27/09/2017

A lista de 101 coisas em 1001 dias: Listas em listas em listas

OKAY, eu não vou fazer uma introdução muito grande antes de partir para o post, porque esse post vai ser longuíssimo. Eu tenho um equivalente a 9 meses de lista de 101 coisas em 1001 dias para atualizar, além do fato de que eu não posto nada no blog que não seja ficção desde o mês passado (eu sei, sou flop, mas ei, um mês é menos que três meses - e minha vida está um caos) e as coisas estarem quase transbordando de mim a essa altura. (O que resulta em altos desabafos - em inglês - no Twitter e meu diário sofrendo todos os efeitos colaterais dos meus sentimentos). Eu tenho muita coisa a dizer. E esse post vai ser um resumo melhor do meu ano do que qualquer outro que eu pudesse escrever.


Como o post vai ficar grande de uma forma ou de outra, eu não vou comentar item por item. Os itens que foram explicados anteriormente estão linkados.

#4 - Terminar o Destrua Este Diário
#6 - Voltar a ouvir a Descobertas da Semana
#16 - Terminar meu primeiro livro e ter a coragem de deixar pessoas lê-lo 
Eu tenho prometido escrever um post sobre essa experiência e sobre Mais Uma Vez há um tempão (quase um ano para ser precisa), mas ainda não consegui. O motivo é bem simples: Eu nem abri o arquivo de MUV este ano. Eu enviei o livro para as leitoras betas dia 30 de outubro de 2016 e a betagem tecnicamente terminou em 31 de março de 2017. O plano era pegar o livro para editar a partir de abril, mas aí eu fiz o que eu tentei não fazer por 6 anos: passei outros livros que eu tinha escrito na frente e trabalhei neles (mais sobre isso abaixo). Já que o post prometido não vai sair tão cedo, eu vou falar sobre o que aconteceu aqui:
Eu já tinha uma lista de pessoas que betariam MUV para mim, que eu considerava muito bem escolhidas e bem diversas. Quando eu enviei o livro, eu entrei em um estado constante e integral de pânico que me perseguiu até o meio de janeiro, quando eu me convenci completamente de que não servia para escrever fantasia, apesar de ter 0 provas disso. Eu ficava passando mentalmente todos os erros e pequenos detalhes que poderiam fazer da leitura das meninas um inferno. Eu sabia que nada do que elas diriam para mim seria tão pesado quanto a minha autocrítica, mas ainda assim ela me consumiu por todo aquele tempo. Alguns dias depois de ter recebido a primeira betagem de volta, eu me acalmei e tive a ideia do meu projeto do NaNoWriMo deste ano (que eu mal vejo a hora de anunciar) e enquanto pensava nele, eu me dei conta de uma coisa sobre a betagem que tem me perseguido até hoje: O grupo de pessoas que betou MUV não tinha absolutamente nada de diverso.
NÃO ME ENTENDAM ERRADO: É óbvio que as seis meninas são diferentes das suas próprias formas, pensam diferente, tem experiências diferentes e opiniões e gostos diferentes, mas no geral, elas seguem o mesmo perfil. Meninas jovens, universitárias ou de ensino médio, que gostam de ler e por isso tem algumas referências parecidas, nenhuma delas negra, etc, etc, etc. Eu escolhi elas pelos gostos literários diferentes e pela capacidade de serem completamente sinceras comigo, mas isso não parece mais suficiente. Vocês se lembram daquela pequena crise sobre estar cercada das mesmas pessoas e por isso ser incapaz de escrever personagens diferentes? É AQUI QUE EU ESTOU TENTANDO CHEGAR. Eu tenho personagens LGBTQ+, personagens negros, [não neste livro específico, mas] personagens deficientes e eu preciso de leitores betas ou leitores sensíveis que possam dizer: "Essa é a pior representação que eu já vi na vida, apaga tudo e começa de novo.".
Depois do período da betagem as fezes realmente atingiram o circulador de ar com tudo: Apesar de ter enviado meu primeiro livro - meu filho, meu pequeno bolinho, meu neném - para SEIS PESSOAS, eu só recebi TRÊS RESPOSTAS. E sinceramente, o prazo foi de quatro meses e acabou seis meses atrás e eu ainda não peguei o livro, então dava para ainda terem me enviado uma resposta  ou uma justificativa nesse meio tempo, mas NÃÃÃÃÃÃO. Eu nem vou fingir que não sou rancorosa: Depois que isso aconteceu, eu mandei outros dois livros meus para outras duas editoras e uma agência (mais sobre isso abaixo) e eu não surtei NEM DE PERTO tanto quanto eu surtei quando enviei os textos para essas leitoras betas. Eu não estava com medo delas serem cruéis, eu estava com medo de que elas não gostassem do livro e que por consequência não gostassem de mim. (Isso é quão longe a paranoia vai). Quando eu peço por críticas, me deem as críticas (sem rodeios, nada me irrita mais do que ficar mandando indiretas ou comentários que terminam com "rs rs" em momentos inoportunos. Eu não nasci ontem, eu sei a diferença entre críticas construtivas e sensação de superioridade), quando eu peço um feedback, me deem um feedback ou pelo menos justifiquem porque não me deram o feedback (ela acrescenta, sabendo que está devendo feedback pra um monte de gente).
Eu tinha um milhão de indecisões sobre betagens até o ano passado e eu meio que tive meus medos confirmados depois dessa. (Que fique claro, eu não estou revoltada com os feedbacks, mas com eu ter enviado meu livro para pessoas que não se importaram em dizer "Okay. Isso ficou uma bosta. Desiste." seis meses depois do prazo). Então, eu me recuso a mostrar livros meus não publicados a pessoas que não estão contratualmente ligadas à mim. Eu só trabalho com papéis, lei e justiça agora. (Victória, nós estamos em uma relação comercial, então você está contratualmente ligada a mim. Eu conheço meus direitos). E quanto ao futuro de Mais Uma Vez: Ele passará por mais uma revisão baseada nas betagens que eu recebi (no ano que vem, não dá mais tempo este ano), antes de embarcar em uma tonelada de leituras sensíveis e seguir para outros destinos que tenho para ele *emoji do diabinho*.

#18 - Não me arrepender 
Eu acho que falei no último post sobre a lista que roubei essa ideia do item "Ter 20 segundos de coragem" da lista da tati. Este foi o item mais difícil de completar da lista inteira. Eu fiz muitas coisas das quais eu me arrependo em 2017, incluindo, mas não exclusivo a ter aceitado meu estágio, e não tentado algo com que eu tivesse mais afinidade. Em algum momento, eu percebi que arrependimentos fazem parte e que às vezes algo completamente idiota que vai arruinar a sua vida para sempre é o certo a fazer. Então, pelos últimos meses, eu tenho tomado decisões estúpidas conscientemente. E tem sido ótimo. Minha vida é um paradoxo do caramba. Ou talvez um oxímoro. Eu ainda não decidi.
Vocês podem se perguntar: "Como este item está completo então, ó, Giulia?", ao que eu respondo com: Este foi um dos 4 itens que eu completei nos três dias em que fui para a 18ª Bienal do Livro Rio, então vocês não vão saber o que eu fiz e não me arrependi neste post, mas no próximo, que é sobre a Bienal e vai ser um dos posts mais multiplataforma da história do QaMdE. Eu vivo pelos cliffhangers.

