5 coisas que eu descobri depois de adotar meu gato

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Olá, universo e blogsfera. Depois de um mês inteiro falando só sobre literatura em 7 posts (Dois contos: Infelizmente, Rio, eu te amo e Mi Totentanz; Uma resenha: Oryx e Crake por Margaret Atwood e uma lista de 13 motivos pelos quais você precisa ler Carmilla; Um post do Diário Artístico: Guilty Pleasures e uma lista de 15 fatos sobre meu primeiro livro; Além de uma participação especial de uma escritora amiga minha, no dia do amigo.), eu me desafiei a escrever posts sobre os temas mais aleatórios possíveis em agosto. E acreditem, se vocês vissem os posts nos meus rascunhos, se assustariam com o que está por vir.
Este não era o post que eu planejava postar esta semana, mas eu não consegui escrever uma palavra do post que eu pretendia postar agora, porque minha semana foi muito louca e eu não tive tempo nem de pensar. Aí hoje cedo eu descobri que é International Cat Day e este post estava guardado aqui há um tempinho, então eu pensei: porque não? Caso você esteja completamente por fora (O que é provável, porque eu só falei do meu gato aqui no blog de passagem): Essa criatura adorável aqui ao lado é Etienne, meu gatinho de 3 meses que eu adotei quase 2 meses atrás. Ele gosta de dormir em pessoas e encarar a janela; adora a luz do sol. Entre seus passatempos favoritos também estão morder fios e cabos, morder dedos dos pés, digitar por mim enquanto eu estou escrevendo e ler - não que ele faça os últimos dois perfeitamente, mas a diversão dele está em tentar. Ele também tem um gosto literário refinadíssimo: só morde meus melhores livros. O que ele não gosta se resume em 3 coisas: tangerina, que tomem os brinquedos dele e não receber carinho e atenção de manhã cedo. E além disso tudo, ele está concorrendo ao prêmio internacionalmente reconhecido de: Minha Criatura Preferida na Face da Terra.
Nos últimos 2 meses ele tem sido meu maior companheiro e o único ser que me aguenta e me ama incondicionalmente. Adotar ele foi uma daquelas decisões espontâneas (mas não tão espontâneas assim: Eu vinha querendo adotar um gatinho desde que me mudei de volta pra Bahia e enchi o saco de todo mundo pra que me deixassem adotar um de presente de aniversário, mas sem apoio de ninguém em casa, não deu certo. Aí, em maio, quando a greve da faculdade começou e meus níveis de estresse subiram já que eu tive que ficar em casa o tempo todo, eu resolvi que adotaria o primeiro gato disponível para a adoção que eu achasse. Depois de um mês procurando, uma amiga minha no Facebook divulgou que tinha dois machos de quase dois meses e eu encontrei o Etienne) que eu tomei baseada na minha vontade de agarrar qualquer oportunidade que surgisse de fazer algo legal. Ele tem sido uma parte tão importante da minha vida nos últimos meses que eu resolvi listar algumas coisas que eu aprendi com ele (e caso vocês estejam se perguntando, sim, eu estou viciada em posts com listas) (pequena observação: Ele não é meu primeiro gato, eu tive uma gatinha chamada Smiley em 2010, que precisei deixar com outras pessoas graças às mudanças que fiz e que um pouco depois fiquei sabendo que morreu em um acidente.):

1. "Todo mundo quer a vida que um gato tem"
Se você leu isso cantando, vamos nos abraçar. A música dos AristoGatas é uma das verdade óbvia e a primeira coisa que você descobre quando adota um gatíneo. A maior preocupação do Etienne é achar o canto mais quente da casa para dormir - o que, nesse inverno de 16º graus constantes, geralmente é em cima de mim. As únicas coisas que ele faz são dormir, comer, brincar, encarar a janela e a parede e pedir carinho. E apesar de eu só ter feito exatamente isso nesses meses de greve, não é socialmente aceitável para um ser humano fazer só isso pelo resto da vida. Se fosse, eu tenho certeza de que a sociedade seria bem melhor, mas não sou eu quem dito as regras.

2. Dar nomes excêntricos aos seus animais pode ser chato (mas vale muito a pena)
Pra poder explicar como eu escolhi o nome dele, eu preciso voltar a uns 2 anos atrás quando eu li Carmilla e decidi que se adotasse uma gata, a chamaria de Mircalla. Faltava um nome para um possível gato macho. Naquela mesma época, uma pessoa que eu conhecia ganhou um gatinho e o chamou de François e eu achei a coisa mais fofa do mundo dar um nome francês a um gato. Decidi que faria isso, mas não tinha decidido que nome eu daria, até porque minha criatividade para nomes masculinos é tanta que meu único personagem francês se chama Pierre (ver As Crônicas de Kat), o nome mais clichê possível. Então, quando MisterWives surgiu na minha vida, eu achei o nome perfeito.
Só que mesmo tendo tido essa ideia há um tempão, quando eu fui trazer o gato pra casa eu ainda não tinha certeza se Etienne seria mesmo o nome. A questão é que no Brasil, Etienne é um nome geralmente usado no feminino. Eu já havia lido bastante sobre o nome (porque eu sou escritora e faço esse tipo de coisa): Etienne é uma das versões francesas do nome Estevão - que significa coroa -, e apesar de amar o nome, eu sabia que muita gente ia comentar que o nome era excêntrico. Mas, movida pelo meu desejo inato de chamar a atenção de formas bizarras eu resolvi seguir meu coração. Mas mesmo depois que de ter postado a foto do gato com o nome dele, em todas as redes sociais, eu ainda cogitei mudar o nome para algo mais simples. Até que Etienne Bowler em pessoa (ok, beleza virtualmente) comentou o fato de eu ter dado o nome dele para um gato. E o nome ficou assim de uma vez por todas. Hoje em dia, toda vez que eu vou dizer o nome do gatinho pra alguém eu acrescento um "é o nome do meu baterista preferido" no final porque na pior das hipóteses as pessoas acharão que eu sou viciada demais (o que é verdade) e na melhor delas me perguntarão mais sobre o baterista em questão.

