NaNoWriMo 2021: A volta dos que não foram

Todos os posts do Quebrei a máquina de escrever só são possíveis graças aos nossos apoiadores no PicPay Assinaturas. A partir de R$1 por mês, você ajuda a tornar o blog possível. Clique aqui e apoie. 

Demorei, demorei, mas cheguei! Quem está aqui há um tempo ou leu meus anúncios de livros do NaNoWriMo, já sabe como é: Eu chego aqui, solto um "É AQUELA ÉPOCA DO ANO DE NOVO" e introduzo vocês que ideia fora da curva eu quero colocar em prática no mês de novembro. Desde que eu descobri o NaNoWriMo, lá em 2013, meus novembros ou são completamente dedicados ao projeto, ou são passados pensando no projeto. E este ano, será pior ainda.

Para quem não leu o post lá no Instagram e ainda não sabe o que é NaNoWriMo: National Novel Writing Month ou Mês Nacional de Escrever Romances é um desafio mundial que convida autores a escrever um livro de 50 mil palavras durante o mês de novembro (ou cerca de 1,667 palavras/dia). Apesar de ter começado como nacional, o projeto hoje é mundial. A comunidade brasileira do NaNoWriMo pode ser encontrada tanto no próprio site, quanto nas redes sociais.

Nos últimos 8 anos, eu participei de 6 NaNoWriMos (todos os anos, exceto 2014 por causa do vestibular e 2018 por causa do TCC) e você pode ler tudo que rolou em cada uma das edições pela tag do projeto aqui no blog. Mas, para que você não precise ler 20 posts para saber como funcionou em cada ano, aqui vai um resumo rápido (e se você se interessar em saber mais sobre algum ano é só clicar no link que você será direcionado para aquele ano): 

  • Em 2013, eu escrevi o segundo livro da minha engavetada trilogia, Sociedade Inglesa de Oposição. Escrevi 51 mil palavras.
  • Em 2015, eu escrevi aquele que seria meu primeiro livro publicado, A Linha de Rumo. Com 88 mil palavras, aquele foi meu melhor NaNoWriMo, que deixou muita gente horrorizada com a minha habilidade de escrever muito de uma vez só.
  • Em 2016, foi a vez de Tóxico, um livro onde cada capítulo era uma sessão de terapia, que eu ainda não terminei de editar. Dessa vez, foram 86 mil palavras.
  • Em 2017, Mirae, uma ficção científica/história de assassinato. Eu não consegui terminar de escrever o livro naquela edição e sim em fevereiro de 2018, mas escrevi 52 mil palavras, assim vencendo o desafio. 2017 também foi o ano em que aconteceu a 1ª edição do Encontro de Escritores, que eu organizei baseado nos eventos do NaNoWriMo.
  • Em 2019, eu mandei a braba com Flor-de-Maio, uma história de roadtrip. Perdi aquela edição, tendo que abandonar o NaNoWriMo com 24 mil palavras escritas.
  • Em 2020, foi a vez de Aqueles Seis Meses & Those Six Months, porque a única coisa mais difícil do que escrever um livro no NaNoWriMo é escrever ele em inglês e português ao mesmo tempo. Também perdi essa edição do NaNoWriMo com 26 mil palavras escritas, mas comecei a publicar as histórias no Wattpad em fevereiro.

2021 chegou e as coisas estão bem diferentes do que estavam nos últimos anos. Eu aprendi bastante sobre o que eu quero e o que eu não quero fazer para vencer o NaNoWriMo. Eu também estou em um momento da minha vida, onde rotinas firmes e celebrar pequenas vitórias são uma forma de sobrevivência. Literalmente. Foi pensando nisso que eu escolhi qual seria meu projeto em 2021 e mais ainda, foi por causa disso que eu escolhi que esse projeto, que eu já tinha começado a escrever, vai ser reescrito do começo.

Antes de revelar minha escolha, vamos falar sobre outra coisa que está diferente. Desde 2014, eu falo sobre querer ser ML (Municipal Liaison) do NaNoWriMo. MLs são organizadores da comunidade do NaNoWriMo que têm como função apoiar e motivar os outros escritores do evento a chegarem ao seu objetivo. Em anos normais, eles também organizam eventos regionais locais e nesse segundo ano sem eventos presenciais, organizam eventos na internet. Quando eu coloquei essa ideia na cabeça, eu não podia porque eu só tinha 16 anos, mas eu mantive a ideia na cabeça todos estes anos, a ponto de ter criado o Encontro de Escritores porque não tinha eventos do tipo aqui na área. Até que em junho deste ano eu vi o anúncio de que a região estava precisando de MLs e um monte de processos que eu não conseguiria dizer nem se pudesse depois, aqui estamos. Então este ano, se vocês estiverem precisando de apoio e convencimento, vocês podem vir até mim através da página da região no site do NaNoWriMo. E não esqueçam de seguir o NaNoBr em todas as redes sociais e grupos tem Twitter, Instagram (onde eu estarei principalmente), Telegram, Discord, etc.


