21/11/2013

Diário de Bordo 3 - Make it magical - Parte 2: #NaNoWriMo

Advinha só quem machucou o pulso? Isso aí, eu mesma. Não, eu não to digitando com a mão esquerda, porque ninguém sabe que eu machuquei o pulso e eu não posso ter que imobilizar o braço direito faltando 11 1-1 ONZE O N Z E dias (contando com o dia 30, claro) para o fim do NaNoWriMo. Em dezembro, que vai ser meu mês oficial de não-fazer-nada (como se eu não tivesse outro livro para revisar), eu vou no ortopedista e se perder o movimento do braço, vou virar vloger e canhota. Mas indo logo ao assunto, como eu disse no instagram:

{[...] resolvi vir falar do #NaNoWriMo [...], o NationalNovelWritingMonth é um desafio mundial - apesar do nome - para escritores amadores e profissionais, onde o plano é escrever um romance de no mínimo 50 mil palavras durante o mês de novembro. Eu resolvi embarcar nessa para escrever o primeiro manuscrito do segundo livro de #SociedadeInglesadeOposição, então no próximo mês minha vida vai ser basicamente sobre escrever e quando eu começar a falar demais sobre literatura aqui, não me matem, eu só to tentando não enlouquecer. Entre isso, as provas finais da escola, o blog e a revisões do primeiro livro esse também talvez seja o ultimo mês da minha vida.}

Ok, é mais ou menos assim , você gosta muito muito de alguma coisa e se junta com várias pessoas que gostam da mesma coisa, para ferrar com a sua vida por um mês inteiro em um desafio que vocês sabem que é pressão e tortura que vai te levar a loucura em poucos dias. Duvidam? Segunda, meu notebook quebrou, basicamente não queria ligar de jeito nenhum (na verdade, era só frescura mesmo) e para não surtar e ver se resolvia logo, eu sai de casa para dar uma respirada e eu juro que tinha uma voz me perseguindo o dia todo repetindo "13 dias, 13 dias, 13 diaaasss". Eu juro mesmo. E se ainda duvidam que eu não tenho mais nenhum resquício de sanidade mental, observem esses relatos:
Hoje 14 de novembro de 2013. São 19h48. Sabe porque eu estou escrevendo isso aqui? Bloqueio criativo. E frustração. Eu tô 3 mil (ok, 2997) palavras atrás da meta do dia e ainda estou brava com o mundo todo e comigo mesma por não estar escrevendo direito. Minha mãe só quer saber de sair e de viajar e de gritar comigo quando eu não quero e de gritar que eu estou viciada. Viciada? VICIADA? O primeiro cara do Brasil terminou o livro dele com 85 mil palavras há 2 dias. OITENTA E CINCO MIL PALAVRAS EM DOZE BENDITOS DIAS! O cara não deve ter saído do computador nem para fazer xixi e ele nem precisava escrever tão rápido mais foi no embalo. E eu, com minhas miseráveis 20,320 palavras paradas há quase 3 dias porque eu fui no shopping, tinha um blog para arrumar, resolvi passar um tempo com a minha melhor amiga SOU VICIADAAAAA? Esse tipo de bobagem me deixa tão brava que eu nem consigo me concentrar na escrita. Eu abro a página pensando "quando eu pegar o embalo minha mãe vai começar a gritar, e eu vou ficar com raiva" então eu desisto e vou ver NaNoToons. E é assim que eu estou bem longe da minha meta para essa altura do campeonato, que era 30 mil palavras. 