#21 - Ter uma câmera semiprofissional
#22 - Ter uma câmera instantânea 
#26 - Viajar em 2017 tudo que eu não viajei em 2016
Esta escritora aceita passagens de ônibus para literalmente qualquer lugar em literalmente qualquer dia. Entrem em contato através dos comentários.

#27 - Enviar um livro para uma editora 
Eu falei que fiz o que disse que não faria e passei livros na frente de Mais Uma Vez na fila de publicação: isso aconteceu porque ao ver os concursos literários se abrindo diante de mim e eu com quatro livros escritos e parados, eu entrei em pânico. Eu tenho um prazo de até quando eu quero ter um emprego na minha área e eu precisava fazer algo sobre isso, então eu fiz. Este ano, eu editei dois livros, escrevi o equivalente a mais um (o fim de As Crônicas de Kat), trabalhei na impressão das edições especiais em capa dura de ACDK (caso você ainda não tenha visto como ficou, tem várias fotos no Instagram do blog) e apesar de ter recebido dois nãos e de te engavetado um dos dois livros que editei (que eu prometi para mim mesma que seria reescrito se fosse recusado), eu ainda estou na espera de outras respostas e não pretendo parar. Todo envio vem com dois planos de backup, todo não envolve mais ação. Talvez um sim me deixe completamente desorientada um dia, por causa desses planos B. Mas eu vou falar mais sobre nãos e sims lá embaixo.

#28 - Ter meu nome em um produto jornalístico profissional
Eu não faço a mínima ideia de como esse item não foi completo cinco meses de estágio depois, mas aqui estamos, sem desistir. Eu coloquei esse item na lista depois que eu comecei a produzir o programa do estágio, pensando que meu nome apareceria em algum canto já que eu era a única pessoa que era responsável apenas pelo programa entre todos os responsáveis pelo programa. A realidade de estagiária bateu assim que eu assisti o primeiro programa que eu produzi - e meu nome não era visto em lugar nenhum.
Óbvio que eu fiquei chateada, mas meses depois o programa foi cancelado e eu tenho trabalhado primariamente no site local do projeto. Já que eu sou a única pessoa de comunicação envolvida no site em todos os níveis e ele terá textos escritos por mim e ninguém de jornalismo além de mim (acreditem, eu tentei ter outras pessoas da área envolvidas - porque desde quando apenas uma aluna do 5º semestre envolvida com toda a comunicação de um projeto municipal é uma boa ideia? - mas o projeto não quer porque aparentemente "pessoas de jornalismo dão muito trabalho". *suspira*), é óbvio que o meu nome estará em algum lugar. Só que eu não considero o site "profissional", como um programa que passaria na TV seria. Ele é só mais um projeto acadêmico. Então, de que forma eu conseguirei completar este item da lista? Bem, meus caros, é aí que entra a Azul Turquesa.


HORA DA PROPAGANDA: Azul Turquesa é um coletivo de freelancers na área de comunicação que possuem experiências diferentes com a mesma. Nosso foco é jornalismo cultural porque a gente é tudo fangirl doida. Cobertura e assessoria podem ser feitas na área de Vitória da Conquista e região (que se estende até o sul da Bahia nesse caso) e todos os outros serviços podem ser feitos para o Brasil inteiro. Nossos preços são bem conversáveis e tranquilos e nossos serviços possuem certa diversidade. Se você possui interesse ou conhece alguém que possui interesse nesses serviços é só entrar em contato através do e-mail azulturquesajornalismo@gmail.com. Eu estava pensando criar uma newsletter de divulgação dos textos criados pela Azul Turquesa, dessa forma, as pessoas teriam acesso aos trabalhos produzidos sempre para conhecer nosso trabalho e nossos contratantes ainda conseguiriam uma forma de divulgação. É um trabalho em construção, mas eu tenho muito orgulho desse projetinho. Ajudem a gente a divulgar, gente!
Inclusive: A pessoa responsável pela "revisão" no nosso coletivo revisou um dos meus livros profissionalmente e fez um trabalho muito bom. Vale muito a pena contratar os serviços dela. Só digo isso.

#29 - Montar meu cantinho de trabalho 
#30 - Montar diferentes murais no meu quarto 
Os dois itens acima receberão um post apenas para eles, que já começou a ser escrito, inclusive. Tudo que eu vou dizer agora é: Eu estou muito orgulhosa de toda decoração do meu quarto e dela inteira ter sido montada com coisas baratinhas. Vou fazer muito a blogueirinha mostrando tudo que eu fiz e os respectivos preços.

#31 - Arrasar nos presentes em 2017 
Então, em 2016 eu joguei muito dinheiro fora. Parecia que tudo que eu comprava acabava eventualmente dando errado, o que incluiu a maior parte dos presentes para as pessoas na minha vida. Em 2017, eu resolvi colocar como meta comprar bons presentes, bem pensados e que as pessoas curtissem. Eu tenho o prazer em informar que eu arrasei muito na temporada de aniversários este ano. Finalmente eu entendo quando minha mãe falava sobre prazer em presentear os outros, porque quando você dá um presente que a pessoa realmente gosta o dinheiro é bem gasto demaaaaais. Já quero Natal e já quero 2018.

#32 - Prestar o TOEFL 
Eu queria prestar o TOEFL desde o ano passado, para ter uma comprovação do meu nível de inglês, mas várias coisas se metiam no meio. Eu descobri que existe uma escola de inglês na minha cidade que faz o TOEFL por metade do preço que eu pagaria se fizesse a prova em Salvador, peguei as informações que precisava e passei alguns dias decidindo se faria a prova ou não. Eventualmente o que me carregou através da incerteza para a realização da prova foi o motivo mais louco do mundo: Kira Kosarin.
Eu sei, eu sei. Vocês estão pensando em como eu tenho uma grande obsessão todo ano e como vocês precisam ouvir sobre essa obsessão por meses sem fim. E sinceramente? É parte de quem eu sou, galera. Eu tenho certeza de que ano que vem terei outra obsessão maluca quanto essa. A questão aqui é que a coisa com a Kira saiu de controle completamente. Eu entrei nesse trem em dezembro - eu já amava a voz dela e seguia ela no Twitter desde maio, mas foi em dezembro que eu a segui em todas as redes sociais e entrei na onda do stalk - e em janeiro eu simplesmente dizia que mesmo sendo obcecada por ela, eu nunca seria "parte do fandom" porque "o fandom é muito grande e muito jovem e eu não tenho mais tempo para o drama". Eu devo ter o recorde de pessoa que mais paga a língua.
Não faço ideia de como oito meses depois, a Kira me segue no Twitter e a gente tem altos papos, sejam eles unilaterais ou não. Ela praticamente sabe quem eu sou - o que a essa altura já me fez até receber hate, mas quem liga? Kira Kosarin sabe quem eu sou. Ela entende referências que eu faço sobre a minha vida pessoal, comenta sobre coisas que eu tweetei, segue pessoas que eu segui. Eu faço uma pergunta que não é da minha conta, ela responde. Eu marco ela em piadas e ela fica rindo sobre em outros tweets. Eu falei pra caramba com ela enquanto editava o último livro que enviei para uma editora e no fim, coloquei ela nos agradecimentos e enviei o texto do agradecimento para ela, em inglês e português. Ela curtiu cada tweet sobre isso. Lembram que no post em que eu falei sobre The Thundermans eu disse que a Kira era minha alma gêmea? Ela já concordou com isso em dois tweets.
Eu sempre fui insegura pra cacete sobre o meu inglês. Parte de ser bilíngue é isso, a frustração de não ser completamente perfeita na segunda língua. E eu ainda tenho dois agravantes: Ser autodidata e querer escrever em inglês um dia. Toda vez que eu me dava conta de que errei algo em inglês era o fim do mundo para mim. Eu lembro de uma época em 2015 em que eu ficava muito frustrada, porque parecia que eu errava tudo e mesmo que eu notasse depois, as pessoas já tinham visto. Falar em inglês na frente de alguém? MAS NEM FERRANDO. Professores de inglês já seria impensável, nativos então. Um pouco antes de prestar o TOEFL, eu tweetei isso aqui:

"Qual seu nível de inglês?" Eu tweeto constantemente a @kirakosarin e ainda não a irritei o suficiente para que ela me corrija, entãooooo

Ela curtiu o tweet e eu me senti levemente validada (eu tinha esquecido que isso foi no dia que ela me seguiu, inclusive. Mas ela não me seguiu depois desse tweet. Ela me seguiu depois de eu ter dito que suor nos peitos era uma batalha constante pra mim, provavelmente por causa do clima no Brasil. A última mention dela para mim também foi sobre peitos e sutiãs. EU NÃO FAÇO IDEIA DE COMO ISSO ACONTECE, GENTE). Fiz a prova no dia seguinte, o resultado final foi 620/652 um digníssimo nível B1 - vantagem independente. O que é a mesma coisa que dizer que eu me viro na língua. Isso é mais que o bastante para mim, acreditem. Eu consigo me comunicar e entender o que me dizem. Eu não sou perfeita nem na língua portuguesa e eu falo ela desde os 7 meses de idade. E eu também sou uma "leitora avançada", o que é ótimo porque eu estou lendo em inglês constantemente há meses.
Quando eu fiz o teste (no dia seguinte à Kira ter me seguido, lembrem), eu não conseguia falar em inglês na frente das pessoas, morrendo de medo da minha pronúncia. Eu disse um "Thank you" dentro da escola de inglês e fiquei orgulhosa de mim mesma por dia. No dia da prova, eu devo ter dito quatro palavras em inglês além do que era esperado, no máximo. Meses depois, tudo que eu quero é que me joguem em uma cidade que fala apenas inglês para que eu seja forçada a acabar com os restos das amarras que me prendem. Eu tenho gravado vídeos em inglês no Snapchat quando eu estou surtando internamente e passei muito tempo vendo série. São pequenos avanços, mas eu estou comentando apenas para dizer o nível de apoio de ter alguém que você admira te apoiando e te chamando de "Dude".
Eu não tenho ilusões do tipo "A Kira e eu somos melhores amigas", mas alguns dias atrás tinha uma galera no meu pé no Twitter porque a Kira me responde muito e um cara até brincou que ela era minha fã e eu fiquei pensando: Cara, que louco. Kira Nicole Kosarin sabe quem eu sou. Um dia, se quando eu a vir ao vivo e disser "É a Giulia, do Twitter. Brasileira, estudante de jornalismo, irritante, metade dos tweets dela são sobre livros" ela vai saber quem eu sou. Eu poderia terminar isso com algo fofo como "Espero que ela saiba o quanto essas pequenas coisas são importante pra mim", mas ela sabe. Eu já disse a ela. Várias vezes.
"Eu acho que 90% das minhas expressões idiomáticas estranhas em inglês vem da Kira" citando um tweet em que ela disse "flingin flangin"


"O fato de que você fala duas línguas e usa palavras como 'idiomatic' na sua segunda língua é incrível para mim. Você é incrível cara."

A gente releva o fato de que a primeira pessoa que eu vi usar "idiomatic" foi ela. Eu morri quando eu recebi esse tweet.

#34 - Começar um curso de línguas 
Eu já entrei e já saí do curso em questão, mas ainda assim é item completo. Alguns meses atrás, abriu seleção de um curso de francês na minha universidade. É óbvio que eu queria (curso de francês. De graça.) e a prova da seleção não parecia difícil, mas tinha um porém: o curso aconteceria só pela manhã, o mesmo turno das minhas aulas regulares. Várias frustrações depois, eis que abre um curso de espanhol para intercâmbio com vagas para uma turma à noite. Pensei: Ah, qual o pior que poderia acontecer? E me inscrevi na seleção. Eu não passei de primeira, mas era a segunda da lista de espera e acabei entrando quando deu erro na documentação dos aprovados. O curso acontece às segundas e quartas e é divertido com todas aquelas coisas do curso de línguas, além de eu ter facilidade em aprender línguas novas (quando estou prestando atenção). O que eu não contava era a exaustão mental que ele ia me causar.
Eu conseguiria lidar com o curso, a faculdade, o estágio e o trabalho geral se quisesse (eu acho), mas o problema é que eu não tinha interesse nenhum. Eu ia e me divertia, mas passava as horas antes gemendo de falta de vontade de ir ao curso. Só de pensar que no dia seguinte teria curso de espanhol, eu já me sentia cansada. Nos dias do curso eu saía de casa às 6h20 e chegava em casa apenas às 22h. Só de pensar nisso eu já fico maluca. Apesar de não me sentir exausta fisicamente, minha mente parecia que ia entrar em pane. Eu faltei um monte de aulas para as quais eu poderia ter ido, apenas porque era a última coisa que eu queria fazer. Além disso, o espanhol não é o que eu quero. Por mais que seja divertido aprender a cultura, as variações e curiosidades sobre os países hispânicos, eu nem vou poder fazer intercâmbio durante a duração da faculdade. Então, eu desisti.
Francês é a língua que eu quero aprender agora. Sempre foi a língua que eu quis aprender depois que me sentisse fluente no inglês e a língua que eu ficava louca por meus antepassados não terem mantido nos ramos da família. Depois de ter descoberto que todas os cursos de francês da cidade têm o mesmíssimo professor (exceto o da universidade, mas a universidade só tem aulas pela manhã. Não existe justiça no mundo), cujas aulas eu já descobri que não gosto, o jeito é eu aprender sozinha até poder fazer algo a respeito.

#35 - Sair do país
Eu não colocaria este item aqui se não estivesse resolvendo algo para isso acontecer. E eu preciso que aconteça logo, porque eu tô ficando tão louca com não ter saído do Brasil em quase 20 anos que é capaz de eu me jogar no mar e nadar até águas internacionais só pelo gostinho de sair do país.

