26/06/2016

Crises, amores e a grama do vizinho

Eu sei que tinha dito que tentaria postar até quarta, mas... Eu escolhi a faculdade como tema do post porque me dei conta de que já tinha mais de um mês que falei sobre isso e mais de um mês desde que minhas aulas voltaram. Então eu planejei escrever o post na quarta porque era o primeiro dia do meu mini-recesso de São João (que começou dia 22 e termina dia 27), mas isso deu muito errado porque no momento em que eu me livrei da faculdade por uma semana, tudo que eu não queria era pensar na faculdade. Eu resolvi então que ia me dar minha pausa e que antes de escrever esse post, terminaria de trabalhar no capítulo da segunda fase de As Crônicas de Kat no qual eu já vinha trabalhando há alguns meses. ISSO ME TOMOU 2 DIAS!! PORQUE EU SIMPLESMENTE NÃO QUERIA TER QUE ENFRENTAR O FINAL DO CAPÍTULO!! (Que, sim, envolveu matar uma das personagens às quais eu me referi no post das 101 coisas em 1001 dias). Depois que eu finalmente consegui terminar - apesar de ainda estar com um vazio gigantesco no coração - resolvi que eu realmente precisava escrever o post, porque o mês literário setá chegando e eu preciso atualizar vocês sobre vários aspectos sobre a vida antes de começar a falar como doida de literatura.
Então, a faculdade. Como anda a faculdade. Faculdade? Aquela coisa lá que eu faço de segunda a sexta de manhã cedo? Aquela coisa que eu passei 3 anos estudando para entrar, mesmo considerando que ela me impede de curtir minha juventude, de ser uma jovem saudável e de fazer o que eu quero? Aquela que me causa crises emocionais das 6 da manhã até às 11 da noite? Bem, entre textos para ler, trabalhos para fazer, pautas para pensar, conteúdo para produzir, mesas de debates para assistir, seminários para organizar, crises para superar e complexos para alimentar, tudo anda bastante:

