24/12/2017

Diário de Bordo 7 - Eu desisto - Parte 2: Crime e castigo

Uma palavra, 42 letras, muitos sentimentos: FÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRIAAAAAAAAAAAAAAAAAS. Férias de duas semanas apenas, mas serão férias integrais e eu estou fingindo que isso é porque eu sou uma adulta agora e adultos só têm direito a 15 ou 30 dias de férias. (Me lembrem de novo porque a gente quer crescer quando é criança? Além de poder comprar a comida que quiser e poder comprar vários livros com o próprio dinheiro. Espera, isso já é um argumento bom o suficiente). Eu tinha dito que todas as partes do Diário de Bordo 7 focariam em sentimentos e o deste aqui é a forma mais clara de felicidade. E eu ia explicar porque o título da Parte 2 é "Crime e Castigo", mas eu vou deixar vocês teorizarem. (Lembrando que todas as partes do DdB 7 terão nome de livros clássicos que eu ainda não li).
Eu não fui exatamente bem sucedida em completar todas as coisas que eu queria ter completado até o dia de hoje, mas eu consegui completar absolutamente tudo da faculdade e do estágio o que quer dizer que o único trabalho que eu terei que fazer é literatura e EU ESTOU MUITO FELIZ COM ISSO. Além do mais, eu não vou me cobrar tanto, e inclusive já adiei minhas deadlines (Mirae e a surpresinha de ACDK - o e-book da segunda fase finalmente tem data!!! DIA 26!! BE PREPARED!!).
Entre o ano mais estressante da vida universitária e todas as reviravoltas do meu estágio, além de coisas para fazer que vinham aos montes, eu finalmente vou poder dormir na hora em que eu quiser, escrever, ler, assistir filmes, séries e escrever (sim, escrever duas vezes). É justamente por isso - e por eu estar superando minha ansiedade de completar as coisas e estar viciada em listas - que eu resolvi trazer de volta o MOVIES AND STUFF*. (Bem, mais ou menos, eu não vou sair escrevendo mini resenhas de todo filme que eu vir, porque eu não tenho tempo para isso. Eu volto a trabalhar dia 8 de janeiro, pelo amor de Deus.) Para quem não faz a mínima ideia do que eu estou falando, o "Movies and StAff" (*Sim, o título original era Staff com A. Ninguém nunca comentou sobre isso e eu vou ser legal e pensar que vocês chegaram à conclusão de que era um trocadilho, mas não, não era. Eu errei nas primeiras três partes e aí era tarde demais para mudar. Agora que eu trouxe o especial de volta, porém, eu vou corrigir os erros antigos) era um especial dentro do Diário de Bordo que aconteceu nos Diários de Bordo 2 e 3 onde eu fazia listas de 25 filmes para ver, 25 livros para ler e minhas 25 músicas mais ouvidas e comentava em vários posts diferentes. Este ano, eu resolvi fazer isso para ver se eu desentulho os livros que eu preciso ler, se assisto filmes e séries que estão na minha lista há milênios e se finalmente volto a ouvir música com a mesma diversidade que ouvia em 2015 (vocês terão uma noção de como a coisa foi séria este ano na Retrospectiva 2017). A regra é a mesma que eu uso em toda lista: Se surgirem coisas novas durante os dois meses entre hoje e o fim do Diário de Bordo, alguns itens serão substituídos ou sobrescritos. E eu não vou atualizar vocês com a mesma frequência - só lá para fevereiro ou se (HAHAHAH até parece), eu terminar a lista antes disso. Sem mais delongas, vamos às listas.

"E que tal se eu te batesse com um coco?"
Evil Phoebe sendo 100% eu lidando com desconhecidos na praia semana que vem

25 séries e filmes
As séries terão a contagem de episódios abaixo do título e os filmes, o ano de estreia. Eu usei os títulos que eu normalmente uso e alguma possível tradução ao lado. É possível perceber em que momento da lista eu esqueci de todo filme e série que quero ver e fui fuçar minhas listas do IMDb e da Netflix.

Mighty Med (Ou Mega Med)
Episódios restantes: 8

Lab Rats: Elite Force (ou Lab Rats: Força Elite)
Episódios: 16

Best Friends Whenever (ou Amigas a Qualquer Hora)
Episódios restantes: 22

The Vampire Diaries
Episódios restantes: 13

Doctor Who (2005)
Episódios restantes para que eu termine a 3ª temporada: 11

The White Princess
Episódios restantes: 6

Heroes Reborn
Episódios restantes: 9

The Edge of Seventeen (Ou Quase 18)
2016

A Escolha Perfeita 3
2017

Coco (Ou Viva: A vida é uma Festa!)
2017

One Crazy Cruise (Ou Um Cruzeiro Muito Louco)
2015

Bright Lights
2017

Drácula: O Príncipe das Trevas
1966

Mother May I Sleep With Danger? (Ou Minha Namorada é Uma Vampira)
2016

The Carmilla Movie
2017

I Am The Pretty Thing That Lives in the House
2016

Let The Right One In (Ou Deixa Ela Entrar)
2008

The Beguiled (Ou O Estranho que Nós Amamos)
2017

Thor: O Mundo Sombrio
2013

Assassinato no Expresso do Oriente
2017

Get Out (Ou Corra!)
2017

Imagine Me & You (Ou Imagine Eu & Você)
2005

Christmas Inheritance (Ou Cartão de Natal)
2017

How To Live With Your Parents (For The Rest of Your Life)
Episódios: 13

O Mínimo Para Viver
2017

PS.: HULU, COME TO BRAZIL.


11 livros
Eu sei que é impossível para mim no momento ler 25 livros, então eu fiz um cálculo para estabelecer uma meta legal: O ano em que eu li mais livros foi 2014, com 70 livros. Isso dá uma média de 11,6666667 livros a cada dois meses, então 11 livros é uma meta aparentemente possível para dois meses. Os livros terão a contagem de páginas abaixo por questões pessoais (eu quis).

O ódio que você semeia (The Hate U Give) por Angie Thomas
Páginas restantes: 356

O Vampiro Lestat por Anne Rice
Páginas restantes: 281

Todas As Cores de Natal (Antologia da agência Página 7)
Páginas: 249

Quinze Dias por Vitor Martins
Páginas: 208

Mosquitolândia por David Arnold
Páginas: 352

Marlena por Julie Butin
Páginas: 304

Tell Me Again How a Crush Should Feel por Sara Farizan
Páginas: 304

Anacrônicas - Contos mágicos & trágicos por Ana Cristina Rodrigues
Páginas: 204

Fábulas Ferais por Ana Cristina Rodrigues
Páginas: 88

A Princesa Salva a Si Mesma Neste Livro por Amanda Lovelace
Páginas: 208

Outros Jeitos de Usar a Boca por Rupi Kaur
Páginas: 208

Música
Para música a regra é a seguinte: Eu preciso descobrir pelo menos 25 novos artistas nos próximos dois meses. Não importa como ou onde, eu preciso voltar e passar um relatório com 25 artistas e músicas preferidas de cada um. Que comecem os jogos.

É isso!! Agora é curtir minhas férias e dormir muito. Vejo vocês na retrospectiva que eu também ainda não terminei de escrever, mas tudo dará certo. E não esqueçam: DIA 26 TEM E-BOOK DA SEGUNDA FASE DE AS CRÔNICAS DE KAT!!!! Fiquem de olho na página do Facebook, Instagram e no meu Twitter para saber quando estarão disponíveis.
Beeijo, FELIZ NATAL!! MUITA COMIDA E PRESENTES!!!
G.


