11/04/2018

Diário de Bordo 7 - Eu desisto - Parte 7: O Grande Gatsby

Vou tentar organizar este post de uma forma lógica, já que ele é sobre muito mais coisas do que era originalmente. Basicamente, esse começo será de explicações e depois vem o post real, e começando, este vai ser o último post do Diário de Bordo 7. Não era o que eu queria originalmente, mas eu não sei se consigo escrever mais do DdB.
Eis a situação: Depois de sair do estágio no dia 24, ao invés de naturalmente evoluir para uma pessoa com mais tempo e mais liberdade e mais tempo para escrever, eu entrei em um baita slump (ou brejo, em tradução direta). Escrever virou a coisa mais difícil do mundo inteiro. E acreditem, eu queria conseguir escrever sobre não conseguir escrever, mas não é uma opção. A terapia e outros aspectos da minha vida tem me feito pensar muito no que eu escrevo e no que eu compartilho com o mundo. Eu criei comigo mesma essa necessidade e essa obrigação de "blogar" e "contar o que está acontecendo" e quando eu não consigo eu sinto que deixei de cumprir uma obrigação e ser produtiva. E isso me faz mais mal do que bem. Porque eu vou estar aqui me sentindo mal para cacete por não ter completado um post de blog quando todo mundo na minha vida abandonou os blogs que criou porque não tem tempo. Eu amo isso aqui, de paixão, e eu não acho que vá conseguir abandonar o Quebrei a máquina de escrever um dia, mas eu preciso que isso aqui seja mais natural. Eu quero me sentir muito animada sobre algum assunto e escrever uns três posts sobre o tema e deixar guardados para postar aleatoriamente no futuro. Não me sentar diante do computador por duas horas sem conseguir escrever ao ponto de cair no choro porque eu "preciso terminar essa coluna" (aconteceu semana passada).
Por mais que o blog faça, sim, parte da minha vida profissional e tenha aberto muitas oportunidades para mim, eu tenho essa ideia de que meu esforço nunca é o bastante e que eu preciso trabalhar mais e mais. Eu preciso pensar em todas as coisas que eu já fiz neste blog, ao invés das coisas que eu não fiz. Então eu preciso me afastar da minha própria cabeça um pouco. Porque cara, eu tenho trabalhado muito. Desde que eu saí do estágio eu já mandei ideias para um monte de revistas, estou trabalhando em alguns projetos paralelos e enviando meus livrinhos para editoras. Eu estou fazendo minha vida acontecer. Eu preciso mesmo deixar de ser tão imediatista de querer ver os resultados na hora e de achar que eu faço menos por não ser produtiva o tempo inteiro. Preciso me dar tempo e ouvir o que minha própria mente está me dizendo. Este ano é sobre trabalhar em coisas que eu amo e eu não posso me obrigar fazer tanto esforço que eu vou começar a odiar o que eu amo. (Eu realmente desenvolvi um relacionamento tóxico com trabalho por causa do estágio e de ter trabalhado com gente megalomaníaca. É possível que eu esteja me tornando megalomaníaca. Não posso deixar isso acontecer.)
Então, eu vou terminar o Diário de Bordo 7 por aqui, mesmo que eu tenha querido escrever mais três posts que realmente não tinham saído do campo das ideias. Eu atualizei a parte 2 do DdB 7 com a lista do Movies & Stuff para vocês descobrirem o que eu assisti, li e ouvi. O que eu pensei em dizer nos outros posts, eu vou dizer um dia, quem sabe? Em posts de outras colunas. Depende de como eu me sentir. E sobre as próximas semanas, eu vou tentar postar semanalmente, mas eu não posso garantir nada. Saibam que independentemente de sumir aqui, eu estou trabalhando e vocês vão ter textos meus publicados - eu tive uma ideia muito boa para conto inclusive. Talvez eu até publique um artigo científico este ano. QUEM SOU EU?

