19/01/2019

Uma interpretação pessoal de Vinyl por Kira Kosarin


Gif por Daniela Saavedra (breathwithari no Twitter)

Eis o que é complicado escrever sobre a Kira profissionalmente: Não importa o que aconteça, eu nunca poderei ser a jornalista completamente imparcial que as pessoas pensam que existe. Eu nunca serei capaz de escrever uma peça impessoal e apenas expor e opiniões sem sussurrar "Eu amo ela tanto" para mim enquanto escrevo. A K é mais do que apenas outra cantora estreante para mim, e eu não posso mudar isso. Mas, enquanto você não pode esperar de mim, como escritora, que eu ignore completamente o que Kira significa para mim, você é mais que convidado a ler o que outros escritores estão dizendo sobre seu single de estreia. A questão é que eu tenho sorte: Eu conheço a pessoa que estou escrevendo e eu tenho mais informações sobre ela, detalhes que outras pessoas nunca saberão. Isso faz com que meus textos sobre ela sejam únicos. Se você conhece minha escrita, você sabe que isso vai ser uma viagem.
Primeiramente, eu preciso que você pare para pensar sobre todas as músicas das quais você sabe alguma coisa sobre o processo de composição. Se você é parecido comigo, provavelmente assiste/lê entrevistas de artistas o suficiente para saber o bastante. Eu estava tentando lembrar quais músicas eu sei que foram escritas quando o compositor era mais novo que eu e a resposta é, muitas delas. 16 e 17 são, na verdade, as idades mais produtivas para canções sobre mágoa e paixão. Quer dizer, eu me apaixonei pela primeira vez quando eu tinha 17 anos e foi uma bagunça, mas me deu quatro personagens, dois contos e uma das melhores storylines do meu primeiro livro. Agora, se você conhece uma música ou duas que foi escrita quando o compositor tinha 16, 17 ou 18 anos, eu quero que você pense em quais dessas músicas foram lançadas quando o compositor tinha aquela idade. Você acaba de pensar em uma música estilo Justin Bieber novinho, uma obra-prima de algum grande mestre da música dos anos 1800 ou em música nenhuma. As músicas em que eu pensei primeiro levaram mais de 10 anos para serem lançadas e ainda assim, o compositor sempre fala como era novo quando escreveu. Quando eu tinha 17 anos e meu gosto musical sofreu um grande baque, eu costumava ficar doida quando descobria que uma música foi escrita quando o artista tinha a minha idade. Como alguém da minha idade conseguia escrever algo tão lindo? Nunca nem sequer passou pela minha cabeça que a maioria desses artistas agora estava na faixa dos 30 anos. Não passava pela minha cabeça que eles tiveram o dobro do tempo e muito muito trabalho e conhecimento para finalmente fazer a música que eu amei quando ouvi pela primeira vez. Porque é isso que a arte é. Um monte de trabalho que passa despercebido no segundo alguém menciona "talento", "dom" ou qualquer outra palavra que faz parecer que você tem que ser um certo tipo de pessoa para fazer arte inovadora. A essa altura você deve está pensando: "PELAMOR DE DEUS, GIULIA, ONDE TU QUER CHEGAR?", mas não se preocupe, nós já chegamos. Kira tinha 17 ou 18 anos quando escreveu Vinyl e apenas um pouco mais de três anos depois ela lançou a música, construída de uma forma que só pode ser descrita como brilhante.
O que é tão brilhante sobre Vinyl, você pergunta? Uma das maneiras mais simples e complexas de entender é através do que faz a música ser a música. Quanto mais vezes você ouve, mais você pega pequenos detalhes que melhoram sua experiência. Dá para dizer a letra conta uma história. Uma história tão particular que quando ela disse que se perguntava se a pessoa sobre quem ela escreveu a música sabia que a música era sobre ele, eu fiquei só "É sério? Você acha que teria como ele não saber?". Mas no segundo em que você percebe que a composição da música está contando a mesma história ou dizendo que há mais na história do que você poderia imaginar, é aí que você não pode ouvir a música da mesma forma. Eu vi reações mencionando coisas como o clique do isqueiro e o som do botão da vitrola presentes na música — cada pedacinho vai levar você à mente da Kira e até além disso. Na entrevista para o KIRA's Official Updates eu perguntei à compositora (eu precisava dizer isso) por que ela disse que queria que nós tivéssemos nossa própria imagem mental da música, antes dela nos dar a dela com o clipe. Ela explicou melhor na resposta dela, mas o meu resumo é: OH HO HO, ela precisava fazer isso.
Vamos voltar para a sua vida agora: Quantas músicas você simplesmente não pode mais ouvir? Eu tenho algumas músicas e até mesmo artistas completamente arruinados por traumas antigos (desculpa Cher Lloyd, não é você, é a sociopata que eu achava que era minha melhor amiga). Até hoje eu não posso ouvir 7 Things de Miley Cyrus sem pensar no crush que eu tinha aos 10 anos e que eu tinha certeza absoluta de que era o amor da minha vida. Eu não acho que eu o reconheceria se o visse na rua, mas pode apostar que ele é a primeira pessoa na minha cabeça quando essa música começar. E quando Songs I Can't Listen To da Neon Trees começa, tudo dá uma volta completa e todas essas histórias me vêm à mente e eu faço careta pensando nas pessoas que eu deixei estragarem músicas maravilhosas. E aí você tem Vinyl. Vinyl é sobre essas músicas como um coisa que não foi contaminada por uma situação ruim, mas como a. única coisa boa em momentos de merda. Vinyl menciona vários músicos e traz seus estilos com memórias, metáforas, menções diretas, lirismo e... a composição da música. São os artistas que inspiraram a Kira em muito mais músicas além de Vinyl, mas para essa música em particular, eles aparecem como mais do que apenas as pessoas que influenciaram seu estilo, eles estão na música. Eles estão NA MÚSICA!!!! Você só pode perceber isso escutando. Não ouvindo a música no fundo da sua rotina, mas escutando, completamente, mergulhando nela e saindo como outra pessoa. Pra falar a verdade, ouvindo a música da Kira do jeito que a Kira ouve música. Kira está fazendo música que deve ser ouvida do jeito que ela ouve música.



