31/03/2014

Diário Artístico: AGORA ESSE LIVRO SAI!

Os mais céticos, meus amigos e os meus fãs encararão esse título com a sobrancelha erguida e dirão: "Sai, Giulia, sai mesmo?" e eu digo, mesmo que ninguém acredite: SAAAAAAAAAAAI! Eu trouxe o Diário Artístico de volta, de uma justamente porque agora tem muitas aventuras para contar para vocês. Sabem porque? Duas palavras. Ou melhor, uma palavra e uma sigla: Camp NaNoWriMo.
Vamos por partes: para os que não sabem eu escrevi um livro, cuja ideia eu comecei a trabalhar em 2010, chamado Mais Uma Vez, o primeiro da trilogia Sociedade Inglesa de Oposição (todas as informações estão no hotsite). O livro está pronto há quase um ano, mas a revisão empacou quase totalmente e mesmo tendo pegar mais pesado nela por um tempo, não deu tempo de terminar o livro até o fim do ano para poder publicá-lo ainda em 2013, como eu queria. O início desse ano foi bem conturbado e eu ainda não tive tempo de revisar direito o livro. Até agora.
Para os que não lembram, NaNoWriMo (NationalNovelWritingMonth - mês nacional de escrever romances) é um desafio mundial, apesar do nome, que acontece todo novembro e desafia escritores amadores e profissionais a escreverem um livro de pelo menos 50 mil palavras em um mês. Eu participei dele no ano passado e fiz a maior propaganda aqui no blog e inclusive tem um banner de vencedora na página Extras. O projeto é tão grande que tem edições menores e menos restritivas no meio do ano. O Camp NaNoWriMo que acontece em abril e em junho, deixa o desafio à escolha do participante. Você escolhe o que escreve e quantas palavras quer escrever.
Muita gente, assim como eu, vai tirar esse desafio para revisar. É muito mais fácil tendo o site para acompanhar seu avanço e notificar seus atrasos. Além de, é claro, uma comunidade inteira de escritores no mundo todo que estão fazendo a mesma coisa que você e se matando tanto quanto você para conseguir um espaço no cenário literário mundial. O site oficial do Camp diz que mais de 19 mil pessoas estão cadastradas e com projetos programados para esse mês de abril, então é um movimento já bem grande.
Com o Camp e com o grande esforço que eu vou dispensar nele, eu acho que finalmente eu posso criar um prazo para o livro estar pronto e publicado. Eu tenho dito para todo mundo que o livro vai ser publicado até o fim desse semestre, até para combinar com meus planos de vender o livro na Bienal do Livro de São Paulo, e aparentemente esse prazo vai estar certo  O prazo final que eu estou estabelecendo para mim mesma para que o livro esteja revisado, corrigido, editado e completamente pronto para publicação é 30 de maio. Eu preciso de 30, 31 dias, até 30 de junho mais ou menos para que o livro esteja à venda.
Esse prazo foi estabelecido após o detalhado estudo de vários fatores envolvidos. Os termos de publicação do livro pedem 15 dias para que o "livro teste" chegue em minha mão e eu dê o OK final que coloca o livro a venda na data que eu quiser. Para o caso desses 15 dias aumentarem de tamanho, e para que eu possa pedir as cópias que vão ficar na minha mão para a venda corpo a corpo, eu estou aumentando esse espaço de tempo para 30 dias. MUITA COISA pode acontecer que pode atrasar ou dificultar a publicação do livro, mas essas contas tendo sido feitas, eu estou estabelecendo uma previsão de publicação do livro para entre 23 de junho e 7 de julho. Repito, é uma previsãoMuita gente já me perguntou como o livro vai ser vendido, as formas de pagamento e etc. Isso eu ainda não posso confirmar, porque é um processo bem complicado, porém, assim que estiver tudo certo, vocês serão os primeiros a saber os detalhes mais mínimos da venda e inclusive terão prioridade para comprá-lo. (Com "vocês" eu quero dizer "os leitores frequentes do blog" que eu por acaso conheço pelo nome :3).
É claro que eu ainda vou ter que trabalhar muuuuito nesses dois meses, porque vocês não fazem ideia de quão crua a história está, mas eu me sinto pronta e se não me dedicar agora não me dedico nunca. Estou confiante de que tudo vai dar certo e eu vou fechar o livro a tempo.
A dúvida final é: "E o blog agora? E o especial de abril? E como As Crônicas de Kat fica com a publicação do livro?". Bem, todo mundo já sabe que não tem posts nos rascunhos, então posts mesmo vão surgindo conforme a criatividade venha chegando. Eu até tenho umas ideias, mas não sei por onde começar. Mas não pretendo deixar vocês sem post durante o mês todo, podem ficar tranquilos.
Quanto ao Especial de Abril: tem a maratona de Tops 7 - que vai acontecer assim que eu tiver ideias para tops 7 - e o especial de 27 de abril (algum post maluco meu sobre o William Moseley - meu celebrity crush desde que eu tinha 8 anos) que vai ser substituído pela minha cobertura exclusiva do show da Demi Lovato no Rio! SIM! EU VOU! Já tinha falado disso no Instagram e o Twitter, mas não tinha falado aqui porque a) a ficha não tinha caído e b) eu tava com medo de algo dar errado e eu acabar não indo como no show da Selena, mas eu já tenho os ingressos (não estão comigo, mas estão comprados e pagos) e aparentemente está tudo dando certo. Eu vou no dia 28 e entre os dias 29 e 30, conforme eu for me recuperando da depressão pós-show, eu vou dar os detalhes para vocês.
Quanto à As Crônicas de Kat, eu não posso prometer nada, mas eu tenho me sentido bastante inspirada, e escrito bastante ultimamente não pretendo colocar de lado com o Camp. Os capítulos novos já estão quatro meses atrasados e eu tenho plena consciência disso, e peço desculpas por todo esse atraso. A postagem de ACDK é independente dos livros, porque são duas partes totalmente diferentes da minha "carreira" por assim dizer. Como eu disse no twitter, eu pretendo fazer uma revisão geral corrigindo alguns erros grosseiros nos quatro primeiros capítulos e aí postar os capítulo 5 e 6 para revisão completa. Assim que uma data estiver certa eu divulgo bastante.
Bem, é isso galera. Agora me deixem arrumar tudo porque amanhã começa o trabalho louco.
Adoro vocês.
G.