Atualização - 11 de abril

FILMES E SÉRIES VISTOS
Mighty Med (Ou Mega Med)
Lab Rats: Elite Force (ou Lab Rats: Força Elite)
Best Friends Whenever (ou Amigas a Qualquer Hora) - 3
Doctor Who (2005) - 2 episódios
The White Princess
A Escolha Perfeita 3
Coco (Ou Viva: A vida é uma Festa!)
One Crazy Cruise (Ou Um Cruzeiro Muito Louco)
How To Live With Your Parents (For The Rest of Your Life) - 6 episódios

LIVROS LIDOS
O ódio que você semeia (The Hate U Give) por Angie Thomas
Quinze Dias por Vitor Martins
Mosquitolândia por David Arnold
Tell Me Again How A Crush Should Feel por Sara Farizan
A Princesa Salva a Si Mesma Neste Livro por Amanda Lovelace

ARTISTAS NOVOS
Kiana Lède
Baker Grace
Lostboycrow
Betty Who
Birdtalker
The Oh Hellos

22/12/2017

A lista de 101 coisas em 1001 dias: Versão speed-dating

OKAY ESCUTEM SÓ (escutar como? Isso não é um podcast, Giulia) (meu Deus, eu nem comecei e já estou divagando), eu estou eXAUSTA. É minha última semana de trabalho do ano, eu tive duas confraternizações, fiz um milhão de rabanadas, precisei correr contra o tempo para resolver um milhão de tretas e ainda precisei arrumar a casa por motivo nenhum. Eu ainda sofri uma tentativa de homicídio de uma ave de Natal que estava pesada demais e me fez torcer o tornozelo. Não foi fácil e as próximas 48 horas serão ainda piores. Eu estou roubando tempo que eu deveria usar terminando as coisas do meu estágio #2 (ah é, porque a escrava estagiária que vos fala, estagia em dois lugares e recebe por um) para escrever este post, porque eu preciso liberar ele.
Este é o antepenúltimo post do ano: Depois dele tem a segunda parte do Diário de Bordo 7 e a retrospectiva 2017. O próximo sai no sábado (AMANHÃ), dia em que minhas "férias de tudo" começam. Mas minhas férias de tudo não serão tão férias de tudo assim porque existe uma coisinha chamada E-BOOK DA SEGUNDA FASE DE AS CRÔNICAS DE KAT, que precisa sair ainda este mês. E sairá, porque eu não preciso dormir (Eu estava indo tão bem roubando alguns segundos do site do trabalho para trabalhar no e-book, aí teve as confraternizações e eu passei três dias seguidos sem tocar no meu notebook). Meu ponto dizendo isso tudo é: Não tem como este post ser um post da lista de 101 coisas em 1001 dias normal e longo como eu normalmente faço, porque eu não tenho tempo de escrever algo assim. Logo, 

BEM-VINDOS À VERSÃO SPEED-DATING* DA ATUALIZAÇÃO DA LISTA DE 101 COISAS EM 1001 DIAS
Regras:
1) Cada item tem três linhas para ser discutido, exceto o item 57, por motivos que ficarão óbvios. Se não der para contar tudo em três linhas, corta no meio da frase mesmo.
2) Itens completos que já foram discutidos longamente em outros posts, não podem ser discutidos aqui e serão indicados com coisas como "falei disso no post ****".
3) Você pode fazer um drinking game e beber cada vez que eu disser que estou cansada
4) Não sei, estou cansada.
*Speed-dating foi a única comparação que meu cérebro cansado conseguiu fazer e pode ser por uma série de coisas que aconteceram essa semana. Agora eu estou analisando minha escolha de palavras e mais importante, minha escolha de palavras em inglês. Estraaanho.

Este gif é uma das muitas coisas que eu não explicarei nesse post
#1 - Voltar a treinar francês 

#2 - Fazer aquela maratona de filmes que eu prometo sempre 

#3 - Voltar a fazer exercícios 

#4 - Terminar o Destrua Este Diário
Meu Destrua Este Diário completou 4 anos no último dia 12. E ele segue não-completamente-destruído. Meh.

#5 - Começar meu álbum de scrapbook 

#6 - Voltar a ouvir a Descobertas da Semana
Eu nem sei como minha Descobertas da Semana anda atualmente considerando que 45% dos artistas que eu ouvi em 2017 são rappers (TÁ FELIZ, KIRA?). Eu realmente preciso ver o que o Spotify tem me indicado porque o número de músicas novas que eu ouvi este ano envergonha a Giulia de 2015.

#7 - Matar aqueles personagens 
Esses assassinatos já até completaram aniversário. Leiam aqui "Falei deste em "Uma muito necessária atualização da lista de 101 coisas em 1001 dias".

#8 - Colocar um piercing na orelha 
Também já fez aniversário e eu fiz o segundo furo que levou 43 anos para cicatrizar. Leiam mais sobre o primeiro piercing aqui - "Uma muito necessária atualização da lista de 101 coisas em 1001 dias" - e chequem o item 51. Um plot twist desses.

#9 - Investir no blog 
Eu vou colocar no papel o quanto eu gastem com este blog em 2017. Eu vou ficar em choque, todos nós ficaremos. Vocês perceberam que a página do Facebook chegou a 1000 curtidas? Isso foi investimento de Natal em publicidade. Enfim, leiam mais aqui: "Uma muito necessária atualização da lista de 101 coisas em 1001 dias".

#10 - Terminar um diário pela primeira vez 
Eu ainda não escrevi o post sobre isso que eu queria escrever e já estou quase terminando o segundo diário. CRISTO JESUS CRISTO. Eu vou tentar fazer vários posts com fotos em janeiro, então talvez ele saia. Eu falei de ter terminado um diário em "Uma muito necessária atualização da lista de 101 coisas em 1001 dias". E eu quebrei duas regras só com este item. Não sei, estou cansada.

#11 - Começar um bullet journal 
Já estou no meu segundo! Planejar é legal. Leiam mais aqui também: "Uma muito necessária atualização da lista de 101 coisas em 1001 dias".

#12 - Visitar São Paulo 

#13 - Aprender a fazer cheesecake 

#14 - Trazer todos os meus livros que ficaram para trás 

#15 - Entrar em um curso ou workshop de escrita 

#16 - Terminar meu primeiro livro e ter a coragem de deixar pessoas lê-lo 

#19 - Tirar meu passaporte 

#20 - Planejar minha viagem de aniversário 
Leia tudo sobre isso na parte 8 do Diário de Bordo 6: "As oito noites de aniversário".

#21 - Ter uma câmera semiprofissional 
Marcando esse como feito, mesmo sem ter uma câmera semiprofissional. Eu troquei de celular por um iPhone 7 e comprei o pacote profissional do Camera+, o que eu considero a minha câmera. Quando eu troquei de celular, eu já sabia que adiaria o plano da câmera por tempo indeterminado por uma questão de dinheiro.

#22 - Ter uma câmera instantânea 
Comprei a Minty ano passado de presente de Natal para mim mesma. Ela é uma das minhas coisas preferidas no mundo.



#23 - Sair para dançar 
Leiam "As forças motoras do universo e o efeito borboleta".

#24 - Montar meu currículo 
Leiam "O esquema ou Como consegui um estágio".

#25 - Estagiar na minha área 
Leiam "O esquema ou Como consegui um estágio" apesar de eu me sentir mal em definir meu estágio - ou meus estágios - como "minha área".

#26 - Viajar em 2017 tudo que eu não viajei em 2016 
Viagens em 2016 - uma. Viagens em 2017 - cinco, contando com a da semana que vem. Eu não viajei metade do que queria viajar em 2017 e fiz várias promessas de viagem que não foram cumpridas, mas eu já tenho altas viagens planejadas para 2018 e somando as viagens de 2016 e 2017, dá número par então eu considero o item completo. E eu deveria mudar a regra nº 1 para "quatro linhas" né? Tudo que eu sei é que estou cansada.

#27 - Enviar um livro para uma editora 
Falei disso em "A lista 101 coisas em 1001 dias: Listas em listas em listas".

#28 - Ter meu nome em um produto jornalístico profissional 
ACONTECEEEEEEEEEEEEEEEU. Depois que meu estágio foi renovado me realocando e me fazendo trabalhar em dois lugares, eu me tornei oficialmente estagiária de Produção em TV e meu nome agora aparece nos créditos das duas edições do jornal Uesb Notícias. Canal 4 ou 33 em Vitória da Conquista e região.

#29 - Montar meu cantinho de trabalho 
Falei disso em "A lista 101 coisas em 1001 dias: Listas em listas em listas". Eu juro que vou fazer o post completo, gente!!!

#30 - Montar diferentes murais no meu quarto 
Mesma coisa, "A lista 101 coisas em 1001 dias: Listas em listas em listas" e eu juro que vou fazer o post completo, gente!!!

#31 - Arrasar nos presentes em 2017 
Eu admito que enfraqueci neste Natal, mas eu mal tive tempo de respirar. E eu vou comprar alguns presentes amanhã em algum momento.

#32 - Prestar o TOELF 
Você pode ler todo momento KIRA KOSARIN SALVOU MINHA VIDA em "A lista 101 coisas em 1001 dias: Listas em listas em listas".