E não é só isso, ok? Ainda tem o maldito livro 1: Mais uma vez. Já era para eu estar quase terminando a revisão, mas ainda estou antes do meio porque tem 3 coisas me desanimando: O NaNoWriMo, o fato dos meus ilustradores (sim, no plural, duas pessoas me prometeram desenhar a capa e até agora nada) terem sumido da face da terra, me dando a sensação de que talvez o livro não deva ficar pronto até dezembro mesmo e o fato de eu odiar com todas as minhas forças revisar textos já que isso me entedia muito rápido - mas eu odeio mais beta readers por causa de experiências antigas, então nem se ofereçam.
Ou seja, tá tudo atrasado, tudo confuso, tudo fora do lugar e eu ainda tenho que ouvir reclamações - ou melhor GRITOS - sobre estar passando tempo demais no computador. Mereço? Ninguém me leva a sério nesse lugar.
E passada a fase depressiva, vem logo a fase maníaca, bem no dia seguinte:
Hoje é 15 de novembro de 2013. São 23h56. HALFWAY!!!!! Chegamos na metade do mês com toda graça e alegria. Era justamente a ideia que hoje eu recuperasse as palavras perdidas nos últimos dias, e não é que eu consegui? Escrevi de manhã, fui ao shopping almoçar e ver Em Chamas e ainda cheguei a tempo de completar incríveis 4,256 palavras hoje, 25,159 no total! Eu tô tão feliz que já saí contando para todo mundo. Mas preciso lembrar que tenho que escrever Mi Totentanz, ir para a igreja, dar faxina e escrever mais duas mil palavras amanhã. Eu tô tão ferrada.

