A maior retrospectiva 2018 de todos os tempos: outubro a dezembro

23:52

Voltei, tenho altos níveis de álcool nas veias que subiram para a minha cabeça rápido demais, um óculos 2019 feito de EVA e muita coisa a dizer. Eu nem sei resumir esses últimos três meses do ano além de livro, livro, Natal. ANTES DO POST, ASSISTAM AO VÍDEO QUE EU POSTEI NO YOUTUBE!! 2018 EM VÍDEO COM BÔNUS DE UMA CENA DELETADA DO VÍDEO DE ANIVERSÁRIO DO BLOG!!


Agora sim, vamos começar aquele que será o último post de 2018 (se sair em 2018). Mas afinal de contas, o que é o tempo além de um conceito criado por humanos?? (relaxem, eu dei uma segurada no vinho até o fim do post.). Prometo fazer esse aqui o mais curto possível.


Outubro
Outubro trouxe alguns impactos significativos para a minha vida, como por exemplo um livro publicado e uma resistência maior a bebida (ou não, como vocês devem estar pensando agora). Foram as eleições que me trouxeram uma resistência maior a bebida, com o simples fato de que não tinha a mínima chance de que eu passasse por aquilo ali sóbria. Vocês devem lembrar que na noite em que o Trump foi eleito, em 2016, eu não dormi nada. Eu não ia deixar isso se repetir e isso significava o máximo de vinho que eu conseguisse tomar para garantir uma boa noite de sono. É claro que meu corpo se virou contra mim e de repente eu me tornei resistente a vinho e não dormi nada bem no segundo turno. No primeiro turno foi meio whatever, mas o primeiro turno também foi aniversário da Kira e eu dormi com a blusa que ela me mandou de presente que na época ainda tinha o cheirinho de nova, então foi mais do que o vinho. Por causa disso, eu também me tornei a pessoa que tem bebida em casa quase sempre e eu já conheço o corredor de bebidas do supermercado mais próximo melhor do que alguns outros clientes.
Além desses dramas que podem ou não terem causado problemas irreversíveis ao meu fígado, tivemos o lançamento de A Linha de Rumo. Vocês já devem saber que aqueles primeiros dias foram completamente horríveis. Eu tive sessão de terapia no dia do lançamento e a minha principal lembrança do dia é estar sentada de frente para a minha psicóloga, com lágrimas nos olhos e ouvir ela dizer que eu precisava pensar um pouco em como ela estava mais animada e feliz pelo meu lançamento do que eu. O dia em si foi uma bagunça e um tweet recente da Courtney Milan resumiu tudo muito bem e me fez querer ter visto esse conselho antes:


"As pessoas às vezes dizem que seu primeiro dia de lançamento é mágico e cheio de felicidade, mas quase todo mundo que eu conheço achou o dia estressante e cansativo e fingir que você está feliz faz com que seja pior."

Meu dia foi exatamente assim. Com todos os erros que o livro acabou tendo e todos os erros que eu acharia nos dias seguintes, com todos os arrependimentos (de fazer uma versão em capa comum quando eu deveria ter focado no e-book, em fazer tantas concessões quando eu deveria ter focado no que eu queria, etc), com todo trabalho que eu estava tendo com divulgação e espaço, eu me senti um lixo o dia inteiro. Eu queria ter feito muito mais do que finalmente acabei fazendo, justamente porque eu me sentia péssima. Eu não aguentava ler nem os elogios sobre o livro, porque os erros estavam me deixando cega a qualquer ponto positivo que o livro pudesse ter. Eu nem conseguia admirar as coisas que eu tinha feito, as coisas que eu tinha aprendido e todas as coisas que me levaram até ali. E é claro que uma pessoa que não falava comigo há mais de dois anos achou que essa era a hora ideal de me mandar uma mensagem narrando todos os erros que ela tinha encontrado no livro - depois de ler cinco capítulos, de acordo com a própria. É claro que uma pessoa que se diz minha amiga, mas que já tinha demonstrado em vários sentidos que não se importa comigo em sentido nenhum, passou os meses seguintes demonstrando como estava insatisfeita com eu não ter ouvido os conselhos dela e não ter deixado ela fazer parte do processo de construção do livro. Sabe como mães dizem que só descobrem quem são os amigos de verdade depois que têm bebês? Eu digo que como escritora você só descobre seus amigos de verdade depois que você lança um livro. Não tem nada a ver com a minha habilidade de não ouvir críticas construtivas. Tem a ver com a sua necessidade de transformar o meu momento em um momento sobre você e um momento sobre as formas como você poderia salvar meu livro. Tem a ver com você não ter a mínima noção do momento certo de dizer as coisas e do momento de não dizer. Tem a ver com você não saber a diferença entre ser sincera, e ser grosseira.
Além disso, eu descobri que algo parecido com depressão pós-parto pode acontecer depois que você publica um livro (não que tenha comparação, mas é a única ligação que eu consegui fazer para explicar o sentimento). Eu faço essa referência porque meus problemas com A Linha de Rumo não eram sobre o livro em si, mas sobre o quanto eu era inútil e nunca conseguiria fazer nada bom. O livro é exatamente o que eu esperava dele. Quando eu pegá-lo para corrigir, eu passarei ele por uma revisão e leitura dedicada, mas não mudarei nada do plot ou do conteúdo do texto. Porque eu amo essa história do jeito que está e qualquer melhora na minha escrita será nos meus próximos textos. Eu tenho livros mais que suficientes para melhorar. Eu não me arrependo de ter feito de A Linha de Rumo meu primeiro livro, eu não me arrependo de ter publicado o livro no momento em que publiquei. Mas nos primeiros dias, por melhor que eu considerasse o fruto do meu esforço, eu não me sentia boa o suficiente para ele. Por mais que eu adorasse a história, eu sentia que o meu melhor nunca seria melhor o bastante para ela.
Não sei explicar bem como eu superei essa sensação. Eu sei que receber os feedbacks e conversar com leitores ajudou muito. Eu sei que me lembrar dos aspectos que eu mais gostava da história também me ajudou. E eu sei que no dia do lançamento eu estava me sentindo completa. Foi o momento que fechou o ciclo completamente. Foi o momento que fez com que eu me sentisse uma autora, mas vamos falar disso em novembro.




