27/04/2012

Especial do 100º Post!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA SOCORRO! HOJE É 27 DE ABRIL!! *-*
Exatamente um ano atrás e lancei o primeiro super especial do blog. Foi também o único especial lançado sem atrasos e nem enrolações da minha parte (digamos que naquela época eu tinha muito tempo livre).
Aquele dia foi incrível pra mim. Não só por causa do especial, ou do lançamento oficial do twitter ou do fato de ser o dia do aniversário do meu futuro marido (quem já lia aqui no último abril e quem ficou online no twitter a tarde toda me aguentando, sabe quem é) mas também porque foi naquele dia que minha obsessão por Nina Constatinova Dobreva o que com o passar do tempo se transformou em fanatismo completo, como vocês sabem.
Mas não é sobre o dia 27 de abril que eu quero falar agora, mas sim sobre o novo especial do dia 27 de abril! O ESPECIAL DO POST DE NÚMERO 100! É isso mesmo que você leu, esse é o post de número 100! E vocês sabem o que isso significa? Nem eu.
Sinceramente eu considero um absurdo esse ainda ser o post 100. Quer dizer, faz dois meses que o blog fez um ano! Claro que, muitos posts foram deletados, e muitos outros seriam se eu não quisesse muito chegar a 100 posts hoje (sinceramente, os primeiros posts do blog são bem embaraçosos). Mas ainda assim, a essa altura o blog deveria ter bem mais posts, não acham? Pelo menos eu vou tentar fazer com que ele tenha mais postas agora. (200 até o fim do ano? O que acham?). Eu vou mudar algumas coisas no ritmo desse blog. Aguardem.
Mas enfim, foram 100 posts cheios do meu jeitinho único de escrever. E 100 posts que algumas pessoas leram assim que foram lançados e que outras pessoas ainda vão ler (talvez quem sabe). 100 posts desde esse tema, até esse tema. Enfim, tudo que eu queria era agradecer por vocês serem tão perfeitos.. Eu tava tentando não soar melosa mais já era. =') Amo vocês,
Giulia =)

As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos

Finalmente consegui terminar o primeiro livro d'As Crônicas de Gelo e Fogo. E esse finalmente é exatamente nesse sentido que vocês imaginaram. Não que o livro seja ruim, ele só não é tão fácil de ler. A menos, é claro, que você ame ficção histórica e esteja a acostumado a esse tipo de livro.
O início do livro de 567 páginas + apêndice, escrito por George R. R. Martin que foi transformado na série Game Of Thrones pelo HBO (tem alguém aí que não sabia disso ou só eu que só descobri depois que li o livro mesmo?) e foi publicado pela Editora LeYa neste lindo país, pode assustar o leitor desavisado. Durante um tempo eu não tava gostando muito do livro. Mas depois de pensar e refletir (já que eu sempre leio todo livro até o final - deixar livro incompleto é contra meus princípios) eu me dei conta de que o livro assusta porque é muito real. Quer dizer, seria real. Por isso eu classifiquei o livro como ficção histórica, a história se passa em uma terra fictícia e até mesmo mística, mas os aspectos da vida dos personagens foram reais em algum momento da história da humanidade. Na época dos reinos e dos grandes senhores, não só na idade média, mas antes mesmo dela. O livro - de alguma forma - é muito mais real do que a maioria dos filmes sobre esses períodos da história. Não que eu saiba tudo sobre a época, mas dá pra sentir. E perceber o quanto a realidade é assustadora.
Depois de me dar conta disso, eu comecei a ver a história de uma forma diferente. A Guerra dos Tronos é o tipo de livro que vai fazer você morrer de tédio, de raiva, e logo em seguida leva você pra uma cena tão intensa que você é capaz de esquecer seu próprio nome. Ele te confunde e depois faz você se sentir idiota por "não ter visto isso antes". É o tipo de livro que pode ser considerado péssimo se você não prestar atenção em cada linha.
O fim do livro é bem justo. Eu gostei de como coisas acabaram. Com exceção do último capítulo. Eu realmente tenho que perguntar, George: QUE DIABOS FOI AQUILO?! Não vou dizer o que acontece pra convencer vocês a comprar, mas eu posso dizer que o último capítulo é sem dúvida, muito estranho.

Até agora..

Nota (pelo critério "eu" de avaliação): 4,5 (não chega nem perto de ser um dos melhores livros que eu já li, sorry).
Nota (pelo nível de qualidade): 8,0
Personagem preferida: Daenerys. Mas é bom ela tomar cuidado porque ela foi tão burra com a história de salvar o Khal que eu fiquei totalmente decepcionada. Arya Stark está no pálio pra tomar o lugar dela.
Melhor parte do livro: N.D.
Dias lendo o livro: 13 (mas eu passei 3 dias sem poder tocar no livro enquanto minha mãe lia ele).

Giulia.

