Diário de Bordo 3 - Make it magical - Parte 2: #NaNoWriMo

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Advinha só quem machucou o pulso? Isso aí, eu mesma. Não, eu não to digitando com a mão esquerda, porque ninguém sabe que eu machuquei o pulso e eu não posso ter que imobilizar o braço direito faltando 11 1-1 ONZE O N Z E dias (contando com o dia 30, claro) para o fim do NaNoWriMo. Em dezembro, que vai ser meu mês oficial de não-fazer-nada (como se eu não tivesse outro livro para revisar), eu vou no ortopedista e se perder o movimento do braço, vou virar vloger e canhota. Mas indo logo ao assunto, como eu disse no instagram:

{[...] resolvi vir falar do #NaNoWriMo [...], o NationalNovelWritingMonth é um desafio mundial - apesar do nome - para escritores amadores e profissionais, onde o plano é escrever um romance de no mínimo 50 mil palavras durante o mês de novembro. Eu resolvi embarcar nessa para escrever o primeiro manuscrito do segundo livro de #SociedadeInglesadeOposição, então no próximo mês minha vida vai ser basicamente sobre escrever e quando eu começar a falar demais sobre literatura aqui, não me matem, eu só to tentando não enlouquecer. Entre isso, as provas finais da escola, o blog e a revisões do primeiro livro esse também talvez seja o ultimo mês da minha vida.}

Ok, é mais ou menos assim , você gosta muito muito de alguma coisa e se junta com várias pessoas que gostam da mesma coisa, para ferrar com a sua vida por um mês inteiro em um desafio que vocês sabem que é pressão e tortura que vai te levar a loucura em poucos dias. Duvidam? Segunda, meu notebook quebrou, basicamente não queria ligar de jeito nenhum (na verdade, era só frescura mesmo) e para não surtar e ver se resolvia logo, eu sai de casa para dar uma respirada e eu juro que tinha uma voz me perseguindo o dia todo repetindo "13 dias, 13 dias, 13 diaaasss". Eu juro mesmo. E se ainda duvidam que eu não tenho mais nenhum resquício de sanidade mental, observem esses relatos:
Hoje 14 de novembro de 2013. São 19h48. Sabe porque eu estou escrevendo isso aqui? Bloqueio criativo. E frustração. Eu tô 3 mil (ok, 2997) palavras atrás da meta do dia e ainda estou brava com o mundo todo e comigo mesma por não estar escrevendo direito. Minha mãe só quer saber de sair e de viajar e de gritar comigo quando eu não quero e de gritar que eu estou viciada. Viciada? VICIADA? O primeiro cara do Brasil terminou o livro dele com 85 mil palavras há 2 dias. OITENTA E CINCO MIL PALAVRAS EM DOZE BENDITOS DIAS! O cara não deve ter saído do computador nem para fazer xixi e ele nem precisava escrever tão rápido mais foi no embalo. E eu, com minhas miseráveis 20,320 palavras paradas há quase 3 dias porque eu fui no shopping, tinha um blog para arrumar, resolvi passar um tempo com a minha melhor amiga SOU VICIADAAAAA? Esse tipo de bobagem me deixa tão brava que eu nem consigo me concentrar na escrita. Eu abro a página pensando "quando eu pegar o embalo minha mãe vai começar a gritar, e eu vou ficar com raiva" então eu desisto e vou ver NaNoToons. E é assim que eu estou bem longe da minha meta para essa altura do campeonato, que era 30 mil palavras. 

E não é só isso, ok? Ainda tem o maldito livro 1: Mais uma vez. Já era para eu estar quase terminando a revisão, mas ainda estou antes do meio porque tem 3 coisas me desanimando: O NaNoWriMo, o fato dos meus ilustradores (sim, no plural, duas pessoas me prometeram desenhar a capa e até agora nada) terem sumido da face da terra, me dando a sensação de que talvez o livro não deva ficar pronto até dezembro mesmo e o fato de eu odiar com todas as minhas forças revisar textos já que isso me entedia muito rápido - mas eu odeio mais beta readers por causa de experiências antigas, então nem se ofereçam.
Ou seja, tá tudo atrasado, tudo confuso, tudo fora do lugar e eu ainda tenho que ouvir reclamações - ou melhor GRITOS - sobre estar passando tempo demais no computador. Mereço? Ninguém me leva a sério nesse lugar.
E passada a fase depressiva, vem logo a fase maníaca, bem no dia seguinte:
Hoje é 15 de novembro de 2013. São 23h56. HALFWAY!!!!! Chegamos na metade do mês com toda graça e alegria. Era justamente a ideia que hoje eu recuperasse as palavras perdidas nos últimos dias, e não é que eu consegui? Escrevi de manhã, fui ao shopping almoçar e ver Em Chamas e ainda cheguei a tempo de completar incríveis 4,256 palavras hoje, 25,159 no total! Eu tô tão feliz que já saí contando para todo mundo. Mas preciso lembrar que tenho que escrever Mi Totentanz, ir para a igreja, dar faxina e escrever mais duas mil palavras amanhã. Eu tô tão ferrada.