Vocês querem saber de algo estranho? Eu cumpri todas as minhas metas para 2018. Absolutamente todas. Essa é definitivamente a primeira vez nos meus pequenos 20 anos na Terra. Se você me conhece ou lê o @quebreiamaquinadeescrever há tempo suficiente, sabe que metas sempre foram um problema para mim porque o não cumprimento delas fazia com que as minhas outras realizações ficassem invisíveis. Uma das metas este ano era voltar para a terapia direito e foi a terapia que me fez notar que isso era meu perfeccionismo falando. Era a auto sabotagem falando que se eu não fiz tudo do jeito que eu tinha idealizado, era melhor nem ter feito nada. E então este ano veio, e eu cumpri todas as metas, e eu estou vivendo uma vida que faria a Giulia de 15-17 anos BERRAR por 3 dias seguidos. E ainda assim, por não ser tudo perfeito como eu idealizei, eu continuo batendo a cabeça. O ponto desse texto é lembrar que nada é perfeito. E também que nenhum sonho é melhor do que a realidade concreta de ter um livro na minha mão e saber que ele é meu. De ser autora, mesmo sem acreditar nisso. Sonhos podem ser arrancados de você, realidades concretas não. E perfeito ou não, eu estou feliz porque isso tudo é real e eu estou vivendo. Feliz um mês, A Linha de Rumo. Obrigada por me ensinar tanto 🖤
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Favoritos do Mês™
Filme: Em outubro eu finalmente assisti dois filmes originais da Netflix que eu queria muito assistir, mas não consegui assistir na época no lançamento. Set It Up (O Plano Imperfeito) e Nappily Ever After (Felicidade Por Um Fio) levam os dois, o título de filme do mês.
Série: The Comedy Lineup uma das séries com pequenos sets de standup da Netflix (esse ano eu fiz minha assinatura da Netflix valer, AMÉM), leva o prêmio do mês por ter me distraído em um mês bastante conturbado.
Música: Nesse post a playlist fica para o final porque faltou um monte de música que marcou meu ano e elas não vem em ordem cronológica.
Melhor peça de mídia consumida em outubro:  The Comedy Lineup, nem que seja pela surpresa de ser tão bom.