27/03/2014

Eleanor & Park por Rainbow Rowell

Já leu um livro tão intenso que por um momento você teve que fechar os olhos respirar fundo e dizer "WOW"?
Park é o filho de um casal amoroso: seu pai trouxe sua mãe da Coréia quando saiu do exército, depois de se apaixonar por ela e se casar escondido. Vive em uma casa confortável e tranquila com um irmão mais novo, tendo sido criado por uma mãe que preza meiguice e odeia palavrões. O menor da família, ele tem olhos verdes e características asiáticas suficiente para ser considerado mestiço. Já Eleanor se considera enorme em vários sentidos. Desengonçada, ela é ruiva e cheia de sardas, com olhos muito escuros. Vem de uma família complicada, de com quatro irmãos, que se complicou ainda mais quando sua mãe resolveu se casar com Richie, um bêbado agressivo que se acredita dono do mundo. Apesar de amar muito sua mãe, Eleanor odeia a forma como ela age em relação a isso e não acredita que as coisas possam mudar. Um dia Eleanor se muda para perto de Park e ela acaba tendo que se sentar com ele no ônibus escolar e a ida e volta da escola todos os dias acaba provocando alguma coisa...
Enquanto eu estava lendo, toda vez que alguém me perguntava que tipo de livro Eleanor & Park é eu dizia algo como "é tipo um livro do John Green".  A capa do livro, aliás, tem uma citação do John que diz que "Eleanor & Park me lembrou não apenas de como é ser jovem e apaixonado por uma garota, mas também de como é ser jovem e apaixonado por um livro". Mas para explicar o porque da minha constante comparação entre este livro e os livros do John, eu vou citar a própria introdução da edição brasileira na orelha do livro, que o definiu "engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek". O livro é cheio de um humor único, citações épicas e críticas sociais sutis que te fazem pensar por horas e criar uma opinião sobre coisas que você nunca tinha pensado antes. É comum se colocar no lugar dos personagens e imaginar qual deve ser a sensação deles.
Sem falar na arte. E&P é realmente bem geek com todas as músicas e os gibis. "Começam a conversar, enquanto dividem quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem ao som de The Cure e Smiths." (orelha). Apesar de eu nunca ter lido esses quadrinhos ou ouvido essas bandas, não são eles em questão, é o que eles representam. "Ele sabe que vou gostar de uma canção mesmo antes de eu tê-la ouvido." (página 301).
Eleanor & Park se tornou uma das melhores leituras que eu já fiz na vida, e eu com certeza preciso de mais livros da Rainbow no Brasil.
G.