#36 - Completar mais alguma coisa da "Lista de coisas para fazer antes de morrer"
Estava eu fuçando o blog como se não fosse eu mesma quem escreveu tudo, quando esbarrei com um dos 28 posts de fevereiro de 2013 (sim, foi um post por dia. Era uma época estranha.). O post era exatamente algo que eu nunca faria hoje em dia pelo tamanho do torschlusspanik (palavra germânica que eu uso pra caramba e que explica o medo de que o tempo está passando e você está jogando sua vida fora) que ele me causa. Ele também mostra o quanto minhas prioridades mudaram nos últimos quatro anos e meio. Só que foi legal descobrir quanta coisa eu acabei realmente fazendo nesse período, por isso eu resolvi colocar na lista de 101 coisas em 1001 dias completar mais um item da lista de coisas para fazer antes de morrer Eis a lista abaixo, com correções e comentários: os itens com ✓ foram completados, os itens riscados eu não pretendo mais fazer e os itens em aberto podem ser completados até o fim da lista.

  • Morar em New York. algum lugar que eu ame. (Quer dizer, NY é meio arriscado na atual conjectura das coisas, mas nem ferrando que eu vou continuar no atual buraco onde vivo)
  • Chegar a mais de 1.000.000 visualizações no blog.
  • Me tornar uma blogueira - pelo menos um pouquinho - influente.
  • Aprender a dar estrela. (Não que eu ache que isso vá acontecer, mas não custa sonhar)
  • Ter uma biblioteca só minha. ✓ (Ok que eu tenho uma estante apenas, mas é minha biblioteca, sim)
  • Publicar um livro que seja comprado por mais de 100 pessoas.
  • Chegar a mais de 10.000 seguidores no Twitter.
  • Ter pelo menos um fã. ✓
  • Conhecer minhas divas.
  • Apertar as bochechas de Selena Gomez e Naya Rivera. (Se a chance se apresentasse eu ainda faria, mas não é prioridade).
  • Passar férias no interior da França. (*suspiro*)
  • Aprender francês. 
  • Passar um tempo em algum lugar pobre da America Latina ajudando as pessoas. (Bro, why?)
  • Ler a bíblia inteira. ✓
  • Conseguir autógrafos dos autores dos meus livros preferidos. (Eu nem sei qual eram meus livros preferidos na época. Não lembro do mundo pré-Carmilla).
  • Ter uma coleção enorme de CDs de vários artistas que eu gosto. ✓
  • Fazer uma sessão de filmes com meus amigos por um dia inteirinho.
  • Esquiar.
  • Fazer guerra de bolas de neve.
  • Fazer um boneco de neve. (Por que tem TRÊS itens sobre neve nesse negócio e nenhuma referência ao Chile?)
  • Pintar um quadro original. ✓ (Já que eu já me desiludi a esse respeito, eu estou considerando os posteres que eu fiz.)
  • Compor uma música que fique legal.
  • Criar uma receita própria e deliciosa. ✓
  • Ganhar cartões de Valentine's Day. (Bro, why?²)
  • Comer só chocolate (branco) por um dia inteiro. ✓ (Eu tinha 14 anos ou 5 quando escrevi isso? Só Deus sabe)
  • Ter uma casa com piscina.
  • Conhecer todos os meus amigos virtuais.
  • Fazer amigos virtuais de fora do país. ✓
#37 - Ser rejeitada por uma editora 
Eu não lembro se falei isso aqui ou só no Twitter, mas eu tenho essa mania de romantizar as partes ruins de ser artista. Como só conseguir dinheiro o suficiente para pagar as contas e comer (e olhe lá), receber nãos, coisas do tipo. Eu sempre disse que ia emoldurar minha primeira carta de rejeição (A Shannon Hale de Austenlândia fez isso), mas acabou que a minha primeira carta de rejeição foi simplesmente o meu nome fora de uma lista.
Eu não falei muito sobre isso diretamente, mas eu participei do concurso de 10 anos da Galera Record (o Sua história nos 10 anos da Galera) com um dos livros que eu escrevi em um dos dois últimos NaNoWriMos (não é muito difícil descobrir qual foi, mas não quero dizer). O medo inicial era de que meu livro nem fosse considerado um livro, então quando eu vi meu nome na lista de inscritos, eu pude respirar mais tranquilamente. Não esperava vencer - como eu nunca venci um concurso cultural na minha vida - então mesmo que eu fantasiasse sobre isso, eu estava mais focada no meu plano B: de sortear as cópias físicas da primeira fase de As Crônicas de Kat, o que não poderia acontecer se eu fosse aprovada no concurso (que exigia que os participantes não tivessem publicações impressas, mesmo que as edições especiais não tenham ISBN, nem sejam com fins lucrativos) (inclusive: é por isso que eu não posso vender as edições especiais de As Crônicas de Kat, pessoas insistentes, eu estou tentando não ser uma escritora profissional por mais tempo para ter chances em concursos literários que me darão contratos reais. Eu sei que "vocês querem apoiar meu trabalho", mas baixem o PDF, deixem comentários nos capítulos, atraiam atenção para a história, divulguem links online e aí quem sabe uma editora queira publicar a história) (além disso, considerando o preço de cada cópia da edição especial, eu teria que vender cada uma delas a 50 reais para ter um lucro de 10% em cima do dinheiro que eu gastei, o que não levaria em conta o trabalho que eu tive com o texto, a edição, a diagramação e a arte. Se eu levasse isso em consideração, cada cópia da edição especial sairia por R$85. Se alguém estiver disposto a pagar isso por um livro meu, favor comentar o post.). Sobre o quê eu estava falando mesmo? Ah é, nãos de editoras.
Talvez fosse diferente se eu não tivesse passado pela experiência com as betas antes, mas a verdade é que por mais ansiosa que eu estivesse durante o concurso dos dez anos da Galera (e eu estava muito ansiosa mesmo) eu não estava completamente paranoica sobre o que pensariam do livro e mesmo que as dúvidas e medos surgissem na minha mente frequentemente, eu não me arrependia ou me sentia "não merecedora" daquilo. E mesmo depois de não estar na lista dos finalistas e de ter recebido outro não na seleção da agência para qual eu mandei o mesmo livro, eu ainda não me sinto.
Talvez o estágio tenha causado essa mudança em mim. Talvez seja a sensação de ser "uma escritora de verdade" que eu falei antes (que tem participação da Galera, que ao colocar meu nome nos inscritos provou que eu realmente escrevi um livro. Provavelmente um livro ruim, mas eu realmente escrevi um livro. Não só 85 mil "batata batata batata"s). O ponto é: Eu não quero fazer tudo com perfeição, eu quero fazer. Quero experimentar. Quero os nãos e os sims e os talvez. Eu quero até o me sentir frustrada e o achar que nada nunca vai dar certo na minha vida. Me dê os meses ruins e os bons.
P.S.: Antes de acharem que eu sou a pessoa mais paz e amor deste mundo inteiro e que eu lido bem com todas as coisas que acontecem na minha vida, eu quero informar que esses nãos causaram alto consumo de vinho e compras online das quais eu, pelo menos, não me arrependo. Além disso, eu estou plenamente consciente de que rejeições deixam de ser românticas quando você depende de aceitação do seu trabalho para continuar trabalhando.

#38 - Entrar credenciada na Bienal 
Leiam o próximo post.

