22/11/2015

Diário Artístico: "Poderia ser pior. Eu acho."

Eu queria que o título desse diário fosse um trecho de A Linha de Rumo e esse me pareceu bem perfeito, heh. OLÁ, BOA TARDE. Esse é o primeiro post que não sai na madrugada de sábado para domingo, mas tretas (*ahem* JESSICA JONES E O FATO DE QUE TODO MUNDO JÁ ESTÁ TERMINANDO A TEMPORADA E EU NÃO) aconteceram e eu resolvi deixar para escrever o post de dia. Se a primeira semana de NaNoWriMo foi surpreendente e a segunda semana foi louca a terceira pode ser resumida em três letrinhas: MEH. Eu fiquei presa na pior armadilha criativa que um autor pode cair: saber o que você quer que aconteça, mas não saber o que fazer até chegar lá.
O week 2 blues (Aquela história de que na 2ª semana de NaNoWriMo você se acomoda, sem a animação inicial e fica bloqueado) apareceu para mim na 3ª semana dessa vez e eu nem nego que foi por já ter chegado a 50k. Eu relaxei no fato de ter chegado a 50k e me ferrei com isso. Eu passei pelas primeiras duas semanas me forçando a escrever mesmo quando eu não queria porque tinha uma meta e precisava cumpri-la. Na terceira, eu ainda tinha uma meta própria, mas já tinha batido a meta geral, então me permiti não escrever em certos momentos porque eu já tinha 50k mesmo, os outros 25k viriam fácil.... Só que não. Eu não sou o tipo de pessoa que surta muito e precisa se dizer para relaxar de vez em quando, eu sou alguém que precisa ser lembrada 24 horas por dia, 7 dias por semana de que precisa estar fazendo alguma coisa e sendo produtiva porque eu procrastino com muita vontade. Especialmente quando é algo que eu amo e que é importante para mim, porque se eu estabeleço uma meta para isso e depois não consigo cumprir eu fico morrendo de raiva de mim mesma. Mas se eu quiser ser justa comigo, pelo menos eu cumpri a meta de mais de 100 páginas e 60 mil palavras no manuscrito até o fim da semana e consegui manter minha média de palavras por dia no mês acima de 3 mil.

Todos nós conhecemos o sentimento.
No domingo, dia 15, eu resolvi que ia limpar meu quarto e a cozinha de casa, além do guarda-roupa que sempre é um caos quando eu preciso arrumar. E mesmo comigo sempre agindo como se essas coisas pudessem ser feitas rápido, eu acabei passando a tarde inteira nessa brincadeira e só pude realmente escrever à noite, fechando o dia com 1.591 palavras e 2 sacolas de roupas e sapatos para doação (Vocês acreditam se eu disser que meu pé cresceu? Eu não cresço desde os 13 anos, mas meu pé resolveu que não parou ainda não).
Na segunda-feira: caos. Acordei no meu horário para ir para a faculdade, só pra descobrir que meu professor de Teorias do Jornalismo está de licença e a gente só terá aula com ele em fevereiro. Acabei tendo que ficar lá até as 11h fazendo um monte de nadas, porque tinha aula de português depois. Quando eu cheguei em casa, eu passei uma linda uma hora deitada na cama tentando não dormir e quando eu finalmente resolvi ser produtiva: Ra Ra Riot aconteceu. A banda, que por um acaso é a mesma do álbum que deu nome a A Linha de Rumo (o The Rhumb Line), resolveu lançar a primeira música do novo álbum naquela segunda. E só para piorar a situação o quarto álbum deles, Need Your Light, sairá um dia depois do meu aniversário e quando eu mandei um tweet para eles a respeito o guitarrista deles ainda teve a cara de me responder dizendo que seria um dia depois do aniversário dele também, ou seja, ele faz aniversário junto comigo. Eu passei tanto tempo fangirlando que fiquei sem a mínima condição de fazer qualquer outra coisa por algumas horas. E eu sequer ouvi a música nova deles - Water -  naquele dia, porque meu computador resolveu não abrir vídeos do YouTube (de vez em quando ele resolve fazer isso). Eu novamente só escrevi a noite, alcançando 1.699 palavras.

