21/10/2015

NaNoWriMo 2015

É aquela época do ano outra vez: escritores profissionais e amadores do mundo inteiro já começam a se preparar para destruir seus corpos, almas, e principalmente, pulsos em um desafio internacional que testa seus limites ao ponto da loucura, ou seja, está chegando o NaNoWriMo. Para quem ainda não sabe, o National Novel Writing Month é um desafio internacional (apesar do nome) que acontece todo novembro que consiste basicamente em escrever um livro de 50 mil palavras em 30 dias. Existem também duas edições de férias, em abril e julho, chamadas Camp NaNoWriMo onde você decide seu projeto literário e a meta de palavras. Apesar de receber críticas de pessoas que dizem que "não é possível escrever um bom livro em um mês", o NaNoWriMo não é sobre escrever o livro perfeito em 30 dias, é sobre escrever um primeiro rascunho nesse período e para alguns escritores (como eu) ser forçada a escrever com disciplina por 30 dias e saber que milhares de outras pessoas estão fazendo a mesma coisa ajuda e muito.

Precisei adicionar esse gif, porque esse post precisava de um gif para representar.
Eu participei e venci a edição de 2013, quando escrevi o primeiro rascunho do segundo livro de Sociedade Inglesa de Oposição. Em 2014, eu participei do Camp NaNo de julho com o fim da primeira fase de As Crônicas de Kat (e perdi), mas eu não pude participar do NaNoWrimo em si, graças aos vestibulares. Em 2015, eu resolvi que não podia perder de jeito nenhum e já venho me preparando há alguns meses (o que é ótimo, porque 2013 eu descobri sobre o NaNoWriMo no dia 31 de outubro e decidi participar no dia seguinte, sem preparação nenhuma). A diferença maior é que eu prometi não mais escrever livros de saga durante o NaNoWriMo (porque livros de saga são muito mais complicados de escrever que livros únicos), então agora meus novembros serão reservados para escrever os livros únicos para os quais eu tenho ideias repentinas. Eu pensei nisso como uma forma de me impedir de abandonar um projeto por outro cuja ideia acabou de surgir - com novembro reservado para ideias novas, eu tenho todos os outros 11 meses para trabalhar nos projetos já começados.
O livro deste ano, por exemplo, é um experimento extra porque será meu primeiro drama (o que não significa muito, já que eu só escrevi 2 livros e não terminei a edição de nenhum dos dois até hoje) com nadinha de fantasia. Eu tive a ideia há um pouquinho mais de um ano e comecei a pensar mais nela e a ter dificuldades de fazer a narradora calar a boca em maio. No plot, eu tenho trabalhado desde o fim da Bienal, porque já tinha planejado fazer assim. O objetivo é realmente escrever o primeiro rascunho do livro inteiro em novembro para não começar dezembro com o texto incompleto. Apesar de esperar escrever um livo bom o suficiente para ser publicado um dia, o livro que eu escreverei em novembro não vai "passar na frente" de Mais Uma Vez ou dos outros 2 livros da trilogia SIdO. MUV será meu primeiro livro publicado e a revisão e edição dele volta ao normal assim que o NaNoWriMo terminar. Mas sem mais delongas, vamos a nome, capa (provisória, é claro, eu só queria ter alguma coisa para colocar no site do NaNo) e informações sobre o livro - já que eu percebi que é impossível escrever uma sinopse de um livro que você ainda não começou a escrever.
