NaNoWriMo 2020: O mais insano de todos

É isso mesmo que vocês leram: é AQUELA época do ano de novo. E sim, eu não só vou continuar participando do NaNoWriMo depois do que aconteceu ano passado, como eu estou animada para o NaNoWriMo e eu resolvi acrescentar desafios extras este ano. Porque eu sou doida!!!!!!

Mas antes de chegar à maluquice que eu vou fazer, vamos relembrar que cacetas é NaNoWriMo: O National Novel Writing Month ou Mês Nacional de Escrever Romances é um desafio internacional que incentiva escritores a escrever um livro de 50 mil palavras durante o mês de novembro. Soa mais difícil do que realmente é, na verdade, a depender do tipo de escritor que você é. E por ser um desafio (não uma competição), onde vencer depende apenas da sua dedicação em direção ao resultado final, você pode aos poucos ir descobrindo seu próprio ritmo e criando suas próprias regras. O NaNoWriMo também têm duas edições extras durante o ano, chamadas de Camp NaNoWriMo, em abril e julho — lá você realmente cria suas próprias regras e em julho ainda ganha um dia extra. O projeto é responsável por muita coisa que eu sei sobre minha própria escrita, sendo o motivo para eu ter escrito 4 dos 6 livros que escrevi, incluindo meu primeiro livro a ser publicado, A Linha de Rumo, escrito no NaNoWriMo 2015.

Depois de vencer 2013, pular 2014 por causa do vestibular, vencer 2015, vencer 2016, vencer 2017 e pular 2018 por causa do TCC, eu voltei com tudo em 2019 só para precisar suspender a história por motivos adultos. E honestamente, eu fico um pouco decepcionada por não ter voltado a escrever e terminado a história este ano. Flor-de-Maio estava na minha cabeça desde 2017 e eu tinha e tenho muito a dizer sobre a história da Mia. Mas quem que tinha emocional e físico para terminar um livro sobre viagens em 2020? Eu que não. 

Em se tratar do NaNoWriMo 2020, eu tive que pensar bastante no que escreveria. Não tinha nenhuma ideia nova que precisava ser desenvolvida como eu tive nos últimos anos. As opções que eu tinha era reescrever os livros que eu escrevi em 2016 e 2017 (o que eu não cogitei por muito tempo porque reescrita não combina muito com NaNoWriMo) ou terminar algum dos três livros que eu ainda estava no processo de escrever: O primeiro livro seria Flor-de-Maio, que eu ainda não encontrei a vontade de escrever no meio da pandemia. O segundo, *******, a novela de terror bilíngue cujo plano original era publicar hoje. Eu acabei adiando a história, como eu expliquei no Instagram, porque eu sinto que tem algumas coisas que eu quero fazer e aprender antes disso. É uma história que depende muito do universo em que ela foi escrita e mesmo que o primeiro rascunho esteja majoritariamente escrito, eu quero ter certeza de que estou fazendo tudo certo. Isso acaba fazendo com que a história não seja muito adequada para o NaNoWriMo. E foi assim que eu cheguei ao terceiro livro: Aqueles Seis Meses.

Para quem não lembra do post de aniversário do blog ano passado, deixe me falar sobre essa história: Aqueles Seis Meses é uma reescrita da fanfic NY Dream, que eu escrevia e publicava no Nyah! Fanfiction em 2013. NY Dream por sua vez, é uma continuação e desenvolvimento do conto NY Dream que eu publiquei aqui no blog no meu aniversário de 15 anos. (Se for ler, leia por sua conta e risco. Eu escrevi antes de fazer 15 anos!!). O conto é um self-insert, ou seja, a personagem principal sou eu mesma e a história é sobre meu aniversário de 23 anos e como eu estaria morando em Nova Iorque com a minha (então) melhor amiga e o meu celebrity crush 11 anos mais velho se apaixonaria por mim e iria em um encontro comigo no meu aniversário. Eu faço 23 anos em 4 meses. Nada disso está acontecendo no momento.

A fanfic do Nyah! continuava esse universo self-insert da minha vida aos 23 anos que não tem nada a ver com como minha vida se parece no momento. A coisa toda piora bastante quando você leva em consideração que: Minha melhor amiga na época deixou de ser minha amiga quando ela disse que eu merecia as coisas ruins que aconteciam comigo duas semanas depois da morte da minha mãe!!! E meu celebrity crush na época deixou de ser meu celebrity crush quando o criador da série que ele fazia foi denunciado por assediar dezenas de mulheres na série dele e em One Tree Hill e ele foi o único ator que não se pronunciou a respeito e quando questionado duas semanas depois da demissão, disse que não sabia de nada. Na história eu também era hétero... E faz anos que esse navio naufragou.