Esse é o meme oficial da vida universitária e ninguém pode negar. (Além disso, porque eu não consigo encontrar um gif disso que funcione no Google? Só acho no Twitter e no Telegram e de lá não dá para salvar).
Como vocês já sabem, neste digníssimo 3º semestre eu tenho 5 disciplinas: Oficina de Fotojornalismo, Oficina de Vídeo-documentário, Oficina de Jornalismo Impresso, Narrativas Jornalísticas e Teorias da Comunicação. Como eu também já disse, só uma dessas disciplinas é diretamente teórica o que faz com que o semestre pareça ser o melhor semestre que eu tive até agora. Ao que tudo indica, por esse primeiro mês de aulas que eu tive ele será mesmo. O único problema é que, de verdade, de verdade eu só tive aula de uma disciplina nesse período: Oficina de Fotojornalismo. Minha professora vai precisar sair no começo do mês que vem para fazer doutorado e pegou aulas de quase todas as outras disciplinas para conseguir ministrar a disciplina a tempo. Então apesar de eu ter tido uma ou outra aula das outras disciplinas, eu só me sinto tendo aula mesmo disso. E Fotojornalismo? Melhor disciplina da vida. Tirando a parte em que eu fico apenas querendo câmeras que eu não posso comprar e o fato de que eu não desenvolvi o senso estético para tirar fotos como eu queria poder tirar, tudo sobre essa aula é maravilhoso. Eu provavelmente falei aqui sobre como no primeiro semestre eu gostava dos momentos em que eu meio que me sentia uma jornalista de verdade. Fotojornalismo trouxe essa sensação de volta nos trabalhos práticos. Eu passei dois dias bem cansativos tirando foto para a primeira atividade prática e ainda assim adorei porque me fez me sentir na profissão que eu quis aprender. PORQUE TODAS AS DISCIPLINAS NÃO SÃO PRÁTICAS? De qualquer forma, faltam 2 aulas e pelo menos dois trabalhos para a disciplina acabar e eu não to muito feliz, porque logo em seguida a loucura começa.
Eu praticamente só tive aula de Fotojornalismo, mas não necessariamente só tive aula de Fotojornalismo. Todas as disciplinas já tiveram aulas, mas não pareceram "aulas de verdade" ainda. Narrativas mesmo, foram só duas aulas e basicamente para localizar a gente na disciplina. A próxima aula, porém, já tem apresentação de seminários. E advinha quem ficou no grupo 1 dos seminários outra vez? Eu mesma. A pior parte? O seminário vai ser apresentado no aniversário da professora!!!! Esse seminário é tipo um fantasma que me segue insistentemente. Até quando eu não to pensando nele, no fundo, no fundo eu estou pensando nele. E só para piorar a situação, não será apenas um seminário no mês que vem: A segunda onda de seminários da disciplina começa na última semana do mês e eu estou no primeiro grupo de novo - mas dessa vez por minha culpa, o primeiro tema é Livro-Reportagem e como eu quero que meu TCC seja um, eu pedi para a professora que meu grupo ficasse com esse tema (Aí tive que lidar com a fúria das minhas colegas de grupo que eu acho que ainda não me perdoaram, mesmo eu prometendo colocar os nomes delas nos agradecimentos do TCC).
Eu também já tive aula de Jornalismo Impresso e tenho um trabalho para fazer para a semana que vem, mas eu não to surtando tanto com ele porque a) eu não fui na última aula e b) eu não vou na próxima. E eu terei atestado para os dois casos. Não que eu esteja fugindo da aula nem nada. Porque :) eu :) nem :) tenho :) medo :) de :) Jornalismo :) Impresso :). Alem disso, tem Teorias da Comunicação e Video-documentário que são ministradas pelo mesmo professor. Enquanto a primeira eu não tinha muitas esperanças, mas estou me surpreendendo (eu já até tive ideia para o trabalho final), a segunda tem sido um festival infindável de "ESSA NÃO É A OPTATIVA QUE EU QUERIA". Não me entendam errado Video-documentário é bem legal e era meu plano B, mas tudo começou a dar errado na primeira aula, quando o professor viu que nosso trabalho tinha um pouco em comum com a disciplina que era minha primeira opção, Edição e Montagem, e resolveu deixar a gente assistir o começo da aula deles. Eu passei esse momento inteiro surtando pelo quanto aquilo era o que eu queria e o quanto era a disciplina perfeita para me ajudar a realizar meu sonho de escrever um piloto de série um dia. Mas não era a minha optativa de verdade, o momento passou, e nós seguimos para a aula oficial de documentário. E Giulia Santana ficou só na depressão por não ter conseguido entrar na disciplina do lado. A pior parte é que o professor estava certo, nós realmente seguimos caminhos muito parecidos com Edição, mas eu estou em um clima de a grama do vizinho é mais verde que chega a doer. Espero que isso passe quando nós realmente começarmos a gravar para o documentário do professor. (Eu também vou produzir um minidoc como trabalho final. Superaceito sugestões de tema).
É isso! Acho que de todos os posts bagunçados de 2016 esse foi o mais bagunçado. Mil perdões pela bagunça total que este blog tem sido este ano. A vida tem sido uma bagunça este ano e eu espero que ao menos eu consiga seguir meus prazos para Mais Uma Vez e ter uma data real e eventualmente um livro para vocês. Torçam por mim.
G.

P.S.: Eu vou falar mais sobre isso no mês literário, mas vocês precisam saber sobre antes - Lembram do grupo de amigas que reunidas graças ao último NaNoWriMo? Pois é, nós nos unimos e criamos uma newsletter! A Tertúlia será enviada toda quinta-feira e terá temas cíclicos. A primeira já vai estar nos e-mails dia 30 então eu recomendo que vocês se inscrevam clicando aqui, desde já. Também recomendo seguir nossa pequena reunião no Twitter e no Facebook.