#39 - Matar a batata 
LEIAM O PRÓXIMO POST

#40 - Completar uma lista de "20 antes dos 20"
Por algum motivo maluco, eu resolvi que estou indo tão bem em cumprir metas e deadlines (estamos todos fingindo que eu não terminei a edição do último livro que eu precisei editar DUAS SEMANAS depois da deadline) que deveria colocar dois itens na minha lista de 101 coisas em 1001 dias que são literalmente outras listas de coisas para fazer. Dessa vez, eu resolvi ir atrás de listas de 20 coisas para fazer antes dos 20 anos (porque o fato de que a Kira Kosarin não para de falar sobre o aniversário de 20 dela - que é semana que vem - me faz não parar de pensar no meu - que é ano que vem).
As listas são exatamente iguais às listas de "18 coisas antes dos 18": desafios fáceis, conquistas simples, coisas que você pode fazer por si mesma. Enquanto eu olhava como está meu desempenho na lista "25 filmes para ver antes dos 25" (que eu tenho salva há três anos), eu pensei "Por que não pegar uma lista para fazer antes dos 20 e completar os itens que ainda não fiz?". Então eu fui atrás da lista com o maior número de coisas que já completei e preciso terminá-la nos próximos cinco meses. A lista que eu peguei é do site "Her Campus".


  1. Encontre um hobby que você ama.  O meu é estranhamente design e edição. A faculdade fez com que eu precisasse fazer isso e eu realmente gosto de fazer. Não é algo que eu sou particularmente boa em fazer ou que planejo levar como um trabalho real (por exemplo, eu odeio editar videos de mim mesma), mas me desestressa.
  2. Crie um truque para festas.
  3. Crie controle das suas finanças.Essa parte é um processo, mas eu até tenho ido bem. Se a gente levar em consideração as minhas finanças e não as finanças da casa, eu estou indo realmente bem.
  4. Conheça uma receita de cor.✓ Item 13, bitches. Eu aprendi tanto a fazer cheesecake que eu escrevi uma cena inteira em que a personagem fazia cheesecake, descrevendo todo o processo dela.
  5. Saiba dizer quais são seus filmes preferidos.
  6. Tenha um bom visual para entrevistas.
  7. Tenha um bom linkedin/currículo.
  8. Voluntarie-se.✓ Eu tenho feito isso bastante, mas não tanto quanto eu gostaria. E além disso é menos me voluntariar e mais "Giulia, você pode fazer isso?" e eu solto um gemido e faço. Se alguém quiser me convidar para eventos voluntários de verdade como ações sociais para qualquer causa, é só chamar.
  9. Tenha fotos físicas das suas memórias preferidas.✓ Estou fazendo isso muito. Eu revelei todas as fotos do meu último dia de Bienal, por exemplo.
  10. Saiba como trocar um pneu. Eu ainda nem sei dirigir, então não acho isso necessariamente útil, mas é algo que eu posso aprender nos próximos 5 meses.
  11. Tenha uma caixa de ferramentas. Uma bela ideia de presente para mim mesma em 2018
  12. Tenha morado com uma colega de quarto. ✓ Minha irmã conta. Ela me fez perceber que eu decididamente não sirvo para morar com ninguém mais. Só eu sei lidar comigo mesma.
  13. Envie cartões de agradecimento.✓ Eu fiz para alguns leitores de As Crônicas de Kat e pretendo fazer para mais deles ainda.
  14. Faça uma roadtrip.✓ Roadtrips são minha vida. Eu sou a única pessoa que eu conheço que ama longas viagens na estrada ao invés de simplesmente amar chegar ao destino.
  15. Vire a noite.✓ Por que quase todas as listas de 20 antes dos 20 têm esse item? Virar a noite é horrível. Eu virei a noite pela primeira vez com 16 anos quando acabei indo parar em Porto Seguro depois do meu avião não ter podido pousar na minha cidade. Eu estava sem celular e fiquei com medo de perder o café da manhã e a van no dia seguinte, então me obriguei a ficar acordada. Foi divertido e eu fiquei vendo Nick at Nite e escrevendo, mas ao mesmo tempo eu senti fome a noite inteira e não tinha como comer até a hora do café da manhã. Depois disso, todas as outras vezes que eu virei a noite eu estava com uma insônia terrível (o que só começou a acontecer depois que eu fiz 18 anos) ou estava fazendo algo da faculdade. Virar a noite sempre me deixa péssima e por mais que eu ame ver o sol nascer, todo o processo de ficar acordada até isso acontecer é um purgatório. Talvez, se eu tivesse virado a noite passeando pela cidade ou fazendo algo divertido, fosse ser legal, mas ficar na cama rolando de um lado para o outro sem conseguir dormir e de repente se pegar acordada às 6 da manhã é completamente horrível.
  16. Se livre das (ou conserte) suas roupas rasgadas.✓ Fiz isso ano passado. Me livrei das que não me faziam me sentir bem também, graças a este post do BuzzFeed.
  17. Tenha um plano de 5 anos mais ou menos montado. Até o ano passado eu tinha um plano de 5 anos. E ele era conseguir viver da minha escrita e me mudar para Nova Iorque até 2021. Eu tenho dinheiro investido nisso, trabalho investido nisso, forças investidas isso. Então os americanos simplesmente resolveram eleger um cheeto nazista como presidente e eu lembrei de como minha mãe sempre dizia que se for para sofrer, é melhor sofrer no próprio país. Então meu plano para 5 anos é bem simples: Estar bem longe de Vitória da Conquista e torcer para o mundo não acabar. Além disso, não parar de escrever e de trabalhar no que eu gosto, mesmo que seja exaustivo.
  18. Faça uma limpeza de amigos.✓ Fiz em 2014, graças ao bom Deus. Nada como a morte da sua mãe para fazer você entender quem são seus amigos de verdade. Eu aprendi demais sobre amizades tóxicas naquele ano.
  19. Vá a um show.✓ Também fiz em 2014, mas aí não fiz mais. E eu quero chorar porque eu sinto muita falta de ir a shows e chegar em casa sem voz e com as pernas doendo, mas nunca dá certo ir para shows.
  20. Tenha pelo menos um aniversário memorável.✓ Monamur, se não for pra fazer do meu aniversário o dia mais topper do ano, eu nem quero. (O que foi isso?).
#41 - Me sentir mais conectada com as pessoas
Existe essa pessoa (e se a gente for ser sincero, eu poderia estar falando de William Moseley aqui) por quem eu me sinto atraída como um imã diante de 300 quilos de metal (não ousem corrigir essa analogia). E por algum motivo mais insano do que qualquer outra coisa, eu acho o pescoço dessa pessoa a coisa mais linda do universo. Então, um tempo atrás, eu estava sentada a alguns metros do ser humano, quando o indivíduo fez um movimento que revelou o pescoço inteiro. Foi como se a cena fosse a única coisa que existisse no universo. Pelo resto do tempo em que eu fiquei onde estava eu encarei a criatura com os olhos arregalados e eu desconfio que alguém percebeu isso. Eu fiquei ligada em cada movimento, em cada expressão, em cada reação automática. Eu estava literalmente tentando me tornar fluente toda a linguagem corporal da pessoa (e eu não tenho a mínima vergonha na cara em dizer que fico estudando a linguagem corporal da @ toda vez que estou na presença da excelentíssima entidade).
Por que eu contei essa história? Bem, querido leitor, porque esse momento foi incrível. Eu nunca faço nada desse tipo. Na verdade, eu sou completamente distraída da vida quando o assunto são pessoas ao meu redor. Se você estiver comigo na rua e comentar sobre algo que a pessoa na minha frente acabou de fazer, é capaz de eu te olhar sem entender nada, porque estava no meu próprio mundinho. E eu sempre fico falando sobre como quero que minha escrita e o meu jornalismo seja mais sobre conhecer pessoas, viver pessoas, descobrir pessoas. É difícil sair da minha própria cabeça para viver no mundo no qual minha mãe me deu à luz às vezes, mas de vez em quando eu percebo que vale à pena.
Aquele foi um desses momentos. Não é só porque eu gosto da pessoa em questão, mas porque ao ficar observando os movimentos, expressões e conversas eu senti que conhecia aquela pessoa melhor. Nós não temos um relacionamento interpessoal de verdade, além do que existe na minha cabeça (o que, na verdade, é ótimo, porque este é meu único crush que eu não teria medo de admitir que tenho crush na cara da pessoa, porque eu não tenho nada a perder). É o crush de quinta série mais fofinho e simples: Não sei como agir em relação ao crush, então sou boderline psicótica encarando e babando até a pessoa me chamar de estranha, partir meu coração, eu escrever dois poemas e seguir em frente com a vida. Porém, com mais frequência do que faz bem para o meu estômago, eu olho para a pessoa e descubro ela olhando para mim e por um motivo que nem Freud explica, eu vou contra meus instintos naturais e tento manter o olhar - inclusive, a gente estava conversando uma vez e eu desviei o olhar por instinto. Quando olhei de volta eu fui recebida por olhos tão intensos que pareciam verdes (apesar dos olhos da criatura normalmente serem tão castanhos que são quase vermelhos) (me digam que algum de vocês pegou a referência nesse último comentário).
Além disso, eu recebi tantos abraços bons nos últimos meses que me fez perceber que eu sou péssima em dar abraços. Normalmente, eu amo a pessoa que estou abraçando, mas eu não consigo transmitir esse amor através do abraço. E de vez em quando eu quero abraçar alguém e eu sei que essa pessoa precisa de um abraço, mas eu não abraço ela. Eu amo abraços e bons abraços, mas parece que algo nas minhas reações normais não estão funcionando bem. Não tenho nem uma boa explicação para isso.
Meu ponto é: Me sentir conectada me faz bem e eu quero sentir isso com mais pessoas. Não estou dizendo que vou começar a gostar de passar tempo com desconhecidos ou que vou ficar encarando cada movimento das pessoas como se fosse psicótica e nem que vou abraçar meus amigos 25 horas por dia, mas eu quero descobrir mais e prestar mais atenção. Não só para a escrita, mas por mim mesma.

