Will, em Songs.

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Como eu já havia dito, O Will de Songs é inspirado em William Moseley. Claro que nem tudo bate com o que Will é ou fez, mas eu tentei ser o máximo parecida com o que eu imagino que William seja. Um cara lindo e carinhoso, mas humano e que pode cometer erros.

Pra quem não viu ainda, a segunda parte do Capítulo 3, foi postado hoje. Você pode lê-lo em www.TheSongsHistory.blogspot.com . E como surpresa, para quem ta acompanhando Songs até agora, a visão de "Will" do capitulo 1 de Songs.

Quando acordei no dia 23 de dezembro, achei que fosse ser um dia como qualquer outro. Exceto pelo fato de que Bree iria trazer outra de suas amigas pra casa no feriado. Pensei que ia encontrar outra daquelas garotas que não descolam do meu pé. Mas fiquei realmente surpreso.
Quando Bree saiu, resolvi cozinhar alguma coisa para comer, mas o fogão não funcionou. Com vontade de xingar alguém, peguei o telefone.
Depois de cinco minutos esperando, e ouvindo aquela musiquinha chata, resolvi ligar o rádio e me sentar. Dois minutos depois fui (finalmente) atendido.
- Olá, senhor em que posso ajuda-lo? – Perguntou uma voz masculina do outro lado da linha.
Como ele sabia que era um homem que estava falando?
- Há algumas semanas eu enviei meu fogão elétrico para a assistência técnica daí e recebi de volta ontem. Mas acontece que ele não está funcionando.
- Você pode me dizer seu nome.
Respondi, e começou a tocar When I Look At You no rádio.
- Desculpe-me senhor mas, eu não estou achando nenhum Liam no sistema.
- Não é Liam, é William.
- Certo. Hilliam.
Suspirei e ouvi a porta abrir.
- W-i-l-l-i-a-m! Qual a dificuldade de escrever meu nome? William. W-i-l-l-i-a-m!
- William! – Bree berrou olhando para mim com os braços cruzados batendo o pé no chão. A mesma mania chata de sempre. – A gente tem visita!
Virei a cabeça devagar e a nossos olhares se encontraram automaticamente. Durante alguns segundos só existia eu e ela e a música, mas nada ou ninguém. Fiquei hipnotizada com aqueles olhos castanhos que me encaravam. Custei a desviar os olhos dos dela, mas quando consegui, eles foram pra outras partes do seu rosto e de seu corpo.
Foi quando a voz no telefone me trouxe de volta ao mundo real e coloquei a mão no microfone do telefone e disse:
- Oi.
- Oi. – Ela respondeu, meio tensa.
Bree revirou olhos e disse:
- Quem é no telefone?
- A assistência técnica do fogão elétrico de novo. – Respondi sem tirar os olhos da primeira amiga da minha irmã que valeu a pena conhecer.
- Sei... – Bree se virou para ela – Vamos subir?
- Vamos. – Ela respondeu com uma voz que me deixava tenso.