08/06/2016

Com nossas mãos sobre nossos corações

Vamos todos tirar um momento para apreciar o fato de que eu consegui um tema para post relativamente interessante em menos de uma semana. Vocês não tem noção de quão perto estiveram de ter que aguentar um post de 15 parágrafos sobre meus ships da vida real que são apenas ilusão da minha cabeça. Ou algo sobre meus crushs. Com este post eu começo uma nova "coluna" do blog que por algum motivo dramático e filosófico se chama "Passos e Tropeços". É sobre eu, fazendo coisas que adultos fazem, falhando miseravelmente e então percebendo que todo mundo também falha porque ninguém está pronto para ser adulto na atual conjectura das coisas. Provavelmente vai ser legal. Este primeiro post é sobre morar sozinha e ter minha própria casa, mas eu gosto de pensar que essa explicação é redundante porque todo mundo que me conhece captou a referência no título.
Caso você ainda não tenha me visto surtar a respeito, eu me mudei para um apartamento sozinha com a minha irmã no começo de abril. Nós estávamos planejando isso há um tempinho e tínhamos um monte de ideias na cabeça, mas nada te prepara para a situação real, olho no olho, cara na cara. Mas eu preciso dizer: Eu não voltaria atrás nem a pau. Me mudar provavelmente foi a melhor escolha que eu fiz em 2016. Mesmo que o apartamento tenha vários problemas hidráulicos e que eu odeie lavar a área de serviço e que eu continue levando bronca da minha irmã por não manter a casa arrumada. Pode ser parte da minha necessidade constante de movimento, provavelmente algo a ver com independência, impaciência e introvertimento, mas me mudar para uma casa minha foi a melhor coisa que eu fiz nos últimos anos, sim.

Isso é da parede do meu quarto. Eu transformei minha inabilidade em cortar letras em cartolina em uma fonte própria. #Winning
O apartamento alugado é térreo, tem dois quartos, uma cozinha grande o suficiente para duas adolescentes, área de serviço, um banheiro claro e espaçoso, varanda e uma garagem enorme que originalmente era só nossa, mas agora nós dividimos com o apartamento de cima - em troca de uma diminuição no valor do aluguel. A sala também é bem grande e tem uma área de luz com a janela dos dois quartos e uma das janelas da sala (ela tem outra que dá para a área de serviço) - meu gato ama entrar lá por uma janela e sair por outra, mesmo que isso signifique ficar miando até alguém abrir a outra janela. O apartamento também é bem frio, porque fica tão no fundo que o sol só chega até o meio da varanda, mas isso é uma coisa boa. O piso é meio irregular e as paredes foram mal pintadas pelo último morador, a porta da frente só fecha se for na chave e o portão precisa de vários truques para abrir e para fechar (O que deixa a casa mais segura?). Também tem bastante formiga aqui e eu já consegui identificar dois formigueiros dentro da casa. Não fica em um dos bairros principais da cidade, mas fica do outro lado da zona da cidade onde eu morava. A falta d'água é constante: Desde o feriadão de Tiradentes, ainda não houve uma semana em que não faltasse água (Mas nas últimas 3 a cidade inteira entrou em racionamento, então não estamos sozinhas nessa). É um lugar confortável de morar, mesmo sendo perigoso em alguns momentos, mas que parte da cidade não anda perigosa ultimamente? A parte assustadora, a que faz com que eu tenha um momento de choque de vez em quando, é o fato da casa inteira ser de responsabilidade minha.
Não estou falando de limpeza, de manutenção, de abastecimento, porque eu ainda moro com a minha irmã. A gente divide essa parte, muitas vezes inclusive ela fazendo mais do que eu faço. Além disso, eu não fico sozinha sempre e tenho alguém para me ajudar caso algum tipo de emergência aconteça. A questão é que qualquer coisa que aconteça com a casa e que quebre uma das 26 clausuras do contrato é culpa única e exclusivamente minha. Não que eu esteja fazendo algo que possa descumprir as mesmas, mas eu sou jovem e paranoica. E se eu quebrar o blindex do box e tiver que pagar por um novo? Eu lembro do peso bizarro que caiu sobre as minhas costas quando eu assinei o contrato de aluguel e como eu precisei repetir para mim mesma várias vezes que muitas pessoas fazem isso diariamente e que só dá errado se a pessoa for muito infeliz. Minha mãe mesmo assinou contratos de aluguel pelo menos 10 vezes só pelo tempo que eu estou viva e nunca deu errado. Ainda assim, uma parte do meu cérebro berrava em um clamor que só alguém com um caso grave de torschlusspanik e ecdemomania faria: UM ANO É MUITO TEMPO PARA SE MANTER PRESA A UM LUGAR. Estranhamente, depois que eu me mudei, duas semanas depois de ter assinado o contrato, essa sensação já tinha ido embora. Eu ainda sentia que muita coisa poderia dar errado, mas eu sempre sinto isso, sobre todas as coisas - pelo menos eu tinha parado de pensar que daria errado simplesmente porque eu tinha assinado um papel. Tive uma pequena recaída quando a primeira conta de luz com meu nome chegou aqui em casa, mas passou rápido e eu pude arquivar essa crise junto com as outras crises diárias de AI-MEU-DEUS-EU-SOU-UMA-ADULTA-AGORA-E-TUDO-QUE-EU-FAÇO-É-DE-RESPONSABILIDADE-ÚNICA-E-EXCLUSIVAMENTE-MINHA (Não sei se vocês notaram, mas eu tenho uma dificuldade absurda em assumir responsabilidade pelas coisas e lidar com essas responsabilidades depois).

