A lista de 101 coisas em 1001 dias em 2017: Mais chances de quebrar a cara

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Bem-vindos à decisiva e última do ano Atualização da Lista de 101 coisas em 1001 dias. O desafio que eu comecei no dia 1º de junho de 2016 e preciso terminar até 27 de fevereiro de 2019 é feito em constante construção aqui no blog e antes de começar um novo ano que tem tudo para ser muito especial e melhor do que esse, precisamos atualizar todo mundo sobre quais foram os objetivos cumpridos com sucesso em 2016 e lançar novos objetivos para 2017. Eu sei que eu tinha dito que escreveria um post para cada uma das coisas que eu já fiz, mas o ano só tem 365 dias (este teve 366, mas o dia extra foi em fevereiro, então não conta aqui) e 52 semanas, ok? Eu não conseguiria escrever sobre tudo nem se eu tentasse. Alguns dos itens citados aqui e já completos terão desdobramentos no ano que vem e eu posso voltar a falar sobre eles. E eu também farei vários posts da lista no ano que vem, mas por enquanto fiquem com esses resumos e atualizações:



#1 - Voltar a treinar francês 
Bem, o primeiro e complexo item da lista foi completo e teve um post específico para ele, chamado "Como NÃO aprender francês". A única atualização que eu tenho a fazer sobre isso é o fato de que, na semana que vem, quando eu não estiver pelo pescoço de coisas para fazer, eu pretendo procurar pelos preços de cursos de francês pela cidade. Eu quero escolher entre o francês, a habilitação e o pilates, o que vai me fazer decidir quais áreas da minha vida eu levo mais a sério. Ah, quem eu quero enganar, eu vou escolher o mais barato dos três.

#2 - Fazer aquela maratona de filmes que eu prometo sempre 
Ok, então alguns meses atrás, eu disse que tinha feito uma maratona de filmes com algumas amigas, na qual a gente viu três filmes (elas viram três filmes; eu estava dormindo quando o primeiro foi assistido, então vi dois), mas eu ainda não queria colocar o item como completado porque eu queria fazer uma maratona maior e também precisava assistir vários filmes em francês. Eu vi um total de 0 filmes em francês, mas eu fiz uma maratona de filmes sozinha que foi completamente espontânea, simplesmente porque eu queria assistir alguma coisa. Ela aconteceu no começo deste mês, em um fim de semana e eu vi um total de: três filmes (Amor Sem Escalas, A Duquesa e The Fundamentals of Caring). As lições que ficam é que eu não consigo me concentrar o suficiente (eu consigo levar oito horas para assistir um filme de uma hora e meia porque eu tenho que voltar ele o tempo todo. Até quando eu estou encarando a tela, eu começo a voar depois de alguns minutos. Por outro lado, quando eu estou vendo TV e não tenho a opção de voltar o filme, eu consigo assistir três filmes em uma sentada só) ou tenho internet boa o suficiente para ver mais de três filmes em uma maratona. Além disso, fica também o que eu disse que é a minha meta para 2017 na Tertúlia: "Parar de surtar e começar a simplesmente fazer".

#3 - Voltar a fazer exercícios 
E EU VOLTEI A FAZER CAMINHADA - como eu já tinha dito em novembro. Certo, ainda não é regularmente principalmente porque esses dois meses foram um caos, mas eu acho que se for para fazer algo regular, eu quero começar o pilates. Eu apenas não me sinto confortável andando na rua no fim da tarde e não tem sido relaxante, tem mais sido cansativo e eu preciso me exercitar por causa da ansiedade. Além disso, minha cidade continua em racionamento de água o que quer dizer que em pelo menos um dos dias em que eu for caminhar, eu vou ter que tomar banho de balde depois de suar feito um cuscuz. O pilates, por outro lado, provavelmente vai ser o suficiente para terminar de corrigir o meu desvio na coluna (Que depois de 11 anos me acompanhando, eu descobri que não é mais considerado um problema de saúde!!!!! Eu fico contando isso para todo mundo para poder me animar, mas o médico que me deu essa notícia era tão filho da mãe - negando um problema para o qual eu fiz mais de quatro tratamentos diferentes para corrigir e o diagnóstico de cinco médicos antes dele e me tratando como uma criancinha - que até o presente momento, quando eu lembro disso, eu sinto mais raiva dele que felicidade) vai melhorar outras áreas com as quais eu me preocupo e eu ou ser obrigada a fazer regularmente, já que estarei pagando. 