Durante semanas o único assunto de Bree foi a garota brasileira que se tornou sua melhor amiga. Ela falava tanto dessa Giulia que eu acabei ficando com a impressão de que ela era tão boba quanto a minha irmã. Mas descobri que não era verdade no momento em que olhei pra ela. Tinha algo naquele olhar, naquela expressão, que me fazia ter vontade de conhece-la.
Não consegui tira-la da cabeça desde que desisti e desliguei o telefone, até quando ela desceu a escada minutos depois.
Bree chegou minutos antes e estava sentada no sofá vendo TV e comendo uma maçã. Ela se sentou ao seu lado. Eu peguei uma água com gás na geladeira e sentei ao lado de Giulia.
- Então você é a famosa Giulia. – Eu disse, fazendo que seus olhos fossem imediatamente até os meus.
- Quanto a parte do famosa,eu não sei... – Ela respondeu, me deixando arrepiado.
Eu apenas ri.
- Não liga pra ele, amiga – Bree disse com a boca cheia – Ele dá em cima de 50% das minhas amigas.
- Mentira. – Eu respondi. Na defensiva - 50% das suas amigas dão em cima de mim.
- Pode até ser. Mas ela não é assim. – Bree olhou para ela - É?
- Não.
- É do tipo difícil? – Perguntei olhando em seus olhos.
- Não... Sou do tipo ressentida.
- Ah. – Eu falei - Mas sabe o que dizem? “Nada melhor que um novo amor pra curar um ressentimento.”
As duas viraram o rosto para mim.
- O que você está querendo insinuar?
- Nada... Só fiz um comentário.
Deitado na cama, eu ainda não tinha conseguido tirar Giulia da minha cabeça. Eu sabia que estava apaixonado, mas me sentia estranho por ter acabado de conhece-la. Era tudo tão clichê.
- Ah! Que se dane. – Disse me levantando e saindo do quarto em direção ao quarto que ela estava.
Eu bati na porta.
- Posso entrar?
Ouvi um suspiro baixo.
- Claro.
Quando entrei, tinha acabado de começar a tocar When I Look at You. Ela estava sentada na sacada,olhando para praia. Me sentei ao seu lado, e disse:
- Gosta dessa música?
- Muito.
Ficamos olhando pro mar em silencio até a música acabar. Depois ela disse:
- A vista daqui é linda.
- Eu também acho. É romântica também né?
Ela sorriu de leve.
- Um pouco. Deve ser melhor quando se vem aqui com alguém.
- É melhor.
Ela se virou e olhou bem pra mim. Me deixou um pouco tenso. Mas depois percebi que estava apenas olhando para meu colar.
- Presente da minha mãe. – Eu disse - Coisa de primeiro filho.
- Sei...
Ela olhou para a praia. Tive uma visão privilegiada de seu perfil e fiquei hipnotizada por seus lábios. Pareciam deliciosos. Mas afastei esses pensamentos. Por pouco tempo, por que eu acabei olhando para seu corpo e foi inevitável deseja-la. Ela era linda.
- E Lucas? – Ela perguntou cortando minha linha de raciocínio.
- Meu irmão é... meio... Rebelde. – Respondi - Você raramente o encontra em casa de dia.
- Ah... E você gosta de sair?
- Só acompanhado. – Respondi e ela riu – Só saio sozinho quando preciso relaxar.
- Idem.
- E você tem saído muito ultimamente?
- Até que não, sabe? Tenho que estudar.
- Mas agora você está de férias e pode sair né?
- Eu não costumo sair com qualquer um. Só se o cara provar que vale a pena.
- Defina “qualquer um.”
- Digamos um cara que eu conheço há pouco tempo e não sei nada sobre.
Ah.
- Engraçado, parece que eu me encaixo a essa descrição. Se eu te chamar pra sair vou ter que me apresentar?
- Você vai me chamar pra sair?
- Deveria?
- Você quer?
- Talvez.
- Se você quiser, tem que se apresentar.
- Bem, Meu nome é William, tenho 22 anos. Moro aqui, mas nasci na Inglaterra. Acabei a pouco tempo um curso na Universidade de Malibu e trabalho em um escritório de advocacia no centro. Sou irmão da sua melhor amiga, e estou super interessado em você. Topa sair comigo?
- Não sei... Você ainda precisa provar que vale a pena.
- Um “cara que vale a pena” pra você deve ser...
- hum... Inteligente.
- Confere.
- Bonito.
Passei a mão pelo cabelo enquanto ela ria, e disse:
- Confere.
- Bom de papo.
- Confere? – Perguntei fazendo cara de confuso.
- Confere.
- É verdade essa história de que as garotas gostam de homens que as fazem rir? – Perguntei de repente.
- Por quê?
- Só pra saber.
Ela suspirou.
- Se ele souber ser sério no momento certo. E conseguir me animar quando eu não estou muito bem. É... Acho que me apaixono por ele.
Ela era linda. Encantadora. Maravilhosa. Perfeita. Eu faria qualquer coisa para te-la.
- Já aconteceu alguma vez? – Eu disse.
- O quê?
- Você já se apaixonou por um cara por que ele te fazia rir?
- Não. Mas eu nunca conheci um cara que não fosse humorista ou chato e que me fizesse rir. Antes de hoje, claro.
Virei o rosto para mim e deitei a cabeça no braço.
- Então... Eu valho a pena?
- Vale. E...
- Você vai ou não sair comigo?
- Quando?
- Ano novo?
- Dia 31? Mas a cidade vai estar lotada.
- Dia 4 então?
- Pode ser... Você vai me buscar em casa as oito.
- Tudo bem.
Então Bree entrou no quarto dizendo:
- Amiga? Vamos a... – Ela ficou uns três segundos de boca aberta depois disse – Você?
- Calma irmãzinha! – Disse - Só estamos conversando.
Ela olhou para Giulia.
- Ele está incomodando você?
- Não, nem um pouco.
- Serio? Estranho.
Ela andou até a sacada, me empurrou pro o lado dela para sentar no canto.
- Nossa... você é... Quente. – Giulia disse com olhando para nossas pernas que se tocaram.
Eu sorri.
- Desde pequeno. Minha temperatura nunca é abaixo de 37 graus.
- Sério?
- É. Ninguém sabe dizer o motivo.
Ela sorriu. Mas ao notar o clima no ar, Bree fez questão de interromper:
- Então sobre o que vocês estavam conversando?
- Estávamos vendo qual o melhor dia para sair. – Eu disse rápido.
- Que? – ela não acreditou no que ouviu – Vocês dois? Juntos?
- É isso aí! – Eu disse olhando pra ela - Por que a surpresa?
- Vo-você vai sair com ele? – Bree gaguejou, assustada.
- Vou. Algum problema?
- Não. Só achei estranho, você esta se entregando assim de cara.
- Me entregando? A gente só vai sair. Relaxa.
- Tudo bem. William, já ligou para assistência técnica do fogão?
- Não. – Respondi entediada.
- E ta esperando o quê? A gente vai ficar sem comer? Ou tendo que pedir comida chinesa?
- Eu já vou. – Disse me levantando e olhando para ela.
- Vai de uma vez.
Ela me empurrou até a porta enquanto eu dizia:
- Já disse que te odeio?
- Hoje não.
- Tudo bem: Odeio você.
- Idem.
Saí do quarto e ela bateu a porta. Eu ainda estava um pouco confuso quando desci as escadas. Eu tinha mesmo me apaixonado por uma amiga de Bree depois de ter acabar de conhece-la? Era tão estranho. Mas pra falar a verdade, essa estranheza toda não importava. Eu a queria e só isso era importante.

...A música acaba. Resolvo apenas me concentrar no trânsito. Ela olha pra mim e suspira. E então pergunta:
- Você lembra que dia nos conhecemos?
- Claro. 23 de dezembro por quê?
- Nada. Só queria saber se você lembrava.
Eu sorrio. Qualquer coisa pode ser um ponto positivo a essa altura.
Minha nossa, Believe in me!
Queria poder impedir as lembranças de chegarem até minha cabeça agora...


E agora uma excelente notícia. Quem gostou desse Capítulo Especial, só precisa deixar um Scrap no Orkut do PuccaSecrets pedindo mais. Se conseguirem chegar 15 Scraps terão uma versão do Capitulo 2.

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