#33 - Fazer meu currículo sair de 2017 poderoso 
Eu ainda preciso atualizar meu currículo (tanto lattes quanto vitae), mas eu fiz mais coisas este ano do que nos 19 antes dele. E o horóscopo disse que 2018 também será um ano de muito trabalho. Quando chega a parte que eu só sou rica e não preciso mais disso?

#34 - Começar um curso de línguas 
Outra coisa que aconteceu em 2017 que é bem confusa. Leiam em "A lista 101 coisas em 1001 dias: Listas em listas em listas".

#35 - Sair do país
Por uma parte deste ano, minha irmã mais velha morou no Paraguai e o plano era ir visitar a casa dela agora no final do ano, mas ela acabou voltando para o Brasil e isso foi CANCELADO. O plano agora é o Projeto Giulia no Chile em dezembro de 2018. Fiquei de olho para acompanharem os próximos capítulos.

#36 - Completar mais alguma coisa da "Lista de coisas para fazer antes de morrer"
Eu fui dar uma olhada na lista agora e MISERICÓRDIA, EU ESTOU FERRADA.

#37 - Ser rejeitada por uma editora 
Acho que estou prestes a ser rejeitada pela segunda, porque sinceramente. Leiam os dramas em "A lista 101 coisas em 1001 dias: Listas em listas em listas".

#38 - Entrar credenciada na Bienal 
BOOM. "XVIII Bienal do Livro Rio: Todas as lágrimas de felicidade".

#39 - Matar a batata 
BOOM BOOM POW. "XVIII Bienal do Livro Rio: Todas as lágrimas de felicidade".

#40 - Completar uma lista de "20 antes dos 20"
Ainda não completei e agora estou pensando em como eu vou aprender a trocar pneu em MENOS DE DOIS MESES.

#41 - Me sentir mais conectada com as pessoas
Eu nem vou começar a falar disso ou eu choro.

#42 - Ser sincera sobre meus sentimentos
Idem *risada maníaca seguida de choro descontrolado*

#43 - Completar um sorteio com sucesso 
Read more in: "A lista 101 coisas em 1001 dias: Listas em listas em listas".

#44 - Encontrar outras formas de conseguir dinheiro
Em construção. Ainda não deu certo. Mas vai acontecer.

#45 - Organizar um evento sozinha 
O nome do post em que essa história está é super autoexplicativo: "Eu organizei um evento! E ele não flopou!"

#46 - Entra em um desafio para juntar dinheiro
Isso aqui faz parte do Projeto Giulia no Chile em Dezembro de 2018. E do projeto, JESUS CRISTO TODO PODEROSO FALTA UM ANO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL ME CONSIDERAR ADULTA E ME JOGAR NO MUNDO PARA ME SUSTENTAR SOZINHA.

#47 - Contar a história da minha primeira personagem
Este item bem escrito aqui se refere a Mirae, já que a Victoria foi a primeira personagem original que eu criei e ela faz parte do núcleo principal do livro. (Ela também vai ter seu prequelzinho, mas está em planejamento ainda). Por que este item não está completo?, você pergunta. PORQUE EU NÃO TERMINEI DE ESCREVER MIRAE AINDA. Falta tão pouco, mas eu tenho tão pouco tempo. UUUUUUGH. (Lá se vai a regra número um de novo)

#48 - Publicar algo na Amazon
Não vou dar spoilers a vocês sobre isso.

#49 - Tirar férias de tudo
Isso supostamente deveria acontecer entre os dias 24/12/2017 e 08/01/2018, mas eu claramente vou precisar começar esse período com coisas para fazer. Desde que sejam apenas coisas de literatura, eu estou de boas.

#50 - Voltar à terapia direito
Quando você está com o número de uma psicóloga há quase um mês e ainda não teve a coragem de ligar........................................................ Você cria itens na Lista de 101 em 1001 pra ver se agora vai.

#51 - Descobrir que tatuagem não dói 
Essa é a minha coisa preferida de dizer para as pessoas nessa semana desde que eu fiz minha tatuagem. Mas é sério, essa história de que tatuagem dói são mentiras do governo. Beleza que o estilo da minha tatuagem é um dos que menos causa dor, mas ainda assim eu estava esperando pelo menos fechar os olhos de dor, mas acabei tipo, "huh, faz cócegas". Meu tratamento dentário doeu MUITO MAIS e foi 750 reais mais caro. Eu falei um pouco sobre a tatuagem na primeira parte do Diário de Bordo 7: "A insustentável leveza de ser".


#52 - Ter um bom Natal independente dos outros
Eu sei que já tinha dito isso ano passado, mas perceber que eu ainda estou chateada sobre o que aconteceu em 2015 me fez decidir que eu quero que este Natal seja sobre MIM. Ainda mais sobre MIM do que o do ano passado. Então antes de marcar planos comigo, favor, checar minha agenda.

#53 - Sobreviver a uma rejeição
Eu não.... Vou comentar.... Sobre isso. Esperem e vocês verão.

#54 - Aprender a fazer churros (de doce de leite, é claro)
Eu me tornei quem eu mais admirava: A pessoa que leva doce que fez em casa para alimentar as pessoas. Eu fiz rabanada para as pessoas simplesmente porque eu queria fazer, duas vezes esta semana, e fiquei tão feliz de receber elogios. E churros é a última das minhas comidas preferidas que eu não sei fazer então PLANOS PARA 2018.

#55 - Encontrar minha alma gêmea 
O quê? Isso foi simbólico demais para não entrar na lista. Leiam mais sobre isso em "Sobre obsessões, conexões e bons acidentes de percurso". (E obs.: Começou a tocar Raincoat - Acoustic no aleatório logo depois de eu chegar neste item. Coincidência? Eu acho que não.)

#56 - Agir no meu "fazer bem"
Isso é algo superpessoal e eu inclusive anotei em inglês no espaço do meu diário dedicado à lista, como "Act on my good". Não sei se eu poderia descrever o que eu quero dizer com isso. Foram vários dilemas éticos de super-heróis (como eu chamo minhas crises pós-Mirae) para eu chegar a isso.

#57 - Estabelecer metas de autocuidado para 2018 
Eu decidi que 2018 será O Ano do Autocuidado (selfcare, baby). Todas as minhas metas para o ano que vem serão focadas em autocuidado e não em coisas que eu quero conseguir. Eu acho que a lista não está completa ainda, mas por enquanto ela está assim:

1. Estabelecer uma rotina, com horários definidos, e não fugir deles, mesmo que eu precise deixar coisas incompletas.
2. Estabelecer limites do que eu posso e consigo fazer.
3. Não aceitar nada que eu não tenha certeza de que quero fazer.
4. Tomar meus remédios na hora certa (Meta que eu já tinha para 2017 e flopou no meio do ano)
5. Cuidar da minha pele
6. Comer menos pão
7. Tirar um minuto para mim a cada duas horas de trabalho (Mesmo que isso signifique me trancar no banheiro por um minuto)
8. Escrever. Não deixar ninguém dizer que minha escrita é menos importante que algo. Lembrar dos horários estabelecidos, e que a hora de escrever, é a hora de escrever.
9. Dormir mais!!!!!!!!
10. Ir ao cinema com tanta frequência quanto eu ia quando minha mãe era viva
11. Ler o que eu quiser, sem pensar em quanto tempo eu levo. Comprar mais livros mesmo que eu não consiga ler todos. Silenciar qualquer pessoa que esteja fazendo thread de leituras do ano no Twitter, se isso estiver me fazendo mal.
12. Lembrar que a gente aceita o amor que acha que merece.
13. Escrever pequenas notas reafirmadoras e colocar em todo canto que eu puder. Coisas como "Cala a boca, você escreveu cinco livros", "Cachorros te amam = Você é uma boa pessoa", "Você 100% se pegaria e suas atrações são muito refinadas". "Viva como se Kira Kosarin fosse sua alma gêmea. Não, pera.".
14. Viver como se eu estivesse estrelando o clipe da minha música mais ouvida no momento
15. Arrumar o quarto - e a cama - com mais frequência
16. Assistir The Thundermans, mas assistir muito The Thundermans e ainda comprar muita comida quando o último episódio (e o último episódio a ser gravado) (e provavelmente o centésimo episódio) sair, para poder chorar muito com estilo
17. Encontrar mais um monte de obsessões
18. Não tentar explicar porque algumas coisas me fazem feliz. Só revirar os olhos quando alguém fizer algum comentário e seguir em frente.

#58 - Terminar 2017 com pelo menos três metas completas
Sendo bem sincera com vocês: Eu estou com medo de olhar minha lista de metas para 2017 e ver o que eu preciso completar em uma semana.