#42 - Ser sincera sobre meus sentimentos
Esse item era muuuuito mais específico que isso (e sobre outra pessoa que não foi citada no item anterior, mas que tem desgraçado minha cabeça nos últimos meses), mas eu sinceramente não quero transformar a promessa que eu fiz a mim mesma em uma meta.
Na minha viagem de volta do Rio, estava eu no meio de Minas terminando de ler Dating Sarah Cooper da Siera Maley (que é tipo uma versão super master power de Faking It. É sério, o plot é completamente o mesmo - eu ainda nem acredito que Faking It não foi inspirada em DSC. A única coisa que muda é a escola e a relação familiar das personagens principais, além do final. É uma versão Maleyana de Faking It, mas eu não espero que muita gente aqui conheça a obra de Siera Rainha do Angst Maley, porque até agora ela foi desprezada pelas editoras nacionais), chorando como um bebêzinho porque eu sentia que a protagonista do livro entendia meus sentimentos de uma forma inacreditavelmente precisa. Eu me dei conta, assim, de que estava muito longe de fazer a única coisa que eu queria que a personagem fizesse por si mesma: Falar e ser sincera sobre os próprios sentimentos para a pessoa a quem eles são direcionados e para si mesma. Priorizar os próprios sentimentos por uma vez que seja. E eu fiz uma promessa a mim mesma sobre isso. Veremos se vou cumpri-la.

#43 - Completar um sorteio com sucesso 
Pra quem não curte a página do blog no Facebook, eu devo avisar que o primeiro sorteio oficial do QaMdE - de duas cópias de uma edição especial da 1ª fase de As Crônicas de Kat - aconteceu no começo do mês. Sorteio realizado com sucesso, prêmios enviados/entregues e tudo de acordo com o que eu esperava (exceto pelo fato de que eu esqueci de autografar os livros que enviei. QUAL O MEU PROBLEMA?). Me sentindo vitoriosa demaaais. (Inclusive, curtam a página do blog do Facebook, o Instagram do blog ou meu Twitter para se manterem atualizados sobre próximos sorteios).

#44 - Encontrar outras formas de conseguir dinheiro 
Eu estou, no momento, envolvida em cinco projetos que deveriam envolver retorno monetário - e nem todos eles foram divulgados ainda. Quantos deles realmente dão retorno monetário é um mérito no qual eu não quero entrar no momento, mas o importante é que eu estou animada com todos eles - exceto o estágio - e disposta a investir meu tempo neles - de novo, exceto o estágio. Este é o ano das experiências, então eu estou experimentando tudo que posso para tentar acumular bufunfa.
Eu gosto muito dessa sensação de que vai ficar tudo bem e que eu sei como cuidar de mim mesma. Vocês lembram que no segundo semestre da faculdade eu disse que só não desistia da faculdade porque não acreditava que conseguia sobreviver no mundo real? Bem, agora eu acredito. Não é fácil, eu recebo muitos nãos e tem várias noites sem dormir envolvidas, mas cara eu estou realmente lidando bem com tudo. E eu vou me apreciar enquanto posso, porque sei que não vai ser sempre assim.

Eu não acredito que terminei esse post. Existem anjos cantando "We Are The Champions" sobre mim. Vejo vocês assim que possível com o post sobre os melhores três dias da minha vida. Eu nem consigo pensar na Bienal sem sentir vontade de chorar. Vocês não perdem por esperar.
Até breve,
G.