#4 - Terminar o Destrua Este Diário
Nada ainda. Eu tinha colocado uma meta de terminar antes de completar três anos com o DED, mas eu estava lembrando dos três anos como 21 de dezembro. No começo do mês eu descobri que a data em que eu comprei o livro, na verdade, foi 13 de dezembro de 2013. Eu fiquei tão revoltada por ter perdido a data que eu simplesmente deixei o progresso de lado e vou entrar em outro ano sem terminar.

#5 - Começar meu álbum de scrapbook 
Eu disse que precisava tirar um dia para sentar, pegar o álbum e simplesmente usar todas as fotos que eu já tinha revelado. Vocês lembram como no começo do mês eu estava sem notebook e com toda aquela energia de produtividade pós-NaNoWriMo que fazia minha cabeça berrar? Eu tirei esse dia para pegar o álbum e usar todas as fotos. Deu certo, MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSSS, eu tive uma ideia melhor para o tema do scrapbook algumas semanas depois. Eu ainda não sei se essa ideia vai dar certo, então eu não tirei todas as fotos outra vez, o que quer dizer que começado o álbum ainda está. Eu só vou tirar fotos dele depois que eu descobrir se minha ideia vai dar certo também. E sim, eu planejo colocar as fotos instantâneas que eu tirar lá.

#6 - Voltar a ouvir a Descobertas da Semana
Eu expliquei antes: Eu ouvi por umas três semanas e parei outra vez. Ainda não voltei depois disso, mas como eu tive que escrever várias retrospectivas essa semana, eu percebi que eu nem de longe ouvi tanta música e artistas novas quanto em 2015. E meu eu de 2015 não evoluiu tanto muscialmente falando para o meu eu de 2016 simplesmente estragar tudo. ENTÃO, em 2017 eu quero mesmo voltar a ouvir a Descobertas da Semana e definitivamente fazer um post sobre os principais artistas que eu descobri graças a essa playlist. (Porque outra coisa que eu descobri foi que eu não escrevi o suficiente sobre Bahari este ano. Eu preciso escrever mais sobre Bahari.).

#7 - Matar aqueles personagens 
Ok, a primeira personagem que eu precisava matar foi a personagem que morreu ao fim de Wild Ones - Parte 2. Foi horrível e eu ainda estou tentando me recuperar disso. Eu escrevi aquela cena ao som de Crystals da Of Monsters and Men e toda vez que eu ouço essa música, a cena passa diante dos meus olhos com toda clareza. Ela dói, especialmente porque a personagem teve todo uma evolução na segunda fase e tinha grandes planos para depois que pegasse a alma de volta. Se ela sobrevivesse eu sei que ela seria a primeira a entrar no Inferno, gritando: E ENTÃO, O QUE EU PRECISO FAZER PRIMEIRO?? Além disso, a morte dela quebra uma ligação muito profunda no Exército. Todas as treze são ligadas entre si, é claro, mas algumas das meninas tem umas com as outras ligações muito profundas, muitas vezes mais do que a ligação de sangue entre elas. E com essa morte, uma dessas ligações foi destroçada. E o que mais vai doer daqui para a frente é o fato de que as que ficaram não podem sentir essa morte com a intensidade que ela merecia.
A segunda morte, na verdade, era uma reescrita em Mais Uma Vez. Era uma morte menos dolorosa e menos pesada - apesar de que a menos que seja um personagem que surgiu para morrer, matar personagens é sempre um pouco doloroso -, mas a cena era bem intensa e como ela era pequeninha no manuscrito original, eu precisava aumentar ela. Foi tranquilo e essa morte quase não passa pela minha cabeça, mas nos últimos dias eu tenho sentido uma coceira para abrir o PDF e reler essa cena para ver se ela ficou mesmo quando eu me lembro. Eu ainda não fiz isso porque eu tenho medo de ela estar uma merda e eu acabar querendo imprimir ela só para colocar fogo. (Obs.: Existem duas cenas de morte em MUV, mas um dos personagens nasceu para morrer, então mesmo que escrever a morte tenha me deixado com um bolo na garganta, ela também não é tão dolorosa.).

