Diário de Bordo 6 - Pós-apocalíptico - Parte 9: A maratona de trovões, uma série de eventos desafortunados e aprender a levar um dia de cada vez

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BOA NOITE, INTERNEEET! Falei que eu voltaria assim que possível e o "possível" foi novamente a véspera da entrega de um artigo científico. AAh, as coisas que fazemos pela procrastinação. Antes de ir à loucura fangirl que este post será, eu preciso falar algo que não deu para falar no último post: Apesar de só As Crônicas de Kat ter sido postado em três meses, o blog continuou sendo acessado com frequência, especialmente em um post específico. "16 anos: mitos e verdades. E mais: sobre fazer 17 anos.", se tornou o primeiro post do blog a ultrapassar 1000 visualizações e é atualmente o post mais lido do blog, mesmo isso tendo acontecido por visualizações dois anos após sua publicação. (Fiquei bastante confusa com isso por alguns meses, mas aí uma amiga minha que está no terceiro ano do ensino médio comentou que tinha gente na sala dela falando sobre o QaMdE e eu percebi que fazia sentido). Também elevou o blog a 65 mil visualizações (nós passamos de 66 mil depois da publicação do último post), uma marca que me deixa imensamente feliz. Então, obrigada. Muito obrigada mesmo. É por vocês que eu não desisto de vez e é a vocês que eu trago conteúdo hoje. E aqui vai:
Originalmente, quando este post deveria ser sair, no longínquo mês de janeiro, ele era sobre maratonas de séries que eu fiz nas férias de janeiro - por isso, o título. Cinco meses depois, nem faz mais sentido que ele seja sobre isso. Eu nem lembro direito como foram essas maratonas. Então, naturalmente, este post evoluiu e se tornou sobre as melhores séries que eu assisti este ano até o presente mês e sobre as experiências que eu tive enquanto assistia elas. Algumas dessas experiências já foram descritas nos episódios do Faixa Piloto (o podcast que eu fiz com minhas amigas para a disciplina de produção em comunicação sobre o qual eu vou falar melhor no próximo post), então, se você quiser ouvir, é só ir na conta do SoundCloud e ouvir nossos episódios. Agora, pegue uma cadeira, pipoca, confira se a Netflix foi paga no último mês e prepare-se para adicionar um monte de séries à sua grade.

Brooklyn Nine-Nine


Eu literalmente comecei 2017 assistindo Brooklyn Nine-Nine, graças à amiga viciada na série que virou o ano comigo. O que eu não esperava era ficar eu mesma completamente viciada na série. Isso é completamente inevitável quando o assunto é Brooklyn Nine-Nine. Você começa a assistir apenas para ter uma série para assistir enquanto almoça. Então um episódio termina e você pensa qual a pior coisa que pode acontecer se você assistir apenas mais um episódio. Quando você percebe, terminou a temporada e os fins de temporada de Brooklyn Nine-Nine não estão aqui para brincadeira, então é óbvio que você vai atrás da temporada seguinte e da seguinte e quando você percebe, você assistiu todas as quatro temporadas de mais ou menos 22 episódios sendo que duas delas foram assistidas em 6 dias.
A série narra o dia-a-dia da 99ª delegacia do Brooklyn, mas não é a sua sériezinha básica policial não. Com um senso de humor capaz de recuperar a vontade de viver até da alma mais morta e fria que já habitou na Terra (eu vi acontecer com meus próprios olhos), eles te dão boas storylines, plots twists incríveis, enquanto destroem alguns clichês e tropes bem dolorosos. Além de ter um elenco incrível e personagens completamente maravilhosos. Você quer personagens femininas complexas e completas? Personagens masculinos que são uns bolinhos? Um ataque direto a um milhão de tipos de intolerância, mas tão sutil que você nem percebe de onde veio até estar gritando "MEU DEUS DO CÉU"? Brooklyn Nine-Nine é a série para você. É a série perfeita e completamente pura que renova sua vontade de viver, ao mesmo tempo que te lembra que o mundo é absolutamente horrível e você precisa fazer algo sobe isso.
Eu queria poder dizer mais sobre a série, mas eu não me vejo fazendo isso sem soltar spoilers e eu quero que vocês tenham a mesma experiência que eu quando assistir a série. Eu quero que vocês passem pelas risadas de doer a barriga e ficar sem ar, pelo choque dos plot twists, pelo desespero de saber como eles vão sair daquela situação complicada, pela tentativa de descobrir quem cometeu os crimes daquele episódio. Quero que vocês pulem de alegria e gritem de nervoso e quero que vocês experimentem a dor. É sério, eu nem posso começar a descrever o número de episódios de Brooklyn Nine-Nine que me causaram dor física. Mas eu não posso falar sobre isso com quem ainda não viu a série. Vão assistir a série e voltem aqui depois.