09/09/2017

As Crônicas de Kat - O fim

Antes da carta de Ellie para Kat, eu quero deixar minha própria carta para Kat e seu Exército. Um adeus que eu venho dizendo há meses que seria um dos mais dolorosos:
Em 2013 eu escrevia tanto que estava praticamente cuspindo histórias de vários tamanhos. Passava horas na frente do computador escrevendo às vezes cinco mil palavras em projetos diferentes. "As Crônicas de Kat" era mais uma dessas histórias. A única coisa que diferenciava o capítulo que eu postei naquele 28 de agosto de todos os outros capítulos de histórias que eu postava no Nyah! era o fato de que ele se parecia com os livros que eu lia na época.
Aos 15 anos, eu me apaixonei por literatura gótica. Eu aprendi a adorar cenários lúgubres e obscuros, manchas de sangue onde não deveriam estar e as mais suaves, doces e lânguidas criaturas se revelando monstros cruéis e violentos. O tragicamente belo e encantadoramente trágico se tornou minha mais profunda obsessão. Depois de ter encontrado Carmilla e consumido o livro em uma tarde, a paixão tomou raiz dentro de mim e antes que eu percebesse eu consumia tudo que lembrava de longe uma história gótica e um milhão de artigos e páginas sobre as obras que não conseguia adquirir. É claro que consumir tanto daquelas obras me deixou com vontade de escrever algo que pudesse se aproximar das obras que eu admirava - nunca se igualar, é claro. 
Foi assim que minha Kat nasceu. E ela era perfeita. Pequena, delicada, cachinhos de anjo e lindos olhos verde-folha. Até o primeiro poder que ela aparentava ter era adorável: ela se transformava em uma delicada gatinha preta de olhos verdes. É claro que ela não era a garotinha de dez anos vitoriana que aparentava ser, mas uma vampira centenária presa no corpo angelical de uma garotinha. E vampiros, nas palavras da própria Kat, são maníacos sádicos. Eu dei a Kat o nome de uma vampira poderosa que veio antes dela, Katerina, um nome que falava sobre seu Destino e sobre seu passado. Enviei Katerina para a igreja mais assustadora em que já tinha entrado e fiz com que ela transformasse uma outra garota, que se parecia um pouco comigo mesma. É claro que você não pode esperar que uma vampira vitoriana tenha começado a transformar outras vampiras em 2013 e Kat, apesar do que disse, não tinha. Também seria ingenuidade pensar que Katerina não teria mais a dizer do que o que disse para Olívia. Suas histórias eram longas, macabras e cheias de reviravoltas perturbadoras - por isso, no primeiro conto em que apareceu, Kat já adicionou um "extra" - onde ela contava que foi transformada pela mãe em um ritual de magia negra e avisava ao inferno que era mais poderosa que ele - cujo nome era aquele que depois eu e os leitores viemos conhecer tão bem: As Crônicas de Kat.
A evolução até uma história maior, em capítulos mensais aconteceu naturalmente nos três meses seguintes. Eu estava tão certa de que seria apenas um passatempo, algo bobo, para me distrair e me contentar enquanto eu trabalhava no meu "livro de verdade", que eu sequer chamei a história de livro virtual ou de fanfic, mas de webnovella (já que eu queria imitar o formato de uma novela de folhetim). As Crônicas de Kat tomou a minha vida naqueles primeiros meses e em vários outros momentos. Eu escrevia cenas no canto do caderno durante as aulas, passava horas pesquisando para colocar boas referências, me tornei ainda mais obcecada pelo meu novo gênero literário preferido. No mês em que eu escrevi "Ellie", eu reli quatro livros e todos eles estão integrados à história de alguma forma. Eu não esperava que o projeto fosse me consumir daquele jeito, mas ele foi mais forte que eu, assim como a própria Kat.
ACDK me ensinou os prazeres de escrever terror. Se deixar consumir por uma história, perder o controle da própria escrita, passar de todos os limites da imaginação. Foram tantas as vezes em que eu me peguei diante da tela digitando rapidamente, com a mandíbula travada e o coração aos pulos. Cada cena importante era sonhada, planejada e debatida meses antes e, então, na hora da escrita eu era surpreendida por reviravoltas além do meu controle. Quantos dos meus dias ruins foram passados planejando As Crônicas de Kat? Quantas vezes eu me concentrei nas minhas vampiras sem alma para não ter que pensar nos meus próprios sentimentos? Quantas vezes os demônios com quem Kat debatia com sua retórica incontrolável eram os meus demônios?
Isso sem mencionar tudo que essa história fez por mim enquanto escritora de fantasia. Eu nunca me levei muito a sério escrevendo fantasia (ainda não levo, apesar de hoje em dia escrever principalmente esse gênero), mas em ACDK eu não precisava me levar a sério. Eu construía subplots sem saber o final deles, mexia na mitologia um milhão de vezes e até o último capítulo eu criei poderes, criaturas, feitiços. Eu morria de medo de ter me perdido tanto que nada mais fizesse sentido. Então eu voltava atrás, mexia em tudo e me explicava da minha própria forma. Fios soltos? Deixei vários. A vontade de puxar um deles e soltar um spin-off sempre vai continuar dentro de mim, mesmo que eu acabe não fazendo.
O presente final de Kat para mim aconteceu alguns dias atrás, quando ela me acompanhou para a Bienal do Livro Rio como escritora, pela primeira vez. Todo processo de imprimir essa edição especial foi incrível para mim e pareceu real demais. De encontrar a gráfica, ao teste final de impressão, cada etapa me fazia querer dançar pela sala. Então minhas mãos trêmulas apresentaram a história de Kat diante dos portões do meu evento preferido nesse mundo inteiro. E a história dela, impressa em capa dura como um diário antigo, fez com que eu recebesse o título de autora.
Eu não acho que essa será a última vez que eu verei essas personagens. Deixei as portas abertas, colocando outras histórias no mesmo universo, e eu duvido que elas não ressurjam em outras histórias, quase que sem querer. Elas são poderosas e teimosas demais. Como Pierre disse, não existe final para criaturas eternas. Mas o seu ciclo chegou ao fim para que novos ciclos possam começar. E por mais que eu não saiba como vou viver sem poder escrever mais dessa história e nem consiga colocar em palavras a falta que eu vou sentir de cada uma das minhas ex-vampiras, eu sei que não preciso ficar triste por elas. Elas venceram. A guerra acabou.
Obrigada por tudo, meu Exército.
Giulia

Deixo com vocês a carta de Ellie.