EU ESCREVENDO SEMPRE
Quando eu efetivamente me mudei, eu tinha outras preocupações insanas na cabeça, como por exemplo a mudança, efetivamente. Eu estava me mudando para um bairro completamente diferente e longe de tudo que eu conhecia. Apesar de ter morado na cidade por um tempo relativamente pequeno (3 anos e alguns meses no total), eu cresci passando verões na casa dos meus avós e conhecia o bairro que eles moravam muito bem, o que quer dizer que quando eu me mudei para cá em 2014, a adaptação foi até fácil. Ir para um bairro desconhecido era outra história. Mesmo sendo na mesma cidade, o dia-a-dia é bem diferente. Estamos falando de mercados diferentes, lugares diferentes para lazer, ter que reaprender onde eu posso ir em determinados horários do dia ou não, onde é perigoso e especialmente - ESPECIALMENTE - os horários de ônibus. Para começar, as duas empresas de ônibus que circulam pela cidade dividem as zonas que circulam, então aqui a empresa de ônibus que mais circula é diferente da empresa de ônibus que mais circula na zona que eu morava. Por algum motivo louco, isso pareceu como mudar de identidade para mim. Meus ônibus para ir para a faculdade não eram mais meus ônibus. Pareceu muito estranho por um instante, como se eu tivesse que desapegar de algo, mas então eu me dei conta de que os novos ônibus são realmente meus. Eles são as linhas que passam na minha casa, um sinal claro de independência. E agora eu sou super apegada às linhas de ônibus que pego da minha casa porque elas são realmente minhas, não algo que eu herdei de quem veio antes de mim. (Sério, quão doida a pessoa precisa ter para ter essas crises pessoais por causa de linhas de ônibus?).
É engraçado lembrar sobre como eu odiava mudanças quando era mais nova e elas aconteciam com frequência e agora eu sinto uma necessidade absurda delas. Eu ainda odeio perder coisas e preciso de pelo menos um ponto de estabilidade na vida, mas cada dia mais eu ando deixando certezas irem embora e abraçando as mudanças como se elas fossem minhas melhores amigas. Por causa disso que eu me sinto feliz com essa mudança de casa, com esse algo novo que começa a surgir. E ao mesmo tempo eu me sinto estranha com como eu esperava que algumas coisas mudassem mais. Queria me sentir vivendo o que todo mundo chama de "a experiência de morar sozinha", vendo tudo mudar, podendo escrever textos sobre morar sozinha no Tumblr e vendo todo mundo se identificar. Mas nada disso aconteceu. O motivo principal é eu continuar na mesma cidade, claro, mas existe também o fato de que eu morava na casa dos fundos da casa dos meus avós e mesmo sendo a mesma casa, era como morar sozinha, com outras pessoas te observando, então eu tive tempo para me adaptar a isso. A alimentação (bem, os lanches. Almoço e café a gente tomava com eles. Além do fato de que se nossos lanches acabassem, óbvio que a gente poderia ir comer na casa da frente), a limpeza da casa e coisas como lavar roupa eram de responsabilidade nossa. Além disso, a gente pagava contas, tinha que resolver uns perrengues... Enfim, como eu disse uma vez sobre a vida entre 2014 e 2016: Eram todas as responsabilidades, sem independência. Morar na minha própria casa, me trouxe essa independência.