Eu estou tão irritada pelo fato desse gif e o de cima não serem do mesmo gif set.

Eu ia parar por aqui, mas eu preciso ter certeza de que todo mundo que leu esse post vai ver Brooklyn Nine-Nine, então eu fiz uma pequena lista de threads do Twitter sobre a série. Os threads do Twitter são um clássico e a forma mais certeira de convencer um ser humano a começar a série. Então se você tem um Twitter e um conhecimento básico de inglês, aqui vai: "Por favor, veja Brooklyn Nine-Nine" por @FightOnGaga; "Brooklyn Nine-Nine sendo engraçada enquanto ainda é real" por @amysantaigo; "As melhores aberturas de Brooklyn Nine-Nine" por @toraflora; "Thread de coisas de Brooklyn Nine-Nine" por @tengxiner e finalmente, o megazord dos threads: "Um thread de threads de Brooklyn Nine-Nine" por @spaceoddycey.

The Thundermans
O ano passado foi um ano complicado para assistir séries. Eu mal tive tempo para fazer qualquer coisa e aos pouquinhos fui perdendo a vontade de sentar e assistir vários episódios de série de uma vez só. Por outro lado, eu preciso de sons para escrever e não me sentir completamente sozinha dentro da minha própria mente, então eu já me acostumei a escrever com a televisão ligada. Entre todos os canais do meu plano da TV por assinatura, a Nickelodeon é o canal com a melhor programação o dia inteiro. E de todas as séries que a Nickelodeon possui no ar atualmente, The Thundermans é disparadamente a melhor.
The Thundermans é a sua típica história da família com superpoderes que resolveu viver entre pessoas normais e precisa esconder tudo se quiser ter uma vida comum. A série tem como personagens principais os gêmeos Phoebe (Kira Kosarin) e Max (Jack Griffo) (os dois fofinhos no gif aqui embaixo) - enquanto ela sonha com o dia em que será uma superheroína e salvará o mundo, ele quer destruir e dominar o mundo e fará o que for preciso para isso. Eles têm os mesmos superpoderes chatos: telecinese, sopro congelante e sopro quente. O resto da família é composta pelo pai antigo super-herói mais poderoso do mundo, Hank Thunderman (Chris Tallman), o Thunderman, que pode voar e tem superforça. Pela mãe que tem um poder muito melhor do que o supracitado "super-herói mais poderoso mundo" (ela pode se transportar através de tempestades, ALÔ), Barb Thunderman (Rosa Blasi), a Electress, que tem poderes elétricos. Por Billy (Diego Velazquez), o irmão bobinho comedy-relief, que tem supervelocidade. Por Nora (Addison Riecke, que está no novo filme da Sophia Coppola, que eu preciso agora), a Laser Girl, que sinceramente tem o tipo de superpoder que eventualmente acaba automaticamente causando um supervilão: olhos de laser. (Quem tem um poder desses e não usa para o mal uma vezinha que seja?). Eventualmente, um bebê - cuja mitologia sobe o nascimento foi totalmente roubada dos livros da Anne Rice - se une à família, mas isso é spoiler do final da segunda temporada.