A Linha de Rumo é sobre Leigh e Marlena que são primas nascidas no mesmo dia, o que acabou criando um laço entre as duas. Elas cresceram juntas, se tornaram melhores amigas do tipo que conhecem uma a outra de trás para a frente. A amizade delas se tornou tão importante que até mesmo depois que seus pais brigaram, dividindo a família em uma guerra fria, as duas foram a única causa de tréguas. O que muda toda a história desse ponto é quando Marlena sofre um acidente de carro e entra em coma, com ferimentos graves. Exames no hospital acabam mostrando que as duas foram trocadas na maternidade, deixando Leigh sem a melhor amiga e precisando redescobrir quem é, em meio a uma família que não se suporta há mais de uma década.
É uma ideia bem simples e até clichê, mas o processo de planejar um YA sem ter que estabelecer todo um universo de fantasia tem sido bem apaixonante para mim. O termo "linha de rumo" se refere ao caminho que um navio toma, sempre no mesmo ângulo. A ideia de dar esse nome ao livro surgiu depois que eu fui pesquisar o que exatamente significava o título de um dos meus CDs preferidos no momento o The Rhumb Line da Ra Ra Riot. Eu não só sinto que o álbum representa o clima da história, como acho que esse termo significa muita coisa dentro da história.
E já que eu dei ao livro o nome de um álbum, eu resolvi dar a todos os personagens nomes que foram homenageados em músicas. As duas personagens principais são representadas pelas músicas Hey, Leigh do Thieving Birds e Marlena que é uma música que Mandy Lee escreveu para a irmã (que se chama Marlena) (duh) antes de MisterWives existir (mas a esperança é que Marlena esteja no segundo álbum) (não que eles já tenha dado indicação disso, mas eu estou começando um movimento). Entre os outros artistas que tem outras músicas representadas nos personagens de ALdR estão All Time Low, Wild Child, The Beatles, Oasis, Panic! At The Disco, Green Day, The Vamps e Plain White T's e eu ainda estou aceitando sugestões porque a lista de personagens ainda não está completa e sempre tem aquele personagem que nem é um personagem direito, mas cujo nome surge. Então, se você conhece alguma música que tenha nome de gente de título fique a vontade para comentar aqui.
Para o blog, o NaNoWriMo significa uma leve diminuição no número de posts e na diversidade dos temas, principalmente porque eu estarei tendo aulas. Basicamente todos os posts do mês que vem serão Diários Artísticos do NaNoWriMo, assim como eu fiz com o Camp de julho de 2014 - basicamente posts sobre como a história está avançando. Vou tentar postar meus trechos preferidos e manter vocês mais atualizados possível sobre a minha contagem de palavras. Não posso prometer muito porque em novembro eu não vou ter tempo nem para pensar, mas antes do blog entrar no clima NaNoWriMo por definitivo ainda tem mais 2 posts: o especial de Halloween semana que vem e o sobre o começo do segundo semestre no começo de novembro, então apesar de eu já estar bem focada no livro, vocês ainda tem 2 semanas para não me aguentarem falando só sobre isso (porque quando eu começar eu não vou para de falar sobre isso). OU ENTÃO, vocês podem me entupir de perguntas sobre ALdR e eu ficarei mais do que satisfeita em responder todas.
É isso, tejem avisados do que está por vir,
G.