#8 - Colocar um piercing na orelha 
Eu já escrevi sobre isso, mas eu ia escrever de novo na Retrospectiva 2016, então para que o post de amanhã fique um pouco menor, aqui vai o que eu diria: De volta há uns quatro anos atrás eu disse com todas as palavras que "Eu nunca usaria nada que precisasse de manutenção com antiseptico". Meu comentário foi movido pelo tweet de alguém que eu seguia que disse que precisava de antiséptico para limpar o piercing. Eu não faço a mínima ideia de onde era o piercing dela e anos depois eu continuo com vários lugares onde eu nunca colocaria o piercing, mas quando minha mãe e minha irmã fizeram o segundo furo em 2013, eu cheguei a dizer que elas eram doidas. 2016, o ano mais louco do mundo, se passou e aqui estamos, com a orelha furada na cartilagem. Mas eu continuo sem costume de usar brincos. Eu uso colares muito mais frequentemente, mas mesmo sem usar brincos, eu queria furar a orelha em outros lugares para fazer algo bem legal. Mas isso não vai ser agora ou tão cedo.

#9 - Investir no blog 
Eu falei na última atualização também que tinha comprado o domínio próprio para o blog e que esse era apenas o primeiro dos planos de investimento neste site ao qual eu dedico meu sangue suor e lágrimas. Eu testei outro dos planos, um anúncio no Facebook, e apesar de ter dado relativamente certo e não ter sido muito caro, poderia ter dado muito mais certo se eu não fosse UMA ANTA. Eu calculei o público de forma errada, aceitando a sugestão do Facebook ao invés de pensar no público do blog. Só no penúltimo dia de anúncio eu percebi porque eu não estava gostando dos resultados. Além disso, eu deveria ter conectado com o Instagram para o anúncio aparecer lá também. Eu vou tentar refazer isso no futuro e também tenho outros planos. Tive uma ideia bem legal para o aniversário do blog no dia 7 de fevereiro, mas eu realmente não sei se isso vai funcionar então prefiro não comentar.

#10 - Terminar um diário pela primeira vez 
OUTRA COISA QUE EU CONSEGUI E NEM ACREDITO. Eu realmente preciso fazer um post sobre isso porque eu quero compartilhar algumas das coisas que eu escrevi e quero mostrar mais ou menos como eu mantenho um diário (porque aparentemente eu me acho muito inovadora), então eu não vou falar muito, além do fato de que eu comecei o tal diário no dia 16 de fevereiro de 2015 e terminei o diário em 18 de outubro de 2016, escrevendo cerca de 200 páginas em um ano, oito meses e dois dias.

#11 - Começar um bullet journal ✓ e #12 - Visitar São Paulo 
Esses dois eu já tinha completado na última atualização e estão mais explicados em posts: Uma muito necessária atualização da lista de 101 coisas em 1001 diasAmigas, livros e experiências quase-morte.

#13 - Aprender a fazer cheesecake 
Outra coisa que eu 100% fiz. No começo do mês passado, quando minhas amigas vieram aqui, eu tinha todos os itens que eu achava que fossem o necessário para fazer chesecake. Na verdade, eu acabei descobrindo que na maioria das receitas não pediam ovos e ficariam muito melhor com chantili ou creme de leite. Eu tinha creme de leite, mas eu tinha feito minha irmã comprar ovos no dia anterior, então eu precisava de uma receita com ovos. No fim o cheesecake ficou muito bom, mas teve alguns problemas de percurso: Não tinha tanto cream cheese quanto deveria, então o chesecake ficou bem baixo para a quantidade de biscoito da massa. Além disso, eu comi a ponto de enjoar do que tinha porque o pessoal que estava aqui foi embora antes do doce esfriar e só eu e minha irmã comemos. E eu não quero enjoar de chessecake. Então, eu sei fazer chesecake, mas quando eu fizer outra vez eu mudarei várias coisas, para que ele fique ainda melhor. E quando ele estiver perfeito, eu compartilho a receita.

#14 - Trazer todos os meus livros que ficaram para trás 
Outro item com o post: De volta pro meu aconchego.