Viram só? E ainda tem mais, agora que o mês está prestes a acabar, minha depressão está voltando com tudo porque eu nunca senti tanta falta das minhas séries de TV e de literatura gótica (já que o livro que eu estou escrevendo não é gótico e eu ainda não comecei ACDK - é talvez a estreia atrase um pouco, mas não tanto quanto Mi Totentanz) e de, sabe, ter uma vida... ok, essa última parte é brincadeira. Escritor/estudante de ensino médio/blogueiro/viciado em séries, livros/fã de 12 pessoas não tem essa coisa aí de vida.
Como esse é meu primeiro ano de NaNo, eu estou me perdoando (até porque ficar revoltada e frustrada por não estar tão bem quanto eu poderia estar, não aumenta minha contagem de palavras) porque eu descobri sobre o desafio/projeto/evento dia 31 de outubro e comecei no dia seguinte simplesmente porque eu sou competitiva demais para esperar mais um ano. Mas uma das minhas metas para 2014 é fazer tudo o ano todo pensando no NaNo, vou me dedicar para passar direto na escola (o que significa sair da minha escola para uma que não tente matar os alunos de exaustão - mais sobre isso depois), organizar minhas histórias e minhas revisões, adiantar tudo o máximo possível e até deixar alguns posts do blog prontos para que eu possa me dedicar exclusivamente ao livro de novembro e aí sim dar o meu máximo. E se nada der certo sempre tem outro ano, e mais um e mais um.
Para quem se interessou ou quer saber mais sobre as experiências que eu estou passando, eu vou contar mais um pouco do NaNoWriMo sob o meu ponto de vista.
Junto com o desafio de escrever 50 mil palavras vem aquelas coisas que só quem se compromete com esse tipo de coisa entende: "word count envy" (inveja da contagem de palavras) foi uma das primeiras coisas que eu senti. Se bem que logo no inicio eu ficava mais auto depreciativa do que com inveja: sempre que via alguém com mais palavras que eu, achava que eu estava sendo uma lerda e que não ia conseguir e sempre que via alguém com menos palavras que eu, eu pensava que estava indo rápido demais e que tudo que eu escrevi era um lixo total. Um pouco depois eu entrei no grupo do facebook e fiquei só com inveja mesmo. Logo em seguida, vem a maldita "week two" (segunda semana, mas se você não sabia disso, estou julgando você) a semana em que mais WriMos (olha, nós temos até um nome, fofo né? - lembrem-se, não estou mentalmente sã) desistem, já que o ânimo da primeira semana acaba e a perspectiva de passar o resto do mês escrevendo vem como um soco na cara acabar com qualquer ânimo que você teve. A minha week two foi extremamente estressante, mas eu consegui terminar na média.
Começou mais ou menos aí e se estendeu até agora algo que nem todo mundo sentiu, mas eu senti e ainda sinto com toda força possível: luto por um personagem. É muito fácil escrever sobre morte em As Crônicas de Kat, afinal a própria Morte aparece na história e vampiros são assassinos naturais, além de existir a possibilidade de volta dos mortos. Mas não é nada fácil escrever sobre morte quando você está longe disso tudo por um tempo e perde um personagem que você amava muito. Eu sabia que ia matá-la desde que a coloquei na história (no livro um), mas eu me apeguei tanto a ela depois disso que quando eu me dei conta de que ela nunca mais apareceria na história e que eu nunca mais escreveria sobre ela (o que não é totalmente verdade) foi como se eu tivesse perdido um parente. Vai parecer drama, mas eu juro que sempre que tiro um tempo para pensar sobre a história, eu penso nela e fico meio mal e preciso me concentrar em outros aspectos para não chorar. Me critiquem, mas mexer com a sua criação desse jeito machuca. (Nota: eu realmente espero que os meus leitores fiquem do mesmo jeito que eu quando lerem a história. Podem até me odiar pela morte dela. Só quero que sintam faltam dela como eu sinto).
Graças a Deus, eu não estou sozinha nessa e tenho certeza disso porque consegui achar o grupo NaNoBrasil no facebook (já que eu não ia dizer nada nos fóruns do site. Tudo que eu menos preciso é de outra rede social na cabeça). Eu sou bem tímida lá porque eu sou quase um bebê lá dentro, não tenho livro publicado ainda e é meu primeiro ano então eu tenho medo de dizer/fazer alguma coisa que mostre como eu sou ignorante (momento falsa modéstia da senhorita sabe tudo, aplaudam minha humildade!). O NaNo tem dessas coisas: eventos (como write-ins e muitas festas. Mas não aqui no Rio. Já vi em vários lugares, menos no Rio de Janeiro. Nem encontro nenhum escritor daqui para poder marcar um encontro), prêmios, desafios, redes, memes e aquelas conversas de escritores que só a gente entende.
Honestamente, tendo estudado dois anos em uma escola SEM NENHUM INCENTIVO A ARTE (tá, teve uma semana cultural na escola esse ano. Foi uma bosta, enfiada no meio de várias provas, os professores simplesmente esqueciam de levar a gente lá em cima e a gente só podia ir depois do horário e de uniforme e a única arte que os alunos fizeram era desenho, esculturas, vídeos e aquelas coisas que a gente faz na aula de artes, como se os professores não soubessem que existe SETE ARTES e não só as visuais.), raramente podendo ir a um evento cultural (a Primavera dos Livros foi no fim de semana do Enem - o que me lembra que eu nunca cheguei a escrever sobre o Enem - e o que eram aqueles horários do Paixão de Ler? Debate com o publico infanto-juvevil as 10 da manhã de uma quinta? O quê?) e não tendo amigos na cidade ou sequer participando de grupos de leitores/escritores (eu sou completamente anti-social. Eu simplesmente não curto como a maioria das pessoas agem como se fossem melhores do que qualquer um nesses grupos. Então você lê Tostói ao invés de Stephenie Meyer? WOW. Você não escreve fantasy? Nossa, parabéns cara!), participar do NaNo é tão legal! É basicamente um monte de escritores surtando ao tentar chegar a uma meta que muitos consideram inalcançável.