(Próximo parágrafo) Eu realmente tenho comido tanto pão ultimamente que meu último exame de sangue veio com uma alteraçãozinha discreta.
Eu também evolui nesse meio tempo. Mas não da forma como vocês estão pensando - Minhas habilidades de fazer comidas que são lanches aumentou em 300%. Eu desenvolvi formas infalíveis de fazer sanduíches com diversos tipos de pão e de fazer de queijo e presunto muito mais que queijo e presunto. Mês que vem eu também pretendo comprar alguns diferentes tipos de molho para aumentar a diversidade da condimentação dos mesmos sanduíches. Meu café também anda uns 50% melhor e se até aprendi a melhorar lanches com cream craker. Comidas de almoço é uma história completamente diferente. Primeiro porque eu não sei cozinhar, segundo porque eu chego em casa com fome demais para pensar em algo legal para fazer. Eu sou levada a acreditar que existem dois tipos de pessoas que moram sozinhas: As que não sabem cozinhar e as que não tem tempo de cozinhar. De uma forma ou de outra se você mora sozinha, haverá comidas prontas ou de fácil preparo na sua geladeira. Eu também tenho comido fora provavelmente mais do que deveria. O vício na sala de frango teriyaki o Subway anda bem real.
Por hoje é isso. Eu esperava que esse post fosse sair muito mais clichê do que ele acabou saindo. Eu amo como eu acabo saindo cheia de amor quando escrevo sobre isso. Imagina quando eu finalmente tiver minha estante de livros e receber todos os meus livros da mudança que ficaram no meio do caminho? Se preparem, porque eu provavelmente vou dedicar um post inteiro só para a emoção de ter uma estante - especialmente porque ela também vai ter uma mesinha.
G.