Novembro
Novembro foi um mês de conclusões para mim. Talvez por isso eu tenha entrado em dezembro tão sedenta pelo ano novo. O mês começou comigo superando crushs (beleza, mais do que crushs, é uma longa história sobre a qual nós não vamos falar no momento porque eu bebi, okay? Okay) e terminou comigo superando as dores de cabeça que A Linha de Rumo tinha causado. É claro que eu ainda quero e preciso fazer muita coisa no livro quando o período do prêmio acabar, mas eu consegui ver as coisas com mais clareza e com menos desespero e tristeza. Se eu posso corrigir ou se tenho que esperar, não tem porque me prender aos erros.
Logo na primeira semana do mês uma série de coisas aconteceram que me permitiram me livrar de algumas coisas que me prendiam. Eu saí para café e cachaça com pessoas que antes eu tentava evitar e tive conversas complicadas que me permitiram superar traumas causados por ela. E isso me fez um pouco poderosa demais. Eu não sou uma grande especialista em superar coisas, mas aparentemente quando você supera coisas você se torna intocável. As coisas não podem voltar a te atingir!!! Eu finalmente tive algumas conversas que precisava ter e eu vivi momentos que precisava viver. Eu finalmente conheci minha sobrinha, teve festa de Natal com meus amigos, teve eu finalizando projetos que levaram anos para acontecer e teve uma das melhores coisas que aconteceram no ano.
No fim de setembro, o YouTube Premium e o YouTube Music ficaram disponíveis no Brasil e eu peguei o teste de três meses que terminou ontem. Algumas semanas depois disso, eu me lembrei do The Wild Honey Pie. Para quem não lembra o TWHP foi o site que trouxe a maravilha que é esse vídeo aqui:




Eu fui viciada no site por um tempo e eu quis trabalhar lá, apesar de me convencer que eu nunca conseguiria ser jornalista musical. Em 2016, eu acabei perdendo completamente a vontade de fazer qualquer tipo de jornalismo, o que persistiu pela maior parte de 2017. Foi a Kira que recuperou meus sonhos e aspirações no jornalismo, pra ser bem sincera. E se não fosse por ela ter me convidado a fazer parte da equipe da fanpage oficial dela em setembro (inclusive, sigam o Instagram porque na segunda semana de janeiro vai ter um dos melhores projetos que eu já fiz na vida), eu não me sentiria pronta o suficiente para mandar minha carta de apresentação quando o TWHP procurou escritores novos no começo de novembro. E se não fosse por já ter estado em diferentes ligações com ela, eu não teria sobrevivido às duas ligações que me foram necessárias para estar 100% na vaga. E é por isso que na minha foto de escritora na página do TWHP eu estou usando minha blusa que diz "Ask Me About Kira Kosarin". Tem dois textos meus no TWHP já: Um sobre Pumpkin da Pearla e um sobre New Mercies da Taylor Janzen. Duas músicas maravilhosas. E eu 100% planejo me encher de cada vez mais músicas maravilhosas enquanto trabalhar no site. É como funciona, nenems. (Ninguém perguntou, mas é uma vaga voluntária. TODAVIA, ela inclui várias vantagens como acesso a sessões como a vista acima, ingressos para shows e cartas de recomendação quando eu colocar meu plano de 5 anos de me mudar para Nova York em prática. Porque sim, depois de ter prometido que eu seguraria meu plano de 5 anos por dois anos depois da eleição do Trump, eu comecei a fazer o pedido do meu visto no dia 9 de novembro de 2018. Não foi de propósito, mas eu adorei minha exatidão com isso.).
Novembro, é claro, também teve a festa de lançamento de A Linha de Rumo. Foi outro dia extremamente cansativo em que eu tive que correr contra o tempo para conseguir fazer tudo, mas mesmo com a minha exaustão no fim do dia, eu me senti muito feliz por tudo. Foi um momento de conclusão completo, porque além de finalmente me sentir bem sobre o livro, de poder dizer em voz alta as coisas que levaram até aquele momento e perceber que elas não faziam de mim completamente ridícula, mas mais forte do que quando eu comecei, eu finalmente me livrei da sensação de dever algo à Nobel que eu sentia antes. Agora eu sou livre leve e solta para fazer o que eu quiser como autora publicada, HAAAAAA.
Para saber mais sobre novembro, assista aos quatro primeiros vlogs do Diário de Bordo 8.

Favoritos do Mês™
Filme: Edge Of Seventeen, que saiu no fim de 2016/começo de 2017, mas eu só fui assistir mês passado foi o filme que mais me fez chorar em 2018. O especial Son of Patricia do Trevor Noah, porém, leva o melhor mês porque é completamente incrível.
Série: A série que eu maratonei no mês foi American Crime Story, mas só a primeira temporada, The People vs OJ Simpson, que já me era recomendada desde 2017 e eu enrolando pra ver. A série é boa para quem conhece e para quem não conhece o caso e eu meio que estou obrigando minha irmã a assistir a essa altura
Melhor peça de mídia consumida em novembro: Hmmmm, Son of Patricia.