P.S.: Como vocês sabem, eu tô sem post nos rascunhos, mas estou escrevendo ACDK (que deveria sair amanhã, mas...) e planejando um monte de coisa para o Especial de Abril desse ano (*todo mundo entra em desespero*).

21/03/2014

Diário de Bordo 3 - Make it magical - Parte 13: Então vamos culpar o tempo...

E finalmente esse post é o fim do Diário de Bordo 3. Foi o Diário de Bordo com menos posts e com mais espaços entre os posts, mas também foi o que durou mais tempo. Apesar de ter sido um tempo que passou assustadoramente rápido.
Eu até fiz bastante coisas durante as férias e depois delas, mas eu não escrevi quase nada sobre. Entre procrastinação e passar muito mal, não sobra exatamente muito tempo para escrever. Na verdade, eu acho que o tempo tá passando muito rápido, sendo quase cuspido na minha cara. Eu ainda nem acredito que nos últimos 4 meses, eu já fiz aulas de prova final, fiz prova final, fiz recuperação, entrei de férias, viajei pelo estado e passeei pela cidade, fui parar no hospital outra vez, voltei as aulas e já me entupi de trabalhos da escola. Enquanto isso...

Número de coisas produtivas que eu fiz em relação a minha literatura em 2014: 0.

E hoje é 21 de março. vinte-e-um-de-março. Já se passaram 80 de 365 dias e eu ainda não escrevi nada de útil. Até os posts aqui do blog foram chatos e quase inexistentes. As Crônicas de Kat então já era pra ter três capítulos postados e até agora nada. QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI? O fato é que minha vontade de escrever está tão pequenininha e todo restante de energia que eu tenho eu tô usando em trabalhos de escola.
Quer dizer, eu tenho motivos até pra dar uma pausa e a escola está realmente me atolando (eu tô literalmente recebendo uns cinco trabalhos novos por dia), mas nada disso justifica! Eu sou uma quase-adulta agora, uma JOVEM DE 16 ANOS! Eu tenho que começar a agir como tal e escrever e trabalhar minha bunda pra fora (hm, essa é uma expressão que só faz sentido em inglês) ou eu nunca vou ter um livro publicado. 
O caso é que mesmo eu estando reclamando disso aqui e enchendo o saco de vocês, todos nós sabemos que eu não vou mudar muita coisa. Eu deveria e sei que é muita cara de pau eu saber que não vou mudar, mas eu sou assim, eu não presto. Eu preciso de um choque bem grande de realidade pra mudar ou sempre vai ser assim. UFA, foi libertador admitir isso na internet. (Algumas pessoas provavelmente vão querer me matar se lerem isso).
Anywho, apesar de não ter contado quase nada no Diário de Bordo, eu afinal, consegui fazer algumas coisas e é por isso que aqui está o fim do Movies & Staff (mesmo que não esteja constando no nome do post) e a atualização dos 3 Tops 25.