Eu bêbada às 10 horas da noite do dia 18 de fevereiro
Indo ao post, vamos começar do começo: Eu começo a falar do meu aniversário com vontade e dedicação cerca de 100 dias antes da data (é sério. Dia 10 de novembro faltam exatos 100 dias para o meu aniversário e aí eu começo a falar), mas depois do Natal e do Ano Novo, eu decreto que é oficialmente minha Temporada de Aniversário e é tudo que eu consigo falar e planejar. São exatamente 7 semanas (meu aniversário é o 49º dia do ano) de Giulia contando os dias até a data, planejando o que vai fazer, fazendo listas de presentes e depois comprando tudo para si mesma, entre vários outros eventos ligados a aniversário. Uma dessas coisas é meu inferno astral. Nos últimos três anos (2015, 2016 e 2017) meu inferno astral foi extremamente ansiolítico, mas carmicamente bom. Eu ficava nervosa e esperava muito, mas coisas boas estavam acontecendo na minha vida e coisas que eu não poderia ignorar como a aprovação no vestibular, descobrir MisterWives, etc, etc, etc. Mas aí, este ano, nem tantas coisas aconteceram e nem tantas coisas boas aconteceram. Eu não estava me sentindo tão ansiosa, mas eu estava sentindo todas as coisas ao mesmo tempo.
Se você tem acompanhado minha jornada pessoal nos últimos meses sabe que meu crescimento tem sido completamente sobre ser emocionalmente honesta (referência a Love Daily. Leiam a resenha) e me permitir sentir as coisas que eu estou sentindo. E o que eu aprendi foi que eu sinto, MUITO. Eu posso ir de ter o melhor dia de todos para perder completamente o controle dos meus sentimentos em duas horas e meia. E lembrar sempre que eu preciso me permitir sentir todas as coisas que eu sinto faz com que muitas vezes a vida como um todo seja demais. Então, eu tenho chorado muito. Eu chorei mais nesses primeiros três meses de 2018 do que nos anos de 2015 e 2016 juntos. E eu também me sinto mais estranhamente saudável agora do que eu senti em 2015 e 2016. Foram lágrimas catárticas, lágrimas boas, lágrimas que tiram aquele peso do peito e permitem que a gente durma. Então, sentir muito e sentir tudo tem me feito muito bem, mesmo que em alguns dias eu fique só esse gif:

"Eu só quero sentar e encarar o nada e gritar em silêncio pelo resto da eternidade."
A razão para eu contar isso tudo é porque nas semanas que levaram ao meu aniversário, eu chorei muito. Minha ideia original de viajar para Maceió foi cancelada por falta de dinheiro e eu entrei numa paranoia extensa já que todos os aniversários que eu passei na minha cidade foram esquisitos e eu acabava o dia sentindo que não comemorei o suficiente. Por outro lado, eu me lembrava de como eu me senti vazia em alguns momentos do ano passado, mesmo viajando, então bateu o desespero pensando que independente do que eu fizesse eu não teria um bom aniversário. Eu sou dramática em excesso, é verdade, e ansiosa também então depois que essas paranoias inexplicáveis entraram nas profundezas do meu ser, toda vez que algo dava errado eu desabafa. Foram brigas com amigos e comentários que me deixaram insegura sobre o que aconteceria na data. Eu me senti muito sozinha. E eu lembrei a mim mesma quantas vezes fosse necessário que era meu dia, era sobre mim e que eu não ia deixar que o que aconteceu no Natal se repetisse. Passar meu dia com quem queria passar tempo comigo.
Aí a data se aproximou e eu fui ficando mais calma. A fragilidade me deixou e eu não estava ansiosa, só animada para a minha data. Eu não fazia ideia do que ia fazer, mas mesmo que não fizesse nada, eu ia ficar bem. Nem que eu passasse o dia maratonando The Thundermans (na verdade, eu lembrei a mim mesma que nas últimas datas comemorativas, eu sempre terminei o dia vendo The Thundermans para não chorar, então qualquer coisa era lucro). Eu criei expectativas para a data e algumas deram errado, mas outras que eu não esperava deram certo. Eu ganhei uma festa surpresa (que eu desconfiei, mas não estraguei) de pessoas que precisaram lutar muito para passar esse tempo comigo porque eu sou uma pessoa complicada quando o assunto é não-estragar festas surpresas. Eu senti tanto e tudo ao mesmo tempo e eu me senti tão pronta para fazer 20 anos. Depois eu ainda segui em frente com a ideia de fazer uma festa no dia 23 de fevereiro (aniversário de 5 anos da minha festa de 15 anos) e quando a data chegou eu estava 100% pronta para não pensar mais sobre meu aniversário até o ano que vem.
Os 20 anos têm sido esquisitos. Eu me sinto tão velha - mas ao mesmo tempo, eu não me sinto mais deslocada. Estou no lugar certo. Meus 20 anos serão a hora de ter coragem de dizer ao mundo quem eu sou, no volume mais alto possível.
Vejo vocês em breve,
G.