[Estou muito orgulhosa em anunciar a primeira atualização dos Top 25 de Férias, logo na segunda parte]

As 25 músicas mais tocadas no meu celular (que não puderam ser postadas na primeira parte)
01. Don't Wanna Dance Alone - Fifth Harmony
02. Leave My Hearth Out Of This - Fifth Harmony
03. Undercover - Selena Gomez
04. Better Together - Fifth Harmony
05. Stars Dance - Selena Gomez
06. Like a Champion - Selena Gomez
07. Save The Day - Selena Gomez (ringtone)
08. Come & Get It - Selena Gomez
09. I Love It - Glee
10. Miss Movin' On - Fifth Harmony
11. Slow Down - Selena Gomez
12. Write Your Name - Selena Gomez
13. Impossible - Fifth Harmony
14. Forget Forever - Selena Gomez (só eu que preferia o nome dessa música quando vazou [Rule The World]?)
15. Me & My Girls - Fifth Harmony
16. Birthday - Selena Gomez
17. Pocket Rocket - Kimberly Cole
18. Ready Or Not - Bridgit Mendler
19. Bad Word - Kimberly Cole
20. Outlaw - Selena Gomez
21. Our Time Is Here - Camp Rock
22. Red - Taylor Swift
23. Mirrors - Boyce Avenue feat. Fifth Harmony
24. Psycho - Kimberly Cole
25. You Got Balls - Kimberly Cole

25 filmes que eu vi/verei nas férias
1. The Curse Of Styria
2. A Hospedeira
3. Em Chamas
4. Mar de Monstros
5. Drácula de Bram Stoker
6. Entrevista com o Vampiro
7. Deixe-me entrar
8. Thor - O mundo sombrio
9. A mentira
10. A noviça rebelde
11-18. Os 8 filmes de Harry Potter
19. Mamma Mia!
20. Meu namorado é um zumbi
21. Não sei como ela consegue
22. O que esperar quando você está esperando
23. O lado bom da vida
24. Os Muppets
25. Hotal Transilvânia

25 livros que eu li/lerei/estou lendo nessas férias
1. Carmilla
2. Lasher (LENDO)
3. Taltos
4. As feiticeiras de East End
5. Eco
6. O silêncio das montanhas
7. Góticos
8. Góticos II
9. Feérica
10. A Seleção
11. A Elite
12. A Casa de Hades
13. Mais uma vez
14. Terra de Histórias: O feitiço do desejo
15. True
16. Emma
17. Anna Karenina
18. Entrevista com o Vampiro
{a partir daqui livros que estavam nas listas do ano passado e eu não cheguei a ler esse ano}
19. Uma Vida Sem Limites
20. Asas
21. Sussurro
22.Poderosa 3
23. Poderosa 4
24. Poderosa 5
25. Razão e Sensibilidade

G.
P.S.: Eu estou exatamente 4,995 palavras atrás da meta do dia hoje. Mas eu tenho muito pouco a fazer no resto da noite, então vamos esperar que eu consiga.

14/11/2013

Diário de Bordo 3 - Make it magical - Parte 1: Nem tão férias assim.