01/06/2016

101 coisas em 1001 dias

Ok, então se você vem acompanhando o blog há um tempo sabe que minha meta para 2015 foi não ter metas e que isso deu muito certo. Começou porque eu tenho aquela mania estranha de fazer centenas de listas e passo longe de ter força de vontades para levar elas a diante e cumprir todos os itens a tempo, o que no fim me faz sentir uma falha completa e ficar péssima comigo mesma. Eu resolvi então criar uma filosofia própria: A de listar as coisas que eu fiz, ao invés de listar coisas para fazer. Assim eu percebo a importância das coisas que eu fiz, ao invés de ser tão agressiva comigo mesma sobre coisas que eu não fiz. Mas mesmo com essa filosofia de vida maravilhosa, quando as meninas do SA (O grupo de escritoras unidas pelo NaNoWriMo 2015) encontraram o desafio das 101 coisas em 1001 dias e começaram a falar disso, parte de mim ficou louca para participar e até chegou a fazer os preparativos para isso acontecer (Eu só um pouquinho Maria-vai-com-as-outras).
A verdade é que em 2016 eu fui um pouco mais leve na minha meta de não ter metas do que eu fui em 2015: Eu estabeleci algumas metas (Entre elas uma de ver mais filmes, que está longe de ser cumprida, pra falar a verdade. E também a meta para terminar MUV e ACDK que eu realmente preciso parar de contar para os outros.), mas mantive elas para mim, de forma que eu posso mexer nelas quantas vezes quiser e se me sentir um fracasso, pelo menos eu sou um fracasso particular, não público. Consegui resistir firmemente pelo tempo que foi necessário e já tinha desistido completamente de fazer o desafio até que minha psiquiatra inventou que eu preciso de metas. Bem, eu preciso ouvir mais minha psiquiatra. A conversa com ela me motivou, porque ela falou de metas simples - metas impossíveis de perder. Por exemplo, se comprometer a ler uma página de apostila por dia e comemorar se passar disso.  Desde que a gente teve essa conversa, eu só estabeleci uma meta e foi meta de leitura dos meus livros de ficção mesmo, mas eu preciso admitir que a sensação de ir bem nessas metas é boa demais para que eu não siga as orientações médicas.
Isso fez com que minha vontade de fazer a lista de 101 coisas em 1001 dias voltasse com tudo. O problema é que eu já tinha definido que não queria estabelecer 101 coisas para fazer em 1001 dias, porque a) é muita coisa e b) são muitos dias. Anteriormente, eu tinha cogitado simplesmente anotar 101 coisas que eu fizesse em 1001 dias, mas eu fiz a lista de 18 coisas antes dos 18 anos assim e não consegui completar ela até hoje. A solução para todos os meus problemas veio de um programa de TV chamado 100 coisas para fazer antes do High School. É uma série da Nickelodeon (Que para quem não sabe eu sou viciada também), sobre três amigos que querem fazer uma espécie de bucket list antes de entrar no ensino médio. O que vocês precisam saber sobre a série é a forma como a lista é feita: Algo acontece, a CJ (personagem principal) tem a ideia e resolve estabelecer uma meta e só cria outra meta depois de ter cumprido a anterior. Eu estava vendo a série esses dias e simplesmente cheguei à conclusão de que é isso!! Essa é a melhor forma de cumprir a lista de 101 coisas em 1001 dias!! Estamos falando de mais de 2 anos e meio. Sabe quantas vezes eu posso mudar de ideia nesse meio tempo? Além disso, dessa forma eu posso salvar um post para cada item da lista e isso significa que eu tenho 101 posts garantidos nos próximos 2 anos e meio. É vitória para todo mundo. (Na verdade, é vitória para mim duas vezes, mas não interessa).
Eu não vou fazer um item de cada vez com eles porque alguns itens podem durar meses e eu acabaria perdendo tempo precioso (1001 dias é muito tempo, mas não taanto tempo assim). Já tive ideias para alguns itens que vou completando aos poucos e juro que só colocarei itens novos conforme for completando os já estabelecidos. Começando hoje, 1º de junho de 2016, eu termino a lista no dia 27 de fevereiro de 2019, 9 dias depois do meu aniversário de 21 anos e coincidentemente no período estimado para a minha formatura. Ou seja, eu posso transformar a lista em 101 coisas para fazer antes dos 21 anos ou 101 coisas para fazer antes de sair da faculdade. De qualquer forma, aqui vão os itens que eu já pensei e a explicação de porque eu pensei neles:

GOALS


#1 - Voltar a treinar francês: Eu sinto vontade de fazer isso toda vez que eu leio Agatha Christie - o que eu estava fazendo até ontem -, mas desta vez eu também fui motivada pelo meu diário. Depois de alguns meses abandonado eu resolvi atualizar ele e dei uma relida em algumas páginas antigas, o que me deixou nostálgica e me fez lembrar do diário que eu mantinha em 2011. Na época, eu tinha surrupiado um guia de viagens com francês básico da casa do meu tio e estava tentando aprender algumas coisas. Para manter a escrita em dia, eu colocava a data no meu diário em francês. Assim, eu decorei os dias da semana e aprendi a contar até 100 na língua. Acontece que eu sou uma falha total e francês não é uma língua que a gente ouve com tanta frequência quanto inglês, então é óbvio que depois que eu deixei o guia de viagens de lado, eu acabei esquecendo tudo que tinha aprendido e 5 anos depois, eu só lembro como dizer 14 em francês (Que no caso é quatorze mesmo). Não prometo estar fluente em francês no fim dos 1001 dias, mas a promessa aqui é voltar a treinar - o que eu totalmente posso fazer.