P.S.: A nova atualização do iOS veio com um emoji de uma mão escrevendo - e eu realmente acho importante que todo mundo saiba disso. É um pequeno passo para um software, mas um grande salto para todos os escritores.

14/10/2015

Porque eu quero morrer sendo fangirl

Primeiro, um agradecimento especial ao recesso que me permite passar horas escrevendo sobre o que eu gosto sem me sentir culpada. Agora, vamos falar sobre uma das partes da minha personalidade que eu mais gosto: eu sou uma fangirl incurável. Ser fangirl é provavelmente meu segundo maior talento e a "profissão" à qual eu dedico mais tempo. Mas vamos por partes: se você não está no Tumblr, nem no Twitter ou é um alienígena que não conhece a internet, talvez não saiba o que significa Fangirl. De acordo com a melhor definição do Urban Dictionary:
Fangirl
1. Uma raça raivosa da fêmea humana que é obcecada por um personagem de ficção ou um ator (eu corrijo para artista, elenco ou banda - e depois de ver minha irmã assistindo a final da Copa das Confederações de 2013 pela 1000ª vez e narrando o jogo junto com o Galvão, não esqueçamos dos esportistas, times e seleções também). Semelhante à raça de fanboy.
2. Um dos melhores livros já escrito na história da humanidade por Rainbow Rowell. 
 Da mesma forma Fangirling é
1. A reação que uma fangirl tem a qualquer menção ou vislumbre do objeto de sua afeição. Essas reações incluem falta de ar, desmaios, ruídos agudos, sacudir ou balançar a cabeça ferozmente como se no meio de uma crise, calcinha molhada, postagens de blog intermináveis (ver Como nasce uma obsessão: MisterWives), etc.
2. Uma reunião de duas ou mais fangirls em que eles passam a perder quantidades infinitas de tempo surtando, discutindo/argumentando, stalkeando, entre outras coisas, o objeto de sua "afeição".  
E por sua vez, Fandom é
A comunidade que circunda um programa de tv/filme/livro, etc. escritores de fanfiction, artistas, poetas e cosplayers são todos membros de um fandom. 
Isso explicado, eu resolvi escrever esse post porque me dei conta de que muitas vezes o termo Fangirl é usado como depreciativo - o que é bem chato. Quer dizer, nós somos loucas, mas pelo menos somos loucas por um bom motivo. Logo, eu estou aqui para defender a mim e as minhas colegas de fangirling com um post que explica porque ser fangirl é uma das melhores coisas do universo.

FUN FACT: Essa é Lilly Singh aka Superwoman que tem um dos meus canais preferidos no YouTube (citei ela por alto no Diário Artístico sobre procrastinar). Ontem ela e a Ashly Perez (responsável por outro dos meus canais preferidos o BuzzFeed Violet) responderam um tweet meu sobre a Lilly aparecer no BF Violet. Eu ainda estou fangirlando sobre isso.
Eu vou dizer uma vez porque alguém precisa fazer isso: PAREM DE FAZER AS PESSOAS SE SENTIREM MAL POR SEREM APAIXONADAS POR ALGO. De todas as coisas pelas quais as pessoas deveriam se sentir culpadas e envergonhadas ser apaixonada e dedicada por algo que a faz bem e não machuca ninguém (e se machuca, está tudo errado) não é uma delas. Claro que existe gente que passa dos limites, mas em todas as áreas da vida sempre tem alguém que exagera. Até mesmo entre os fandoms existe essa coisa de que "fã de tal coisa é isso", "fã de tal coisa é aquilo". OK, CALMA. Todos nós estamos nessa vida de dor e sofrimento, stalkeando instagrams de pessoas que nem sabem que a gente existe o tempo todo e tentando ser notados por nossos ídolos pelo menos uma vez. Ninguém é melhor ou pior que ninguém. E outra coisa que é muito importante de ser lembrada: artistas são seres humanos, que fazem tantas idiotices quanto qualquer um de nós. Isso vale ser lembrado para as próprias fangirls, que grande parte das vezes se recusam terminantemente a aceitar que seu ídolo cometeu um erro, quanto para quem se recusa a aceitar que o fato de você ser fã de alguém que fez uma babaquice não te faz babaca automaticamente. (A menos que você seja do tipo que defende o ídolo que estuprou uma menina & jogou a culpa na menina - preciso citar nomes? -. Nesse caso você realmente precisa repensar suas escolhas.) (Eu tenho uma filosofia de vida sobre quem eu sou fã e o que eles fazem: Sempre me pergunto como eu reagiria se um amigo fizesse algo do tipo. Facilita demais a vida).
Eu só realmente acho fácil demais tachar alguém de ridículo por gostar de algo ou alguém. Mas a verdade é: cada pessoa desse universo gosta pelo menos de uma coisa que não é popular OU que não é cult. Não minta, todo hipster intelectual tem alguma paixão secreta por algo tipo a Xuxa. Sempre existe aquela coisa completamente ridícula que te deixa com vontade de gritar. Não discorde, você não está mentindo para mim, está mentindo para si mesmo. Eu não posso julgar, até porque de alguma forma eu sempre acabo sendo fã das coisas mais estranhas do mundo.