Se imaginem cantando essa música enquanto se jogam em uma piscina

Na terça e na quarta, eu estava completamente incapacitada pelo simples motivo de: sono. Mas muito sono mesmo. Sem brincadeira, eu nem sei direito de onde veio tanto sono (mentira, sei sim, foi do anti-ansiolítico - e melhor sono do que crise de pânico). Eu dormi no ônibus tão lindamente que teve até gente dizendo que eu tava passando mal. Eu parava dez segundos e dormia. Na terça, eu dormi em lugares dos quais eu me envergonho de ter dormido, mas eu não conseguia parar de dormir. Quarta-feira, eu resolvi dormir um pouquinho e perdi a tarde inteira. Quem consegue escrever um livro com tanto sono? Definitivamente não eu e por isso eu escrevi 1,718 palavras na terça e o incrível número de 111 palavras na quarta-feira. Eu só não fiquei com muita raiva porque eu estava com sono demais para isso.
Na quinta-feira 19, eu tinha uma resolução: eu iria escrever bastante. Para recuperar minha honra depois do dia 18, porque eu realmente precisava escrever e porque na sexta-feira eu teria a crítica da aula de Crítica Cinematográfica para escrever. O problema: O que eu faria com a história? Onde eu a levaria? Como eu a faria chegar até onde eu queria? Dúvidas. Questões. Mistérios. Fiquei tão bloqueada que minha meta de 3-5k se transformou em 2,435 palavras e eu fiquei até surpresa por chegar a 2 mil. Eu jurei que não pensaria em nada além da história para poder decidir o que eu faria com a história no fim de semana. E é claro que meu cérebro resolveu pensar em tudo MENOS na história. Para piorar a situação inteira, eu estou com uma ideia de conto na cabeça que está parecendo um vírus no meu corpo agora e precisa ser colocado para fora de mim imediatamente - só que se eu começar essa história dentro dos próximos 9 dias, eu vou me animar demais com ela e ALdR pode entrar em um caminho sem volta para o abandono. Ser escritora é ótimo, gente, vocês deviam tentar.

Este clipe refere-se ao próximo parágrafo. E TODOS VOCÊS DEVERIA ASSISTIR PORQUE FOI A MELHOR COISA QUE ACONTECEU ESSA SEMANA.

Depois disso tudo, era sexta, dia 20 de novembro. Eu não queria que minha fangirl fosse reativada daquele jeito. Eu não queria me enrolar na escrita porque passei muito tempo surtando outra vez. Mas essas bandas que cantam músicas que eu amo têm algum respeito por mim? CLARO QUE NÃO. CHVRCHES resolveu lançar o melhor clipe da carreira, com Empty Threat uma música que eu nunca imaginaria como single, mas que deu muito certo. E Against The Current lançou o clipe de Outsiders, primeiro single do primeiro álbum deles. QUEM LANÇA CLIPE NO DIA EM QUE O ÁLBUM DA ADELE SAI???? Minhas bandas, claramente. E se não bastasse o sofrimento causado por essas duas bandas desgraçadas, ainda me vieram mais tiros: Jessica Jones saiu naquele dia e eu tinha sido coagida a assistir a série no começo do mês. Ainda resolvi fazer um pacto de assistir pelo menos um episódio por dia, porque eu sou louca e resolvi ignorar minhas outras 16 séries atrasadas. E a série é tão boa que eu quero muito bater em quem me coagiu a assistir. Tudo que eu tenho a dizer é que o Kilgrave é o vilão que eu precisava na minha vida e nem sabia.
Depois de ser feita de piso de escola de samba por todas essas obras de artes, eu resolvi focar na minha própria obra de arte e depois de muito trabalho eu consegui terminar uma cena que estava me paralisando um pouco. Eu estou chegando a um ponto da história em que todos os milhares de problemas da Leigh estão começando a se resolver e também estou entrando em negação a respeito do fim do livro estar chegando - principalmente porque eu me dei conta de como será o final e só de pensar já dá vontade de chorar. Eu fechei aquele dia com 1.815 palavras, um pouco de tristeza e muita negação.