26/04/2012

11 fatos sobre o my melodie

1 - O blog foi lançado oficialmente com o nome de PuccaSecrets no dia 7 de fevereiro de 2011.
2 - Apesar de o acento quase não ser usado ao se referir ao blog, o "melodie" ainda é francês então se pronuncia "meloDI", mas tá ok, eu digo "melodi" também as vezes então que seja.
3 - O primeiro especial do blog foi feito no dia 27 de abril (um especial sobre um dos meus maiores vícios e um dos caras mais lindos do mundo que faz aniversário dia 27 - não vou dizer quem é porque eu quero ver se alguém sabe - e o lançamento do twitter oficial do blog) do ano passado um dia em que eu comemorava muitas coisas e ganhava de presente outras mais. Depois disso, o blog teve mais 5 especiais cheios de enrolação como tudo no blog tem.
4 - O twitter do blog foi lançado no dia 27 de abril (de 2011) e seu user será alterado no mesmo dia 1 ano depois (aguardem).
5 - O facebook do blog foi criado no dia 6 de janeiro de 2012, depois da criação dele ou não ser votada pelos maiores fãs do blog. (sim, o blog tem fãs)
6 - O especial que deu mais visualizações pro blog, foi o Diário de Bordo.
7 - O recorde de views por dia (que com certeza será ultrapassado amanhã no especial do 100º post - aguardem também) do blog é 46 views (sem contar as minhas views).
8 - No todo o blog já teve 7 temas diferentes e eu acho que já tá na hora de mudar esse aqui.
9 - Songs já foi começado a ser postado três vezes antes de se tornar definitivo agora.
10 - O my melodie recebeu sua primeira crítica hoje. (Dia 26/04/2012) Comentem lá por favor? (especialmente você Amália. Se estiver lendo isso, comente a crítica!)
11 -  O my melodie provavelmente tem a dona mais enrolada do mundo.

Radom Top 60 - About Me

1 - Palavra Preferida: Selenita.
2 - Prato Preferido: Massa.
3 - Cheiro Preferido: Cheiro de praia (get chock)
4 - Sensação preferida: Sentir o sol na pele depois de sentir muito frio.
5 - Som preferido: O de qualquer uma das minhas músicas preferidas.

As 7 melhores coisas do mundo:
6 - Acordar (e poder dormir de novo) em um sábado nublado.
7 - Feriado no dia do aniversário.
8 - Ver TV em dia de chuva.
9 -  Ficar de cabeça pra baixo.
10 - Ver alguém sorrir e saber que é o responsável por isso.
11 - Ganhar brigadeiro.
12 -  Ouvir (ou ler) que eu escrevo bem.
13 - Não precisar fazer nada.

Os 7 melhores filmes da história da humanidade (vistos até agora). Com comentários.
14 - Sonhos no Gelo (Ice Princess) - Foi o primeiro filme que eu vi em que a personagem principal não ganhou a competição. E é uma história sobre sonhos (nããããooo), e sobre gelo. É perfeito. Além disso tem minha primeira obsessão pop no elenco. Esse filme faz parte da minha história.
15 - Diário de uma Adolescente (Read It and Weep ou How My Private, Personal Journal Became A Bestseller) - Como esse é definitivamente o tipo de filme que não agrada qualquer um, eu vou dar quatro motivos pra ele ser meu segundo filme preferido. Primeiro, é um filme sobre uma adolescente que sem querer envia seu diário pessoal em forma de trabalho, acaba lançando um best seller, ficando famosa e conhecendo seus ídolos, ou seja, a história de como minha vida deveria ser. Segundo, é um filme feito para a TV, e eu amo filmes feitos para a TV. Terceiro, é um filme baseado em um livro que apesar de ser infantil, parece ser completamente incrível. E quarto, as irmãs Panabaker são as atrizes principais, E EU AMO A KAY E A DANIELLE. Eu quase quebrei minha promessa de nunca mais ver Grimm por causa da Danielle. (na verdade eu vou quebrar, eu quero ver o episódio).
16 - A Última Música (The Last Song) - O elenco é incrível e é baseado no meu livro preferido. Sem mais.
17 - Programa de Proteção Para Princesas (Princess Program Protection) - Nada a declarar.
18 - Radio Rebel - This Is Radio Rebel
19 - Cinderella 2 - Porque é uma história sobre o "after the happy ever after", ou o que aconteceu depois do felizes para sempre e essas histórias são geralmente muito melhores do que aquelas que terminam com "e eles viveram felizes para sempre".
20 - Colegas de Quarto (The Roommate) - SEM JULGAMENTOS POR FAVOR!! É o melhor filme de suspense da história! Algumas cenas são só algumas cenas.

21 - Citação Preferida: "A vida nunca é fácil para quem sonha." - Robert James Waller
22 - História (de criação própria) Preferida:  One More Time (minha trilogia *-*)
23 - Escritor vivo preferido:  Nicholas Sparks
24 - Escritor morto preferido:  Sir Arthur Conan Doyle
25 - Escritora viva preferida: Alyson Noel
26 - Escritora morta preferida: Jane Austen
27 - Feriado favorito: Páscoa (porque pode cair no meu mês preferido e ocupa dois dias da semana)
28 - Mês favorito: Abril (não me pergunte porquê)

7 hobbies (não, não tem nada faltando. O que não está aqui não é considerado hobby)
29 - Nadar.
28 - Ficar de cabeça pra baixo.
29 - Colocar música no meu MP4 no loud, deitar em posições nada confortáveis e cantar como se não houvesse amanhã.
30 - Prender a respiração. (O quê? É legal!)
31 - Entrar na Wikipédia e pesquisar cada detalhe da minha obsessão do momento. (Eu fico obcecada fácil)
32 - Ver filmes feitos para a TV.
33 - Ter longas discussões sobre a vida comigo mesma. (O que já foi comprovados por pesquisas que deixa as pessoas mais inteligentes) (sim, eu vi isso no tumblr, mas eu confirmei depois então).
7 coisas para guardar em caso de incêndio.
34 - Minha Cosmopolitan (o porque dela ser a primeira coisa é uma história longa e bonitinha então fiquem a vontade para perguntar qual é).
35 -  Meu  Unbroken.
36 - Meu Can't Be Tamed Deluxe Edition
37 - Meu When The Sun Goes Down (não, eu não conseguiria abrir mão de nenhum dos meus CDs)
38 -  Meu O Livro das Virturdes.
39 - Meu A Última Música (o livro)
40 - And  last but not least, meu computador.