Eu não sei dizer como The Thundermans foi de uma série da Nick que eu assistia por osmose, a uma obsessão, até finalmente se tornar minha comfort series (aquela série que você já viu um milhão de vezes, mas toda vez que se sente mal e/ou entediado assiste novamente), mas eu posso dizer que aconteceu durante o ano passado. Piorou em janeiro quando eu resolvi maratonar todos os episódios que ainda não tinha visto da série, que não eram tantos assim. A série é boa de uma forma simples. Engraçada de uma forma que varia entre inteligente e muito, mas muito boba mesmo. E como já dito anteriormente, a melhor coisa que a Nickelodeon tem a oferecer no momento. É por isso que todos vocês deveriam ver, nem que seja quando não tenha nada melhor passando na TV. A série passa na Nick de segunda à sexta às 20h, a menos que haja maratona ou estréia de episódio novo na quinta-feira. No fim de semana, The Thundermans só vai ao ar nos domingos às 10h30 e depois às 21h, a menos que haja maratona ou estreia, novamente.
Se você ainda está lendo isso, deixa eu avisar: A resenha da série acabou no último parágrafo. Daqui até o próximo tópico, vai ser apenas fangirl. Muito fangirl. Estamos falando de níveis "AI MEU DEUS, EU QUERO ME CASAR COM ESSA ATRIZ" e "MEU SHIP, NINGUÉM SAI" de fangirl. Se você não está pronto ou simplesmente não está a fim de ler isso, pule para o próximo item. Eu avisei.
Em algum momento do começo do ano, eu percebi que a Kira Kosarin - a atriz principal de The Thundermans - é a ídola dos meus sonhos. Eu sei que parece que eu digo muito isso, mas é sério quando o assunto é ela. Se existisse uma espécie de alma gêmea, só que para ídolos, a minha seria a Kira. (na verdade, ela poderia ser minha alma gêmea de verdade. Quem sabe quem está do outro lado da minha linha vermelha do destino?) Nós temos sensos de humor parecidos e nos interessamos pelos mesmos temas. Ela não só é alguém com quem eu me identifico, mas também alguém que me inspira. Ela se importa com as causas que eu me importo, ela tem uma voz maravilhosa, ela é uma pessoa maravilhosa. Ela é tipo incrivelmente inteligente e perturbadoramente talentosa: ela é atriz, cantora, compositora, multi-instrumentalista, bailarina, ginasta, planeja estudar psicologia e neurociência, e outras coisas que eu poderia listar até o ano que vem. Ela é o tipo de pessoa que poderia fazer qualquer coisa e que parece realmente fazer tudo, mas ela é tão real e sincera sobre as inseguranças que tem e pequenos momentos de fraqueza. Ela é introvertida, do tipo que prefere ficar na piscina da casa dela a ir a uma festa, mas tem o squad dos sonhos. E ela é apenas quatro meses mais velha que eu. Mas já que ela é mais velha, eu não me importo em idolizar ela desse jeito. (Fun fact: Eu costumava - eu ainda faço isso, mas com menor frequência - me comparar muito com a Kira. Então, um belo dia, eu estava fazendo isso e disse a frase "Queria eu ter acabado o ensino médio com 16 anos também né", quando eu me dei conta de que.... eu acabei.... o ensino médio... com 16 anos. Aí eu percebi que sou uma otária.).

My ThunderTwins<3
Agora ao ship porque Precisamos Falar sobre Mallison. Tudo começou porque Jack Griffo namorava uma atriz que ainda tinha contrato com a Nickelodeon, então os escritores de The Thundermans passaram dois anos tentando criar uma personagem que fosse a ideal para ela. Assim, nasceu Allison, interpretada pela completamente perfeita, Ryan Newman, e Mallison, o melhor casal da história do entretenimento televisivo para crianças e adolescentes de 8 a 14 anos. Nós estamos falando de um relacionamento saudável, com character development de qualidade e muitos sentimentos envolvidos. Quer dizer a Allison consegue fazer o Max pedir desculpas na noite do primeiro encontro deles. Não é tão fácil assim convencer o supervilão que poderia derreter o polo norte com um botão no celular a pedir desculpas, mas, como a Phoebe disse no mesmo episódio, a Allison é assustadora. Assustadora de uma forma "TODOS NÓS VAMOS MORRER SE TODO MUNDO NÃO SE UNIR PARA SALVAR O MUNDO. VOCÊS QUEREM MORRER? SE QUISEREM, EU MATO E USO O CORPO DE VOCÊS PARA ADUBAR ALGUMAS ÁRVORES" (Ela não disse isso, mas ela totalmente poderia ter dito isso. Ela passou semanas boicotando o baile de formatura por causa das flores que morrem para que corsages sejam feitos, ela fez com que a Phoebe reprovasse em uma matéria para chamar atenção para os ursos polares que estão morrendo na Islândia e ela desafiou um trator e ameaçou destruir a escola para salvar uma flor fedorenta. Então é, ela poderia ter dito isso).
Eu só precisava escrever sobre Mallison pelo mesmo motivo que eu falei sobre Mallison no Faixa Piloto: eles foram a melhor coisa que aconteceu à The Thundermans e fizeram da terceira temporada a coisa maravilhosamente linda e lindamente maravilhosa que ela é. Na quarta temporada, o casal está em uma situação "será que vai ser endgame? será que não vai ser endgame?" já que ninguém sabe se a Ryan está ou não está no último episódio da série (que já foi gravado). Atualmente, eles estão separados porque nada é justo nesse mundo e não existe felicidade ou amor eterno (Everything is Pain, nas palavras do Max.). Na verdade, é porque o casal que resultou na existência de Mallison se separou em julho/agosto do ano passado. Os dois estão em relacionamentos felizes e saudáveis no momento (a namorada do Jack é uma deusa) (sério, eu assisti quase tudo em que ela está. A coisa tá ficando complicada) e já voltaram a se seguir no Instagram, mas eu duvido muito que a Ryan volte à Nickelodeon. Mas tudo bem por mim. Existem outras séries no mundo que Ryan Newman ainda precisa salvar.