08/04/2018

Todos os episódios de Love Daily do melhor para o pior

Primeiramente, NÓS CHEGAMOS A 100 MIL VISUALIZAÇÕES!!!!!!!! Eu amo vocês e obrigada por manterem isso aqui funcionando quando eu não estou. Segundamente, eu não vou explicar o motivo para eu não ter postado nada por três semanas neste post, porque eu já estou escrevendo um post no qual eu falo sobre isso e outras coisas pesadas e eu preciso que este post aqui seja feliz. Não me odeiem, por favorzinho? Tem muita coisa acontecendo no meu cérebro no momento. Vocês já ouviram a frase "There's always a breakdown before a breakthrough" (O que traduziria para algo como "Há sempre um colapso antes de um avanço")? Basicamente, eu estou vivendo no colapso. Mas eu disse que não ia falar muito sobre isso, então, vamos em frente.
No final do mês passado, eu perguntei em enquetes no Instagram, primeiro se vocês preferiam posts de manhã ou no começo da tarde VERSUS o fim da tarde ou à noite e vocês disseram tarde ou noite. Depois eu perguntei se era uma boa ideia organizar os posts de forma a que os posts sobre escrita e os posts literários fossem às segundas, os posts sobre cultura pop e resenhas nos sábados e os posts pessoais teriam a liberdade de ser qualquer dia da semana - e pela primeira vez eu vi uma enquete do Instagram ter 100% de votos na mesma coisa. Então aqui estamos, no domingo à noite (era para esse post ter saído ontem, mas eu não consegui terminar e se eu adiasse de novo, vocês só teriam post novo em 2019), finalmente com a resenha de Love Daily (que saiu há dois 2 meses e 1 dia) (no aniversário do blog) (o blog fez 86 meses ontem caso alguém queira saber - 100 mil visualizações em 86 meses não é tão ruim).
Love Daily é uma antologia de curtas de comédia romântica produzida pelo AwesomenessTV e lançado no Go90 (site e aplicativo americano que só funciona nos EUA. Se o Tim Cook ou o Bill Gates perguntarem, eu moro em Los Angeles). São 12 episódios, com 12 casais, cada um em um dos 12 meses do ano. E tem história para todo tipo de pessoa, tão diferentes quanto poderiam ser. Eu não tinha como fazer uma resenha da série inteira porque cada episódio foi gravado por uma equipe completamente diferente e mesmo que existam os easter eggs, a continuidade e que alguns episódios se passem no mesmo universo (outros não, Paul's Broken Heart - o episódio mais fantasioso da série - é ficção em Gift From My Ex), uma antologia não é uma história continua. Se eu tivesse que dar uma nota para a série como um todo seria 8 - existem muitos pecados, mas eu fui surpreendida com o que encontrei e a maioria dos episódios é TÃO FOFO E BOM. Mas sendo justa, a melhor forma de avaliação que eu encontrei foi organizar os 12 episódios do melhor para o pior. Aproveitem