#15 - Entrar em um curso ou workshop de escrita 
Em setembro a Isa (uma das integrantes da Tertúlia e autora da Achados e Perdidos) mandou no grupo o link para um curso sobre as mulheres na literatura, tanto como escritoras, quanto como personagens. O curso era incrível e por algumas semanas eu fiquei em dúvida se deveria entrar nele ou não. A questão é que eu sempre quis participar de um curso ou workshop de escrita, mas eu nunca tive a chance. Esse desejo meu é bem esquisito, já que pelo menos até o ano passado eu não era muito fã de escrever em grupo e com feedback constante (agora eu até sou, mas minhas paranoias tomam o melhor de mim), mas eu acho que workshop de escrita é uma das coisas sobre Ser Um Escritor® que eu romantizo (eu também romantizo participar de palestras e de entrevistas - mesmo tendo ansiedade social nível master - e receber minha primeira carta de rejeição. Sim, você leu certo, carta de rejeição. Eu acho que só vou me sentir uma escritora de verdade quando isso acontecer, então eu quero emoldurar minha primeira carta de rejeição. EU SEI QUE PROVAVELMENTE SERÁ UM E-MAIL OK? ME DEIXEM FANTASIAR).
O caso é que eu entrei no curso, assisti aulas e observei a comunidade incrível (eu li um conto tão lindo que ainda não saiu da minha cabeça), mas eu nunca completei ele - por isso eu coloquei o item como apenas "Entrar em um curso ou workshop de escrita" não terminar ele. Eu queria, muito. Eu enrolei nas primeiras semanas, mas foi porque eu estava bem cheia de coisas (ele começou na minha segunda semana de aulas). Quando eu finalmente pude me dedicar a ele, eu procurei saber se ele contava como carga horária para a faculdade (contava!) e eu fiz toda uma agenda, mas foi tarde demais. Não porque não daria tempo, minha agenda cobria todo tempo necessário, mas porque eu não tinha como escrever seis cenas diferentes de uma vez só e no meio do NaNoWriMo. Pensei muito sobre o que escrever, mas não vinha nada e eu fui ficando cada vez mais frustrada. Eu entrei no curso na pior época possível!! Deixar ele sem contribuir foi uma das coisas mais dolorosas do ano, mas eu precisei fazer isso. Se eu tivesse postado pelo menos uma das atividades, eu provavelmente teria me forçado a continuar, mas eu não consegui nada. Mas eu só abandonei o curso depois de fazer uma promessa com sangue de que eu preciso entrar em dois cursos desses ano que vem. Cursos simples, de seis semanas como esse foi, mas eu preciso fazer isso. Então veremos o resultado.

#16 - Terminar meu primeiro livro e ter a coragem de deixar pessoas lê-lo 
Sobre isso eu definitivamente vou escrever na Retrospectiva 2016, então voltem amanhã, para os detalhes mais dolorosos do meu cérebro depois de ter finalmente terminado Mais Uma Vez e deixado seres humanos lerem ele.

#17 - Começar o Low Poo 
Eu ouvi sobre Low Poo e No Poo (técnicas que vetam o uso de diversos produtos normalmente utilizados em shampoos e condicionador, que causam danos a longo prazo) pela primeira vez quando uma tia minha leu o post "Cabelo, cabelo meu" no ano passado e sugeriu que eu entrasse em um grupo no Facebook para ler mais sobre. A técnica pareceu legal e fazia muito sentido, mas o grupo era completamente insuportável. Eu costumo dizer que mais de três pessoas é multidão, o que é um óbvio exagero, mas não para grupos no Facebook. Um grupo com mais de dez pessoas eventualmente vai resultar em um monte de spam, gente fazendo comentários desnecessários e muita muita muuita briga. Eu acho que eu não consegui aguentar um mês inteiro naquele grupo porque eu ficava irritada toda vez que abria nele. Eu sei que isso não faz sentido, mas perdoem minha lua em Escorpião: Eu peguei raiva do grupo e peguei raiva da técnica. Só de ouvir falar sobre já me vinha uma coceira e eu mantive os produtos que já usava, que pelo menos eu usava dos mesmos.
Então em outubro desse ano, meu cabelo sofreu uma violenta diminuição de tamanho. Foi um acidente, nem eu, nem a amiga que cortou planejávamos cortar tão curto, mas ele ficou um amorzinho e eu me acostumei logo com o tamanho. Eu vi isso como uma oportunidade de tentar técnicas para deixar meu cabelinho mais saudável enquanto ele crescia de volta (e ele já tá bem mais longo do que estava quando eu cortei). Assim, eu comecei o Low Poo no final de outubro e tenho seguido com ele até agora. Eu não acho que sou a pessoa mais apropriada para dizer que meu cabelo está mais saudável. Eu sinto que ele está - ele fica menos marcado depois de alguns dias e continua superfofinho, além de ter menos nós e decididamente estar caindo em menor quantidade (mais isso eu vinha notando desde maio) -, mas pode ser apenas placebo. O efeito principal de ter começado o Low Poo, porém, é que EU ESTOU GASTANDO UMA GRANA PRETA COM PRODUTOS DE CABELO. Não porque eu preciso de muitos produtos, mas porque eu não consigo parar de comprar. Eu comecei com a linha Amo Cachos da Griffus porque é a mais barata, mas isso não adianta muita coisa porque eu não consigo parar de comprar tudo que eles têm. Quando o mês começou eu tinha seis produtos deles no banheiro: Dois potes do creme multifuncional, um de co-wash (condicionador higienizante), um do shampoo sulfate free, um da máscara de tratamento intensivo e a gelatina memorizadora. E eu temo o dia em que um deles acabar porque eu terei que ir à loja de cosméticos e se tiver chegado algo novo eu sei que vou comprar. Eu preciso ser controlada.