AVISO: ESSA MÚSICA GRUDA. 

Finalmente sábado, e mesmo tendo um monte de coisa para fazer em casa (De que adianta o homem ter ido até a lua, criado a bomba atômica e redes virtuais de comunicação internacional se a minha roupa não se lava sozinha?) e estando extremamente estressada com todo mundo falando de Jessica Jones e eu sem poder ver, eu resolvi focar no livro e resolver no capítulo dezesseis um cliffhanger que estava presente desde o capítulo dois. Outras coisas legais também aconteceram e inclusive minha personagem principal falou sobre a história que vinha escrevendo há vários capítulos (personagens que escrevem<3) e eu achei uma ideia tão legal que talvez eu acabe escrevendo e coloque como extra no livro. Mas talvez não. Eu fechei o sábado com 5.074 palavras, o que foi o melhor resultado da semana. Minha contagem de palavras totais até a noite de sábado, dia 21, era de 64.460 palavras.
Eu não tenho certeza exata de como as coisas vão caminhar esta última semana de NaNoWriMo (GENTE, como novembro passou rápido!!). Também não sei se vou parar em 75 mil como tinha previsto porque ainda falta algumas coisas acontecerem que eu duvido que serão contadas em apenas 10 mil palavras. Mas eu estou levando o livro por um caminho interessante e eu espero conseguir seguir ele. Eu estou estabelecendo umas metas malucas para esta semana e eu realmente espero que a faculdade me deixe viver o suficiente para que elas deem certo. E mesmo que a faculdade não deixe: em 4 anos, a mesma vai tomar pelo menos 40 meses da minha vida (supondo dois meses de férias por ano) e o NaNoWriMo só vai tomar 4. Este ano, são mais 9 dias, contando com hoje, para o fim do desafio e eu preciso ter terminado essa história quando o dia virar na segunda dia 30. Então vamos focar na escrita e deixar todo o resto em segundo plano.

G.

P.S.: Caso vocês estejam se perguntando (Não estão, mas ainda assim), minha banda preferida, MisterWives, não lançou nada nessa semana, mas anunciou que está trabalhando em um novo álbum. Ou seja, apenas tiros, mas será pior quando esse segundo álbum realmente sair. E graças a Deus eles estão quase fora da internet, porque se eu fosse fangirlar por MW eu seria completamente inútil.

15/11/2015

Diário Artístico: We are insane

Se eu achava que semana passada tinha sido uma semana louca, eu realmente não fazia ideia do que estava por vir. Enquanto eu escrevo isso vocês precisam entender que eu estou tão completamente bêbada por um sucesso que não esperava que perdi meio o controle de quem eu sou, então grandes chances de que esse post saia muito mais louco do que esperava. Mas vamos começar do começo ou eu vou deixar todo mundo tão louco quanto eu.
No 8º dia de NaNoWriMo, eu meio que me permiti folgar um pouco, mas acabei escrevendo 2,276 palavras porque só peguei o ritmo à noite. Foi um dia confuso e como eu ainda estava me sentindo mal da gripe, não me culpei tanto. Além disso, o dia 9 era feriado na minha cidade e eu aproveitei isso para começar o dia naquela mesma noite o que me rendeu mais de 3 mil ainda de madrugada e outros 2 mil de dia chegando a 5,221 palavras no dia e 37,036 no total. Parecia que eu ia recuperar o ritmo da primeira semana logo e eu me senti mais tranquila.
Aí o dia 10 chegou e me fez repensar isso. Resumindo a coisa toda, enquanto eu voltava para casa aquela manhã, eu tive uma crise de pânico como não tinha há um ano e meio com direito a colocar tudo que eu comi para fora do estômago, se vocês me permitem ser tão explícita. Enquanto eu dava um jeito nisso (aka falava com minhas médicas perguntando o que poderia fazer), eu optei por não escrever, já que o clima triste da cena onde eu estava só ia piorar como eu estava me sentindo. Nisso, eu acabei só com as 354 palavras que escrevi depois das 23h da noite anterior e de manhã na faculdade, totalizando 37,390.