As 7 cidades mais lindas do mundo. (e não visitadas até agora)
41 - New York
42 - Veneza
43 - LA 
44 - Paris
45 - Toronto
46 - Sófia (só pra constar, sim essa foi a melhor foto que eu consegui da cidade. mas a beleza de Sófia está muito além de seu exterior.. e.. eu vou parar por aqui porque se eu começar a falar sobre Sófia eu não termino o post hoje)
47 - Londres
P.S.: Algumas das cidades tem mais de uma foto então prestem atenção no link.

7 lembranças de infância
48 -  Meu coelhinho de pelúcia verde. Eu tinha um coelhinho de pelúcia que eu  amava. Não faço ideia do que aconteceu com ele.
49 - Na primeira vez que eu acendi o fogão eu tinha 8 anos. Algumas semanas depois eu queimei o dedo. Depois disso eu só tive coragem de acender um fósforo de novo 3 anos depois.
50 - Uma vez quando eu cheguei da escola minha mãe tinha comprado creme de goiaba e pão. Eu comi três. Depois tava tão cheia que sai pra comprar chiclete, pra ficar com fome outra vez. Aí eu comi outro pão. É, esse tá na lista de velhos tempos que parecem que não vão voltar mais. O que aconteceu com tanto apetite?
51 -  Quando eu tinha 9 anos, eu costumava cantar "Your New Girlfriend" (uma das minhas músicas preferidas) de dedos cruzados, porque eu tinha visto em algum lugar que a letra era "imprópria".
52 - Meu primeiro livro preferido foi Os Miseráveis de Victor Hugo. Não me pergunte porquê. 
53 - Quando eu era criança eu costumava a achar legal a história dos meus bisavós terem fugido da guerra na França. Hoje em dia eu fico revoltada por isso.
54 -  Quando eu tinha 11 anos, todo sábado depois de passar Hannah Montana na Globo eu ia pro parque do condomínio e colocava as trilhas sonoras pra tocar e ficava cantando bem alto no balanço até ficar com dor de cabeça e dor nas pernas.

55 - Parte preferida do corpo: Meus olhos
56 - Maior sonho: Morar em NY
57 - Se você fosse a última mulher do mundo e pudesse escolher alguém para salvar a humanidade quem você escolheria? (pergunta com os devidos créditos a Meg Cabot): https://twitter.com/#!/JustinMGaston (só não conta isso pra noiva dele)
58 - Uma mania idiota: Andar de salto alto fazendo barulho. (#irritante)
59 - Uma mania persistente: Roer unha.
60 - A maior mania: Pegar mania dos outros.

22/04/2012

This Is Radio Rebel.

Eu tenho que dizer que eu estava com saudades de fazer uma crítica como essa. Quer dizer, minhas últimas críticas foram meio que obrigatórias. Eu ia fazer a crítica de qualquer jeito porque era algo importante pra mim (sabe, Stay Strong, o People's Choice, o Grammy - aliás que crítica aquela do Grammy.. =P). Mas acho que desde A Hospedeira, eu não critico algo simplesmente por ser tão bom que eu não podia deixar passar.
Desde que as séries que fizeram o Disney Channel se tornar o líder do entretenimento infanto-juvenil acabaram, a audiência diminuiu bastante. E claro que graças as críticas que estão sendo feitas ao canal, tanto por especialistas, quanto por fãs, é obvio que imagina-se que o canal perdeu a qualidade com o passar do tempo. Mas não é bem verdade.
Radio Rebel, o filme que acabou de estrear no Diney Channel Brasil, conta a história de Tara Adams (Debby Ryan) uma tímida 17 anos de Lincoln Bay High School, que tem pavor de falar com ninguém nos corredores da escola ou recebendo chamadas na sala de aula. Mas na privacidade do seu quarto, ela arrasa com um podcast do com o nome "Rebelde da Rádio". (Parte da Sinopse da Página http://en.wikipedia.org/wiki/Radio_Rebel - O Quê? Eu não sou muito boa com sinopses.) O filme é baseado (claro que é, os melhores filmes são baseados em livros) no livro Shrinking Violet de Danielle Joseph.
Radio Rebel (que eu só consegui ver ontem a noite, graças ao especial da Demi que o E! Brasil estreou no mesmo dia que o filme), é a mais nova aquisição da minha lista de os 7 melhores filmes da história da humanidade (mais sobre isso depois). Claro que eu sou suspeita pra falar porque, primeiro: eu amo o Disney Channel e segundo: eu amo filmes feitos para TV. Mas um filme sobre uma garota tímida (muito tímida mesmo. aliás, apesar do pequeno exagero a Tara foi uma das melhores representações de garotas tímidas que eu já vi. digo como uma garota tímida), que tem uma identidade secreta e é muito mais do que as pessoas pensam que é, quem poderia pedir mais? Mas ainda assim o filme ainda fala sobre música de uma forma maravilhosa sem parecer superficial como alguns filmes fazem, e tem uma trilha sonora incrível (do meu ponto de vista). Sem falar que não é outro daqueles filmes sobre uma excluída social que fica importante, se ilude pela fama, e acaba "falhando" com os amigos e depois percebe que eram esses amigos que estavam com ela desde o início e que ela estava sendo egoísta então faz algo surpreendente consegue o perdão dos amigos e todos vivem felizes para sempre. - não que eu tenha nada sobre esse tipo de filme, afinal Diário de uma Adolescente (ou Como meu diário privado e pessoal se tornou um bestseller - eu vou chamar assim pra sempre, não importa como traduziram) é um dos meus filmes preferidos.
Resumindo, Radio Rebel, é um filme com roteiro original, um bom elenco, e boa trilha sonora que nunca será valorizado o suficiente pelo simples fato de ser um filme feito para a TV, produzido por um canal que muitos dizem estar indo a falência. É o filme perfeito para mim.