#18 - Não me arrepender
Esse é um item frouxamente inspirado em um da lista da tatii que eu adicionei depois de ter escrito sobre arrependimento na Tertúlia. É um item simples, mas complicado de explicar, que vale para todo o ano de 2017. No final do ano passado eu disse que uma imagem que resumia 2015 era o gif da galinha dançando com a legenda "No regrets". Um dos motivos pelos quais eu penso em 2015 com carinho é porque diversas vezes eu optei por fazer coisas que contariam no meu crescimento, mesmo que elas fossem loucas e irresponsáveis. Mas 2016 definitivamente não foi assim. Eu me arrependi muito e de muitas coisas. Eu fiz muitas merdas, mas também tem coisas que eu não tinha porque me arrepender - e que muitas vezes, eu deveria ter orgulho - e só me arrependo porque sou covarde. Então o objetivo para 2017 é isso: Ter menos medo. Não me arrepender.

#19 - Tirar meu passaporte 
Sabe qual foi a primeira coisa que eu fiz quando a eleição do Trump foi confirmada? Eu comecei a procurar como eu faria para ir para o Quênia. Eu passei o ano inteiro falando que se ele fosse eleito eu teria que cancelar meu Plano de Cinco Anos (que envolvia me mudar para Nova Iorque), então eu teria que criar um plano novo, mas o plano B sempre foi Viena, na Áustria. Porém, assim que a timeline começou a ficar caótica e triste eu comecei a procurar sobre ir ao Quênia. Eu me apaixonei pelo país durante o ano graças a Ruby Carr falando sobe ele o tempo inteiro e ao fato de eu ter me apaixonado pela língua local (suaíle), mas eu ainda fiquei surpresa por estar pesquisando sobre ir para o Quênia. Mas fazer aquilo fez com que eu sentisse que estava fazendo algo. Eu chequei documentação, as vacinas e decorei tudo que eu precisaria para conseguir o visto de seis meses para o país. Eu olhei preços para a viagem e me encantei por um voo com escala de seis horas em Joanesburgo. A única coisa que faltava era tirar o passaporte.
Eu não tirei o passaporte para ir para o Quênia, mas já que eu estava tão dedicada a organizar tudo, eu bem poderia fazer isso. Em 2015 eu escrevi que eu queria parar de sonhar e reclamar que minha vida não era assim e assado, mas começar a fazer coisas que fizessem com que minha vida fosse do jeito que eu quero. Se eu quero viajar pelo mundo todo, aprender francês e tirar meu passaporte ajuda. Eu peguei meu passaporte no dia 23 de dezembro e naquele mesmo dia fui quase desafiada a conhecer mais de 32 países em 10 anos. Outra coisa que eu fiz foi planos de viagem mais lógicos, ao invés de simplesmente dizer que eu quero ir para todo canto. Eu decorei todo percurso e tudo necessário para conhecer o Quênia. Eu transformei conhecer Porto Williams no Chile (a cidade mais ao sul do mundo) e ver a aurora austral em um dos meus planos para as primeiras viagens internacionais. Eu comecei a planejar viagem feito doida para o ano que vem. O que inclui o item abaixo.

#20 - Planejar minha viagem de aniversário
Eu tenho quase certeza de que todo mundo já sabe para onde eu quero ir no meu aniversário, mas eu não vou falar aqui ainda até estar tudo mais organizado. O planejamento já começou há alguns meses, mas ainda não tem nada fechado, então não vamos estragar. O que eu posso dizer é que eu definitivamente preciso ir para um estado do sul ou sudeste. "Por quê?" você, desavisado, pode se perguntar. Bem, meu aniversário no ano que vem cai no terceiro sábado de fevereiro. Terceiro sábado de fevereiro = último dia de horário de verão. Último dia de horário de verão = à meia noite do domingo o relógio volta uma hora e o sábado ganha uma hora a mais. Resultado: MEU ANIVERSÁRIO TERÁ 25 HORAS DE DURAÇÃO NOS ESTADOS COM HORÁRIO DE VERÃO!!! Então é, eu preciso estar em um estado com horário de verão. Eu teria tido um aniversário assim em 2012 quando ainda morava no Rio de Janeiro, mas o dia foi sábado de carnaval e a presidente (sdds) adiou o fim do horário de verão para o fim de semana seguinte. Em 2017, o carnaval é dia 28 de fevereiro o que quer dizer que eu finalmente terei um aniversário com 25 horas de duração. E, é claro, eu preciso comemorar isso.