Domingo, 9 de março: Interview With The Vampire
Ironicamente eu assistir esse filme no mesmo dia em que a Anne Rice confirmou o lançamento do próximo livro dela, uma continuação das Crônicas Vampirescas mostrando como os vampiros estão hoje em dia. Eu queria ver ele tem um tempinho, mas eu só comecei a ver porque tava passando no Space.
MINHA NOSSA SENHORA DO GÓTICO, QUE FILME! Tá, eu zoei o filme do início ao fim do Twitter, porque tava muito frustrado com o Louis e tudo mais, mas o fato é que quando eu zoo o filme, é porque eu to gostando dele. E no aspecto geral o filme é muito bom. Verdade que o Tom Cruise loiro e com cabelão é bem assustador, mas a Kirsten Dust com 12 anos, tão bebê. Enfim, o filme é maravilhoso, preciso do livro agora.

Sábado, 15 de março: Non-Stop
Eu não gosto muito de ver filme de ação, e ver filme de ação no cinema me dá sono (a menos que tenha um pouco de fantasia envolvida), mas o caso é que minha mãe adora e como eu demorei pra chegar no cinema esse dia, ela já tinha comprado o ingresso pro filme que começava em 5 minutos. Ainda assim, eu fui pra fila gigantesca do McDonalds, comprar um trio de Big Mac e um McFlurry pra ganhar o copo da promoção da Copa. MAS VOLTANDO AO FILME, até que não foi tão ruim assim, só foi péssimo de assistir dois dias antes da sua mãe ir fazer uma viagem de avião. É o tipo de filme que é uma crítica social aos EUA e a segurança de lá, então não faz tanto sentido de ver aqui. E não faz bem meu estilo.

Os 3 TOP 25

As 25 músicas mais tocadas do meu celular
01. B.E.A.T. - Selena Gomez
02. Radioactive - Imagine Dragons
03. Really Don't Care - Demi Lovato feat. Cher Lloyd
04. Wake Me Up - Avicii
05. Cups (When I'm Gone) - Anna Kendrick
06. Mirrors - Boyce Avenue feat. Fifth Harmony
07. My Life Would Suck Without You - Kelly Clarkson
08. Tie It Up - Kelly Clarkson
09. Red - Taylor Swift
10. Time Bomb - All Time Low
11. Blown Away - Carrie Underwood
12. Toxic - Glee
13. I Love It - Glee
14. After Shock - Demi Lovato
15. I Kissed a Girl - Katy Perry
16. Brave - Sara Bareilles
17. Disco Love - The Saturdays
18. Save The Day - Selena Gomez
19. Write Your Name - Selena Gomez
20. Undercover - Selena Gomez
21. Valerie - Glee
22. Let It Go - Demi Lovato
23. U Got Nothin' On Me - Demi Lovato
24. Yes I Am - Demi Lovato
25. Who's That Boy - Demi Lovato feat. Dev

25 filmes que eu vi/verei nas férias
1. The Curse Of Styria
2. A Hospedeira
3. Em Chamas
4. Mar de Monstros
5. Drácula de Bram Stoker
6. Entrevista com o Vampiro
7. Deixe-me entrar
8. Thor - O mundo sombrio
9. A mentira
10. A noviça rebelde
11. Harry Potter e a Pedra Filosofal
12. Harry Potter e a Câmara Secreta
13. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
14. Harry Potter e o Cálice de Fogo
15. Harry Potter e a Ordem da Fênix

16. Harry Potter e o Enigma do Príncipe
17. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1
18. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
19. Mamma Mia!
20. Meu namorado é um zumbi
21. Não sei como ela consegue
22. O que esperar quando você está esperando
23. O lado bom da vida
24. Os Muppets
25. Hotal Transilvânia