Giulia. =)

21/04/2012

Sem Título - La Continuación

Por algum motivo que eu ainda não entendi (sério, sem falsa modéstia) o conto que eu fiz em parceria com algumas pessoas do Facebook fez bastante sucesso por aí e se tornou o post mais visto e comentado do blog (o que não é lá muita coisa, mas ok). E depois de muitos pedidos desesperados e com o CAPS LOOK LIGADO (aqui, no twitter, no facebook, etc), eu resolvi escrever a continuação do conto. Realmente deu muito trabalho. Eu ia postá-lo na quarta, mas contei por que não deu. Depois disso ainda levei três dias para conseguir terminá-lo, então eu realmente, realmente mesmo, espero que vocês gostem. E divulguem. Aqui vai:

"Elizabeth conheceu Amanda da forma mais clichê que se podia imaginar. Jardim de infância, ambas se sentiam excluídas e isso uniu as duas que são amigas desde então. Já Lucas, ela conheceu de uma forma mais longa e confusa: O filho de um amigo de um amigo da mãe dela apresentou os dois que no início não se gostavam muito, mas no final acabaram se apaixonando e já namoram há dois anos. Pensando bem, isso é clichê também. Mas a questão é, conhecendo os dois, Elizabeth não conseguia ver nenhuma forma de os dois serem irmãos. Aquilo era tão improvável quanto uma melancia lilás. E apesar disso, Lucas acreditou em tudo que Lise disse depois de ser atacada por aquela memória. Amanda, nem tanto.
Amanda não tinha nenhuma lembrança de quando era criança. Não se lembrava de nomes, datas, ocasiões, simplesmente nada. Seus pais adotivos tinham a encontrado toda suja de lama enrolada como uma bolinha, deitada sobre a neve e sob uma árvore em uma manhã de natal. Ela não lembrava nem do nome. O único motivo para se chamar Amanda, era porquê era a única palavra que sabia escrever na época, com apenas 5 anos. E apesar de seus pais adotivos também serem bruxos, Amanda acha que a magia é alguma espécie de maldição para ela. Por isso só usa a magia quando é extremamente necessário. Por isso que, agora, em seu quarto, junto a Lucas e Elizabeth que acabaram de contar "a notícia" para ela, ela recusa-se a admitir que é a bruxa mais poderosa do mundo, e recusa-se a fazer o único feitiço que provaria ser irmã de Lucas.
- Isso é ridículo, gente. - Ela diz, encarando os dois - Completamente ridículo.
- Não é não. Pra falar a verdade faz muito sentido, Amanda. - Elizabeth diz, acostumada a esse tipo de teimosia.
- Que parte?
- Vocês dois são adotados. Você não tem lembranças da sua infância e provavelmente tem algum trauma sobre magia. Sem falar que os olhos de vocês dois são exatamente iguais.
Eles se olham. Elizabeth está certa. Os olhos dos dois são do mesmo tom de castanho meio vermelho, insuportavelmente intenso.
- Ok. Talvez você tenha razão. - Amanda diz suspirando - Mas para e pensa, quais são as chances de isso ser verdade?
- Eu sei que as chances são pequenas. - Elizabeth diz - Mas podemos estar falando de algo mais sobrenatural.
- Sobrenatural? Você quer dizer como forças malignas, profecias e tudo mais? Você acredita mesmo nesse tipo de coisa, Lise.
- Nós somos bruxas! Como você pode não acreditar em qualquer coisa?
Amanda dá de ombros.
- Eu acredito em má sorte.
Elizabeth revira os olhos. Pela primeira vez Lucas entra na conversa:
- Amanda, eu também não acredito fácil nesse tipo de coisa, mas você não viu o que eu vi. Quando Elizabeth foi tomada era tão real, tão poderoso. Eu nunca a vi daquela forma. Se você visse acreditaria que é verdade...
Amanda suspira.
- Que pena que eu não vi então..
- Ah, quer saber? Acredite no que quiser, quando isso prejudicar você depois, não diga que eu não avisei. - Elizabeth diz, batendo o pé com força ao sair do quarto.
Lucas suspira e a segue. Amanda revira os olhos e se joga na cama.

Está extremamente escuro. Elizabeth mal consegue ver as próprias mãos. Ela não sabe onde está e nem como foi parar aí. Até que um grito agudo corta o ar e ela olha na direção do grito. Em seguida um barulho insistente, como uma especie de estática, daquelas que a gente ouve quando a TV ou o rádio ficam fora do ar. Lise não consegue enxergar nada, mas distingue uma voz no meio do barulho:
- Então, Amanda. Você realmente achou que eu nunca mais fosse encontrar você?
Um frio percorre sua espinha e é seguida por uma onda de culpa. Elizabeth conhece aquela voz. E é esperta o suficiente para saber que isso é um chamado de sonho (uma especie de feitiço de emergência que um bruxo usa pra chamar o outro). Amanda está em perigo. Lise deveria ter insistido mais.
Mas agora é tarde, ela se foca no sonho tentando entender de onde o chamado vem.
- Você, - César diz, devagar como que saboreando cada palavra - sempre foi uma garotinha perigosa, Mandy. - Amanda solta uma especie de rosnado. Ela odeia ser chamada assim - Sempre imprevisível, explosiva em vários aspectos, fujona. Ainda não entendo porque você fugiu de mim. Eu não queria mais matar você, lembra?
Outro grito agudo corta o ar e Elizabeth geme. Ela queria poder fazer alguma coisa, mas mesmo que conseguisse ver o que está acontecendo não conseguiria ajudar de dentro do sonho. Ela se concentra ainda mais, apesar do som insistente de estática deixá-la tonta.
- Porque você fugiu Amanda? E mais importante: Como você fugiu?
Amanda apenas geme, como uma cãozinho machucado.