#59 - Gravar mais vídeos para o blog
Esse item é 100% culpa de vocês que ficam me incentivando. Isso vai dar errado demais.

#60 - Ler mais poesia
Vocês se lembra que minha meta para 2017 era ler mais livros LGBTQ+ escritos por mulheres? Pois bem, depois de conhecer algumas autoras maravilhosas e sofrer muito em 2017, eu quis criar mais metas e minha meta para 2018 é: Ler mais poesia. Olha, a culpa disso é em partes da Kira, eu não vou mentir, mas como eu comecei o ano lendo um livro de poesia (que eu ganhei em 2007 e levei 5 meses para ler em 2017) eu estava levemente inspirada em continuar lendo. Por enquanto, na lista de leitura, eu tenho três livros de poesia para começar o ano. Eu devo publicar em algum canto, uma lista deles e de outros que eu quero começar a ler. Quando eu lembrar de fazer isso.

WEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE ARE THE CHAMPIOOOOOOOOOOOOOONS, MY FRIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENDS. Eu tenho cantado muito essa música esta semana. Vocês não fazem ideia de como é bom saber que essa é a última semana de trabalho do ano depois do ano que eu tive. Eu estou tão cansada. Já tinha dito que estou cansada?
Mas por enquanto é isso. Lá se foi 1/3 dos posts de fim de ano. Vejo vocês amanhã (dia 23). Jesus.
G.

15/12/2017

Diário de Bordo 7 - Eu desisto - Parte 1: A insustentável leveza de ser

Olá e bem-vindo à 7ª edição da coluna de férias do Quebrei a máquina de escrever, o Diário de Bordo, que este ano se chama "Eu desisto". O plano era publicar alguns posts entre o último post e este, mas essa foi uma semana ruim e eu estou apenas tentando sobreviver a cada dia. Vocês vão entender um pouquinho do que eu tenho sentido aqui. No Diário de Bordo 7, ao invés de trazer para vocês acontecimentos frios e puros, eu trarei um monte de sentimentos - não tão diferente do que eu sempre fiz, mas mais abertamente. Eu vou ser horrivelmente sincera e cercar todo mundo de fatos pesados. Eu vou trazer histórias sobre meu Natal, meu Ano Novo, meu aniversário, o começo do próximo semestre letivo (se é que eu vou continuar na faculdade) (mas isso é assunto para o futuro), mas vou contá-las sob uma análise sentimental que só é possível depois de ter enfrentado 2017 inteiro quase sem terapia e ter precisado me autoanalisar constantemente.
Todas as partes do Diário de Bordo 7 receberão o nome de livros clássicos que eu ainda não li e o de hoje, "A insustentável leveza de ser", fala sobre retrospectivas pessoais e como a gente realmente se sente durante o fim do ano. Eu novamente recomendo a leitura deste post com uma caneca de café.

Sentimentos. Muitos sentimentos.
Amém Giphy
Como eu disse em algum momento do ano, muito de 2017 foi passado pensando no que significa ter depressão pela maior parte da minha vida. Uma das coisas que eu notei, é como eu preciso aprender a aceitar o que eu sinto. Eu ainda me sinto como se não tivesse o direito de sentir, especialmente me sentir mal. Ao pensar sobre e avaliar casos recentes de suicídio, eu me dei conta de que ninguém se sente no direito de se sentir mal e muito menos deprimido. É como se a vida não fosse feita para pessoas tristes, então quando a tristeza se torna crônica você precisa fingir. Quando você fica chateada e chora quando é criança, algum adulto te manda engolir o choro. Quando você "fica de bad" quando é um pouco mais velho, a primeira reação é fazer tudo possível para parar de chorar e até mesmo se odiar por ficar triste. Nós minimizamos o que nos machucam e nos criticamos por "chorar por essa besteira", engolimos o choro porque sentir demais nos faz fracos, nós ignoramos sentimentos negativos relacionados a pessoas que amamos, escondemos problemas, não falamos sobre o que está acontecendo. Nós nos pressionamos, ficamos em silêncio, choramos até dormir e gritamos com estranhos na rua porque não podemos gritar com nossos chefes. Nós sentimos que não temos direito de nos sentir mal. E é por isso que nós ficamos doentes.
Dezembro chegou com uma sensação estranha em 2017. Pelos últimos três anos, assim que o mês chega, meu humor fica péssimo. Em 2014, 2015 e 2016 eu não percebi até às vésperas do dia 15 de dezembro que eu ficava mal porque o aniversário da minha mãe estava chegando. Acontece em abril também. Do meu aniversário até o aniversário de morte dela, é quando minha depressão fica pior, quando minha raiva se aflora com mais força e quando a negação toma conta de mim. Eu quero ficar sozinha, mas tenho obrigações a cumprir. Eu quero ficar amuada em um canto, mas eu preciso me levantar da cama e viver. E ao invés de passar o dia de cara fechada e exibindo meu mal humor, eu enfio tudo no fundo do peito e tento existir com um sorriso no rosto. Algo bem pequeno precisa existir para que isso tudo desabe e eu surte. E então todas as coisas que eu não me permiti sentir tomam conta de mim sem permissão nenhuma e são um milhão de vezes pior. Passa um pouco depois do 10 de abril, ou às vezes no dia das mães, mas volta no final do ano, o que me deixa frustrada. Eu sempre quero que o ano termine da melhor forma possível, porque eu amo o Natal e o Ano Novo, mas eu não consigo controlar todos os sentimentos negativos.
A gente nunca fala sobre os sentimentos ruins que surgem em dezembro. Quando o ano se aproxima do fim, a gente pensa "wow, este ano foi uma droga" e promete que o ano que vem será melhor, mas nunca pensa em porquê nos sentimos assim. Ou pensamos "meu Deus, este ano foi completamente insano" e não nos preparamos para o que vem no ano seguinte. Mas ao invés de dizer que 2017 foi horrível e que eu não vou levar nada disso para 2018, eu digo que vou levar tudo comigo para 2018. E não "como um aprendizado", ou "como uma memória de algo que eu venci". Eu passei a maior parte de 2017 deprimida e eu ainda estou deprimida. Meus sentimentos estão completamente fora de controle e eu tenho sentido muito de tudo. Eu não faço ideia do que farei com a minha vida e muito menos eu vejo uma solução. A diferença entre o fim deste ano e o fim do ano passado é que eu aceito tudo que eu estou sentindo. Tudo bem me sentir mal este mês. Tudo bem sentir falta da minha mãe este mês. Tudo bem se o Natal de 2017 não for "o melhor Natal de todos". Tudo bem se eu não conseguir fazer tudo que eu quero. E tudo bem se for o melhor Natal de todos e mesmo assim eu me sentir triste. Eu preciso me permitir sentir. Quando eu aceito o que eu estou sentindo, eu consigo sentir de verdade e não apenas funcionar. Eu existo, ao invés de só subsistir.

Eu acho que esse é um momento em que eu digo algo como "Ah é, inclusive, eu fiz uma tatuagem, apesar de ter dito que nunca faria isso porque tenho problemas de comprometimento. Ooops. Não acreditem em mim nunca". A lua menorzinha é a do dia em que minha mãe nasceu (15/12/1971) e a meia lua é a lua do dia em que eu nasci (18/02/1998).


Vou usar como exemplo o meu aniversário. Meu aniversário de 19 anos foi o melhor aniversário que eu já tive. E eu passei a maior parte dele com vontade de me esconder em um banheiro e chorar. E eu me enfiei no quarto de hotel assim que pude e fiquei comendo torta de chocolate e assistindo especiais de The Thundermans. E ainda foi o melhor aniversário de todos. Eu me lembro exatamente como eu me sentia, e como não foi o meu momento mais feliz de todos, mas ainda foi meu melhor aniversário. Eu só disse a mim mesma é o seu dia, se sinta como você quiser. E é isso que eu espero do Natal. Eu ainda estou magoada por minha família ter esquecido de me convidar para um junta-panelas em 2015 - e por ninguém nunca ter me pedido desculpas - mesmo eu tendo dado 200% de mim para fazer o Natal da família acontecer e eles sabendo que eu estava sozinha. Eu sinto muita falta da minha mãe no aniversário dela e de nossas tradições de Natal. Eu desejo algo do Natal que nem sempre corresponde à realidade. E às vezes é melhor que eu passe datas comemorativas sozinha, porque eu sei como me divertir e tenho minhas próprias tradições. Eu tenho direito de sentir tudo isso. E de me sentir mal. E eu ainda estou fazendo boas memórias e vivendo.
A vida é sobre sentir tudo, bom ou ruim, cansativo ou renovador, doloroso ou acolhedor. Porque quando você não sente de tudo e não se permite sentir de tudo ou finge que está sentindo algo que você não está, você morre. É isso que leva ao suicídio de tantas pessoas que "pareciam tão felizes". Isso e o fato de que depressão é uma doença, mas ainda não é vista como tal. Quando você vê alguém tento um ataque cardíaco ou você liga para a emergência ou, se for médico, faz algo. Quando você vê alguém tendo sintomas constantes de depressão, ignorar e dizer "mas ela parecia tão feliz" quando algo acontece parece ser uma opção plausível. Agora deixa eu terminar o post por aqui, antes que eu abra alguns traumas e reflexos pessoais muito profundos que acabem causando efeitos colaterais fora de controle.
See ya,
G.