Hoje é aniversário de Etienne Bowler, então essa sou eu o dia inteiro.
Eu comecei nessa vida de fangirl aos 9 anos de idade, depois de começar a assistir Heroes e ficar levemente obcecada pela Hayden Panettiere. Depois disso, eu passei por um número infitino de fases obsessivas. E eu não sou aquelas fangirls leves, que só surtam quando o momento pede. Quando o assunto é algo pelo qual eu sou apaixonada, que me marcou ou que é importante para mim eu sou totalmente louca e completamente insuportável. Eu vou surtar pelas coisas mais simples (coisas bem bobas mesmo) e passar um tempo que chega a durar meses falando sobre a mesma coisa. Só que apesar de nunca ter parado de fangirlar, eu jurava que já tinha passado da fase de perder horas da minha vida por causa de um artista. Até o dia em que eu resolvi procurar a música que tocava em um vine que eu gostava e MisterWives entrou na minha vida, me transformando novamente em uma fangirl de 13 anos. Eu nem fico com vergonha em pensar o tempo que eu perco com essa banda ridícula (PSA: Eles são minha banda ridícula. Vocês não podem chamá-los assim), porque não parece tempo perdido de jeito nenhum.
Como fã, você deixa sua alma ser tocada pela arte. Você se conecta com alguém que você nunca viu e que não faz ideia de quem você é, mas que ainda assim parece estar falando diretamente com você. É tudo sobre a arte. E amar alguém através da arte é uma das formas mais bonitas de amor. Ser fã é uma forma de escape e uma forma de conexão ao mesmo tempo. A música da minha banda preferida é uma das constantes da minha vida, mesmo quando as coisas estão caóticas. Conseguir me focar em uma coisa simples que me faz feliz, como um clipe novo, ao invés de me deixar me afogar nos meus próprios problemas é maravilhoso. E ao mesmo tempo, conhecer o fandom e fazer amizades com pessoas que gostam das mesmas coisas que você, pode ser ainda outro tipo de salvação. Como a geração que passa mais tempo online nós estamos buscando novas formas de nos conectarmos, de nos encontrarmos. Um bom livro, um bom filme, uma boa música pode mudar a vida de alguém de uma forma profunda. E envergonhar alguém por isso é bem patético.
É basicamente isso, ser fangirl é quase padecer no paraíso e se algum dia - pelas infelicidades e responsabilidades da vida - eu deixar de ser uma, eu quero ter certeza de que aproveitei cada momento disso, então sim, eu continuarei sendo insuportavelmente estridente no que diz respeito às pessoas de quem sou fã.
G.

10/10/2015

Aqui jaz o primeiro período

Se você está lendo isso, 2015.1 (meu primeiro semestre em Comunicação Social com habilitaçao em jornalismo) FINALMENTE acabou. Na verdade, acabou ontem, mas eu estava esperando algumas notas serem liberadas no portal para ter certeza de que estou livre desse semestre infinito (ainda não foram, mas provavelmente não serão tão cedo). Graças a ter ficado 3 meses e 13 dias sem aulas, essas acabara sendo as 15 semanas mais longas de toda a minha vida. Uma lágrima de felicidade escorreu dos meus olhos ontem quando eu finalmente tirei o último post-it sobre a faculdade do meu quadro. Nem consegui ainda processar o fato de que eu não preciso surtar com uma quantidade absurda de trabalhos sobre minhas costas e nem me sentir culpada por adiar todos eles até muito tarde. Sério, foi só um semestre, mas eu já me graduei em "ficar pronta em 10 minutos porque tive que pegar o tempo que uso me arrumando para terminar trabalho" e em "ler apostila no ônibus". Mas a gente vai falar mais sobre isso lá na frente.
Considerando que eu passei 7 meses e 16 dias no mesmo semestre (sim, eu contei isso tudo. Eu sou esse tipo de pessoa), eu tive muito tempo para perceber quem eu sou enquanto estudante e o que eu quero da vida. Eu realmente me senti mais livre para poder produzir e aprender do que eu me sentia no ensino médio, apesar de não ter aproveitado isso tanto quanto deveria. Acho que enquanto poder pensar por mim mesma e demonstrar minhas próprias opiniões é bom, também exige um certo esforço que eu não fui obrigada a fazer em 12 anos na escola, então ainda estou aprendendo a fazer essa coisa toda corretamente. (E minhas opiniões sobre professores de Humanas meio que foram comprovadas: eles realmente querem que você pense, mas para alguns deles - foca no alguns - pensar diferente deles é completamente errado). Além disso, com matérias de Exatas e Biológicas fora da jogada, eu tive que redirecionar minha raiva, falta de concentração e cansaço para matérias da minha própria área, e como resultado esta sou eu em disciplinas teóricas:

Meu rosto é uma interrogação gigante e eu nunca sei o que está acontecendo. Se bem que eu também sou assim na vida como um todo.
Sério, eu não faço ideia de como eu fui aprovada em Comunicação e Filosofia e em História da Comunicação. Mas ao mesmo tempo, eu estou frustrada por não ter ido melhor porque eu sei que eu poderia ir melhor. Eu me dei conta de que eu não tenho o mínimo de autocontrole ou de concentração. Esta parte do post, inclusive foi escrita na noite do domingo (4), enquanto eu evitava com todas as forças fazer os trabalhos que eu precisava fazer. De alguma forma, eu desenvolvi a habilidade de abrir tudo que eu precisava para fazer um trabalho, passar o dia inteiro com o computador ligado encarando o que eu precisava fazer e ainda assim não fazer absolutamente nada. Eu me odeio por alguns resultados medíocres, mas ao mesmo tempo eu nem sei o que acontece ou como eu consigo ser assim tão improdutiva. No fim eu sempre consigo fazer tudo e recebo de volta resultados surpreendentes (eu não achava que fosse conseguir 9s e 10s nesse semestre, mas aconteceu), mas passo tanto tempo não fazendo o que deveria fazer que eu sinto vontade de me esganar. Eu tenho tentado procurar formas de ser mais produtiva e disciplinada, como ficar na faculdade até terminar tudo, ou desligar todas as notificações do celular, mas até agora não consegui alcançar os resultados desejáveis. E eu odeio todo mundo que conseguiu fazer tudo direitinho esse semestre. Seus ETs.
Apesar de ter tido uma pausa graças a greve, o estresse não diminuiu nesse período já que eu não fazia a mínima ideia de quando as aulas iam voltar e de como eu ficaria com todos os trabalhos que ficaram suspensos nesse período. E essa história de "Ah, mas você teve esses três meses para fazer os trabalhos" é completamente ridícula. Ninguém estuda durante greves e nem faz sentido fazer isso já que quando as aulas voltarem, as chances de perder as férias são grandes. O estresse continuou depois que as aulas voltaram, naturalmente. Alguns dias foram tão cansativos psicologicamente que eu pensei parar para pensar porque eu quis fazer faculdade pra começo de história. Por exemplo, eu tive várias apresentações de trabalhos bem ruins, o que me fez lembrar que um dos maiores motivos para eu ter resolvido que realmente precisava fazer faculdade era a questão da oratória. Sou o tipo de pessoa que só lembra o que tinha pra falar depois do trabalho apresentado, o que só pode ser resolvido quando eu começar a ser mais organizada, o que desencadeia vários outros probleminhas (ler parágrafo acima). Outra razão para eu ter entrado na faculdade é a profissão em si, que eu acabei descobrindo amar mais do que eu pensava (e olha que eu quero fazer jornalismo desde antes de entrar na adolescência). Então basicamente se o gif acima sou eu em disciplinas teóricas, esta sou eu em disciplinas práticas:



Beleza, eu só tive uma disciplina prática esse semestre (Eu não conto Português Instrumental, apesar de dizerem que é prática. E não me deixem começar a falar sobre Metodologia Científica - que aliás, eu desisti e terei que cursar outra vez, porque meu professor dava aula de tudo menos de metodologia e eu ia acabar ficando com uma leve deficiência no aprendizado de qualquer forma), mas foi a melhor disciplina da história. Redação Jornalistica, com seus momentos cansativos e trabalhosos me fez realmente me sentir cursando jornalismo. Era o tipo de matéria que se tivesse três vezes mais trabalho eu não me importaria (tanto assim). Nela a gente aprendeu um pouco sobre cada área do jornalismo e eu realmente fiquei animada para as disciplinas que seguem ela. Até acho que se não fosse por ela, eu não teria aguentado esse semestre inteiro.
O segundo período começa dia 3 de novembro - o que me dá 25 dias de recesso, graças a Deus - e só termina dia 29 de abril de 2016, ou seja, aí vem outro semestre infinito. Eu ia falar sobre as disciplinas que eu vou pegar no 2º semestre agora, mas prefiro deixar isso para o post sobre o começo dele, já que eu ainda nem tenho certeza absoluta de que vou pegar o que acho que vou pegar e não vou ter certeza até confirmar a matrícula. O que eu posso adiantar é que não vou pegar a optativa que eu queria e espero que a optativa que eu meio que fui forçada a pegar seja tudo que eu estou esperando dela.
Obrigada por me aguentarem durante todo esse semestre e eu realmente espero que tenha falado sobre tudo que vocês queriam saber sobre a faculdade. Me avisem se tiver faltado alguma coisa.
G.

05/10/2015

XVII Bienal do Livro Rio: Parte 3

(Esse post vai sair enorme, maaaaaaaas) OI OI OI! Eu sei que esse post está extremamente atrasado e eu realmente queria ter conseguido postar ele antes que outubro começasse, mas a verdade é que eu mal parei semana passada. Estou na última semana do semestre (o que significa que talvez mais tarde nesta semana tenhamos outro post) e os trabalhos parecem que não vão acabar nunca. Eu até poderia dizer que tive uma das semanas mais estressantes e cheias da minha vida, mas em 2015 eu tenho tido semanas assim todo mês então o quê isso ainda significa? De qualquer forma, bem-vindos ao terceiro e último post sobre a 17ª Bienal Internacional do Livro Rio. Onde foi que eu parei? Ah, sim.
Meu segundo dia na Bienal (11 de setembro) era o dia de fazer compras. Cheguei cedo com o evento ainda vazio e munida da lista de livros e de estandes que tinham brindes em mãos, comecei a guerra. Era dia de Kit do Skoob no estande do Grupo Editorial Record (motivo nº 1 para eu ter deixado as compras para o dia 11) e eu fui correndo direto pra lá, por medo do kit esgotar. Como eu sabia que precisaria comprar livros do estande da editora, eu estava com uma lista gigante de livros que eu queria naquele estande, entre lançamentos e alguns mais antigos. Mas é claro que nenhum dos livros da minha lista estava na lista de livros necessários para ganhar o kit - que de acordo com a editora era formada pelos livros mais desejados no Skoob. Eu tive, então, que decidir entre os livros que estavam na lista da editora, qual eu queria mais. Acabei decidindo por Elena, a filha da princesa da Marina Carvalho, que apesar de ser o segundo do mesmo universo (não sei se é continuação), eu vinha namorando há uns meses, simplesmente por causa do título (e eu não me envergonho disso nenhum pouco) (caso vocês não saibam, eu tenho um amor profundo por nomes começados com E e principalmente El-). Aproveitei para poder pegar o livro que eu realmente queria também, O Livro de Marcar Livros (porque o vício em livros de atividades é real). Depois de comprar os dois e pegar meu kit, eu precisei sentar um pouco e decidir o que faria em seguida.
Eu reformulei minha lista e resolvi ir ao estande da Editora Zahar, que tinha brinde caso você comprasse dois livros da lista de clássicos publicados por eles. O brinde era uma cadernetinha com o tema dos clássicos, mas valeu a pena comprar as edições de bolso de Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Atráves do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá e O Pequeno Príncipe que são completamente maravilhosas. Depois disso, resolvi ficar sentada no jardim principal e curtir o clima da Bienal além das muvucas e das compras. Fiquei foleando meus livros e depois de um tempo peguei o celular e descobri no Twitter que a Fernanda Nia do blog e dos livros Como Eu Realmente estava no estande da Autêntica. E lá estava eu, outra vez, prestes a conhecer mais uma entre os meus ilustradores preferidos (sim, eu tenho muitos ilustradores preferidos, faz parte do meu complexo por não saber desenhar) (e eu também tenho a impressão que eu já disse isso). Eu já falei da Nia aqui algumas vezes, a última sendo no post dos 15 fatos sobre meu primeiro livro, porque ela desenhou uma personagem minha em 2014. Os livros dela estavam na minha lista, mas eu pretendia comprar se tivesse a chance de conseguir autógrafos e mesmo sem muita fé nisso, não é que aconteceu? Levei um tempinho pra achar ela no estande que estava um caos de fãs da Bruna Vieira (pelo 2º dia consecutivo, inclusive), mas quando encontrei foi muito legal. Só queria ter conseguido falar mais, até sobre como eu curto o trabalho dela, mas a versão Batata da minha personalidade estava de volta então chega a ser surpreendente que eu tenha conseguido responder as perguntas dela. (Eu preciso mesmo trabalhar com a forma como ajo na frente de pessoas que eu admiro. Mesmo mesmo). Além disso, das fotos com autores que eu tirei, eu senti que a minha com ela foi a que ficou mais fofa.