E é nesse momento que Elizabeth acorda, suando frio. Isso acorda Lucas que dormia profundamente com o braço descansando na barriga da namorada (ele não quis desgrudar dela nem por meio instante depois do que ele chamou de "possessão" - o que sempre faz Elizabeth revirar os olhos - e a mãe de Elizabeth deixou ele dormir na casa delas. Desde que com a porta aberta).
- O que aconteceu? - Ele diz sonolento.
- Sua irmã. - Elizabeth diz entredentes. - Acabou de me mandar um chamado de sonho. Ela foi capturada novamente. Se ela não fosse tão teimosa..
- Lise! Não foi culpa dela! - Lucas diz agora completamente acordado.
- Eu sei. - Ela diz ainda brava. Ela não consegue evitar. As vezes parece que tudo que ela sente é filtrado e transformado em raiva.
- Onde ela está?
- Não sei.. havia uma espécie de estática no fundo e estava muito escuro no lugar.
- Estática? Deve ser um lugar selado. Amanda deve ter precisado de muita força pra fazer esse feitiço.
Isso deixa Elizabeth culpada outra vez, mas não por muito tempo. Ela suspira.
- E agora? O que vamos fazer?
- Eu diria um feitiço de localização pra achá-la, mas ela está em um local selado então...
Eles suspiram juntos.
- Quer bancar o detetive? - Ela pergunta depois de alguns segundos de silêncio pensativo.
- Claro. Por onde começamos?
- Pelo começo...

São quase cinco da manhã quando eles chegam a casa de Amanda. Ainda está escuro e Lucas e Elizabeth acharam melhor entrar pela janela a chamar os pais de Amanda, o que na verdade acaba sendo bem mais fácil do que eles acharam que seria. Eles sobrem pela janela e aterrissam no quarto de Amanda e começam a procurar alguma coisa que leve a algum lugar.
O quarto parece intocado. Nada está fora do lugar, bagunçado nem nada do tipo. Está tudo na perfeita ordem como Amanda sempre deixa. Você nunca acreditaria que isso é um quarto de adolescente. Amanda é exageradamente metódica. Lucas e Elizabeth procuram papéis jogamos, sapatos espalhados ou qualquer coisa que possa provar o rapto de Amanda. Mas não acha nada. Está tudo tão perfeito que chega a ser assustador. Elizabeth suspira.
- Não tem nada de errado. Está tudo perfeito!
Lucas fica em silêncio, pensativo. Então de repente sente alguma coisa.
- Talvez seja exatamente isso..
Lise ergue uma sobrancelha.
- Como assim?
- Talvez seja exatamente por estar tudo perfeito que deveríamos estar preocupados.
Ela aperta os olhos.
- O que você quer dizer?
- Que talvez ao invés de procurarmos algo que esteja fora do lugar ou faltando, deveríamos procurar aquilo que está sobrando.
- Isso não faz muito sentido.
- Talvez devêssemos pensar em algo que Amanda nunca tira de perto dela. Algo que ela levaria pra qualquer lugar, mas que ela deixou aqui.
Elizabeth cruza os braços.
- E o que seria isso?
- Você é a melhor amiga dela...
Elizabeth suspira e pensa. Algo que sempre está por perto de Amanda? Além da teimosia, da raiva e e do pessimismo, ela não conseguia pensar em muito. Então ela se lembra de algo.
- Bem, tem esse pingente, com uma turquesa. Minha mãe fez uma pulseira e deu para ela de presente quando ela fez 16 anos. A turquesa é relacionada a cura. Você sabe que Amanda não acredita nesse tipo de coisa mas por algum motivo ela usa essa pulseira o tempo todo. Mesmo assim não acho que isso possa significar muito.
Lucas une as sobrancelhas.
- Espera. Você quer dizer.. um pingente de turquesa... - Ele puxa a corrente onde fica o pingente em forma de rosa, de traz deste, ele tira um pingente com uma pedra roxa - Como esse? Sua mãe me deu ele no meu aniversário de 16 anos.
Elizabeth suspira.
- Ok. Então talvez signifique alguma coisa.
- Sim. Talvez. - Ele suspira - Como sua mãe sente esse tipo de coisa?
- Se eu disser que talvez seja apenas uma questão de acreditar soaria muito "Disney" pra você?
Ele sorri.
- Não...
Ela sorri de volta.
- Então tá.. a gente tem que procurar essa pulseira por aqui?
Ele balança a cabeça. Eles começam a procurar movendo as coisas de lugar com cuidado para não fazer barulho. Não leva muito tempo até que Lucas ache o pequeno amuleto em baixo do travesseiro de Amanda.
- Ela provavelmente deixa aqui enquanto dorme. - Ele diz suspirando enquanto brinca com a pulseira nas mãos.
- O mais surpreendente é o fato de ela usar isso geralmente.. - Lise diz encarando o pingente.
Ele dá de ombos.
- Talvez ela ache que precisa de cura.. Ou, já que agora eu estou me tornando uma versão masculina adolescente da sua mãe eu acho que alguma força mística poderosa a convenceu subconscientemente a usar o amuleto o tempo todo para que um dia ele servisse para salvá-la de um mal misterioso.
Elizabeth fecha os olhos.
- Essas coisas tem que parar de fazer sentido.
Ele ri e então para.
- O que nós vamos fazer agora?
- O que você acha que devemos fazer?
- Não faço a mínima ideia.
Ela suspira.
- Hmm, talvez devêssemos tentar aquele feitiço de busca..
- Mas ela está em um local selado..
- E nós temos o irmão dela, que ironicamente é o bruxo mais poderoso do mundo e ainda temos um amuleto que ela usava o tempo todo. Você tem uma ideia melhor?
Ele suspira.
- É só que, isso pode ser perigoso pra ela.
- Eu sei, mas o que mais podemos fazer?
Ele apenas suspira outra vez e concorda com a cabeça.