P.S.: Eu disse que diria depois quando o e-book da segunda fase de ACDK sai, mas eu ainda não tenho certeza. Só sei que estou frita. 

06/12/2017

Sobre obsessões, conexões e bons acidentes de percurso

Ora ora, olha só quem está escrevendo sobre fangirling de novo? E essa nem é a última vez ou a última vez por um tempo porque eu literalmente vou fazer uma matéria sobre fangirl para a faculdade e entrevistar minha alma gêmea. Falando nela, este post é majoritariamente sobre a Kira. A primeira parte dele é só uma introdução antes que eu comece a falar sobre Kira Kosarin descontroladamente. E eu sei que ela é meu assunto principal de uma forma ou de outra, mas aqui eu não tenho motivo algum para me restringir, então... Vocês foram avisados.
Deixa eu contar uma história para vocês, que eu já contei aqui de forma indireta: Em 2007 meu irmão mais velho morou com a minha família por um tempo e foi ele quem me introduziu o universo das séries. Na época ele assistia uma série de 2006 chamada Heroes, que eventualmente começou a passar na Record aos domingos (e em seguida foi completamente copiada na novela Caminhos do Coração e na continuação Os Mutantes: Caminhos do Coração - eu reclamei disso no episódio 1 do Faixa Piloto). Antes que a série chegasse à TV aberta brasileira, porém, eu me interessei por ela e comecei a assistir assiduamente. Eu tinha 9 anos, mas meus hábitos atuais não nasceram ontem e em pouquíssimo tempo eu fiquei obcecada pela atriz principal da série, Hayden Panettiere. Eu vou poupar vocês dos meus hábitos estranhos durante a minha primeira obsessão, mas acho que vocês já sabem que o post "Querida Giulia de 9 anos" foi postado no aniversário do dia em que essa obsessão "nasceu", depois de eu ter sonhado que me tornava amiga da Hayden. Foi aí que eu me permitir ficar obcecada de verdade. E se você conhece Giulia sabe que Giulia obcecada faz coisas estranhas.
Enfim, essa obsessão seguiu pelo ano de 2008 e até muito tempo depois de Heroes ter estreado na Record. Mais ou menos quando isso aconteceu, começaram boatos de que a Hayden estava namorando um outro protagonista da série, um ator atualmente popular por seu papel em outra série da NBC, chamado Milo Ventimiglia. O problema? Giulia de 10 anos, não era uma grande fã do possível casal porque ela shippava muito (antes do termo shippar existir) a Hayden e o namorado anterior dela Stephen Colletti. Na verdade, na verdade, na verdade meu desprezo por esse novo casal era tão grande que eu me recusei a acreditar que eles estavam juntos de verdade. Vocês ainda estão acompanhando a história? Também naquela época a Hayden participava de uma campanha de preservação da vida marinha chamada Save The Whales (eu não fui atrás dessas informações pra ter 100% de certeza, mas se alguém disser que eu estou errada, vou gritar EFEITO MANDELA e sair correndo). Talvez ela tenha até criado a campanha porque o nome era inspirado no lema da primeira temporada de Heroes ("Save the cheerleader. Save the world." Lembra algo? Deve lembrar porque Caminhos do Coração terminou usando o lema "Salve os bebês. Salve o mundo.". NÃO EU NUNCA VOU SUPERAR ISSO, REDE RECORD). Anyway, a campanha fez com que fosse necessária a criação de um e-mail que ia direto para o "Hayden Panettiere Team" (provavelmente a agência dela). Isso foi antes da popularização do Twitter e do impacto do Facebook no Brasil. Eu mal mal tinha Orkut naquela época, porque eu tinha 10 ANOS!! Mas e-mail eu tinha. E dor de cotovelo porque meu ship tinha acabado também. Então é claro que euzinha, com o poder do Google Tradutor do meu lado, enviei um e-mail para o "team" perguntando se era mesmo verdade que a) O relacionamento da Hayden com o Stephen tinha acabado, b) a Hayden e o Milo estavam namorando. Eu também adicionei informações como eu ter 10 anos e ser brasileira, o que pode explicar o motivo deles terem me respondido no dia seguinte, confirmando as duas informações. Ao mesmo tempo que destruíram minhas esperanças de shipper abriram as portas de um conceito novo para mim: Ao contrário de Deus, gente famosa pode te responder COM PALAVRAS às vezes. Mesmo que por meio de assessores. (Eu deletei esses e-mails com vergonha em 2011, mas como eu ainda uso a mesma conta de e-mail, talvez exista uma forma de recuperar eles, porque eu queria muito tê-los como uma espécie de troféu. Ou atestado de insanidade.).
(Se você precisa de uma pausa para respirar desses longos parágrafos, aproveite este momento. Faltaram gifs de apoio para este post). Nove anos depois a folgada que vos fala continua usando os ídolos como válvula de escape e fazendo perguntas desnecessárias por meio de canais não feitos para isso. Desde aquela época, na verdade, eu digo que meus ídolos são como meus amigos (na época, eu agia como se eles fossem meus amigos porque eu tinha medo de usar a palavra ídolos, graças ao primeiro e o terceiro mandamentos). Que eu os amo da mesma forma que eu amo meus amigos. E é verdade, porque eu os amo por serem estranhos e por fazerem besteiras, mas eu vou xingar muito quando eles fizerem uma merda maior do que eu posso suportar. (RE: William Peter Moseley que se recusou a se pronunciar sobre as denúncias de assédio de quase meia centena de mulheres sobre o criador da série da qual ele faz parte e de quem ele era amigo. Eu juro por Deus que se sair qualquer coisa acusando ele de assédio, eu vou deletar todo e absolutamente qualquer post com a menção do nome dele de forma positiva neste blog. E TENHO DITO). aNYWHOOOO, meu ponto nessa história toda é falar sobre porque eu sou fã dos chamados artistas who.
Enquanto eu tive uma fase longuíssima que envolvia ser fã de gente extremamente conhecida, eu ainda me surpreendo com quão violentamente eu abandonei esse fanatismo. Eu fui uma grande fã de Miley Cyrus, Demi Lovato, Selena Gomez e Fifth Harmony por anos a minha vida e hoje em dia eu só sigo a Miley, a Selena e a Camila no Twitter. A Camila nem faz mais parte da banda! Não estou dizendo que eu era poser (estou sim), mas que enquanto a conexão com outro fãs e com a arte produzida por essas artistas segue firme até hoje, a conexão com elas não existe mais. Quando você se torna fã de alguém, você idealiza a pessoa de uma forma profunda. Eu não esperava que meus ídolos fossem perfeitos, mas eu esperava que eles fossem como eu. Era a razão pela qual eu me sentia conectada com eles. Mas aí você vai crescendo e vai se afastando e eu acho que tudo bem. Tudo bem superar as coisas que você amava aos 13 (ou aos 9) (ou aos 10 - eu pulei totalmente a minha paixão pela Vanessa Hudgens e a época do fórum do Vanessa Hudgens BR, onde eu conheci um fandom pela primeira vez e fiz meus primeiros amigos virtuais. MELHOR FASE) (também aos 10, eu fiquei obcecada pela Alycia Purrot, que fazia Sydney Drew, a Power Ranger Rosa de Power Rangers S.P.D. Eu ainda lembro dela todo aniversário dela - 24 de outubro - e grito POR ONDE ANDA SYDNEY DREW sem motivo aparentemente) (não que ninguém se importe, mas o último papel que ela fez foi uma aparição em Psych em 2011. Além disso ela é - PAM PAM PAM - jornalista.).
Eu tinha certeza de que eu tinha superado a fase "fangirl" no fim de 2014, quando nada me interessava o bastante. Então eu conheci MisterWives. Pela primeira vez em muito tempo, eu tinha algo meu. Apenas uma amiga minha conhecia a banda. Era perfeito! Minha irmã diz que o motivo pelo qual eu sou fã de gente desconhecida é que eu tenho ciúmes dos meus ídolos. Isso é 105% verdade. Então muito mais do que me sentir conectada e salva pela música, eu me sentia conectada à banda. Eu tive crises sérias de ciúmes com a bandinha durante os primeiros meses e mesmo que hoje em dia meu desejo de que eles tenham todo reconhecimento que merecem supere a minha necessidade de ter a banda só para mim, eu ainda estou com raiva de uma garota ter achando que tinha mais propriedade para falar sobre a Mandy que eu SEMANAS ATRÁS (parte de mim ainda quer voltar no tempo e responder o tweet dela com "biiiiiiiiiiiitch"). Ano passado minha mensagem de Natal para a bandinha foi "MERRY CHRISTMAS YA FILTHY ANIMALS" e metade deles curtiu. É disso que eu preciso. Eu preciso de mais do que uma banda que eu possa ouvir, eu quero uma banda cujo senso de humor eu entenda e que eu possa pedir recomendação de livros, fazer piadinhas desnecessárias sobre o cabelo dos integrantes, gritar o nome da música de fundo nos comentários de uma live e ter eles aumentando a música, pedir ajuda em projetos. Eu preciso me sentir conectada com as pessoas, sentir que elas são pessoas. (E como pessoas, sujeitas a cometerem erros). Não uma idealização insana que pode ser arruinada a qualquer segundo. 
Eu não faço ideia de porque as pessoas sentem a necessidade de me dizer que não fazem ideia de quem são as pessoas de quem eu sou fã. Cara, é você quem tá perdendo. Ser obcecada por gente desconhecida é a melhor coisa do universo. Semana passada, eu mandei uma mensagem para a Sidney (Bahari) sobre o bottom que ela estava usando e ela literalmente me mandou cinco mensagens e um snap me perguntando qual e explicando que ela não lembrava onde tinha comprado - eu acabei encontrando ele online depois e ele é 100% o tema deste post. Eu não me importo que você não saiba quem são meus ídolos. Você sabe que eles sabem quem eu sou, certo? Mas, se você quiser saber sobre eles, eu estou mais do que disposta a oferecer seminários completamente gratuitos incluindo longas apresentações de Power Point contando história, filmografia ou discografia (ou os dois), possíveis ships e etc. AGORA que isso tudo já foi explicado, nós chegamos à parte importante do post: PRECISAMOS FALAR SOBRE KIRA KOSARIN (e eu).