Enquanto isso, eu fui convidada a me mudar para Nova Iorque no ano passado, para um estágio que depois foi cancelado (rimou) pela pandemia e enquanto a fanfic dizia que eu tinha me mudado para Nova Iorque aos 21, depois da faculdade, foi em Los Angeles que eu passei duas semanas, aos 21, depois da faculdade. Sem mencionar que meus amigos atuais? Superiores em todos os sentidos. E meus atuais celebrity crushes? Superiores em todos os sentidos. Então por mais que minha vida não seja NY Dream, ela é... bem, superior em todos os sentidos.

Ainda assim, quando eu deletei minha conta do Nyah! em 2014, NY Dream foi a única fanfic que eu prometi voltar e reescrever para dar um final. E eu continuei escrevendo e reescrevendo a história pelos últimos seis anos, até eventualmente chegar ao momento da história que vocês vão conhecer. Eu devo ter uns quinze arquivos de reescrita da história de todas as formas possíveis, começando com a ideia de que a história começaria comigo chutando minha ex-melhor amiga da casa que a gente dividia, até escrever tantas vezes que a personagem principal não era mais eu e os personagens atuais não têm nada a ver com os personagens originais ou com ninguém que exista de verdade.  E é aí que a coisa fica interessante.

Vocês lembram de Elena? Não a menininha estranha que eu escrevi em 2013, a outra Elena, dos contos Desacelere e Curinga. Descrita como "tão linda que chegava a doer [...] As sardas que salpicavam os ombros pareciam estrelas, os olhos verdes brilhavam, ora escuros, ora claros demais para ser tão intensos e o cabelo era da cor do vestido: preto. A maior decepção da família de ruivos[...]", onde nós deixamos Elena pela última vez ela tinha 19 anos e estava em um relacionamento que não a oferecia tudo que ela queria, mas que ela não conseguia deixar por causa da atração intensa [Poison de Kira Kosarin toca suavemente ao fundo]. Quando eu escrevi Curinga em 2015 e enviei para algumas amigas, eu fui tão xingada que tive que prometer que traria Elena de volta e a daria um final feliz. Bem, se preparem para conhecer Elena Stewart aos 25 anos — compositora popular entre seus artistas pop preferidos, doutora em música (sim, aos 25) e ainda com o mesmo dedo podre para relacionamentos. Elena não é a personagem principal em A6M, mas na hora em que você ler a sinopse você vai saber exatamente quem ela é.

"Sua vida não é uma comédia romântica
No momento, parece um documentário triste sobre uma solteirona criminalmente insana."


"Mas Giulia, se é uma história que você conhece, com personagens que você gosta e com trechos que você já escreveu e reescreveu mil vezes, por quê este seria o NaNoWriMo mais insano de todos?" Dois motivos. O primeiro é bem básico e ridículo como tudo sobre a minha vida: Eu quero reescrever a história essa última vez em português e inglês. Fazer isso possibilita que eu tenha mais oportunidades, e como só de pensar em escrever tudo em uma língua e traduzir para a outra me dá preguiça, eu quero partir escrevendo nas duas línguas. A ideia para o mês que vem é escrever as cenas na língua em que elas soarem melhor na minha cabeça e no final de semana (ou quando eu estiver bloqueada) organizar os dois arquivos, traduzindo as cenas que estejam na língua oposta. Inclusive, é bom deixar claro que a história ainda se passa em Nova Iorque, porque eu sei que tem gente que não gosta de histórias de autores brasileiros que se passam nos EUA, mas tirar a história de Nova Iorque faria com que a história deixasse de ser uma reescrita de NYD completamente.

O segundo motivo é que se eu terminar de escrever a história em novembro, a ideia é começar a publicar a história no Wattpad em 18 de fevereiro de 2021: meu aniversário de 23 anos. Perceber a proximidade da data fez com que eu decidisse de vez que essa fosse a história que eu escreveria no NaNoWriMo 2020. Eu já pretendia que A6M fosse publicada no Wattpad, mas eu passei os últimos anos escrevendo partes da história apenas quando me dava vontade, então não tinha um prazo para terminar e eu nunca chegava perto do fim antes de decidir chegar a outro caminho. E agora tem um prazo de um mês para o primeiro rascunho e outros dois meses para reescritas e edição ao menos dos primeiros capítulos. Um prazo relativamente curto para escrever uma história em duas línguas. Mas eu vou ficar bem né? Digam que sim. DIGAM!!!