25 livros que eu li/lerei/estou lendo nessas férias
1. Carmilla
2. Lasher
3. Taltos
4. As feiticeiras de East End
5. Eco
6. O silêncio das montanhas
7. Góticos
8. Góticos II
9. Feérica
10. A Seleção
11. A Elite
12. A Casa de Hades
13. Mais uma vez
14. Terra de Histórias: O feitiço do desejo
15. True
16. Emma
17. Anna Karenina
18. Entrevista com o Vampiro
{a partir daqui livros que estavam nas listas do ano passado e eu não cheguei a ler esse ano}
19. Uma Vida Sem Limites
20. Asas
21. Sussurro
22. Poderosa 3
23. Poderosa 4
24. Poderosa 5
25. Razão e Sensibilidade

Apesar de ter visto menos filmes do que eu esperava, pelo menos eu li bastantes dos livros que eu queria. Essas férias foram realmente assustadoras e passaram rápido demais. Agora que o Diário de Bordo acabou eu finalmente sinto como se o ano tivesse começado. (E tomara que eu tome vergonha na cara e comece a trabalhar direito).
G.

11/03/2014

Diário de Bordo 3 - Make it magical - Parte 12: O carnaval em que eu fui pra Nárnia.

FINALMENTE ESSE BLOG TÁ PRONTO e aqui estou eu, sempre postando sobre os eventos da minha vida, depois que já acabou a graça da coisa toda. É claro que eu dei uma enrolada para ter demorado tanto, mas algumas coisas aconteceram também. Esse layout novo (aliás, gostaram?) tomou muito do meu tempo, e eu voltei de viagem com uma virose que ainda não foi totalmente embora (ainda tô tendo febre).
De qualquer jeito, eu tenho uma viagem a narrar: esse ano e pela segunda vez desde que eu vim morar no Rio, eu viajei no Carnaval. Ano passado eu fui pra Araruama e passei o feriado com ozamigos, e nesse ano eu fui para o retiro espiritual da igreja. Que não teve lá muita coisa de espiritual. Ou de retiro. Por isso eu sempre preferi o termo "acampamento da igreja" é tão mais prático, e é por isso que eu só vou usar esse termo. O caso é que independente de ser retiro, acampamento ou sei lá o que, levaram a gente para Nárnia.
Com isso eu quero dizer um sítio no meio do nada, com animais selvagens falantes, sem sinal de internet, TV ou telefone e com chuveiro quente em estado duvidoso. Mas eu também quero dizer que era um lugar lindo, com clima perfeito (Ou seria perfeito se eu tivesse levado roupas de frio. Aliás, parece que fazem de propósito, sempre que fazem acampamento aqui todo mundo leva roupa de calor, crente que vai curtir o verão e levam a gente pra serra pra tomar frio e vento na cara. Entendam, eu adooooro frio. Mas pra ficar quentinha na minha cama, vendo filme, lendo e escrevendo. Atividades de um acampamento deveriam ser feitas no calor. Claro que, no carnaval, cada metro quadrado do estado do Rio de Janeiro está tomado de viajantes querendo calor e piscina e que seria absurdamente caro alugar um local na região litorânea, eu só tô dizendo que não vale a pena pagar 300 reais pra ir para um lugar frio sendo que eu nem posso ficar na cama o dia todo) e coisas para fazer nesse meio tempo.
Saímos da igreja em dois ônibus na sexta-feira, dia 28, às 22h. Ainda tinha mais gente que ia de carro e tinha saído mais cedo, incluindo o pastor. Os ônibus estavam organizados em lugares e por isso eu fui na poltrona 20 ao lado da minha irmã. Seguimos direto para o Sítio Maanain que fica em Engenheiro Paulo de Frotin (fiz a propaganda direitinho?) e eu fui tentando dormir o caminho inteiro. Mas só tentei porque eu estava agoniada demais pra isso. Acontece que o remédio pra vômito que me dão tem um efeito colateral bizarro que me deixa paranoica e agoniada, já passou da hora de eu lembrar minha mãe de comprar outro remédio, mas eu sempre acabo esquecendo. De qualquer jeito, sobrevivi, e chegamos meia-noite em ponto (eu lembro porque fiquei berrando "Falta um minuto pra março!" dentro do ônibus), então fomos descarregar o ônibus, arrumar as coisas no quarto e dormir. Bem, eu fui dormir, porque o resto do mundo ficou lá embaixo até sei lá que horas.