- ELIZABETH! - O grito era cortante, frio, doloroso tanto pra quem ouvia quanto pra quem gritava.
Elizabeth estava correndo, e Amanda estava bem ao seu lado. Pensando em retrospectiva ela não conseguia se lembrar de como as coisas tinham passado de estranhas a perigosas no espaço de 1 semana. Desde aquela tarde em que fora visitar Lucas, tudo mudou. Mas ela estava cansada de todos os "e se.."s que correram pela cabeça dela, quando finalmente conseguiu localizar a amiga - bem no fim da rua, num porão de uma casa abandonada (tão óbvio que deixa de ser óbvio?) - e quebrar o maldito feitiço que selava o local, o que não seria possível não fosse pelo bruxo mais poderoso do mundo. Mas foi aí, que as coisas começaram a desandar.
Quando um bruxo, especialmente um bruxo poderoso como César, sela um lugar ele naturalmente sente quando o feitiço de selagem é quebrado. E também tem plena consciência de tudo o que acontece no lugar que havia selado. Lucas e Elizabeth sabiam disso. Mas mesmo assim, esperavam não ter que encontrar com o bruxo no caminho para salvar Amanda. No início realmente parecia que ia dar tudo certo. Eles caminharam devagar e em silêncio procurando por qualquer som, até encontrar a entrada para o porão no fundo da cozinha. A casa estava completamente silenciosa enquanto eles abriam a porta do porão. E então no segundo seguinte, César estava lá, rindo malignamente.
- Vocês não vão consegui entrar. - Ele disse, dando de ombros de forma irônica - Tem outro selo aí.
Por meio segundo, Elizabeth ficou paralisada. Aquela voz fria era muito mais aterrorizadora do que em todas as visões e sonhos que ela teve. O rouco naquela voz soava muito mais agudo do que poderia parecer. Os ouvidos de Elizabeth doíam ao ouvir a voz. Ela perdeu a coragem de se mover. Lucas, por outro lado permanecia parado, não por medo, mas por surpresa. Ele não conseguiu de deixar de notar os olhos, o formato do rosto, a semelhança..
Elizabeth suspirou fundo, tensa. Então ela se lembrou do que a mãe de Lucas disse naquela visão. Ela saberia o que fazer. Então deixou as coisas rolarem.
Cesar ri e suspira.
- É realmente a cara de Susan deixas as responsabilidades para crianças. Simplesmente não conseguiu me vencer e transfere a responsabilidade pra única pessoa que poderia. Mas a questão é, essa pessoa quer? Você quer, Lise?
- NÃO A CHAME DE LISE! - O grito veio involuntariamente, do fundo na garganta de Lucas. Com tanta força que Elizabeth sentiu toda casa tremer. Ele não pode evitar, estava chocado com a verdade surgindo na frente dele.
Os olhos de Cesar flamejaram. Mas ele não saiu do lugar.
- Eu chamo minha filha do que quiser, rapaz.
Elizabeth prendeu a respiração.
- Sua o quê?
Ele apenas sorriu.
Por meio minuto tudo parecia explodir em volta de Lucas. Ninguém melhor do que ele conhecia a profunda fraqueza de Lise. Ele foi o único que viu as lágrimas nos olhos dela após todos os sonhos que ela teve com o pai. Ele foi o único que conversou com ela sobre a falta que sentia do pai e do que faria para que ele estivesse lá.
- Se você parar pra pensar faz muito sentido. - Cesar começa a dizer, andando pelo pequeno espaço da cozinha - Meu nome é Cesar Bulevard. Eu conheci sua mãe em 1973. Ela era incrível. Forte, poderosa. Exatamente o tipo de mulher que eu queria pra ter um filho meu e dar prosseguimento a minha linhagem. Mas eu não quis criar raízes. E graças a Deus, nem ela. - Ele sorri - De qualquer força, eu fui embora logo antes de começar minha implacável perseguição aos gêmeos. Claro que foi muito difícil graças a Susan, mas no fim das contas.. - Ele dá de ombos.
- Não pode ser.. - Lise diz, atônita.
- Claro que pode, querida.
Isso a deixa irada.
- NÃO ME CHAME DE QUERIDA. E eu não acredito em uma palavra do que você disse. Minha mãe teria me dito.
Cesar deixa o queixo cair. Em seguida recupera-se do choque.
- Cee-eerto... - Ele diz alongando a palavra - Eu realmente esperava mais da minha própria filha, Lise. Então eu espero que a decepção termine por aqui. Você realmente acreditou que tudo que a sua mãe incentivou você a fazer era puramente por intuição e misticismo? Ah querida, há muito sobre a vida que você precisa saber.
Lucas sentiu toda a raiva que já guardou na vida vir a tona com aquelas palavras. Ele podia sentir o coração de Elizabeth ruir aos poucos enquanto ela ouvia coisas que por mais que ela odiasse admitir faziam todo sentido.
- Não pode ser verdade... minha mãe, não.. - Os olhos dela estavam cheios de lágrimas.
E menos de meio segundo depois da primeira lágrima rolar, Lucy Ward estava lá. Ela permaneceu com os olhos verdes fixos no da filha que se enchiam de uma raiva incontrolável. Cesar sorriu a cena e abriu a porta do porão.
- Amanda! Suba por favor!
A respiração de Elizabeth falhou. Amanda apareceu subindo as escadas com os olhos mais vermelhos que nunca. Ela correu na direção de Lucas que a abraçou com força. Apesar de sentir Lucas ao seu lado e saber que ele se preocupava com ela acima de tudo, Elizabeth nunca se sentiu tão sozinha quanto naquele momento. E nem com tanta raiva.