#2 - Fazer aquela maratona de filmes que eu me prometo o tempo todo, mas nunca faço: É inacreditável o quanto é difícil para mim simplesmente aquietar minha bunda em um canto e ver 5 filmes um atrás do outro. Sério, chega a ser ridículo. Eu sempre prometo que vou fazer maratona de filmes tal feriado ou tal fim de semana ou depois que eu entregar tal trabalho e absolutamente nunca faço. Por isso, eu preciso dessa meta ou eu simplesmente nunca vou ver os mil filmes do Netflix que eu quero ver e minha meta de "ver mais filmes" vai ficar pior do que já está.

#3 - Voltar a fazer exercícios: Primeiro porque eu preciso e segundo porque isso é outra coisa que eu combinei com a minha psiquiatra - o que significa que eu preciso voltar antes da próxima consulta (que já é dia 21). Eu já deveria ter começado em abril, mas estou enrolando e só resolvi voltar de verdade porque depois de ter ficado pulando e dançando pela sala ao som de Altar Of The Sun na segunda, eu fiquei sem fôlego por quase meia hora - e um dos motivos pelos quais eu resolvi caminhar foi para ter condicionamento físico para shows! Depois de ter ficado um mês sem caminhar quando eu fiquei sem celular em outubro, eu nunca voltei ao ritmo normal da coisa e depois de enfrentar o mês mais estressante e sufocante da minha vida (março), eu acabei abandonando a caminhada de vez. Agora eu não consigo sair de casa sem ficar nervosa e nem ferrando saio de casa com o celular para caminhar (eu ainda acho bizarro como eu ia caminhar com o celular na mão entre 16h-18h por 3 meses e nunca fui assaltada, mas aí voltando da faculdade eu sou assaltada a 10 passos de casa, MEIO DIA), então mesmo tendo me mudado para um lugar próximo a outro lugar onde eu posso caminhar, eu não tenho ido.
Eu planejo comprar um MP3 e sair para caminhar com ele (Porque sem música = Sem condição), mas eu sei que eu vou ficar nervosa ainda assim porque o problema não é ser assaltada. Sempre me incomodei com o fato de que os homens passam caminhando ao seu lado e te olhando como se fosse um pedaço de carne, mas até o ano passado isso só me deixava irritada. Depois que eu fui abordada de verdade por um, mesmo que não tenha acontecido nada comigo, eu fico cheia de medo. Um cara passa olhando demais para mim e meu coração vai parar na beirada do estômago. De qualquer forma, eu não posso deixar que isso impeça minha vida e eu posso ir caminhar às 16h, quando ainda tem sol e a rua está movimentada. Sem me esquecer do chaveiro na mão - eu já criei uma posição em que a ponta da chave maior fica embaixo do meu dedo do meio e aquilo no olho de alguém é 10/10.

#4 - Terminar meu Destrua Este Diário: Aquela coisa faz 3 anos em dezembro! TRÊS ANOS! E eu ainda tenho mais dois livros da Keri Smith para começar (Termine Este Livro e Isto Não é Um Livro) e mais um para comprar (Como ser um explorador do mundo) porque eu sou viciada nos livros de atividade da Keri Smith. Acontece que eu também tenho problemas em terminar coisas rapidamente e preciso adiantar isso logo. Se eu levar 3 anos com cada um dos livros, eu não vou terminar nunca.