Eu realmente darei uma boa escrava para a Srta. Garrinhas.
Depois disso, eu sentei para ler e acabei lendo os dois livros do Como Eu Realmente de uma vez só. Isso terminado eu ainda tinha um tempinho para fuçar tudo. Depois de perguntar no estande da Leya se precisava comprar algum livro para a sessão de autógrafos com a Carolina Munhóz no sábado (e recebendo uma resposta negativa), eu fui comprar os livros que ainda queria. Acabei comprando Por Um Toque de Ouro (da Carol para o autógrafo), Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia (graphic novel que eu estava louca pra ler desde fevereiro e que não decepcionou nem um pouco - até porque eu li ele todo no ônibus voltando pra casa) no estande da Rocco e Buscas Curiosas (Margaret Atwood<3), O Terceiro Irmão (Nick McDonell), Mozart Não Tinha Playback (Sérgio Bernardes) em um estande que estava vendendo 3 livros antigos a 10 reais e onde eu dei a sorte de achar um Margaret Atwood, mesmo não sendo o que eu queria. (Detalhe básico: dizem que em estandes assim você acha os livros mais desprezados e os menos interessantes, mas havia >2 cópias< de um dos meus livros preferidos - O Sétimo Punhal do Victor Giudice, que inclusive eu consegui no troca-troca da Bienal de 2013 - lá). Assim finalizei o primeiro dia de compras com 11 livros comprados. Eu fiquei bastante surpresa por ter conseguido comprar tudo isso sem fugir do orçamento vez nenhuma, o que talvez mostre que os estandes realmente fizeram descontos legais este ano. Em 2013 eu não consegui comprar quase nada, mesmo tendo um valor até considerável.
Antes de ir para o 3º e último dia, eu quero falar de algo que eu esqueci completamente no último post. Em agosto eu descobri que a editora da minha universidade, a Edições Uesb, iria expor na Bienal e fiquei superanimada, pronta para me exibir. Até chegar ao estande da Associação de Editoras Universitárias e descobrir que a Edições Uesb sequer tinha uma estante para si própria. Enquanto editoras como a da Fiocruz ocupava 4 ou 5 estantes, a Edições Uesb dividia um estante com outras 4. Eu ainda estava feliz por ver minha universidade lá e tinha até um livro sobre jornalismo representando meu curso, mas não vou negar que fiquei decepcionada. Entendo que o espaço tenha sido dividido por "importância" da editora, mas talvez se houvesse no mínimo uma estante para cada editora, os livros de editoras pequenas tivessem mais saída. Nós do interior do nordeste também produzimo bons livros acadêmicos, Brasil.