Sem mais delongas, como eu prometi no Instagram, eu vou dar a vocês além da sinopse uma pequena apresentação dos personagens. Vou fazer isso no lugar da playlist que eu costumava postar todo ano. Não consegui decidir por uma playlist fixa para a história ainda, então substituí. Eu ia fazer de todos os personagens que já criei, mas tem alguns que vai ser melhor conhecer na história. A apresentação também não faz parte da história, vocês saberão todas as informações lendo, então se quiserem pular, podem ficar à vontade. Ainda assim, eu queria introduzir vocês aos personagens principais para vocês saberem com o que eu tenho lidado pelos últimos 6 anos:


Sinopse: Aos 23 anos, Ciera Dawson tem tudo: o emprego perfeito, o namorado perfeito, amizades antigas que se fortalecem a cada nova etapa da vida. Mas a chegada de uma ex-namorada à cidade fazem Ciera se questionar se as bases de sua vida perfeita são fortes o suficiente.


Personagens

Cliquem nos nomes para ver uma pasta do Pinterest com a estética de cada personagem

Ciera: Carinhosamente chamada de Cece, mas apenas pelo namorado dela (e por mim quando eu não quero arranjar uma forma de matar ela), Ciera Dawson (que não recebeu esse nome por causa da Cierra Ramirez, mas por causa da Siera Maley, duh) é a CEO dos problemas de compromisso. Ela é uma escritora brilhante de uma série de fantasia medieval LGBT que ela começou a publicar aos 15 anos e ainda tem novos livros 8 anos depois, que pagam pelo seu apartamento de dois quartos em Manhattan (ou por parte dele), mas sua ocupação principal no momento é ser dama de honra do casamento da sua agente e amiga mais antiga. Bissexual (claro), Ciera tem um relacionamento sério (mas não o suficiente para morar junto) com  Kaleb, um ator da off-off Broadway há 2 anos.

Kaleb: Sabe aquele personagem que eu amo tanto, mas que preciso fazer passar por alguns problemas por motivos da trama? É Kaleb. Atualmente se apresentando como Príncipe Eric em A Pequena Sereia (sim, a história se passa em 2021 e eu pretendo ignorar a pandemia completamente. Tá achando ruim? Inventa a vacina), Kaleb tem um pequeno grupo de fãs de teatro adolescente que soam como uma legião quando começam a reclamar na internet. Com um passado complicado que faz dele o homem alto, lindo e misterioso, ele é o mais fofo e dengoso do mundo quando está sozinho com Ciera. Ah, ele também é bissexual. Porque sim.

Elena: Ela despensa apresentações (porque já foi apresentada lá em cima). Depois de tudo que viveu em Nova Iorque (que vocês podem conferir nos contos prequel) Elena foi embora e jurou nunca mais voltar. Mas não durou muito tempo para ela descobrir que relacionamentos complicados que terminam de forma avassaladora, não são limitadas aos cinco boroughs. Quando a chance de voltar à cidade por alguns meses surge, Elena a agarra, jurando que a cidade é grande demais para reencontrar qualquer uma das três mulheres que partiram seu coração... mas se o universo a trouxer de volta àquela que ainda o tem, não é como se ela fosse lutar contra isso.

Luna: A colega de apartamento de Ciera, Luna chegou a Nova Iorque alguns meses antes para entrar no Alcóolicos Anônimos. Luna e Ciera se conheceram anos antes em Los Angeles e nunca deixaram de se falar, mesmo enquanto Luna atravessava o país pulando de tour em tour de músicos diferentes. Quando Luna precisou de alguém que vigiasse seus hábitos, Ciera era a pessoa perfeita já que seu pai não era uma opção. Luna é pansexual, mas esse é o único rótulo que ela se permite ter. Rebelde contra tudo e contra todos, ela consegue se controlar o suficiente apenas para organizar as bagunças de Ciera do mesmo jeito que Ciera organiza as delas.

 

E é isso. Esses são os meus bebês. Que constantemente me deixam doida. A6M é a minha primeira história new adult e controlar personagens adultos é bem mais difícil que controlar personagens adolescentes. Eu mal vejo a hora de passar o mês de novembro com eles e apresentá-los a vocês, primeiro em trechos, durante atualizações aqui no mês que vem, e oficialmente em fevereiro de 2021. Se tudo der certo.

Torçam por mim,

G.

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Eu vou falar mais sobre isso aqui e no Instagram, mas caso você não tenha visto ainda, vai rolar Write-In Conquista Virtual no dia 22 de novembro!!! TUDO que a gente normalmente tem no Encontro de Escritores ao vivo, mas agora no Google Meets e no YouTube. Se inscrevam no evento através deste link, marquem presença no Facebook e se inscrevam no canal do Telegram para receber todas as novidades!! Vai ser muito legal.

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