de preparar a rabanada e na primeira mordida descobrir que aquele negócio ficou muito bom. Dessa vez eu fiz bem menos do que no ano passado, porque não era para a festa da família, era só para a minha casa e talvez para o almoço no dia seguinte. Eu apenas não podia ficar sem rabanada. Levei um pouco mais de duas horas entre arrumar tudo, fazer tudo e limpar a cozinha inteira.
Então era a minha real parte preferida da véspera de Natal: Tomar banho, lavar o cabelo e passar horas apenas de roupão, sem precisar fazer nada até a hora de se arrumar. Eu queria realmente não precisar fazer nada, mas eu estava surtando pensando que deveria estar fazendo coisas. Por que eu continuo me convencendo a fazer coisas e dizendo sim para ideias quando eu sei que preciso de uma pausa? POR QUE MEU CÉREBRO NÃO PARA POR UM INSTANTE??? De qualquer forma, eu não consegui nem terminar nada, nem descansar e acabei passando algumas horas navegando a esmo pela internet e me odiando um pouquinho. Eu também não conseguia parar de pensar em peru assado e farofa (e de repente isso é tudo que eu consigo pensar agora também) e como eu não fazia ideia de quando ia comer, fui me entupindo de comida pelas horas passadas esperando. Mas rapidamente a hora de me arrumar chegou. A roupa já estava separada haviam alguns dias porque eu estou arrumando meu guarda-roupa fazem exatos doze dias e meu cabelo ainda estava molhado, então eu tive que apelar e usar o secador. Depois eu fiz mais coisas que eu nunca faço e coloquei batom roxo. Eu nunca uso batom, mas nas últimas semanas eu fiquei com uma vontade meio doida de ver como eu ficaria com batons escuros e como minha irmã tinha um batom roxo, eu resolvi tentar. Pareceu meio estranho para mim, mas foi uma evolução do gótico emo do ano passado para um gótico chic com um pézinho no arco-íris:

2015/2016. Sim, eu fui para o Natal de 2015 parecendo um vampiro de filmes dos anos 90. Não me arrependo de nada.
Nós fomos para a ceia mais ou menos 20h45 com nossas garrafas de ponche (o que tinha ficado combinado que nós levaríamos) e os presentes para a brincadeira. Chegamos quando tinha pouca gente ainda, o que eu não gosto tanto, mas na ceia vem boas lembranças de chegar quando ainda tem pouca gente. Além disso, minha avó veio logo entregar para a gente umas fotos nossas que ela achou que a gente poderia querer e ficamos um tempão fuçando essas fotos bem antigas. Quando você começa a olhar fotos em uma festa de família começa a surgir gente de todo canto pra olhar também e fazer piadinhas. No Natal, comigo já emotiva pelas luzes e por toda festividade, olhar essas fotos me deixou mais emotiva ainda. Tinha até uma foto muito fofa de eu em 1999 (com 1 ano de idade) carregando um caderninho e uma caneta que todo mundo disse que era bem profética. (E já que eu toquei no assunto: A minha versão do "E os namoradinhos" na família é a frase "E o livro?". Eu normalmente escapo dessa pergunta quando perguntam sobre o quê é meu livro e eu respondo com "É um livro de fantasia", mas este ano eu queria ser mais perguntada porque eu teria algo a dizer, mas só fui perguntada pelo esposo da minha prima que eu vejo de vez em nunca. Quando a gente quer, não acontece). A questão é que a gente só ficou lá observando antigas memórias descartáveis por alguns instantes enquanto eu pensava em tudo que tinha ido embora e sido destruído nos últimos anos.
Mas não vamos deixar a nostalgia e a saudade das coisas inalcançáveis (ou em romeno "dor") tomarem conta da situação porque não demorou muito, a gente tava se entupindo de comida. Desde o ano passado, pelo menos, ninguém espera até a meia noite para comer porque disseram que os mais velhos precisam comer mais cedo e eu não faço objeção porque eu odeio aguentar em agonia até as 00h. Naquela noite, eu precisei comer dois pratos porque tudo que eu conseguia pensar era em comidas de Natal já fazia horas. Assim como no ano passado, nada de passas em nada ou de nenhuma salada agridoce. O doido era que colocaram mangas em um dos perus e todo mundo foi em cima da manga antes de comer qualquer outra coisa - porque Natal = comida agridoce isso é científico - então não faz sentido que continuem não fazendo nada agridoce para a família. Tirando isso, minha única reclamação sobre a ceia foi a falta de variedades na farofa. Eu comi os dois tipos de farofa que levaram, mas uma delas só estava em volta de um dos perus e eu queria mais. Faltou a boa e velha farofa feita na assadeira do peru com o gosto da gordura e bem salgada, em grande quantidade. Minha irmã acha que faltou mais do que isso porque ela disse que não tinha quase nada que lembrasse Natal, além dos perus e do pernil, mas eu tinha bem menos expectativas que ela, então eu só queria a farofa mesmo. E algumas passas, mas isso eu sabia que não teria, tanto que comprei um potinho com passas no supermercado no começo do mês para poder colocar em toda comida (eu passei dezembro inteiro comendo farofa com uva passa e ainda assim, no exato momento em que eu escrevo isso, eu quero farofa com uva passa).
Depois da comida era hora da tradicional brincadeira da família que este ano foi um bingo um pouco diferente. Ao invés das cartelas com números sortidos, todos os participantes pegavam uma cartela, escreviam vinte nomes entre as pessoas presentes e depois os nomes eram sorteados em uma caixa e cantados, cada um ia marcando os nomes que tinha listado. Tinha uma lista com todos os presentes para ajudar quem não sabia o nome de todo mundo (tinha quase 60 pessoas lá) e foi ela que estava com meu nome escrito errado como eu falei no post da semana passada. Ele foi corrigido a tempo e na verdade meu nome foi um dos sorteados na hora do bingo e foi cantado com partes separadas como Giiii-u-lia. Eu sou uma vaca irritante, mas eu fico feliz fácil e isso me deixou bem feliz. No bingo eu ganhei uma loção hidratante para bebês, mas eu troquei por duas taças de plástico. Eu até gostei da loção, mas as taças seriam muito mais úteis aqui em casa porque minha irmã queria muito ter copos separados para beber água e eu precisava focar nos presentes úteis.