Depois de tudo que aconteceu nos últimos dois anos, eu cheguei à conclusão de que só tinha um projeto que eu queria escrever em novembro de 2021. Você vê, caro leitor, o motivo pelo qual escrever esse projeto era demais para mim na época em que eu abandonei, era a forma como ele precisava lidar com o luto e como a protagonista estava fazendo um péssimo trabalho em processar seu sentimentos. Mas depois de dois anos de morte, perdas, distanciamento e solidão, eu precisei ressignificar o que o luto realmente é para mim. A vida entre 2020 e 2021 tem sido menos sobre viver, sobre alcançar sonhos e sobre evoluir e mais sobre sobreviver, processar e encontrar formas saudáveis de lidar com a perda. E Flor-de-Maio é absolutamente sobre isso.

Como eu não terminei o livro em 2019 depois de ter conseguido o emprego do qual eu fui demitida no começo de 2020, eu cogitei voltar e terminar o livro. Mas aí tudo fechou. Flor-de-Maio é um livro que se passa primariamente na estrada, escrever ele enquanto eu não podia sair de casa era completamente impossível. Também era difícil ter sonhos e esperanças naquela época então por mais que eu quisesse ser uma daquelas escritoras evoluídas que escreve sobre o que mais deseja, não funciona pra mim. No momento, porém, e depois de ter escrito A6M, onde eu simplesmente resolvi ignorar a pandemia é mais fácil decidir escrever o livro.

Eu resolvi começar o livro do começo porque depois de tentar ler as 24 mil palavras que eu já tinha escrito, eu percebi que o tom estava completamente fora do que eu quero escrever agora. Tinha mais raiva, ação, piadas e grandes momentos. Eu quero um livro mais lento que realmente represente o processo de luto e imite a sensação de uma viagem de carro através do país. Para quem não lembra da sinopse de 2019, não se preocupem, porque eu escrevi outra. Por mais que eu não tenha deletado nada do que escrevi, não esperem nada do que vocês já sabiam sobre o livro. É um projeto novo, por mais que a ideia ainda seja a mesma. Abaixo segue a capa temporária e a nova sinopse:


Sinopse: Depois de perder a mãe em um acidente de carro, Mia não consegue imaginar passar o próximo ano morando no banco de carona de um Jeep 2009 — mas esse destino foi decidido por ela quando seu pai transferiu sua guarda para sua elusiva tia Maele, que há mais de 20 anos vive na estrada. Mesmo tendo convencido a si mesma de que só precisa aguentar até fazer 18 anos, Mia acaba descobrindo que a vida na estrada pode ajudá-la a descobrir quem realmente é.


Além de escrever o livro de uma forma diferente, eu quero me tratar de forma diferente este NaNoWriMo. Por causa de 2015, o ano que eu já sei que jamais irei replicar, eu sempre mantive minhas expectativas altas para mim mesma. Eu já começava com o objetivo de chegar a 5 mil palavras no primeiro dia, mesmo que esse seja o objetivo do 3º dia no gráfico do NaNoWriMo. E ai de mim se eu não chegasse a 50 mil palavras entre o dia 15 e o dia 20, o inferno congelava. Este ano eu sei que esperar 60-80 mil palavras é irrealista. Eu sei que ficar exigindo que eu bata recordes é pedir demais. Eu também sei que consigo contar essa história em 50 mil palavras, sem muita enrolação. Meu segundo livro publicado tem 8 mil palavras, pelo amor de Deus. Minhas metas serão as metas do evento e é isso.

Eu vou fazer o melhor para publicar atualizações semanais do NaNoWriMo aqui no blog, mas mesmo que eu não consiga, a ideia é atualizar o canal do Telegram, o Instagram (tanto meu perfil pessoal, quanto o do blog) e o Twitter o tempo inteiro com gritos sobre o evento. As lives temáticas de novembro serão atualizações sobre o NaNoWriMo, toda sexta-feira às 18h, lá no meu Instagram pessoal.

Em alguns dias, escrever é a coisa mais difícil que eu tenho para fazer. Em outros, a única coisa que consegue me manter viva. Mas acima de tudo, escrever é a forma que eu encontrei de processar tudo que eu experimento nessa vida. E este livro em particular... Eu sei que ele tem o poder de me fazer seguir em frente.

Vejo vocês em breve.
Com amorrr,
G.

P.S.: Se você se interessa em promoções de livros, novos e usados, o Giulia Lojinha agora vai ter links de promoções, cupons e etc. O perfil será uma forma de me ajudar a conseguir não uma renda extra, mas uma renda. Então sigam a página no Twitter e no Instagram.

Postar um comentário

0 Comentários