O impacto de um músico jovem que conhece a si mesmo está em um nível totalmente diferente. Com qualquer arte, quanto mais jovem uma pessoa é, mais provável é que ela mude de estilo drasticamente, várias vezes, por vários motivos. Às vezes nós só não nos encontramos ainda, às vezes não sabemos o suficiente, às vezes não estamos no controle da arte que podemos fazer. A arte é, afinal de contas, trabalho (E EU VOU REPETIR ISSO QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO) e não dá pra simplesmente baixar experiência e conhecimento, mas também não é possível tomar essas coisas de alguém. É isso que é tão mágico sobre um artista que conhece a si mesmo. Saber quem você é, o que você já enfrentou e o que você consegue fazer, deixa uma mensagem em tudo que você faz. É isso que a Kira está trazendo nesse projeto projeto. O material que vocês vão receber nos próximos meses é ela de uma forma muito mais forte do que qualquer outra coisa que você possa já ter visto dela. E o que quer que aconteça, essa noção dela mesma trazida nesse projeto não pode ser tirada dela. Basicamente, a partir de agora só tem como melhorar.
Eu conheço Kira como a palma da minha mão (quer dizer, tanto quanto dá para conhecer de onde eu tô). E, ainda assim, eu não estava preparada para o que recebi com Vinyl. Eu tive minhas dúvidas — cês querem que eu seja sincera? Quando ouvi as performances com a batida de fundo pela primeira vez, eu tive minhas dúvidas. Eu até pensei (porque eu sou burra) que talvez se a música tivesse uma faixa acústica fosse melhora. E então, eu ouvi a música pela primeira vez e CACETA, ELA SABE O QUE ESTÁ FAZENDO. E eu já sabia disso, mas... como eu posso descrever? Ela sabe o que está fazendo de uma maneira mais intensa que qualquer um de nós pode começar a entender. Nenhuma outra pessoa neste mundo que tentasse produzir essa música poderia fazer o que ela fez. Ninguém poderia fazer melhor. 
Eu sei que eu digo isso o tempo todo, mas este é apenas o começo. Eu queria que outros escritores e repórteres pudessem entender o que isso significa. Kira Kosarin tem apenas 21 anos. E acreditem, como alguém que tem quase 21 anos, saber quem você é, e o que você quer e pode fazer é como um superpoder. Te dá a capacidade de fazer qualquer coisa que você resolver fazer e até mesmo mudar de ideia no meio do caminho. Este é apenas o começo e se você não assistir isso desde já, você pode não perceber o que eventualmente vai te atingir no meio da cara. Este é apenas o começo e se você olhar para ele como o final (se você olhar para a Kira pensando no que você acha que sabia sobre ela, antes que ela pudesse falar por si mesma), você ficará surpreso com o quão longe ela ainda irá.