Aqui vocês veem meu nome escrito certo com destaque e a minha cartela do bingo.
E falando em presentes e úteis, assim que eu cheguei em casa naquela noite eu fui abrir alguns dos meus. Já tinha passado de meia noite e eu precisava descobrir quais eram os presentes que eu não tinha comprado para mim mesma. Vocês podem estar se perguntando qual foram os presentes que minha irmã me deu, já que eu tinha escrito que "Ela disse que um dos presentes que ela comprou é algo que é meio presente de "amigo sacana", um é algo que eu vou ficar meio "é..." porque está relacionado com alguma merda que eu fiz e os outros dois são coisas que eu provavelmente irei gostar.". A coisa de amigo sacana foi um kit com 3 calcinhas. Se ela realmente achava que eu não ia gostar disso, ela tava bem doida. Alô, são calcinhas! A gente sempre tá precisando de calcinhas novas e, como eu disse, focar em presentes úteis. A coisa que estava relacionada com uma merda que eu fiz foi um colar de ametista. A merda que eu fiz foi ter comprado um na semana anterior ao Natal. Mas eu tinha dito para ela que eu não me importava em ter mais de um porque ametista é minha birthstone e eu quero todas as coisas possíveis com a pedra.
Já nos outros presentes para mim mesma embaixo da árvore tínhamos: o presente que eu comprei para mim mesma e disse que "eu sei que um monte de gente vai ficar meio "Ah, ela não fez isso" quando vir o que é" foi uma Fujifilm Instax Mini 8 Azul Menta - por isso o nome dela é Minty - uma câmera para fotos instantâneas que eu tinha jurado de pé junto que só teria depois que tivesse uma câmera semiprofissional. Foi uma promoção grande, ok? E o frete tava R$9,99 apenas. ISSO NUNCA ACONTECE. Eu precisava agarrar aquela chance. Como eu comprei ela em novembro e não exatamente sobrou dinheiro para os filtros eu pedi uma caixinha com 10 filtros e ganhei uma com 20 da minha irmã também. O plano era usar os primeiros 10 nos pouco menos de dois meses até o meu aniversário e deixar os outros 10 para o grande dia, mas eu usei 4 deles no dia 25 mesmo e tem outra data comemorativa esse fim de semana além de eu viajar na semana que vem, então eu provavelmente vou usar vários outros e talvez eu precise de mais um pacote de filtros até 18 de fevereiro. Ou talvez vários. Finalizando os presentes, eu também ganhei uma agenda muito fofa (de Vic) e uma caixa de chocolates de As Meninas Superpoderosas e comprei para mim mesma o livro A Curious Tale of The In-Between da Lauren DeStefano em capa dura e o perfume Make B Africaníssima d'O Boticário (perfume mais caro que eu já comprei na vida) (e olha que foi na Black Friday!!).

Todos os presentes estão aqui, exceto o trio de calcinhas. Gostei do presente, mas não fica tão legal em fotos.

O dia 25 foi exatamente como eu queria, passado na preguiça. Eu acordei, peguei rabanada e café e comi embaixo da árvore enquanto abria os presentes que não tinha aberto na madrugada. Depois, tirei minha primeira polaroid (eu não vou ficar dizendo foto instantânea o tempo todo ok?) e fui para um churrasco que meu tio estava dando na casa dele ficar deitada de barriga pra cima e me entupindo de carne assada com aipim. Tentei ler um pouco também, mas a preguiça era maior que a concentração. À noite nós fomos para a praça que decoram na cidade apenas para ver as luzes, o que eu queria bastante, mas tava tão cheio de gente lá que realmente só deu para ver as luzes e bem mal. Eu tirei algumas fotos, mas foram principalmente fotos da minha irmã e fotos soltas das luzes de Natal que a essa altura do campeonato só são legais de serem postadas no Instagram como #tbt. Mas eu não me importei muito porque eu vi as luzes e cheguei em casa à tempo da reprise do Ho Ho Holiday Special com as minhas estrelas preferidas da Nickelodeon e que termina com a minha canção de Natal preferida de todos os tempos: Rockin' Around The Christmas Tree. Isso completou o Natal perfeito. Ceia, presentes, almoço no dia seguinte, rabanada e especiais de Natal na TV. Como eu disse foi normal e simples, mas não houveram decepções ou momentos tristes. Meu coração estava completo e as únicas lágrimas vertidas foram lágrimas de alegria!
Vejo vocês amanhã (dia 30) já que aparentemente é essa a minha vida agora,
G.

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