Episódios da esquerda para a direita: Paul's Broken Heart, The Truth About Dating, Christmas Dumplins, Soulmate Psychic e Still Life.
1. Overnight
Os quatro primeiros episódios da lista foram bem difíceis de escolher porque são todos tão FOFENHOS que meu coração ficou dividido. Mas no assunto episódios fofinhos, Overnight vence episódio mais fofo entre todos os episódios fofos. Em Overnight, Gabriel (Kamil McFadden) está no trabalho em uma loja de conveniência, aproveitando a tranquilidade do turno noturno quando a ginasta russa Gelina Yachnovic (Alexandra Peters) (não é uma pessoa de verdade, eu chequei), entra na loja com uma emergência feminina, da qual Gabriel entende mais do que suas colegas de time. O EPISÓDIO INTEIRO É UM GRANDE AMORZINHO. Eles passam a noite formando uma amizade e notando o grande abismo cultural e social que separa os dois. Eu posso ou não ter gostado do episódio porque foi o episódio mais platônico entre os doze, mas ele dá um quentinho no coração tão grande, mesmo sendo tão curtinho. Um episódio desses!

2. Christmas Dumplings
Por onde eu começo? Eu amo esse episódio mais do que eu amo a maioria dos meus amigos (Será que quando Jesus disse "Amai o próximo como a ti mesmo", ele quis dizer o próximo episódio?), então se preparem para muitos gritos. Sabe quando você se sente atraída por alguém, mas não sabe exatamente o que fazer com o que você sente então você acaba agindo como alguém que não sabe ser um ser humano na frente da pessoa e enfia os pés pelas mãos várias vezes? É isso que Christine (Brianne Tju - A primeira pessoa dessa lista que eu preciso chamar de MINHA FILHA, mesmo que ela seja mais velha que eu) faz no dia 10 de dezembro, exceto pelo fato de que ela faz algo que eu nunca faria chamando Sam (Alexis G. Zall) para dar uns pega no armário da loja em que as duas trabalham. Depois que o momento passa, como aconteceria em qualquer comédia romântica que se preze, Christine fica mais confusa do que qualquer outra coisa e resolve ignorar Sam enquanto finge que a obsessão original passou. Duas semanas depois, na véspera de Natal, um carro quebrado e entregas a serem feitas obriga Sam e Christine a passarem tempo demais sozinhas.
Quer dizer, a coisa toda muito bem escrita. E o angst. O ANGST. EU SÓ TO AQUI PELO ANGST. O episódio até tem um diálogo sobre angst que é mais ou menos: "I didn't realize you had so much secret angst" "Everyone has secret angst, I bet you have secret angst" "No. I put it all out there. I have a whole Tumblr just for rebloging deep quotes and pictures of sad girls traveling. I'm very emotionaly honest." ("Eu não percebi que você tinha tanta angústia secreta" "Todo mundo tem angústia secreta, eu aposto que você tem angústia secreta" "Não. Eu coloco tudo para fora. Eu tenho um Tumblr todo só para reblogar citações profundas e fotos de triste meninas viajando. Eu sou muito emocionalmente honesta ".) (O que? Não, eu não escrevi isso de cabeça. Eu não vi o episódio vezes demais, cala a boca).
E falando em citações o episódio também tem as melhores do tipo "If I like you and you like me back, I don't know what happens next." "Probably something terrifying" ("Se eu gosto de você e você gosta de mim de volta, eu não sei o que acontece a seguir." "Provavelmente algo aterrorizante"). E eu sei que eu provavelmente gostei do episódio porque eu me identifico muito com a Christine e porque ao mesmo tempo que eu queria ter a coragem dela eu me identifico com o medo paralisante dela, mas isso tudo é algo que não será discutindo aqui - o que vocês precisam saber é que o episódio é muito bom.