Viram só? E ainda tem mais, agora que o mês está prestes a acabar, minha depressão está voltando com tudo porque eu nunca senti tanta falta das minhas séries de TV e de literatura gótica (já que o livro que eu estou escrevendo não é gótico e eu ainda não comecei ACDK - é talvez a estreia atrase um pouco, mas não tanto quanto Mi Totentanz) e de, sabe, ter uma vida... ok, essa última parte é brincadeira. Escritor/estudante de ensino médio/blogueiro/viciado em séries, livros/fã de 12 pessoas não tem essa coisa aí de vida.
Como esse é meu primeiro ano de NaNo, eu estou me perdoando (até porque ficar revoltada e frustrada por não estar tão bem quanto eu poderia estar, não aumenta minha contagem de palavras) porque eu descobri sobre o desafio/projeto/evento dia 31 de outubro e comecei no dia seguinte simplesmente porque eu sou competitiva demais para esperar mais um ano. Mas uma das minhas metas para 2014 é fazer tudo o ano todo pensando no NaNo, vou me dedicar para passar direto na escola (o que significa sair da minha escola para uma que não tente matar os alunos de exaustão - mais sobre isso depois), organizar minhas histórias e minhas revisões, adiantar tudo o máximo possível e até deixar alguns posts do blog prontos para que eu possa me dedicar exclusivamente ao livro de novembro e aí sim dar o meu máximo. E se nada der certo sempre tem outro ano, e mais um e mais um.
Para quem se interessou ou quer saber mais sobre as experiências que eu estou passando, eu vou contar mais um pouco do NaNoWriMo sob o meu ponto de vista.
Junto com o desafio de escrever 50 mil palavras vem aquelas coisas que só quem se compromete com esse tipo de coisa entende: "word count envy" (inveja da contagem de palavras) foi uma das primeiras coisas que eu senti. Se bem que logo no inicio eu ficava mais auto depreciativa do que com inveja: sempre que via alguém com mais palavras que eu, achava que eu estava sendo uma lerda e que não ia conseguir e sempre que via alguém com menos palavras que eu, eu pensava que estava indo rápido demais e que tudo que eu escrevi era um lixo total. Um pouco depois eu entrei no grupo do facebook e fiquei só com inveja mesmo. Logo em seguida, vem a maldita "week two" (segunda semana, mas se você não sabia disso, estou julgando você) a semana em que mais WriMos (olha, nós temos até um nome, fofo né? - lembrem-se, não estou mentalmente sã) desistem, já que o ânimo da primeira semana acaba e a perspectiva de passar o resto do mês escrevendo vem como um soco na cara acabar com qualquer ânimo que você teve. A minha week two foi extremamente estressante, mas eu consegui terminar na média.
Começou mais ou menos aí e se estendeu até agora algo que nem todo mundo sentiu, mas eu senti e ainda sinto com toda força possível: luto por um personagem. É muito fácil escrever sobre morte em As Crônicas de Kat, afinal a própria Morte aparece na história e vampiros são assassinos naturais, além de existir a possibilidade de volta dos mortos. Mas não é nada fácil escrever sobre morte quando você está longe disso tudo por um tempo e perde um personagem que você amava muito. Eu sabia que ia matá-la desde que a coloquei na história (no livro um), mas eu me apeguei tanto a ela depois disso que quando eu me dei conta de que ela nunca mais apareceria na história e que eu nunca mais escreveria sobre ela (o que não é totalmente verdade) foi como se eu tivesse perdido um parente. Vai parecer drama, mas eu juro que sempre que tiro um tempo para pensar sobre a história, eu penso nela e fico meio mal e preciso me concentrar em outros aspectos para não chorar. Me critiquem, mas mexer com a sua criação desse jeito machuca. (Nota: eu realmente espero que os meus leitores fiquem do mesmo jeito que eu quando lerem a história. Podem até me odiar pela morte dela. Só quero que sintam faltam dela como eu sinto).
Graças a Deus, eu não estou sozinha nessa e tenho certeza disso porque consegui achar o grupo NaNoBrasil no facebook (já que eu não ia dizer nada nos fóruns do site. Tudo que eu menos preciso é de outra rede social na cabeça). Eu sou bem tímida lá porque eu sou quase um bebê lá dentro, não tenho livro publicado ainda e é meu primeiro ano então eu tenho medo de dizer/fazer alguma coisa que mostre como eu sou ignorante (momento falsa modéstia da senhorita sabe tudo, aplaudam minha humildade!). O NaNo tem dessas coisas: eventos (como write-ins e muitas festas. Mas não aqui no Rio. Já vi em vários lugares, menos no Rio de Janeiro. Nem encontro nenhum escritor daqui para poder marcar um encontro), prêmios, desafios, redes, memes e aquelas conversas de escritores que só a gente entende.
Honestamente, tendo estudado dois anos em uma escola SEM NENHUM INCENTIVO A ARTE (tá, teve uma semana cultural na escola esse ano. Foi uma bosta, enfiada no meio de várias provas, os professores simplesmente esqueciam de levar a gente lá em cima e a gente só podia ir depois do horário e de uniforme e a única arte que os alunos fizeram era desenho, esculturas, vídeos e aquelas coisas que a gente faz na aula de artes, como se os professores não soubessem que existe SETE ARTES e não só as visuais.), raramente podendo ir a um evento cultural (a Primavera dos Livros foi no fim de semana do Enem - o que me lembra que eu nunca cheguei a escrever sobre o Enem - e o que eram aqueles horários do Paixão de Ler? Debate com o publico infanto-juvevil as 10 da manhã de uma quinta? O quê?) e não tendo amigos na cidade ou sequer participando de grupos de leitores/escritores (eu sou completamente anti-social. Eu simplesmente não curto como a maioria das pessoas agem como se fossem melhores do que qualquer um nesses grupos. Então você lê Tostói ao invés de Stephenie Meyer? WOW. Você não escreve fantasy? Nossa, parabéns cara!), participar do NaNo é tão legal! É basicamente um monte de escritores surtando ao tentar chegar a uma meta que muitos consideram inalcançável.