- Toda sua vida preparou você pra este momento Elizabeth. E antes de escolher seu lado você precisa saber a história toda. - Ele abriu um sorriso - Dramático, não? - E em seguida riu da própria piada sem graça - A bruxaria é algo que surgiu com a criação do mundo. Apenas uma família foi agraciada com poderes. Conforme os anos passavam eles permaneciam puros, os únicos no mundo com o poder no sangue. Séculos se passaram antes que o primeiro bastardo nascesse. Ele era filho de um bruxo muito poderoso, com um parente distante, mas sem poderes. Mas apesar disso, o bebê nasceu poderoso. Com isso surgiu a segunda família com poderes, e a segunda mais poderosa. Nossa família. - Ele disse gesticulando - Depois disso só foi necessário tempo para mais bastardos e mais famílias surgirem. Foi o que destruiu o mundo da bruxaria, com certeza. A família principal nunca perdoou o homem que criou a segunda família e nem a segunda família. O desejo de vingança foi passando de geração por geração, mas nunca pode ser concretizado.
'Até você nascer. Seus poderes surpreenderam a todos desde o dia em que você nasceu, minha querida. Não sei dizer o motivo, mas os seus poderes' Ele suspirou 'Ah, os seus poderes. Eu sempre soube que seria sua responsabilidade definir quem seria o bruxo mas poderoso do mundo. Não do destino, mas seu. O da minha filha. Sangue do meu sangue.'
Aquilo foi covardia. Para bruxos, os laços de sangue são uma das coisas mais importantes para eles. Todos os bruxos estão ligados por sangue, mas os mais próximos, eram sempre prioridade. Se falar que no fundo, bem lá no fundo, Elizabeth era apenas uma garotinha que sentia falta do pai e tinha medo do que estava acontecendo. Mas sua raiva vencia qualquer coisa.
- O que eu preciso fazer? - Elizabeth disse entredentes.
- Sangue do meu sangue. - Ele disse outra vez - Direto ao ponto. Aprecio isso. Essa casa está programada com um feitiço. Apenas 3 bruxos podem sair. E desses 3 um perderá seus poderes. Mas para isso você terá que quebrar outro feitiço de selo. Você, mais ninguém. Assim que os três primeiros bruxos saírem, a casa explode destruindo os outros dois. A escolha é sua.
Toda a vida de Elizabeth passou diante de seus olhos. Todos os momentos doces em que sua mãe cuidou dela, todos os momentos em que ela aguentou sua rebeldia, os momentos em que ela fez o máximo para suprir a falta de Elizabeth sentia do pai. Ah, a falta que ela sentia do pai. Durante todos os anos, Elizabeth sentiu muita falta do pai. Os laços de sangue são muito fortes para os bruxos e aquele laço quebrado fez muita diferença na vida dela. Ela imaginou o que teria acontecido se o pai fizesse parte da vida dela, desde que ela nasceu. A escolha seria mais fácil...
Por outro lado, existiam Lucas e Amanda. Seu amor verdadeiro e sua melhor amiga. Entre eles não haviam mais mentiras, segredos, nem decisões perigosas. Lá no fundo ela sabia que deveria escolher eles, seu coração dizia isso. Por mais que uma parte dela ridicularizasse sua intuição, outra parte estava gritando para segui-la. Mas e se ela só se sentisse assim por causa das visões? Visões enviadas pela mãe de Lucas e Amanda!
Mas ainda assim, se sua mãe contasse pra ela a verdade sobre seu pai...
E além disso outra coisa estava em jogo. Se ela saísse com Lucas e Amanda poderia perder os poderes. Ela estava disposta a perder os poderes por eles? Estava. Ela sabia isso no fundo da sua alma. Ela morreria por Lucas assim como morreria por ela. E Amanda.. ela podia ser teimosa e mandona, mas era sincera e estava lá pra tudo, sempre. Elizabeth sabia que ela faria qualquer coisa pela amiga.
E seu pai.. Ela não queria chamá-lo de seu pai, mas ela sabia. Seu sangue sabia. Ela deveria defende-lo como qualquer bruxo faria. Mas suas razões de sobrevivência eram malvadas. Ele matara Susan e tentara matar Amanda. Ele machucou uma garotinha. Por mais que Elizabeth soubesse o que qualquer um faria, ela não era qualquer um. Ela nunca teve um pai de verdade. E ela não queria fazer parte daquilo. Não queria se vingar. Por mais que sentimentos obscuros a guiassem as vezes, eles não eram ela. Eram apenas uma parte distante. "Você saberá o que fazer". E ela sabia. E só precisou de um olhar rápido para Lucas para que ele soubesse sua decisão..
E agora lá estavam elas, Amanda e Elizabeth correndo e sendo seguidas por Lucas, enquanto o grito de Lucy ecoava pela casa vazia e Elizabeth recitava as palavras que livrariam a casa do feitiço. E quando o feitiço é quebrado ela abre a porta e sem olhar pra trás sai da casa.
E quando a casa abandonada explode em uma chama roxa silenciosa. Elizabeth não chora. Apenas encara o fogo destruir tudo em silêncio. Amanda a abraça com força e quando se afasta está sorrindo. Seus olhos agradecem silenciosamente, sem aquele brilho vermelho que viu mais cedo. E Elizabeth sorri quando percebe que tudo deu certo. Sua amiga se livrou de sua maldição."