3. Gift From My Ex
O episódio paradoxal que me deixou gritando no chão por não me dar um final de verdade. E os personagens principais estão justamente buscando uma conclusão. Em Gift From My Ex, Sam (Sydney Park - MINHA FILHA) acabou de ler Marie Kondo e resolveu fazer uma grande limpeza na casa que vive com o namorado Aaron (Cameron Monaghan - que eu levei horas para lembrar de onde conhecia) (é de Vampire Academy) seguindo a regra de que "se não te traz felicidade, precisa ser jogado fora". Depois de dias de arrumação, os dois acabam encontrando um bracelete, que Aaron recebeu de presente de uma namoradinha de pré-adolescência, mas do qual ele não consegue se livrar de jeito nenhum. Ao perceber que o namorado não teve uma "conclusão" no relacionamento com essa namoradinha, Sam resolve obrigá-lo a ir para um encontro com ela (Veronica Dunne), para que ele conclua os assuntos não resolvidos, porque isso sempre dá certo em comédias românticas, é claro. Aaron diz, que já que ele vai ter que passar por isso, ela também será obrigada a sair com o ex-namorado que ela não consegue deletar da lista de amigos do Facebook (Ben Winchell). Eu não vou dar spoilers do final (apesar de já ter dito que não tem final), mas eu vou dizer que minha reação foi berrar NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOO, VOLTA AQUI E ME DÁ UM FINAL!!!!!!!!!!!! E por isso mesmo eu amei. Masoquismo.

4. Hit
Gente, HIT É TÃO BOM. Tão bom que eu estou culpada em colocar como quarto lugar. Eis uma coisa que ninguém conta sobre ficar velha: Você vai começar a achar fofinho adolescentes formando casais bonitinhos na ficção (Tipo "olha, minhas crianças, que amorzinho, não sabem de nada"), mesmo que os atores sejam bem mais velhos que você.
De qualquer forma, em Hit, Charlie (Leo Howard) é um jogador de hóquei estudantil que na verdade não gosta nada de hóquei e só joga porque ele tem mais chances de entrar na faculdade com uma bolsa se for jogador de hóquei do que se seguir a verdadeira paixão, que é a arte. Quando ele é derrotado no gelo e atingido na cabeça pela única jogadora menina do time adversário (personagem que eu acabo de descobrir que não tem nome e estou gritando COMO ASSIM??????????????????????????????? A atriz é a Stephanie Nogueras, que é um anjinho), ele decide que simplesmente não vale mais a pena e que quando voltar para a escola vai desistir do hóquei. É claro que naquela noite os colegas de equipe dele o trancam para fora do quarto usando só uma toalha e ele é obrigado a pedir ajuda para (EU NÃO ACREDITO QUE ELA NÃO TEM NOME, VOCÊS TINHAM UM TRABALHO) a menina que causou sua grande revelação (spoiler alert: Ela não gosta nada de ter causado essa grande revelação em alguém que ela NEM CONHECE). É um episódio também bem platônico, mas é fofinho por muito mais do que o fato de que todo mundo quer ver o cara musculoso ter um coração mole (não, Giulia, na verdade nem todo mundo quer ver isso). É fofinho porque, em ser quase tão platônico quanto Overnight (eu digo quase, porque alguns detalhes deixam a tensão mais clara), Hit deixa a gente ver um relacionamento se formar por companheirismo ao invés de atração. E não dá para não amar isso.
O episódio também tem representatividade de pessoas com deficiência já que (A PERSONAGEM QUE ELES RESOLVERAM NÃO NOMEAR) é surda, assim como a atriz. E eu amei muito a forma como isso foi trabalhado dentro da história. E já comentei que a Stephanie é um anjinho?

5. Soulmate Psychic
JOEDREY EM UMA COMÉDIA ROMÂNTICA FOI TUDO QUE A GENTE PEDIU A DEUS. O que um casal de verdade com química real não faz na nossa alma, Jesus? Em Soulmate Psychic, Ben (Joey Bragg) e Nicole (Audrey Whitby) acabaram de decidir a casa para a qual vão se mudar juntos, quando o anúncio de uma vidente que faz teste de compatibilidade amorosa entre almas gêmeas atrai a atenção de Nicole, e ela arrasta o namorado para o teste, já que não custa nada fazer um testezinho só para ter certeza né? É claro que a vidente acaba dizendo que eles não são compatíveis em nada e eles têm que lidar com as implicações disso enquanto arrumam a própria mudança. A única coisa que eu vou dizer é que a história não tomou o rumo que eu achei que fosse tomar e eu a amei tanto por isso. O episódio é muito bom, fofo e o mais engraçado dos doze (mais do que The Truth About Dating, sim).