Amigos e colegas de NaNoWriMo: We are insane.
No dia 11, eu ainda me sentia mal e não fui à faculdade por medo de me sentir tão mal quanto me sentira no dia anterior, mas tentei me forçar a escrever e consegui alcançar 1,059 palavras. Eu comecei a ficar com medo de que uma recaída dificultasse meu projeto, mas minha saúde está acima de qualquer outra coisa então eu foquei no que já tinha conseguido ao invés do que precisava consegui e torci para que no dia seguinte estivesse melhor. E eu estava, mas descobri que não estava nem um pouquinho a fim de lidar com o capítulo onde estava.
Na verdade, eu estava revesando entre dois capítulos, um mais tranquilo e um que pode fazer até quem não tem alma chorar (alguém captou a referência a As Crônicas de Kat?). Ainda estando me recuperando do que quer que tenha causado minhas crises (eu considerei que pudesse ser as cenas tristes do livro, mas ao mesmo tempo eu estava tão satisfeita com meu desempenho que eu desconsiderei isso), eu preferi focar no capítulo mais tranquilo. Nisso, eu tive uma ideia para uma cena que me perseguiu por horas e comecei a escrevê-la. O problema? Eu tenho certeza mais do que absoluta de que eu vou cortar essa cena durante a edição. Eu posso até ser a única que faz isso, mas muitas vezes enquanto eu estou escrevendo uma história que sei que vou ter que editar muito, eu escrevo algumas cenas simplesmente por impulso, porque elas parecem legais e me deixam feliz, mesmo sabendo que são bobas demais ou reveladoras demais para sobreviver. A cena principal que eu escrevi no capítulo 10 é assim. Ela sinceramente diz mais sobre mim do que sobre a personagem principal (apesar de dizer muito sobre a personagem principal) e por isso eu terei que cortar, mas escrever ela me deixou tão bem que por enquanto ela está no livro. Fechei o dia 12 com 3,057 palavras escritas no dia e 41,506 no total.
Dia 13, eu queria chegar a 45k, com louvor, mas diversas coisas colaboraram para que isso não acontecesse. Eu estava cansada e precisava escrever a crítica da semana da aula de Crítica Cinematográfica (O professor passou Cantando na Chuva e eu ainda estou no céu por isso). Dormi um pouco e fui escrever, mas pouco depois a notícia dos ataques em Paris chegaram a nosso conhecimento. Esse ataque e os outros que vieram à luz depois que ele aconteceu que tomaram conta da minha cabeça por horas. Tentei acompanhar as notícias por todos os meios possíveis por várias horas e assim como várias outras pessoas, mal consegui escrever direito. A sensação de impotência e de desilusão que toma conta da gente em momentos assim é completamente paralisante. Fechei o dia com 1,142 palavras que foram escritas aos poucos antes do ataque. Total de 42,648 palavras. Então chegou o dia 14.