12/04/2012

Who Wouldn't...?

Se eu tivesse que fazer uma lista das cinco coisas que me estressam mais, eu diria:

1. Eu mesma.
2. A sensação de incapacidade.
3. Bloqueio criativo e suas causas.
4. (segredo, porque tem gente que não devia me stalkeando - se quer saber pergunta no twitter que eu mando por DM)
5. Conhecer haters pessoalmente (virtualmente não me afeta).

Logo, imaginem a situação do ser vivo que vos fala, quando, depois de ter enfrentado uma virose (era uma virose, disseram que eu tava tendo uma crise de ansiedade [tô até tomando calmante, =P] mas depois minha mãe e minha professora de filosofia tiveram exatamente a mesma coisa e foi comprovado que era uma virose. O que não muda o fato de eu ter que comer direito agora. Que seja), estava tentando colocar as coisas no lugar, conseguir boas notas nas "segundas" provas, me dedicar ao meu blog e tudo mais, sou atacada por cinco das quatro coisas que me estressam mais de uma vez só?
Eu tive a semana mais estranha da minha vida. Muitas coisas esquisitas aconteceram. Outras coisas se fixaram também e quando parecia que tudo ia dar certo, vinha outra onda de estresse. Tipo, como vocês querem que uma pobre adolescente de 14 anos passe pelos estresses de ter uma vida como a minha sem ter uma crise emocional? (sentiram o drama? drama puro essa frase).
E justamente quando eu quero escrever e me dedicar ao meu lindo blog (já que o gráfico de visualizações só tá diminuindo de proporções), eu entro em uma nuvem de bloqueio criativo que vem junto com uma intensa nuvem de tédio que bate numa nuvem carregada de energia oposta de ansiedade que cria uma tempestade de "WHY ME?" e cria deslizamentos que destroem todo o meu mês preferido. (Que diabos de analogia foi essa?).
O que eu quero dizer é: "PORQUE EU?????", mas o que eu vou dizer é: "PORQUE EU?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?". Quer dizer, esse blog já é ruim o suficiente com os posts, sem eles quem é que vai perder tempo aqui? (alguém por favor comenta essa frase?!)
Mas o que me preocupa mais é fato de eu estar planejando há semanas fazer a continuação do conto da Elizabeth (Sem Título, aquele do facebook), no dia 14 (sábado, depois de amanhã) e até já tenho algumas idéias pra continuação do conto, mas já pensou se eu escrevo o início o empaco no meio do conto?!? Acho que eu tenho um surto e saio gritando pelo bairro. Se vocês vissem a droga de redação sobre sonhos que eu fiz hoje (claro que, eu sempre acho quase todas - vocês vão ler a exceção à regra no último livro da trilogia One More Time - as minhas redações uma droga, e algumas pessoas discordam, mas eu sei bem como algo que eu escrevo pode sair ruim), vocês entenderiam o sentido do meu medo.
Eu não quero decepcionar vocês sabe? Por mais que eu goste de só escrever quando eu sinto vontade (aah, quem eu estou tentando enganar, algo sempre me impede de escrever quando eu tô com vontade e quando posso escrever enrolo muito e tô com preguiça - that's my life) tem uma voz dentro de mim berrando "VOCÊ PRECISA ESCREVER ALGO INTERESSANTE LOGO GIULIA OU AS PESSOAS VÃO DESISTIR DE ENTRAR NA DROGA DO SEU BLOG!" (será que eu tenho dupla personalidade? talvez tenha..) e graças a esse maldito bloqueio criativo eu não consigo escrever nada! E eu não posso perder as pessoas que leem esse blog! (não gosto de dizer "meus leitores" assim como não gosto de me chamar de "escritora", quer dizer, urgh!). NÃO POSSO!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Ok. Depois dessa eu tenho que perguntar: ainda tem alguém lendo isso aqui? Alôôô? Oie! *-* Se tem avisa nos comentários e eu faço um background perfeito e mando pra você, porque sinceramente, você merece um prêmio. (eu tô desesperada por atenção pelo visto..)
Ai, ai.. é isso. Tomara que eu ache minha criatividade perdida em algum lugar por aí entre hoje e sábado. Mas com certeza, eu vou escrever esse conto no sábado. Eu preciso. Por vocês.

Giulia =/

P.S.: COMENTEM! (please? .-.)

01/04/2012

Abril

Pelo menos na minha vida, abril é mês do ano em que as coisas ficam normais. Em janeiro e fevereiro, ainda tem aquela especie de comemoração no ar (mesmo com o inicio das aulas) e em março, por não ter nenhum feriado na maioria das vezes a gente é forçado a finalmente se acostumar de novo com o ritmo de estudo trabalho ou sei lá mais o quê. Mas é em abril que as coisas ficam normais de novo, a vida segue.
Abril sempre foi cheio pra mim. Ano passado mesmo houve um especial aqui sobre o qual eu não quero comentar. Até porque é sobre esse mês que eu quero falar.
Nesse mês é que acontece o fechamento do segundo ciclo de aulas da escola, o que significa, graças a alguns seis que eu tirei (o que não é abaixo da média, mas é abaixo da minha meta. Eu sei que soa bem nerd, mas eu preciso me garantir nos primeiros bimestres), que eu vou dedicar alguns dias da minha semana ao estudo das provas que terei (especialmente as de matemática - só por causa de trigonometria, maldita seja ela - e de física.). Mas, por outro lado, abril vai me proporcionar um monte de datas comemorativas (como por exemplo dia 27), dois feriados (um deles sábado, mas ok) e um reajuste na minha agenda (isso soa tão metido pra vocês quanto soa pra mim?) que vai me deixar um monte de tempo só pro meu lindo blog.
Eu não vou prometer nada aqui porque isso nunca dá certo mesmo. Agora eu vou fazer as coisas de surpresas exceto quando vocês pedirem pra fazer alguma coisa. Mas de qualquer forma agora em abril, vem novidades como por exemplo, a promoção no twitter, a continuação do conto que vocês tanto pediram (que como eu disse no twitter será escrito dia 14), e provavelmente, talvez, um outro conto. Eu quero muito me dedicar a meu livro e a alguns contos esse mês.
É isso... :D (coloquei em Verdana só pro sorriso ficar maior.) Continuem votando para promoção e fiquem de olho no twitter para novidades.

G. =)