Desventuras em Série (A Series of Unfortunate Events)
A coisa de crescer cercada de livros e filmes, em uma família que valoriza a arte como entretenimento é que existem séries de livros e filmes - e às vezes dos dois ao mesmo tempo - que vão te marcar mesmo que seja distantemente. Eu nunca li Desventuras em Série, mas eu já devo ter lido um milhão de posts no Tumblr sobre os livros. Eu era bem nova quando vi o filme original. Ele foi uma das últimas locações que minha mãe fez na última locadora da cidade onde eu cresci, e como todo filme locado que se preza, ele foi assistido um milhão de vezes antes da data de devolução. Então é claro que, mesmo não tendo ficado tão marcado na minha vida quanto Nárnia ou Sonhos no Gelo, a primeira adaptação dos livros assinados por Lemony Snicket, com Jim Carey no papel do vilão principal, marcou minha infância. E é claro que quando a adaptação em forma de série na Netflix foi anunciada, eu fui tomada por lembranças novas e fiz parte do hype. E graças a Deus, eu não fui decepcionada.

Eu preciso de coisas mais excitantes na minha vida.
A série, como qualquer adaptação de absolutamente qualquer história no mundo, causou reações diversas dos espectadores. Como alguém que (ainda) não leu os livros (pequena pausa para dizer: Quão burra eu sou? É a trigésima vez que eu acabo não comprando os livros antes da adaptação sair e a adaptação sai, os livros disparam no preço e eu não consigo comprar), a forma como a história da perseguição sofrida pelos órfãos Baudelaire é contada na série é completamente cativante e muito bem feita. As coisas que eu nem lembrava mais sobre o filme ressurgiram na memória enquanto eu assistia à série. Os plot twits e as mudanças na adaptação que a série fez, aquela tentativa maldita de iludir os fãs, na qual - mesmo sabendo que finais felizes não existem na história - eu me agarrei desesperadamente, fizeram que a série ficasse marcada por si mesma, além de qualquer texto ou adaptação original.


P.S.: Eu queria falar mais sobre Desventuras em Série, mas faz um tempão que eu vi e eu não tenho tempo de ver de novo, okay?? Apenas confiem em mim sobre a série ser boa.

One Day at a Time
Nota: Este item foi escrito às 3 da manhã do dia 27 de janeiro de 2017, depois de eu ter assistido a todos os episódios da série de uma vez só. Eu mantive o texto original porque é importante que vocês entendam o quanto essa série maravilhosa, através do meu surto.


A razão para eu ter demorado (note: Eu levei três semanas, então eu não "demorei" de verdade. Quando eu demoro para ver algo, eu levo dois anos. Menos de seis meses? Eu ainda estou dentro do tempo aceitável) para ver ODAAT, é porque todo mundo estava falando sobre. Eu falei no primeiro post do ano, sobre como o fato de todo mundo estar falando sobre uma coisa me faz criar expectativa e a expectativa é a mãe da decepção. Quando uma série da Netflix sai e muita gente gosta, pelos mais diversos motivos, é meio enlouquecedor. Porque em dois dias (se a série for muito esperada, no mesmo dia) a timeline do Twitter fica cheia de fotos, threads, spoilers, teorias e eu não consigo não ler. Isso faz criar todo um hype em cima da coisa e como ultimamente tem sido bem difícil me animar com as coisas, eu quero evitar tudo que tenha um hype muito grande. Mas quando eu soube sobre One Day at a Time eu realmente queria gostar muito da série e não queria que as impressões de outras pessoas passassem por cima da minha.
Então, eu resolvi que só veria a série depois que todo mundo parasse de falar sobre e focasse em outra coisa. Aí sim eu poderia aproveitar a série pelo que ela é e até mesmo fingir que eu era a única pessoa obcecada por Elena Alvarez (Vocês sabiam que a Isabella Gomez nasceu apenas 9 dias antes de mim? Eu acho que todo mundo deveria saber disso). Mas aí umas três pessoas falaram que eu ia adorar a série porque ela combinava comigo e eu tive que lutar contra elas para não começar a assistir. E depois toda hora tinha alguém falando no grupo de amigas. E então teve um thread sobre a Elena que me fez ter certeza de que eu venderia minha alma pra ela no primeiro episódio (Isso aconteceu) (Até o nome dela é um dos meus preferidos, IA ACONTECER DE QUALQUER FORMA). E aí minha amiga citou uma frase da série (que eu precisava na vida e não sabia) e eu precisei começar assim que parei na frente do computador.
Pensando em retrospecto, talvez tivesse sido melhor me poupar por mais alguns meses. Porque, galera, no momento em que eu comecei a série, eu não parei mais. Quer dizer, eu fechei a Netflix e me convenci de que ia trabalhar, mas aí meu corpo meio que foi sozinho tomar banho, vestir um pijama e voltou para a minha cama para terminar a série. Eu assisti tudo das 16h às 2h41 e depois fiquei sem saber o que fazer comigo mesma. Eu não formava um pensamento coerente, mas queria gritar com alguém. Meu rosto estava cheio de lágrimas e meu coração com um monte de sentimentos incompreensíveis. Eu estava questionando tudo. Então, eu fiz a única coisa que sei fazer nesses momentos: Vim aqui e escrevi esses três parágrafos. O que fica é o fato de que a série é maravilhosa e as pessoas que estavam falando sobre ela estavam certas em falar tanto porque eu também quero falar bastante. Nas palavras de Lydia Riera:

Ok, esse não era o gif que eu queria. Mas definitivamente era o gif que eu precisava.
Last Life
À primeira vista, Last Life é apenas a velha história de amantes separados pelos obstáculos que o universo colocou em seu caminho - almas gêmeas que reencarnam para se encontrar e se apaixonar mais uma vez -, mas, enquanto Sloane definitivamente dá um destaque todo especial à busca pela alma gêmea da qual se separou e que precisa encontrar antes de morrer pela última vez, essa não é uma história de amor normal e fofinho. Especialmente considerando que a alma gêmea de Sloane é uma das almas mais sombrias do mundo, ao ponto de um coven de bruxas boaszinhas estarem drogando ela para que ela não se lembre disso. Quando apareceu como sugestão no YouTube, eu só assisti o episódio inteiro por causa da pequena cena num todo, mas assim que citaram a Condessa de Sangue pela primeira vez, eu fui presa pela série. Quando a Taylor disse "Lilith" no final da primeira temporada, eu estava obcecada.

Por que eu gosto tanto dessa frase? Eu nem bebo
Sendo sincera, o que me deixou apaixonada pela série é a escrita dela. É completamente genial! E não só porque pegaram minhas histórias preferidas e transformaram em algo completamente maravilhoso. Não só porque incluíram uma centena de conceitos que eu adoro. Ela seria boa se a Lilith não estivesse envolvida - mesmo que a Lilith definitivamente faça a série melhor. Ela seria boa mesmo que não houvessem feitiços milenares ou uma profecia sobre a quinta lua sangrenta - apesar de eu ser viciada na lua. A parte da trama que faz com que a série já seja boa o suficiente para me deixar obcecada é que em um mundo onde nós estamos desesperadas por representação, você é apresentado a uma jovem de 19 anos bissexual, agorafóbica, ansiosa que passa dias enfiada nos próprios livros e HEY, ELA É UMA DAS ALMAS MAIS SOMBRIAS DO UNIVERSO E OS DOIS FUCKING COVENS MAIS ANTIGOS DO MUNDO QUEREM ELA PRESA. Meu pequeno cérebro ansioso e entupido de fantasia obscura fica muito feliz pelo fato dessa série existir. Eu precisava disso e eu nem sabia.
A série só me deixa levemente frustrada porque eu quero escrever um piloto de série um dia e Last Life me fez descobrir que o que eu quero escrever já foi escrito. E brilhantemente escrito. Todas essas são as razões pelas quais eu acho um absurdo completo que seis meses depois do fim da segunda temporada, não haja uma notíciazinha que seja sobre uma terceira temporada. Mas eu entendo que a culpa disso é de problemas orçamentários e a série só vai poder continuar caso haja retorno, então eu fiz de divulgar Last Life e obrigar todo mundo a assistir a série, a minha cruzada. Então vocês, leitores do QaMdE, vão imediatamente ao canal do The Puma Squad no YouTube e maratonem todos os 17 episódios que possuem entre 5 e 12 minutos AGORA. Eu disse agora! O post já acabou, assistam agora. EU PRECISO DA TERCEIRA TEMPORADA, GENTE.
Anyway, fiquem com este gif de Taylor Welton, que sou eu e é minha alma gêmea ao mesmo tempo:

Eu 100% estou usando a Nancy Cooney (atriz) como dream cast da Kaylee de As Crônicas de Kat no momento. Sim, eu sei que ela deveria ser nativo-americana, mas eu disse "no momento".

G.

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