Esta sou eu no dia 14.
O objetivo era justamente chegar aos 45k que eu não tinha conseguido chegar no dia anterior e se possível passar um pouco. Já tinha escrito um pouco mais de 1k de madrugada, só aleatoriamente, porque quis completar uma cena. De dia, eu cheguei a dizer no Twitter "Eu ia dizer que amanhã chego a 50k com certeza, mas considerando as merdas que já deram essa semana, melhor esperar para ver.". Ou seja, sem grandes expectativas. Mas também sem nada para fazer além de escrever. Eu já tinha pensado bastante no que queria nos próximos capítulos e estava mais do que pronta para escrevê-los. A escrita foi fluindo, foi fluindo, foi fluindo e quando eu vi estava com 6k faltando uma hora para o fim do dia. Como meu recorde de palavras em um dia (conquistado no dia 15/07/2014 durante o CampNaNoWriMo) era de 6,876 palavras eu resolvi que queria pelo menos passar dele e fiz um sprint de 30 minutos para isso acontecer. Quando esse sprint acabou eu tinha 7 mil palavras e estava perturbadoramente perto demais de 50 mil para não tentar essa meta meio louca. Então, às 22h54 (23h54 no horário de Brasília) eu alcancei 50,017 palavras vencendo o NaNoWriMo no 14º dia e batendo meu recorde pessoal com 7,369 palavras em apenas um dia. *PAUSA PARA O INTERNAL SCREAMING*
Eu tive uma das semanas mais loucas e fora de controle do ano, morri de medo de algumas coisas acontecerem e ainda assim cheguei a 50 mil palavras no meio do mês. CINQUENTA MIL PALAVRAS!!!! Cinquenta mil palavras não são 200 palavras, não são 1.000 palavras, não são 5.000 palavras SÃO CINQUENTA MIL PALAVRAS. SÃO PALAVRAS PRA CARAMBA. Eu nem vou tentar ser falsamente modesta, mas muito menos dizer que eu esperava por isso e sabia que eu ia conseguir algo assim. Esse livro tem estado no meu coração há pouco mais de um ano e tem se desenvolvido na minha cabeça há alguns meses, mas eu nunca imaginava que isso fosse acontecer. Que o livro fosse fluir e simplesmente acontecer tão incrivelmente que eu fosse conseguir 50 mil palavras em 14 dias. Em duas semanas. Através de dias ruins e apesar de estar tendo aulas. Acho que você tem que ser escritor para entender o nível da satisfação, o nível da felicidade, o nível da adrenalina. Eu ainda estou um pouco longe de terminar o livro e estou estimando mais 25k, mas eu ainda tenho uma outra metade do mês e ainda assim eu venci o NaNoWriMo. QUEM VENCE O NANOWRIMO COM UMA HISTÓRIA QUE AMA COMPLETAMENTE EM 14 DIAS? Aparentemente eu.
Eu não posso deixar de agradecer às meninas do Twitter por isso também. Uma das melhores partes do NaNoWriMo é que você se conecta com pessoas que estão fazendo a mesma loucura que você e torcendo para ir bem nisso. Em 2013, eu conheci a tatii que tem sido bastante importante para mim desde então - aliás, eu nem acredito que a gente se conhece há dois anos. Ela também tem me ajudado e apoiado bastante neste NaNoWriMo e certeza de que será nos próximos também. Além disso, tem as meninas que eu conheci este ano, como a Gih, a Isadora, a Lais e a Juliana que têm me apoiado bastante. E não esqueçamos a Annie, que eu conheci fora do NaNoWriMo, mas está participando pela primeira vez este ano. Além do pessoal da faculdade, que vive perguntando como eu estou indo e especialmente Bárbara e Caren que vão acabar me matando se eu não publicar alguma coisa logo. Vocês todas nem percebem que me motivam ainda mais e são grande parte desses 50k em pouco tempo. Isso aqui é só para agradecer um pouquinho, no fim do mês eu prometo escrever um parágrafo bem maior agradecendo por tudo e incluindo até quem eu to conhecendo ainda. Vocês são demais.
Para fechar o post, eu queria apenas deixar aqui algo que eu devia ter deixado semana passada, para quem não é meu amigo no Facebook. Eu postei um trechinho do livro no começo do mês que basicamente resume a relação entre minhas personagens principais. Espero que vocês gostem:

"Nós decidimos em um pacto silencioso que apoiaríamos e protegeríamos uma a outra independente do que acontecesse, já...

G.

P.S.: Eu só queria informar que dia 18 é aniversário da personagem principal de Mais Uma Vez, Heather. E o único motivo para eu estar informando isso desde já é que nos últimos dois anos eu esqueci disso! Feliz 21 anos adiantando, Heather. Juro que não vou esquecer dessa vez.