CONTEÚDO EXTRA EM PT-BR
Como a resenha foi originalmente publicada em inglês no Raindrop e levou bem mais tempo para ser publicada aqui, eu pensei que vocês mereciam um conteúdo extra. Agora o quê, me custou o dia inteiro para pensar. Tive várias ideias, mas a que parem foi a de fazer uma coluna de depoimentos de pessoas que ouviram a música graças ao fato de que eu só sei falar da música em todos os lugares e que eu só sei ouvir a música super alto o tempo inteiro. Eu ia pegar o depoimento todo mundo que falou comigo sobre, mas com mais de uma semana desde o lançamento da música eu tenho dois problemas: 1) é tempo demais e 2) é gente demais. Eu to super orgulhosa de já estar nas dezenas com as pessoas que eu influenciei. Eu não sou influencer, mas se eu tiver que influenciar vocês a fazerem qualquer coisa, ouçam a música da Kira. Faz bem para todos os envolvidos.
Eis os depoimentos recebidos apenas no Instagram e apenas nas últimas 24 horas:






Talvez saia em junho. A MULHER É LIBRIANA!!


Vejo vocês semana que vem com notícias pessoais FINALMENTE,
G.

12/01/2019

Diário de Bordo 8 — Não olha a bagunça — Parte 6: Vinyl Reaction Video


Ano novo, novo estilo de vlog, novo estilo de thumbnail.... E talvez só isso de novo. OI, GENTE. Eu pensei se era mesmo necessário escrever um post de complementar ao vídeo, mas eu imagino que tenha gente brava comigo porque eu fiz o vídeo meio que para o meu público que fala inglês, mesmo tendo feito ele em português. Sempre tem gente brava com isso. Mas eu preciso pensar em quem é o público-alvo do meu conteúdo o tempo inteiro e sejamos justos: Eu passei a semana inteira anunciando que ia dar o single DE GRAÇA pros fãs brasileiros que falassem comigo e ninguém disse nada, enquanto eu acordei com milhões de mensagens em inglês sobre o outro babacão lá, então a gente sabe pra quem eu to produzindo conteúdo quando falo da Kira. E PAREM DE ME ODIAR PORQUE EU NÃO VOU PARAR DE FALAR SOBRE O QUE MAIS ME FAZ FELIZ. BEIJO.



Em notícias pessoais (título do próximo vlog), eu estou vivendo no meio do caos desde que 2019 começou: sem conseguir lidar com absolutamente nada e deixando as coisas que eu preciso fazer se acumularem até dois dias depois da data de entrega, quando eu saio do meio da minha caverna completamente suja de farelo de comida e rosno para o além até conseguir produzir. Gente, eu tenho dormido entre 11 e 14 horas ultimamente (exceto na noite em que eu dormi só 4 horas e terminei o dia vomitando pizza no chão do banheiro que eu tinha ACABADO DE LAVAR), quase perdi uma consulta médica por excesso de depressão e não tive coragem ainda de abrir o primeiro capítulo corrigido do meu TCC, que tá na minha caixa de e-mail há quase três dias. Lembra os e-mails que eu ia "responder até o fim do ano"? Estamos no meio de janeiro e NECAS. Eu respondi alguns e-mails profissionais e fiz compromissos de enviar outros, o que ainda não rolou. Eu inventei que ia escrever um texto para uns dos sites que eu produzo na quinta e agora to me aproveitando do fim de semana para não receber xingamento quando eu enviar ele agora à noite. (Alguém sabe como mudar a data de um e-mail para parecer que eu enviei ele na quinta?). Por que eu to dizendo tudo isso? Estou dizendo tudo isso para dizer: Tenham paciência comigo. Minha irmã volta para casa nos próximos dias (sim, eu estou sozinha em casa com o gato desde o dia 30. Eu não sei mais ser gente. Sério, esse período me fez descobrir que eu vou PRECISAR de uma colega de quarto quando me mudar, porque eu não sei agir como um ser humano funcional quando eu não vejo outros seres humanos com certa frequência) e eu pretendo tirar eles para me organizar e fazer as coisas que eu já deveria ter feito. Eu vou postar a resenha oficial de Vinyl aqui e no Raindrop nos próximos dias (porque escrever sobre a Kira sempre é fácil, mesmo quando ela me deixa sem palavras) e a ideia é o vlog com as notícias pessoais vir em seguida, mas eu não sei quando. Além disso, o TCC tá em Full Production agora e eu preciso ser uma pessoa de verdade e trabalhar nele um pouquinho a cada dia para não passar o que eu passei com o capítulo um. Então se preparem, porque vai rolar muita reclamação de "ah, mas o TCC" nos próximos vlogs. Além disso, eu só vou me preparar para meu inferno astral que começa em exatamente uma semana mesmo.
Ah, só mais uma coisa, As Crônicas de Kat chegou a mil leituras no Wattpad e eu só queria dizer que EU TENHO OS MELHORES LEITORES DO MUNDO AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH. . Essa era uma meta da lista de 101 coisas em 1001 dias, que termina mês que vem. O apoio dos meus leitores tem feito do meu ano um pouco melhor até agora, porque mesmo com todo caos do mundo, vocês me lembram de porque eu faço o que eu faço. Obrigada por tudo seus ANJOS<3
G.