I got my ticket for the long way round, two bottle 'a whiskey for the way. And I sure would like some sweet company, and I'm leaving tomorrow, what do ya say? - CANTEM COMIGO - When I'm gone, when I'm gone, you gonna miss me when I'm gone. You gonna miss me by my hair, you gonna miss me everywhere, oh, you gonna miss me when I'm gone
Ok, isso foi a introdução mais idiota que eu já fiz, mas eu estava com essa música na cabeça e YAY eu tô feliz, porque não só as férias começaram como o Diário de Bordo voltooooooooooooooooooooou! Para os novos leitores que desavidamente chegaram a esse blog achando que encontrariam alguma coisa interessante, o Diário de Bordo é o especial de férias de ano do blog que se resume em mim contanto tudo que aconteceu de "legal" nas minhas férias. Ele começou quando eu fui passar férias na Bahia - eu nasci lá, não devia ser grande coisa - e resolvi contar tudo da minha experiência aqui, e acabou virando um especial anual só porque eu gosto muito de falar/escrever sobre o que eu estou fazendo, mesmo que ninguém queira ouvir/ler (e muito menos comentar)
Pra falar bem a verdade, eu não estou realmente, realmeeeeeeente de férias: eu ainda tenho 4 provas finais (a fase antes da recuperação) três que eu vou estudar e uma que eu me permitir ir pra não ter que procurar meu professor de artes (é, tô em recuperação em artes, me processem). O que eu tô dizendo para todo mundo é que eu já estou de férias, mas ainda não consegui me livrar do segundo ano (mas eu vou me livrar em breve, porque eu não repito esse ano nem que tenha que fazer um discurso emocionado no conselho de classe. Ou dar um carro pra cada um dos meus professores né) e é por isso que a despeito do ano passado, esse ano eu não vou falar da escola na primeira parte, vou deixar para falar depois da prova final, quando eu realmente conseguir me livrar do 2º ano (a maior tortura que o ser humano é obrigado a passar na vida).
Mas vamos falar de coisa boa, vamos falar da Tecpix (é, eu disse isso mesmo. Seria bem compreensível se você saísse do blog agora), brincadeira, vamos falar sobre o Diário de Bordo esse ano. Além do "Movies & Staff" especial do especial onde eu listo e resenho todos os filmes que eu vir, esse ano tem o "Sweet 16 Project" que é o projeto maluco que eu vou inventar para o meu aniversário de 16 anos (a boa notícia é que eu vou tentar fazer um concurso cultural com meu livro como prêmio), o resto vai nos posts paralelos mesmo. E para terminar começando - ¿qué?- com os tops 25 de férias, aqui vai:

As 25 músicas mais tocadas no meu celular
(meu celular bugou e o iTunes não quer abrir então eu vou tentar resolver isso e na próxima parte eu faço essa lista direitinho)

25 filmes que eu vi/verei nas férias
1. The Curse Of Styria (será?)
2. A Hospedeira
3. Em Chamas
4. Mar de Monstros
5. Drácula de Bram Stoker
6. Entrevista com o Vampiro
7. Deixe-me entrar
8. Thor - O mundo sombrio
9. A mentira
10. A noviça rebelde
11-18. Os 8 filmes de Harry Potter (já assisti três, mas ainda assim)
19. Mamma Mia!
20. Meu namorado é um zumbi
21. Não sei como ela consegue
22. O que esperar quando você está esperando
23. O lado bom da vida
24. Os Muppets
25. Hotal Transilvânia

Vejam como a maioria dos filmes dessa lista saíram há tanto tempo que a reação do público é tipo ":você não viu, AINDA?"

25 livros que eu li/lerei/estou lendo nessas férias
1. Carmilla (siim, de novo, comprei minha cópia física então)
2. Lasher
3. Taltos
4. As feiticeiras de East End
5. Eco
6. O silêncio das montanhas
7. Góticos
8. Góticos II
9. Feérica
10. A Seleção
11. A Elite
12. A Casa de Hades
13. Mais uma vez (porque sim)
14. Terra de Histórias: O feitiço do desejo
15. True
16. Emma
17. Anna Karenina
18. Entrevista com o Vampiro
{a partir daqui livros que estavam nas listas do ano passado e eu não cheguei a ler esse ano}
19. Uma Vida Sem Limites
20. Asas
21. Sussurro
22.Poderosa 3
23. Poderosa 4
24. Poderosa 5
25. Razão e Sensibilidade

Livros lidos esse ano - até agora: Cerca de 78 (porque eu perdi as contas algumas vezes)

Até sábado,
Não esqueçam de votar na enquete aqui do lado.
G.