Falando em "lá embaixo", deixa eu explicar a dinâmica do sítio antes de dizer o que eu fiz nele: é mais ou menos assim, tem a entrada, com um espaço pra carros e uma espécie de jardim, e então vem a casa grande, que na verdade são duas casas, ligadas por uma "varanda" coberta que no caso foi o nosso templo temporário. As casas tem entre 5 e 7 suítes cada, com um diferentes números de camas. Atrás dessas casas, vem o sítio na real. Refeitório, o lounge - tipo um quiosque fechado, onde ficava o sofá mais confortável do mundo - o parque infantil, a piscina, o campo de futebol e o lago de pesca. Além disso, uma escada no fundo levava a um chalé de madeira e vidro - porém com alicerces seguros, ou foi isso que me forcei a acreditar - com cinco suítes e um salão que virou quarto. O meu quarto ficava nesse chalé e eu o dividi com mais 9 meninas, incluindo a minha irmã, todas enfiadas em beliches.
No primeiro dia, todo mundo tava acordado 7 horas, já que o café era das 8h às 9h. Todo acampamento tem essas agendas, com horários certinhos que devem ser cumpridos... Teoricamente. Mas a fila pra tomar banho já tava enorme e como eu queria tomar banho enrolei na cama o máximo possível e depois fui me banhar. Banho quente tomado, eu desci pra tomar café quando metade das pessoas já tinha feito isso.
Logo no café eu fui decepcionada, estava esperando café da manhã de hotel, com várias opções de cardápio e variados. Mas o resumo daquele e de todo os cafés da manhã foram café e achocolatado, pão dia com mortadela, dia com queijo minas, bolo e uma fruta (mamão, melancia ou banana). A comida tava boa, mas uma coisa que eu gosto em hotéis, pousadas e acampamentos é o fato de ter MUITA comida, não só comida boa.
Depois disso, nos juntamos no templo improvisado, para um mini-culto. Cantamos, recebemos algumas instruções sobre o acampamento e então estávamos liberados para fazer o que quiséssemos. A maioria das pessoas foi para a piscina, mas eu não sou como a maioria das pessoas! Eu peguei Fallen, livro que eu estava lendo no momento, peguei meu celular, coloquei Demi Lovato para tocar e fui... dormir. Minha intenção era ler, claro, mas quando eu me deitei, enrolada como um gato, no sofá mais confortável no mundo - apelidado carinhosamente pelos presentes de sonífero - eu dormi feito pedra, até a hora do almoço. Quando eu fui para a suíte escovar os dentes depois do almoço, o banheiro estava ocupado, então eu deitei na minha cama para ler enquanto esperava, acabei ficando com preguiça enquanto adiantava a leitura e só fui levantar da cama umas duas horas depois. Então vesti um biquíni e fui pra piscina, quando ninguém mais estava na piscina. Quase não tinha sol e a água tava meio fria, mas ainda assim eu entrei de cabeça e fiquei lá por cerca de meia hora. Depois subi e tomei outro banho quentinho. Aí eu comi, coloquei o celular pra carregar e desci de novo para ler, mas acabei dormindo outra vez e só acordei 18h.