[Estou muito orgulhosa em anunciar a primeira atualização dos Top 25 de Férias, logo na segunda parte]

As 25 músicas mais tocadas no meu celular (que não puderam ser postadas na primeira parte)
01. Don't Wanna Dance Alone - Fifth Harmony
02. Leave My Hearth Out Of This - Fifth Harmony
03. Undercover - Selena Gomez
04. Better Together - Fifth Harmony
05. Stars Dance - Selena Gomez
06. Like a Champion - Selena Gomez
07. Save The Day - Selena Gomez (ringtone)
08. Come & Get It - Selena Gomez
09. I Love It - Glee
10. Miss Movin' On - Fifth Harmony
11. Slow Down - Selena Gomez
12. Write Your Name - Selena Gomez
13. Impossible - Fifth Harmony
14. Forget Forever - Selena Gomez (só eu que preferia o nome dessa música quando vazou [Rule The World]?)
15. Me & My Girls - Fifth Harmony
16. Birthday - Selena Gomez
17. Pocket Rocket - Kimberly Cole
18. Ready Or Not - Bridgit Mendler
19. Bad Word - Kimberly Cole
20. Outlaw - Selena Gomez
21. Our Time Is Here - Camp Rock
22. Red - Taylor Swift
23. Mirrors - Boyce Avenue feat. Fifth Harmony
24. Psycho - Kimberly Cole
25. You Got Balls - Kimberly Cole

25 filmes que eu vi/verei nas férias
1. The Curse Of Styria
2. A Hospedeira
3. Em Chamas
4. Mar de Monstros
5. Drácula de Bram Stoker
6. Entrevista com o Vampiro
7. Deixe-me entrar
8. Thor - O mundo sombrio
9. A mentira
10. A noviça rebelde
11-18. Os 8 filmes de Harry Potter
19. Mamma Mia!
20. Meu namorado é um zumbi
21. Não sei como ela consegue
22. O que esperar quando você está esperando
23. O lado bom da vida
24. Os Muppets
25. Hotal Transilvânia

25 livros que eu li/lerei/estou lendo nessas férias
1. Carmilla
2. Lasher (LENDO)
3. Taltos
4. As feiticeiras de East End
5. Eco
6. O silêncio das montanhas
7. Góticos
8. Góticos II
9. Feérica
10. A Seleção
11. A Elite
12. A Casa de Hades
13. Mais uma vez
14. Terra de Histórias: O feitiço do desejo
15. True
16. Emma
17. Anna Karenina
18. Entrevista com o Vampiro
{a partir daqui livros que estavam nas listas do ano passado e eu não cheguei a ler esse ano}
19. Uma Vida Sem Limites
20. Asas
21. Sussurro
22.Poderosa 3
23. Poderosa 4
24. Poderosa 5
25. Razão e Sensibilidade

G.
P.S.: Eu estou exatamente 4,995 palavras atrás da meta do dia hoje. Mas eu tenho muito pouco a fazer no resto da noite, então vamos esperar que eu consiga.

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4 comentários

  1. Giulia q tipo de recheio de pão vc gosta? é serio u.u fiquei curioso com isso

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  2. nossa vei olha as merda q eu pergunto, Giulia me passa o seu perfil do nano rapidim kkkkkk *--*

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  3. ah, eu achei q o seu perfil teria algo da sua história, mas nem tem. Se fez algum post sobre a historia? kkkkk

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  4. Olha eu aqui novamente dando brilho a sua tela o/ - eu sou tão gay, mas de um jeito hétero, pfvr - Eu gostaria de comentar sobre um dos filmes que está na sua lista e... erm... Cara, eu assisti O Drácula de Bram Stoker semana passada com uns amigos e... É SEQÇO PURO, minha mãe reclama de American Pie e etc, mas esse filme aê tsc tsc só digo isso, não queria te assustar e fazer você riscar o filme da lista. Mas quando eu vi o nome na lista eu caí no chão de tanto rir. Assista e não esqueça de contar o que achou.

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