Santiago, Chile
28 de agosto de 2017

Katerina!
Essa exclamação indica que estou gritando com você. Gritando por você estar me fazendo escrever uma carta em 2017! Apesar de eu ter cogitado simplesmente ligar, sei que você teve o disparate de jogar seu último telefone fora, e é apenas por isso que eu estou escrevendo esta carta.
Isto é uma intervenção. As meninas sabem que você só ouviria a razão se viesse de mim – prova disso é você não ter me contado sobre esta ideia ridícula de se isolar do mundo.
Você, Katerina! Justo você! Você deveria estar viajando pelo globo, conhecendo cada canto que ainda não conheceu ou cada canto que mudou violentamente desde sua última visita. Você deveria estar vivendo como se não houvesse amanhã. Eu não sei o que deu na sua cabeça para você resolver se esconder do mundo na cabana onde você passou alguns dos piores anos de sua existência – e nem quero ouvir uma desculpa qualquer sobre encontrar Naomi.
Eu conheço você.
Então eu não vou simplesmente dizer a você que saia daí e acreditar que você vai sair e viver feliz para sempre rodando pelo mundo como Olívia e Tatiana – farei uma proposta. E antes dela, tem algumas coisas que você precisa saber - coisas que não poderiam ser contadas por telefone, videochamada ou mensagem de texto e que eu não conseguiria dizer em pessoa, então eu vou agradecer a coisa da carta nesse sentido, mas apenas nele.
Pierre me ligou ontem à noite e me contou que ele e Juliana estão lançando uma campanha na cidade para encontrar “o verdadeiro culpado pelo Massacre de Fevereiro de 1998”. Eles querem limpar o nome de Sophie na única cidade que ela amou, mas ainda não sabiam quem culpar pelos assassinatos. Eu sugeri que eles culpassem a mim e que fizessem de Sophie uma espécie de mártir. Não faço ideia de como eles vão conseguir convencer uma cidade inteira de que uma jovem de aproximadamente 17 anos assassinou 522 pessoas, além dos corpos nunca encontrados de outras onze, mas eu posso fornecer qualquer prova necessária. Incluindo um diagnóstico de insanidade que me foi dado em 1993.
Você se lembra? A psiquiatra que nós matamos? Ela estava completamente convencida de estar diante de um dos casos mais inacreditáveis de psicopatia. Eu não demonstrava sentimento algum. A frieza dos meus atos, dos meus olhares, dos meus movimentos. Eu te deixava completamente orgulhosa por ser aquela máquina assassina fria cuja existência era devida a você. Você fez de mim quem eu era e tinha mais orgulho de mim do que das outras. Eu adorava isso, do meu jeito. Toda vez que alguém entrava no Exército eu tinha ciúmes – sua adoração por mim era uma forma de garantir que eu sempre seria mais especial do que as outras.
Claro que as coisas mudaram quando eu recebi minha alma de volta. Com ou sem maldição, as coisas mudariam. O que eu não esperava era ser tomada de um sentimento tão inacreditável sobre você. Era a pior coisa que poderia acontecer comigo. E mesmo que eu me alimentasse de pequenas ilusões a esse respeito, eu sabia que você nunca se sentiria do mesmo jeito – que sua adoração nada tinha a ver com amor romântico, mesmo que fosse o sentimento mais profundo que você pudesse nutrir por alguém.
Nós não falamos muito sobre nossos sentimentos, porque nós passamos muito tempo da nossa existência desprezando eles. E eu não me importo que seja assim para sempre, porque essa é nossa dinâmica. Mas quando você não consegue parar de pensar em algo, eventualmente você vai falar sobre isso, Katerina. É como as coisas funcionam.
Eu não estou mais com Rubí. Não tenho estado a pelo menos três meses. Não foi por causa de você ou por meus sentimentos, que ela sempre conheceu, mas por Siena. Siena não gostava de mim nem um pouco e deixava isso claro constantemente. Eventualmente, Rubí se cansou de ter que viver entre eu e ela e simplesmente optou por aquela com quem estava há mais tempo – e que nutria por ela sentimentos mais fortes. Eu não me importei, realmente preferia ficar sozinha do que em um ambiente de guerra fria constante. Eu me dei conta, ao ver Rubí ir embora, que eu não sentiria saudades dela, porque outras saudades se sobrepunham a essa. Como a do Exército e a de Sophie. E acima de todas, a saudades de você.
Meus dias sozinha foram tomados por muita reflexão. Eu nem cheguei a fazer alguma coisa além de pensar muito. Em uma noite, eu consegui mandar um fantasma ir se catar e fiquei parada pensando: Por que eu consigo atrair apenas adoração das pessoas? De você, de Sebastian, de Rubí. Talvez não de Alec, mas que diferença faz? A alma dele foi destruída e, além disso, ele não tinha nada a ganhar de mim ou motivos para me adorar. Se apaixonar por mim foi sua ruína. O que me fez pensar se eu mereço amor. Falo de amor puro e natural, não esse que beira obsessão ou adoração. Depois eu percebi: é claro que eu não mereço - quem entre nós merece qualquer coisa boa? -, mas isso nunca nos impediu de tomar o que queríamos e conquistar o que acreditávamos ser nosso.
Também pensei muito sobre você e sua adoração. Você foi criada para adorar, Katerina. Sua mãe fez com que ela fosse todo o seu mundo pelos seus primeiros dez anos, para que você a adorasse e a obedecesse, mesmo depois de sua morte. Depois disso, o Inferno quis que você fosse sua maior estrela, soldada mais leal e você foi o mais longe disso que poderia. Você nunca fez o que queriam de você ou adorou quem mandaram que você adorasse. Ao invés disso, a única pessoa ou força que você adorou o suficiente para seguir - e mais importante não matar ou trair - fui eu. E eu não sei porque ou como isso aconteceu, ou o que você viu em mim que nunca mais voltou a ver, mas talvez esse seja o motivo de eu ter me apaixonado por você.
Você pode não me amar romanticamente, mas ainda me ama e ainda me ama de uma forma que nenhuma criatura no universo amaria. E eu sei que me mandar embora doeu, e que você só fez isso porque sabia que precisava. E eu tenho sido feliz nos últimos meses, como você imaginava, mas não tenho sido plena. Não me sinto completa como me sentia quando éramos apenas nós duas viajando pela França, há um século e meio, ou naquela boate em Nova Orleans, dois anos atrás. Todas as vezes em que fizemos algo que só nós poderíamos fazer, eu me senti completa. Eu me senti mais eu mesma do que com qualquer outra pessoa.
Eu provavelmente deveria dizer a você também que ainda não fui a Porto Williams. Eu quis, mas cheguei a Santiago colocando um milhão de impedimentos e inventando preparações que não eram necessárias. Quando Rubí e Siena foram embora, eu parei de mentir para mim mesma e de acreditar que eu pretendia ir para a cidade que está ligada a mim. Por mais que eu queira conhecer o lugar, eu não sei o que faria com uma cidade que espera tanto de mim (como Anika e Juliana conseguem?). Todo mundo lá sabe minha história e conhece meu nome. Eles esperam por uma lenda e a ironia é eu não me sinto uma lenda desde que me tornei o Réquiem.
Sei que no momento em que eu pisar na cidade, vou precisar ser mais do que apenas Ellie – quem quer que ela seja. Preciso ser a força que tem as chaves do Inferno, a que canta a canção dos mortos, que conhece corpo e alma em toda a sua profundidade. Isso é pior que ter o Toque do Céu (que Olívia não leia isso), porque com ele você pode simplesmente ser o que esperam de você. O Réquiem tem seus poderes baseados no que sabe e no que viu. Eu preciso ser quase uma deusa. Aquela que sabe mais do que deveria. Preciso ser aquela que venceu o Inferno. Mas essa não sou eu – o único motivo para eu conhecer a saída do Inferno e poder fazer algo sobre isso é você ter me dado seu sangue. E você e as meninas venceram o Inferno, eu fui apenas a Chave.
Eu não posso fazer isso e entrar naquela cidade sem você, Katerina.
Não posso enfrentar mais adoração – esta sem nenhum conhecimento prévio de mim. Adoração sem sentido. Adoração por um conceito. –, sem estar cercada pela sua – esta que vem de quem me criou.
O que eu quero dizer com tudo isso é que Sophie estava certa: Eu não posso deixar o que eu quero de você ficar no caminho do que você pode me oferecer. O que quer que eu acabe fazendo dessa minha vida eterna, sem maldições e cercada de fantasmas, eu quero fazer com você. Mas eu definitivamente não vou me esconder em uma cabana na Áustria como se fosse 1885 e a Morte e o Inferno me quisessem morta. Então, venha para cá, Katerina. Me encontre no Chile e vamos juntas até Porto Williams. Vamos conquistar outra cidade ou talvez destruir outra cidade. Vamos começar a desbravar o novo mundo que criamos, juntas.
Tenho todo o tempo do mundo para esperar por você, mas, por favor, não me faça enfrentar mais essa batalha. Você me disse que estaríamos no mesmo país no seu aniversário. Sabe o que fazemos com quem quebra promessas.
E antes que eu vá: Eu também amo você.
Ellie