06/11/2013

Já posso ouvir o vento sussurrar: "Fériassss"

Não é segredo para ninguém que eu odeio estudar (apesar de todo mundo não acreditar muito nisso). Eu estava pensando e talvez tenha havido uma época longiqua onde eu gostava, mas pelo menos desde a sexta-série eu odeio, detesto, cruz credo, sai pra lá.
Vejam bem, eu não odeio aprender. Na verdade eu amo pesquisar coisas que eu não sei e poderia passar horas fuçando livros didáticos sem parar para fazer nada. O que eu odeio mesmo é estudar, essa palavra maligna que remete à escola e causa calafrios nos mais preguiçosos. Odeio me levantar todas as manhãs para ser forçada a ficar em um prédio gelado, sentindo fome e sono e tentando enfiar informações na minha cabeça que não encontram espaço para ficar e se acumulam na memória temporária e desaparecem no exato momento em que eu leio o enunciado da primeira questão das provas. Provas que aliás, não avaliam conhecimento ou inteligência e sim sua capacidade de aguentar a pressão do mundo sobre você.
70% da população nacional não sabe o nome das capitais dos estados do país? E grande parte não sabe - porque nunca usou!!!!!!! - a fórmula de Bhaskara? Pessoas com ensino superior ficam chocadas quando descobrem a ligação entre problemas de coração e problemas no pulmão. E não tem nada a ver com burrice, pessoas normais simplesmente não captam esse tipo de coisa. Não aprende.
Imagina só esse mundo utópico onde as pessoas só vão para escola até quando quiserem e escolhem o que querem estudar a cada ano. Nem o básico seria obrigatório. É óbvio que o básico é necessário, mas as pessoas poderiam escolher se querem estudar isso também. Você poderia estudar muito para ser médico ou advogado ou simplesmente não precisaria estudar nada e sobreviver a base de meio salário mínimo se conseguisse. 
É claro que um mundo assim exige condições sociais, econômicas e políticas beeeem melhores que as atuais (no mundo todo), então imagina isso também. As escolas seriam obrigadas a melhorar seus serviços, estrutura e propaganda para atrair alunos que poderiam escolher entre estudar ou não. Programas como o Bolsa Escola ou Bolsa Família seriam somente para pessoas que realmente - realmente - não pudessem se sustentar. Os outros precisariam trabalhar e se esforçar, mas até o trabalho mais simples teria um salário justo e humano. E as pessoas que preferissem não estudar e não saber como as esponjas se reproduzem, não seriam olhados com desprezo, mas seriam vistos como pessoas que fizeram escolhas diferentes durante a sua busca pela felicidade.
Mas isso é uma utopia. Isso exigiria uma mudança tremenda na sociedade e eu não preciso de gente nos comentários dizendo como a escola é importante para a sociedade (mas seria legal se vocês me explicassem porque a gente estuda reprodução das esponjas). De qualquer jeito, estudar coisas que você vai esquecer logo depois ainda é obrigatório, não só pela lei, mas pela sociedade (é, eu tô falando da sociedade, me chamem de clichê). Porque se você não estudar "não vai ser ninguém na vida" e que fique anotado que a vida não é uma busca do estado de "ser alguém", mas uma fuga do estado de "não ser ninguém". Logo você precisa forçar sua mente por 14 anos de escola e 4 anos de faculdade porque ter tirado 10 naquela prova sobre estequiometria - alguém aqui formado sabe me dizer o que diabos é isso? - te faz melhor do que o garoto burro que tirou 3. Porque você será um advogado, um médico ou até mesmo quem sabe um ator de sucesso, um pintor famoso, um jornalista internacional e o garoto que tira 3 vai - como diria minha professora de português - para uma faculdade particular medíocre ter um emprego ruim e isso te faz melhor do que o garoto em questão. Mesmo que ele seja mais feliz que você. Quem precisa de felicidade quando se é bem sucedido?

Texto escrito por uma aluna de 2º ano exausta, que sabe o nome de todos os estados do país e sua capital e sabe a fórmula de Bhaskara em 05/11/2013.