OLHA SÓ PRA ELA
ANJO MAIS PERFEITO DESSE MUNDO

ignorem o Cal, ele tá aí porque não dava pra cortar
Em janeiro eu literalmente disse, com todas as palavras, que eu nunca seria fã da Kira, por um motivo bem simples: Ela tinha fãs demais. Eu simplesmente não estava pronta para entrar em um fandom que tinha um milhão de pessoas (atualmente 3,1 milhões) no Instagram e quatro milhões (atualmente 7,1 milhões) no musical.ly. Eu queria poder dizer como nós chegamos ao ponto em que estamos hoje, mas eu não faço ideia. Eu só tenho teorias. Me tornar fã dela era a parte inevitável, porque ela tinha absolutamente todas as características que me atraem para uma pessoa na vida real. Eu estava apaixonada por ela à distância antes que eu pudesse fazer qualquer coisa a respeito. Agora quanto a me tornar amiga dela, minha teoria envolve matemática. Eu fico online no Twitter 26 horas por dia. Kira é só 4 meses mais velha que eu e é quase tão ligada em redes sociais quanto - ela só não passa tanto tempo online, porque ao contrário de mim, ela tem uma vida. Considerando que isso me possibilitava responder a todos os tweets dela e ainda mandar outros tweets por fora, era eventual que ela me notasse. E então em julho, ela me seguiu e continuou me notando com constância o bastante para que alguns fãs me mandassem mensagens me perguntando se eu era amiga dela, o que eu respondia com "não, eu só falo demais com ela mesmo". Eu não sei dizer a vocês porque a Kira ainda tem algum tipo de interesse na minha pessoa obsessiva e doida, além do fato que me atraiu para ela em primeiro lugar: A gente se parece. Uma piada interna real é que a Kira me seguiu depois que eu respondi a um tweet dela sobre suor nos peitos durante o verão dizendo que isso acontecia o ano inteiro comigo, porque morar no Brasil é isso. Uma relação que começa com o assunto suor nos peitos, ou se torna próxima ou resulta nas duas pessoas nunca mais se falando. (Amizades femininas são tão lindas né?).
Acreditem, eu sou paranoica e não tenho autoestima nenhuma e na maior parte do tempo tenho certeza absoluta de que a Kira, na verdade, me odeia. Eu sou a versão personificada daquele meme da noiva que pergunta pro noivo no altar se ele gosta dela. Eu nunca diria que ela é minha amiga se ela não tivesse dito isso antes. Essa história toda de "amiga da Kira" começou com este tweet:

Ela mandou esse tweet para mim por DM (eu estava literalmente acompanhando os tweets dela, é óbvio, mas foi ótimo ela ter feito isso porque meu eu sem autoestima definitivamente não teria considerado que ela poderia possivelmente estar falando de mim.), mandando uma DM para mim pela primeira vez, na verdade. (e é claro que ela não mandou só para mim, mas o foco aqui é ela ter enviado PARA MIM) E foi aí, senhoras e senhores, que as coisas saíram de controle. Eu estava me sentindo um lixo nesse dia e ela me fez me sentir amada e vista SEM MOTIVO NENHUM. Eu chorei muito e ainda bem que eu estava no escurinho do meu quarto, porque eu postei uma série de imagens com textão no Instagram falando da importância dela para mim. Eu também fiz uma promessa pública de amar e apoiar essa pessoa pelo resto da vida. Naquela época, ela já tinha apoiado minha teoria de que nós éramos almas gêmeas, mas foi nesse dia, que a teoria se tornou real de verdade. Como canta Ryn Weaver "almas gêmeas não são apenas amantes, sabe?". Às vezes elas podem ser pessoas que inconscientemente te inspiram a ser melhor e dar o melhor de si e coincidentemente tem um número absurdo de interesses em comum contigo e manias parecidas e ao invés de ser algum tipo de idealização inalcançável de si mesmas, na verdade, se aproximam de você e se importam contigo. Almas gêmeas são pessoas que passam pela sua vida e causam mudanças em qualquer nível que transformam você para sempre. Eu acho que tenho várias delas, mas a Kira é provavelmente a pessoa do outro lado da minha linha vermelha do destino. Ela mais do que só foi uma obsessão ou uma conexão com a arte de alguém, ela optou por se conectar comigo, enquanto pessoa. Por me apoiar assim como eu a apoio. Tipo, o fato de que ela poderia me bloquear e eu continuaria amando ela tanto quanto eu amo, mas ela ainda ouvir meus desabafos e conversar comigo sobre todo assunto aleatório que você imaginar (eu disse todo assunto aleatório), já seria o bastante para que ela fosse o amor da minha vida. Mas ainda existe toda uma gama de outras coisas que fazem dela o que ela é para mim.
Kira também provou a existência de um ser mitológico que eu jurava que não existia, o "amigo imparcial". Deixa eu explicar: Quando o assunto é conversar sobre determinados temas para que eu me sinta validada e justificada em minhas ações (eu vou escrever uma tese sobre a importância da validação nos relacionamentos femininos), eu divido meus amigos em categorias. Existem os amigos sobre os quais eu posso falar sobre problemas amorosos, ou problemas profissionais, ou acadêmicos, ou problemas nos meus relacionamentos com pessoas da minha vida e pessoas com quem eu posso amplamente falar sobre várias coisas e me sentir abraçada. Mas, de vez em quando, eu sinto necessidade de falar com alguém que me ouvirá e responderá da forma mais lógica possível. Ao ser meu amigo, é óbvio que você terá emoções envolvidas quando ouvir uma história que eu possa contar. E se você conhecer outras pessoas envolvidas no caso ou situações anteriores que desencadearam a atual, você vai se basear nisso e nos seus sentimentos sobre a situação quando me responder sobre o assunto. E às vezes não é disso que eu preciso, só de alguém que me ouça e possa responder sobre algo imparcialmente, como uma pessoa de fora, mas considerando também como eu possa me sentir sobre o assunto. Isso faz algum sentido? Foi mais ou menos isso que a K se tornou para mim. Como? COMIGO PERDENDO COMPLETAMENTE OS LIMITES. Existe gente abusada, existe gente muito folgada e aí existe eu. Algumas semanas atrás eu enviei uma mensagem para ela perguntando se podia pedir algo estranho e então pedi para desabafar. Ela cometeu o erro de não só responder, mas responder rindo. O resultado foi um textão sobre uma situação que estava me deixando MALUCA que eu ainda não acredito que ela tirou um tempo para ler e responder. E ainda respondeu da forma como eu tinha pensado no roteiro imaginário na minha cabeça. E ainda não começou a me odiar depois DESSA CENA, mas continuou conversando comigo nas DMs e Directs da vida. Ela é completamente surreal.