07/11/2015

"Deu tudo certo", afirma paciente de clínica psiquiátrica

FIRST THINGS FIRST, eu sei que tinha prometido um especial de Halloween que nunca foi postado e eu sinto muito por isso. A parte mais frustrante de tudo é que eu tinha dito que nunca mais prometeria posts especiais que não estivessem anteriormente escritos, mas eu realmente achava que conseguiria escrever o especial que pretendia no espaço de 11 dias entre o último post e o Halloween. Não aconteceu por vários motivos (principalmente falta de inspiração), quase nenhum deles muito justificáveis, mas é o que eu tenho pra hoje (que aliás, é uma frase que eu digo com frequência demais). Eu provavelmente vou acabar postando esse especial em algum momento assim como fiz com Infelizmente, Rio, eu te amo e com Mi Totentanz, mas eu fico um pouquinho irritada em pensar que depois de finalmente me livrar desses dois projetos que pesavam no canto da minha mente como trabalho incompleto eu tive a capacidade de inventar outra coisa e não conseguir completar. Mas antes que eu acabe me socando, vamos ao tema do post não é mesmo?
Como vocês já sabem, esta semana eu comecei duas das coisas que eu considero um dos maiores desafios da minha vida: O meu segundo NaNoWriMo e o segundo semestre da faculdade de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo (eu realmente gosto de dizer Comunicação Social com habilitação em Jornalismo). Considerando todas as semanas se arrancar o couro que eu tive este ano, eu não posso dizer que foi uma das semanas mais complicadas da minha vida, mas posso dizer que ela foi bem interessante e louca. Na verdade, foi muito mais tranquila do que eu jamais poderia imaginar, mas vamos por partes.

Eu realmente digito olhando para outra pessoa às vezes e dizem que isso é perturbador.
Meu primeiro dia de NaNoWriMo começou uma hora antes de novembro começar para mim. É que o site só tem o horário de Brasília para fusos brasileiros (alguns sites tem o "Horário de Salvador" ou o "Horário de Fortaleza" para representar a região nordeste, permitindo que quando não temos horário de verão, o horário continue correto) e o NaNoWriMo começou oficialmente para os brasileiros no momento em que se tornou meia noite no horário de Brasília. No começo, eu parecia um pouco enferrujada, mas levei uns 15 minutos para conseguir alcançar o ritmo. Munida das minhas duas playlists (O álbum The Rhumb Line de Ra Ra Riot, que dá nome ao livro & a playlist com as músicas que deram nome a meus personagens), eu escrevi sem me importar com muita coisa e consegui 2,805 palavras até as 3h30 da manhã, quando precisei me forçar a dormir já que tinha um almoço de família no dia seguinte. Depois do almoço em questão, eu voltei para casa para fazer algo que eu nunca faço no começo de NaNoWriMo. Eu normalmente só chego a 6 mil palavras quando estou em desespero, no meio do mês ou no finalzinho, quando preciso recuperar a meta perdida. E ainda assim eu terminei o primeiro dia do NaNoWriMo 2015 com 6.141 palavras. Foi um desempenho que eu nunca esperaria, mas me fez perceber que meu livro acabará com muito mais de 50 mil palavas. Então, eu não podia me acomodar ou parar de escrever porque eu preciso terminar o livro este mês, se não quiser ficar com outra história acumulada. No segundo dia, eu não mantive essa média absurda, mas passei de 4 mil palavras, o que ainda considerei um desempenho maravilhoso, alcançando 10,504 no contagem total. A escrita fluía e a história parecia lógica e com conteúdo. Mas, mesmo com a contagem alta, eu só finalizei 3 capítulos nesses primeiros dois dias e a história ainda estava no comecinho.
No terceiro dia, era teoricamente a volta as aulas e mesmo que eu só fosse ter aula 11h, resolvi ir para a faculdade em horário normal (7h30) para adiantar a escrita antes da aula começar. Deu certo: consegui escrever as primeiras 2,514 palavras do capítulo 4 naquela manhã. A única parte frustrante é que a professora que daria aula às 11h nunca apareceu e eu atravessei a cidade por nada. De qualquer forma, voltei para casa e em uma tarde que normalmente seria de vários nadas eu acabei escrevendo outras 3.307 palavras, fechando com 16,325 palavras o terceiro dia. Esse também foi o dia dos capítulos mais intensos, com detalhes sobre as tensões da trama e com mais efeitos sobre a personagem. É óbvio que eu chorei. Ou eu pode ter sido o começo da gripe já que esse foi o dia em que a mesma atacou.
Finalmente, era o 4º dia, 4 de novembro e mesmo teoricamente estando adiantada, eu estava preocupada com o fato de que realmente teria aulas, o que resultava em menos tempo para escrever. Fui para aula com a ideia de fazer anotações para o livro, mas isso não aconteceu porque digamos que minha professora de Gêneros Jornalísticos é intensa. De uma forma maravilhosa! Ela passou milhares de textos e já marcou os trabalhos? Sim. Ela tem regras rígidas que terão de ser cumpridas? Sim! Mas ela é o tipo de professora que se importa com o aprendizado dos alunos e com nosso comprometimento e passa conteúdo, exigindo o que sabe que a gente vai precisar aprender. Também conhecida como o tipo de professora que eu preciso. Gostei dela automaticamente. Eu decidi que esse será o semestre que ou eu tomo vergonha na cara, ou eu enlouqueço de vez.