3. Meu espírito animal definitivamente é um gato
Eu falei disso no Como nasce uma obsessão (e relendo o post eu vi que disse que nunca teria um gato porque ninguém gostava de gatos aqui - e acabei adotando um exatamente 3 meses depois), mas nunca expliquei a história toda. Gatos são animais independentes, que se viram muito bem sozinhos, mas não deixam de querer carinho e exigir atenção dos humanos. Eles amam dormir e passam uma parte do tempo que estão acordados, sonolentos. São distraídos por qualquer coisa, por mais boba que seja e passam um bom tempo dedicado a coisas que parecem ridículas. E ainda agem por instinto muito mais do que por senso lógico. OU SEJA, eu sou basicamente um gato no corpo errado.

4. Gatos liberam seus instintos maternais
Eu admito que achava meio bobo gente que chama o gato de bebê. E agora eu fico pela casa mamãe pra lá, mamain pra cá. Em minha defesa, ele é tão fofo e tão esperto e é o meu bebê e ponto.

5. A habilidade de não se importar 
Eu sinto que uma das características que eu mais admiro nos gatos é a capacidade de não se importar com nada a longo prazo. Eu sinto que meu gato poderia dormir no fim do mundo. Algumas semanas atrás, eu tive uma pequena situação tensa com um entregador que usou o acesso aos meus dados para me contatar no WhatsApp. Agora está tudo tranquilo, mas no dia eu fiquei extremamente nervosa e passei alguns dias com medo até de sair de casa (eu fui assediada por alguém que tinha meu endereço). No meio do caos que eu me encontrava, Etienne simplesmente pulou no meu colo, colocou a cabeça na parte de dentro do meu cotovelo e dormiu. Acho que todo mundo que tem um bichinho sabe como é quando ele dorme em você, você dá seu máximo pra não se mexer até que ele acorde. Isso pode ajudar muito em momentos estressantes, porque você fica olhando ele dormindo tranquilo e a tranquilidade acaba contagiando. Essa habilidade de não se importar a longo prazo e não ficar paranoica com algo que não é um perigo imediato, é algo que eu estou aprendendo a cada dia.

Por enquanto, é isso. A única coisa que eu tenho a acrescentar é que ontem, na página, eu criei uma meta de visualizações para o aniversário de 5 anos do blog. São 50 mil visualizações no total até 7 de fevereiro de 2016, o que significa um pouco mais de 13 mil visualizações em 6 meses. Eu acredito que seja um objetivo alcançável e seria meio que, tipo assim, legal se meus leitores divulgassem o blog para os amigos ou algo assim. Mas se vocês quiserem, claro.
G. 

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2 comentários

  1. oi g!
    gatos não são meus animais favoritos da terra. talvez seja porque minha vó chegou a ter dezoito gatos e quando eu era pequena a maioria deles me arranhavam e eu tinha muito medo e decidi não gostar deles. na verdade eu gosto, mas não a ponto de ter um. no meu condomínio, existe um gatinha branco e eu estou meio que me apaixonando por ele, mas eu no meu canto e ele no dele, a gente tem uns encontros de vez em quando hahaha
    tudo o que você listou aí é tudo o que eu sinto por um cachorro. eu tenho um em sp e eu sinto falta dele o tempo todo que estou em marília. a tranquilidade contagiosa que sinto quando ele dorme no meu colo, quando eu estou triste e ele vem deitar do meu lado, como a gente dividia o travesseiro pra dormir depois do almoço. ele é com certeza mais humano do que a maioria dos humanos por aí - as vezes ele acha que é um gato ou um cabrito das montanhas (sim, ele escala os móveis)...
    sobre nomes: eu decidi há muito tempo atrás que quando tivesse dinheiro e disposição e espaço, eu iria adotar cachorros e os nomes deles seriam homenagens à escritores, mas ainda não decidi quais... porém os nomes são estrangeiros e sempre penso no que as pessoas vão comentar tipo "nossa, que excêntrico", mas penso melhor em cães do que em bebês.. ou não.
    etienne é lindo, morro de amores todos os snaps que ele está!

    beijos, tatii

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    1. Oi tatii,
      Geeeeeeente, 18 gatos, isso é meio goals pra mim (mas só um pouco). Eu vi o gatinho do seu condomínio e ele é tão lindo. E você com gato é como eu sou com cachorro. Eu gosto, acho fofo e lindo, mas eu ajudei a cuidar da cadela da minha tia no início do ano e descobri que não tenho forças pra isso. Amo, mas eles lá e eu cá, vendo de vez em quando.
      E o Pingo também é um amor. Parece uma bolinha, vontade de apertar quando vejo as fotos. Bichinhos são criaturas tão incríveis, muito melhores que a maioria dos seres humanos.
      Acho muito melhor dar um nome humano ao animal do que um nome bem ruim a um humano. Tem tantos nomes lindos por aí. E bom saber que não sou só eu que penso no nome do bicho bem antes de ter ele.
      Etienne agradece, e eu também<3
      Beijo

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