Boa noite, senhoras e senhores, começa agora o lançamento oficial das novidades de fim do ano de 2013 aqui no blog. Na verdade, isso resume-se basicamente em divulgar - finalmente - o nome da 3ª edição do Diário de Bordo aka o especial mais popular do blog já que acontece durante todas as férias. O do ano passado se chamava "Você pode fazer qualquer coisa" e o desse ano "Make it magical".
Eu tentei traduzir esse título de muitas formas, mas não consegui mesmo. Eu queria que ele dissesse exatamente isso e uma tradução mais exata seria "faça isso mágico" (cadê o brilho? cadê o glamour?) já que define mais ou menos o ano que eu tive.
No Diário desse ano, eu vou falar muito sobre a fase final de preparação do meu primeiro livro, uma parte inclusive vai ser dedicada totalmente à produção do book trailler - que eu já sei como vai ser, mas vou precisar separar pelo menos 2 dias para fazê-lo.
Além do Diário de Bordo, no fim do ano nós temos a segunda edição do "Entrevista comigo mesma" que esse ano vai incluir uma retrospectiva em si. E é claro, o último capítulo desse ano de As Crônicas de Kat, o Capítulo 4: "Sophie's Choice" que sai dia 30 de novembro. Tecnicamente deveriam ser 2 capítulos, mas como dezembro é o mês em que sai "Mais uma vez" e eu não quero que nada ofusque a estreia do livro (até porque eu preciso vender né minha gente, Demi Lovato tá vindo aí), e também não quero que esse seja outro daqueles meses em que ninguém quer comentar ACDK (presumindo que novembro não vai ser um desses meses).
Enfim, por enquanto é isso. Logo, logo vocês vão ouvir mais. E sobre Mi Totentanz, vai sair no sábado dia 9/11 - aniversário do Pierre.
Ily.
G.

02/11/2013

I N F E R N O & L U Z (com bônus)

- E se eu não quiser ser má? E se eu não quiser fazer parte disso?
- Sacrifícios não tem livre arbítrio, Katerina.

- Mas a alma deles tem. Uma alma sempre tem livre arbítrio.
Jocelyn riu.
- Vamos fazer assim, quando a sua alma chegar ao inferno você diz isso ao diabo e quem sabe você se torna um anjinho sugador de sangue aqui na terra. A pessoa boa que você tanto quer ser. Enquanto isso, saia desta banheira e vá se vestir.