#21 - Ter uma câmera semi-profissional
Eu disse no post sobre o Natal (link no próximo item) que eu queria ter uma câmera semi-profissional antes de ter uma câmera instantânea, mas acontece que deu erro no processo e eu comprei a segunda antes da primeira. Continuo realmente querendo uma câmera semi-profissional, especialmente se eu viajar tanto quanto eu pretendo e eu estou pedindo ela de presente de aniversário. Mas mesmo não ganhando, o plano é juntar dinheiro para comprar uma. Veremos.

#22 - Ter uma câmera instantânea 

#23 - Cozinhar mais para mim mesma
O bizarro desse item é que ele já está acontecendo, mas não está marcado como feito porque eu quero cozinhar para mim mesma mais ainda. Deixa eu contextualizar: Em Tóxico, a Isabel é filha de um cozinheiro e cresceu ajudando o pai na cozinha. Sempre que ela precisa pensar ou fazer uma atividade automática, ela inventa receitas, vai para a cozinha fazer coisas aleatórias e acaba enchendo as pessoas de comida pelo resto da semana. Eu provavelmente escrevi ela assim porque conheço e admiro muita gente desse jeito, especialmente Mandy Lee, que é reconhecida por produzir donuts em grande quantidade quando está trabalhando em música. A questão é que escrever tanto sobre como cozinhar relaxava a Isabel e ter que aguentar ela falando da culinária na minha cabeça como eu falo da escrita, teve um grande efeito sobre mim e no começo do mês eu comprei um monte de coisa para cozinhar, ao invés de comidas prontas e coisas de café da manhã.
O problema aqui é que eu não sou uma boa cozinheira, na verdade, - e inclusive, sou a única pessoa que eu conheço que não lembra de uma cozinheira incrível na família. Eu posso até ter, mas eu não lembro de ninguém. A maior parte de nós cozinha para sobreviver. - e por muito tempo eu fui levada a pensar que eu sou um lixo na cozinha. Mas sabe o que você aprende morando sozinha? A fazer milagre com um pacote de macarrão, um ovo e alguns temperos. Eu nunca vou participar de uma competição culinária, mas eu preparei umas coisas bem compatíveis com a minha fome durante o primeiro ano sozinha. E é por isso que o objetivo é cozinhar mais para mim mesma. Comprar carne e coisas para salada para quando eu estiver stalkeando a Kira Kosarin pela nonagésima vez e ver uma foto de uma salada, eu simplesmente ir e comer a salada. (Eu passo muito tempo desejando as saladas que eu vejo no Instagram e um monte de gente me acha maluca por isso. Mas eu não sou maluca, eu simplesmente não discrimino comida. Eu consigo comer uma salada verde e um hambúrguer com a mesma vontade dependendo do dia). Eu também deveria colocar como objetivo comprar mais frutas e coisas diferentes porque parece que eu só me alimento de pão e de massas há mil anos. Não, sério, é tanto carboidrato que salgado de lanchonete tem me causado ânsia. Eu sei que não compro frutas porque elas ficam ruins muito rápido e eu tenho que comprar constantemente para sempre ter em casa, mas ou eu compro frutas ou em breve eu não vou conseguir comer mais nada. Eu sei que isso soa meio que uma tentativa de ser mais saudável em 2017, mas só é isso se você levar em consideração meu estômago. E se eu fosse pensar nele, na verdade, eu teria que diminuir o café também. Ah não, isso é demais. Deixa eu calar a boca agora.

É isso. Só o que falta é avisar que eu tenho usado a hashtag #QaMdE101coisasem1001dias para falar sobre itens completos no Twitter, no Instagram e no Facebook. Se vocês quiserem conferir, é só pesquisar.
Este post já foi em partes uma retrospectiva e um certo prospecto para 2017, então eu não estou surtando tanto sobre ele ter sido publicado menos de 24 horas antes da retrospectiva real. Mentira, eu tô surtando, sim.
G.

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