O jantar foi outra decepção. A comida até era legal e tudo, mas não é esse o caso, o caso é que nem todo mundo janta. Deixa eu explicar, apesar de nos estados do sul e sudeste todo mundo janta (comida mesmo, arroz, feijão e tals) assim como nos Estados Unidos, nos estados do norte e nordeste (pelo menos não onde eu morei) isso não é tão frequente. Eu cresci só tomando café a noite, com pão com queijo, banana cozida essas coisas. O máximo que tinha de jantar era sopa. Então a noite, eu geralmente como coisas mais leves. Eu esperava que no jantar do Sítio tivesse pelo menos um cafezinho pra quem não jantava. Mas tinha? Claro que não! Resultado: tive que comer o restinho do lanche que eu tinha levado para a viagem. Depois do outro culto (sempre tem um culto de manhã e outro a noite), eu fiquei lá embaixo até umas 23h. Eles começaram a vender lanches, e eu comprei um cafezinho. E depois fui dormir, antes de todo mundo. Toda noite eu era a primeira a dormir, e toda manhã a última a levantar.
Os dias seguintes foram quase iguais a esse. Eu acordava de manhã, ia pro culto, ficava a manhã toda lendo, almoçava, ficava a tarde toda lendo, lanchava alguma coisa (eu tinha levado dinheiro), ia pro culto a noite e depois ia dormir antes de todo mundo.
Eu li 3 livros nesse feriado (Fallen, Feérica, e Morte Súbita). É claro que todo mundo ficava falando que eu lia demais e tal. Quando é que vão entender o quanto isso é chato? Sério, todo mundo deduz que eu só gosto de ler porque eu não tenho nada de mais interessante pra fazer e então puxa papo comigo. O pastor fez uma mensagem em que disse que não tem nada de bom da TV e viraram pra mim pra dizer "é por isso que você gosta tanto de ler né? porque não tem nada de bom na TV". Pior ainda é quando começam a falar de mim do meu lado "nossa, ela lê tanto né?" como se isso fosse uma coisa ruim. Uma das mulheres do retiro, que nem é lá da igreja, me mandou parar de ler depois do almoço porque uma cliente dela tinha lido depois de comer e tinha ficado cega dos dois olhos. Enquanto isso a filha dela de 9 anos que também tinha acabado de almoçar tava na gangorra do parquinho e ela não disse nada.
No segundo dia de retiro, faltou água quente no nosso quarto. E de novo no quarto dia. Eu tive que tomar banho correndo porque tava muito muito frio, e eu odeio banho frio mais que tudo e quando o clima já tá frio eu só falto morrer. Isso só aconteceu em mais dois quartos além do nosso, e nenhum deles foi o dos meninos.
Outra coisa que rolou foi que no segundo dia eu consegui sinal de 3G e por causa disso virei uma espécie de heroína entre os adolescentes do acampamento que já estavam quase decidindo nunca mais ir numa viagem da igreja por causa dessa falta de sinal. O sinal tava horrível, só funcionava na minha cama e eu só usei ele pra falar com a minha melhor amiga, mas ainda assim quando todo mundo tava desesperado por um pouco de WhatsApp, o fato de eu ter conseguido despertou admiração das pessoas. O engraçado é que quando o ônibus saiu de lá, o sinal voltou menos de 2 quilômetros depois. Parece que o sítio tem um bloqueador de sinal, porque não é possível.
É isso, lá se foi mais um feriado e o Diário de Bordo já está acabando. Na verdade, o último post já é semana que vem. E eu meio que mal vejo a hora. É estranho escrever Diário de Bordo quando eu já estou tendo aulas '-'
G.

P.S.: ACDK está programado para essa semana, mas eu não tenho como dar certeza de que vai estar pronto até lá. De qualquer jeito fiquem de olho no evento.
P.S.2: To morrendo de preguiça de revisar esse post, se tiver algo errado me avisem nos comentários.