O espaço da Edições Uesb e os livros do 2º dia.
No terceiro dia de Bienal, por ser um sábado, eu esperava bastante movimento e bagunça, mas a organização acertou mais uma vez, redirecionando as saídas e as entradas e facilitando as compras de ingresso e a entrada de quem já tinha ingresso em mãos. Meus únicos planos para aquele dia eram me despedir do evento e rever a Carolina Munhóz. A Carol esteve na Bienal vários dias, inclusive deu uma palestra no dia 10, mas eu calculei que o dia 12 seria o mais vazio e mais tranquilo já que ela e o Raphael Draccon estariam no estande da Leya ao invés do da Rocco e calculei certíssimo.
Caso você não conheça o blog desde 2013 e não me aguentou falando sobre isso várias vezes na semana antes da Bienal, eu conheci a Carol na Bienal de 2013, o que resultou no post que é até hoje o mais lido do blog. Na época, eu só tinha lido A Fada e foi ver a entrevista dela no Acampamento (toda Bienal do Rio tem um espaço dedicado a contato com os fãs que é um pouco diferente de um simples auditório. Na Bienal de 2013 foi o Acampamento na de 2015, o Cubo Voxes) que me fez acreditar que existia espaço para mim como escritora no Brasil. Eu cresci ouvindo e acreditando que escritores nacionais não vendiam nada em seu próprio país e ver autores, principalmente jovens, fazendo sucesso no Brasil (depois de muito trabalho duro, é claro) é o que me dá esperanças no futuro.
De qualquer forma, a fila para pegar os autógrafos com a Carol e o Rapha realmente estava bem tranquila e não foi problema nenhum o fato de que eu estava apenas com um livro da Rocco no estande da Leya (apesar de eu me sentir como se estivesse cometendo o crime do século) (eu sou paranoica demais). A Carol foi um amor, como sempre, e eu mal vejo a hora de começar a ler P1TDO porque eu sinceramente estou louca por este livro desde que descobri que as novas criaturas mágicas das histórias dela eram leprechaus. Ele pulou vários livros na lista de leitura e vai ser o primeiro livro que eu lerei assim que o recesso começar, DEFINITIVAMENTE.


Depois disso, eu apenas aproveitei o dia com minha amiga, que estava lá pelo primeira vez no evento desde ano. Passeando com ela eu me dei conta de como eu ando por fora de um mundo completamente novo que surgiu no entre os amantes de leitura: o dos booktubers. Até o Jornal Nacional falou da presença deles na Bienal e eu não fazia nem ideia de quem era . Eu já ouvi alguns nomes, claro, mas não conhecia ninguém de rosto, porque eu não acompanho ninguém. E por um momento ao ver aquela muvuca toda eu me senti a única pessoa do Brasil que não acompanhava nenhum booktuber - o que é meio absurdo, já que eu tenho um blog que teoricamente é literário (na verdade é mais pessoal, mas tudo bem), mas eu também nem leio tantos blogs literários assim. Eu sou a pária da blogsfera.
Acabei comprando mais dois livros A Sociedade dos Meninos Gênios (Lev AC Rosen) no estande da Novo Conceito e Aristóteles e Dante Descobrem Os Segredos do Universo (Benjamin Alire Sáenz) no estande da Companhia das Letras. Na hora de ir embora, eu já estava sentindo um vazio profundo. E ver o "Até 2017" no banner em cima da saída quase me fez chorar. Foram 3 dias completamente maravilhosos e todo viciado em livros precisa vivenciar pelo menos uma Bienal do Livro na vida. Eu mal vejo a hora da de 2017 que eu não perco nem a pau. Também estou considerando seriamente ir à de São Paulo em 2016, até porque os motivos para ir só crescem e já que a tatii falou que fangirla comigo, eu não posso perder essa oportunidade né?
É isso, mais uma Bienal maravilhosa acabou de vez agora que eu já escrevi tudo sobre ela. Vou sentir saudades, mas espero que a próxima chegue logo (e de preferência comigo entrando com meu livrinho publicado).
G.