6. Superstorm Sophie
Well, well, well. Chegamos neste episódio afinal. Se você souber que eu vi este episódio QUATORZE vezes, talvez seja surpreendente saber que ele acabou na metade da lista do melhor para o pior. Mas se você me viu reclamando desse episódio, não é surpresa nenhuma. Aqui vai: A atuação da Kira está impecável (IMPECÁVEL) (Coloquem meu bebê em todas as cenas dramáticas pelo resto da vida dela), a diretora de fotografia e a equipe de iluminação mereciam um Oscar (ou Emmy) (ou qualquer que seja o equivalente para aplicativos de streaming só relativamente famosos), mas a história em si... Deixa a desejar.
Em Superstorm Sophie, Sophie Taylor (Kira Kosarin - minha razão de viver e de assistir Superstorm Sophie 14 vezes) é uma extremamente talentosa e inteligente caloura universitária que sente tanta falta dos pais que quando eles sugerem que eles dividam uma casa nas montanhas com a família do babaca que partiu o coração dela no ensino médio ela responde com "Nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnngaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Tudo bem, vai. O que pode acontecer de pior?". O que acontece de pior é que coincidentemente uma tempestade de neve histórica atinge as montanhas logo depois dela chegar ao local e apenas seu ex, Jack (Cameron Moulène), conseguiu chegar a tempo. Ah, e porque desgraça pouca é bobagem, resolvem dar o nome dela para a tempestade, a chamando de Supertempestade Sophie.
A ideia é ótima! Todo mundo ama exes obrigados a passar tempo sozinhos e conversar sobre seus sentimentos!! A execução?? Bem, tem vários detalhes que eu não gosto. Para começar, o Jack é manipulativo. Pra caramba. Ele fez uma série de coisas idiotas e tentou convencer a Sophie de que ela tinha alguma culpa nisso?? Ele grita com ela, chama ela de persistente quando ela se mostra chateada demais para fazer piadinhas com ele e ele é exatamente o tipo de babaca que acha que é engraçado e que todo mundo tem que amar ele por isso quando ele claramente não é. Ele só é irritante. E NÃO de uma forma fofa. Além disso, ele ter terminado com a Sophie e resolvido sair com todas as outras meninas do ensino médio aconteceu SEIS MESES ANTES. Eu posso não saber muita coisa sobre macho, mas eu tenho uma certeza absoluta: HOMENS NÃO "MELHORAM E MUDAM" EM SEIS MESES. E isso dele ter começado a levar música a sério por causa de um conselho da Sophie supostamente era para fazer ele mais atraente, mas sinceramente faz dele igualzinho a 99% dos homens que se parecem com ele. Meu ponto é, a Sophie consegue melhor e apesar do clima de "pesadelo apocalíptico" criar um clima legal para a chama reascender, um relacionamento de verdade não duraria dois dias.

7. Sexiled on the Main Quad
Agora a gente entrou na segunda metade dos episódios - os episódios que eu não gostei tanto. Sexiled on the Main Quad estava bem mais alto na minha avaliação original, até eu me dar conta de que mesmo a história sendo fofa, eu não sou muito fã de todos os tropes nos quais a história se baseia (exceto o da colega de quarto animada demais, porque me lembrou Carry On) (mas eu não gostei da punição que deram para ela). Neste episódio, Raj (Paul Karmiryan) é expulso do próprio quarto na faculdade pelo colega de quarto que quer dormir com alguém naquela noite e precisa ir dormir no salão comum (main quad). Ao chegar, porém, ele descobre que Erica (Laura Marano) já está lá, tendo sido expulsa pela colega de quarto barulhenta. A história é fofinha e o relacionamento também (Essa resenha me fez perceber que eu realmente estou ficando obcecada por comédias românticas que não tem pegação. Apenas uma evolução normal da minha história de vida), mas eu odeio esse clichê do cara pegador de faculdade versus a caloura inocente que não sabe de nada e acaba com ele. (Isso tecnicamente foi um spoiler, mas ou eu dava esse ou eu dava outro, então aqui estamos).