Vou precisar disso no semestre mesmo
Durante a manhã minha gripe começou a ficar mais forte, o que era insuportável já que o dia inteiro foi quente e ficar gripada no calor está atrás apenas de ansiedade na minha lista de PIORES SENSAÇÕES DO UNIVERSO. Depois da aula precisei resolver algumas coisas e andei um pedaço no sol quente. Resultado; cheguei em casa enjoada e toda dolorida. Usei isso para adiar minhas obrigações e acabei passando a tarde inteira procrastinando - o que recentemente quer dizer: ficar lendo sobre signos. Ainda assim, quando peguei o livro para trabalhar direito, depois das 17h, acabei produzindo 3,759 palavras, elevando a contagem para 20,804 palavras. Em 4 dias. Eu estava em choque. Eu nunca nem sonharia conseguir essas metas nos primeiros dias de NaNoWriMo e mesmo ainda estando no comecinho, eu começava a sentir que esse ritmo se manteria assim pelo menos por um tempo e essa sensação era boa demais.
No quinto dia, eu tinha uma meta pessoal interior de chegar a 25 mil palavras (METADE DA META DO NANOWRIMO), mas disse a mim mesma para não ficar triste caso não conseguisse. Acontece que esse dia acabou sendo completamente maravilhoso? A ponto de afetar minha escrita e eu precisar lembrar a mim mesma que estava escrevendo um drama!
Eu acordei passando mal, mas como era a primeira semana de aulas eu dei meu jeito de ir para a faculdade. A professora do dia - de Realidade Brasileira Contemporânea - não foi a aula, mas no momento em que eu percebi isso, eu já me sentia um pouco melhor. Eu acabei sendo convencida a ficar na faculdade mais um tempo enquanto duas colegas (Oi, Caren. Oi, Vic) esperavam pela aula optativa delas, cuja turma eu não peguei. Eu jurava que ia me arrepender disso, já que precisava escrever, mas pensei em ficar lá até o fim da aula da minha irmã e depois ir para casa com ela. Não me arrependi nem um pouco. De alguma forma, acabamos falando sobre todos os assuntos que eu acho interessantes em um conversa só. Resultado: Saí da faculdade ainda mais inspirada.
O probleminha era que eu ainda precisei sair outra vez depois de chegar em casa e só pude voltar a escrever mesmo às 15h20. Isso dava menos de 8 horas até o fim do dia e eu precisava de 4,916 palavras. Repeti que não precisava ficar triste se não conseguisse e fui escrever como se minha vida dependesse daquilo. Alcancei as 25 mil palavras às 22h e alguns minutos e terminei a cena fechando o dia com 25,216 palavras. Foi quando eu comecei a surtar.
Gif obrigatório do NaNoWriMo, hahaha. Eu devo ter pelo menos uns 3 posts com esse gif.
Nem em meus sonhos mais loucos eu imaginava que fosse passar da metade do NaNoWriMo em 5 dias. São CINCO dias! É uma média de 5,040 palavras por dia. Não acho que já tenha escrito tudo isso em tão pouco tempo em nenhum momento da minha vida. Nem em semanas de desespero! Eu sabia que minha narradora tinha dificuldade em calar a boca (porque eu não consegui fazer com que ela calasse desde que começou, em maio), mas não imaginava que a situação fosse tão séria. A escrita tem fluido e a história faz sentido e TEM história. Eu me sinto insegura às vezes, mas repito a mim mesma que ainda existe o processo e revisão e continuo escrevendo. Eu não me sentia tão bem e tão confiante com uma história desde que terminei de escrever Mais Uma Vez, em março de 2013 e mesmo então, eu não me sentia tão submergida pela história quanto nesse caso. Eu não consigo parar de pensar na história, não