LITERAL LOVE OF MY LIFE
Houveram dois outros pontos importantes em nossa relação depois desse dia da DM. O primeiro deles foi no dia da festa de Halloween flopada que eu fui no começo do mês passado, quando ela fez uma live que eu assistir com 4G à 1 da manhã no meio da rua. Ela estava falando do Halloween e soltou a frase "My friend Giulia from Twitter dressed up as Evil Phoebe for Halloween". Eu gritei e pulei. E eu estava no meio da rua. Foi um erro dela se dirigir a mim como amiga publicamente porque agora eu faço coisas como escrever um post enorme falando sobre como nós somos amigas, mas eu realmente adoro ela por ter feito isso. Eu não acho que vá esquecer como me senti naquele dia, nunca. (porque eu sou obsessiva e não sei superar coisas). Isso é outra coisa que sustenta a teoria da alma gêmea, porque independente de com quem eu me case, essas são as histórias que eu vou contar para os meus netos. O segundo ponto aconteceu semana passada quando eu tava quase dormindo e ouvi o som de notificação do Twitter umas cinco vezes consecutivas. Minha primeira reação foi "Uuuughhh, Kiraaaaaa, agora???". É claro que depois eu me forcei a acordar o suficiente para responder ela, porque eu não sou maluca, mas no dia seguinte eu fiquei pensando: Eu me sinto confortável o suficiente com ela e com a gente para ter esse tipo de reação. Nós somos amigas. Tipo, realmente amigas. Será que eu estou vivendo em uma fanfic? (Inclusive, meus entes queridos deveriam ficar preocupados com essa amizade porque eu realmente fiz ela prometer que quando eu for em LA, nós vamos subir uma montanha juntas. Eu sei que prometi que faria isso um dia para cumprir uma outra promessa que eu não cumpri na primeira vez que subi uma montanha, mas o recorde pessoal da Kira são 5 quilômetros em uma hora e meia. ELA USA MALHAR COMO UMA FORMA DE PROCRASTINAR. Eu vou morrer.).
Agora se você acha, mesmo por um instante que isso tudo fez com que eu evoluísse da garotinha que mandou um e-mail perguntando se meu ship ainda era real, eu tenho 8 letras para você que não vão fazer o mínimo sentido sem contexto: ANGELIRA.
G.

P.S.: Este post vence post mais estranho e mais divertido de escrever em 2017. Ele venceu "Como nasce um crush" para mim, mesmo que nunca atinja o público da mesma forma.

04/12/2017

Diário Artístico: 720 horas de parto

E então, ela olhou para o céu e foi como se ele estivesse aberto. Com um movimento que reagia a tudo que aconteceu nos trinta dias anteriores, ela ergueu o dedo médio, fazendo o sinal que representava seus maiores sentimentos com relação àquela que não era a primeira, nem a segunda, mas a terceira estrela mais brilhante de sua constelação e depois de uma longa respiração disse, eloquentemente: CHUPA, SIGMA LIBRAE.
Como já deu para notar, esse post vai ser insano porque eu perdi completamente a cabeça durante o último mês de novembro. Todo novembro é maluco, mas o último foi total, completa e absolutamente DOIDO. Me fez lembrar de algo muito importante: Escrever é difícil. É a melhor coisa do mundo, mas é difícil. Mesmo quando é uma história que você ama, que você queria passar cada segundo do seu tempo escrevendo, escrever é difícil. E em alguns momentos vai ser bem mais difícil do que em outros. Também me lembrou que cada livro é diferente e que cada história é única. Não adianta achar que o livro vai ser longo em comparação a outros, porque ele vai contar sua própria história. E não adianta achar que o mesmo desempenho que você teve em um livro que você amava muito vai acontecer de novo, só porque você também ama muito o livro atual. Também me lembrou que a vida é uma droga e que eu vou ter que batalhar muito se quiser viver de escrita e isso envolve, sim, me matar em trabalhos que eu não gosto. Basicamente, sentem e peguem um copo de café porque eu tenho o que contar.
No momento em que eu deixei vocês, eu estava perdida, mas cheia de esperanças. Eu acho que ainda dá para dizer que eu estou na mesma situação. Existe algo que lindamente trágico na minha vida no momento. Hoje, por exemplo, eu saí de casa às 10 da manhã e cheguei às 8 da noite porque o motorista do ônibus saiu antes da hora e não quis abrir a porta para os passageiros que estavam esperando. Não só eu estou exausta, como eu estou estressada pra caramba. (E eu já surtei porque algo mínimo aconteceu com pessoas das quais eu já estou com raiva). Mas eu ainda estou esperançosa o suficiente para acreditar que existe sentido nessa existência miserável para não desistir de escrever. OK, AGORA QUE PASSAMOS O COLAPSO NERVOSO: Vamos falar do livro.

Eu acho que foi o ConversaCult que usou esse gif em um post sobre o NaNoWriMo. Caso não tenha sido, me avisem para eu creditar direito, porque eu sei que salvei ele de algum blog meio milhão de anos atrás.
Apesar de eu ter me iludido completamente durante os primeiros dias, uma parte de mim sabia que eu não conseguiria terminar Mirae até o dia 30. Eu tinha uma deadline do trabalho para a sexta-feira dia 1º e meu outro trabalho ia me manter presa até a quarta-feira. Também tinha várias outras demandas já que eu não vou ter férias tão cedo e a faculdade não cansa de comer minha alma. E meus problemas pessoais, que não vão embora tão cedo, também deram vários oizinhos. Eu tinha tanta coisa para fazer que a vontade era de sentar na cama e chorar mesmo. Mas eu tive psiquiatra no começo da semana e, como sempre, saí de lá com vontade de conquistar o mundo. Na quarta-feira, eu cheguei até mesmo a acordar cedo para que eu pudesse passar a tarde trabalhando no livro. Acordar cedo "sem necessidade" é uma novidade por essas bandas, pessoal.
A semana foi passando e quanto mais ela passava, mais eu adaptava meus planos. Como em 2013, eu fui de "ter o livro terminado no fim de novembro" para "vencer o NaNoWriMo e continuar o livro fora dele" rapidinho. Provavelmente foi o incentivo da minha psiquiatra (Aquela mulher é minha maior torcida, eu não estou brincando. Ela disse que eu sou assertiva. ASSERTIVA! QUEM NESSE UNIVERSO ME CONSIDERA ASSERTIVA? Só ela mesmo), mas eu sabia que estava dando o melhor de mim e que o que eu fazia era o bastante. Não interessa como o livro foi escrito, o que interessava era que eu teria o livro escrito. E eu amo tanto Mirae. O último livro que eu amei tanto quanto amo Mirae foi A Linha de Rumo. Só que enquanto ALdR veio ao mundo com facilidade, eu precisei lutar por Mirae. A história não saiu tão longa quanto eu imaginava ou até tão difícil de escrever quanto eu imaginava (todas as dificuldades para escrever Mirae foram externas: depressão, falta de tempo, desmotivação. A trama fluiu com muita facilidade, considerando que esse é o meu primeiro livro do gênero. Minha maior preocupação para a edição é o desenvolvimento dos personagens, porque como eu tive que trabalhar muito na construção do universo e na resolução dos mistérios do livro, Victoria, Madalena e Bri são as únicas personagens que têm desenvolvimentos reais.), mas saiu perfeita. Perfeita para um primeiro rascunho, é claro, mas perfeita. Eu me sinto como uma daquelas mulheres que fazem planos de parto e na hora final acaba saindo tudo diferente, mas perfeito, porque a vida é imprevisível e o milagre de colocar algo tão mágico quanto um bebê (ou um livro) no mundo é algo certo e incrível si só. Isso, ou talvez eu definitivamente esteja seguindo blogueiras de maternidade demais. (Sem brincadeira, eu sigo muitas blogueiras de maternidade no Instagram e metade dos meus anúncios lá são focados nisso. Não é culpa minha se eu amo ver crianças fofinhas. E roubar nomes de bebês para personagens, ops).