Dezembro
Em dezembro eu não fiz nada além de estudar (pela primeira vez desde que eu entrei na faculdade, eu tive aula no mês de dezembro, eu sei, chocante), escrever, ir para confraternizações e comer. Muito. No começo do mês eu tive a conclusão final que eu precisava quando o agora duo, Bahari finalmente falou sobre a saída da Sidney, que aconteceu no final de outubro e já tinha me feito chorar para cacete. Depois de conversar com as três, meu coração doeu bem menos. Também teve brigas com a família, eu jogando algumas coisas na cara e simplesmente evitando todo mundo, mas vocês não precisam saber mais sobre isso porque sinceramente é um saco. Vocês me acompanham há quase 8 anos, sabem como minha família é. O mês não teve nada muito incrível além disso, eu só trabalhei bastante e tentei fazer do natal o mais extra que eu poderia fazer, porque eu mereci isso.
Por todas essas coisas, eu resolvi usar o mês de dezembro para trazer as listas que eu costumo trazer em toda retrospectiva. Mas antes disso:

FAVORITOS DO MÊS™
Filme: Advinha quais foram os únicos filmes que eu assisti esse mês? Isso mesmo. Dois especiais de comédia. Dos dois, Relatable, o especial da Ellen DeGeneres pela primeira vez em 20 anos, vence.
Série: MANHUNT! MANHUNT! MANHUNT! Deixando claro que é Manhunt: Unabomber porque aparentemente tem um filme original da Netflix com esse nome.
Melhor peça de mídia consumida em dezembro: Eu passei a maior parte do mês ouvindo This Podcast Will Kill You, um podcast sobre doenças infectuosas que podem te matar, feito por duas estudiosas de doenças infectuosas. É muito bom para quem gosta de coisas estranhas, ensina muita coisa sobre biologia e te deixa p da vida com pessoas anti-vacina. Só vitórias.

Música:
Eis a lista oficial de músicas lançadas em 2018 que marcaram meu 2018 (porque as músicas que realmente marcaram meu 2018 ainda não foram lançadas. Obrigada, Kira). Quando eu fiz a lista de 20 músicas que eu amei, foi difícil achar as 20, mas agora que eu resolvi fazer só 12, 12 não foram suficiente, ou eu ia deixar alguns dos meus artistas preferidos de fora. Então essa é a lista oficial:





LISTAS DE RETROSPECTIVA

Posts em 2018: 39 (O menor número de posts em um ano - e oito eles nem foram escritos por mim)
Total de posts até o fim de 2018: 472
Postagem mais popular do ano: Gosto de você, tchau por Bruna Fentanes
Postagem mais popular do ano - escrita por mim: Anunciando meu primeiro livro e todas as coisas que vêm com ele
Visualizações de página em 2018: 44.262 (versus o maior número de visualizações em um ano)
Total de visualizações de página até o fim de 2018: 131.734 <3 (sendo que alcançamos 100 mil em março)
Comentários em 2018: 40
Total de comentários até o fim de 2018: 857

Melhores posts de 2018
Disclaimer: Como eu não "Segurei o vinho", apenas destruí a garrafa, essa lista só surgiu na versão editada. Oops.

1. Anunciando meu primeiro livro e todas as coisas que vêm com ele´
2. Todos os episódios de Love Daily do melhor para o pior
3. Diga-me o que compões que eu te direi quem és
4. Diário Artístico: O jogo da espera
5. O Brasil me obriga a xingar

Livros lidos em 2018
Vocês devem ter percebido que minhas listas de mídias nos Favoritos do Mês não tinha livros. Eu só li 8 livros em 2018. Ler tem andado difícil ultimamente e eu pretendo tentar ler mais depois da faculdade, mas eu estou tentando não forçar isso em mim ou eu vou perder todo interesse em ler por prazer. O texto que eu enviei e nunca recebi resposta em abril foi justamente sobre isso, e eu pretendo reler e publicar ele aqui em 2019. A boa notícia é que ler poucos livros fez com que eu só tivesse lido livros incríveis o ano inteiro. Estou uma reescrita do slogan da Intrínseca: Lemos poucos e bons livros. Eis meu top 5 oficial:

1. O ódio que você semeia por Angie Thomas
2. Mosquitolândia por David Arnold
3. Quinze Dias por Vitor Martins
4. A Princesa Salva a Si Mesma Neste Livro por Amanda Lovelace
5. Tell me Again How a Crush Should Feel por Sara Farizan

E terminamos. FELIZ ANO NOVO, GENTE. ATÉ DIA 11, COMPREM VINYL, SE NÃO TIVEREM DINHEIRO, EU DAREI DE PRESENTE PRA ALGUMAS PESSOAS ENTÃO É SÓ PEDIR NOS COMENTÁRIOS QUE EU TE COLOCO NA LISTA!
G.

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