8. Love and Cheese
Eu não sei dizer porque Love and Cheese está tão baixo no ranking. Eu apenas sinto que falta algo, que eu não sei exatamente dizer o que é. Talvez eu deva dizer que eu gostei de todos os episódios em algum nível, mas alguns se destacaram e outros nem tanto. Alguns foram puramente bons e outros me irritaram em algum nível. É como a vida é, minha gente.
O segundo episódio com representatividade LGBTQ+, Love and Cheese é a história de Zack (Michael J. Willett) que é vegano e ao visitar uma loja de queijo com um amigo (Doc Shaw. Achei relevante colocar o Doc aqui.), acaba encontrando um antigo paquera que conheceu no Instagram e que deletou a conta misteriosamente meses antes, Dylan (Ryan McCartan) (sim, fãs de Faking It e Liv e Maddie, isso é uma comédia romântica com Michael J. Willett e Ryan McCartan nos papéis principais. Os sonhos de todas vocês viraram realidade). Dylan não reconhece Zack, mas esse reencontro é tão serendipitoso que Zack passa as semanas seguintes visitando a loja, aprendendo sobre queijos e comendo queijo (!!!) até reunir a coragem de falar com Dylan sobre as mensagens que eles trocaram meses antes. É fofo, romântico e relatable, mas como eu disse antes, faltou algo. Que eu não sei dizer o que foi. Pode ser meu ranço do Ryan McCartan falando mais alto mesmo.

9. The Truth About Dating
Se eu amei todos os episódios que não tiveram pegação, eu não gostei tanto de The Truth About Dating justamente por ter. Digamos que o episodio foi "adulto demais" para mim e por melhor que seja (a ideia da história foi muito bem executada e os atores são hilários), eu não consegui me identificar e ficar awwww como em outros episódios. Neste episódio, Duncan (Matt Shively) e Gwen (Jillian Rose Reed) estão em um primeiro encontro que está extremamente chato quando o desejo de aniversário de casamento de um casal próximo a eles, os enfeitiça a dizer toda a verdade e tudo que estão pensando até o fim da noite. O final é legal, mas é uma comédia romântica muito adulta para mim (isso porque eu gosto de Amizade Colorida) (não "amo" mais já que eu percebi que tem uma cena transfóbica no filme que me deixa DOIDA).

10. The Ballerina
Eu amei The Ballerina. Provavelmente porque esse episódio traz uma das personagens com uma história de fundo muito interessante e misteriosa. A história acaba não indo pelo caminho que eu esperava e eu fiquei com várias dúvidas e pensando em todas as coisas que poderiam ser desenvolvidas, mas não foram esses os motivos pelos quais The Ballerina acabou como 10º nessa lista. O motivo é bem simples: EU NÃO AGUENTO MAIS MACHO CHATO E IRRITANTE CONQUISTANDO A GAROTA!!!!! AINDA MAIS QUANDO A GAROTA É BOA DEMAIS PARA ELE!!!!!!!
Em The Ballerina, Cammie (Kelli Berglund - MEU AMORZÃO!!!! MUITO MINHA FILHA!!!!!) chega na festa do irmão mais velho de coração partido e querendo apenas se distrair quando um filho do capiroto chamado Ethan (Patrick Cook) que se acha bom demais para estar naquela festa, resolve se aproximar dela e inventar uma historinha, um conto de fadas baseado no que ele ACHA que aconteceu com ela. Se fosse comigo eu enfiava a garrafa de cerveja em um lugar que ele não ia gostar, mas depois da irritação inicial, Cammie se mostra uma pessoa melhor que eu e se envolve na brincadeira, transformando a história em algo realmente dela e se transformando em sua própria heroína - o que faz do episódio bom. Mesmo assim, ela dá a Ethan o final feliz que ele não merecia, mas fazer o que, né?