consigo desligar minha mente do mundo em que ela se passa. Acho que é um daqueles casos em que a história é maior que você, ela simplesmente precisa ser colocada no mundo, ou vai te destruir. Eu já havia passado por isso com contos, como Infelizmente, Rio, eu te amo, mas com um livro inteiro? Eu nem conseguia imaginar que algo assim fosse acontecer. A melhor parte? Todas as pessoas com as quais eu falei sobre o livro (E eu tenho falado sobre esse livro com quase todo mundo que eu conheço) falaram que querem ler. Sem os "Mases" e "Mesmo ques" aos quais eu estou acostumada. Sem dizer que lerão porque gostam de mim. Eles simplesmente querem ler a história. Isso me deixa mais enlouquecidamente motivada ainda.
Os dois últimos dias da primeira semana, ontem e hoje, foram os piores, entretanto, porque eu não conseguia parar de passar mal. A gripe começou a me deixar enjoada toda vez que eu me movia mais de dois passos e eu ainda tive cólica a maior parte do tempo. Ontem, eu acabei me deitando para melhorar e perdi a sexta-feira inteira, acordando só depois das 17h. A noite eu fiquei tão desorientada que acabei conseguindo só 1,805 palavras, o que eu considero uma vitória na verdade, por ter superado a meta diária de palavras no NaNoWriMo que é de 1,667 (escrevendo esse total de palavras por dia em 30 dias você chega a 50 mil). Hoje, eu continuei passando mal e usei de todas as armas imagináveis para conseguir me sentir melhor, mas ainda assim só consegui 2,507 palavras. Isso fez com que eu fechasse a primeira semana de NaNoWriMo com 29,539 palavras, o que continua sendo completamente maravilhoso e muito mais do que eu podia imaginar. Só espero que essa gripe passe logo e eu consiga voltar ao meu ritmo do começo da semana, porque tudo que eu não preciso é juntar o Week 2 Blues com uma doença.
Outra coisa que se meteu no caminho do meu desempenho na sexta e no sábado (não por ser difícil, mas por pesar de forma que eu não conseguisse me concentrar completamente no livro) foi o trabalho designado pelo meu professor de Crítica Cinematográfica que inclusive existirá toda sexta-feira até o fim do semestre. O trabalho é justamente escrever uma crítica sobre o filme apresentado em sala, que desta vez foi Gosto de Sangue e entregar em até 24 horas (maldita tecnologia adiantando o prazo de entrega dos meus trabalhos). Crítica é justamente a optativa que eu meio que fui obrigada a pegar, como eu disse no post sobre o fim do primeiro semestre. Não que eu ache que será ruim e depois da primeira aula eu estou a considerando até bem promissora (estaria mais se o professor resolvesse passar filme de terror na próxima aula, que é uma sexta-feira 13), mas existe uma série de motivos pelo quais eu não me sinto tão prepara assim para esta aula. Além disso, minha optativa de escolha mesmo seria Produção em Cultura, que eu não pude pegar por causa do choque de horários. Isso é triste porque eu estava animada para o 2º semestre justamente para pegar aulas optativas e não consegui a que eu queria. Faculdade é uma ilusão galera, fujam.
Além das aulas citadas (sim, eu só tive duas aulas semana passada, quero só ver o que vai acontecer com o NaNoWriMo quando eu tiver todas) eu tenho Teorias do Jornalismo, História do Jornalismo e Português Instrumental II. A maioria disciplinas teóricas outra vez. Acho melhor manter o número do hospício na discagem rápida.
Vejo vocês semana que vem, com mais NaNoWriMo e A Linha de Rumo,
G.