(Trecho da primeira versão de Mi Totentanz. Mantive aqui porque é histórico.)
Depois de passar por bruxas, vampiros e pela força da Morte: aqui vamos nós à personificação do mal e à personificação do bem. Existe uma faceta do demônio para cada religião, mas em todas ele é a personificação de todas as coisas malditas do mundo: os pecados. Eu realmente poderia falar sobre as divisões tradicionais do inferno (como por exemplo a de Inferno - Canto I de Divina Comédia), mas eu não vou fazer isso. Aí vocês perguntam porque Giulia? E eu digo que é porque a) isso levaria anos de estudo e b) eu parei para pensar em como as pessoas se sentem quando entram nesse blog durante o mês de Halloween. Quer dizer, deve ser meio tenso entrar em um blog todo roxinho, fofo, colorido - e por falar nisso, eu nunca precisei tanto de um template personalizado na minha vida como eu preciso agora - e dar de cara com um post que lista várias espécies de demônios. Então ao invés de falar sobre o I N F E R N O dessa forma, eu vou falar dessa aqui:
Segundo o Cristianismo, Deus criou anjos e entre eles havia um chamado Lúcifer, que era dito ser o mais belo. O nome Lúcifer significa "filho da luz". Este anjo quis ser como Deus. Esse foi o primeiro pecado existente, com isso ele foi exilado dos céus.
No Islã, o demônio "Iblis" não era um anjo, mas algo diferente, um "Jinn" (humanos teriam sido criados da terra, anjos da luz e jinn do fogo). Os "Jinn" não seriam necessariamente maus, poderiam ser bons ou pecadores, assim como os humanos. Portanto, os jinn e humanos seriam as únicas criações de Deus com livre arbítrio, enquanto anjos só poderiam seguir a vontade de Deus. No Corão, quando Deus ordenou àqueles que presenciaram a criação de Adão, que se ajoelhassem perante ele, "Iblis" se recusou a fazê-lo, e então foi condenado por recusar a obedecer a vontade de Deus.
Algumas correntes do Budismo afirmam a existência do inferno povoado por demônios que atormentam os pecadores e tentam os mortais a pecar, ou aqueles que buscam contrariar sua iluminação, com um demônio chamado Mara como tentador chefe. Outras correntes do budismo usam 6 infernos e demônios apenas como metáforas para estados de consciência, e não utilizam o conceito de pecado, mas sim ação e reação, causa e efeito, karma. Onde uma pessoa que comete, por exemplo, algum tipo de violência, poderá ter pensamentos ruins, angústia, arrependimento, insônia, traumas emocionais.
O Hinduísmo contém tradições de combates entre seus deuses e vários adversários, como o combate de Indra e Vritra.
Seguindo direto do mal para o bem, assim como existem os seres que estão prontos para te levar ao inferno, existem aqueles que estão vindo em nome de Deus para levá-lo em direção à luz.
Angelologia é um ramo da teologia que estuda os anjos. Como os Pais da Igreja (com exceção de Orígenes de Alexandria) não demonstravam interesse especial pela natureza dos anjos, pode-se dizer que as bases das doutrinas angelológicas ocidentais foram formuladas por Santo Agostinho no século IV d.C. Segundo o pensador cristão, os anjos teriam uma natureza puramente espiritual e livre. Comentando o gênesis, Agostinho definiu as funções destes seres celestes, que seriam responsáveis pela glorificação de Deus e pela transmissão da vontade divina. De acordo com a doutrina angelológica agostiniana, os anjos estariam voltados tanto para o mundo espiritual quanto para o mundo visível, no qual interviriam com certa frequência. Para Agostinho, os homens e os anjos tinham semelhanças notáveis, tendo ambos sido criados à imagem de Deus. Ademais, ambos seriam criaturas inteligentes.
Assim como todas as criaturas anteriormente citadas os anjos tiveram ampla representação nas Artes mundiais aparecendo mais recentemente em séries de TV, filmes e livros.

Fontes:
Eu provavelmente deveria parar de usar tanto a Wikipédia.

E pra finalizar esse lindo Especial de Halloween, como prometido - sim, estou cumprindo algo que eu prometi :D - aqui vai uma mini-resenha de O Inverno das Fadas:

Quanto pode-se dizer sobre Sophia Coldheart sem que a imagem criada sobre ela deixe de lhe fazer justiça? Não, eu estou brincando, esta não é uma resenha super filosófica. Mas eu quero começar dizendo a importância que a Sophia teve na minha vida desde o início desse ano.
Foi a Sophia que me fez realmente gostar da Carolina Munhóz - perfeita - em primeiro lugar, já que mesmo que eu tenha lido A Fada primeiro, foi "Outra vez na escuridão", o conto no finzinho da edição da Fantasy do livro que me fez realmente gostar do clima das histórias da Carol.
Mas falando sobre esse livro em questão o que eu tenho a dizer é que ele é atraente do inicio ao fim. É magico de várias formas e é tão bom que quando a gente termina, dá vontade de começar de novo.

Era só isso mesmo.
G.

P.S.: Desculpem pelo lixo de post. Minha cabeça não tá exatamente no blog nesse momento. Acho que eu vou falar sobre isso depois, enfim.
P.S.2: Mi Totentanz, o conto de "Halloween" de ACDK, sai - SE TUDO DER CERTO E NENHUM EMPECILHO DEMONIACO ACONTECER - na próxima quinta ou no máximo na sexta. No mais, vocês não vão me ver muito até o meio do mês, porque como eu disse no instagram, vai ser um mês complicado.