11. Paul's Broken Heart 
Esse foi o último episódio que eu vi porque minha relação de amor e ódio com o senhor Grack Jiffo (sempre mais amor que ódio, infelizmente) me fez dizer que eu não daria audiência para ele até ser obrigada. A história mais fantasiosa e ??? da série inteira, em Paul's Broken Heart, Paul (Jack Griffo) tem o coração partido pela namorada de ensino médio no último dia de aula. Até aí tudo normal, exceto pelo fato de que no universo de PBH, quando você parte o coração, o órgão cardíaco LITERALMENTE se parte e você precisa de um transplante. A história inteira parte disso e se baseia em um monte de metáforas para o que acontece com o coração de Paul quando ele encontra A OUTRA PERSONAGEM SEM NOME DA SÉRIE (só que dessa vez faz sentido ela não ter nome) (Meredith Foster) em uma festa.
O motivo para a história estar aqui é o fato de que eu tinha visto tanta coisa desse episódio em referências em outros episódios e no Instagram que eu estava esperando muito e quando assisti, eu fiquei ???????????????????????????????????????????????????????????. A metáfora foi utilizada de uma forma muito confusa e isso fez com que a lógica da história fosse muito infantil. Era quase como se fosse um sonho do Paul, porque o momento que ele estava vivendo (a festa) e a história que ele estava lembrando (o coração partido), não pareciam pertencer ao mesmo universo. Mas não era um sonho do Paul, era real e o final deixa isso claro. Foi frustrante. Mas eu dou 6/10 pelas piadinhas.

12. Still Life
E finalmente, o último. Falando como uma pessoa adulta que aprecia comédias românticas ruins agora: Still Life NÃO FAZ O MÍNIMO SENTIDO. A história fala sobre Anna (Jessika Vane) e Colby (Melvin Gregg) que estão juntos há quatro fucking anos e moram juntos, mas aparentemente não conversam um com o outro???? No aniversário de quatro anos de namoro deles (que é no Dia de São Valentim), Colby está agindo superfriamente com a namorada que, como isso aqui é uma comédia romântica, recorre a uma amiga, que a convence que Colby a está traindo. Spoiler alert: Ele não está. O segredo dele/motivo para ele ser frio com a namorada É A COISA MAIS RIDÍCULA DO MUNDO. Desculpa aos escritores envolvidos, mas é verdade. Considerando que esse segredo é provavelmente onde a história começou na cabeça dos criadores (é um trocadilho com o título do episódio, inclusive), existiam outras formas de desenvolver a história sem que acontecesse uma coisa tão besta quanto duas pessoas que namoram há quatro anos não compartilhando um segredo estúpido. Eu nem vou dar o spoiler. Vão assistir e ficar frustrados comigo.

E é isso. Eu nem acredito no quanto eu ri escrevendo isso. Quero assistir tudo de novo pra poder rir mais.
Antes de eu ir, só dois avisos: Nº 1, tem vídeo novo do "Quebrei a câmera"! Eu gravei isso aqui uma semana atrás, só porque eu queria usar maquiagem e não tinha lugar nenhum para ir. Vou usar essa lógica na vida daqui para frente.


Nº 2: Eu deveria ter avisado isso aqui no blog antes, mas vocês já devem saber que eu estou postando As Crônicas de Kat no Wattpad! Estou postando em ordem cronológica, de 15 em 15 dias (e vou postar em algumas datas soltas que devo avisar antes), nas segundas de manhã, o que quer dizer que amanhã tem o capítulo 3 da primeira fase, Nosferatu + o conto sobre a transformação da Kat, Mi Totentanz. Sigam a história lá e votem, mesmo que vocês já tenham lido aqui. O Wattpad possibilita uma visibilidade que eu nem sempre consigo alcançar aqui no blog, por isso coloquei ACDK lá e devo postar outras histórias SE EU CONSEGUIR ESCREVÊ-LAS.
Era só isso mesmo. Vejo vocês durante a semana. Sigam o blog no Instagram para me ver com ainda mais frequência!
G.