Eu tentando escrever depois de chegar do trabalho numa segunda
No final da segunda/terceira semana, eu resolvi que não mais usaria o contador de palavras do Word. Eu tenho uma regra pessoal de só usar aquilo durante o NaNoWriMo porque no resto do ano não faz a mínima diferença o número de palavras que eu escrevi, desde que eu tenha escrito algo. (A maioria dos meus artigos científicos não passa de 3 mil palavras. AMÉM FORMATAÇÃO DA ABNT. AMÉM PROFESSORES QUE DEIXAM USAR A FONTE ARIAL). Este ano, eu considerei que o contador do NaNoWriMo é o único que conta de verdade e ao invés de ficar marcando minhas contagens a partir do Word, eu validava elas todo santo dia. Me ajudou MUITO. As 4 mil palavras que eu escrevi no dia 26 foram completamente motivadas por isso e por um monte de sprints do Twitter. Eu acho que preciso começar a diferenciar quando a pressão e as metas me ajudam e quando não. Eu funciono de formas misteriosas. E tem muito da minha rotina de escrita que ainda é por prazer. Eu não posso esquecer disso.
No fim das contas, eu não terminei Mirae ao fim do NaNoWriMo. Mas eu venci meu 4º NaNo com 52,185 palavras e mais algumas soltas que eu não adicionei à contagem. Foi um mês longo, doloroso, complicado e o livro ainda não acabou. Nesses quatro dias desde o fim de novembro, eu continuo trabalhando em Mirae. Eu já escrevi um pouco mais de duas mil palavras do meu objetivo que vai até o dia 15 de dezembro, que são 15 mil ou talvez um pouco menos (sim, menos. Nunca pensei que diria isso). Eu não me sinto tão cansada de literatura como eu normalmente me sinto em dezembro, mas quando eu terminar Mirae e a edição da 2ª fase de As Crônicas de Kat, eu fazer uma pausa dos meus projetos grandes até depois do meu aniversário. Não é porque eu queira ou ache que eu precise de uma pauta (sejamos sinceros, eu vou escrever contos nesse meio tempo), é porque eu sempre odeio tudo que eu escrevo imediatamente depois do NaNoWriMo e este ano meu NaNoWriMo se prolongou até agora.
Agora eu preciso decidir se aviso a vocês como será o mês de dezembro ou se posto o trecho da história antes. Hmmmm, vamos começar com o que é mais leve.

Eu estou ajudando uma criança de cinco anos a prender o cabelo quando ouço o nome dela do outro lado da sala.
- Violeta o quê? – Pergunto, precisando tomar cuidado para não puxar os cabelos de Amanda com força demais.
- Violeta vai voltar para Garra Sul. – Vivan diz, surgindo atrás de mim. Ela sorri torto como se compreendesse algo na minha reação. – Ela desistiu do balé.
- O QUÊ? – Meu grito chama atenção de todas as crianças presentes. Eu termino de prender o cabelo de Amanda e começo a seguir Vivan pela sala, perguntando: - Ela era uma das finalistas para uma vaga na Halley. Ela saiu de Garra Sul há dez anos para dançar!
- Você também esteve prestes a desistir do balé. – Vivian diz, sem olhar para mim. - Uma série de vezes.
- Mas eu nunca desisti. Além disso, eu nunca avancei. Ela tinha um futuro pela frente, por que ela desistiu?
A aula começa e Vivian não fala comigo por alguns minutos. É cedo e o meio de uma aula infantil. Eu tenho ajudado com as crianças desde que o ano começou. Eu trabalho quatro horas por dia e, de alguma forma, Vivian conseguiu que eu fosse contratada como estagiária em nível médio. O plano é conseguir um emprego oficial em uma escola de dança fora da cidade quando eu me formar no ensino médio, usando a experiência adquirida aqui. E os 14 anos de balé.
- Se você quiser saber porque Violeta deixou o balé você vai precisar falar com ela. – Vivian diz, quando a turma começa a dançar. 15 crianças de cinco anos, sendo adoráveis em colãs roxos.
- Muito obrigada, mas não. – Respondo. Percebo que o cabelo de Amanda está torto. - Não posso deixar minha nêmese saber que eu me importo.
- Ela nunca foi sua inimiga, Bri. Queria que você percebesse isso.

Por favor, sintam-se a vontade para responder a esse trecho com "GAAAAAAAAAAAAAAAAAY", porque sinceramente eu faço isso toda vez que estou escrevendo qualquer cena que envolve a Bri e a Violeta. Mas eu não estou insinuando nada. Vocês terão que ler o livro para entender. Além disso, EU VIVO PELO DRAMA DO BALÉ!!!!!! Essa foi a cena com menos spoilers que eu escrevi na última semana & isso é um capítulo inteiro. Sim, um capítulo inteiro. QUEM SOU EU?
Agora às últimas coisas. Eu falei que vou tirar uma pausa da literatura entre o fim de dezembro e o fim de fevereiro, mas eu darei uma pausa de absolutamente tudo entre os dias 23 de dezembro e 7 de janeiro. Isso inclui faculdade, estágio (ok, pro estágio talvez eu precise voltar dia 2), literatura e o blog.  O único post do blog que acontecerá entre esse dias será o da retrospectiva, que eu vou deixar programado para o dia 31 de dezembro, às 22h (horário de Brasília), então não teremos post tradicional de "como foi meu Natal" até o meio de janeiro. Eu preciso disso, gente. Preciso muito me desligar de tudo e viver só para mim mesma por alguns dias, sem pressão. É bem provável que eu delete o WhatsApp também para garantir que meus chefes não irão me encontrar. Essas duas semanas são o único período que eu me vejo não fazendo nada, então eu separei ele para mim. Até lá, nós ainda temos uma série de posts, que se já não estão escritos, já estão começados e o lançamento do e-book da segunda fase de As Crônicas de Kat (que ainda não tem data certa, mas até o final da semana eu dou notícias sobre isso), incluindo, provavelmente uma surpresinha. E ah! O Diário de Bordo 7 já tem nome e data: No dia 15 de dezembro vocês lerão a primeira parte do Diário de Bordo 7: Eu desisto. Então, vocês não ficarão desamparados. E considerando que o post deste ano sobre o meu aniversário, que é em fevereiro, foi publicado em junho, vocês não podem reclamar.
Vejo vocês mais rápido do que vocês pensam,
G.

Todo ano no último dia de #NaNoWriMo, eu posto a dedicatória do livro que eu escrevi em novembro. Este ano não é diferente, mesmo que eu ainda não tenha terminado Mirae. Este mês foi diferente dos dois últimos NaNoWriMos e as 52 mil palavras que eu consegui foram um verdadeiro milagre. Escrever foi difícil e eu precisei fazer um verdadeiro malabarismo de responsabilidades, mas valeu tanto a pena. Mirae é apaixonante e eu não me importo em levar o final pelos primeiros quinze dias de dezembro. Eu me apaixonei por personagens que não pareciam ter tanto a oferecer e amei ainda mais minha protagonista, que já era minha filha o suficiente para ter ganhado um dos meus sobrenomes. Eu brinquei com estrelas, linhas do tempo alternativas, superpoderes que eu faria de tudo para ter e usei mais referências pop do que em qualquer outra história (e eu não quero nem ver quando tiver que cortar 75% disso na edição). Ao contrário dos últimos dois anos, eu não digo “até logo” ao meu projeto do NaNoWriMo hoje, apesar de dizer adeus à minha quarta participação no meu evento preferido no ano inteirinho. Já é NaNoWriMo 2018? Porque eu tenho projeto a escrever até 2021. Volto a falar em Mirae no @quebreiamaquinadeescrever esse fim de semana. #NaNoWriMo2017 #NaNoWinner 💙 PS.: Sim, a Kira tá na dedicatória. Vocês não fazem ideia.
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P.S.: Vocês terão uma noção do porquê de a Kira estar na dedicatória no próximo post.