#5 - Começar meu álbum de scrapbook: 90% das coisas dessa lista são coisas que eu estou enrolando para fazer há meses ou anos e ainda não fiz, podemos notar um padrão aqui. Em 2014 eu ganhei um caderno quadrado e sem pauta com capa dura e cujas folhas são presas por uma cordinha de couro. Ele é tão amor que eu resolvi não escrever e sim transformar ele em um álbum de scrapbook e em 2014 mesmo revelei algumas fotos para isso. FAZ 2 ANOS E EU AINDA NÃO COMECEI! Quer dizer, eu já tentei começar algumas vezes, mas eu perco a paciência logo e deixo de qualquer jeito, aí da vez seguinte que eu pego o caderno eu jogo tudo fora e começo de novo. Repete o processo 10 vezes e chegamos onde estamos agora. Eu preciso de uma tarde para simplesmente usar todas as fotos que eu já tenho reveladas e aí só voltar a encostar no álbum quando eu revelar mais fotos.

#6 - Voltar a ouvir a Descobertas da Semana: Para quem não tem Spotify (O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO COM A VIDA DE VOCÊS??), a Descobertas da Semana é uma playlist semanal que o Spotify faz com músicas que eles acham que o usuário vai gostar de acordo com as músicas já ouvidas. Quando isso começou, em agosto do ano passado, eu prometi para mim mesma que ouviria a playlist inteira todo sábado para sempre descobrir músicas novas. Isso durou umas 6 semanas e rendeu duas playlists com as minhas músicas preferidas do mês (A Descobertas do Mês: Agosto e a Descobertas do Mês: Setembro), depois eu acabei parando porque eu não consigo fazer as coisas regularmente. Esses dias eu estava ouvindo as duas playlists e me perguntei porque diabos eu parei de ouvir a Descobertas da Semana quando eu descobri tanta música maravilhosa por causa dela. A playlist me fez ouvir um monte de bandas que eu enrolei por um tempão para ouvir e depois acabei descobrindo ser maravilhosa, além de me apresentar outros artistas maravilhosos. Prova disso é que a Descobertas do Mês de Setembro começa músicas de duas bandas que hoje em dia estão entre as minhas preferidas (Bahari e Wild Child). Por isso eu estou estabelecendo como meta voltar a ouvir a Descobertas da Semana, não regularmente, nem inteira, mas eu preciso de musiquinhas novas o tempo todo, então seria legal pelo menos dar um play no aleatório da playlist umas duas vezes por semana. Sempre bom encontrar novas bandinhas para ouvir/obcecar/crushar.

#7 - Matar aqueles personagens: Não posso falar sobre quem são, mas eu sei quem são e também sei que eu tenho enrolado para matar já faz meses. Eu estou evitando isso há bastante tempo porque da última vez que eu matei uma personagem tão importante eu fiquei mal por meses (ainda choro sobre, inclusive), mas eu realmente preciso matar esses personagens então eu preciso fazer logo. Arrancar como se fosse um bandaid, mesmo que minha pele fique ardendo por semanas depois disso. Afinal, a pior coisa que pode acontecer é eu chorar escrevendo a cena e depois pelos três anos seguintes. Além disso, tem uma cena que nem vai ser tão difícil de escrever porque eu odeio o personagem, só não gosto muito de como a assassina vai se sentir depois... Pelo menos ela vai ter um final feliz... EITA POXA, DEU PRA PERCEBER SOBRE O QUE ISSO FOI?? Vou parar por aqui antes que saia um spoiler gigantesco.

Por agora é isso, 7 itens simples que consistem basicamente em me fazer parar de enrolar para fazer coisas que eu preciso e até mesmo quero fazer. Conforme eu for fazendo cada coisa, vão saindo posts e mais posts a respeito.
G.

P.S.: O principal motivo para eu ter resolvido fazer a lista definitivamente são os 101 temas de posts que eu terei nos próximos 2 anos e meio. Nunca pensei que eu fosse precisar tanto de tema para post quanto eu estou precisando ultimamente. Inclusive, aceito sugestões.